Almanaque Raimundo Floriano
Fundado em 24.09.2016
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)
Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, dois genros e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.
Correio Braziliense segunda, 10 de abril de 2023
CARIOCÃO 2023: DERROTA DO FLAMENGO REAFIRMA O CLUBE COMO O MAIOR VICE DO CAMPEONATO CARIOCA
Derrota do Flamengo reafirma o clube como maior vice do Campeonato Carioca
Apesar do título de maior vice, o Flamengo também ostenta o título de maior campeão carioca, com 37 vitórias. O Fluminense, que ocupa o segundo lugar na lista de campeões, diminuiu a diferença entre os dois e tem 33 vitórias
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Talita de Souza
postado em 09/04/2023 20:57 / atualizado em 09/04/2023 22:03
O Rubro-Negro, de Pedro (foto), não conseguiu segurar o Fluminense e perdeu, pela segunda vez consecutiva, o título Carioca para o Tricolor por 4 a 1 - (crédito: Mauro Pimentel/AFP)
A derrota do Flamengo contra o Fluminense na final do Campeonato Carioca, na noite deste domingo (9/4), reforçou uma estatística nada gratificante para o clube rubro-negro: ele é o maior vice do Carioca, com 35 decisões em que ficou no segundo lugar na história da disputa.
O Flamengo ocupa o topo do ranking de seis times com o maior número de derrotas na final do Carioca: são nove vezes mais que o Vasco, conhecido popularmente como “vice” — informação desatualizada já que o Cruzmaltino conquistou o segundo lugar 26 vezes na história do Campeonato Carioca. O levantamento é do portal ge.
Ocupam os outros lugares o Fluminense, com 25 vezes vice; Botafogo (21); América (8) e Bangu (6). Apesar do título de maior vice, o Flamengo também ostenta o título de maior campeão carioca, com 37 vitórias. O Fluminense, que ocupa o segundo lugar na lista de campeões, diminuiu a diferença entre os dois e tem 33 vitórias.
América: 8 vezes — 1911, 1914, 1917, 1921, 1929, 1950, 1954 e 1955
Bangu: 6 vezes — 1951, 1959, 1964, 1965, 1967 e 1985
Correio Braziliense segunda, 10 de abril de 2023
PAULISTÃO 2023: PALMEIRAS GOLEIA O ÁGUA SANTA E LEVA A TAÇA
Palmeiras goleia o Água Santa e leva a taça do Paulistão 2023
Gabriel Menino marcou o primeiro gol e José Manuel o quarto, fazendo o time levantar a taça pelo segundo ano consecutivo
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Débora Oliveira
postado em 09/04/2023 18:22 / atualizado em 09/04/2023 19:01
(crédito: Cesar Greco/Palmeiras)
O Palmeiras derrotou o Água Santa por 4 a 0 e garantiu o título de campeão do Campeonato Paulista de 2023 e a Taça da Independência. A decisão ocorreu na tarde deste domingo (9/4), no Allianz Parque, em São Paulo.
Aos 15 minutos de jogo, Gabriel Menino marcou o primeiro gol para o Palmeiras animando os torcedores. Deixando o Palmeiras mais próximo da Taça, Menino fez o segundo gol aos 27 minutos do primeiro tempo.
O Verdão tratou de resolver a parada logo no primeiro tempo, quando Endrick aproveitou rebote de chute de Rony e decretou a goleada, fazendo o terceiro gol do time ainda no primeiro tempo aos 34 minutos de jogo.
No segundo tempo, José Manuel marcou mais um gol para o Palmeiras. Com a vitória, o Palmeiras se tornou bicampeão do Campeonato Paulista.
Caminho até a taça
O Água Santa construiu uma campanha histórica no Paulistão 2023. A equipe surpreendeu na competição e chegou ao último jogo do campeonato com a vantagem do empate, depois de vencer o Palmeiras por 2 a 1 no jogo de ida, na Arena Barueri. Comandada por Thiago Carpini, a equipe venceu o São Paulo nas quartas de final e o Red Bull Bragantino na semifinal, ambos em disputas decididas nos pênaltis.
Correio Braziliense domingo, 09 de abril de 2023
MARATONA BRASÍLIA 2023: EVENTO DISTRIBUIRÁ R$ 51 MIL EM PRÊMIOS
Maratona de Brasília distribuirá R$ 51 mil em prêmios; veja como se inscrever
Festa do esporte no aniversário da capital distribuirá R$ 51 mil em premiação aos vencedores das etapas de 42km, 10km e 5km
DQ
Danilo Queiroz
CG
Camilla Germano
postado em 08/04/2023 06:00
(crédito: Raimundo Pacco/CB/D.A Press)
Bom para o corpo, para a mente e, também, para o bolso. De volta após um hiato de 25 anos, a Maratona Brasília terá uma premiação robusta destinada aos integrantes do pódio da edição de 2023. Ao todo, a corrida — promovida em comemoração ao aniversário de 63 anos da capital federal e do Correio, em 21 de abril — vai distribuir R$ 51 mil aos três primeiros colocados de cada uma das categorias em disputa. A largada da prova será às 7h.
A festa o esporte brasiliense tem largada e chegada marcadas para o Palácio do Buriti, no Eixo Monumental, e percorrerá os principais pontos turísticos da capital federal em três modalidades com distâncias diferentes. Os corredores terão à disposição desafios de 5km, de 10km e de 42km (individual ou revezamento em dupla com 21km para cada atleta). Todos os circuitos seguem as diretrizes impostas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
A prova mais prestigiada também terá a maior premiação. Nos 42km da Maratona Brasília, os vencedores das etapas masculina e feminina vão faturar R$ 6 mil. O valor muda conforme as posições seguintes: R$ 3 mil para quem passar a linha de chegada em segundo, R$ 2 mil para os terceiros colocados, R$ 1 mil para o quarto e R$ 500 destinados para o quinto lugar em cada naipe. No revezamento, a dupla vencedora leva R$ 3 mil. Os segundos colocados ficam com R$ 1,5 mil, enquanto quem fechar o pódio embolsa R$ 1 mil.
Nas modalidade de 10km e 5km, os valores destinados para a premiação também envolvem os três primeiros colocados. Os prêmios, porém, serão exclusivos em cada distância. Na mais longa delas, o campeão vai ganhar R$ 2 mil. O vice fatura R$ 1,5 mil e o terceiro colocado põe no bolso R$ 1 mil. Na prova de cinco mil metros, o primeiro colocado embolsa R$ 1,5 mil. As posições seguintes conquistam R$ 1 mil e R$ 500. Em todos os casos, além do dinheiro, os corredores mais bem posicionados também vão ganhar um troféu.
Na visão de Miguel Jabour, assessor de Relações Institucionais do Correio, a retomada da Maratona Brasília é benéfica para a cidade e pode ajudar em setores como o turismo e a economia. "Todos os corredores sonham em correr na sua cidade. Os maratonistas brasilienses tinham que ir para o Rio, para São Paulo, e outros lugares. Isso mostra a nossa importância para esses corredores, que estamos dando a oportunidade para eles correrem na cidade deles, com aplauso da família, dos amigos, das equipes que treinam junto", pontuou.
O troféu de condecoração será disponibilizado, ainda, aos principais das categorias de corredores com deficiência e de cadeirantes. Todos os atletas que concluírem as etapas da Maratona Brasília serão agraciados, ainda, com uma medalha de participação. O kit corrida também conta com camiseta da Maratona Brasília, braçadeira porta celular, ecobag e número de peito. As inscrições custam R$ 90 (público geral) e R$ 67,50 (assinantes do Correio) e podem ser feitas até 19 de abril. Idosos pagam metade do valor, ou seja, R$ 45.
Desfile na capital
Organizada em parceria com o Correio e o patrocínio do Atacadão Dia a Dia, a Maratona Brasília começa às 7h de 21 abril, em frente ao Palácio do Buriti, no Eixo Monumental. O aquecimento está marcado trinta minutos antes. A prova percorrerá alguns dos principais monumentos da capital federal, com o maior percurso atravessando, ainda, os Eixos Sul e Norte da capital federal.
As inscrições para a corrida podem ser feitas do site www.centraldacorrida.com.br (acesse por meio do QR Code ao lado). Ao todo, serão disponibilizadas 2 mil vagas para os percursos. Para o percurso de 42km, que fará todo o trajeto do avião, marca da capital federal, a idade mínima para participação dos corredores é de 20 anos, Nas provas de 10km e 5km, a exigência etária é de, pelo menos, 16 anos.
Correio Braziliense sábado, 08 de abril de 2023
VIA SACRA DE PLANALTINA: CATÓLICOS SE UNEM EM ESPETÁCULO DE FÉ, DEVOÇÃO E GRATIDÃO, NO MORRO DA CAPELINHA
Católicos se unem em espetáculo de fé, devoção e gratidão no Morro da Capelinha
Na Semana Santa, o Morro da Capelinha, em Planaltina, é visitado por milhares de fiéis para relembrar os últimos dias de Jesus Cristo. Mas é na Sexta-feira da Paixão que devotos pagam promessas e vão à emoção durante a encenação da Via Sacra
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Júlia Eleutério
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Naum Giló
postado em 08/04/2023 05:00
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A Sexta-feira da Paixão é o momento que os católicos relembram vida e morte de Jesus Cristo. No Distrito Federal, um dos principais destinos no feriado sagrado é o Morro da Capelinha, em Planaltina. O local é conhecido pela tradicional encenação da Via Sacra, quando devotos podem ver de perto detalhes da prisão, julgamento e crucificação do messias. A apresentação ocorreu durante a tarde, mas, desde a manhã, fieis compareceram ao local para pagar promessas e agradecer pelas graças alcançadas.
De Sobradinho 2 até o Morro da Capelinha são cerca de 28 quilômetros. Essa é a distância que o motorista Pitter Lincon Pereira, 37 anos, percorreu ontem, durante a tradicional Via Sacra de Planaltina. O objetivo era pagar a promessa Davi, como ele mesmo denominou. "É uma promessa para um filho de um grande amigo meu que se encontra internado", conta ele, que dedica a promessa à saúde e à vida do garoto. "É muita gratidão a Deus", afirma o cristão, enquanto caminhava, carregando uma cruz de 30kg. "É um sacrifício que vale a pena. Com fé em Deus, ele vai sair dessa", comentou o motorista, ressaltando ser a quarta promessa que faz.
Esta foi a 50ª vez em que o Grupo Via Sacra de Planaltina levou para a comunidade a encenação que retrata o Calvário de Jesus. A estudante Erica da Silva, 21, frequentou o Morro da Capelinha diversas vezes, via as pessoas cumprindo promessas, mas nunca imaginou que também estaria ali um dia, de joelhos, para retribuir uma graça alcançada. Moradora de Valparaíso de Goiás, ela pediu a Deus para que a avó, que adoeceu, ficasse bem. "Graças a Ele, ela melhorou e estou aqui pagando a promessa com o coração muito feliz, mesmo diante de tanta dor, porque é muito bom ver essa graça alcançada pelo nome de Jesus", destacou.
Moradora do Arapoanga, Ana Célia Vieira da Silva, 49, concluiu a subida de joelhos para agradecer pela saúde da mãe, que tem 72 anos. "Fiz essa promessa com a minha fé pela cura dela", pontua. A babá comenta que a idosa estava com aneurisma. "Não é fácil, mas não é impossível. Graças alcançadas e dever cumprido", enfatiza. Amparada, Ana ficou bastante emocionada ao chegar na capelinha. Ela fez uma oração e depois acendeu uma vela que ganhou de um outro cristão que passou dando apoio na caminhada.
Assim como Ana Célia, a estoquista Adaiane Gomes, 43, não conseguiu conter a emoção ao chegar no alto do morro. "Quando você começa a olhar para trás e vai chegando perto, você vai pedindo força. É emocionante!", celebra. Ela conta que o propósito da subida de joelhos está relacionado a vários aspectos da vida pessoal, principalmente a família e as finanças. "Sou muito devota de Nossa Senhora e sabia que ela ia me ajudar a subir esse trajeto", comenta a moradora de Planaltina, que trouxe uma vela para acender e rezar.
Descalço e andando por cerca de 7km, Antônio Filho de Oliveira, 46 anos, faz o caminho de casa até o topo do Morro da Capelinha há 13 anos como promessa pela saúde dos filhos, principalmente pelo mais velho. "Quando ele nasceu, ficou muito doente, então eu e minha esposa fizemos essa promessa de todos os anos vir e acender velas, além de agradecer pela saúde dele", destaca o gerente administrativo, que leva um caixa de velas para fazer a oração de joelhos em frente a cruz no morro.
Para levar palavras de acalento e alegria aos cristãos que vão até o local da famosa Via Sacra de Planaltina, os membros da Escola de Evangelização Santo André, da Paróquia São Vicente de Paula, subiam o morro tocando violão e cantando músicas religiosas. O coordenador do grupo Paulo Cesar França, 40 anos, conta que eles foram em missão de evangelização das pessoas mais necessitadas e foram pagar promessas. "A gente vai falando com eles sobre fé, motivando e pregando o amor de Deus para com todos", comenta.
A beleza da encenação
A encenação da Via Sacra contou com público aproximado de 60 mil pessoas. Se contar com os fiéis que foram ao local pela manhã, mais de 80 mil pessoas passaram pelo Morro da Capelinha ontem. A informação foi dada ao Correio pelo Tenente Jefferson Matos, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A corporação não registrou nenhuma ocorrência grave.
A chuva fina ao longo da tarde não espantou os milhares de fiéis que acompanharam, passo a passo, a via crucis de Jesus Cristo, desde a sua prisão, passando pelo julgamento, até a crucificação. A tradicional Via Sacra começou um pouco antes das 15h e terminou após as 20h. Um telão transmitiu toda a encenação ao vivo para aqueles que não queriam ou não podiam acompanhar todo o espetáculo.
Presente pelo quinto ano, o cirurgião-dentista Raphael Soares, 32, descreve como "um momento único" para os cristãos. "A Semana Santa é o momento mais esperado, quando sentimos o sofrimento que Jesus passou para nos salvar", definiu o católico, que, há três anos, decidiu gravar na pele permanentemente a cena em que Cristo é crucificado em uma tatuagem que cobre o ombro direito e parte do braço de Raphael.
Já a bióloga Looatti Silvério, 30, foi pela primeira vez à encenação da Paixão de Cristo no Morro da Capelinha. O pequeno José Felipe, de apenas 1 ano, estava com ela. O banquinho de madeira foi um item essencial para acompanhar todo o espetáculo e cuidar do filho ao mesmo tempo. "Gostei muito da montagem e fiquei emocionada no momento da crucificação. Pretendo voltar nos próximos anos", revela a moradora de Formosa (GO).
A aposentada Maria Aparecida Rabelo, 63, viu toda a evolução da Via Sacra de Planaltina. Ela veio na primeira apresentação, em 1973. "Era completamente diferente. Não tinha essa estrutura toda. A estrada era de chão", lembra a moradora de Planaltina, que se emociona em todos os atos da Via Sacra, mas afirma que a crucificação e ressurreição são as partes mais comoventes. "Eu venho pela beleza da encenação", conta.
Renda extra
A Paixão de Cristo no Morro da Capelinha também atrai os comerciantes. Vendendo artigos religiosos, brinquedos, bebidas e lanches, os vendedores cadastrados e licenciados têm uma boa expectativa para a saída dos produtos.
Com terços feitos à mão, Alex Leal, 52 anos, chegou ao morro às 6h da manhã. "Já tem 15 anos que trabalho aqui e é porque é uma oportunidade que temos", destaca. O morador de Taguatinga conta que fica até o final do evento. Assim como Alex, Adelmo Tavares, 52 anos, chegou cedo ao Morro para garantir uma renda extra. "A gente vende pão de queijo, rosca caseira, brinquedos, água", conta o morador de Planaltina. "Quem trabalha na praça é improviso", fala, ao lembrar a possibilidade de chuvas até o fim da encenação.
Pela primeira vez comercializando no Morro da Capelinha, Claudiomar de Lima, 29 anos, foi com o irmão e a cunhada para vender lanches. Ele conta que chegaram ao local na tarde de quinta-feira. "Dormimos por aqui mesmo e pegamos até uma chuva na madrugada. Vamos ficar até o final", afirma.
Correio Braziliense sexta, 07 de abril de 2023
VIA SACRA NO MORRO DA CAPELINHA: CRISTÃOS SOBEM O MORRO PARA PAGAR PROMESSAS
De joelhos ou a pé, cristãos sobem o Morro da Capelinha para pagar promessas
Nesta sexta-feira Santa (7/4), os pagadores de promessas às cumprem pelas graças conquistadas. Movidos pela fé, centenas de pessoas vão até o alto do morro para fazer orações
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Júlia Eleutério
postado em 07/04/2023 09:29 / atualizado em 07/04/2023 09:48
(crédito: Marcelo Ferreira / CB / DA Press)
Para celebrar a Paixão de Cristo e as graças alcançadas, os pagadores de promessas chegaram cedo, nesta sexta-feira santa (7/4), ao Morro da Capelinha. Movidos pela fé, os cristãos vão a pé, de joelhos ou de bicicleta percorrendo longas distâncias até o topo do morro.
De joelhos, Giana do Nascimento, 43 anos, subia o Morro pagando a promessa que fez para a saúde da filha Aylla, de 4 anos. "Ela nasceu com um problema no crânio e, aos oito meses, teve que passar por uma cirurgia. O médico falou que ela teria que passar novamente e eu creio no poder de Jesus na cura dela", comenta a moradora de Valparaíso.
Muito emocionada, a contadora contava com o apoio da filha, do marido e da sogra, que a acompanhavam no trajeto, além dos outros cristãos que passavam desejando votos de fé e força na caminhada. "Estou aqui agradecendo a Deus e pagando essa promessa", pontua.
Após os anos de pandemia da covid-19, o casal de professores Marcela Fonseca, 41, Thiago Paiva, 42, vieram de bicicleta até o topo do Morro da Capelinha. "A gente acabou se afastando de fazer o trajeto e estamos retomando agora", destaca a moradora de Planaltina.
Ao fim da subida, eles acenderam uma vela ao chegar no alto e fizeram uma oração. "É um momento de reflexão e de agradecimento", comenta Thiago. "Jesus é o que nos move e nos conduz. Ele é tudo para a gente", completa Marcela.
A partir das 14h30, o tradicional espetáculo da Via Sacra no Morro da Capelinha terá início. Essa será a 50ª edição e a expectativa de público é de até 150 mil pessoas. A encenação é formada por 1.400 integrantes voluntários, sendo 1.100 só de atores e 300 membros da equipe técnica.
Trânsito
Por conta da realização da Via-Sacra, no Morro da Capelinha, em Planaltina, equipes do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF) estão no local desde às 6h, para fazer o controle do tráfego e orientar os participantes e visitantes do evento. Os agentes ficarão a postos nos dois acessos ao local, pela DF 230.
De acordo com o Detran-DF, o primeiro acesso ao Morro da Capelinha será destinado aos pedestres, que seguirão uma rota própria, e veículos credenciados. Enquanto isso, no segundo acesso, será permitida a entrada de ônibus e demais veículos não-credenciados.
Nesse acesso, os agentes de trânsito vão orientar os condutores a seguirem até um dos três locais de estacionamento de veículos — o geral, o destinado à produção e figurantes e o reservado às pessoas com mobilidade reduzida e idosos.
Correio Braziliense quinta, 06 de abril de 2023
LIBERTADORES: FLAMENGO ESTREIA COM DERROTA PELA PRIMEIRA VEZ EM NOVE ANOS
Libertadores: Flamengo estreia com derrota pela primeira vez em nove anos
Tropeço contra o Aucas, do Equador, por 2 x 1, encerrou sequência positiva em debutes. O último revés no primeiro compromisso pelo torneio continental havia sido contra o León-MEX, em 2014
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Victor Parrini
postado em 05/04/2023 21:04 / atualizado em 05/04/2023 21:12
(crédito: Rodrigo Buendia/AFP)
A estreia do Flamengo na Libertadores, nesta quarta-feira (5/4), ficou marcada negativamente pela derrota de virada, por 2 x 1, para o Aucas, do Equador, fora de casa. Além do prejuízo na tabela, o tropeço longe do Rio de Janeiro encerrou uma sequência de respeito na competição. Há nove anos o Rubro-Negro não perdia em debutes no principal do torneio do continente.
A última vez que foi derrotado no primeiro compromisso de Libertadores em uma temporada foi em 2014. O time da Gávea era comandado por Jayme de Almeida quando caiu diante dos mexicanos do León, por 2 x 1. À época, o Flamengo amargou outras duas derrotas e deu adeus ao sonho do título ao não se classificar às oitavas com a terceira colocação do Grupo G.
De lá para cá, o Flamengo havia conquistado cinco vitórias e um empate em estreias. Goleou o San Lorenzo por 4 x 0 em 2017, empatou com o River Plate por 2 x 2 no ano seguinte e emplacou três triunfos consecutivos em debutes contra San José (1x0 em 2019), Junior Barranquilla (2x1 em 2020) e Vélez Sarsfield (3x2 em 2021). Na temporada passada, superou o Sporting Cristal por 2 x 0.
Com a bola rolando no Equador, o Flamengo não convenceu. O técnico Vítor Pereira escalou uma equipe alternativa. Na etapa inicial, conseguiu controlar melhor a partida, mas tinha dificuldade para concluir as jogadas. Apesar das tribulações, conseguiu abrir o placar com Matheus França, aos 38 minutos. O cenário positivo, porém, foi revertido no segundo tempo. O Aucas se lançou ao ataque e incomodou. Chegou ao empate com Eryc Castillo, aos 12, e virou oito minutos depois. O árbitro, entretanto, foi chamado para rever o lance com falta sobre Pedro na origem da jogada.
Apesar do alívio pelo gol adversário anulado, o Flamengo seguiu acuado. Os donos da casa não diminuíram o ritmo e balançaram as redes pela segunda vez aos 39 minutos. Ordoñez recebeu lançamento em velocidade, aproveitou a bobeira da zaga e decretou a virada equatoriana sobre o atual campeão da Libertadores. Os cariocas ainda tiveram seis minutos de acréscimos para reverter o cenário, mas não encontraram forças.
A derrota para o Aucas foi a terceira de virada do Flamengo na Era Vítor Pereira. Agora, a equipe volta as atenções para o Campeonato Carioca. No domingo (3/4), o time vai a campo para o segundo jogo da final contra o Fluminense, às 18h, no Estádio Maracanã.
Correio Braziliense quarta, 05 de abril de 2023
OVOS DE CHOCOLATE: 5 OPÇÕES POR ATÉ R$50
Páscoa? 5 opções de ovos de chocolate por até R$ 50
Tem sem açúcar, infantil e até de doce de leite da Havanna
CV
CB Vitrine
postado em 29/03/2023 15:31
(crédito: Getty Images/iStockphoto)
Por CB Vitrine
Bom e barato? Temos! A data mais gostosa do ano não pode passar em branco, mas também não pode pesar no orçamento da família. E, apesar da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), mostrar que neste ano os ovos estão entre 13% e 18% mais caros, a CB Vitrine fez questão de garimpar preços que cabem no bolso e trazer opções deliciosas que custam até R$ 50. Ficou curioso (a)?
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Correio Braziliense terça, 04 de abril de 2023
TRABALHO ESCRAVO: DISTRITO FEDERAL ALERTA PARA O COMBATE
Distrito Federal acende alerta para o combate ao trabalho escravo
Entre 2019 e 2022, 193 pessoas viveram em condições análogas à escravidão no Distrito Federal. O Correio analisou dados, conversou com especialistas e conta a história de uma mulher que viveu nessas condições por 18 anos
IM
Isac Mascarenhas*
MF
Mila Ferreira
postado em 04/04/2023 06:00 / atualizado em 04/04/2023 10:22
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Submissão, restrição de liberdade, condições degradantes. Mais um século se passou desde a abolição, mas as faces da escravatura persistem. As raízes da servidão atravessaram os grotões do Brasil e chegaram às grandes cidades, como a capital federal. De acordo com dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas de 2019 a 2022, 193 pessoas viveram em condições de trabalho análogas à escravidão no Distrito Federal. Somente em 2022, 18 trabalhadores foram encontrados nessas condições no DF. O número representa menos de 1% das 2.575 vítimas em todo Brasil, mas preocupa. O Distrito Federal aparece em 3º no ranking de pessoas libertadas, perdendo apenas para São Paulo (714) e Rio de Janeiro (328).
Muitas vezes, as vítimas desse tipo de exploração nem reconhecem que estão sendo alvo de trabalho análogo à escravidão, explica a psicóloga comportamental Geane Santos. De acordo com a especialista, a origem pobre contribui para a falta de discernimento com relação à condição vivida. "Elas não questionam. Não questionam a alimentação, a submissão, o lugar que está morando, o não acesso à saúde. Trabalham apenas para pagar a própria comida", analisa Geane.
Trabalhadores amontoados
No DF, uma fazenda da zona rural de Sobradinho foi cenário para a libertação de 14 cearenses em dezembro de 2022. No local, a fiscalização trabalhista encontrou alojamentos com fios elétricos expostos, onde os trabalhadores ficavam amontoados. Os banheiros não tinham limpeza e faltava até água para beber e cozinhar.
Em pleno feriado de Natal, 10 trabalhadores foram descobertos escravizados numa lavoura às margens da DF-180, no Gama. No dia em que foram encontrados pela Polícia Militar, eles tinham comido apenas arroz e farinha seca. As vítimas vieram do Piauí para trabalhar, mas não recebiam pagamento e nem podiam sair do rancho. Também faltava água potável, sabonete e comida. Até o colchão que dormiam eles deviam comprar.
Essas pessoas fazem parte do triste grupo de trabalhadores que vieram de outros estados para realizar seus sonhos em Brasília e acabaram explorados. Seja em busca de uma oportunidade de emprego, de melhores condições de vida ou fugindo da fome, essa sina se repetiu com 96, das 193 pessoas resgatadas na capital.
De acordo com Geane Santos, a distância dos familiares piora a saúde do indivíduo, que está física e psicologicamente vulnerável. "Depressão, ansiedade, transtorno de pânico e ideias suicidas são algumas doenças que podem ser desenvolvidas", enumera a psicóloga.
Novo perfil
O perfil das pessoas escravizadas pouco mudou desde as alforrias no século 19. A maior parte são homens pretos, jovens e com pouca escolaridade. Entre as pessoas resgatadas no DF, 90% delas têm pele preta ou parda. O restante eram pessoas brancas (9%) e amarelas (1%), que é como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identifica descendentes de asiáticos.
As informações da Secretaria de Inspeção do Trabalho mostram que mais da metade das vítimas não conseguiram terminar o ensino fundamental: uma a cada três não passaram do quinto ano. Algumas, nem sequer tinham entrado na escola, eram analfabetas. Com relação à faixa etária, quase metade dos homens, que são maioria entre as vítimas, têm menos de 30 anos. Entre eles, adolescentes e idosos.
Entre as mulheres, o que chama atenção é a idade avançada. Grande parte na faixa entre 34 e 44 anos de idade. Esse perfil é o reflexo da população que é mais miserável e que não tem oportunidades. A avaliação é do advogado trabalhista Luis Camargo. O especialista diz que existe uma cultura escravocrata no empresariado brasiliense que não admite pobres em posições de poder. "Os lucros impulsionam esse tipo de trabalho. Também há uma impunidade do escravocrata moderno. Nenhum foi preso, nenhum", ressalta.
Relato real
Dona Zilda (nome fictício), hoje com 74 anos, viveu, por 18 anos, em condições de trabalho análogas à escravidão. Com a promessa de uma vida melhor, foi tirada da casa dos pais aos 11 anos, onde vivia com mais nove irmãos. Foi "adotada" por uma família com melhores condições de vida, acreditando que teria um destino diferente da família biológica, que vivia na roça no interior de Minas Gerais. No entanto, a realidade tomou rumos diferentes. Desde cedo, a mulher que a adotou, a quem chamava de madrinha, obrigava Zilda a fazer todos os serviços domésticos da casa e não a deixava estudar. Apesar de terem se mudado para uma cidade maior, as condições de vida proporcionadas a ela não correspondiam ao que Zilda sonhou para o próprio futuro.
Ela só conseguiu se matricular na escola porque uma vizinha ofereceu ajuda e efetuou a inscrição de Zilda. No entanto, a família com quem morava fazia de tudo para impedi-la de estudar. "Quando chegava a hora de eu ir para a escola, ela enchia a bacia de roupa suja e me mandava lavar. Eu lavava correndo e ia para a escola. Conversava com a professora e explicava minha situação, para justificar os atrasos. Quando tinha prova, a professora separava a minha e ficava comigo até eu terminar. Reprovei algumas vezes e só consegui estudar até a quinta série", relata.
A libertação de dona Zilda aconteceu após a família mudar-se para o Distrito Federal. Graças a outra vizinha, Zilda, aos 20 anos, ficou sabendo que o centro espírita próximo da sua casa estava oferecendo cursos de manicure. A vizinha deu um alicate de presente para Zilda e a incentivou a procurar qualificação profissional. "A família que me adotou não gostou nada da ideia. Eles ficaram com raiva da vizinha por ter me estimulado. Afinal, eles perderiam a empregada que trabalhava de graça para eles", conta Zilda.
Mas ela não abaixou a cabeça. Apesar de trabalhar o dia inteiro limpando, cozinhando e lavando roupa, ela conseguiu fazer o curso de manicure e passou a sair todo dia batendo de porta em porta oferecendo os serviços. "Quando eu chegava tarde, minha 'madrinha' ficava brava. Um dia, chegou a me bater", afirma.
Foram anos de agruras, até Zilda conseguir um emprego em um salão de beleza e ir embora de casa apenas com a roupa do corpo e os documentos. "Minha 'madrinha' veio atrás de mim pedindo para voltar, mas eu não voltei nunca mais. Consegui emprego e batalhei. Há 32 anos, abri meu próprio salão de beleza, que tenho até hoje", finaliza ela.
Correio Braziliense segunda, 03 de abril de 2023
TELEFONE CELULAR: O PRIMEIRO DO MUNDO COMPLETA 50 ANOS - PESAVA MAIS DE 1 KG
Primeiro celular do mundo completa 50 anos; aparelho pesava mais de 1kg
Além de pesados, se comparados aos celulares modernos, o primeiro aparelho também não era nada barato, pois custava cerca de R$ 131 mil
CB
Correio Braziliense
postado em 03/04/2023 08:54
(crédito: VALERIE MACON / AFP)
Em 3 de abril de 1973, há exatos 50 anos, o engenheiro norte-americano Martin Cooper apresentava o DynaTAC 8000x, primeiro celular do mundo. Nesse mesmo dia também foi realizada a primeira chamada móvel do planeta. O aparelho pesava 1,1 kg, tinha 33 centímetros de altura e a bateria só durava 25 minutos para ligações. "Mas este último não foi um problema. O telefone era tão pesado que você não conseguia segurá-lo por mais de 25 minutos", brinca o engenheiro Cooper, em entrevista à AFP.
Além de pesados, se comparados aos celulares modernos, o primeiro aparelho também não era nada barato, pois custava cerca de R$ 131 mil (US$ 5 mil). Martin Cooper era engenheiro da Motorola na época da invenção do celular. A empresa havia investido milhões de dólares no projeto, com a esperança de derrotar a Bell System, que dominou as telecomunicações nos Estados Unidos desde sua criação em 1877.
Engenheiro Martin CooperVALERIE MACON / AFP
Os engenheiros da Bell lançaram a ideia de um sistema de telefonia celular logo após a Segunda Guerra Mundial e, no final da década de 1960, conseguiram colocar telefones em veículos, em parte por causa da enorme bateria necessária para funcionar.
Mas Cooper avaliava que isso não era mobilidade real. No final de 1972, ele decidiu que queria um dispositivo que as pessoas pudessem usar em qualquer lugar. O projeto reuniu especialistas em semicondutores, transistores, filtros e antenas — que trabalharam sem parar por três meses.
Passados metade de um século desde a apresentação do primeiro celular do mundo, Martin Cooper avalia que os smartphones têm se tornado uma "extensão da pessoa". "E estamos apenas no começo. Estamos apenas começando a entender o que ele pode fazer. No futuro, esperamos que o telefone celular revolucione a educação. Ele revolucionará a área médica. Sei que parece exagero, mas em uma, ou duas, gerações vamos vencer doenças", afirmou o engenheiro, que atualmente tem 94 anos.
Correio Braziliense domingo, 02 de abril de 2023
MARATONA BRASÍLIA 2023: CORREDORES DE RUA ESTÃO, DESDE JÁ, NO CLIMA
Corredores de rua estão, desde já, no clima da Maratona Brasília
Atletas amadores e profissionais se preparam para a corrida de rua que marca o aniversário da capital e do Correio, em 21 de abril. Festa retorna, após 25 anos, com mais de R$ 50 mil em premiações
NG
Naum Giló
postado em 02/04/2023 06:00
(crédito: Fotos: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Após 25 anos, corredores de Brasília e de todo o Brasil poderão percorrer trajetos que passarão por alguns dos principais cartões-postais da capital. A Maratona Brasília volta em 21 de abril e os atletas da cidade estão se preparando para o grande dia, seja nos percursos de 42km, 10km ou 5km, nas modalidades individual ou em dupla. Haverá mais de R$ 50 mil em premiações.
A competição — que marca os aniversários de Brasília e do Correio Braziliense — é mais do que uma oportunidade de exercitar a paixão pela corrida para Edva Paula Monteiro da Costa, 58, mais conhecida como Paulinha. Ela não só esteve na última edição da maratona, em 1998, como levou o troféu para casa. A servidora do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) começou a correr ainda em 1995.
No ano seguinte, ela se jogou na primeira maratona da vida. Ao todo, já participou de 32 competições desse tipo e coleciona mais de 100 troféus e mil medalhas. "A corrida traz alegria e amizades que não têm preço. É gratificante ajudar os outros", diz Paulinha, fundadora da Associação de Corredores de Rua do Distrito Federal (CORDF), que reúne atletas na missão de incentivar as corridas de rua e de pista.
Participar da Maratona Brasília exige uma boa preparação. A veterana corre quatro vezes por semana, além de praticar pilates, yoga e musculação. "Eu tenho seis netos, que também incentivo a entrar na corrida", revela Paulinha. E o esporte é realmente uma coisa de família. O marido dela, Ruiter Roberto Silva, 72, é presidente da CORDF. Para ele, o esporte é satisfação e saúde. Começou a correr em 1998, com um colega de trabalho. Em 2001, participou da primeira maratona, em Porto Alegre. No total, foram 12 maratonas em território nacional.
Após a aposentadoria, o biomédico decidiu correr pelo mundo. Foram duas vezes em Las Vegas (EUA), além das maratonas de Paris, Holanda, Portugal e Grécia. O atleta também participou da famosa competição Midnight Sun, na Noruega. Em Brasília, ele vai correr o trajeto de 42 km, revezando com a esposa. "A expectativa é fazer uma boa prova e levar pelo menos 30 atletas da associação para a competição", espera Ruiter.
Superação pessoal
A argentina Liliana Korniat, 60, que mora há 25 anos no Brasil, viu a paixão pela corrida ser despertada por meio do filho, para quem o esporte representou o adeus às drogas. "A corrida é uma terapia. A competição existe, mas não é o centro da coisa. O principal é a autossuperação", declara a oficial de inteligência que já enfrentou cinco maratonas. Para ela, a corrida traz a possibilidade de desenvolver foco, disciplina e autoestima. Liliana se orgulha muito da história do filho e faz questão de falar o nome dele, Lucas Farina, que hoje é assessor de corrida, auxiliando outras pessoas a evoluírem no esporte. "A expectativa para a Maratona Brasília é que seja mais um desafio. Meu filho sempre fala que a corrida salva vidas", conclui.
Aos 77 anos, o aposentado Mauro Pires Ribeiro tem a expectativa de levar o troféu para casa. Não à toa: ele coleciona 11 troféus e 105 medalhas conquistados na corrida. Ele começou a fazer caminhada em 2005, por questão de saúde. A partir de 2016, decidiu apressar o passo e começou a correr. "Antes, eu tinha colesterol e triglicerídeos altos e excesso de peso. Hoje, eu estou ótimo, considero-me um atleta. Não tomo mais nenhuma medicação", comemora. Acostumado a fazer percursos de 5km, dessa vez Mauro vai encarar o trajeto de 10km. "A corrida traz tudo de bom, como novas amizades. Também consegui trazer minha família para participar. Meus dois filhos, nora e duas netinhas passaram a correr", festeja o aposentado.
Maratona monumental
A largada da Maratona Brasília será às 7h, em frente ao Palácio do Buriti, no Eixo Monumental. O aquecimento começa meia horas antes. A prova percorrerá alguns dos principais monumentos da capital federal. A competição terá duração máxima de cinco horas e seguirá as diretrizes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Nos percursos mais curtos, os corredores terão tempo limite de 1h30, a partir do início.
Ao todo, serão disponibilizadas 2 mil vagas para as três distâncias. As inscrições podem ser feitas no site www.centraldacorrida.com.br, ao custo de R$ 90, até 19 de abril. Conforme o estatuto, idosos pagam metade do valor. Assinantes do Correio têm 25% de desconto, limitados a 200 inscritos.
Para o percurso de 42km, a idade mínima para participação é de 20 anos, enquanto a exigência para as provas de 10km e 5km é de, pelo menos, 16 anos. Todos os inscritos terão direito a um Kit do Atleta, composto por ecobag, camiseta promocional, número de peito, chip eletrônico, brindes diversos, além de uma medalha, que será entregue após a conclusão da prova.
Correio Braziliense sábado, 01 de abril de 2023
PAZ NO TRÂNSITO: BRASILIENSES COMEMORAM
Brasilienses comemoram 26 anos do respeito à faixa de pedestre
Neste sábado (1°/4), o DF comemora os 26 anos do respeito à faixa de pedestre. A iniciativa foi um sucesso e se tornou um exemplo nacional de boa prática no trânsito
PM
Pedro Marra
AS
Amanda Sales
postado em 01/04/2023 06:00
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Quem mora em Brasília sabe que antes de passar por uma faixa de pedestres, é preciso dar o sinal de vida, esperar os veículos pararem e, só então, atravessar a via. Neste sábado (1°/4), o Distrito Federal completa 26 anos do respeito à faixa de pedestre e é uma referência para o país. Por meio da campanha Paz no Trânsito, iniciada em 1996, o Correio Braziliense teve participação ativa nessa mudança de cultura, que salva vidas. Dados do Departamento de Trânsito (Detran) mostram que as autuações de condutores que não cumprem a lei diminuíram de 2 mil para 1,3 mil no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2022.
A diarista Ana da Silva Borges, 53, moradora da Cidade Ocidental, trabalha na W3 Sul. Todos os dias, ela desce até o Eixinho Oeste para pegar o ônibus de volta para casa, e passa pela faixa de pedestre da 307/308 Sul, pintada em 1º de abril de 1997, para deflagrar a campanha de respeito à faixa. "Tem motorista que passa muito desatento pela faixa. Por isso, é importante a gente esperar os carros pararem", diz. Ana gostaria que também houvesse faixa de pedestres no Eixinho, porque tem medo de usar as passagens subterrâneas.
Para o morador do Gama, David Moraes, 26, a faixa de pedestre é algo essencial para o funcionamento do trânsito na capital. "É muito difícil eu ver um motorista do DF que não pare na faixa ou pedestres que não deem sinal. Acho que essa cultura faz parte da vida do brasiliense. Talvez o que falte é mais consciência para alguns e, sinceramente, mais faixas", avalia. O analista de planejamento observa ainda que, em alguns locais, as faixas precisam ser revitalizadas. "Temos faixas bem claras e, como motoristas, a gente não consegue enxergar. Então, isso que precisa ser ajustado. E as placas de sinalização podem ser maiores, evitando que o condutor pare em cima da faixa", opina.
Moradora da Asa Sul, o advogado Jorge Gonzaga, 67, e a aposentada Erivan Gonzaga, 53, comentam que há algumas faixas apagadas na região e cobram mais fiscalização das condições do equipamento de segurança. "Muitos motoristas não obedecem, fazem de conta que não viram e passam enquanto a gente espera para atravessar", relata Erivan. "É muito importante a faixa para o controle do trânsito. É preciso também ter a faixa com tinta fosforescente para melhorar a visão dos condutores à noite", cobra o advogado.
Faixas mal conservadas colocam pedestres e motoristas em riscoMinervino Júnior/CB/D.A.Press
O motorista de aplicativo Cartiliano Jose, 42, afirma que a maioria dos condutores respeita a sinalização. "Alguns pedestres têm o costume de atravessar sem dar o sinal com o braço, o que faz muitos motoristas 'furarem' a faixa. É preciso reforçar a importância do sinal", destaca.
Conscientização
Porta-voz do Detran-DF, Glauber Peixoto acredita que o respeito à faixa de pedestres ainda prevalece, mas alguns acidentes fatais demonstram que os motoristas precisam ter conscientização. "São condutas imprudentes, como em maio de 2022, quando houve o atropelamento de cinco meninas em Ceilândia, por um condutor embriagado. A maioria dos motoristas respeita a faixa de pedestres, mas não podemos descuidar de manter as ações de fiscalização. Os condutores também precisam ter respeito aos pedestres e garantir a segurança durante a travessia", analisa.
Em 2022, mais de 2,1 mil faixas foram revitalizadas com pintura e 531 passaram pelo serviço de lavagem, que começou em 2022, de acordo com o GDF. O trabalho é feito durante o período de estiagem, quando há acúmulo de sujeira e resíduos. Porém, o Detran explica que o asfalto precisa estar seco por, pelo menos, 24 horas. Por isso, em época de chuva, o serviço fica mais lento.
Até 15 de março deste ano, 204 faixas foram pintadas no DF. "Existe uma rotina de se manter a sinalização horizontal em boas condições, conforme o calendário da última pintura. Quando a gente observa uma faixa apagada, o Detran vai no local e vistoria, mas a população também pode nos chamar", completa Peixoto.
Por pouco uma tragédia não ocorreu ontem à tarde. Um homem de 34 anos foi atropelado em uma faixa na Avenida Contorno, do Guará 2. O acidente foi na altura da QE 34, próximo à rotatória de entrada da região, onde um motociclista entregador de comida por aplicativo ultrapassou o sinal vermelho e se chocou com a vítima. A vítima foi levada ao Hospital de Base, suspeita de fratura no quadril.
Para orientar a população sobre os cuidados com a faixa de pedestres, a Diretoria de Educação de Trânsito (Direduc) vai promover ações educativas no Estacionamento 12 do Parque da Cidade, das 8h às 12h. A programação vai contar com várias ações para crianças, jovens e adultos na data especial. Está prevista a montagem de tendas educativas, realização de palestras com profissionais do Detran, apresentação teatral, intervenções artísticas com repentistas e mímicos.
Correio Braziliense sexta, 31 de março de 2023
VIA SACRA NO MORRO DA CAPELINHA: EVENTO CONSEGUE MAIS RECURSOS PARA A ENCENAÇÃO
Via Sacra consegue mais recursos para realizar encenação
Uma das maiores encenações do país conta, até o momento, com R$ 1,3 milhão, próximo a expectativa da organização, que era de R$ 1,5 milhão
CB
Correio Braziliense
postado em 31/03/2023 08:43
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Completando 50 anos de existência, a tradicional encenação da Via Sacra, no Morro da Capelinha em Planaltina, conseguiu a liberação de recursos para que o evento possa ocorrer este ano. O orçamento liberado conta com R$ 1,3 milhão de investimento do Governo do Distrito Federal (GDF), sendo R$ 617 mil da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Seec) e R$ 690 mil da Secretaria de Turismo.
Na última terça-feira (28/3), produtores, atores e outros profissionais envolvidos realizaram um protesto no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para pedir a liberação dos recursos. De acordo com o produtor cultural e membro do núcleo de encenações, Lehandro Lira, o investimento necessário para a realização da Semana Santa gira em torno de R$ 1,5 milhão.
O evento vai contar com mais de 1,4 mil voluntários, entre eles atores, coordenadores, figurantes e cenografia. A expectativa de público varia de 70 a 150 mil pessoas, um grande evento, que movimenta a cidade.
Neste ano, de acordo com a tesoureira Milena Teixeira, o evento promete algo mais elaborado, já que é a comemoração dos 50 anos. Muita fé e determinação arrastam a multidão de pessoas, que chega de diversas partes do país para acompanhar o espetáculo sobre a morte e a ressureição de Cristo.
“Este é um dos eventos mais aguardados durante o ano. Traz uma movimentação turística significativa para todos os segmentos. Segundo o Ministério do Turismo, a Semana Santa deve movimentar mais de 1,3 milhão de fiéis pelo país. A expectativa de maior fluxo está concentrado nas cidades de Aparecida (SP), Juazeiro do Norte (CE), Trindade (GO), Brejo da Madre de Deus (PE) e Planaltina (DF)”, afirma o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.
*Com informações da Agência Brasília.
Correio Braziliense quinta, 30 de março de 2023
MARATONA BRASÍLIA: CORRER CURA O CORPO E A MENTE, GARANTEM ATLETAS
Correr cura o corpo e a mente, garantem atletas da Maratona Brasília 2023
Pacientes transplantados recomentam as corridas de rua a todos que querem ganhar mais qualidade de vida. Vários atletas nessa condição vão participar da Maratona de Brasília, no aniversário da cidade e do Correio Braziliense
NG
Naum Giló
postado em 30/03/2023 06:00 / atualizado em 30/03/2023 10:13
Vários atletas poderão novamente correr em percursos que passam pelos principais monumentos modernistas da capital federal. No entanto, alguns dos competidores têm motivos especiais para participar da maratona, além da celebração do esporte. Pacientes transplantados têm nos exercícios físicos um dos principais caminhos para garantir a qualidade de vida. Após receberem órgãos, eles precisam, pelo resto da vida, tomar medicamentos imunossupressores para evitar rejeição.
A grande quantidade de medicamentos causam alguns efeitos colaterais ao longo dos anos, como a possibilidade maior de desenvolver a diabetes do tipo 2. O esporte é a melhor forma de prevenir a doença. Robério Melo, 58, é um dos atletas transplantados que vão participar da competição. Em 2017, ele foi diagnosticado com cirrose. Em maio do mesmo ano, ganhou o novo fígado e viu sua vida transformada pela nova condição.
Melo sempre praticou esportes, mas, após o transplante, a prática ganhou outra dimensão. “O esporte fortalece o organismo e a cabeça”, define o empresário. “Também percebi que precisava mudar de vida e criei a Comissão de Transplantados do DF, que dá suporte a pacientes antes e depois da cirurgia, bem como aos familiares deles”, explica. O forte de Robério sempre foi natação, mas a corrida acabou ganhando espaço na vida dele. “Estou muito empolgado, porque a maratona é a celebração da vida”, alegra-se Robério, que vai fazer o trajeto de 10km.
O nado também já fazia parte da rotina de Ariana Santos, 39, que vai correr na Maratona Brasília no trajeto de 5km. Ela faz parte da comissão presidida por Robério. Após três anos de diálise, Ariana passou por um transplante de rim, em 2018. “Todos nós da comissão vamos participar, nem que seja para terminar o trajeto caminhando”, revela a animada servidora do GDF. “É também um momento de conscientização para que as pessoas adotem hábitos mais saudáveis. Para nós, transplantados, o excesso de peso é um inimigo”, alerta.
Paixão
O presidente da Federação de Atletismo do DF, Francisco Xavier de Oliveira, 65, parou de correr competitivamente há 30 anos, mas a prática nunca deixou de ser um hobby. “Vou correr o trajeto de 5 km. É uma participação simbólica, festiva”, explica. “A corrida fez uma diferença muito grande na minha vida, determinou até a minha profissão. Após competir várias vezes, decidi fazer graduação em educação física”, lembra. Francisco trabalhou por 30 anos na Secretaria de Esportes do DF e já foi coordenador técnico algumas vezes na Maratona Brasília. “A maratona é o evento esportivo mais importante da cidade. Agora, ela retoma ao seu devido lugar no cenário do esporte da cidade”, festeja.
“A corrida é mais que um esporte, é um estilo de vida pra mim. A corrida vai muito além da performance, da estética. É saúde, qualidade de vida e bem-estar”, confessa Valder de Oliveira Souza, 38. Ele prescreve treinos de força e alongamento específicos para corredores. Vai fazer o percurso de 10km, que é a modalidade que vem treinando ultimamente. “Eu corro há 25 anos e participo de competições há cinco”.
Valder acaba de participar de uma competição semelhante em Salvador (BA), e se sente preparado para o próximo desafio em Brasília. “É válvula de escape. Através da corrida, conecto o corpo e a mente e viver em homeostase, em equilíbrio com a vida”.
Competição
O percurso da prova de 42km passará pelos dois sentidos do Eixo Monumental, cruzará os Eixos Sul e Norte e voltará ao centro da capital no acesso à Igreja Rainha da Paz até terminar no estacionamento da Funarte. Tudo isso, seguindo as diretrizes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O trajeto poderá ser feito em até cinco horas.
Nos percursos mais curtos, os corredores terão tempo limite de uma hora e meia a partir da largada. Ao todo, serão disponibilizadas 2 mil vagas para as três distâncias. As inscrições podem ser feitas no site centraldacorrida.com.br. O primeiro lote de vagas, disponível até 6 de abril, custa R$ 90. De 7 até 19 de abril, a taxa cobrada será de R$ 100. Conforme o estatuto, idosos pagam metade do valor. Assinantes do Correio têm 25% de desconto, limitados a 200 inscritos.
Programação
Data: 21 de abril de 2023 Horários: aquecimento, às 06h30; largada, às 07h Local da largada: Frente ao Palácio do Buriti Percursos: 5km, 10km e 42km (solo ou revezamento de 21km cada) Inscrições: www.correiobraziliense.com.br/maratonabrasilia2023 Kit corrida: camiseta, medalha, número de peito, ecobag em algodão e braçadeira porta celular Valor da inscrição individual: Até 19/04/2023 = R$ 90,00 público geral; R$ 67,50 assinantes do Correio Braziliense (*)
SAÚDE: CHEIRAR SUOR DOS OUTROS PODE CONTROLAR ANSIEDADE?
Cheirar suor dos outros pode controlar ansiedade?
"Perder a capacidade de cheirar outras pessoas, como o parceiro e os filhos, pode causar depressão e sentimentos de isolamento nas pessoas", diz pesquisador
BBC Geral
postado em 29/03/2023 09:17 / atualizado em 29/03/2023 09:17
(crédito: Getty Images)
Cheirar o odor corporal de outras pessoas pode ser útil na terapia contra a ansiedade social, segundo pesquisadores suecos que iniciaram testes com voluntários.
Os cientistas têm usado o suor das axilas nos experimentos.
O palpite deles é que o cheiro ativa vias cerebrais ligadas às emoções, oferecendo um efeito calmante — mas ainda é muito cedo para dizer se esses especialistas estão certos ou errados.
Eles estão apresentando algumas das primeiras descobertas sobre o tema em uma conferência médica que acontece em Paris, na França, durante esta semana.
Por que (e como) cheiramos?
Os bebês nascem com um olfato forte, com preferência pelos aromas que vêm da mãe e do leite materno.
O olfato ajuda os humanos a sentir o perigo — de comida estragada ou fogo, por exemplo — e interagir com o ambiente e com outros indivíduos.
Esse sentido também torna as refeições mais saborosas e pode evocar memórias importantes.
Os aromas são detectados por receptores na parte superior do nariz. Os sinais deles são então retransmitidos diretamente para o sistema límbico, uma região do cérebro associada à memória e às emoções.
Os pesquisadores suecos sugerem que o odor do corpo humano pode comunicar nosso estado emocional — feliz ou ansioso, por exemplo — e até provocar respostas semelhantes em outras pessoas que o cheiram.
Eles pediram a voluntários que doassem suor nas axilas que exalaram enquanto assistiam a um filme de comédia ou de terror.
Em seguida, 48 mulheres com ansiedade social concordaram em cheirar algumas dessas amostras. Além disso, elas receberam uma terapia mais convencional chamada mindfulness (atenção plena), na qual as pessoas são encorajadas a se concentrar no aqui e agora, em vez de divagar e repetir pensamentos negativos.
Algumas das voluntárias receberam odor corporal genuíno para cheirar, enquanto outras — o grupo controle — tiveram contato apenas com ar puro.
Aquelas que foram expostas ao suor pareciam se sair melhor após a terapia.
A pesquisadora principal, Elisa Vigna, do Instituto Karolinska em Estocolmo, avalia que "o suor produzido enquanto alguém está feliz teve o mesmo efeito do de alguém que se assustou com um filme".
"Portanto, pode haver algo sobre os sinais químicos humanos no suor em geral que afetam a resposta ao tratamento", continua a pesquisadora.
"Pode ser que simplesmente estar exposto à presença de outra pessoa tenha esse efeito, mas ainda precisamos confirmar essa observação. Na verdade, é isso que estamos testando agora, em um estudo de acompanhamento semelhante, onde incluímos também o suor de indivíduos que assistem a documentários emocionalmente neutros."
O que é suor? Ele sempre tem um cheiro?
A maior parte do suor que brota da pele é inodora (ou seja, não tem cheiro algum). Mas as glândulas sudoríparas nas axilas e nas virilhas produzem certos compostos que formam o odor corporal.
Bactérias na superfície da pele e nos folículos pilosos próximos quebram esses compostos, produzindo outros que são responsáveis pelo cheiro.
Duncan Boak, representante da instituição Fifth Sense, que visa aumentar a conscientização sobre os distúrbios do olfato e do paladar, afirma que "há uma forte ligação entre o olfato e o bem-estar emocional".
"Perder a capacidade de cheirar outras pessoas, como o parceiro e os filhos, pode causar depressão e sentimentos de isolamento nas pessoas."
"Embora este seja um estudo preliminar e mais trabalhos sejam necessários, é muito encorajador ver mais pesquisas sobre a importância de nosso olfato para uma boa saúde mental", conclui.
Correio Braziliense terça, 28 de março de 2023
GOSTOSURAS DA PÁSCOA: DELICIOSAS E LUCRATIVAS, AJUDAM NA RENDA EXTRA
Deliciosos e lucrativos: gostosuras da Páscoa ajudam na renda extra
Brasilienses aproveitam a Páscoa para aumentar a renda, com comercialização de ovos de chocolates e bombons. Vendas desses produtos devem aumentar 18% em relação ao ano passado, segundo a Fecomercio-DF
JA
José Augusto Limão*
AL
Ana Luiza Moraes*
postado em 28/03/2023 03:55 / atualizado em 28/03/2023 10:06
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Levantamento recente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) mostra crescimento de 18% nas vendas de Páscoa em relação ao ano passado. A previsão favorável também se estende a outros presentes, que se tornaram opção para esta época do ano e que devem ter um aumento de 20%, no mesmo período. O itens mais comprados, segundo a pesquisa, continua sendo os ovos (47,7%) e os chocolates/trufas (47,7%) que, somados, totalizam 95,4% das preferências. Quem está de olho neste aumento são os confeiteiros caseiros, aproveitando-se dos preços das marcas mais comerciais.
Apaixonada por confeitaria, Bianca Barreto, 36, está com uma expectativa muito alta em relação às vendas no Ateliê do Brigadeiro. "Essa época do ano é excelente para a área de confeitaria. Mesmo com os insumos custando tão caro, a gente consegue aumentar bastante a renda. Mas busco sempre cobrar um preço justo dos meus clientes", afirma. A empresária expõe que começou a fazer doces na época de escola, e seus amigos adoravam. Já na fase adulta, aproveitou a habilidade para fazer uma renda extra. "As pessoas preferem os ovos caseiros aos de mercado. Acho que a qualidade, por ser artesanal, atrelada ao cuidado maior com o produto, chamam a atenção", diz Bianca.
Segundo dados do Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), em 2022, as vendas de ovos de chocolate na Páscoa tiveram um crescimento de 10,6% — em 2021, foi de apenas 4%, em razão da pandemia. A estimativa para este ano é que o valor médio gasto com ovos de chocolate aumente de R$ 112 para R$ 117 em relação ao ano passado, enquanto que, nas vendas pela internet, o aumento será de 52% para 57%. O sindicato reúne cerca de 30 mil empresas de varejo de diferentes tipos.
A supervisora de vendas Tatiane de Sousa Silva, 40, começou a produzir ovos de páscoa caseiros há dois anos. "No início da pandemia, eu fiquei desempregada e comecei a vender bolos caseiros e, quando chega perto dessas datas comemorativas como a Páscoa, eu vou me adaptando ao produto que existe mais demanda", declara a moradora de Planaltina. Tatiane explica que os ovos de chocolate fazem sua renda crescer em 100%. "Existe bastante demanda para os ovos. Meus produtos são a partir de R$ 65 e o preço vai variar com tamanho e recheio. Eu vendo de todas as formas."
A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAD) encomendou uma pesquisa, realizada pela consultoria KPMG. O resultado revela que o feriado gerou 7,9 mil vagas de trabalho temporário no país. Para a Páscoa de 2023, novos trabalhadores contratados para atuar em fábricas e pontos de comércio já se preparam para movimentar a indústria, diante da alta demanda de ovos e chocolates nessa época.
Nascida em Juiz de Fora (MG), Camila Cindy, 32, começou sua história na confeitaria artesanal em março de 2020, quando morava em Maputo, Moçambique, no sul da África. Camila veio a Brasília para ver o nascimento de seu sobrinho, em 6 de março. "No dia 16, a fronteira fechou. Não consegui retornar e me vi um pouco perdida, sem saber o que fazer com tudo fechando aqui no Brasil", relembra. Diante da proximidade da Páscoa, ela decidiu investir na confeitaria. Com sua mãe, Camila é responsável por tudo. "Eu era o marketing, era a entrega, eu que recebia e fazia a confecção dos pedidos. Isso me trouxe uma autoestima muito boa, porque eu via que tinha um retorno financeiro. Então, em toda Páscoa, eu acabo investindo para fazer ovos, cativar os clientes e trazer um pouco mais de amor e doçura", pondera. Ela atende seus clientes por meio do instagram @confeitosdacami.
Capacitação
Focar no planejamento e nas perspectivas de mercado é essencial para quem usa datas comemorativas para empreender, como conta o gerente de atendimento personalizado do Sebrae-DF, Ricardo Robson. "E, com base na definição de seus clientes, saber qual produto ou serviço será disponibilizado, tentando enxergar qual o desejo desse público, de forma que consiga estruturar o seu negócio em cima dessas necessidades", complementa o executivo. Em um mercado onde todo mundo faz a mesma coisa é necessário se destacar e, para o especialista, a inovação e a capacitação profissional podem fazer a diferença dentro do seu empreendimento. "Então, é identificar, enxergar enquanto empresário quais são as lacunas, e seus gaps de conhecimento. Planejamento de vendas, marketing digital e os links patrocinados que ajudam muito na comercialização dos seus produtos são alguns temas que são relevantes e que são importantes para o empreendedor se capacitar", acrescenta.
A estudante de biomedicina Rebeca Boaventura, 22, começou a fazer doces com sua irmã, como uma forma de ganhar renda extra diante das dificuldades de encontrar estágio na sua área. "Unimos uma coisa que a gente gosta muito de fazer, que é cozinhar, com o nosso amor por doces. Então, o ramo da confeitaria foi perfeito para gente", observa. Depois de um tempo produzindo somente para encomenda, as empreendedoras se sentiram prontas para o próximo passo. Foi assim que surgiu Lounitta, confeitaria digital que homenageia as falecidas avós, Lourdes e Anitta. A venda dos doces aumenta a renda de Rebeca e sua irmã em 30% a 40%. Esta Páscoa será a primeira desde a fundação da Lounitta, e os pedidos podem ser feitos pelos contatos disponibilizados no instagram @lounitta.confeitaria.
*Estagiários sob a supervisão de Patrick Selvatti
Correio Braziliense segunda, 27 de março de 2023
ANIVERSÁRIO DE CEILÂNDIA: CIDADE INDEPENDENTE, QUE TEM TUDO PARA SUA POPULAÇÃO
Ceilândia, uma cidade independente que tem tudo para sua população
No dia em que comemora 52 anos, a região mostra a força que tem em diversos setores, entre eles, o econômico. Moradores e comerciantes apontam que a autonomia da cidade é o que mais chama a atenção
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Arthur de Souza
JA
José Augusto Limão*
postado em 27/03/2023 06:00 / atualizado em 27/03/2023 07:43
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Região mais populosa do Distrito Federal, Ceilândia está completando 52 anos, nesta segunda-feira (27/3). Ela representa 11,6% de todos os moradores da capital do país e se engana quem pensa que a força da cidade está somente em seus 350.347 habitantes — dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílio (PDAD) mais recente. Vice-presidente financeiro da Associação Comercial de Ceilândia (ACIC), Clemilton Saraiva, não tem dúvidas de que Ceilândia é uma cidade independente economicamente.
"O comércio local é muito pujante. Hoje, você não precisa sair de Ceilândia para comprar absolutamente nada", crava Clemilton. "Temos o maior número de atacarejos concentrados em uma região, além de praticamente uma cidade do automóvel no Setor O", detalha o representante da ACIC. Para ele, a economia local vem passando pelos mesmos problemas, de uma forma geral, que os do país. "Com essa retração econômica, a gente sente que tudo tem sido afetado. É claro que essa dinâmica do comércio é aquela história: a pessoa que trabalha e que empreende se reinventa todo dia e, em Ceilândia, isso não tem sido diferente", aponta Clemilton.
O vice-presidente da ACIC coloca alguns gargalos da cidade que acabam atrapalhando a economia local. "São questões de saúde, segurança e educação. Os gargalos para o desenvolvimento econômico da cidade estão, principalmente, nessas áreas", ressalta. "Além disso, temos um problema das águas durante os períodos de chuva. Ainda tem uma baixa captação de águas pluviais e isso influência, não só no comércio, mas na questão urbana como um todo", nota. Mesmo assim, ele acredita que Ceilândia ainda está em um patamar elevado. "Num panorama geral, Ceilândia é uma cidade que gera e entrega para o bolo do Distrito Federal na ordem de R$ 6 bilhões em impostos", enaltece.
Autonomia
Apaixonado pela cidade, Hugo Vinicius, 16, é comerciante em Ceilândia e explica que a população pode encontrar de tudo na região. Para ele, isso mostra a força do comércio. "Se você chegar aqui no centro da Ceilândia pode ficar tranquilo que vai achar o que precisa, por isso que essa cidade é muito boa para se morar e trabalhar", narra. O jovem destacou a gama de oportunidades de empregos que existem no local. "Todo dia aqui vemos uma pessoa diferente, tem clientes que a gente já conhece que frequenta a loja todo dia. O movimento aqui é muito bom", afirma.
Edimar Araújo, 58, e Iolanda Magalhães, 60, são moradores da Ceilândia há quarenta anos, e dizem que só de não precisarem se locomover para outra cidade para realizar suas compras é um diferencial. "De um tempo para cá, surgiram diversas variedades de comércio e isso facilita, e sem contar com o preço que é muito bom", expõe a cabeleireira. Para o casal, os habitantes provocaram esse desenvolvimento comercial. "Entendemos que Ceilândia é um bom lugar para viver, os preços baixos daqui viabilizam a nossa necessidade, pois aqui conseguimos consumir sem gastar tanto", calcula.
Sempre com o lápis e papel na mão, Iramar de Fátima, 60, elogia o baixo preço dos produtos em Ceilândia, mas segue fazendo sua pesquisa para economizar ao máximo. "Cheguei aqui quando tinha nove anos. Estava no comecinho da cidade. Cresci, casei, tive meus filhos, agora netos, tudo aqui em Ceilândia", frisa. A dona de casa diz que sempre encontra tudo que precisa no momento de fazer suas compras mensais. "Sempre vou nos atacadões que tem aqui, tudo bem perto de casa", salienta.
De olho no bom movimento do centro de Ceilândia, a loja de roupas em que Pedro José, 33, trabalha decidiu ir para a cidade. "Aqui o setor de confecção é muito bom, trabalhamos com um preço único então as pessoas vêm em peso", declara. Mesmo estando em um ambiente bom para as vendas, o morador do Novo Gama critica o alto número de roubos e usuários de drogas no espaço. "Estamos aqui na Ceilândia há cinco meses, temos outras lojas em diferentes cidades, e migramos para cá pois a cidade é umas das maiores do DF, então teve esse atrativo", destaca. Para o comerciante o local tem diversas oportunidades para o comércio, contudo existem alguns pontos sobre segurança pública que devem ser melhorados.
*Estagiário sob a supervisão de Suzano Almeida
Correio Braziliense domingo, 26 de março de 2023
MARATONA BRASÍLIA 2023: DONO DO RECORDE DA PROVA FALA SOBRE O RETORNO DA COMPETIÇÃO
Dono do recorde da Maratona Brasília fala sobre o retorno da competição
Campeão em 1997 e dono do recorde da Maratona Brasília, Valdenor dos Santos fala sobre o retorno da competição às ruas da cidade, após 25 anos de hiato, e oferece dica preciosa para os aventureiros das corridas
VP
Victor Parrini
postado em 26/03/2023 06:00
(crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Abril está chegando e, com isso, crescem as expectativas para a Maratona Brasília 2023. A principal corrida de rua da capital federal voltará a ocupar as pistas da cidade após 25 anos de interrupção. Disputada de 1991 a 1998, a tradicional prova de 42km caiu nas graças do povo, transformou atletas em heróis e montou o próprio álbum de vencedores, formado não por figurinhas, mas por figurões.
Entre os 13 vencedores das oito edições da Maratona Brasília, um chama especial atenção. Abre alas da turma na disputa de 1997, Valdenor dos Santos fez valer a preparação antes da corrida e terminou a prova com o recorde de 2h16min56s. Nenhum competidor sequer ameaçou a imponente marca de Valdenor.
O mais "próximo" do tempo de Valdenor dos Santos foi Elisvaldo Rodrigues de Carvalho, em 1998. O maranhense completou os 42,195km em 2h19min35s. Naquele ano, o corredor do Distrito Federal começou bem, brigou pelas primeiras posições, mas desistiu da prova com 1h15min15s e deu adeus à possibilidade do bicampeonato em casa.
Vinte e cinco anos após a última Maratona Brasília, Valdenor dos Santos revela a alegria pelo retorno da principal corrida de rua da capital do país e fala sobre a importância do esporte para a vida. "É muito bom ter a Maratona Brasília de volta. Não tem coisa melhor do que correr em casa, no aniversário da cidade. A parte turística de Brasília é maravilhosa. Tem a Catedral, a Esplanada e tantos outros pontos. É uma cidade diferenciada", ressalta.
Correr em Brasília é sinônimo de satisfação para os candangos, ainda mais após as restrições impostas pela pandemia de covid-19. Valdenor conta que a interrupção das provas pelo país o deixou desanimado. "A pandemia de covid-19 atrapalhou muitas corridas pelo mundo. Agora que estão começando a voltar. O atleta sente falta. Graças a Deus, está voltando à normalidade. Foi muito difícil para mim, pois parei de treinar um pouco, busquei lugares com pouca movimentação, mas não era a mesma coisa", compartilha.
Aos 54 anos, Valdenor dos Santos esbanja fôlego e disposição. "Treino quase todos os dias. Não paro, tento sempre dar uma corrida entre 5km e 10km. Nos fins de semana, corro de 15km a 20km. Tudo isso no tempo máximo de 1h a 1h20min", explica.
A corrida é uma das paixões de Valdernor. Afinal, abriu portas para que ele conhecesse vários países. "A corrida é muito importante para mim. Graças a ela, viajei o mundo todo, conheci várias culturas. Fui ao Japão, Estados Unidos, Grécia, Espanha, Alemanha e muitos outros países. Tudo graças ao esporte. Não tem dinheiro que pague isso", discursa.
Experiente, Valdenor deixa uma dica importante para quem deseja correr, seja por hobbie ou por competição. "É bom começar com o pensamento na qualidade vida, correr sem preocupação nenhuma, pelo esporte, para curtir a prova e o momento sem preocupação, sem pensar em tempo. Tudo vai acontecendo naturalmente, tomando gosto pela corrida. No início, é bom estar sempre descontraído. Cobrança nunca é bom", frisa.
Correio Braziliense sábado, 25 de março de 2023
VIAGEM: PANTANAL BRASILEIRO É UM DOS MELHORES DESTINOS EM 2023 - VEJA LISTA
Pantanal brasileiro é um dos 50 melhores destinos de 2023; veja lista
Lista feita pela revista norte-americana 'Time' apontou outros 49 locais por todo o mundo que podem ser destinos de viagem em 2023
CG
Camilla Germano
postado em 24/03/2023 19:17 / atualizado em 24/03/2023 19:23
(crédito: Mayke Toscano/Secom-MT)
O Pantanal brasileiro apareceu na lista anual de melhores lugares para se visitar, segundo a revista norte-americana Time. Foram escolhidos 50 lugares por todos os continentes, todos com os suas belezas naturais e características específicas.
No texto justificando a escolha da região para a lista, a revista destacou o ecossistema local e a "imersão das pessoas no safári sul-americano sob bandos de araras coloridas, tucanos e colhereiros enquanto procuram o predador da América do Sul, a onça-pintada".
Serra do Amolar Pantanal. José Medeiros - Gcom/MT
O continentes com maiores representantes na lista foram a América do Norte e a Ásia, ambos com 12 localidades. Na sequência a Europa teve 11 representantes, a África com 7, seguido da América do Sul com 4, Oceania com 3 e América Central com 1.
Confira a lista relacionadas na lista
África
Chyulu Hills, Quênia
Dacar, Senegal
Giza e Saqqara, Egito
Musanze, Ruanda
Parque Nacional de Loango, Gabão
Península de Freetown, Serra Leoa
Rabat, Marrocos
América Central
Roatán, Honduras
América do Norte
Bozeman, Montana
Cidade do México, México
Churchill, Manitoba, Canadá
Dominica, Caribe
Guadalajara, México
Rio Grande, Porto Rico
Tampa, Flórida
Tucson, Arizona
Vancouver, Canadá
Washington, D.C.
Willamette Valley, Oregon
Yosemite National Park, Califórnia
América do Sul
Medellín, Colômbia
Ollantaytambo, Peru
Pantanal, Brasil
Parque Nacional Torres del Paine, Chile
Ásia
Aqaba, Jordânia
Ilha de Jeju, Coréia do Sul
Isan, Tailândia
Jerusalém, Israel
Ladakh, Índia
Luang Prabang, Laos
Mar Vermelho, Arábia Saudita
Mayurbhanj, Índia
Nagoia, Japão
Phuket, Tailândia
Quioto, Japão
Sharjah, Emirados Árabes Unidos
Europa
Aarhus, Dinamarca
Barcelona, Espanha
Berat, Albânia
Budapeste, Hungria
Dijon, França
Nápoles, Itália
Pantelleria, Itália
St. Moritz, Suíça
Sylt, Alemanha
Timisoara, Romênia
Viena, Áustria
Oceania
Arquipélago de Tuamotu, Polinésia Francesa
Brisbane, Austrália
Ilha Kangaroo, Austrália
Correio Braziliense sexta, 24 de março de 2023
GASTRONOMIA: PENSANDO NO PRATO E NO PLANETA - VEJA OPÇÕES VEGANAS E VEGETARIANAS
Pensando no prato e no planeta: veja opções veganas e vegetarianas no DF
O interesse dos brasilienses pela alimentação vegana e vegetariana tem aumentado cada vez mais. Por isso, o Divirta-se mais selecionou seis restaurantes da cidade voltados para este público
IB
Isabela Berrogain
GK
Giovanna Kunz*
postado em 24/03/2023 06:00
(crédito: Mariana Lins )
A preocupação com a saúde e com o meio ambiente tem se tornado tópicos cada vez mais comuns na sociedade. Em busca de uma vida mais saudável e de colaborar com os impactos ambientais gerados pelo ser humano, os brasilienses têm se interessado pela alimentação vegana e vegetariana, ensejando um aumento dos restaurantes da cidade voltados para este público e provando que os adeptos dessa comida podem ter, sim, uma dieta vasta e variada.
Para Tássia Aguiar e Ray Preta, proprietárias do Cantinho de Caburé Cozinha Vegana, é claro o crescimento do veganismo em Brasília. "Os brasilienses estão mais curiosos sobre o assunto, sentem-se mais confiantes para experimentar novos sabores sem tanto preconceito. Muitos ficam estarrecidos com os ingredientes e as possibilidades de uma culinária nova, fácil e mais barata que a "convencional"", avaliam. "A cada dia surgem mais empreendimentos veganos e isso também é um cenário promissor que possibilita às pessoas maior acesso à culinária", complementam.
Lívia Aquino e Luana Isidro, sócias do Casinha Café, também apontam as intolerâncias e alergias como um dos motivos do aumento da população vegetariana e vegana. "No caso do leite, por exemplo, só quem já tentou tirá-lo da alimentação percebe como ele está presente em praticamente tudo e é desgastante essa investigação na hora de comer na rua. Empresas veganas acabam sendo uma escolha segura para essas pessoas, mesmo que não sejam veganas", opina. Para além das restrições, Lívia e Luana veem a compaixão das pessoas pelas causas que envolvem o vegetarianismo e o veganismo cada vez maior. "Quem se sensibiliza com os impactos ambientais desastrosos ou se solidariza com a vida dos animais explorados, torna-se mais aberto a fazer escolhas mais sustentáveis e descobre que a culinária à base de plantas pode ser surpreendentemente gostosa", garantem.
"Parar de comer carne é um ato político", declaram Candy Saavedra e Barbara Burnier, sócias do Japa Vegana. "Hoje, vemos claramente como temos que nos preocupar com a causa climática: tudo está interligado. A alimentação sem produtos de origem animal tem diversos benefícios para a saúde amplamente comprovados pela ciência, mas o mais importante desta causa é saber que um estilo de vida sem exploração animal é possível, é gostoso, é saudável — muitos atletas veganos podem provar que é possível —, e pode ser a única forma de ajudarmos a salvar esse planeta", finalizam.
Cura por meio da comida
"Pode ser meio pretensioso, mas nós temos a proposta de fazer, de fato, uma comida curativa", define a proprietária Cristina Roberto sobre o Cura Cozinha Orgânica. No local, Cristina participa de todas as áreas do restaurante, desde a criação de novos pratos ao atendimento dos clientes. "A proposta é fazer uma comida muito saudável, orgânica, fresca, rica, supernutriente e muito saborosa. Juntamos tudo isso em um local lindo no Jardim Botânico, com ingredientes maravilhosos e uma larga experiência na cozinha", explica.
O restaurante funciona por meio de menu degustação, composto por sopa, salada, prato principal e sobremesa — as opções mudam diariamente. Na cozinha do Cura, são feitos os próprios ingredientes da casa, como, por exemplo, o leite de coco. "Os cardápios são montados diariamente com os produtos que estão disponíveis na feira, da estação. É como se fosse uma comida de casa mesmo, que cada dia é uma coisa diferente", explica. "É uma cozinha de avó, afetiva, amorosa e cuidadosa", complementa.
Alimentação sustentável
A história do Japa Vegana começa em 2019, em São Paulo, quando o restaurante funcionava em formato delivery. Após a passagem das sócias Candy Saavedra e Barbara Burnier pelo Shark tank Brasil, reality show em que empreendedores apresentam as ideias de negócio a potenciais investidores, o local ganhou visibilidade nacional. A partir daí, surgiu a vontade de trazer a proposta da casa para Brasília.
"Somos um restaurante de comida japonesa e asiática à base de plantas, então muito do que você conhece dentro dessa culinária, nós trazemos uma leitura sem nada de origem animal, ou seja, vegano. E fica maravilhoso!", garantem as sócias. "Pessoas não veganas adoram, muitos clientes não são veganos, mas gostam da proposta", complementam. Para além dos alimentos, as embalagens do restaurante são biodegradáveis e compostáveis.
Segundo Candy e Barbara, os queridinhos do público são o combinado especial (R$ 42,90), composto por uma variedade dos sushis da casa, e os sushirritos de cogumelo ou tofu frito (R$ 35), uma mistura de burrito com sushi.
Vegetarianismo em Brasília
Resultado de uma parceria entre José Guidini e o filho Fernando Guidini, o restaurante Nutri Vida (CLN 403) é, desde julho de 2017, ponto de encontro dos vegetarianos e veganos da cidade. Antes mesmo da idealização da casa, os sócios já eram adeptos da dieta com restrições animais, surgindo, assim, a vontade de inaugurar o negócio.
O restaurante funciona em regime de buffet (R$ 69,90), com mais de 30 opções variadas. Os principais destaques são o peixinho da horta orgânico vegano sem glúten, a coxinha de jaca vegana e o churrasco vegano.
Veganismo artesanal
O restaurante vegano comandado pela família Souza, Apetit Natural, começou como um food truck vegetariano que evoluiu para um restaurante. “Servimos de pamonha a feijoada, temos um leque muito grande de opções muito saborosas. A maior parte da matéria prima, nós produzimos. Os pães, os leites e os queijos vegetarianos são para proporcionar um gosto bom às pessoas”, garante Sara Souza, porta-voz do restaurante. Os grandes destaques no buffet da casa (R$ 64,90 kg), que também explora as áreas de confeitaria e padaria, a feijoada, servida às sextas-feiras e aos domingos, e os diferentes sabores de pizza.
Pioneirismo vegano na cidade
Aberto desde 2018, o Casinha Café começou como um projeto de Lívia Aquino, que, ao ver a dificuldade de encontrar na rua opções veganas, viu a oportunidade de começar um negócio, se tornando dona de um dos primeiros restaurantes veganos de Brasília. Em 2020, Lívia começou a dividir o título de proprietária com Luana Isidro, ambas veganas e da área da gastronomia. “O diferencial do Casinha é, sem dúvida, ser um espaço pensado por veganas que adoram comer bem. Temos muito cuidado e ficamos animadas ao criar pratos”, garantem as donas do Casinha. Segundo Lívia e Luana, os preferidos do público são a feijoada cogumelada (R$ 32), o waffle de banoffee (R$ 22) e o fradinho burguer (R$ 28), feito de hambúrguer de fradinho com molho agridoce, alface e maionese de couve-flor no pão rosa.
Afro-afetividade por meio do veganismo
O Cantinho de Caburé Cozinha Vegana é um restaurante afro-afetivo administrado pelo casal Tássia Aguiar e Ray Preta. A iniciativa nasceu durante a pandemia com a venda on-line de lanches veganos produzidos na casa das duas, eventualmente transformado em uma loja física. "Transformamos o Cantinho no que sempre sonhamos, uma casa restaurante alegre e acolhedora que oferece aos clientes uma culinária autoral, artesanal, afro-afetiva e totalmente vegana", enfatizam as proprietárias.
Os pratos de destaque do restaurante são a coxinha de carne de jaca (R$ 10) e o sanduíche de nuggets do Cantinho (R$ 35). "Os salgados do Cantinho ganham o coração dos paladares mais difíceis de agradar, até quem não é vegano ou vegetariano ama", ressaltam.
Onde comer?
Cura Cozinha Orgânica
Estação Ecológica Jardim Botânico de Brasília
De terça a sexta, das 12h às 16h
Sábado e domingo, das 12h às 17h
Japa Vegana
CLN 407, bloco C, loja 57
De segunda a domingo, das 11h às 22h
Casinha Café
CLN 411, bloco D, loja 41
De segunda a sexta, das 12h às 20h
Sábado e domingo, das 10h30 às 16h
Apetit Natural
CLN 407, bloco B, loja 47
De domingo a quinta, das 8h às 21h30
Sexta, das 8h às 15h
Nutri Vida
CLN 403, bloco C, lojas 75/79
De segunda a sexta e domingo, das 8h30 às 15h
Cantinho de Caburé Cozinha Vegana
QE 15, conjunto F, casa 20 — Guará
De quinta a domingo, das 13h às 21h
Correio Braziliense quinta, 23 de março de 2023
DJ JAMAIKA SE ENCANTOU: ÍCONE DA CENA UNDERGROUND DO RAP DE BRASÍLIA MORRE AOS 55 ANOS DE IDADE
Morre DJ Jamaika, ícone da cena underground do rap de Brasília
O DJ conhecido pelo hit "Tô só observando" e "Do pó ao pó" deixa os fãs de rap órfãos de sua presença e talento
ET
Ellen Travassos
AP
Ariadne Poles*
postado em 23/03/2023 08:44 / atualizado em 23/03/2023 08:59
(crédito: Divulgação)
Jefferson da Silva Alves, mais conhecido como DJ Jamaika, morreu nesta quinta-feira (23/3), aos 55 anos. Ele foi um dos maiores cantores de rap do Distrito Federal e da música nacional. O cantor, que ficou conhecido por ter participado "na linha de frente" do grupo Câmbio Negro, começou sua carreira com o aclamado grupo de rap e depois montou, com seu irmão, Kabala, o grupo - também de rap - Alibi.
Logo depois tornou-se evangélico e recomeçou a carreira cantando e compondo no segmento de hip-hop cristão. "Dj Jamaika foi um dos mais importantes artistas do Rap Brasileiro. Ele foi um dos percussores do então chamado de "Estilo Rap do DF".
O produtor do DJ, Rafa Santoro disse ao Correio que "Ele criou uma identidade para o Rap do Cerrado copiado por muitos em todo Brasil que depois continuou a evoluir em diversos estilos diferentes mas que marcam o típico som do DF. O seu legado é impressionante. Tive a honra de trabalhar lado a lado com ele em diversos projetos que viraram hits nacionais."
Jamaika já vinha enfrentando câncer nos últimos anos. A causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
Na página oficial do cantor, no Instagram, a nota de falecimento que foi postada, faz alusão à algumas de suas músicas no texto e diz o seguinte:
"Tó só Observando a sua partida, mas infelizmente. Do Pó ao Pó, todos nós iremos um dia. Se Conselho Fosse Bom, ele certamente teria deixado um para nós: a mensagem de seguir nossos sonhos, e dar Uma Chance para nós mesmos. Dj Jamaika ficou conhecido por suas músicas marcantes, desde o Rap do piolho até 2 Malucos Num Opala 71. Seu legado musical será eterno! Saiba que você deixou uma marca inesquecível no mundo da música e na vida de todos que tiveram o privilégio de te conhecer. Eu Profetizo que seu talento e dedicação continuarão inspirando muitos artistas com um Perfume de Gardênia que nunca se apaga. Descanse em Paz, DJ Jamaika, finalmente você vai dar trabalho pros anjos."
Aguarde mais informações.
*Estagiária sob supervisão de Thays Martins
Correio Braziliense quarta, 22 de março de 2023
MARATONA BRASÍLIA 2023: 5 ACESSÓRIOS INDISPENSÁVEIS PARA A PROVA
5 acessórios indispensáveis para a Maratona Brasília 2023
Relógio de corrida, fone bluetooth e pochete com preços promocionais estão entre os itens que podem auxiliar no preparo físico para a prova
CV
CB Vitrine
postado em 20/03/2023 18:09 / atualizado em 20/03/2023 21:46
(crédito: Getty Images/iStockphoto)
Por CB Vitrine
No dia em que a capital federal completa 63 anos, o Correio Braziliense voltará a realizar a tradicional Maratona Brasília. A prova acontecerá em 21 de abril, com largada e chegada no Eixo Monumental, região central da cidade. Para quem busca motivação para as provas de 5km, 10km e 42km, aí vai o conselho de um brasiliense que ama corrida e não perde uma edição da Maratona: “É um percurso relativamente fácil, com uma leve subida no início, sendo que a volta é boa parte plana com descida. Vale a pena participar e prestigiar o aniversário da nossa capital”, garante o educador físico Gui Pereira.
Independentemente do percurso escolhido, é preciso preparo físico e os acessórios que oferecem conforto e melhoram o desempenho podem ser grandes aliados! O relógio de corrida da Garmin com GPS mede a frequência cardíaca e armazena atividades para aperfeiçoar a performance. Além das notificações inteligentes, transmite instruções em áudio a partir da conexão com seu smartphone, incluindo a quantidade e o tempo de voltas em um determinado percurso. E que tal incluir no rol de aquisições uma pochete de corrida fitness para guardar o celular e a garrafa, sem perder o conforto? O modelo que a Vitrine CB garimpou é de neoprene, resistente a líquidos e com saída para fone de ouvido. Por falar em fone, eles são indispensáveis para dar ritmo à prova. Então conheça essa opção sem fio, da JBL, que está em promoção na Amazon.
maratona brasilia 2023(foto: Kelly Venâncio/Correio Braziliense)
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TODOS OS SOTAQUES DE BRASÍLIA: MIGRAÇÕES,INFLUÊNCIAS E IDENTIDADE
Todos os sotaques de Brasília: migrações, influências e identidade
Formada por pessoas oriundas de norte a sul do Brasil, a capital carrega consigo uma miscelânea cultural e linguística que leva à dúvida: Brasília tem sotaque próprio?
LM
Letícia Mouhamad* e Eduardo Fernandes
postado em 19/03/2023 06:00
(crédito: Arquivo pessoal)
Não é preciso ser fã de cinema nacional para conhecer longas que conseguem exprimir, por meio de seus personagens, a vasta diversidade cultural — e linguística — do Brasil. Do sossegado "não sei, só sei que foi assim", de Chicó, em O Auto da Compadecida, ao marrento "meu nome agora é Zé Pequeno, por**", em Cidade de Deus, temos acesso à representação (ficcional e, por isso, passível de estereótipos) de determinados grupos pela forma como se comunicam.
Nos anos 1950, por exemplo, o ator e cineasta Amácio Mazzaropi ganhou notoriedade por interpretar o famoso "caipira" paulista, com um sotaque bastante marcado e que, ainda hoje, é percebido em algumas localidades. De norte a sul, nos demais estados do país, não é diferente: comunidades distintas cultural e/ou territorialmente tendem a possuir marcas linguísticas variadas, seja na entonação, seja no vocabulário, ou até mesmo na concordância entre pronomes e verbos.
E em Brasília, isso também acontece? Podemos dizer que aqui existe tal variedade? Bom, para responder a essa pergunta, é preciso considerar a recente, mas imponente, história da capital. Se você é brasiliense em torno dos 20 ou 30 anos, provavelmente tem avós que vieram de outros estados e pais que se recordam de escutar Legião Urbana no rádio; na escola, estudou sobre JK e fez passeios pelos monumentos da cidade. Hoje, quando você pensa acerca dos sotaques, percebe-se, possivelmente, com um falar "neutro".
Nesta edição, conversamos com linguistas para desvendar — e destrinchar — o assunto. O objetivo não é apresentar resultados definitivos, dado que a língua, enquanto um sistema vivo e dinâmico, está sempre em transformação, mas mapear o que se pode avaliar sobre o falar de Brasília até o momento. Além disso, vamos abordar a diversidade de sotaques (e, consequentemente, de culturas) que existem na capital, assim como mostrar os danos do sutil, mas doloroso preconceito linguístico.
Para além do "véi"
Um dos maiores prazeres da geofísica Aline Pádua, 31 anos, é certamente viajar. Sempre que pode, prepara as malas e coloca o pé na estrada, mesmo que seja a trabalho. Quando o sotaque dos lugares em que visita costuma ser mais marcado, é logo percebida pelos moradores locais, por conta da sua fala, como turista. Em nenhuma das situações, porém, conseguiu ser identificada como brasiliense.
Para a jovem, isso se deve ao fato de Brasília ainda não ter um sotaque bem definido e com características próprias. "Acredito que, até o momento, a mistura de outras variedades linguísticas persiste na cidade", completa. Em seu contexto, inclusive, cresceu com influência dos falares de Pernambuco, proveniente dos pais, e de São Paulo, oriundo dos primos. Destes últimos, que visita frequentemente, adquiriu a gíria "mano".
Aline Pádua é brasiliense e filha de pernambucanos: influência cultural(foto: Arquivo pessoal)
"Percebo que meus pais, como estão há mais de 30 anos aqui, perderam grande parte do sotaque, com resquícios apenas na pronúncia", comenta. A abertura das vogais /e/ e /o/, por exemplo, como quando falamos a palavra "ElEgante", desapareceu. Já o traço de alçamento das vogais, isto é, a articulação dos sons /e/ e /o/ como /i/ e /u/, respectivamente, manteve-se. Neste caso, eles pronunciam "querida" e "gordura" como "quirida" e "gurdura".
Já com relação ao seu próprio dialeto, se comparado aos demais, Aline destaca estar no vocabulário a maior diferença. O "véi" está presente na fala há tempos e recorrentemente. "Tesourinha", "pardal", "balão" completam a lista. Vale lembrar que tais palavras podem ser consideradas como características daqui, pois possuem significados distintos daqueles de origem, gerando confusão em quem visita a capital.
Afinal, Brasília tem ou não tem sotaque?
Segundo a sociolinguista, professora da Universidade de Brasília (UnB) e brasiliense "com orgulho" Rosineide Magalhães, sim, a capital tem sotaque! E, diferentemente do que o senso comum classifica como neutralização, o processo ocorrido em nosso dialeto chama-se focalização. Trata-se da escolha, inconsciente, do falante pela suavização na pronúncia do "s" e do "r", que, na variedade carioca, por exemplo, é bastante perceptível. Ademais, a forma de falar não é tão cantada ou arrastada, como nos dialetos do Sul.
Para Cíntia Pacheco, pesquisadora e professora da UnB e coordenadora do Projeto Variação Linguística no Centro-Oeste (Valco), o sotaque brasiliense, de uma forma geral, é menos marcado, como o de um apresentador de telejornal nacional. As influências das variedades de vários lugares do Brasil ocorreram em peso nas duas primeiras gerações, em um processo conhecido como difusão dialetal.
A partir da terceira geração (já com filhos de pais brasilienses), passa a haver uma identidade própria que começa a diferenciar Brasília dos demais estados. "A ausência de marcas muito específicas é uma das nossas características, entretanto, já há marcas percebidas por quem não é daqui, como o "s" sibilante e prolongado, o ditongo em sílaba final ("arroizsss") e a curva melódica das palavras", explica.
As pesquisadoras concordam que, no que tange ao léxico, as maiores variações estão relacionadas ao trânsito e aos meios de transporte, como nas palavras "pardal", "zebrinha", "baú" e "camelo". Além disso, abreviaturas como "bacu", "cachu" e "perifa" são comuns, somadas às gírias "véi", "cabuloso" e "tá de boa". Em relação à morfossintaxe, o emprego do pronome "tu" sem concordância (neste caso, um processo comum na maior parte do Brasil) é também uma marca do dialeto brasiliense.
Miscelânea cultural
Conforme o estudo A fala brasiliense: origem e expansão do uso do pronome tu, da pesquisadora Carolina Andrade, a constituição de Brasília é oriunda especialmente de Minas Gerais, de Goiás e de estados nordestinos. Em 1960, a maioria da população era da região Nordeste (42%), seguida do Sudeste (31%), Centro-Oeste (23%), Sul (2%) e Norte (1%). Em 2009, metade da capital já era proveniente do próprio DF.
Com o tempo, mais brasiliense e menos carioca
Dayse Gonçalves Zottich, 60, e Marcos Aurélio Pereira Zottich, 63, estão na capital federal há duas décadas. O casal carioca veio para Brasília pela primeira vez em 1988, ficando cerca de oito anos em terras candangas. Novamente, em 2000, os dois vieram para ficar, dessa vez fixamente.
Marcos, na época, era oficial do Exército. Hoje, com ambos aposentados, eles aproveitam as belezas que o fizeram se apaixonar pelo quadradinho. "O que eu mais gosto daqui é essa imagem, esse visual do horizonte, as coisas bem abertas, o ar livre é maravilhoso. Por mais que tenha muito trânsito, a gente olha pro lado e não se sente preso nem apertado", complementa Marcos.
Tanto marido quanto esposa, em razão do longo tempo morando longe do Rio de Janeiro, ressaltam que o sotaque foi se esvaindo no decorrer dos anos. Apesar de muitas pessoas ainda conseguirem identificar o "carioquês" quando eles se comunicam, o tempo tratou de deixá-los mais brasilienses do que cariocas.
Mas, quando retornam à Cidade Maravilhosa, o casal destaca que familiares e amigos mal reconhecem o modo de falar dos dois. E, claro, é só passar um tempinho ao lado deles que as coisas voltam a ser como eram antes. "Quando eu passo um mês lá, sinto que volto falando um pouco mais carregada. Acredito que o meu sotaque aparece um pouco mais", diz Dayse.
Dayse Gonsalves Zottich e Marcos Aurélio Pereira: carioca, o casal adotou Brasília como sua cidade(foto: Carlos Vieira/CB/ D.A Press)
De família nordestina, Marcos, no entanto, conta que nunca teve uma fala muito carioca. Ele descreve que o pai, que trabalhava como vendedor, viajava bastante por conta da profissão. Com isso, viveu boa parte da adolescência no Recife. "Mesmo assim, amigos ou até desconhecidos com quem a gente conversa me perguntam se sou carioca", enfatiza.
Apesar das décadas acumuladas na capital do país, Marcos reitera que nunca se identificou muito com a forma de falar do brasiliense. Camelo, tesourinha e outras gírias mencionadas por ele mal entram em sua cabeça. Por isso, em contramão a esse linguajar, o que ele mais absorveu da cidade projetada por Niemeyer é o estilo de vida. Algo que o militar aposentado não quer abandonar. "Curtir o pôr do sol, caminhar no Eixão, frequentar o Lago Paranoá no domingo. Essas são as coisas que realmente aprendemos", afirma.
"O meu sotaque virou militância"
Quando chegou a Brasília, há duas décadas, a escritora e jornalista Waleska Barbosa, 47 anos, havia acabado de se formar. Com grandes expectativas profissionais, veio à capital acompanhada de uma mala, duas caixas de livros e muitos sonhos. A caminhada não foi fácil e foram poucos as ocasiões em que não escutou a pergunta "por que você não perdeu o seu sotaque?"
Natural de Campina Grande, na Paraíba, aos poucos, ela aprendeu a devolver a questão: "Por que preciso perdê-lo? Você faz essa mesma pergunta a uma pessoa do Rio de Janeiro, por exemplo?". A ciência da resposta só reforçava o que já sabia — e sentia. A exclusão pelo som da sua voz dizia muito sobre o preconceito racial, regional e, principalmente, linguístico dos outros.
Certa vez, numa entrevista de emprego em uma emissora de televisão, o diretor, ao ler alguns dos seus textos, ficou maravilhado e disse-lhe que ninguém escrevia como ela. Quando escutou sua voz, porém, desistiu de lhe contratar. Noutra ocasião, foi impedida de gravar programas de rádio que havia produzido e montado. "Os programas eram os melhores. Mas a voz não podia ser a minha", recorda-se. Aventurar-se, profissionalmente, a falar "com a boca", como pontuou, foi um desafio, justamente pelos traumas relacionados à discriminação. Mas Waleska não se rendeu.
Waleska Barbosa sempre ouvia a pergunta: "por que você não perde o seu sotaque?"(foto: Gilberto Soares)
Em 2021, publicou o livro Que o nosso olhar não se acostume às ausências, no qual aborda, por meio de crônicas, prosas poéticas e poemas, questões como os amores e afetos, a violência e o feminicídio objetivo ou simbólico, a maternidade solo, o genocídio do povo negro e o racismo. No texto "A falta", destrincha parte da relação com seu sotaque, quando diz: "Ando sempre ostentando, com orgulho, um 'nordestinês', com o qual me dou muito bem e tenho intimidade". Hoje, para a escritora, sua voz ecoa. É voz.
Meu sotaque, minha marca
Em busca de novas oportunidades de vida e qualidade de estudo, Maria Paula Lopes Gaspar, 21 anos, veio do Amazonas para morar com a irmã, que se mudou para o quadradinho há alguns anos. Estudante de relações internacionais, ela acredita que Brasília proporciona mais possibilidades profissionais. "Muita oportunidade de emprego, aqui tem concurso público e afins. Enfim, estou gostando muito daqui", menciona.
A jovem, que reside na Asa Norte, também gosta do ar livre e da liberdade que a área central do Distrito Federal dispõe. A beleza da arquitetura a céu aberto, além das pedaladas de bicicleta ouvindo música são outras formas de lazer que ela diz não ter encontrado em sua cidade natal.
Desde que chegou à capital federal, em março de 2021, Maria Paula conta que o sotaque chiado não diminuiu. Mas, naturalmente, o convívio com colegas brasilienses enraízam gírias e trejeitos que só são encontrados no DF. Mesmo assim, a fala típica da região Norte ainda permanece intacta, especialmente quando ela visita o Amazonas. "Assim que eu volto de lá, meu sotaque fica 'pior', digamos assim. Mas é porque temos muitas gírias, aqui não tem tanto quanto no Amazonas", completa.
Maria Paula veio para Brasília em busca de novas oportunidades de vida e qualidade de estudo(foto: Arquivo pessoal)
E mesmo morando há pouco tempo em Brasília, a jovem destaca que ainda não sabe ao certo qual é o verdadeiro sotaque do brasiliense. Para ela, a mistura na hora de se comunicar, que vai do jeito mais culto ao mais informal, deixa a percepção um pouco bagunçada, pelo menos no momento de definição sobre esse tal linguajar.
Além disso, uma curiosidade percebida pela jovem é que os moradores de Brasília são mais reservados, pelo menos quando comparados a pessoas naturais de outros estados. "Acho o pessoal daqui totalmente fechado. E eu, bom, sou totalmente o inverso. Faço amizades, falo logo, e eles não, são mais na deles."
Simpatia pelo 'quadradinho'
Juliano Tassinari, 30, veio do Rio Grande Sul há pouco mais de um ano e meio, para expandir seus negócios como empreendedor. Assim como Maria Paula, devido à recente estadia, confessa não ter adquirido tantos trejeitos candangos. "Ainda tenho muito contato, diariamente, com pessoas do meu estado. Mas, aqui, muitas pessoas me perguntam se sou gaúcho", descreve.
Entretanto, os indícios de que as coisas estão mudando começam a tomar forma. O tradicional "tu" usado pelos gaúchos, — inclusive por ele — tem dado lugar para o popular "cê", abreviação muito utilizada na capital. Juliano detalha que tem falado bastante e, muitas vezes, totalmente sem perceber.
Júlio Tassinari não abandonou o chimarrão nem o apego com seu time(foto: Arquivo pessoal)
Mesmo com a saudade de casa e acreditando que o linguajar candango é realmente diferente, Juliano apega-se ao delicioso chimarrão, que não abandona em nenhum dia. Porém, a dificuldade em encontrar a erva natural da bebida pelas regiões centrais é um obstáculo. Mas, quando acha, a felicidade é tremenda.
Correio Braziliense domingo, 19 de março de 2023
COMBUSTÍVEL: ETANOL OU GASOLINA?
Etanol ou gasolina? Saiba o que vale a pena na hora de abastecer o carro
Especialistas ressaltam que para valer a pena, o litro de álcool deve estar pelo menos 30% mais barato que o da gasolina. Além disso, as características do veículo também devem ser consideradas na escolha
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Fernanda Strickland
postado em 19/03/2023 00:01
(crédito: Carlos Vieira/CB)
Com o retorno dos impostos federais, os preços da gasolina comum e do etanol subiram. Mesmo com o etanol tendo um ajuste em uma escala menor, a dúvida que fica para o consumidor é se compensa abastecer com álcool. Para verificar qual produto vale a pena, é necessário analisar, no geral, se o preço do etanol é 30% inferior ao preço da gasolina. Com dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP), é possível observar que em apenas dois estados do Brasil vale a pena abastecer com álcool.
O etanol é considerado uma fonte alternativa de abastecimento mais sustentável, porém, a troca pode não ser muito lucrativa. Ao analisar o preço médio de revenda nos estados, referentes à última semana, é possível ver que apenas no Amazonas e no Mato Grosso compensa abastecer com o álcool. Para calcular, basta dividir o preço do álcool pelo valor da gasolina. Explicando a teoria: se o resultado da conta for inferior ao preço do litro do etanol, valeria a pena abastecer com gasolina. O que fundamenta isso é que a eficiência da gasolina é 30% maior do que a do álcool hidratado. (Veja como fazer no quadro)
O economista Otto Nogami, professor do Insper, explicou que, mesmo com o cálculo, cada automóvel tem suas características. "O ideal é pegar o manual do seu carro e verificar essas relações entre etanol e gasolina e estabelecer o seu próprio parâmetro de decisão de abastecer com um ou outro combustível", observou.
De acordo com um levantamento recente feito pela Ticket Log, a gasolina e o álcool são combustíveis que podem ser misturados, porém suas propriedades energéticas e eficiência no desempenho são muito distintas. Isso porque o etanol rende bem menos. O álcool entrega 30% a menos do que a gasolina. Sendo assim, toda essa diferença de performance também pesa no bolso, na hora de escolher entre o litro da gasolina e o litro do etanol.
Em questão de valores, a advogada tributarista do SGL, Eduarda Bolze explica que utilizando esse racional, com a gasolina a R$ 5,54 e o etanol a R$ 4,19, o etanol está 25% inferior ao preço da gasolina e, portanto, é menos vantajoso utilizar a gasolina. "É preciso destacar, ainda, que o consumo do automóvel deve ser levado em consideração", disse.
"Além disso, existem outros aspectos que fazem o preço do etanol e da gasolina variarem, como é o caso da região, valor do ICMS e preço da distribuidora. Mesmo que a incidência dos tributos federais seja a mesma, as referidas questões podem tornar um produto mais barato do que o outro", explicou Bolze. "Por exemplo, o etanol pode valer mais a pena em regiões próximas de usinas de açúcar, uma vez que o custo do deslocamento do produto até o consumidor é reduzido", exemplificou.
Segundo a advogada tributária, o diferencial para análise de vantagem de cada produto é o cenário apresentado pelo mercado. "Se de um lado a gasolina sofre impacto do preço do barril do petróleo no mercado internacional, o etanol é impactado pelo preço das usinas de açúcar. Se o usineiro passa a produzir menos etanol e foca na produção de outros derivados de açúcar, gera um desabastecimento no mercado interno e consequentemente, o produto fica mais caro", disse .
Para Rafael Soares, analista de negócios na Lincros, a escolha entre etanol e gasolina como combustível para o seu veículo dependerá de vários fatores, como o preço de cada um, o tipo de veículo que você tem, o consumo médio do seu veículo e a disponibilidade do combustível em sua região. "Em geral, o etanol é uma opção mais econômica em regiões onde o preço do álcool é inferior a 70% do preço da gasolina", afirmou.
"No entanto, é importante lembrar que o consumo de um veículo é afetado pelo tipo de combustível usado, e o etanol tem um consumo mais elevado em relação à gasolina. Isso significa que, em alguns casos, mesmo que o preço do etanol seja mais barato que o da gasolina, a queima mais elevada pode tornar o uso de etanol menos econômico", pontuou Soares. "Em resumo, a escolha entre etanol e gasolina dependerá de vários fatores, como preço e disponibilidade. Quanto às políticas do governo em relação aos combustíveis sustentáveis, é provável que essas políticas evoluam à medida que o mercado de biocombustíveis e outros combustíveis sustentáveis se desenvolvam."
Entenda a reoneração
O governo anunciou no início do mês, as alíquotas para a reoneração parcial dos combustíveis com a incidência do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Com o fim da isenção dos tributos, desde 2 de março, o imposto sobre a gasolina teve alta de R$ 0,47 por litro, enquanto o do etanol subiu R$ 0,02.
Levando em consideração a redução de R$ 0,13 no litro da gasolina vendida nas refinarias, anunciada pela Petrobras mais cedo, o impacto final para o consumidor foi em torno de R$ 0,34 por litro, segundo o governo. A reoneração da gasolina e do etanol foi apenas parcial, já que, antes da MP de Bolsonaro, que foi prorrogada por Lula até ontem, os valores chegavam a R$ 0,69 e R$ 0,24, respectivamente.
Na ocasião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou que aguardou o anúncio do reajuste da Petrobras para bater o martelo sobre a volta das alíquotas de PIS/Cofins, e afirmou que o retorno da cobrança dos tributos visa corrigir as distorções de uma medida eleitoreira, tomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. "Nosso compromisso é de recuperar as receitas que foram perdidas ao longo do processo eleitoral por razões demagógicas, medidas às vésperas das eleições para tentar defender o quadro desfavorável do então governo", disse.
Segundo o ministro, a intenção do governo é promover uma tributação maior sobre combustíveis fósseis, como a gasolina, em comparação com os renováveis, como o etanol, estimulando o uso de produtos mais sustentáveis. "Essa solução atendeu a um princípio ambiental. Nós estamos favorecendo o consumo de um combustível não fóssil, portanto, muito menos poluente do que a gasolina", declarou.
Correio Braziliense sábado, 18 de março de 2023
USO DE CELULAR NA PRIVADA: AUMENTO DE TAXA DE HEMORROIDA
Uso do celular na privada tem aumentado taxa de hemorroida na população
O hábito pode causar também dor de barriga, já que, por ficar mais tempo no sanitário, acaba pressionando o reto e o ânus
CB
Correio Braziliense
postado em 17/03/2023 22:43 / atualizado em 17/03/2023 22:43
(crédito: freepik/Anna Bizon)
O uso do celular enquanto se está "no trono" tornou-se um hábito comum. Há décadas as pessoas costumam levar para o banheiro objetos que ajudem a passar o tempo enquanto as necessidades fisiológicas são feitas. Antes da disseminação da tecnologia, revistas, jornais e livros eram facilmente encontrados em banheiros, mas com a digitalização, os telefones se tornaram companheiros fieis na hora de se sentar no trono de porcelana. No entanto, esse costume pode trazer um revés.
Um estudo publicado na National Library of Medicine, realizado pela Universidade Yuzuncu Yl, na Turquia, estudou a relação entre hemorroidas e o uso de smartphones no banheiro. Com base em observações clínicas, os investigadores do estudo descobriram que o hábito pode levar ao desenvolvimento de hemorroidas e ocasionar dores de barriga.
De acordo com os investigadores, o uso de celular no sanitário aumenta o tempo gasto no banheiro, leva a um aumento da pressão na região anal e ao esforço durante a defecação. Com isso, eles constataram que “é de se esperar um aumento da doença hemorroidária na sociedade moderna". "As pessoas hoje preferem um estilo de vida mais sedentário e participam de uma dieta pobre em fibras, rica em alimentos ricos em calorias e gorduras em comparação com as gerações anteriores. Além disso, os smartphones invadiram quase todos os aspectos da vida cotidiana”.
Para chegar a essa conclusão foram analisados cerca de 100 pacientes com e sem hemorroida, entre 16 e 65 anos, durante sete meses. Segundo os estudiosos, as pessoas que costumam levar o celular para o banheiro, acabam por continuar fazendo força para evacuar mesmo quando já não é necessário, o que dilata os vasos sanguíneos das veias do reto, levando ao surgimento das hemorroidas.
Além disso, levar o celular para o banheiro pode proporcionar a contaminação do aparelho com coliformes fecais e contribuir para a proliferação de bactérias, já que, mesmo que se lave as mãos corretamente, o aparelho não será lavado e continuará infectado.
Fique atento aos sintomas
As hemorroidas são veias ao redor do ânus ou do reto que se inflamam ou dilatam. Elas podem ser externas ou internas. Quando externas, têm aparência semelhante a varizes ou a pelotas de sangue e são visíveis na borda do ânus. Já as internas não são aparentes, elas ficam acima do esfíncter anal e causam sintomas mais agudos.
Os sintomas envolvem coceira, que é provocada pelo inchaço das veias, que aumenta a tensão sobre as terminações nervosas; sangramento resultante do rompimento das veias anais, esse pode se apresentar em sangue aguado ou manchas de sangue perceptíveis na roupa íntima ou no papel higiênico; dor ou ardor durante ou após a evacuação; e saliência palpável no ânus.
O tratamento pode envolver desde medicação oral e tópica até cirurgia. Para chegar no diagnóstico e determinar a melhor forma de tratar, é necessário procurar um médico.
Para prevenir o surgimento das hemorroidas existem algumas medidas que podem ser tomadas, entre elas evitar o uso do celular no banheiro. Uma dieta saudável, à base de de alimentos ricos em fibras e frutas frescas, a ingestão adequada de líquidos e prática de atividade física também podem ajudar a evitar a doença. “Lembre-se: banheiro não é biblioteca. Permaneça sentado no vaso sanitário somente o tempo necessário para evacuar. Se não conseguir naquele momento, tente mais tarde. Procure relaxar. Muito esforço afetará as veias que podem já estar enfraquecidas”, ressalta o site do Ministério da Saúde.
Correio Braziliense sexta, 17 de março de 2023
DIA DE SÃO PATRÍCIO: RESTAURANTES QUE SEGUEM A TRADIÇÃO DE CELEBRAR
Quer celebrar o dia de São Patrício? Veja os restaurantes que seguem a tradição
Confira os principais bares e restaurantes da cidade que celebrarão a data do padroeiro dos adeptos da cerveja, com direito a muito chope verde e música irlandesa
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Isabela Berrogain
*K
*Giovanna Kunz
postado em 17/03/2023 06:00
(crédito: Mariana Lins )
Anualmente, em meados de março, os moradores de Brasília se deparam com uma celebração especial nos principais bares da cidade. É o Dia de São Patrício, também conhecido como St. Patrick's Day, um dos principais feriados da Irlanda, que, nos últimos anos, tem tomado conta da capital. Um dos santos católicos mais antigos, São Patrício foi responsável por instaurar o cristianismo na Irlanda e ficou conhecido por utilizar o trevo de três folhas como símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), tornando verde a cor que dá tom ao feriado.
Em homenagem ao famoso padroeiro irlandês, os bares mergulham, todo 17 de março, na cultura irlandesa, decorando ambientes na cor verde, comercializando comidas e bebidas tradicionais do país europeu e cultuando a música celta. Na Irlanda, a data comemorativa se assemelha ao carnaval brasileiro — a população toma as ruas do país em busca de diversão e descontração e enche os tão tradicionais pubs europeus, tudo regado à muita cerveja, uma das principais marcas do feriado. "Uma das tradições importadas mais amadas pelos brasileiros, o Dia de São Patrício é muito festejado também na capital federal. Essa data tem tudo a ver com os brasilienses, por serem grandes apreciadores e produtores de cervejas artesanais", destaca Tarsila Travassos, proprietária do Heilige Pocket.
"Onde tem cerveja, tem comemoração de St. Patrick's Day", apontam Vando de Albuquerque e Aylton Tristão, sócios do Godofredo. "Em Brasília, temos grandes fábricas de cervejas artesanais premiadas, reconhecidas nacionalmente por sua qualidade. O Distrito Federal tem se destacado no cenário cervejeiro e isso atrai o público a festas temáticas como essa, que tem como a bebida principal a cerveja", avaliam.
Aos interessados em participar desta celebração mundial, o Divirta-se mais selecionou seis dos principais bares da cidade que entrarão no clima do Dia de São Patrício. Confira!
Godofredo e São Patrício
Em atividade desde 2006, o Godofredo tem como proposta oferecer cervejas artesanais de diferentes estilos — incluindo uma autoral, com harmonizações de pratos diferenciados, num ambiente descontraído. Para comemorar o Dia de São Patrício, o bar preparou uma grande festa de cervejas artesanais, ao som do melhor dos anos 1970, 1980, 1990 e 2000 e apresentação de uma DJ irlandesa, que tocará músicas tradicionais do país em homenagem à data.
Amanhã, das 14h à 0h, a casa oferece aos clientes um open bar (R$ 160) com o chope verde, além de outros 30 tipos de chopes tradicionais e gin tônica verde. Todos os participantes também ganharão uma cartola verde e uma caneca, marcas registradas da celebração. Já para os que preferirem não aderir ao open bar, os diferentes chopes estarão sendo vendidos a partir de R$ 10. Para sustentar a bebedeira, os sócios Vando de Albuquerque e Aylton Tristão indicam o sanduíche argentino choripan (R$ 29,90).
Chope em primeiro lugar
O Primeiro Cozinha de Bar é um bar para todos. O ambiente familiar, que conta com música, comida e brinquedoteca, foi criado com a ideia de remeter às primeiras experiências, como os primeiros passos e a primeira pessoa a pisar na lua. Para celebrar o Dia de São Patrício, a casa contará com decoração especial e danças típicas, embaladas pelo som da Banda N’Alta e Paulo Mesquita e Os Brancos. Além disso, o tradicionalíssimo chope verde (R$ 5,90) fará parte do happy hour até 20h. Para acompanhar a bebida, Paula Orton, gestora do bar, indica a carne de sol (R$ 84,90) e o prato confusão (R$ 74,90), que é um mix de petiscos. “Estamos juntando tudo, decorações, música boa, promoção de chope e petiscos para agregar nesse dia especialíssimo”, garantiu a responsável.
Celebração dos amantes de cerveja
O pub de cervejas especiais Heilige Pocket também entrou no clima de celebração do Dia de São Patrício. A casa, que busca conectar as pessoas em um ambiente descontraído enquanto apreciam uma ampla variedade de cervejas, oferece ao cliente a liberdade de servir a quantidade de chope que ele deseja e pagar por ml.
"O Dia de São Patrício é uma data muito especial para os amantes de cerveja, portanto, sempre comemoramos em grande estilo", garante Tarsila Travassos, proprietária do pub. A programação do fim de semana tem decoração temática, repertório musical especial e, é claro, chope verde (R$ 4,33 - 100ml). Para harmonizar com a leveza e refrescância do chope verde, Tarsila indica o petisco de frango (R$ 30,90) e o bolinho de queijo (R$ 29,90).
Festival Nacional
Neste ano, a celebração Correio Braziliense Chope verde do Heilige Pocket para todo o país”, explica José Araújo Neto, fundador da rede Porks. Os que comparecerem ao festival poderão, também, aproveitar dos saborosos do Dia de São Patrício do Porks — Porco e Chope, principal casa de chope e carne suína do Brasil, será mais especial — a rede promoverá a primeira edição do festival nacional de St. Patrick’s Porks. Durante o evento, não faltará o querido chope Pilsen verde (R$ 5, 300 ml), além de muita música ao vivo. “O Saint Patick’s Day é uma das datas mais esperadas no universo cervejeiro. Com o festival, queremos levar o chope verde hambúrgueres e petiscos do restaurante. Entre os principais destaques, encontram-se o pernil municipal (R$ 16), o sanduíche de pernil de porco marinado por 12h, coberto por queijo mozzarella e cheiro verde, e o porks bacon burger (R$ 17), preparado com burger de costelinha de porco, creme de cheddar e tiras de bacon crocant
Chope verde para os passageiros
Até os que estiverem chegando ou saindo de Brasília poderão participar das celebrações do Dia de São Patrício. Localizado no Aeroporto Internacional, o Living HNK, que tem como objetivo proporcionar aos clientes uma experiência exclusiva com a Heineken, também oferecerá ao público o famoso e tradicional chope verde.
"Por mais que o Dia de São Patrício tenha surgido de uma festa católica nascida na Irlanda, a data, com o passar dos anos, virou sinônimo de cerveja, uma das grandes paixões do brasiliense", garante Paulo Albuquerque, um dos sócios do Living HNK Brasília. Em comemoração, hoje o bar realizará um happy hour das 17h às 19h, com direito a dose dupla de chope (R$ 15,90). Para harmonizar com a bebida, Paulo indica o risoto especial com queijo brie e crispy de presunto parma (R$ 75,9
Festa tipicamente irlandesa
O único bar irlandês de Brasília não poderia ficar de fora das celebrações do Dia de São Patrício! O O’Rilley Irish Pub, idealizado por amigos ainda em 2004, é inspirado nos famosos pubs da Irlanda e promove, semanalmente, com apresentações de bandas locais, regadas a deliciosas cervejas especiais. Hoje, a programação do bar começa a partir das 16h, com apresentações de bandas covers de Coldplay, Queen e U2, com performance especial do grupo Kiaulles, especializada em música celta. Além do chope verde (R$ 4,50 - 300 ml), os clientes do pub poderão desfrutar do especial St. Patrick’s Burger (R$ 19,90), composto por pão brioche verde, hambúrguer defumado, cheddar, cebola caramelizada na cerveja Guinness e bacon.
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco
Correio Braziliense quinta, 16 de março de 2023
CHAMPIONS LEAGUE: REAL MADRID ASSEGURA VANTAGEM E AVANÇA SOBRE O LIVERPOOL
Champions: Real Madrid assegura vantagem e avança sobre o Liverpool
Merengues cadenciam a posse de bola em meio a um ritmo veloz imposto pelos britânicos e se garantem nas quartas
PM
Paulo Martins*
postado em 15/03/2023 18:56
(crédito: AFP)
Os duelos de copas têm a interessante máxima de classificação através de uma vitória e um empate. Baseado nesta teoria e conservando a qualidade, o Real Madrid teve interessante exibição diante do Liverpool, nesta quarta-feira (15/3), e tinha interesse em manter o zero no placar, mas conseguiu vencer por 1 x 0. O resultado no Estádio Santiago Bernabéu foi suficiente e sobrado para o avanço no certame.
Não somente os locais tiveram uma interessante gerência em meio à luta brava e digna de reconhecimento dos ingleses, mas mantiveram foco na conservação da posse de bola, primordial para serem superiores ao nervoso adversário e liquidar a fatura. A solidez e a eficácia sempre impressionantes dos merengues mantém o favoritismo do atual campeão europeu na tentativa de mais um título.
O jogo
Com a manutenção do ritmo, os merengues não se importaram com a enorme vantagem e continuaram a atacar, tendo três escanteios em dez minutos. Entretanto, houve espaço para o contra-ataque e foi justamente esse o meio pelo qual os Reds chegaram com perigo pela primeira vez, com chute de Darwin Núñez, defendido por Thibaut Courtois aos seis minutos.
Aos 13, foi a vez de Alisson aparecer: após toque de cabeça de David Alaba para perto da trave esquerda do goleiro, Vinicius Junior desviou e parou no toque milagroso do gaúcho. Com 19, o mesmo teve de intervir mais uma vez após chute de Eduardo Camavinga de fora da área, contando com o travessão para evitar o gol mais uma vez.
Ainda que a pressão inglesa fosse boa, a efetividade dos madridistas com a bola era algo imparável. Luka Modric foi mais um a tentar balançar a rede, chutando perto do arco aos 21. O ataque visitante tentava agir, mas era barrado frente às fortes linhas armadas pelos espanhóis, que, em contrapartida, não tinham medo nem preocupação de sair da pressão alta dos adversários.
O Liverpool levou perigo novamente com Núñez apenas aos 32, em bola bem colocada e espalmada por Courtois. Uma nova tentativa surgiu aos 35, com chute de Cody Gakpo, rechaçado pelo guarda-meta belga. Entretanto, apesar da velocidade alta no duelo de parte a parte, não houve nada que abalasse a tranquilidade do Real em relação e à vantagem no primeiro tempo.
Na etapa final, os britânicos cresciam em campo, motivados pela tentativa quase incansável de buscar a remontada, quanto ao nervosismo de seu treinador. Em um ar pouco comum, Jurgen Klopp se mostrava nervoso apesar das substituições feitas sem a melhora desejada ao longo da etapa complementar. Isto desde a dupla defesa de Alisson nas tentativas de Federico Valverde e Karim Benzema, ambas ao sétimo minuto.
O uruguaio e o francês voltaram a testar em novas ocasiões aos aos 17 e aos 23, respectivamente. O Madrid defendia com invejável perfeição e achava alguns contra-ataques. Em um deles, veio o gol: aos 32, Vinicius Junior conseguiu dominar após desvio da bola no ar, passou a Benzema e este tocou para as redes, sem goleiro na meta. Em seguida, o centroavante sentiu dores e foi suprido por Rodrygo. Após o gol, Carlo Ancelotti utilizou do banco de reservas para finalizar com a vitória mínima.
Ficha técnica:
LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA Oitavas de final - Jogo de volta Real Madrid 1 x 0 Liverpool Estádio Santiago Bernabéu, Madri, Espanha
Real Madrid
Courtois; Carvajal (Vázquez), Eder Militão, Rudiger e Nacho; Kroos, Camavinga (Tchouameni) e Modric (Ceballos); Valverde, Vinicius Junior (Asensio) e Benzema (Rodrygo)
Técnico: Carlo Ancelotti
Liverpool
Alisson; Alexander-Arnold, Konaté, van Dijk e Robertson (Tsmikas); Fabinho, Milner (Oxlade-Chamberlain) e Gakpo; Núñez, Salah e Diogo Jota (Elliott)
Correio Braziliense quarta, 15 de março de 2023
ADESIVOS DE *PIMENTA*: RECONSTROEM NERVOS DE PACIENTES COM NEUROPATIA DIABÉTICA
Adesivos de "pimenta" reconstroem nervos de pacientes com neuropatia diabética
O saldo positivo do estudo é um avanço para a área: os tratamentos atuais envolvem apenas o controle de dor, mas com efeitos colaterais graves
Td
Talita de Souza
postado em 14/03/2023 22:45 / atualizado em 14/03/2023 22:47
(crédito: Monique Renne/CB/D.A.Press)
Mais do que provocar um sabor marcante em uma refeição, a pimenta tem poder de restaurar nervos danificados por altos níveis de glicose no sangue em pessoas com diabetes. A constatação foi feita em um estudo britânico da Universidade Imperial de London, que averiguou o poder analgésico e curativo do composto químico capsaicina, presente na pimenta, em tratar fibras nervosas em 75 pacientes com neuropatia.
Em parceria com o Sheffield Teaching Hospitals e a Diabetes UK, os pesquisadores da Universidade Imperial de London dividiram o grupo de análise entre aqueles que utilizaram, por três meses, adesivos contendo 8% de capsaicina sob a pele dos locais em que os nervos estavam afetadas — em grande parte sob os pés, onde há dor excessiva — e outros que não utilizaram o composto.
Cada participante registrou, em um diário, como se sentia diariamente, além de serem submetidos a contagens de nervos e nível de sensibilidade de cada um. O resultado final, publicado na revista Frontiers in Neurology, foi surpreendente: os adesivos não só diminuíram a dor dos pacientes com neuropatia diabética com maior prevalência de dor nos pés e na panturrilha, como também teve “um aumento significativo das fibras nervosas” dos locais.
Os pesquisadores comemoraram os resultados. “A perda de fibras nervosas sensoriais e sua função protetora são os principais contribuintes para o desenvolvimento, recorrência ou não cicatrização de úlceras nos pés, levando a amputações, para as quais o adesivo de capsaicina 8% poderia potencialmente fornecer tratamento preventivo”, detalham no relatório. Os cientistas ainda não sabem como o composto químico provocou a restauração.
O saldo positivo do estudo é um avanço para a área: os tratamentos atuais envolvem apenas o controle de dor, mas com efeitos colaterais graves: uma das medidas de controle do incômodo severo da neuropatia é o uso de antidepressivos, cujo efeitos adversos podem provocar mais malefícios do que benefícios.
Correio Braziliense terça, 14 de março de 2023
PREVISÃO DO TEMPO: RAIOS E TROVÕES PARA ESTA TERÇA-FEIRA NO DF
Raios e trovões: confira a previsão do tempo para essa terça-feira no DF
O tempo continua ainda bastante chuvoso, o que favorece a umidade relativa do ar
AP
Ariadne Poles*
postado em 14/03/2023 07:50
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Esta terça-feira (14/3) começa com bastante nebulosidade, em um período marcado por chuvas. "Pancadas de chuva e trovoadas virão, especialmente, na parte da tarde e noite.
Quanto à temperatura, a mínima de hoje pode chegar à 19°C e a máxima pode alcançar 28°C, em todo o Distrito Federal. Apenas no Plano Piloto haverá uma pequena alteração de temperatura, com a máxima de 26°.
A velocidade do vento será de 40 km/h e a umidade relativa do ar terá variação de 55% a 95%.
Correio Braziliense segunda, 13 de março de 2023
OSCAR 2023: MICHELLE YEOH SE TORNA A PRIMEIRA ASIÁTICA A GANHAR O OSCAR DE MELHOR ATRIZ
Michelle Yeoh se torna a primeira asiática a ganhar o Oscar de melhor atriz
Natural da Malásia, Michelle fez discurso emocionado ao subir no palco da maior premiação do cinema ocidental
RN
Ronayre Nunes
postado em 13/03/2023 00:59 / atualizado em 13/03/2023 01:06
(crédito: Kevin Winter/Getty Images/AFP)
O fim da 95ª edição do Oscar, que acabou na madrugada desta segunda-feira (13/3), consagrou o filme Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo. A produção que mergulha nas camadas do multiverso levou sete prêmios: melhor filme, melhor atriz (para Michelle Yeoh), melhor atriz coadjuvante (para Jamie Lee Curtis), melhor ator coadjuvante (para Ke Huy Quan), melhor direção, melhor edição e melhor roteiro original.
HOLLYWOOD, CALIFORNIA - MARCH 12: Michelle Yeoh accepts the Best Actress award for "Everything Everywhere All at Once" onstage during the 95th Annual Academy Awards at Dolby Theatre on March 12, 2023 in Hollywood, California. Kevin Winter/Getty Images/AFP (Photo by KEVIN WINTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)Getty Images via AFP
O destaque, contudo, foi além do maior prêmio da noite. Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo consagrou Michelle Yeoh como a primeira asiática a ganhar um Oscar na categoria de melhor atriz.
Destaque alemão
Além de Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo, o filme alemão Nada de novo no front também se destacou e saiu com quatro estatuetas na noite.
Correio Braziliense domingo, 12 de março de 2023
GASTRONOMIA: ALIMENTOS SAUDÁVEIS ESTÃO EM ALTA NO DF - SAÚDE E SABOR ME PRIMEIRO LUGAR
Alimentos saudáveis estão em alta do DF: saúde e sabor em primeiro lugar
Vendedores de produtos orgânicos comemoram alta de 20% nas vendas em 2022. Frangos, ovos e hortifruti têm sido os alimentos mais procurados. Público jovem está em busca de consumo mais saudável e sustentável
PM
Pedro Marra
postado em 12/03/2023 06:00 / atualizado em 12/03/2023 09:48
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O consumo de alimentos saudáveis ganhou força no Distrito Federal. Estimativa da Comissão de Produção Orgânica no DF (CPOrg-DF) mostra que, de 2021 para 2022, o setor teve alta de 20% nas vendas, impulsionado pelo público jovem, que passou a se interessar pela alimentação rica em nutrientes e proteínas sem agrotóxicos. No movimento orgânico desde 1994, o presidente da Comissão, Verinaldo da Silva Souza, 48 anos, conta que os cerca de 500 produtores certificados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária têm vendido mais frangos orgânicos, ovos e alimentos hortifruti, como tomate e cenoura.
Técnico em agropecuário e administração de empresas, Verinaldo explica que as pessoas consomem comida orgânica porque faz bem à saúde, além de existir uma relação com o meio ambiente, sem uso de agrotóxicos. "É um novo hábito que a gente acaba tendo. Atribuo ao estilo de vida, e falo que o alimento orgânico tem uma relação direta com a saúde. Tenho uma filha de seis meses e um de seis anos, e gosto de prezar por uma boa saúde na minha família", opina o comerciante.
Verinaldo explica que o custo-benefício em relação ao produto compensa quando os clientes têm consciência de onde vem o alimento e a forma natural como é produzido. "Às vezes, as pessoas não consomem o produto orgânico porque é caro, coisa de rico, mas quando elas têm consciência, o estilo de vida com alimentos mais saudáveis é melhor e ela se torna um ser humano com mais possibilidade de ser feliz. Comprar um um quilo de tomate, por exemplo, vai estar mais barato que o tomate orgânico, mas você precisa comer a quantidade necessária para o seu dia, com uma boa qualidade", argumenta.
Caminho sem volta
Cliente frequente da loja Korin, na Comercial da 715/714 Norte há sete anos, desde que se curou do câncer de mama, a aposentada Ivete Campos vai a pé de casa, na quadra 105 Norte, até o local, a feira que acontece aos sábados. Semanalmente, ela costuma comprar tomates, carnes e produtos integrais. "Tenho uma afinidade para esse tipo de alimentação. Comecei a praticar pilates, andar de bicicleta e usar o tomate para fazer molho natural", relata.
A escolha por produtos orgânicos é um caminho sem volta para Ivete. Ela desconsidera ir a supermercados tradicionais porque tem receio de ingerir substâncias maléficas ao organismo. "Se eu puder evitar alimentos que não tenham certificado contra antibióticos, produtos que vão prejudicar a minha saúde, prefiro comprar um que tenha a pagar remédios depois para cuidar de algum problema no meu corpo", justifica a moradora da região.
A atenção com a sustentabilidade do planeta é um cuidado a mais para o cineasta Getsemane Silva, 50. Ele reconhece que o valor do alimento passa pela transparência de como é produzido. "Busco qualidade, com menos produtos químicos. É uma tentativa de ser mais saudável, com menos conservantes", avalia. O morador da Asa Sul costuma comprar em mercados e feiras do DF, onde encontra preços parecidos com o varejo. "O preço compensa. Em geral, percebo que é 10% mais caro, mas vale a pena para quem tem condições", compara o consumidor.
Comunidade engajada
A relação de consumidor e produtor também é diferente no mercado de produtos orgânicos. Uma prova é a Comunidade que Sustenta a Agricultura da Florestta (CSA), com chácara em Luziânia, onde cultiva vários alimentos. Os mais consumidos são alface, cenoura, rúcula, banana, cebola, abobrinha e brócolis. "É uma relação de confiança com os clientes, na qual as pessoas sabem para onde vai sair o dinheiro delas, qual família está apoiando financeiramente", contextualiza a dona da marca, Gisely Coité, 40.
Advogada de formação, ela e o marido, Aleixo Leitão, 40, criaram a empresa há nove anos porque era difícil encontrar orgânicos em Brasília para a introdução alimentar da filha recém-nascida. Foi, então, que passaram a plantar verduras no quintal de casa com ajuda financeira de cinco amigos. No modelo da CSA, o cliente pode visitar o sítio da família e ter contato direto com o produtor durante visitas marcadas a cada três meses. Os próximos devem ser em 18 ou 25 de março. "As famílias apoiam um produtor rural que recebe um valor por mês e entrega uma assinatura pautada na economia associativa e colaborativa. Isso é muito bacana porque o produtor não fica desamparado financeiramente. As pessoas pagam para o produtor produzir, e, com a participação do grupo, vão opinar na produção de acordo com sazonalidade", adianta Gisely.
Para adquirir os produtos, a CSA oferece centros de distribuição dos alimentos, que ficam no Gama, onde as cestas são organizadas e funciona o escritório. Mas também são feitas entregas em domicílio, com pontos de convivência para retirada da cesta em Águas Claras, Asa Sul, Asa Norte, Guará e Gama.
Correio Braziliense sábado, 11 de março de 2023
ALIMENTAÇÃO: CIENTISTAS INVESTIGAM AS DIETAS QUE DEIXAM O CÉREBRO MAIS JOVEM
Cientistas investigam as dietas que deixam o cérebro mais jovem
Tecidos cerebrais de adeptos da Mind e da mediterrânea têm a concentração de proteínas ligadas ao Alzheimer equivalente à de indivíduos até 18 anos mais jovens. Para cientistas, descoberta ressalta a importância da adoção de bons hábitos contra as demências
FF
Fernanda Fonseca*
postado em 11/03/2023 06:00
(crédito: Reprodução/Pinterest)
Pessoas que seguem uma dieta rica em vegetais verdes folhosos, bem como frutas, grãos, azeite de oliva e peixes, podem ter um risco menor de desenvolverem Alzheimer. Essa foi a conclusão de um estudo publicado na edição de março da Neurology, a revista médica da Academia Americana de Neurologia. Por meio de técnicas de neuroimagem, pesquisadores da Rush University Medical Center, em Chicago (EUA), observaram uma associação significativa entre esse padrão dietético e a presença de placas amiloides e emaranhados de tau — complicação ligada à doença neurodegenerativa — no tecido cerebral póstumo de adultos mais velhos. A hipótese é de que esses regimes consigam rejuvenescer o órgão em até 18 anos.
Estudos anteriores demonstraram que dietas à base de plantas, ricas em nutrientes e compostos bioativos essenciais para a saúde do cérebro, como a Mind, a Dash e a mediterrânea, estão associadas a declínio cognitivo mais lento, risco reduzido de demência e melhor cognição. Porém, a compreensão desses mecanismos neuropatológicos permanece limitada. Na tentativa de preencher essa lacuna, os pesquisadores da universidade estadunidense avaliaram os impactos dessa rotina alimentar na presença de indicadores biológicos do Alzheimer.
"A doença de Alzheimer é o distúrbio neurodegenerativo mais comum. Com tratamentos limitados para reverter a perda de memória ou a demência, entender o papel dos fatores de risco modificáveis, como a dieta, pode ter um impacto na saúde pública", afirma a coautora do estudo, Puja Agarwal, pesquisadora do Departamento de Nutrição Clínica da universidade estadunidense.
O estudo observacional acompanhou idosos desde o momento em que se inscreveram no Projeto Memória Rush e Envelhecimento (MAP) até a morte. Na iniciativa, foram coletadas informações regulares sobre hábitos alimentares e ocorrência de Alzheimer. Agarwal e colegas analisaram dados de 581 pessoas com, em média, 84 anos, sem diagnóstico de demência quando entraram na pesquisa e que concordaram em doar o cérebro após morrerem — o óbito se deu, em média, sete anos depois.
Depois de averiguar se os participantes tinham um gene ligado a um maior risco de Alzheimer e considerar fatores de risco, como idade da morte, sexo e ingestão total de calorias, a equipe constatou, na autópsia dos cérebros, que as pessoas que consumiam com maior frequência os grupos alimentares indicados pela dieta mediterrânea apresentavam quantidades de placas e emaranhados semelhantes a serem 18 anos mais jovem. No caso da Mind, essa média foi equivalente a 12 anos. "Descobrimos que aqueles que consumiam uma dieta saudável tinham menos placas amiloides e emaranhados no cérebro, que são as duas características da doença de Alzheimer", enfatiza a autora.
Neurologista do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Denise França explica que a causa dessa neurodegeneração segue incerta, mas que há indícios de que o acúmulo das duas proteínas desempenhe um papel fundamental na geração da doença. "Evidências experimentais sugerem que, em concentrações baixas, as proteínas amiloides sejam protetoras dos neurônios em situações de inflamação, trauma, infecção e estresse oxidativo. Mas em concentrações muito altas, elas passam a ser neurotóxicas, danificam as sinapses, formam placas e ocasionam a perda neural", diz. "A proteína tau, por sua vez, em uma pessoa saudável, ajuda a estabilizar as estruturas que permitem a comunicação entre os neurônios, mas, em quem tem Alzheimer, se acumula no interior dos neurônios e faz com que as estruturas colapsem, formando emaranhados."
Estilo de vida
Na avaliação da autora do estudo, as descobertas sugerem que o benefício potencial de diferentes componentes dietéticos depende do consumo combinado com um padrão alimentar geral saudável. "O efeito de um único alimento ou de um grupo não impacta diretamente a patologia da doença de Alzheimer no cérebro humano", explica Agarwal.
A pesquisadora enfatiza que, além de incentivar o consumo de grupos alimentares saudáveis e ricos em nutrientes, como frutas e verduras, essas dietas recomendam uma menor ingestão de comidas com alto teor de gordura e açúcar, o que influencia na saúde cerebral. "A redução da ingestão desses alimentos comprovadamente reduz os fatores de risco cardiovasculares e, por consequência, há um impacto positivo na função cognitiva", complementa França.
Mas Agarwal reitera que, por mais que o estudo tenha ajudado a encontrar um dos mecanismos pelos quais a dieta ajuda a saúde do cérebro, são necessárias investigações mais profundas sobre esse fenômeno. "O mecanismo proposto é que tanto a Mind quanto a mediterrânea são ricas em nutrientes essenciais e compostos bioativos necessários para manter a saúde do cérebro, além de terem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que podem ajudar a prevenir a carga amiloide e perda neuronal", diz. "Como próximo passo, planejamos investigar outros mecanismos potenciais através dos quais a dieta pode ter um efeito protetor no cérebro, examinando sua relação com fatores vasculares cerebrais e outras patologias."
Correio Braziliense sexta, 10 de março de 2023
GASTRONOMIA: CONHEÇA CHEFS QUE COMANDAM RESTAURANTES DA CIDADE
Mulheres no comando: conheça as chefs que comandam restaurantes da cidade
No mês da mulher, o Divirta-se mais apresenta seis chefs da capital que levam para o brasiliense o melhor da gastronomia nacional e internacional
AT
Anajú Tolentino*
IB
Isabela Berrogain
VM
Vinícius Milhomem*
postado em 10/03/2023 06:00
(crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
O Dia Internacional da Mulher, comemorado na quarta-feira (8/3), foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970. Desde então, a data é vista como um momento de reflexão, simbolizando a luta histórica das mulheres por igualdade de gênero. Na gastronomia, apesar de falsos estereótipos, como os de "lugar de mulher é na cozinha", chefs em todos os cantos do país ainda enfrentam dificuldades e preconceitos na hora de liderar seus respectivos restaurantes. "A vida profissional de uma mulher é sempre mais difícil. Tento dar sempre o meu melhor e superar as expectativas. As mulheres foram as donas das cozinhas em quase todos os cantos do mundo, no entanto, na cozinha profissional, são discriminadas", desabafa Fabiana Pinheiro, chef do Sallva Bar & Ristorante.
Apesar do longo trajeto que ainda precisa ser trilhado até alcançar a tão sonhada equidade, o cenário tem se mostrado mais otimista. "Acreditamos que a mulher vem finalmente alcançando o espaço que lhe é de direito na nossa cidade. Cada vez mais, vemos mulheres chefiando vários restaurantes, não só dentro da cozinha, mas administrando, investindo, gerindo essa máquina tão complexa que é um estabelecimento gastronômico. E temos a certeza de que a cena gastronômica de Brasília só tem a evoluir com isso", observa Bianca Gregório, sócia-proprietária do Almeria.
Assim como nas mais variadas áreas profissionais, os caminhos na gastronomia têm sido abertos por chefs que são vistas como exemplo. "Nós, mulheres, conseguimos, com muita competência, trazer criatividade, força e a noção de comunidade para dentro da cozinha. Um exemplo disso é a Janaína Hueda, que hoje chefia a Casa Do Porco, o restaurante brasileiro mais premiado da atualidade", aponta Bianca. "Na gastronomia, temos exemplos de mulheres fortes que estão mudando este cenário, como a Anne Sophie Pic, a Renata Vanzetto, Jessica Prealpato. Graças a elas e tantas outras, estamos percebendo uma mudança no conhecimento feminino na gastronomia", cita Ana Victoria, chef do Nolina Pizza.
Comida com afeto
A cozinha é parte do dia a dia de Babi Frazão desde a infância. "Minha mãe sempre cozinhou muito bem e, desde muito, cedo incentivou essa autonomia", relembra a chef do Afeto Restaurante. Desde então, Babi sabia que trabalharia em um restaurante, e, foi assim, que nasceu, em 2021, o Afeto. "O diferencial do restaurante é a nossa comida, claro. Ela tem força e consegue cativar. Comida bem preparada, com bons ingredientes e cuidado em cada etapa", garante.
Os principais destaques da casa, segundo a chef, são o peixe com molho de moqueca (R$ 72), com farofa de alho com dendê e purê de abóbora, e o picadinho de filé (R$ 62), acompanhado por arroz, ovo, farofa de banana e batata frita.
Para além da capital
Foi na França que Roberta Azevedo, antes mesmo de sonhar em abrir um restaurante, teve o primeiro contato com a gastronomia. No país europeu, a chef dividiu moradia com outros estrangeiros, que, semanalmente, dividiam a cozinha para preparar as refeições dos demais, hábito que foi responsável por dar início à uma trajetória de sucesso. Apesar das adversidades da época, Roberta decidiu abrir o Comedoria Sazonal em meio a pandemia. “Eu enxerguei uma oportunidade de trabalho. Eu já trabalhava com gastronomia, mas com eventos, e, além de ficar sem trabalho, percebi o aumento da demanda nos pedidos a serem retirados no local ou serem entregues em casa”, explica. Hoje, o restaurante que, inicialmente, tinha ponto fixo na Infinu Comunidade Criativa, funciona de forma nômade e pontual, expandindo os serviços para além de Brasília. Aos que desejam experimentar dos diversos sabores do restaurante, o menu do local tem como carro-chefe o pirarucu selvagem (R$ 50), acompanhado por molho chimichurri da casa, chibé de farinha d’água com pico de gallo, vegetais braseados, leguminosa da semana e patacones.
Sucesso em expansão
naugurado no auge da pandemia, novembro de 2020, o Almeria Restaurante é sinônimo de sucesso, graças ao trabalho conjunto de Bianca Gregório e da chef Luiza Jabour. Apesar do início conturbado, devido à covid-19, a casa se tornou queridinha dos amantes de gastronomia de Brasília e, neste ano, se expandiu com a abertura da Casa Almeria, que reúne os conceitos de padaria, empório, confeitaria e restaurante em um só local. “A Casa Almeria é um empório, uma padaria com uma proposta diferente, mais descontraída e informal”, define Bianca. Para a sócia-proprietária, um dos pratos que mais se destacam no Almeria Restaurante é o polvo (R$ 125), servido com batata rústica, húmus da casa, farofa crocante e aioli picante. Já na Casa Almeria, a versão do sanduíche de mortadela (R$ 42), feito com focaccia de fermentação natural, mortadela italiana, pesto, coalhada seca e mussarela de búfala, faz sucesso entre os clientes. “É imperdível”, garante.
A brasilidade na gastronomia mediterrânea
A paixão pela cozinha profissional mudou os rumos da chef do Sallva Bar & Ristorante, Fabiana Pinheiro, que se formou em arquitetura, mas seguiu carreira na gastronomia profissional. Em 2001, Fabiana se mudou para a Espanha para fazer um doutorado na área de construção e tecnologia. Ainda na Europa, fez alguns cursos de grandes chefs espanhóis e se especializou na gastronomia local. Em 2011, Fabiana voltou para o Brasil e, com todo o conhecimento adquirido, abriu o primeiro restaurante. Oito anos depois, assumiu a chefia do Sallva Bar & Ristorante.
No restaurante, os clientes encontram um cardápio único, inspirado na cozinha mediterrânea e brasileira. "Aprendi com os espanhóis, franceses e italianos a respeitar e admirar o sabor das boas matérias primas e no Brasil temos excelentes produtos", assegura Fabiana. O prato principal da casa é o Pirarucu ao molho Alfredo (R$ 95), servido com gnocchi de banana da terra. Os ingredientes são escolhidos a dedo pela chef: "Meus fornecedores são parceiros. Sem eles não temos como servir comida boa. Escolhemos nossas matérias primas".
Homenagens a figuras femininas
Resultado de uma união de nove anos entre Pati Egito e Mari Mira, o Jamburita é o segundo restaurante nascido da parceria do casal. Juntas, as duas pesquisam e elaboram diferentes conceitos dos pratos presentes no menu, desenvolvidos e executados por Pati. “Foram diversos serviços prestados no universo gastronômico até chegar na casinha aconchegante que é o Jamburita”, relembra Mari. Apesar de inaugurado quatro meses antes do lockdown, o local foi capaz de encarar a pandemia e sobreviver às condições adversas da época. Atualmente, o restaurante conta com uma equipe inteiramente composta por mulheres. “A busca pelo bem viver e pelo empoderamento das mulheres sempre foi a missão norteadora de nosso trabalho, seja na gastronomia, quanto na produção cultural”, afirma. Durante o mês de março, o restaurante homenageia mulheres das mais diversas esferas, da arte à política. Toda sexta e sábado, no almoço, a casa serve pratos exclusivos inspirados por essas figuras. As opções do cardápio variam de acordo com a sazonalidade dos produtos e inspirações momentâneas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e na América Latina. Peixes, camarões e caranguejos fazem parte dos principais pratos da casa, que conta com um ticket médio de R$ 80 por pessoa.
Correio Braziliense quinta, 09 de março de 2023
VISTOS: BRASIL VOLTA A EXIGIR VISTO DOS EUA, JAPÃO, AUSTRÁLIA E CANADÁ
Brasil volta a exigir visto dos EUA, Japão, Austrália e Canadá
A determinação foi feita por Lula ao Itamaraty. A exigência tinha sido dispensada por Bolsonaro em 2019
FS
Fernanda Strickland
postado em 08/03/2023 19:47
(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que o Itamaraty voltará a exigir vistos para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que optarem por visitar o país. A exigência de visto foi suspensa em 2019, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As informações do portal g1 apontam também que a decisão do governo Lula se baseia no princípio da reciprocidade. Uma pesquisa atual do governo apontou que não houve aumento significativo no fluxo de turistas desde que caiu a exigência de visto para os quatro países.
O Itamaraty passará a informar formalmente as embaixadas dos respectivos países. Portanto, ainda não há estimativa de quando a medida entrará em vigor na prática nas fronteiras do país.
Correio Braziliense quarta, 08 de março de 2023
VITRINE: 6 IDEIAS DE PRESENTES PARA O MÊS DA MULHER
6 ideias de presentes para o Mês da Mulher
Seleção do CB Vitrine com preços promocionais! Corre que ainda dá tempo de surpreender aquelas que estão sempre presente em nossas vidas
CV
CB Vitrine
postado em 07/03/2023 08:00
(crédito: Getty Images/iStockphoto)
Por CB Vitrine
O universo feminino é, de fato, sem limites. Seja por meio de gestos de carinho, cuidado e preocupação, todas as mulheres gostam de presentear, mas também amam ser presenteadas. Quem não gosta, não é mesmo? É sempre muito bom ser surpreendido, desde que com uma mensagem, uma lembrancinha ou com presentes inesquecíveis.
Março é propício para homenagear as mulheres: seja mãe, esposa, filha, avó, irmã, tia, prima, colega de trabalho, amiga e vizinha. Por que não agradá-las neste dia 8, como um gesto de gratidão, pelo fato de estarem sempre tão presentes em nossas vidas? Se ainda não deu tempo de comprar, inspire-se nas ideias do CB Vitrine e surpreenda-as neste mês com um gesto de carinho e admiração.
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O Correio Braziliense se isenta da responsabilidade sobre os preços e qualidade dos produtos, sendo os termos e condições de venda definidos pelas respectivas plataformas de e-commerce e poderá receber comissões pelas transações nas lojas parceiras.
Correio Braziliense terça, 07 de março de 2023
SAUDE: O MÍNIMO DE EXERCÍCIOS QUE PODEMOS FAZER
Qual o mínimo de exercícios que podemos fazer e ainda assim melhorar a saúde
Encaixar exercícios na nossa rotina cheia de compromissos é um desafio, mas uma questão importante
BBC Geral
postado em 06/03/2023 15:12
(crédito: Getty Images)
Quanto exercício você consegue encaixar na sua rotina?
Em um universo paralelo, eu praticamente moro dentro da piscina, vou de bicicleta a todos os lugares e corro 10 km só por diversão.
Mas no mundo real — do trabalho e da família — fazer natação uma vez na semana já é uma grande conquista.
A recomendação médica é para que as pessoas dediquem quase duas horas e meia (150 minutos) a exercícios de intensidade moderada por semana. Mas cerca de um quarto da população não consegue se exercitar nem por meia hora.
Então, existe uma alternativa mais fácil? Qual é a quantidade mínima de exercício para manter a saúde?
A professora Zoe Saynor — de fisiologia do exercício clínico da Universidade de Portsmouth e ex-jogadora profissional de rugby — busca recomendar rotinas mais simples de exercício.
Ela vai me ajudar a procurar uma resposta a essa questão. Por uma semana, eu usei um rastreador de atividades físicas.
Zoe Saynor e o repórter James Gallagher no laboratório da Universidade de Portsmouth
Antes mesmo de eu revelar os resultados dos testes, já vou dar minhas desculpas: essa foi uma semana muito movimentada no trabalho, e fiquei preso à minha mesa na maior parte do tempo em que estava usando o equipamento.
Os resultados foram horríveis. Eu consegui apenas um minuto de exercício intenso (equivalente à corrida) por dia e 16 minutos de exercício moderado (uma caminhada rápida).
"Essa é o retrato do que vemos acontecer com muitas pessoas na sociedade moderna", diz Saynor.
Qualquer que seja o meu estado de saúde, muito depende daquela única hora de natação que eu consigo espremer nos fins de semana.
Ir rápido ou ir longe?
Se você quer passar menos tempo se exercitando — mas obter bons resultados —, a única opção é se exercitar com maior intensidade.
"Há evidências claras de que, se você quiser sessões de exercício mais curtas, elas precisam ter uma intensidade mais alta", diz Saynor.
A orientação oficial dos médicos é de fazer 75 minutos de exercício físico intenso por semana, em vez de 150 minutos de atividade moderada.
Um dos exercícios da moda é o treino intervalado de alta intensidade (HIIT ou High Intensity Interval Training, em inglês), que envolve explosões de atividade intensa em períodos curtos de tempo.
No entanto, Saynor diz que a maioria das pessoas não consegue fazer treinos assim rotineiramente, porque o HIIT exige muita intensidade.
Qual é o mínimo?
Quando se trata da menor quantidade de exercícios que as pessoas devem fazer, Saynor diz que acredita que a quantidade de passos por dia gira em torno de 5.000 a 6.000.
É fácil desprezar os conselhos de descer uma parada de ônibus antes e caminhar o resto ou de dar uma volta no intervalo para o almoço. Mas aparentemente esses pequenos esforços parecem fazer a diferença.
Um estudo com quase 80 mil pessoas publicado na revista JAMA Internal Medicine mostrou que caminhar um pouco mais a cada dia reduz o risco de câncer, doenças cardiovasculares e morte precoce.
Esse padrão continua até que você atinja cerca de 10 mil passos por dia. Passos mais rápidos valem mais do que os lentos.
"Se você não tiver tempo para de uma hora para a outra dar 10 mil passos por dia, você conseguiria dar 5.000 passos mais rápido? Isso melhoraria sua saúde", diz Saynor.
Você nem precisa fazer exercícios formais, como corrida, musculação ou natação, para perceber os benefícios para sua saúde.
Um estudo publicado na Nature Medicine analisou 25 mil pessoas que não "se exercitam" formalmente, mas realizam pequenas tarefas cotidianas que exigem algum esforço físico.
Isso pode ser algo bastante corriqueiro — correr para pegar um trem, usar o aspirador de pó, brincar com crianças ou cachorros, carregar compras pesadas ou subir escadas.
A pesquisa mostrou que algo como três e quatro minutos de curtas atividades vigorosas ao longo do dia traz enormes benefícios à saúde.
"As pessoas que exibem essa atividade intermitente podem reduzir o risco de doenças importantes, como doenças cardíacas e câncer, em até 50%", diz Mark Hamer, professor de Esporte e Medicina de Exercícios da University College London.
"Na última década, as diretrizes estão lentamente se afastando da recomendação de 30 minutos por dia para algo como 'qualquer coisa já ajuda', e acho que esses resultados ressaltam essa ideia".
Trabalho doméstico que movimenta o corpo já conta como traz benefícios à saúde
Sauna conta?
Se, ainda assim, você não tem tempo nem para poucos exercícios, pode haver outra maneira — que é bastante agradável.
Que tal um banho — em banheira de hidromassagem ou sauna?
Sauna é considerada uma boa maneira de imitar alguns dos benefícios do exercício
Resolvi botar meu calção de banho e participar de um novo teste.
Este é um experimento preciso — eu não posso simplesmente pular dentro da água. O pesquisador Thomas James tem que me "içar" para dentro de uma piscina com água a 40°C, de tal forma que apenas minha cabeça e pescoço ficam acima da água.
O ponto de 40°C é mais alto que a temperatura corporal (37°C). Então, o tempo todo em que estou aqui meu corpo está trabalhando para perder calor.
Rapidamente, sinto o suor de minha testa. Mas no resto do meu corpo o suor está apenas escorrendo e isso não está me esfriando.
"A água quente é letal nesse aspecto", diz James.
Se eu ficasse muito tempo aqui, meu corpo aqueceria demais e eu poderia morrer. Meu coração estaria bombeando cada vez mais rapidamente, tentando fazer o corpo perder calor ao aproximar o sangue da superfície da pele.
"Seu coração estará trabalhando duro, parecido com o que você veria com exercícios de baixa intensidade", diz ele. "Estamos vendo reduções na pressão arterial, mesmo em pessoas saudáveis".
A ideia dos pesquisadores é simular o que aconteceria com o corpo em um exercício.
"Esta é uma maneira muito boa de imitar alguns dos benefícios que você obtém do exercício, mas a evidência é certamente bastante clara de que o exercício é a melhor forma. Mas as duas coisas juntas [exercício e banho ou sauna] fornecem os maiores benefícios à saúde", diz James.
"Eu acho que isso realmente terá um papel importante no futuro. "
A conclusão é que fazer sauna ou tomar banho de hidromassagem depois da academia pode dar um impulso maior na saúde.
Mas a equipe da Portsmouth alerta que as pessoas precisam seguir as recomendações certas.
"Não diga: 'Vou ficar aqui o máximo que puder'. Faça isso pela diversão", diz James.
O conselho é banhos ou sauna de 10 a 20 minutos, dependendo dos equipamentos.
Obviamente, todos nós devemos ter como objetivo fazer a quantidade recomendada de exercício, mas, como muitos de nós achamos que isso impossível, é tranquilizador saber que há benefícios significativos a serem obtidos apenas fazendo um pouco mais no nosso dia-a-dia.
Correio Braziliense segunda, 06 de março de 2023
SAÚDE: 5 ALIMENTOS QUE AJUDAM A MANTER A PELE DOURADA
5 alimentos que ajudam a manter a pele dourada
O segredo é diversificar o preparo de receitas com esses ingredientes. Com moderação, banho de sol ajuda na produção de melanina, serotonina e vitamina D
CV
CB Vitrine
postado em 02/03/2023 14:00
(crédito: Getty Images/iStockphoto)
Que calorão, hein? Já está se programando para tomar um sol no próximo domingo? Com um clima tão instável, como manter o bronze, faça chuva ou faça sol? A dica é fazer da alimentação sua aliada. Quando for à feira essa semana, inclua na lista de compras beterraba, cenoura, mamão, manga e brócolis. Eles são ricos em um pigmento natural chamado Betacaroteno - presente em cores vibrantes, como vermelho e verde escuro - e, além de ativar a melanina, ajudam a manter um pós sol com a pele dourada.
O mais recomendado é consumi-los por quatro semanas antes da exposição ao sol. “Após ingerida, essa substância se converte em vitamina A e age no organismo como potente antioxidante, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce e combater as moléculas formadas pela radiação solar”, explica a especialista em bronzeamento natural Núbia Amorim. Mais do que ter uma pele dourada, o sol é determinante para estimular a produção de vitamina D e contribui no combate a sintomas de depressão e ansiedade.
Com o verão e a temperatura em alta, muitas vezes ultrapassando os 30°C, a sugestão é diversificar as receitas usando como ingredientes a beterraba, cenoura, mamão, manga e brocólis. Aproveite para garantir eletrodomésticos e utensílios que facilitam o preparo desses alimentos em sucos, saladas e pratos refrescantes. Confira a nossa seleção!
Correio Braziliense domingo, 05 de março de 2023
MARATONA BRASÍLIA: RETORNA ÀS RUAS DA CAPITAL NO DIA 21 DE ABRIL
Maratona Brasília retorna às ruas da capital dia 21 de abril
Evento mais que especial é um presente para os candangos nos 63 anos da capital federal e do Correio. Saiba como participar
VP
Victor Parrini
postado em 05/03/2023 03:55 / atualizado em 05/03/2023 08:54
Edição de 1994 da Maratona reuniu milhares de brasilienses nas ruas do centro da capital federal. Neste ano, o número está limitado a 2 mil corredores pelas pistas da cidade - (crédito: Eraldo Peres/CB/D.A Press)
Uma maratona para matar a saudade. A tradicional prova de 42km, enfim, estará de volta ao calendário esportivo do Distrito Federal. No aniversário de 63 anos de Brasília e do Correio, em 21 de abril, os atletas da cidade serão presenteados com um evento mais que especial. Corredores de todas as regiões poderão transformar o ritmo de festa em passadas largas pelos principais pontos e monumentos da capital do país. Saiba como fazer a inscrição para a maratona neste link.
A expectativa é de um 21 de abril diferente. Afinal, desde 1998 Brasília não abria as pistas para a Maratona. De lá para cá, a cidade recebeu revezamentos, provas mais curtas, que deixaram os corredores com um gosto de "quero mais". A espera, porém, está perto do fim. A largada acontecerá às 7h, no estacionamento do Complexo Cultural Funarte, no Eixo Monumental. Mas, o aquecimento começa meia hora antes.
O percurso da prova de 42km passará, pelos dois sentidos do Eixo Monumental, cruzará os Eixos Sul e Norte e voltará ao centro da capital no acesso à Igreja Rainha da Paz até terminar no estacionamento da Funarte. Tudo isso, seguindo as diretrizes da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A Maratona terá duração máxima de cinco horas.
Além da prova de 42km, os atletas poderão percorrer os trajetos de 10km e 5km pelas avenidas da capital. Nos percursos mais curtos, os corredores terão tempo limite de 1h30 a partir da largada. Ao todo, serão disponibilizadas 2 mil vagas para as três distâncias. As inscrições podem ser feitas no site centraldacorrida.com.br. O primeiro lote de vagas, disponível até 6 de abril, custa R$ 90. De 7 até 19 de abril, a taxa cobrada será de R$ 100. Conforme o estatuto, idosos pagam metade do valor. Assinantes do Correio têm 25% de desconto, limitados a 200 inscritos.
A idade mínima para participação na Maratona é de 20 anos, enquanto a exigência para as provas de 10km e 5km é de, pelo menos, 16 anos. Todos os inscritos terão direito a um Kit do Atleta, composto por Ecobag, camiseta promocional, número de peito, chip eletrônico, brindes diversos, além de uma medalha, que será entregue após a conclusão da prova.
Para o secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, Julio Cesar Ribeiro, a Maratona vai embelezar o aniversário da cidade. "A iniciativa do Correio é muito importante. Costumo dizer que Brasília é a capital do esporte. Temos vôlei, basquete e futsal na primeira divisão. E as corridas de rua também fazem parte desse rol de esportes que engrandecem a cidade. A Maratona chega para reafirmar que o esporte precisa, sim, receber investimento", ressaltou.
Vice-presidente executivo do Correio, Guilherme Machado diz que o evento reforça o elo do jornal com a capital federal. "A Maratona Brasília sempre foi um marco no dia do aniversário da cidade e, neste ano, o Correio empreendeu esforços para voltar com esse evento tradicional, como um presente para Brasília e os brasilenses. O Correio nasceu no mesmo dia que a cidade. Então, queremos fazer desse evento uma grande festa em 21 de abril, com a participação dos corredores, amigos e famílias", disse.
Premiação
Além das medalhas para todos os corredores que completarem a prova no tempo limite, os primeiros, segundos e terceiros colocados - masculino, feminino e pessoas com deficiências, homens e mulheres, - receberão troféus. A Maratona Brasília 2023 tem o patrocínio do Atacadão Dia a Dia.
Correio Braziliense sábado, 04 de março de 2023
MEIO AMBIENTE: FIM DAS SACOLAS PLÁSTICAS MUDA A ROTINA DE COMERCIANTES E CONSUMIDORES DE
Fim das sacolas plásticas muda a rotina de comerciantes e consumidores
Com a proibição dos plásticos, comerciantes devem disponibilizar recipientes reutilizáveis e ecológicos para não serem multados e os clientes precisam se adaptar às novas formas de carregar as mercadorias
Na prática, supermercados, padarias, farmácias e outros comércios cobram um valor extra pelos materiais biodegradáveis, que são mais caros. Os preços de cada sacola variam entre R$ 0,9 e R$ 0,13, que é adicionado ao valor final da compra. "É um preço quase de graça, mas que faz a pessoa melhor para ela não levar aquele absurdo de quantidade de sacolas", analisa Rafael Ribeiro Silveira, 38.
O engenheiro civil fez compras para o churrasco de domingo e tentou colocar o máximo de itens em apenas uma sacola. Seu filho, carregava outros nas mãos. Hábito comum na família de Rafael, que tenta diariamente reduzir o impacto ambiental. "Nós tentamos evitar o uso de plástico. Levamos menos coisas descartáveis possível", diz ele, que ao invés dos copos descartáveis levou os de vidro para o almoço.
O cliente que é pego de surpresa e não quiser pagar pelo valor extra, tem outras opções. Alguns mercados fornecem caixas de papelão para a clientela que não tem interesse nos biodegradáveis.
As sacolas reutilizáveis (ecobags), feitas de tecido ou nailon, também são uma alternativa. Na internet, os preços variam por tamanho e estampas, indo de R$ 2,30 a R$ 22,90.
Para a professora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB Izabel Zaneti, a população usa muito mais sacolas do que o necessário, que acabam indo para os bueiros e chegam ao mar. "A quantidade plástica no meio ambiente está ocasionando um problema sério com os animais. Eles engolem essas sacolas causando a morte de muitos," explica.
Para a especialista, além da proibição, os governos devem investir em políticas de educação ambiental para reduzir a produção de lixo. "As campanhas educativas poderiam ser nos mercados, campanhas nas mídias, nas reuniões de condomínio para a pessoas realmente se conscientizarem", indica.
A aposentada Berenice Elizabeth Starling, 73, avalia que a mudança de hábito "é questão de consciência de cada um". Ela sempre leva a bolsa de lona ao mercado e já encomendou outras. "Eu sei que os plásticos vão prejudicar a natureza, o planeta não pode ser destruído pelo homem", reflete.
Berenice acha que foi correta a volta da lei, mas avalia que falta identificação nas sacolas ecológicas. "Muitos mercados colocam preços, é preciso cuidar e olhar se são biodegradáveis. Mas eu não tenho esse conhecimento", afirma e acrescenta: "Tenho netos e filhos, procuro passar esse hábito para eles".
O que diz a lei
A Lei 6.322, aprovada ainda em 2019, proíbe a distribuição ou venda de sacolas plásticas e apresenta sacolas biodegradáveis como alternativa para carregar os produtos.
A medida segue a tendência mundial de aversão ao plástico, adotada por outras cidades do Brasil. Além de Brasília, outras 24 capitais têm proibições sobre materiais plásticos.
A restrição começou a valer em agosto do ano passado, mas durou poucas semanas. A Câmara Legislativa atendeu ao pedido de empresários e prorrogou o prazo para aplicar multas.
Fiscalização
Se um estabelecimento foi visto vendendo sacolas plásticas, receberá uma advertência e terá um mês para se adequar. Caso continue descumprindo a ordem, uma multa diária de R$ 11,4 mil será aplicada. Além da autuação, as sacolas plásticas serão apreendidas e o comércio não poderá ser aberto.
A fiscalização está sendo feita pelo DF Legal com 80 auditores espalhados pelo DF. Em três em vigor, mais de 480 de comércios foram vistoriados em todas as cidades.
Durante este mês de março, a fiscalização é apenas educativa, para explicar a lei e orientar os comerciantes.
Como posso substituir
- Caixas de papelão
- Sacos de papel ou jornal (feitos em casa) - Ecobags - Carrinhos de feira - Dependendo do tamanho, coloque no bolso ou mochila - Guarde as sacolas biodegradáveis - Leve as compras no carrinho até carro
Correio Braziliense sexta, 03 de março de 2023
FESTA DA GOIABA: COMEÇA HOJE, EM BRAZLÂNDIA, COM VÁRIA ATRAÇÕES
Festa da Goiaba começa amanhã (3/3) em Brazlândia, com várias atrações
Responsável pelo maior percentual de produção da fruta do DF, Brazlândia sedia a 8ª edição da Festa da Goiaba
JC
João Carlos Silva*
postado em 02/03/2023 19:03 / atualizado em 02/03/2023 20:01
De 3 a 12 de março será comemorada a 8ª edição da feira da Goiaba em Brazlândia. O evento gratuito ocorre aos sábados e domingos, das 10h até 22h. Brazlândia produz mais de 90% da fruta comercializada no DF. A área cultivada na região administrativa é de aproximadamente 313,6 hectares, com 123 produtores. Além de se deliciar com os produtos à base de goiabas e visitar estandes diversificados, o visitante conta com uma programação de shows, que vão até as 2h.
Atrações
Entre as atrações preparadas para a festa deste ano, estão Junior Marques, Naiara Azevedo, Lucas Reis e Thácio; Alanzim Coreano, Pancanejo e a dupla George Henrique e Rodrigo. Também está prevista a presença de artistas locais se apresentando em todos os dias de evento.
O Empório da Goiaba abrigará 20 estandes com tortas, bolos, geleias, doces, licores e mais. A Florabraz, responsável por eventos como a Festa do Morango, terá exposição e comercialização de flores e plantas ornamentais, divulgando o trabalho de produtores de todo o DF. Além disso, o Galpão do Artesanato vai contar com mais de 60 estandes apresentando pinturas, tricô, bordado, costura criativa, artigos de couro, tecelagem, decoupage, miniaturas de móveis de madeira, essências caseiras e demais trabalhos artesanais de artistas de Brazlândia.
Passeio Ciclístico
O 3° Passeio Ciclístico da Goiaba será promovido no sábado, 4 de março, pela Administração Regional de Brazlândia, com apoio da Polícia Militar. Paralelamente à festa, a concentração dos ciclistas será na Casa do Turismo, às margens do Lago Veredinha. Serão oferecidos lanches e reposição de água. O percurso inicia na Casa do Turismo e vai até a Festa da Goiaba, localizada na Arcag (Incra 6). As inscrições podem ser feitas neste link até as 20h desta sexta-feira (3).
Colheita
Em 11 de março, a feira promove pela manhã o Colha & Pague, com turmas de aproximadamente 20 pessoas. As inscrições serão feitas por agendamento direto com a produtora rural, proprietária da chácara onde ocorrerá a atração.
Corrida
A 1ª Corrida da Goiaba será integrada ao evento. Realizada pela Corbraz, com apoio da Administração Regional de Brazlândia e do Instituto Bombeiros de Responsabilidade Social (Ibres), a corrida ocorrerá no dia 12, às 8h, em circuito interno, com ponto de largada e chegada na Rua do Lago. A premiação em dinheiro será de R$ 3 mil. Inscrições até dia 9 pelo site centraldacorrida.com.br
A 8ª Feira da Goiaba é uma realização da Arcag, Associação Cresce-DF, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF) e Administração Regional de Brazlândia. Com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Secretaria de Turismo (Setur), Novacap, GDF, governo federal, CBMDF e Polícia Militar.
Programação
8ª Feira da Goiaba de Brazlândia – Data: dias 3, 4, 5 e 10, 11 e 12 – Horário: aos sábados e domingo, das 10h às 22h (shows até 2h) – Nos dias de semana: às 18h – Local: Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag): BR-080, km 13, Brazlândia-DF – Entrada: gratuita – Classificação: livre
3° Passeio Ciclístico da Goiaba
– Data: sábado (4), às 8h
Colha e pague – Data: dia 11, no período da manhã
1° Corrida da Goiaba – Data: dia 12, às 8h
Cantores – Junior Marques: dia 3 – Naiara Azevedo: dia 4 – Lucas Reis e Thácio: dia 5 – Alanzim Coreano: dia 10 – Pancanejo: dia 11 – George Henrique e Rodrigo: dia 12
Correio Braziliense quinta, 02 de março de 2023
FUTEBOL BRASILIENSE: CANDANGÃO 2023 PAGARÁ 1 MILHÃO AO CAMPEÃO
Assinado! Candangão 2023 pagará R$ 1 milhão ao campeão, a segunda maior premiação do país entre estaduais
O Jogo do do Milhão está confirmado. Como antecipamos em 9 de janeiro, o campeão do Distrito Federal em 2023 terá direito a um prêmio em dinheiro no valor de R$ 1 milhão. O blog apurou que a recompensa recorde na história da competição doméstica foi assinada nesta quarta-feira pelo presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, e o Banco de Brasília (BRB). A entidade obteve todos as certidões negativas para ter acesso ao investimento. O bônus supera, por exemplo, o eferecido pelo Catarinense e só fica atrás do recordista Paulistão, cujo brinde é de R$ 5 milhões.
A instituição financeira adquiriu os naming rights do torneio pelo segundo ano consecutivo por R$ 1.700.000. Do total, R$ 1 milhão será destinado ao campeão. Ao contrário da temporada anterior, não haverá prêmio para o vice, o terceiro e o quarto colocados. Outros R$ 177 mil devem ser destinados ao pagamento da taxa de arbitragem e R$ 523 mil na produção da competição, como logística, operação e confecção dos materiais de publicidade.
O valor do prêmio para o campeão é um dos maiores do país entre os campeonatos estaduais. Só fica atrás, por exemplo, do Campeonato Paulista. O torneio doméstico mais rico do país recompensará o campeão com R$ 5 milhões. A Copa do Brasil e a Copa do Nordeste são outros parâmetros interessantes. Os clubes que se classificam na primeira fase, como é o caso do Brasiliense depois de passar pelo Athletic-MG, recebem da CBF PIX de R$ 1,7 milhão.
O vice-campeão da Copa do Nordeste embolsará R$ 1,2 milhão em 2023, ou seja, apenas R$ 200 mil a mais do que está separado para o vencedor do Campeonato do DF na edição deste ano.
O acordo exige da FFDF diversas contrapartidas. A maior delas é o naming rights do campeonato. O contrato prevê o uso da logomarca do patrocinador nos blackdrops, placa de publicidade central no gramado com o nome da competição, duas placas em todos as partidas e nas redes sociais da entidade organizadora do Candangão 2023, obviamente, a FFDF.
Prêmios para o campeão são cada vez mais raros nos estaduais. Torneios de ponta como o Carioca, o Mineiro e o Gaúcho não oferecem esse bônus. O Catarinense pagará R$ 100 mil e um carro, ou seja, 10 vezes menos em dinheiro do que o Candangão. O valor mais alto é investido pela Federação Paulista de Futebol. No ano passado, o Palmeiras ganhou R$ 5 milhões. Congelado, o valor está mantido para a edição deste ano do principal torneio do país.
Correio Braziliense quarta, 01 de março de 2023
VEÍCULOS ELÉTRICOS: COM PRÓS E CONTRAS, MODALIDADE VEM GANHANDO AS RUAS DE BRASÍLIA
Com prós e contras, veículos elétricos vêm ganhando as ruas de Brasília
Em 2022, o Distrito Federal aumentou em 46% o número de emplacamentos de carros elétricos e híbridos, em relação a 2021
PM
Pedro Marra
postado em 01/03/2023 06:00 / atualizado em 01/03/2023 10:03
O empresário Bruno Malcher: economia de três tanques de combustível ao mês - (crédito: Wanderlei Pozzembom/CB/D.A Press)
Apesar da opção de utilizar veículos movidos a combustível, alguns moradores do Distrito Federal optam por comprar um carro elétrico pela sustentabilidade, mesmo com o preço alto do veículo, que custam a partir de R$ 146 mil. Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), foram registrados 1,5 mil automóveis elétricos e híbridos em 2021, e 2,1 mil no ano seguinte, o que gerou aumento de 46% de um período para o outro.
Dentro da estatística, a dentista Florence Alkmim, 44, está satisfeita com a compra do carro híbrido, adquirido em meados de 2021. Moradora do Lago Sul, ela conta que percorre distâncias curtas e percebe uma economia grande. "Abasteço uma vez a cada dois meses", contabiliza.
Correio Braziliense terça, 28 de fevereiro de 2023
MODA: TENDÊNCIAS DOS ANOS 2000 QUE ESTÃO DE VOLTA
8 tendências dos anos 2000 que estão de volta
É cada vez mais comum ver as pessoas se conectando com suas memórias da juventude e se divertirem com a moda. Entre nessa você também!
CV
CB Vitrine
postado em 24/02/2023 14:00
(crédito: Getty Images)
Por CB Vitrine
Os jovens que viveram nos anos 2000, geralmente conhecidos como "millennials" ou "geração Y", apresentam características marcantes: além de extremamente conectados, eles valorizam a criatividade e a expressão individual, costumam buscar formas de se destacar e se expressar de forma única. Prova disso é que, mais de duas décadas se passaram e as tendências dessa geração voltaram com tudo.
Quer saber quais são? Vamos lá:
Roupas oversized: como camisetas grandes, moletons e calças baggy. Estilo militar: peças de roupas, como jaquetas, camisas e calças de combate. Acessórios de cabelo: headbands, presilhas e fivelas. Tie-dye: a estampa colorida é tendência dos anos 60 e 2000 que segue em alta. Tecido fino: roupas como camisetas finas, saias longas e vestidos leves. Sneakers: tênis com solas altas e silhuetas chamativas. Couro sintético: roupas e acessórios feitos de couro sintético, como saias, calças, blusas e jaquetas. Glitter: tecidos brilhantes e chamativos com glitter e lurex.
Não fique de fora dessa: confira o garimpo do CB Vitrine e garanta o seu!
Regata gola alta com lurex | Animale Jeans(foto: Divulgação)
Macacão utilitário tie dye | Lança Perfume
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Air Jordan 1 Retro Starfish | Nike
Air Jordan 1 Retro Starfish | Nike(foto: Divulgação)
O Correio Braziliense se isenta da responsabilidade sobre os preços e qualidade dos produtos, sendo os termos e condições de venda definidos pelas respectivas plataformas de e-commerce e poderá receber comissões pelas transações nas lojas parceiras.
Correio Braziliense segunda, 27 de fevereiro de 2023
CARIOCÃO 2023: ANDREY SANTOS ESTÁ DE VOLTA AO VASCO
Andrey Santos está de volta ao Vasco; empréstimo será até julho
O atleta havia sido vendido pelo clube carioca para o Chelsea, da Inglaterra, por 12,5 milhões de euros no início do ano, e será emprestado pelos ingleses até o meio do ano, segundo o jornalista Lucas Pedrosa
CB
Correio Braziliense
postado em 26/02/2023 20:17 / atualizado em 26/02/2023 20:19
(crédito: Daniel Ramalho/CRVG)
Eleito melhor jogador do Campeonato Sul-Americano Sub-20, realizado na Colômbia entre janeiro e fevereiro, o volante Andrey Santos, 18 anos, está de volta ao Vasco. O atleta havia sido vendido pelo clube carioca para o Chelsea, da Inglaterra, por 12,5 milhões de euros no início do ano, e será emprestado pelos ingleses até o meio do ano.
Segundo informações do jornalista Lucas Pedrosa, um dos repórteres que mais acompanham o Vasco de perto, Andrey já deu o "ok" para que o estafe dele dê sequência à parte burocrática para assinatura do contrato. A ideia é que o atleta comece a treinar com o elenco vascaíno ainda esta semana.
Segundo Pedrosa, o acordo fechado com o Chelsea prevê o retorno de Andrey para a Inglaterra em 1º de julho, além da participação no Mundial-Sub-20, a partir de meados de maio. O salário será pago integralmente pelo Chelsea.
O Vasco está em quinto lugar no Campeonato Carioca, com 14 pontos, mas com um jogo a menos. Se vencer o lanterna Boavista, na noite desta segunda-feira (27/2) em São Januário, o time salta para a terceira colocação, atrás de Flamengo e Fluminense.
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Correio Braziliense domingo, 26 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: RECICLAGEM NO CARNAVAL DA SAPUCAÍ ENTRA PARA O LIVRO DOS RECORDES
Reciclagem no Carnaval da Sapucaí 2023 entra para livro dos recordes
Os desfiles das escolas de samba da Série Ouro e do Grupo Especial e a estimativa de coleta para o evento deste sábado (25) somam cerca de 10 toneladas de latas recolhidas
AB
Agência Brasil
postado em 25/02/2023 17:31
O Projeto Recicla Sapucaí, que promoveu o descarte correto de resíduos sólidos durante o carnaval deste ano no sambódromo do Rio de Janeiro, foi reconhecido como a maior ação de reciclagem de latas de alumínio do mundo.
Os desfiles das escolas de samba da Série Ouro e do Grupo Especial e a estimativa de coleta para o evento deste sábado (25) somam cerca de 10 toneladas de latas recolhidas. O feito vai entrar para o Guinness World Records, conhecido como Livro dos Recordes. O anúncio oficial será feito durante o Desfile das Campeãs, na Marquês de Sapucaí, pela adjudicadora oficial do Guinness Book, Camila Borenstain. O título será entregue ao Serviço Social do Comércio do Rio de Janeiro (Sesc RJ), que encabeçou a iniciativa.
O Projeto Recicla Sapucaí é uma ação que reúne catadores de material reciclável, com apoio do Instituto Fecomércio de Sustentabilidade (IFeS), da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio do programa internacional Cada Lata Conta.
De acordo com o governo do Rio de Janeiro, nos quatro dias de desfiles, foram coletadas cerca de 7 toneladas de latinhas. O título pertencia à cidade de Praga, com 100 kg de materiais coletados em uma semana.
O Sesc RJ ressalta que toda a renda obtida com a reciclagem será revertida aos 108 catadores contratados para a ação, com uma renda média de R$ 700 para cada um.
Outros resíduos
O projeto também recolheu outros itens em 15 máquinas Retorna Machine, além disso, foram trituradas garrafas de vidro dispensadas pelos bares, na máquina ReVIDRO, e foi feita a coleta de óleo vegetal das cozinhas das áreas de alimentação.
Correio Braziliense sábado, 25 de fevereiro de 2023
FUTEBOL CARIOCA: FLUMINENSE REPATRIA MARCELO
Ao repatriar Marcelo, Fluminense dá solução de luxo a Fernando Diniz contra a crise na lateral esquerda
Cria de Xerém, Marcelo vestirá a camisa 12 no retorno ao Fluminense. Imagem: Fluminense FC
Não há dúvida de que, no papel, a volta de Marcelo ao Fluminense depois de 17 anos é um baita negócio do ponto de vista afetivo e midiático. A questão central é a resposta esportiva ao investimento. O lateral-esquerdo é muito acima da média, mas não joga em alto nível desde o fim da Copa de 2018, na Rússia. Prova disso é que ele foi simplesmente esquecido pelo técnico Tite no longo ciclo até o Qatar-2022. Deixou de ser chamado. Não esteve na Copa América em 2019 e 2021, ficou fora das Eliminatórias do início ao fim e viu a última Copa da poltrona. Mais do que isso: perdeu a imunidade e passou a amargar a reserva no Real Madrid até se transferir para o Olympiacos da Grécia e sair do clube grego com apenas nove jogos sob a batuta do espanhol Michel.
Fernando Diniz assume um desafio que outros técnicos tentaram nas últimas cinco temporadas. Marcelo teve quatro treinadores no Real Madrid depois da Copa de 2018. Julen Lopetegui, Santiago Solari, Zinedine Zidane e Carlo Ancelotti não conseguiram mais extrair o máximo de Marcelo. O craque começou a viver seu ocaso e amargar a reserva de concorrentes muito aquém do talento dele. Era estepe de Ferland Mendy antes de deixar o Real Madrid depois da conquista da Champions League na temporada passada. Mas, como a varinha de condão do mago Diniz deu sobrevida a Paulo Henrique Ganso, não duvidem da capacidade do excelente treinador para reciclar talentos.
Isso significa que Marcelo não será útil ao Fluminense? Longe disso! Retornos recentes de medalhões ao futebol brasileiro provam isso. Daniel Alves teve uma fase boa no São Paulo. Rafinha e Filipe Luís foram símbolos da fase dourada do Flamengo. Hulk brindou o Atlético-MG com o Triplete em 2021. Luis Suárez brilha no Grêmio. Renato Augusto é o cérebro do Corinthians. Willian é um dos raros repatriados recentes que bateu no Brasil e voltou à Europa.
Em 2005, Fernando Diniz fazia parte do elenco profissional do Fluminense enquanto Marcelo começava a despontar em Xerém, a fábrica de talentos do Tricolor das Laranjeiras. Agora, desembarca para ser comandado pelo ex-volante e ajudar a resolver um problemão da defesa.
Diniz tem problemas na lateral esquerda. Improvisa horrores no setor em busca de solução. Usou, por exemplo, o jovem volante Alexsander na posição. Delegou a função a Calegari, outro volante de origem com experiência na lateral direita. O Fluminense foi ao mercado e tirou Jorge do Palmeiras. No entanto, ele rompeu o tendão e passará por cirurgia. Diniz voltou à estaca zero. O drama chegou ao ponto de Guga assumir a responsabilidade na vitória por 2 x 0 no clássico contra o Vasco.
Portanto, a chegada de Marcelo sinaliza o fim da maldição da lateral esquerda. O Fluminense terá finalmente um extraclasse na posição. Marcelo participou da conquista tricolor no Carioca de 2005 antes de ser vendido ao Real Madrid. Retorna como senhor dos troféus. Entre os títulos possíveis, só não ganhou a Libertadores e a Copa do Mundo.
Correio Braziliense sexta, 24 de fevereiro de 2023
GASTRONOMIA: É HORA DE RESTAURAR AS ENERGIAS COM REFEIÇÕES SAUDÁVEIS
É hora de restaurar as energias com refeições saudáveis
Após a semana de intensa curtição no carnaval, o Divirta-se mais selecionou seis restaurantes que oferecem as refeições para curar a ressaca
VM
Vinicius Milhomem* Maria Clara Britto*
postado em 24/02/2023 06:00
(crédito: Mariana Lins )
O carnaval chegou ao fim, e depois de uma semana intensa de festas pela capital, os brasilienses precisam repor as energias. Durante a folia, os festeiros podem exagerar nas bebidas alcoólicas e, consequentemente, sentirem o peso da ressaca.
A professora de nutrição Michele Ferro ressalta a importância de alimentos leves e carboidratos de fácil absorção, como o macarrão, para amenizar os efeitos da ressaca. "Os foliões não podem se esquecer de tentar consumir refeições mais leves, com baixo conteúdo de gorduras e bastante coloridas, representando a diversidade de nutrientes", observa Michele. Por isso, o Divirta-se mais selecionou seis restaurantes para os brasilienses que precisam se recuperar da curtição de carnaval.
Ulisses Riedel, proprietário do restaurante vegetariano Supren Verda, destaca a importância da saúde e leva a produção de alimentos saudáveis como o norteador do estabelecimento. "Originalmente, o termo 'restaurante' se referia a espaços para 'restaurar a saúde'. Nos inspiramos neste conceito para oferecer um espaço especial à população de Brasília", afirma Ulisses. Além disso, o proprietário dá uma dica para os foliões que exageraram nas bebidas alcoólicas. "Consumir alimentos frescos, orgânicos e recompor as proteínas", complementa.
Rodrigo Mazer, proprietário do Green's restaurante, aposta em um cardápio orgânico e com foco na alimentação saudável, a refeição ideal para os festeiros neste pós carnaval. "Após a folia do carnaval, para repor as energias e superar a ressaca pós-carnaval, devem ser feitas refeições com comida de verdade, composta por nutrientes bem variados e alimentos coloridos", sugere Rodrigo.
Elô Chechi Mathias, proprietária do Villapiana, fala sobre o conceito do restaurante e como a massa da Serra Gaúcha busca inspirações e referências na gastronomia italiana. "Eu poderia destacar como diferencial que o nosso foco é manter a tradição da Serra Gaúcha. Nunca tivemos a ambição de ser uma casa italiana, a nossa ambição é ser uma casa de massas, resgatando a cultura gastronômica da colônia italiana na Serra Gaúcha", ressalta Elô.
Tradição na massa artesanal
O grande diferencial do Gatto Nero é a tradição na massa artesanal. O empreendimento foi aberto em 1996 como uma rotisseria, mas não demorou muito tempo para se transformar em um restaurante, com um bistrô italiano pequeno, área climatizada e varanda. O cliente se sente em um verdadeiro almoço de família italiana. Para aqueles que procuram curar a ressaca de carnaval, o tradicional tortelli zucca (abóbora) ao molho napolitano (tomate com manjericão) (R$ 60) é uma boa opção. “A massa é ótima para essa finalidade, pois é um carboidrato de rápida absorção. O que ajuda a amenizar os sintomas da ressaca”, argumenta Simone Gasparatto, uma das proprietárias do restaurante.
O melhor para a sua saúde
O espaço Supren verda oferece uma produção gastronômica inteiramente vegetal nenhum dos pratos possuem qualquer ingrediente de origem animal. O advogado Ulisses Riedel e a esposa, a economista Vanda Beatriz, idealizaram o restaurante com base nas seis gerações de vegetarianos na família. Ao Divirta-se mais, um dos proprietários Ulisses Riedel, fala sobre o valor à comida saudável e orgânica. “Procuramos agregar valor à alimentação oferecida, buscando contribuir com a saúde humana. Trata-se de O melhor peixe grelhado para os festeiros O restaurante Peixe na Rede é especializado em tilápia e oferece uma variedade de pratos com o mesmo ingrediente. Oriunda de uma família criadora de tilápias, que abriu uma loja de congelados, o empreendimento se transformou em um rede de restaurantes especializados em peixes e frutos do mar. A proprietária do restaurante, Izabel Mata, indica a tilápia grelhada com requeijão e banana como o carro chefe da casa e também como prato para recuperar as energias neste pós-carnaval. Para harmonizar com o prato, ela recomenda: “Possuímos deliciosos sucos com ingredientes como suco de abacaxi com hortelã, limão com gengibre, acerola com laranja entre outros”, diz.
O melhor peixe grelhado para os festeiros
O restaurante Peixe na Rede é especializado em tilápia e oferece uma variedade de pratos com o mesmo ingrediente. Oriunda de uma família criadora de tilápias, que abriu uma loja de congelados, o empreendimento se transformou em um rede de restaurantes especializados em peixes e frutos do mar. A proprietária do restaurante, Izabel Mata, indica a tilápia grelhada com requeijão e banana como o carro chefe da casa e também como prato para recuperar as energias neste pós-carnaval. Para harmonizar com o prato, ela recomenda: “Possuímos deliciosos sucos com ingredientes como suco de abacaxi com hortelã, limão com gengibre, acerola com laranja entre outros”, diz.
Cozinha italiana com modernização
O Osteria Vicenza é um restaurante italiano moderno do chef e proprietário Edilson Oliveira. Ele oferece os clássicos da cozinha italiana com uma remodelagem autoral. O chefe nasceu e foi criado na Ceilândia e formou-se em gastronomia pelo hotel Águas de São Pedro.
Ao Divirta-se mais, o proprietário do restaurante, Edilson Oliveira, recomenda para curar a ressaca o capeletti in brodo (R$ 69.90), massa recheada em um delicioso caldo de legumes ) e o tradicional filetto a parmegiana com fettuccine Alfredo (R$ 89.90).
*Estagiários sob a supervisão de Severino Francisco
Correio Braziliense quinta, 23 de fevereiro de 2023
SEGURAÇA: CARNAVAL DO DISTRITO FEDERAL TEM QUEDA DE 24% MA CRIMINALIDADE
Carnaval do Distrito Federal tem queda de 24% na criminalidade
A governadora em exercício, Celina Leão, fez um balanço positivo dos dias de festa na capital: houve uma redução de 24% na criminalidade em comparação com 2020. "A maioria da população só queria se divertir", destacou
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Júlia Eleutério
postado em 23/02/2023 05:53 / atualizado em 23/02/2023 05:53
(crédito: Renato Alves/Agência Brasília)
Após cinco dias de folia, o balanço do carnaval de 2023 teve um saldo positivo com redução de 49% nos crimes em relação às ocorrências de 2019 e de 24% se comparado com 2020, quando houve as últimas festividades antes da pandemia de covid-19. Mas, a violência continua a assustar os foliões. Conforme divulgado pelo GDF, 17 pessoas foram esfaqueadas e as forças de segurança pública da capital apreenderam 55 armas brancas entre a sexta-feira e esta terça-feira. Segundo a Secretaria de Saúde, duas vítimas seguem internadas necessitando de cirurgia. Não houve registro de óbito ou disparo de armas de fogo nos blocos.
Na avaliação do secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, a capital está caminhando para um formato de festividade eficiente. "Nós temos um ano para fazer o planejamento e ver o modelo ideal de carnaval para Brasília", destacou durante coletiva no Palácio do Buriti. "Foi um carnaval pacífico e de alegria, que voltou depois de dois anos de jejum. Vamos ser referência de carnaval em que o folião tem uma sensação de segurança como em nenhum outro estado tem. É um balanço bastante positivo", ressaltou Bartolomeu.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) registrou 404 ocorrências criminais, como a apreensão de aproximadamente 55 armas brancas, uma arma de fogo, 342 celulares roubados e 17 apreensões de entorpecentes. No entanto, a pasta indica que o número pode aumentar já que algumas vítimas só fazem o registro de ocorrência dias depois. "Os números já foram bastante reduzidos se comparados a outros carnavais, mas é importante mostrar o trabalho enérgico que foi feito não só na apreensão das armas brancas, mas a atuação rápida da polícia efetuando prisões em flagrante", destacou o secretário da pasta, Sandro Avelar.
Para a governadora em exercício Celina Leão as pessoas estavam com vontade de participar do carnaval depois de anos sem ter a famosa festa de rua. "A maioria da população de Brasília queria se divertir e incorporou o nosso Carnaval da Paz", destacou. A chefe do Executivo local elogiou as forças de segurança pública. "As polícias Militar e Civil foram para dentro dos blocos e isso permitiu que a gente não tivesse uma tragédia maior," frisou.
No trânsito, a Polícia Militar (PMDF) flagrou 256 motoristas dirigindo sob efeito de álcool, com 30 veículos recolhidos ao depósito, 125 autuações de condutores inabilitados e 27 atendimentos a acidentes de trânsito. Já o Departamento de Trânsito (Detran-DF) abordou 880 veículos, sendo 192 condutores dirigindo sob a influência de álcool, 50 condutores autuados por não terem habilitação, 36 por estarem com a carteira de motorista vencida, sete condutores presos em flagrante pelos crimes de dirigir alcoolizados, realizar manobras perigosas e desacato aos agentes. O Detran-DF removeu 127 veículos para o depósito, e lavrou 1.158 infrações.
Na saúde pública, foram realizados 102 atendimentos, dos quais 84 por ingestão abusiva de álcool e outros em decorrência de lesões corporais, lesões por arma branca, agressões físicas e quedas. Quanto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, foram registradas 307 ocorrências. O Corpo de Bombeiros Militar realizou 113 atendimentos.
Raparigueiros
Das ocorrências com armas brancas, 10 esfaqueamentos ocorreram no bloco dos Raparigueiros, no domingo, e 47 facas foram apreendidas no local. Nesse sentido, o GDF decidiu se reunir com representantes do bloco para avaliar a continuidade do evento nos próximos carnavais. "Vamos analisar com muito cuidado, porque os números são impressionantes. O que se percebe é que alguns elementos vão exclusivamente para esse bloco com o intuito de roubar ou cometer algum outro tipo de crime," ressaltou.
Para que o bloco continue, Celina sugere um trabalho preventivo e uma repaginação. "Com esse formato a tendência é que o GDF não permita mais a saída do bloco. Nós temos que renomear e repensar a forma de entrada de acesso. Ainda é algo que nos preocupa", destacou. Segundo Bartolomeu, a direção do bloco dos Raparigueiros é responsável e de bom caráter, tendo procurado o GDF assim que os fatos ocorreram na festa.
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21/02/2023. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Carnaval 2023. Desfile do Bloco Pacotão saindo da 302 Norte.Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press
Saldo do Carnaval
» 55 apreensões de armas brancas
» 1 apreensão de arma de fogo
» 17 pessoas feridas por arma branca
» Nenhum óbito ou disparo de arma de fogo
Fonte: Secretaria de Segurança Pública
Correio Braziliense quarta, 22 de fevereiro de 2023
PERIGO: CHUVA ATINGIRÁ GRANDE PARTE DO PAÍS NESTA QUARTA-FEIRA, 22
Perigo: chuva atingirá grande parte do país nesta quarta-feira (22)
Além de São Paulo, diversas regiões do Brasil serão atingidas pelas chuvas nesta quarta. O Inmet emitiu alerta para vários municípios do país
YR
Yasmin Rajab
postado em 22/02/2023 10:07
(crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Nesta semana, moradores do litoral norte de São Paulo enfrentaram fortes chuvas que resultaram em mortes, desabrigados e desaparecidos. Até o momento, 48 óbitos foram confirmados, sendo 47 em São Sebastião e um em Ubatuba.
As chuvas continuarão nesta quarta-feira (22/2), devido a uma frente fria que chegou na costa paulista. Além de São Paulo, vários outros estados do Brasil também serão atingidos pelas chuvas, apesar do tempo quente em algumas regiões.
As áreas que possivelmente serão atingidas pelos temporais serão parte do Norte, do Centro-Oeste e principalmente do Sudeste. Parte do Sul também será atingido. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades brasileiras estão em perigo potencial em decorrência das chuvas, com exceção de Alagoas, Espírito Santo, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Ainda segundo o Inmet, algumas áreas devem ficar em estado de alerta devido aos temporais intensos, incluindo algumas regiões dos seguintes estados: Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Pará, Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
O Instituto alerta para cortes de energia elétrica, quedas de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas durante as chuvas. O Inmet faz as seguintes orientações:
Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda);
Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
Correio Braziliense terça, 21 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: SEGURANÇA PARA O BLOCO DOS RAPARIGUEIROS SERÁ REPENSADA
Segurança para Raparigueiros será repensada
Problemas recorrentes com o Bloco dos Raparigueiros podem levar tradicional grupo a não sair nos próximos anos
SA
Suzano Almeida
postado em 21/02/2023 06:00
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O contraste da alegria do carnaval e a violência se repetiu no Distrito Federal. O Bloco dos Raparigueiros registrou episódios lamentáveis de violência. Segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), ao menos 10 pessoas foram atendidas, vítimas de objetos perfurocortantes. Furtos e tentativas de latrocínio também deram a tônica das ocorrências.
Se comparado a 2019, houve queda nas ocorrências. Naquele ano, quando o bloco se encontrou no Eixo Monumental com a Baratona, foram 12 esfaqueados, de acordo com a Polícia Militar. Ainda assim, o medo tomou conta da folia.
A sensação de insegurança vai de encontro ao que foi planejado pelo Governo do Distrito Federal, que montou a Cidade da Polícia, ao lado da Torre de TV, com o intuito de reduzir problemas de segurança durante a folia. Integrados, polícias militar e civil, Corpo de Bombeiros, DF Legal, entre outros, participam do monitoramento das festas, buscando no menor prazo possível dar resposta aos casos de violência.
Com o policiamento no local, foram registradas 75 ocorrências por furtos — a maioria, de celulares —, nove roubos, cinco casos de lesão corporal, duas tentativas de latrocínio e uma de homicídio. Não houve registro de crimes de violência sexual, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
O número de armas apreendidas também foi grande. A Polícia Militar registrou a apreensão de 27 facas e uma arma de fogo, desde o sábado (18/2). Drogas, canivetes, tesouras assustaram pela quantidade.
De acordo com o GDF, as linhas de revistas começaram ainda na Rodoviária do Plano Piloto, de onde chegou a maioria dos foliões. Entretanto, o fato de as pessoas chegarem por todos os lados e o bloco ocorrer em um espaço aberto, dificultou a ação preventiva das forças de segurança.
"O Raparigueiros é um bloco que se notabiliza por esses episódios, inclusive, marcados pelas redes sociais. Tínhamos um grande número de policiais, fizemos várias linhas de revista que apreenderam 27 facas e outros objetos. A polícia coibiu o que poderia ter sido um número ainda maior de ocorrências de violência. É inviável que esse bloco continue da forma que está. Vamos reavaliar se eles permanecem saindo dessa forma ou se vão para um lugar fechado", declara o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. "Se eles continuarem, precisamos levar o bloco para um local onde tenha apenas uma saída e uma entrada."
O presidente da Bloco dos Raparigueiros Zanata Gregório se isenta da responsabilidade. Segundo ele, a estrutura dada foi para um público de 30 mil pessoas, mas o evento recebeu mais de 100 mil, no domingo.
"Conversamos com todos os órgãos e o Ministério Público. Recebemos FAC (Fundo de Apoio à Cultura) para 30 mil e contratamos toda a estrutura. Não posso proibir o público de participar. O evento começou às 17h. Não teve revista. Uma coisa é na revista pegar as facas, outra coisa é encontrar elas já no meio do público. Ninguém leva o público que nós levamos", afirma Zanata Gregório.
Segundo o presidente, as brigas não deveriam ser motivo para o fim do bloco. Ele propõe novas conversas e a criação de um circuito de bloco com mudança de local. "Estamos sendo penalizados, mas, se não dá para ser assim, vamos precisar rever".
Correio Braziliense segunda, 20 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: PEQUENOS FOLIÕES
Pequenos foliões: criançada coloca o bloco na rua e dá show
Os blocos Baratinha, no Parque da Cidade, e Vassourinhas, na W3 Sul, animaram a garotada
MS
Mariana Saraiva
postado em 20/02/2023 06:00
(crédito: Mariana Saraiva/CB)
O domingo também foi marcado pelos blocos de carnaval infantis da capital. Centenas de pequenos foliões se reuniram nos blocos Baratinha e Vassourinhas, em um clima de festa e, ao mesmo tempo, aconchegante.
O Baratinha contou com a participação de duas mil pessoas, no estacionamento 12 do Parque da Cidade. Consagrado como um dos maiores blocos infantis da cidade, fez jus ao título, tocando apenas músicas para a garotada e proibindo a entrada de bebidas alcoólicas. Camas elásticas e brinquedos infláveis espalhados pelo local garantiram a diversão. A pintura de rosto também fez sucesso e deixou os pequenos ainda mais caracterizados para a comemoração.
O estudante Iago Gaioso, 14 anos, estava vestido de caixa de palitos de dente. "Eu escolhi essa fantasia porque queria chamar atenção, fazer as pessoas rirem." E, de fato, os planos deram certo. A fantasia criativa foi bastante fotografada por diversos foliões, que queriam guardar a lembrança.
Após 33 anos de hiato, o Bloco Vassourinhas de Brasília voltou às ruas neste carnaval. O desfile anterior aconteceu em 1990. Para a retomada, um lindo cortejo desceu pelas W3 sul, com muito frevo, maracatu, coco, ciranda, entre outros ritmos da cultura popular brasileira, que fizeram pessoas de todas as idades caírem na dança.
19/02/2023. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Carnaval 2023 Bloco da Baratinha no Parque da Cidade. Lucas Silva.Minervino Júnior/CB/D.A.Press
Com roupa de bombeiro, o pequeno Samuel, 2, esbanjou fofura no Vassourinhas. Os pais, Marina Lima, 37, e Martin Badham, 42, não mediram esforços para que o traje do filho estivesse impecável em seu primeiro carnaval e rendesse boas imagens para preservar a memória da ocasião.
Outra presença marcante foi a de Emma, de apenas 5 meses de vida, que curtiu o seu primeiro bloquinho de rua ao lado do irmão Estevam, de 1 ano e meio. A mãe, Fernanda Ferreira, 39, contou que essa é apenas a primeira festa de Momo de muitas que irá celebrar com os filhos. "Quando criança, sempre quis ir aos blocos de rua, mas meus pais não deixavam. Por isso, trago meus filhos para esse momento de representatividade cultural e de alegria", disse.
Correio Braziliense domingo, 19 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: POUCA CHUVA E MUITA SEGURANÇA NESTE DOMINGO NO DF
Pouca chuva e muita segurança: foliões aproveitam o carnaval neste domingo
Com pouca chuva e muita segurança, os foliões do Distrito Federal aproveitaram os festejos de Momo neste domingo
PI
Pedro Ibarra
ET
Ellen Travassos
MS
Maraiana Saraiva
postado em 19/02/2023 06:00
(crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)
Finalmente chegou o carnaval. Foram mais de 700 dias de espera para o povo de Brasília voltar às ruas. Ontem, foi o dia de extravasar esta energia que apenas a folia carnavalesca é capaz de transmitir. O Correio visitou alguns dos principais blocos da cidade para capturar a alegria dos quatro cantos do quadradinho.
De Taguatinga, passando por Águas Claras e chegando ao centro do Plano Piloto, teve carnaval para todas as idades, intenções e vontades. Teve folia de espaços grandes e pequenos, de mil a 100 mil pessoas. O que importava era ser feliz, exatamente a essência que os festejos de fevereiro precisam.
Um dos destaques foi o Bloco das Divinas Tetas. O evento correu risco de não ir para rua de forma gratuita, após não ter sido contemplado com verbas do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), mas conseguiu a ajuda do Setor Carnavalesco Sul. Acabou lotando o Setor Comercial Sul, em uma festa em que, de tanta gente, era até difícil se movimentar entre as ruas. A estimativa da polícia é que passaram mais de 100 mil pessoas pelo bloco.
Em magnitude menor, o Bloco da Toca, em Águas Claras, mostrou que o espaço pequeno não impede quem quer curtir a festa, todos se apertam e dão um jeito. Na Avenida Boulevard Norte, mais de mil pessoas dançavam, pulavam e passavam um tempo em família no bloco, que foi surpresa este ano, pelo número de pessoas.
Mesmo sendo apenas o início, o carnaval de Brasília mostrou que, apesar das dificuldades, a motivação do público em ocupar as ruas da cidade tem o potencial para fazer o show continuar sempre. Seguindo nesta toada, este será o carnaval que o DF merece, após dois anos sem os festejos de um dos momentos mais esperados e celebrados pelos brasileiros.
Da criança ao idoso
Com muita dança do começo ao fim no Bloco da Toca, Marlene Corneca, 73, advogada, prova que a festa de Momo é para todas as idades. "Desde pequena, sempre dancei, desfilava nas escolas de samba do Rio Grande do Sul. Eu amo música, gosto de rock, e nasci para dançar. Isso faz parte de mim", revelou.
A festa também é para crianças. Prova disso são Dominic, 1, e a irmã Nycole, 3. A mãe dos foliões, Erica Thalita Honorato, 33, contou ao Correio que o carnaval é símbolo de alegria, diversão, lazer e família. "Temos que aproveitar enquanto a gente tem saúde, todo dia é dia de festa e diversão", comentou.
Em outro ponto, no Bosque atrás do Ginásio Nilson Nelson, o Quadradim da Folia iniciou os festejos (leia mais na página 18). Fantasiada de policial, a jornalista Viviane Novaes, 49, curtia a folia que teve artistas como 7naRoda e Samba Urgente no palco. Contudo, ela não deixou de lembrar que o momento não é só de comemoração, mas de alívio. "Depois dessa pandemia, me sinto uma sobrevivente, e estou muito grata de estar celebrando a vida e curtindo toda essa folia ao lado das pessoas que eu amo", comemorou Novaes ao Correio.
Tranquilidade
O sábado de carnaval em Brasília cumpriu o proposto pelo próprio governo: na paz. Em resposta ao Correio, a PMDF afirmou que a tarde e à noite passaram sem intercorrências graves.
No entanto, a polícia teve de agir ao lado do DF Legal para desmobilizar um bloco de carnaval. Tradicional em Brasília, o Concentra, mas não sai teve que ser interrompido, pois, segundo nota do GDF, não apresentou a documentação necessária para sair na rua. Em resposta, o responsável pelo bloco, Dilson Rocha, afirmou que tentou entregar os documentos, mas, por falta de uma página, eles não foram aceitos. Ele ainda disse não ter tido a oportunidade de corrigir o erro e tentou sair na rua ainda assim. "Gerou aquela expectativa toda, mas acabou no que acabou. Frustrou várias famílias, comerciantes, mas o maior constrangimento foi dos foliões", critica.
Em resposta o GDF, informou ao Correio: "O referido bloco não compareceu para a entrega da documentação mesmo com o agendamento e com a equipe da Administração trabalhando todos os dias, antes e durante esse feriado de carnaval. O administrador, Valdemar Medeiros, inclusive, esteve hoje em todos os blocos licenciados na região do Plano Pìloto acompanhando os eventos. Temos também um posto na Cidade da Segurança com servidores da Administração realizando atendimento".
Chuva à vista
A chuva e o carnaval de Brasília geralmente não se acertam. Ontem, ela chegou de manhã, mas deu trégua à tarde e os foliões aproveitaram o sábado à vontade. Hoje, no entanto, pode ser diferente. Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Dayse Morais, o domingo vai ter chuva, provavelmente pancadas, pela manhã e à noite, acompanhadas de raios e rajadas de vento.
Apesar dessa possibilidade, a temperatura será amena e sem muita amplitude térmica. A máxima prevista será entre 25°C e 26°C, enquanto a mínima ficará entre 17°C e 18°C. A umidade pode causar sensação de abafamento, visto que estará alta, variando entre 60% e 95%, durante o dia.
Viviane Novaes (C), 49, curtiu a festa no Quadradim com as amigas Silvania Gomes e Alessandra CastroFoto: Ed Alves/CB/D.A Press
Aos 73 anos, Marlene Corneca estava com saudade de cair na foliaFoto: Ellen Travassos/CB
Dominic, 1, e a irmã Nycole, 3, foram para o Bloco da Toca com as fantasias de seus personagens prediletosFoto: Ellen Travassos/CB/D.A Press
O vocalista do Bloco Divinas Tetas, Aloizio Lows, embalou a multidão no Setor Comercial SulFoto: ED ALVES/CB/D.A.Press
#CBfolia
O Correio realiza a sexta edição do concurso que elegerá o melhor bloco de rua da capital. Serão distribuídos seis troféus patrocinados pelo Outlet Premium. Serão premiados os melhores blocos, fantasias e momentos. O público pode votar para ajudar a escolher o que se destaca no carnaval do DF. Basta acessar correiobraziliense.com.br/carnaval2023 ou apontar a câmera do celular para o QRCode abaixo. A programação dos dias de carnaval e o regulamento da votação também estão disponíveis no link.
Correio Braziliense sábado, 18 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: BLOCO DA PRAÇA DOS PRAZERES PROMETE 40 ML FOLIÕES ATÉ TERÇA-FEIRA
Bloco da Praça dos Prazeres promete reunir 40 mil foliões até terça-feira
Ponto concorrido em Brasília, o Bloco da Praça dos Prazeres, na 201 Norte, traz DJs renomados e música cubana. Este ano, o tema é Ministério do Namoro
DD
Darcianne Diogo
NG
Naum Giló
postado em 18/02/2023 06:00 / atualizado em 18/02/2023 06:46
A irreverência, a alegria e a criatividade tomaram conta da quadra 201 Norte - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
E a folia na capital federal começou nesta sexta-feira (17/2) com o pé direito, muita agitação e expectativa para o Carnaval 2023. Em um dos pontos mais concorridos pelos foliões, a diversão é garantida. O Bloco da Praça dos Prazeres, na quadra 201, da Asa Norte, traz como tema este ano o "Ministério do Namoro" e promete reunir pelo menos 40 mil pessoas até terça-feira. Neste sábado (18/2), a programação traz renomados DJs e até música cubana.
O nome Ministério do Namoro foi escolhido intencionalmente para atrair, unir e juntar novamente as pessoas. Após dois anos sem carnaval por causa da pandemia da covid-19, reunir o público, amigos e amores se tornou uma missão para os organizadores. "Estamos voltando agora. Querendo ou não, é tudo muito novo. Queremos ajudar nessa 'reconciliação'. A ideia é trazer de volta o contato, a união, o amor. Aqui, temos barraca do beijo e até faixa para definir a ministra e ministro do namoro", afirma o assessor do bloco, Ulisses de Freitas.
A entrada é franca e, para acessar a área da tenda, é necessário passar por uma revista minuciosa feita pelos seguranças. Está proibido portar armas brancas, como facas, armas de fogo ou qualquer item que coloque em risco a segurança dos foliões. Na área externa, há banheiros químicos e uma variada opção de barracas de lanches: churrasquinho, hambúrguer, cachorro-quente, acarajé, caldos e cervejas artesanais. De prontidão, também estão os policiais militares, que fazem o monitoramento de qualquer atividade suspeita.
Inclusão
Além da união e do namoro, o bloco traz a diversidade, a cultura e, principalmente, a acessibilidade. Diferentemente de 2020, a estrutura tem mais adaptação às pessoas portadoras de deficiência. Cadeirante, a produtora Emilly Amorim, 36 anos, é a responsável por organizar o espaço para receber esse público. O sentimento é de dever cumprido. "Costumo fazer eventos que sejam acessíveis a todos. Neste, por exemplo, temos rampas acessíveis, corredores, além de banheiros adaptados, atendimento exclusivo no bar, libras e audiodescrição para deficientes visuais", explica.
"A deficiência não pode ser maior do que a importância que a cultura tem na vida de uma pessoa. Brasília é a capital do funcionalismo e, infelizmente, as pessoas com deficiência não são vistas como atuantes na economia, mas quantos de nós não prestamos e passamos em concurso público? Somos agentes atuantes na economia, sim", frisa Emilly.
A professora Isabela Vilaça, 44, é frequentadora assídua do carnaval. Neste ano, pretende visitar vários blocos. "É sempre muita alegria. E me sinto segura. Sei que passamos por um período difícil de pandemia, mas procuro me proteger usando álcool e tomei as vacinas", adianta.
Embora seja apaixonada por bloquinhos, a enfermeira Karen Vasconcelos, 39, decidiu levar os dois filhos, de 9 e 7 anos, para o Bloco da Praça dos Prazeres. Enfeitados, os familiares curtiram o som de samba, pop e MPB. "Vim à convite de uma amiga e estou amando. As crianças estão se divertindo e isso é o mais importante. Eles sequer chegaram a frequentar, mas agora estão tendo essa oportunidade", finaliza.
Tempo
Após dias de calor intenso na capital federal, os foliões do DF devem esperar um clima com muitas nuvens e pancadas de chuva, deste sábado até terça-feira (21/2), possivelmente em áreas isoladas. "Com isso, acaba dificultando a elevação das temperaturas. Fica quente, abafado, mas não será uma temperatura igual a dias atrás, quando chegou a 31, 32°C", informa o meteorologista Olívio Bahia, do Inmet.
Programação do bloco para este sábado (18/2)
16h às 17h — Batunkejé 17h as 18h — DJ Micro 18h às 19h — Janaína DJ 44 19h às 20h — DJs Lupita Y Presença Y Tumba'o 20h às 21h30 — Filhos de Dona Maria 21h30 às 22h — DJ ALEN 22h às 23h30 — Sabor de Cuba 23h30 à 0h — Pablo Peligro
Correio Braziliense sexta, 17 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: INFECTOLOGISTA ORIENTA SOBRE COMO SE PROTEGER DA COVID-19 NOS DIAS DE FOLIA
Infectologista orienta sobre como se proteger da covid-19 no carnaval
De acordo com a médica Joana D'Arc Gonçalves, este ano é possível participar da folia com mais tranquilidade, mas é importante estar vacinado contra a covid-19 e não apresentar sintomas da doença
CS
Carlos Silva*
postado em 17/02/2023 06:00 / atualizado em 17/02/2023 06:40
(crédito: Carlos Vieira)
Os cuidados que devem ser tomados no carnaval para evitar o contágio e a transmissão de doenças foram tema do CB.Saúde, que teve como convidada a infectologista Joana D'Arc Gonçalves, do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin-DF). À jornalista Carmen Souza, a médica chamou atenção especial quanto às precauções para quem apresenta sintomas de covid-19 e afirmou que é possível se divertir este ano com mais tranquilidade. Ela apontou ainda os riscos de contrair moléstias como a doença do beijo e a herpes.
É o primeiro Carnaval na pandemia em que estamos em uma situação controlada e com número reduzido de óbitos. Dá pra cair na folia com tranquilidade? Temos que buscar sempre a proteção. Estamos num cenário bastante favorável, com todos loucos para a folia, depois desses dois anos (de isolamento), mas ainda temos que tomar alguns cuidados. Isso vale, principalmente, para aquela turma que ainda não fez nenhum esquema vacinal ou não o completou. Mas, sim, dá para ter mais tranquilidade. Inclusive, sabemos que o número de casos já está aumentando no pré-carnaval, mas não temos alta mortalidade, óbitos, ou pacientes graves. Isso é muito bom.
Como está a situação no DF? Informaram-me que aumentou um pouco. A taxa de transmissão está quase em um. Então quem não fez suas vacinas, deve ficar atento. Sempre falamos para cada um mensurar seu risco. Em algumas situações, se você tiver um sintoma gripal, por exemplo, segure a onda, para não transmitir doenças a pessoas que vão estar perto de você. Algumas medidas ainda são mantidas, mesmo não tendo aquele cenário tão terrível como no passado.
Quem está com sintomas de influenza ou de covid-19 pode sair de casa e ir para os bloquinhos?
Recomendamos que quem tenha sintomas respiratórios, febre, mal-estar etc. não compareça a essas atividades. O ideal é se recolher e manter um certo isolamento, porque isso pode ser ruim para a população e você pode expor outros às doenças. Não é só a covid, tem outras doenças semelhantes que circulam muito em situações de aglomeração e proximidade. As pessoas podem pegar citomegalovírus (herpes), mononucleose (doença do beijo) e vários outros males. Se você tem algum sintoma, o carnaval para você não vai ser uma boa. Melhor ficar em casa.
E quem não está com o esquema vacinal em dia. Dá tempo de atualizar e sair para os bloquinhos ou tem uma janela de proteção?
Toda vez que nos imunizamos, precisamos de, ao menos, duas semanas para que o nosso organismo consiga produzir os anticorpos protetores. Vale a pena se imunizar porque fazemos isso não só para o carnaval, mas para a vida. Então, vale a pena, sim, completar o esquema. É recomendável.
Sobre a doença do beijo, falou-se muito da relação desse vírus e uma possível maior vulnerabilidade à esclerose múltipla. O que se sabe sobre isso? A mononucleose é muito comum. Em torno de 50% das crianças menores de cinco anos já se infectaram. Nos adultos, a maioria da população já foi infectada, com locais em que mais de 90% convivem com o vírus. Essa relação entre a mononucleose e diversas doenças existe. Temos relação da mononucleose com linfoma ou com a síndrome que chamamos de fadiga muscular crônica, por exemplo. No entanto, a esclerose múltipla não se transmite por meio do vírus. Temos que deixar claro isso, porque, senão, daqui a pouco, as pessoas vão pensar que podem pegar a esclerose múltipla, porque contraíram mononucleose. Pode ser um fator associado. É preciso ter um número de avaliados muito grande para chegar a essa conclusão. Alguns estudos, como um desenvolvido nos Estados Unidos com soldados, demonstrou que as pessoas que tiveram mononucleose têm 32% mais chance de desenvolver esclerose múltipla. Entretanto, essa é uma doença multissistêmica, tem fatores ambientais, genéticos, entre outros. É cedo para se falar nessa relação.
Que cuidados devem ser tomados, então?
Tem que ter cuidado com a boca que você beija. Não dá para sair por aí pedindo teste para todo mundo. Tem que ter, sim, seu autocuidado, avaliar bem a pessoa que está na sua frente e saber que você vai estar se expondo. Existem profilaxias pré-exposição para algumas doenças e há, também, o pós-carnaval, quando você fará o seu check-up, para verificar se está com alguma infecção e tratar para não ter prejuízo.
O Brasil é um dos países em que há o maior registro de infectados pela mpox. O carnaval é um período perigoso para a disseminação do vírus? Sim, até porque é uma doença de transmissão por contato, seja com lesões ou secreções. (...) Existe esse risco de aumento da doença, tanto da mpox, quanto das infecções sexualmente transmissíveis. Também há risco para outras doenças de transmissão respiratória e de intoxicações alimentares. No caso da mpox, não podemos ser negligentes, porque é uma doença que pode crescer de forma silenciosa.
Correio Braziliense quinta, 16 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: RANKING DE DESTINOS MAIS PROCURADOS POR BRASILEIROS E ESTRANGEIROS
Carnaval: ranking de destinos mais procurados por brasileiros e estrangeiros
A Booking.com fez um levantamento na plataforma para descobrir os destinos nacionais mais reservados por viajantes brasileiros no Carnaval
CA
Carlos Altman - Estado de Minas
postado em 15/02/2023 15:59 / atualizado em 15/02/2023 16:02
(crédito: MAURO PIMENTEL / AFP)
O período do carnaval, além de ser um dos queridinhos dos brasileiros, também é um dos mais importantes para o setor de turismo no país e deve movimentar milhões de foliões, sendo responsável por aquecer boa parte da economia. A Booking.com fez um levantamento na plataforma para descobrir os destinos nacionais mais reservados por viajantes brasileiros no Carnaval, no período entre 18 e 22 de fevereiro de 2023.
Na comissão de frente, como já era de conhecimento de todos – mas foi confirmado pela pesquisa da Booking.com –, o tradicional carnaval do Rio de Janeiro, com os blocos de rua e desfiles de escola de samba, que colorem as ruas e atraem turistas de todo o Brasil e do exterior. A folia na Cidade Maravilhosa é seguida pelas alegorias e adereços do carnaval paulista, que vem conquistando cada vez mais espaço nos últimos anos. Em terceiro lugar, Florianópolis atrai os visitantes do Sul. No Nordeste do país, Salvador, de cima do trio elétrico, traz toda agitação do axé baiano ficou em quarto lugar. Seguido da capital mineira, Belo Horizonte, que tem a expectativa de atrair mais 5 milhões de foliões este ano.
Vamos aos dados da pesquisa com relação a lugares com mais reservas entre 18 e 22 de fevereiro de 2023:
Destinos nacionais mais reservados por brasileiros no Carnaval:
1. Rio de Janeiro, RJ 2. São Paulo, SP 3. Florianópolis, SC 4. Salvador, BA 5. Belo Horizonte, MG
Destinos nacionais mais reservados por estrangeiros no Carnaval:
1. Rio de Janeiro, RJ 2. São Paulo, SP 3. Florianópolis, SC 4. Búzios, RJ 5. Foz do Iguaçu, PR
Destinos do exterior mais reservados para o Carnaval pelos brasileiros*:
1. Lisboa, Portugal 2. Buenos Aires, Argentina 3. Paris, França 4. Nova York, EUA 5. Orlando, EUA
*Reservas efetuadas até o dia 07 de fevereiro de 2023. Por se tratar de reservas para data futura, os destinos e os rankings estão sujeitos a alteração devido a cancelamentos e novas reservas.
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Correio Braziliense quarta, 15 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: *A GENTE NUNCA PRECISO TANTO DA ALEGRIA*, DIZ A CARNAVALESCA JU PAGUL
"A gente nunca precisou tanto da alegria", diz carnavalesca Ju Pagul
Carnavalesca Juliana de Andrade falou ao Podcast do Correio sobre segurança pública na festa, valorização dos blocos de rua e volta após dois anos sem folia no DF
PM
Pedro Marra
postado em 13/02/2023 16:47 / atualizado em 13/02/2023 18:45
13/02/2023 Carlos Vieira/CB/DA Press. Brasília, DF. Podcast do Correio com a carnavalesca Juliana de Andrade, JU PAGUL. Na bancada: Adriana Bernardes e Sibele Negromonte. - (crédito: Carlos Vieira)
Na semana em que tem início o carnaval 2023 no Distrito Federal, o Podcast do Correio recebe, nesta segunda-feira (13/2), a carnavalesca Juliana de Andrade, conhecida como Ju Pagul, para falar sobre o retorno da festa de Momo após dois anos ausente devido às restrições impostas pela pandemia da covid-19. "A gente nunca precisou tanto da alegria, do agito com esse momento histórico e tão importante para a nossa cidade. É nossa cultura, a alegria do nosso povo", vibra a produtora cultural.
13/02/2023 Carlos Vieira/CB/DA Press. Brasília, DF. Podcast do Correio com a carnavalesca Juliana de Andrade, JU PAGUL. Na bancada: Adriana Bernardes e Sibele Negromonte.Carlos Vieira
Ju Pagul destaca que as conversas com o GDF ocorreram durante gestão da intervenção federal na segurança pública. "Pedimos para que o policiamento não seja ofensivo, pois usam cavalaria, tropa de choque, sendo que é uma festa das pessoas que não pode ser tratada de forma nenhuma com violência", diz a carnavalesca.
"Estamos não só tendo a retomada do carnaval, mas defendendo os direitos da cultura, pois acreditamos que direitos não são negociáveis. Precisamos referendar essas pessoas que fazem carnaval, o que gera emprego", analisa Juliana de Andrade.
Lançamento do carnaval
Em cerimônia no Palácio do Buriti, o GDF divulgou, na manhã desta segunda-feira (13/2), a programação do Carnaval 2023 do DF, durante o salão nobre do edifício. O evento trouxe a programação completa de celebrações e enfatizou medidas de segurança mais rigorosas para esse ano.
Depois de dois anos sem folia, o tema escolhido para a festa foi Carnaval da Paz, título sugerido pela governadora em exercício, Celina Leão, com o intuito de enfatizar a inclusão e a tolerância à diversidade.
O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, apresentou dados e estima que cerca de 800 mil pessoas pulem o carnaval brasiliense nos 38 blocos que venceram o edital. Tudo realizado com um investimento de R$ 5 milhões do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que visa gerar 12 mil empregos indiretos. “Investimos em uma atividade cultural que dá retorno à economia”, concluiu.
Correio Braziliense terça, 14 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: RESPEITÁVEL PÚBLICO
Artigo: Respeitável público
PS
Patrick Selvatti
postado em 14/02/2023 06:00
(crédito: Carlos Vieira/CB)
Muito se fala na política do pão e circo como crítica ao investimento feito pelos governos em atividades de cultura e lazer para a população. Natural, uma vez que a expressão nasceu da crença, lá nos primórdios da civilização, em Roma, de que oferecer diversão tratava-se de um método de manipulação de massas para que o povo se desinteressasse dos bastidores políticos e desse atenção apenas às festas. Mas cabe aqui trazer luz ao artigo primeiro da Constituição Federal, que diz que "todo o poder emana do povo". E, assim sendo, é a ele que os representantes eleitos para representá-lo devem agradar. Com saúde, educação, segurança, saneamento básico, trabalho, moradia e — por que não? — lazer!
É disto que se trata o carnaval: proporcionar as pessoas uma pausa para ter a oportunidade, muitas vezes rara, de sorrir, brincar e esquecer de tantos problemas que as assolam. Após um intervalo compulsório e necessário de dois anos por conta de uma pandemia severa, nada mais justo que essa alegria gratuita e genuína seja oferecida novamente ao povo que tanto sofreu com medidas de distanciamento social, isolamentos, restrições de afeto e perdas dolorosas. Até porque pesquisas científicas já comprovaram: a felicidade é um fator fundamental para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Celebrar a vida, dançar, cantar, reunir amigos, fazer novas amizades, viajar para lugares diferentes — tudo isso faz bem ao corpo, à mente, ao espírito. Viver, e não apenas existir.
Mas o pensamento não é unanimidade. Muitas pessoas torcem o nariz para os festejos de Momo, sob diversas alegações. É preciso respeitar quem tem esse sentimento contrário. Por outro lado, não dá para negar que o carnaval é mais do que carnis levale, o termo em latim original que se refere ao período para as pessoas extravasarem seus desejos antes de iniciarem a Quaresma. Estamos falando da maior festa popular do Brasil, reverenciada pelo mundo todo, que valoriza a nossa cultura, estimula a classe artística, atrai turistas de todos os cantos do planeta e movimenta diversos setores da economia.
Em anúncio oficial ontem, o governo do DF estimou que cerca de 800 mil pessoas cairão na folia dos 38 blocos que venceram o edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para saírem às ruas da capital. Foram investidos R$ 5 milhões e a perspectiva é de geração de 12 mil empregos indiretos. Mais do que pão e circo, é um investimento de dinheiro público com retorno direto para a população.
Sendo assim, que todos celebrem o carnaval, caindo na folia ou não. Se você não curte bloquinhos de rua nem desfiles de escolas de samba, está tudo bem: aproveite os dias de folga no período para descansar, colocar aquela série em dia, rever quem ama, não fazer absolutamente nada. Agora, para quem gosta da farra, chegou a hora de se jogar na alegria. Vista sua fantasia, encha seu corpo de glitter e purpurina, abasteça os pulmões de muito amor e vá para a rua. Só não pode esquecer de beber água e não dirigir se ingerir álcool. Use camisinha e lembre que depois do "não" é assédio. Boa festa!
Correio Braziliense segunda, 13 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: PROGRAMAÇÃO DOS BLOCOS DE RUA DO DF
Confira a programação dos blocos de rua para o carnaval do DF
Após dois anos sem poder sair às ruas para pular o carnaval, os blocos se preparam para recuperar o fôlego da animação. Os organizadores falam das expectativas para o retorno
NG
Naum Giló
ET
Ellen Travassos
postado em 13/02/2023 06:00
(crédito: Divulgação/Praça dos Prazeres)
Mais de 100 blocos sairão às ruas do Distrito Federal no primeiro carnaval sem restrições desde a crise da covid-19. Com muitas opções, os brasilienses poderão curtir a folia de momo com festas para todos os gostos. O Correio selecionou alguns blocos e plataformas para os organizadores falarem sobre a expectativa da retomada do carnaval que eles querem proporcionar ao público.
Uma delas é a drag queen Ruth Venceremos, que, desde 2018, vem botando na rua o Bloco das Montadas, protagonizado por artistas drags e delimitado como um território da diversidade de gênero e sexual. Ruth é diretora-geral do bloco, que é promovido pelo Distrito Drag, coletivo que desempenha trabalho de formação e capacitação de pessoas LGBTQIA , além de lançar eventos culturais durante todo o ano.
O Bloco, que sai no domingo de carnaval, às 14h, no Setor Bancário Norte, já foi premiado duas vezes pelo CB. Folia como o melhor de Brasília, em 2019 e 2020. "Acredito que a causa desse reconhecimento é a diversidade não só do público e das atrações, como também das pessoas que trabalham no bloco, que procura contatar pessoas trans para ajudar a folia acontecer", sustenta. "A segurança é outro fator, nunca tivemos nenhum incidente grave nesses anos que saímos".
O carnaval de Brasília também tem blocos que animam o folião há décadas. "É um representante do carnaval da Bahia", descreve Jean Costa, fundador do Bloco dos Raparigueiros, que sai pelas vias da cidade há 31 anos. No som, hits tradicionais do carnaval baiano e novidades da música agitam a multidão, que chegou a quase 300 mil pessoas em uma das edições passadas. "A expectativa de reencontro com o folião é alta, apesar de este ano não termos podido fazer os ensaios, o pré carnaval e a confecção dos abadás, que são tradições do nosso bloco", confessa Jean.
O Bloco dos Raparigueiros tem concentração na Torre de TV, a partir das 17h, também no domingo (19/2). A multidão de apaixonados pelo carnaval fará o trajeto seguindo pelo Eixo Monumental até o Palácio do Buriti, onde fazem o retorno, descendo pela via S1, retornando ao ponto de concentração, onde os trabalhos são encerrados.
Para o produtor do Baratinha - que é um dos maiores blocos infantis da capital - e presidente da Liga dos Blocos Tradicionais, Paulo Henrique, a expectativa neste ano, em que o carnaval volta às ruas do DF, é tremenda. "Depois de dois anos reprimidos por conta da pandemia do coronavírus, as crianças vão receber da Baratinha uma energia de alegria surreal." O bloco Baratinha, que participa do carnaval desde 1990, procurou desde o início atender a comunidade infantil que não tinha condição de pagar os clubes para brincar no carnaval, que desde então ocorreu no Parque Ana Lídia. Este ano, ocorrerá em 19 e 21 de fevereiro, das 13h30 às 20h30.
O bloco do Pacotão estará cheio de críticas àqueles que apoiaram o governo Bolsonaro e também participaram dos atos antidemocráticos em 8 de janeiro, conta Wilson Veleci, um dos organizadores. "A ideia é trazer um carnaval de paz e democracia, com a vitória do presidente Lula e críticas ao que passamos nos últimos quatro anos. É um carnaval de esperança", diz.
O Pacotão está nas ruas desde 1978, com a proposta de trazer manifestações políticas, satirizar a cena nacional com marchinhas, faixas, cartazes e fantasias, sempre em tom de ironia e deboche, ao som de instrumentos característicos das fanfarras. A programação para 2023 é que o bloco fará a concentração na 302 norte, a partir das 10h de 21 de fevereiro.
Plataformas
Fortalecer o carnaval de Brasília enquanto patrimônio imaterial de formação cultural da cidade é o principal objetivo do Setor Carnavalesco. A plataforma vai trazer cerca de 40 atrações para o Setor Comercial Sul (SCS), entre os dias 17 e 21 de fevereiro. "Funcionamos como um espaço que fornece de maneira gratuita toda a estrutura e todos os serviços necessários para fazer uma grande folia, tendo a atração que se preocupar apenas com a parte artística e musical para a diversão do público", explica Rafael Reis, gestor do Setor Carnavalesco Sul.
A expectativa é que 50 mil pessoas passem pelo local nos cinco dias de festa, que terá dois palcos, espaço infantil e espaço de fanfarras. "Toda essa agitação movimenta uma engrenagem com dezenas de empresas prestadoras de serviços que geram centenas de vagas de trabalho. Solicitamos a elas, como contrapartida, que contratem pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social para trabalhar no evento", afirma Reis.
Outra plataforma de carnaval que vem fazendo história em Brasília é a Praça dos Prazeres, que nasceu da convergência de vários movimentos culturais e sociais da capital. O tema deste ano é o "Ministério do Namoro", uma alusão à declaração do então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que no seu governo "todo mundo vai namorar".
Localizada na 201 Norte, a Praça foi celeiro de vários blocos e continua sendo terreno fértil para novas ideias para o carnaval, celebrado de diversas formas. Este ano, 36 atrações vão passar pelo espaço, que tem o respeito pela diversidade como uma de suas máximas.
Jul Pagul, coordenadora-geral da Praça dos Prazeres, destaca o apoio que a a plataforma dá a blocos tradicionais como Àsé Dúdú e o Galinho. "Também é nosso objetivo fazer com que os direitos culturais sejam efetivados em Brasília. O carnaval mobiliza milhares de brincantes nas ruas da cidade e temos o dever de manter vivo o nosso maior tesouro criativo e cultural do nosso país, que é o carnaval".
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Correio Braziliense domingo, 12 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: SAIBA COMO SE PROTEGER DE GOLPES E PULAR O CARNAVAL SEM PREOCUPAÇÕES
Saiba como se proteger de golpes e pular o carnaval sem preocupações
Fraudes e roubos estão entre os crimes mais comuns cometidos no carnaval. Para evitar dor de cabeça, foliões devem se precaver e ter atenção redobrada, especialmente nas aglomerações
RG
Rafaela Gonçalves
postado em 12/02/2023 06:00
(crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
Com o carnaval chegando, a aglomeração de pessoas e a distração no momento de pagamentos facilitam que bandidos apliquem golpes financeiros, bastante comuns nesta época do ano. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) um dos mais recorrentes é o golpe da troca do cartão, por isso é preciso estar atento. O golpista se passa por um ambulante e entrega a maquininha para o cliente digitar a senha do cartão. O falso vendedor se aproveita de um momento de distração do comprador e presta atenção na senha que está sendo digitada.
O publicitário Rodrigo Oliveira, de 26 anos, sofreu com o golpe da troca de cartão no último carnaval, no Rio de Janeiro. "Eu fui comprar bebida de um ambulante, estava um pouco disperso conversando com amigos e ele se afastou um pouco parecendo buscar por sinal da maquininha, mas até então tudo bem, estava no meu campo de visão. Quando ele devolveu o cartão eu guardei rapidamente para sair do local e acompanhar a minha turma, só depois percebi que o cartão que ele tinha me devolvido não era o meu", conta.
Oliveira disse que demorou a se dar conta que havia caído em um golpe. "Eu ainda fui inocente, porque quando fui pegar o cartão novamente para comprar bebida e vi que não era o meu pensei que tinha sido um engano, mas nessa altura do campeonato já seria impossível encontrar de novo o mesmo ambulante. Só depois falando com meus amigos percebi que não tinha nada de engano e sim já era premeditado, na verdade isso é até bastante comum", diz.
Segundo o publicitário, a maior dor de cabeça veio depois, ao chegar em casa: "Na hora em que eu percebi, eu já bloqueei o cartão no aplicativo, mas já era tarde demais, já tinha dado tempo deles fazerem a festa. Depois, a bateria do meu celular acabou e eu continuei curtindo o bloco. Só quando cheguei, tive noção do tamanho da perda, acabei com um prejuízo financeiro de mais de R$ 7 mil", lamenta.
O diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini, alerta que é necessário prestar muita atenção ao comprar algo na rua e pagar com cartão. "Muitas vezes, o golpista também usa algum truque e desvia a atenção do folião para que a vítima digite a senha no campo destinado ao valor da compra. Isso permite que o bandido descubra o código secreto. É importante ressaltar que o campo de senha deve mostrar apenas asteriscos", diz.
Volpini ainda ressalta que o cliente não deve aceitar fazer pagamentos se o visor da maquininha estiver danificado. "Também é muito importante que a própria pessoa insira o cartão na maquininha e confira se o cartão devolvido é realmente o seu. Peça o recibo impresso da transação ou verifique se o valor está correto nas mensagens SMS que recebe no app do banco. No caso de pagamento via QR Code ou transferência, confira o valor e o destinatário do dinheiro", acrescenta.
Celulares na mira
Outro problema muito comum em locais com aglomeração de pessoas, como é o caso dos blocos de carnaval, são os furtos, roubos ou perdas de celulares. Muitos usuários anotam suas senhas de acesso ao banco em blocos de notas, e-mails, mensagens de Whatsapp ou em outros locais do celular. Também há casos de clientes que usam a mesma senha de acesso do banco em outros aplicativos que, em grande parte dos casos, não contam com sistemas de segurança robustos.
Segundo o especialista em segurança Alan Fernandes, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as quadrilhas estão se especializando em golpes digitais. "Há também um interesse pelo próprio aparelho e pelas peças, mas, em boa parte, o aumento dos crimes se deu pelo fluxo de informações contidas nos celulares, sobretudo acesso a aplicativos de banco", observa.
Os softwares são os principais canais de comunicação com os bancos e estão nos celulares. Quem acessa pode movimentar as contas com facilidade. Os golpistas tentam acompanhar a tecnologia para extrair mais dinheiro das vítimas. "Existem grupos criminosos que só atuam com crimes financeiros a partir de dados de celulares", destaca Fernandes.
A servidora pública Laryssa Passos, 28 anos, teve seu celular furtado em uma festa de pré-carnaval em janeiro. Além da perda do aparelho, os criminosos mudaram todas as suas senhas. "Tive prejuízo de quase R$ 14 mil, virei a noite e passei o dia inteiro cumprindo burocracias para tentar recuperar minhas contas e proteger dados, porque, além de tudo, deletaram meu e-mail. Todos os aplicativos de bancos tinham autenticação de dois fatores e eu dependia do celular, que estava com os bandidos, para acessá-los. Não desejo para ninguém o desespero que senti", conta.
Ela ainda conseguiu rastrear o aparelho, mas não teve ajuda da polícia para recuperá-lo. "O pior de tudo é que eu consegui rastrear durante dias, eu conseguia ver onde ele estava, mas fui na delegacia e a polícia simplesmente me disse que não fazia esse tipo de trabalho. Não tinha como também eu ir lá em busca do aparelho sozinha, sem um amparo. Dá um sentimento imenso de impotência", desabafa.
De acordo com a Febraban, os aplicativos dos bancos contam com o máximo de segurança em todas as suas etapas, desde o seu desenvolvimento até a sua utilização. No entanto, algumas estratégias podem facilitar a ações dos bandidos, por isso é necessário tomar determinados cuidados, como não deixar cartões salvos no aparelho, cadastrar um e-mail separado que não esteja logado no celular para a recuperação de contas e usar a biometria como camada extra de proteção, não como a única.
A advogada Tainá Aguiar Junquilho, especialista em direito digital e professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), destaca que ainda há dificuldade para prestar queixa de golpes financeiros a partir do roubo do aparelho. "Tanto quanto criminosos usam seus dados para fazer empréstimos, em seu nome, quanto quando usam para fazer saques ou transferências, os bancos têm tentado alegar culpa exclusiva da vítima", afirma.
Em casos em que o banco não atenda a solicitação, o cliente pode recorrer aos órgãos de defesa do consumidor. De acordo com Junquilho, não é regra que os bancos sempre devam realizar o reembolso dos valores subtraídos pelos criminosos, sobretudo com o aumento do número de casos recentes.
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Correio Braziliense sábado, 11 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: FOLIA ADIANTADA - FESTA DE ESQUENTA PARA O CARNAVAL ANIMA BRASILIENSES
Folia adiantada: festa de esquenta para o carnaval anima brasilienses
A uma semana do início oficial da festa, foliões já levam alegria às ruas de Brasília, após a pandemia
PG
Pablo Giovanni
postado em 11/02/2023 06:00
Bloco "Concentra mas não sai" na entrequadra 404/405 Norte - (crédito: Carlos Vieira/CB/DA.Press )
Após um hiato de dois anos, o carnaval, enfim, retornou à capital federal. Com a taxa alta de vacinados com a primeira e segunda dose da covid-19, os foliões decidiram se reunir para o esquenta, com muitas fantasias e energia de sobra. Na 404/405 Norte, os foliões do bloquinho "Concentra mas não sai" esbanjaram disposição para pular com a retomada de um dos momentos mais alegres do ano.
A advogada Daniela de Andrade, 27, comemorou a volta do esquenta do carnaval e reforçou que o evento, além de celebrar a vida, também presta apoio a um setor bastante afetado pela pandemia. "Todo mundo está bem eufórico, ansioso pelos bloquinhos. Foi um momento muito difícil esses dois anos, e agora todo mundo quer se reunir, principalmente com vacina no braço. É o novo normal, mas a essência do carnaval segue nas nossas veias", celebrou.
Brian Leandro, 29, farmacêutico, disse estar bem empolgado com o retorno dos bloquinhos da cidade. Ele lembrou que esteve na linha de frente do atendimento dos infectados pelo coronavírus, no auge da pandemia, e acha que o carnaval traz um alívio tremendo. "As pessoas precisam ir aos bloquinhos para que a gente relembre como era antes de tudo isso (a pandemia). Comemorar com respeito, sem atrapalhar e colocar ninguém em risco no trânsito. Merecemos refrescar a cabeça, e nada melhor do que o carnaval para isso", vibrou.
A alegria de volta. É assim que a servidora Amanda de Andrade, 33, define o retorno do carnaval ao "quadradinho". Para ela, mesmo que seja só um esquenta, a euforia dos foliões traz lembranças e recordações de um período vibrante. "O povo está mais animado para sair à rua, se reunir, divertir. Estou sentindo as pessoas mais alegres, mais unidas", contou. "As pessoas estão perdendo medo justamente porque a maioria da população decidiu se vacinar. Não existe outro caminho para uma festa segura", opinou.
Apesar do Carnaval começar oficialmente daqui uma semana, a fisioterapeuta Samara Alvarenga, 36, declarou que não perde um bloquinho. Segundo ela, ficar dois anos sem carnaval foi uma tortura. "As pessoas estão mais vivas. Depois de tanto tempo, muita gente está motivada, assim como eu", brinca. "Vamos pular, aproveitar bastante. É muito bom estar em contato com outras pessoas. É um encontro para poder extravasar e comemorar a vida, o que é o mais importante", finalizou.
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Correio Braziliense sexta, 10 de fevereiro de 2023
ROBÓTICA: TORNEIO REÚNE EM BRASÍLIA MENTES BRILHANTES DO CENTRO-OESTE
Torneio de robótica reúne em Brasília mentes brilhantes do Centro-Oeste
Crianças e adolescentes de 9 a 16 anos de idade do Distrito Federal participam do Torneio Sesi de Robótica First Lego League (FLL) Challenge, no qual precisam desenvolver projetos inovadores na área de energia
NG
Naum Giló
postado em 10/02/2023 06:00 / atualizado em 10/02/2023 07:38
(crédito: Fotos: Ed Alves/CB/DA.Press)
Ao longo da história, tecnologias surgiram com o intuito de facilitar a vida das pessoas nos mais diversos contextos e aumentar a produtividade em diferentes setores. No Distrito Federal, crianças e adolescentes de 9 a 16 anos de idade botaram a cabeça para pensar na criação de projetos que trouxessem inovação e soluções para problemas reais da sociedade. O objetivo é ganhar a etapa regional do Torneio Sesi de Robótica First Lego League (FLL) Challenge, que ocorre hoje, das 10h40 às 16h, e amanhã, entre 9h30 e 14h30, na unidade Sesi de Taguatinga. O encontro é aberto ao público.
O tema do torneio deste ano é Energize, no qual os jovens participantes foram convidados a pensar o futuro da energia sustentável, assunto relacionado ao sétimo objetivo de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca assegurar o acesso à energia limpa. O desafio foi intitulado Super Powered e os grupos, com dois a 10 integrantes cada, vão explorar a origem, a distribuição, o armazenamento e a utilização de energia.
Além de apresentar um projeto que propõe soluções para problemas reais na área de energia, cada grupo vai colocar na mesa de competições robôs feitos com peças de Lego desenvolvidos e programados para executar, de forma autônoma (sem controle remoto), em 2 minutos e 30 segundos, missões com o tema da temporada. Participam desta edição 22 equipes das quatro unidades da federação do Centro-Oeste brasileiro: 12 do Distrito Federal, 4 de Mato Grosso, 3 de Goiás e 3 de Mato Grosso do Sul. Puderam se inscrever grupos escolares, de clubes, organizações de amigos.
Tecnologia
Uma das equipes participantes do DF, Albageek, é da unidade do Sesi de Taguatinga. Os meninos chamam atenção pelo domínio que têm ao falar dos projetos que desenvolveram para entrar para a competição. O técnico do grupo, o professor André Mota, garante que o processo de criação foi levado com bastante autonomia pelos estudantes. Ele e o outro técnico do grupo cumpriram apenas o papel de orientá-los na construção dos projetos.
O problema escolhido pela Albageek foram as ligações clandestinas de energia, conhecidas popularmente como gatos. Mota destaca a fase de pesquisa empreendida pelos alunos. "Eles se reuniram com técnicos da Neoenergia, engenheiros do Senai e com professores de elétrica da Escola Técnica de Brasília", conta o docente. Como solução para os gatos, eles desenvolveram o dispositivo Smiile, sigla para Sistema de Monitoramento Inteligente Identificador de Ligações Clandestinas de Energia.
"Nós pesquisamos sobre a rede de distribuição de energia e descobrimos que tem muito gato aqui no DF. Em 2019, a Companhia de Energia de Brasília (CEB) (a então responsável pela distribuição de energia) detectou mais de 62 mil ligações clandestinas na rede", detalha Gustavo Rafah, 13, estudante do oitavo ano integrante da equipe. "Uma das formas de fazer um gato é descascar o fio do poste e ligar em outro que vai direto pra casa do furtador. É simples, porém bem perigoso", alerta.
O Smiile tem a função de medir a tensão elétrica na casa do usuário. Quando o aparelho, que pode ser instalado tanto no relógio de energia quanto no poste, detecta que a tensão tem um aumento fora do normal, ele manda essa informação para o site desenvolvido também pelos meninos. "Daí, o cidadão pode acionar as autoridades competentes para averiguar a rede de energia da vizinhança", explica Gustavo. O Smiile também é uma alternativa na medição da tensão elétrica facilidade de medir a tensão da rede elétrica, manobra de perigo para o técnico que a executa.
Os seis pequenos cientistas apontam também que o fio descascado, com o cobre exposto ao sol e à chuva, com o tempo pode se partir trazendo mais transtornos, como incêndios e a queima de eletrodomésticos. O prejuízo gerado pela energia furtada é paga pelos outros consumidores da região onde mora, o que impacta na conta de energia, e é crime previsto no Código Penal.
Além de Gustavo, também integram o time Marcos William, 15, Guilherme Martins, 14, Davi Nogueira, 14, Daniel Lobo, 12, e Eduarda Braga, 12, que está animada para o torneio: "Estamos confiantes. Queremos muito ir para a fase nacional".
Correio Braziliense quinta, 09 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: FOLIÕES VÃO ÀS LOJAS ATRÁS DE FANTASIAS E ADEREÇOS
Foliões vão às lojas atrás de fantasias e adereços
Faltando nove dias para o começo da festa, foliões vão às lojas atrás de fantasias e adereços. O Correio percorreu alguns estabelecimentos comerciais para saber o que os brincantes vão usar neste ano
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Ellen Travassos
postado em 09/02/2023 05:59 / atualizado em 09/02/2023 06:12
(crédito: Minervino Júnior/CB)
O carnaval voltou para as ruas do Distrito Federal. O dia oficial de retorno é 18, mas os bloquinhos já deram a largada na última sexta-feira (3/2). A época é de apostar na criatividade, ousar no visual e se jogar na festa. Vale usar as fantasias típicas, ousar na purpurina e também na combinação de cores, sem economizar nos acessórios e nas maquiagens para os bloquinhos. E, afinal, o que vai bombar no carnaval deste ano?
O glitter e adereços são quase obrigatórios para curtir a folia carnavalesca. As fantasias, claro, também não ficam de fora e variam entre as superproduções e as improvisações. Não importa. A festa carnavalesca permite usar a criatividade e brincar até com assuntos sérios. De acordo com o presidente da Liga dos Blocos, Paulo Henrique, personalidades, como o ministro do STF Alexandre de Moraes, devem tomar as ruas da capital do país.
Fantasias alusivas a personagens de seriados, memes de políticos e cores vibrantes serão a tendência para o carnaval deste ano. Desde 2022 estes temas são muito usados, como a turnê de retorno do Rebeldes, a música de Shakira, Wandinha Addams e as pessoas que marcaram a internet, como Diogo Defante e a Maria Bonita, com a fala de Fred Nicácio no BBB23.
O Correio percorreu as lojas de fantasias de carnaval no Distrito Federal para saber quais delas caíram no gosto dos foliões. Alex Carvalho, gerente de uma loja de fantasias em Taguatinga disse que os adereços estão em alta. "A procura aumentou desde o último sábado, quando começaram os bloquinhos. E a maioria busca por itens para montar a própria fantasia." Nesse caso, acessórios como como tiaras, ombreiras, máscaras, suspensórios, saias de tules e collants são vendidos "como água", nesta época.
A busca é ainda maior quando se fala de fantasias de casais e de grupos de amigos. O gerente de uma loja localizada no Centro Comercial de Taguatinga Vitor Vieira avalia o fluxo dos adereços: "Muitos procuram itens para montar fantasias de sereia, polícia, Mario e Luigi, porque são mais simples e podem variar as fantasias em cada dia do carnaval."
Para quem quer entrar na festa e não pretende gastar muito, os preço dos acessórios variam de R$ 10 a R$ 150, e os que vão investir na fantasia, os valores vão de R$ 49,90 a R$ 500.
Na montagem da foto, a fantasia de policial, na qual é sugerido o uso de quepe, distintivo, par de algemas e cassetete.Minervino Júnior/CB/D.A.Press
Em ritmo de folia
As lojas de departamento também estão entrando no clima de carnaval antecipado, pensando nos foliões que querem se divertir com estilo. Para lançar a coleção da temporada, uma dela teve como inspiração as tendências do verão. A marca aposta em muito brilho, roupa metalizada, animal print, color blocking e muita pele à mostra.
Frescor e brilho serão os principais aliados dos foliões nos blocos de rua. Os bodies, peças que podem ser a base para várias fantasias, são encontrados com estampas com as cores do arco-íris, metalizada, e com brilho. Mas também tem espaço para o pretinho, com tule preto e transparências.
Para os foliões mais discretos, mas que não abrem mão de entrar na brincadeira, as estampas florais e de frutas seguem em alta. As camisetas e bodies com frases divertidas chegam com tudo, tanto para os homens quanto para as mulheres.
Integrantes do bloco de carnaval "Pacotão", conhecido pelas críticas políticas, disseram que ainda não começaram os preparativos para apresentar o tema principal deste ano. Por enquanto, o Correio conseguiu um spoiler: haverá crítica aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
De outros carnavais
Mesmo com as novas tendências, há quem opte pelo tradicional. Nos últimos anos, o destaque do carnaval foram as fantasias de sereia, do Mario Bros, unicórnio, policial, anjinho, entre outras. Segundo Vitor Vieira, as mulheres continuam procurando acessórios de sereia.
Já os homens procuram seguir tendências mais cômicas, com camisetas com frases engraçadas ou acessórios que componham um look que tenham em casa, geralmente chapéus, óculos escuros, suspensórios, entre outros.
Giro na economia
Para Alex Carvalho, a expectativa para o carnaval é boa. "A retomada da festa depois da pandemia é a esperança para que a economia gire", projeta. O feriado gera emprego e renda para milhares de brasilienses. De acordo com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), existem 34 projetos carnavalescos com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). A estimativa é gerar 2.404 empregos diretos e 10.012 indiretos durante as festas.
A festa oficial na capital terá um investimento entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, de acordo com o governo local, e foi batizada de "Carnaval da Paz", em respeito à diversidade. O montante será dividido em R$ 5 milhões provenientes do FAC, R$ 3,8 milhões de emendas parlamentares e o restante será destinado pelo governo à campanha publicitária sobre a festa, que ainda está sendo finalizada.
Correio Braziliense quarta, 08 de fevereiro de 2023
CARNAVAL 2023: BLOCOS E GDF SE UNEM PELO FIM DO ASSÉDIO
Blocos e GDF se unem pelo fim do assédio no carnaval
Secretarias da Mulher e Segurança Pública preparam ações para combater abusos. O presidente da Liga dos Blocos Tradicionais, Jean Costa, destaca que a Polícia Militar "tenha postura preventiva e combativa" nos dias de festa
CS
Carlos Silva*
postado em 08/02/2023 06:00 / atualizado em 08/02/2023 06:22
(crédito: Arquivo Pessoal)
Com a chegada do carnaval, começam também as preocupações com a segurança na folia, especialmente com o público feminino. A Liga dos Blocos Tradicionais espera que cerca de 1,2 milhão de pessoas participem das festas e, em parceria com os órgãos do GDF, combaterá o assédio nos blocos.
Segundo a Secretária de Segurança Pública do DF (SSP-DF), ainda será realizada reunião para determinar os locais e as ações que acontecerão durante os bloquinhos de carnaval. "Assim como em todos os eventos deste tipo ocorridos no Distrito Federal, o planejamento está sendo constituído com a participação de todas as forças de segurança. Assim que for concluído, será amplamente divulgado", informou o órgão.
Além das ações de coerção de crimes, este ano há planos para ações de conscientização do público. A Secretaria da Mulher do DF informou que durante o período de Carnaval distribuirá cartazes em pontos de grande circulação do DF, a serem definidos em reunião com o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar). A pasta explicou que as peças trarão orientações educativas e contatos de onde procurar ajuda em caso de problemas.
Ontem pela tarde, a Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília esteve em reunião com a SSP-DF para discutir os ajustes finais para as festividades. Ao Correio, o vice-presidente do grupo, Jean Costa, disse que está com boa expectativa para o Carnaval deste ano, em relação à segurança pública. "Tivemos várias reuniões para discutir os últimos detalhes. Todos os órgãos estão bem planejados. Esperamos que a polícia seja atuante e tenha postura preventiva e combativa", disse.
Costa também informou que o diálogo com as duas pastas foi fundamental para o planejamento das ações e aproveitou para tranquilizar o público feminino que pretende festejar nos tradicionais bloquinhos da capital. "As mulheres podem ficar tranquilas para festejar".
A gerente de marketing Thaís Alencar**, 28 anos, moradora do Jardim Mangueiral, participou de bloquinhos de carnaval entre 2017 e 2020. Além de curtir a festa, ela aproveitou para vender bebida e conseguir uma renda extra. Mas as festas passadas também carregam consigo memórias ruins de tentativas de assédio. Ela relata que algumas situações poderiam ser sutis e estar numa linha tênue entre o excesso de insistência e a falta de noção
"Nunca esqueço os puxões de braço para os homens falarem comigo algo que não tinha a ver com as bebidas vendidas, as passadas de mãos, os pedidos de beijos em mim e quando recusados, querendo justificativas, as cantadas desnecessárias e também pedidos para que eu bebesse junto com eles, a fim de que eu ficasse bêbada o bastante para sei lá o quê... mas não termina aí né? Eles querem saber o "preço" da gente. Sim, eles me perguntavam quanto eu custava", relembrou.
Com tantas experiências ruins, a folia terminou antes mesmo de começar. "Preferi parar de curtir o carnaval de rua por me sentir insegura de enfrentar essas situações novamente. Na pandemia acabei me deparando com um quadro de ansiedade e lembrar desses casos me geram desânimo em ir pra rua curtir e acabar tendo que lidar com essas coisas e o sentimento que fica depois", lamentou.
*Estagiário sob supervisão de Suzano Almeida
**Nome fictício usado para preservar a segurança da fonte
Correio Braziliense terça, 07 de fevereiro de 2023
VIAGEM: CARTÓRIOS JÁ PODEM EMITIR AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM INTERNACIONAL A MENORES
Cartórios já podem emitir autorização de viagem internacional a menores
Pais interessados passam por videoconferência para conseguir documento
MA
Mariana Albuquerque*
postado em 07/02/2023 08:31 / atualizado em 07/02/2023 08:39
(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)
A partir desta terça-feira (7/2), os Cartórios de Notas de todo o país passam a emitir Autorização Eletrônica de Viagem Internacional para menores de idade. Os pedidos são feitos pela plataforma e-Notariado.
O serviço atende pais e responsáveis por menores de idade que pretendem viajar de avião para o exterior sozinhos ou acompanhados por apenas um dos responsáveis. Para conseguir a Autorização Eletrônica de Viagem (AEV), os interessados devem passar por um reconhecimento de firma por videoconferência.
O processo de emissão da autorização eletrônica para viagem internacional de menores é feito por um aplicativo para celular Android ou IOS disponível na plataforma e-Notariado, no site e-notariado.org.br.
Na página, após preencher um formulário na área 'cidadão', os pais ou responsáveis têm a opção de realizar o reconhecimento da assinatura para o documento eletrônico de forma presencial ou por videoconferência.
*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader
Correio Braziliense segunda, 06 de fevereiro de 2023
SKATE: RAYSSA LEAL É CAMPEÃ MUNDIAL DE SKATE STREET, EM SHARJAH
Rayssa Leal supera lesão e é campeã mundial de Skate Street, em Sharjah
A brasileira de apenas 15 anos foi espetacular na final deste domingo, alcançou a maior nota do dia (87,22) e uma somatória de 255,58 para garantir a medalha de ouro e o título de campeã mundial
AE
Agência Estado
postado em 05/02/2023 16:22 / atualizado em 05/02/2023 16:22
(crédito: Julio Detefon/CBSk)
A semana de Rayssa Leal começou com uma queda durante o treino e dores no pulso e terminou com o título mundial de Skate Street em Sharjah, nos Emirados Árabes. A brasileira de apenas 15 anos foi espetacular na final deste domingo, alcançou a maior nota do dia (87,22) e uma somatória de 255,58 para garantir a medalha de ouro e o título de campeã mundial.
Este é o primeiro título de Rayssa com 15 anos, já que ela fez aniversário no último mês. A maranhense alcança os dois principais títulos do skate street, com a Liga Mundial e o Campeonato Mundial. Rayssa chega a 80 mil pontos no ranking de classificação e coloca "um pé" nas Olimpíadas de Paris 2024.
Rayssa Leal sofreu uma queda na última quinta-feira, enquanto participava de uma sessão de treinamentos do Mundial de Street. Não houve fratura, mas Rayssa permaneceu com dores e o pulso enfaixado. Mesmo assim, conseguiu desbancar Chloe Covell (253,51), fenômeno australiano de 12 anos, e a japonesa campeã olímpica Momiji Nishiya (253,30) na final. As brasileiras Gabriela Mazetto (221,45) e Pâmela Rosa (126,52) também estiveram nas disputas da final e ficaram na sexta e na oitava posições, respectivamente.
A competição começou com duas voltas na pista para cada atleta. Pâmela Rosa abriu as voltas para o Brasil. A skatista falhou nas manobras na primeira tentativa e ficou com nota de 12,21. Apesar de abrir com uma queda, a segunda volta teve uma recuperação da Pamela, que fez nota de 43,38.
Gabi Mazetto foi a segunda brasileira a se apresentar e ficou com nota de 58,64 porque não conseguiu executar sua última manobra. A segunda tentativa foi parecida e Gabi não conseguiu subir a nota. Para fechar, Rayssa Leal teve nota de 83,32 na primeira volta e foi uma das quatro atletas a passar dos 80 na pista.
Nas manobras únicas, Pamela e Gabi erraram as primeiras tentativas. Rayssa fez manobra tranquila no corrimão maior e alcançou nota de 85,04, se mantendo na disputa do pódio. Para reassumir a liderança em busca do título mundial, a Fadinha fez a melhor nota do dia na terceira manobra, 87,22. A duas manobras do fim, a brasileira acumulava 258,68.
Pâmela Rosa conseguiu boa nota na segunda manobra, 83,14. O mesmo aconteceu com Gabi, que subiu para 79,35. As duas precisavam de mais uma nota alta para tentar um pódio, após não se destacarem nas voltas. Pâmela voltou a cair nas últimas tentativas e terminou com somatória de 126,52, ficando em oitavo. Já Mazetto encaixou bem a parte de trás do skate para uma nota de 86,43 e subiu para sexta, com soma de 221,45.
Confira o resultado da final feminina:
1º Rayssa Leal (BRA) - 255,58
2º Chloe Covell (AUS) - 253,51
3º Momiji Nishiya (JAP) - 253,30
4º Rizu Akama (JAP) - 251,91
5º Funa Nakayama (JAP) - 240,79
6º Gabriela Mazetto (BRA) - 221,45
7º Paige Heyn (EUA) - 211,71
8º Pamela Rosa (BRA) - 126,52
Correio Braziliense domingo, 05 de fevereiro de 2023
SAÚDE: DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER BUSCA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A DOENÇA
Dia Mundial de Combate ao Câncer busca conscientização sobre a doença
A data reforça a importância da conscientização da sociedade sobre os vários tipos de câncer e a necessidade de buscar um diagnóstico precoce
AB
Agência Brasil
postado em 04/02/2023 09:57
(crédito: T..nia R..go/Ag..ncia Brasil)
O Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado hoje (4), reforça a importância da conscientização da sociedade sobre os vários tipos de câncer, como o do sangue. O destaque é para a leucemia, tema do Fevereiro Laranja. Em entrevista à Agência Brasil, o oncologista Otavio Baiocchi, professor do Departamento de Oncologia Clínica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que o câncer no sangue é diagnosticado por exames laboratoriais, principalmente hemograma, além de exames específicos adicionais.
As leucemias, em especial, podem ser divididas em agudas e crônicas. "O que muda é o tempo de evolução e o aparecimento de sintomas", explica Baiocchi. Nas leucemias agudas, os sintomas e sinais surgem de maneira muito rápida. A doença aparece em qualquer faixa etária, mas é mais comum na infância e na adolescência. Por ser de rápida evolução, apresenta, em geral, alterações no hemograma de instalação rápida, como anemia, baixa de plaquetas, com risco de hemorragia, e baixa imunidade, com risco de infecção. Associado a isso, a pessoa pode ter dores ósseas, aumento de gânglios e do baço.
"Nas leucemias agudas, muitas vezes, o paciente vai para o pronto-socorro com uma dessas queixas: nariz que sangra, febre, fraqueza. E, no pronto-socorro, é identificada a possibilidade de uma leucemia aguda". Já a leucemia crônica tem sintomas mais insidiosos, diz o oncologista. Pode apresentar os mesmos sinais, como anemia, mas de maneira mais lenta. Diferente da leucemia aguda, que acomete mais crianças, a leucemia crônica é doença de idosos, encontrada em pessoas com idade média a partir de 60 anos.
Segundo Baiocchi, não há como prevenir as leucemias. "Talvez a melhor forma de prevenir seja disseminar o conhecimento, mas não existe nenhum exame de prevenção ou que sugira o aparecimento de uma leucemia." Uma boa notícia é que, apesar de ser o câncer mais comum na infância, é o mais curável hoje. "A gente cura mais de 90% das crianças com leucemia. Isso vem acontecendo nos últimos dez anos, e cada vez mais".
Baiocchi ressalta, porém, que o conhecimento e o diagnóstico precoce facilitam a cura. Todo o tratamento da leucemia é baseado até hoje em quimioterapia, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada. Dependendo dos casos, a quimioterapia pode ser associada à imunoterapia. Não existe fator de risco para a leucemia, como são, por exemplo, o tabagismo e o alto consumo de álcool para outros tipos de câncer. "Não é uma doença hereditária. É adquirida na infância e na adolescência, mas sem causa definida. Até hoje não sabemos a causa da leucemia."
O médico defende a realização de campanhas de orientação, afirmando que, quanto mais se fala, menos mitos são criados. "É extremamente benéfico para a sociedade".
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento de mais de 11 mil casos de leucemia no Brasil por ano, entre 2023 e 2025, englobando as populações infantis e adultas.
Câncer de pênis
Dados obtidos pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) junto ao Sistema de Informações Hospitalares do SUS revelam que 1.933 homens foram afetados pelo câncer de pênis de janeiro a novembro do ano passado e que houve 459 amputações do órgão masculino. Para esclarecer a população, a SBU realiza, pelo terceiro ano consecutivo, no mês de fevereiro, a campanha de prevenção e combate ao câncer de pênis.
A doença se manifesta por meio de ferida que provoca coceira, queimação, forte odor e que não cicatriza, mesmo com tratamento tópico. Muitas vezes, é confundida com infecções sexualmente transmissíveis (IST). Durante todo o mês, médicos darão esclarecimentos sobre a doença, que é mutilante, nas redes sociais da SBU (@portaldaurologia no Instagram e Facebook). A entidade vai disponibilizar, também ao longo do mês, aulas para os agentes de saúde e o público em geral. Em 2020, 463 homens morreram devido a esse tumor, informou a SBU.
Para o presidente da entidade, Alfredo Felix Canalini, essa campanha é importante por "suprir a deficiência de informações adequadas e falar claramente sobre um problema tão contundente no país". Uma mensagem simples, mas eficaz, diz respeito à higiene que o homem, desde menino, deve ter para lavar corretamente o pênis. Além disso, é preciso haver mais conscientização da necessidade da cirurgia para o tratamento da fimose, que ocorre quando não se consegue puxar para trás a pele que cobre a ponta do pênis, para que se possa lavar corretamente a região que fica encoberta por essa pele chamada prepúcio.
"Na campanha, também disseminamos informações para os profissionais que estão na atenção básica à saúde, para que sejam os principais multiplicadores dessas importantes informações", reforça o presidente da SBU.
A diretora de Comunicação da SBU e uma das idealizadoras da campanha, Karin Jaeger Anzolc, afirma que o câncer de pênis é impactante não só pela mutilação e sofrimento que acarreta, mas também pela alta mortalidade que acompanha a doença nas fases mais avançadas. "Saber que é um dos cânceres mais preveníveis que existem e que, com medidas relativamente simples, podemos fazê-lo, é um alento. Porém, a conscientização e o conhecimento ainda não chegaram a uma boa parte da população, então, precisamos continuar, até que possamos reverter esse triste cenário."
De acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do SUS, de 2007 a 2022, foram realizadas 7.790 amputações de pênis decorrentes de câncer, o que equivale à média de 486 procedimentos por ano. Os anos de 2019 e 2018 formam os que registraram maior número de casos da doença, respectivamente 2.156 e 2.134. Conforme dados disponíveis até novembro do ano passado, 2018 e 2019 tiveram também mais amputações do órgão masculino, 639 e 637, respectivamente. Os estados com maior registro de amputações, de 2007 a 2022, foram São Paulo (1.321), Minas Gerais (1.161), Paraná (633) e Ceará (526).
Alfredo Canalini reitera que quatro ações ajudam na prevenção da doença. A primeira é a limpeza adequada do pênis com água e sabão, puxando o prepúcio para higiene da glande, que deve ser feita todos os dias e após as relações sexuais. Outras ações são tomar a vacina do HPV, disponível gratuitamente no SUS para a população de 9 a 14 anos; retirar o prepúcio, quando essa pele que encobre a cabeça do pênis não permite a higienização correta; e usar preservativo para evitar contaminação por infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV.
Relevância
Neste Dia Mundial de Combate ao Câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) também coordena uma campanha contra a doença. A ação é reforçada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama). A estimativa do Inca é de 704 mil novos casos anuais de câncer no Brasil até 2025, dos quais 74 mil serão de mama.
Monumentos em Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Teresina e outras cidades serão iluminados de laranja e azul neste sábado (4) para alertar sobre a relevância da data, enquanto as 75 organizações não governamentais associadas à Femama realizarão ações para prestar esclarecimentos sobre a doença nas redes sociais.
A mastologista Maira Caleffi, fundadora e presidente voluntária da Femama e presidente do Conselho de Diretores do Instituto de Governança e Controle do Câncer, lembra que todas as pessoas devem ter acesso a serviços oncológicos essenciais e de qualidade, com base em sua necessidade, e não na capacidade financeira. "Conscientizar a população sobre isso e fazê-la exigir esse direito é uma das missões da Femama", diz Maira.
Igualdade
A campanha internacional tem como slogan Por Cuidados Mais Justos, o que envolve o acesso de todos à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento, independentemente da condição financeira e de origem.
Não é exagero afirmar que ter acesso ao diagnóstico e ao tratamento salva vidas, diz Maira. "Os números comprovam isso. Cerca de 70% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda, considerando que apenas 30% deles têm serviços disponíveis de tratamento de câncer. Entre os países mais ricos, 90% contam com essa estrutura. O câncer é uma doença que tem cura. Cerca de 95% dos pacientes que são diagnosticados precocemente obtêm resultados muito positivos com o tratamento. É possível, sim, pensar em um futuro sem morrer da doença". A médica alertou, entretanto, que, para que isso aconteça, "é preciso agir já".
A campanha mundial sobre o câncer objetiva aumentar a conscientização global e incentivar ações que criem novas perspectivas aos pacientes em todo o mundo. Para Maira, uma das maneiras de contribuir com a campanha é divulgar informações de qualidade sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, além de exigir acesso aos cuidados mais justos para todos.
Entre os cuidados preventivos, Maira recomenda o consumo de alimentos saudáveis e a redução dos processados; evitar o sedentarismo e fazer exercícios com regularidade; não fumar, seja cigarro convencional, seja eletrônico; proteger a pele antes de expor-se ao sol e evitar o bronzeamento artificial; vacinar-se contra o HPV; reduzir o consumo de álcool; evitar poluentes e produtos químicos e informar-se sobre os sinais e sintomas oncológicos.
Correio Braziliense sábado, 04 de fevereiro de 2023
CARNAVAL: BLOCOS TRAZEM DE VOLTA FOLIA ÀS RUAS DO DISTRITO FEDERALS
Blocos de carnaval trazem de volta folia às ruas do Distrito Federal
O bloco Suvaco da Asa é uma das principais atrações do fim de semana de pré-carnaval. GDF investirá até R$ 12 milhões para a festa oficial, entre recursos do FAC e emendas da CLDF
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Arthur de Souza
postado em 04/02/2023 06:00
(crédito: Wanderlei Pozzembom/CB)
Após dois anos sem folia, os moradores do Distrito Federal terão o primeiro fim de semana de pré-carnaval. As farras iniciaram, nesta sexta-feira (3/2) e seguem até domingo (4/2). Hoje, uma das principais atrações fica por conta do tradicional bloco Suvaco da Asa, que vai se apresentar no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), de graça. Ao Correio, o diretor do bloco, Pablo Feitosa, afirmou que a expectativa para a festa é a melhor possível. "Teremos o prazer de abrir o carnaval de Brasília de novo. Voltar a fazer folia, depois de um tempo tão difícil — como foi a pandemia —, é maravilhoso", destacou.
A festa oficial terá um investimento entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, de acordo com o governo local, e foi batizada de "Carnaval da Paz", em respeito à diversidade. O montante será dividido em R$ 5 milhões provenientes do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), R$ 3,8 milhões vindos de emendas parlamentares e o restante será destinado pelo governo à campanha publicitária sobre a festa, que ainda está sendo finalizada.
A Secretaria de Mobilidade (Semob) disponibilizará 200 ônibus extras, além da frota normal, para rodarem nas ruas do DF durante o carnaval. Os veículos circularão até duas horas depois do encerramento dos blocos.
A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) trabalhará com 300 servidores, divididos em 30 equipes, realizando ações de fiscalização.
Encontro
Na quinta-feira, ocorreu a terceira reunião sobre o carnaval, que foi liderada pelo secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e contou com a participação de todos os órgãos envolvidos na organização da folia. O gestor afirmou que um total de 22 secretarias, além das administrações regionais, estão comprometidas com a realização da festa. "Dezoito pontos estão sendo trabalhados, com destaque para a Segurança Pública, o financiamento do evento, a localização dos blocos e a campanha publicitária com mensagem de paz", acrescentou.
De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa (Secec), Bartolomeu Rodrigues, a mobilização da estrutura do GDF é "total" para que a festa seja bem-sucedida. "O governo está todo envolvido e preocupado em fornecer condições para que este seja realmente um carnaval de paz", aponta. "Esperamos que seja muito tranquilo e que as pessoas saiam às ruas com alegria. Estamos trabalhando para que isso aconteça de verdade", ressaltou. Confira no quadro, a programação do pré-carnaval no DF, para este fim de semana.
Apesar do esforço anunciado pelo governo, existem reclamações por parte dos produtores culturais do DF. Os blocos independentes reclamam da falta de diálogo com a Secretaria de Cultura do DF, da falta de recursos e estrutura, do excesso de burocratização de documentos solicitados e do recente decreto assinado pela governadora em exercício, Celina Leão (PP), sobre nova regulamentação para o carnaval de Brasília.
Responsável por um bloco infantil, Raphael Veiga afirma que mais de 200 iniciativas estão sem recursos para sair às ruas do DF. "75% dos blocos independentes do DF não foram contemplados com nenhuma estrutura ou recurso", reclamou o carnavalesco. "Além disso, a Secretaria de Segurança Pública e as administrações regionais estão pedindo 57 documentos para liberarem os blocos", complementou.
Outra reclamação está no financiamento, segundo Letícia Helena, coordenadora da campanha Folia com Respeito. "Grande parte dos blocos não foi contemplada com o FAC, o que é um erro. O financiamento tem que ser mais direto para a manutenção dos blocos. O Menino de Ceilândia, por exemplo, não foi aprovado e tem um histórico de levar o carnaval para Ceilândia há muitos anos", afirmou.
As demandas foram levadas ao deputado distrital Max Maciel (PSol), no início da semana. Entre os encaminhamentos da reunião, ficou definido que os blocos ficariam responsáveis por levantar o recurso real disponível para o carnaval do DF. "Outra demanda é que vamos estimular a Câmara Legislativa a realizar um seminário, para organizar melhor o Carnaval no DF em 2024. Da forma como foi feito este ano, foi muito ruim para esses blocos", avaliou o parlamentar.
A reportagem procurou a Secretaria de Cultura para falar sobre as reclamações. De acordo com o órgão, embora haja mais de 200 blocos no DF, somente 54 efetuaram inscrição na linha Jeito Carnavalesco. "Após as etapas de mérito e admissibilidade, 34 projetos foram contemplados", destacou, em nota, a Secec.
Correio Braziliense sexta, 03 de fevereiro de 2023
PARA ALÉM DO PLANO: A RIQUEZA DA GASTRONOMIA DE ÁGUAS CLARAS
Para além do Plano: a riqueza da gastronomia de Águas Claras
Águas Claras é uma das principais regiões administrativas do Distrito Federal e um polo gastronômico em ascensão. Nesta semana, o Divirta-se mais apresenta seis dos principais restaurantes do bairro
IB
Isabela Berrogain
LP
Lara Perpétuo*
postado em 03/02/2023 06:00
(crédito: Mariana Lins )
O bairro de Águas Claras teve a implementação autorizada em 16 de dezembro de 1992, 32 anos após a inauguração da capital federal. Apesar da pouca idade, Águas Claras chegou para ficar. Mostrando que há vida para além do Plano Piloto, a região administrativa tem sido um expoente em todas as esferas, se tornando um dos mais promissores polos gastronômicos do Distrito Federal.
Rodrigo Fiuza, sócio proprietário do Manatí, destaca que Águas Claras sempre foi a primeira opção de localização para o restaurante da família. "O perfil jovem da cidade se encaixava bem com a proposta do nosso restaurante", argumenta. Para José Antônio, fundador do Cumarim, a relação entre o restaurante e o bairro é de "muito amor e gratidão". "Águas Claras foi quem nos acolheu desde o início e quem nos proporcionou o crescimento. Crescemos juntos com a cidade. O bairro nos oferece famílias lindas que vimos se formar, pessoas jovens, alegres e super hospitaleiras. Amamos Águas Claras", declara.
Morador da região administrativa há 16 anos, o proprietário do restaurante Tia Fá, Anderson Ferreira, também acompanhou o crescimento da cidade e a qualifica como " altamente gastronômica". Apesar da grande diversidade de opções, ele diz que até as crianças são bastante seletivas e já escolhem restaurantes preferidos em que querem comer: "A população é exigente por uma boa gastronomia, uma boa comidinha".
Tradicional e pioneiro em Águas Claras, o restaurante argentino LaaP tem oito anos de história. No começo, o proprietário Evandro Santana recorda que a cidade não tinha tantas opções quanto tem hoje. "Quem resolveu vir para Águas Claras, sem dúvida, viu o trabalho da gente", conta. "O LaaP gera um espaço para sair com a família, principalmente as que têm crianças, para curtir uma boa gastronomia e uma proposta diferente, ver um sotaque, o famoso portunhol. Acredito que tudo isso tem para dividir com os moradores da cidade."
Descontração e tradição
Criado por Rodrigo, Ronan e Kelly Fiuza em 2014, o Manatí é responsável por trazer um um ambiente praiano e descontraído para o centro do país. Devido à proposta inovadora, a casa se tornou ponto de encontro dos moradores de Águas Claras. "Depois de tanto tempo em atividade, nos sentimos parte das famílias de nossos clientes. Já vimos muitas histórias começarem e se transformarem por aqui", conta o sócio proprietário Rodrigo Fiuza.
Um dos principais destaques do menu do Manatí, repleto de opções que vão da picanha à tilápia, é o chiclete de camarão (R$ 153) — camarões refogados com cebola, tomate e alho, servidos com creme de queijo prato e mussarela. O prato também acompanha arroz de brócolis e fritas.
Segunda casa
Em atividade há 15 anos, o Cumarim nasceu do sonho do jovem trabalhador José Antônio. Após mais de uma década de esforço, o restaurante se tornou uma espécie de segunda casa para as famílias de Águas Claras, com comida de qualidade, atendimento de excelência e o famoso molho Cumarim. “Oferecemos ao público de Águas Claras uma variedade rica de sabores inesquecíveis e um momento marcante com as Filé à cavalo, destaque do Cumarim pessoas que amamos, o equilíbrio ideal entre o tradicional e o inovador”, descreve o fundador José Antônio. O carro-chefe da casa é o filé a cavalo (R$ 69,90), composto por filé mignon bovino, arroz com brócolis, ovo, vinagrete especial, salada verde, batata rosti e molho Cumarim, que acompanha todos os pratos e é a marca registrada do local. “É um prato clássico, simples, porém de altíssima qualidade”, garante.
Gostinho de praia
Inaugurado em 2014, o restaurante Pipeline é a primeira barraca de praia de Brasília, inspirada nos empreendimentos litorâneos de Fortaleza. Rapidamente, o projeto foi abraçado pelos moradores de Águas Claras e hoje recebe clientes de todas as regiões administrativas do Distrito Federal. Segundo o proprietário Flávio Alencar, a ideia surgiu da “necessidade de criar um ambiente familiar que saísse da mesmice do quadradinho e que tivesse a pegada da cidade jovem de Águas Claras”. Focada no preparo de frutos do mar, a barraca Pipeline oferece um amplo e variado cardápio, com pratos generosos de preços acessíveis. O destaque do menu fica por conta do peixe à delícia (R$ 41,90 — 1 pessoa ou R$ 108,90 — 3 pessoas), filé de tilápia com banana frita, queijo, molho branco especial da casa, arroz e batata palha. “É um prato que você só encontra no Pipeline, é uma receita única trazida de Fortaleza”, garante Flávio.
Prazer de família
O restaurante Tia Fá surgiu oficialmente há cerca de três anos. Antes, a família que administra o negócio comandava um quiosque, também em Águas Claras, que, devido a contratempos, teve de ser fechado. A situação triste, porém, fez com que abrissem e comandassem, juntos, uma loja de sucesso no Vitrinni Shopping.
O mineiro Anderson Ferreira lidera a cozinha ao lado da esposa, Fabiana, a quem os sobrinhos chamavam tanto de tia Fá que não podia ser outro o nome do local: "Quando mudamos para o restaurante, eu já sabia o nome". Chef há mais de 30 anos, ele decidiu homenagear a mulher sem a qual o sucesso do negócio não seria possível. "Eu e minha esposa, tia Fá, estamos na cozinha o dia todo", conta. Quem cuida da parte burocrática, que não os interessa muito, é o filho.
"É uma comida caseira, uma comida feita com muito carinho", informa sobre o cardápio, que não traz apenas comidas de Belo Horizonte, de onde vem Anderson, mas toda uma diversidade regional do Brasil: o importante é ser feito com amor. Cozinhar e cuidar do restaurante que tem um significado tão importante para a família é, para ele, "um prazer que você não imagina".
Há cinco pratos fixos que mudam todos os dias. Devido ao sucesso que fazem entre os clientes, os carros-chefes, parmegiana — "uma das melhores de Brasília", segundo o chef — e feijoada (R$ 20,90, o prato individual), são opções três e duas vezes na semana, respectivamente.
Memória afetiva
Por meio da culinária contemporânea, o Casero Restaurante e Bistrô traz para os brasilienses o melhor da comida mineira e goiana, com pratos e temperos típicos da roça. A casa procura valorizar a típica gastronomia brasileira e, para isso, utiliza temperos e condimentos frescos que proporcionam o gostinho de comida caseira.
O carro-chefe da casa é a carne de porco na lata (R$ 50 - 1 pessoa ou R$ 90 - 2 pessoas). Segundo o gerente Denilson Amaral, o prato é capaz de ativar a memória afetiva dos clientes, relembrando os sabores da infância. Além de um menu variado, o local conta com um clube destinado aos amantes do vinho. Os participantes do grupo têm direito a vantagens como descontos especiais.
Correio Braziliense quinta, 02 de fevereiro de 2023
CINEMA: CURTA-METRAGEM BRASILENSE É SELECIONADO PARA FESTIVAL DE BERLIM
Curta-metragem brasiliense é selecionado para o Festival de Berlim
.Filme 'As miçangas', de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor, fala sobre o aborto de forma crua e simbólica
RD
Ricardo Daehn
postado em 02/02/2023 06:25 / atualizado em 02/02/2023 06:29
As miçangas: direção de Rafaela Camelo e Emanuel Lavor - (crédito: Thais Mallon/Divulgação)
O curta-metragem brasiliense As miçangas, entre 10 mil filmes, atravessou uma seleção para a 73ª edição do Festival de Berlim (Alemanha) e foi um dos 35 escolhidos na lista final do evento, marcado para o período de 16 a 26 de fevereiro. "Sem dúvida, é uma peneira que leva a gente a um lugar muito especial", comemora a codiretora Rafaela Camelo, parceira de Emanuel Lavor. Quinze profissionais da equipe do filme pretendem participar do evento. Com a lacuna no programa de internacionalização da Ancine (Agência Nacional do Cinema), que poderia auxiliar na pretensão, um suporte da entidade Projeto Paradiso colaborou, mas ainda não sanou o problema da equipe. A negativa da Ancine, que passa por reconstrução, expõe necessidade de revisões. "É um périplo conseguir realizar filmes. É essencial fazer o filme viajar e chegar nos festivais para debates saudáveis", argumenta a diretora.
Numa rede colaborativa, a equipe de Rafaela e Emanuel pretende, a partir de benfeitorias, arrecadar dinheiro para a viagem. Faixas de apoio variadas resultarão em contrapartidas que vão desde a participação em oficina de assistência de direção, consultoria de projetos audiovisuais, bate papo sobre atuação e masterclass de fotografia até massagens e leituras de mapa astral. Noutra modalidade (sem benefícios), com qualquer valor, interessados podem ajudar com Pix (pela chave: moveofilmes@gmail.com).
Formada em audiovisual na Universidade de Brasília, Rafaela Camelo se integrou a eventos internacionais desde a projeção dos filmes, em especial com Mistério da carne, feito em 2019 e selecionado para o destacado Festival de Sundance (Estados Unidos). "Isso mudou a minha vida e a minha carreira", sintetiza. Ainda que com a "carga grande da viagem cara" pela frente, Emanuel Lavor celebra o momento, que "agrega muito valor às trajetórias profissionais". "Tivemos recentemente a notícia maravilhosa de ambos estarmos numa lista preliminar para realização de filmes, num edital da Ancine reservado a novos realizadores", conta.
Pelo que Lavor adianta, As miçangas representará o Brasil, em Berlim, sob um tom cru e simbólico em torno de temática muito atemporal: o aborto. "A forma como o filme se organiza é atual, sendo majoritariamente composto, na equipe, por mulheres. É uma obra de dois realizadores jovens de Brasília. É o cerrado, em ebulição, indo para o mundo, com traços políticos e atuais que repensam culpa ancestral, fraternidade e autonomia de decisões.", reforça.
Em Berlim, o Brasil também estará representado em mostras paralelas, com os curtas Infantaria e A árvore (este, uma coprodução com a Espanha). "O ideal seria filmes latino-americanos terem uma representação maior no evento. Há coisas sendo produzidas, sendo feitas. É sintomático como as políticas públicas, e as oportunidades estão mal distribuídas", avalia o Emanuel. Foi no mestrado, com estudos na Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba, numa experiência muito imersiva, no auge da pandemia (em 2021), que ele desenvolveu o roteiro de As miçangas.
"No filme, a gente não fala a palavra aborto. Quisemos trazer a experiência muito pessoal e individual, explorando a proximidade física entre as atrizes Pâmela Germano e Tícia Ferraz, o que estimula a percepção do coletivo", destaca Rafaela. Testemunha, auxiliar e cúmplice do aborto, na tela, Tícia completa: "O filme é realista e fantasioso, com protagonismo para duas mulheres e uma serpente. Dizemos que a Guita, a jibóia, é a terceira personagem, porque realmente a presença dela é muito forte e tem muito significado pra narrativa", adianta a atriz.
Correio Braziliense quarta, 01 de fevereiro de 2023
PARTIU CHILE?: CURTA A SEMANA SANTA NA AMÉRICA DO SUL
Partiu Chile? Curta a Semana Santa na América do Sul
Vitrine CB garimpou pacotes que podem ser parcelados em até 12x sem juros
CV
CB Vitrine
postado em 30/01/2023 18:05
(crédito: Getty Images/iStockphoto)
Por CB Vitrine
O feriado prolongado da Semana Santa, que neste ano cai de 07 a 09 de abril, é mais uma oportunidade para quem ama viajar. Que tal sair do Brasil e conhecer países vizinhos na América do Sul? A 123 Milhas está com uma promoção incrível para o Chile de 3 diárias com aéreo, hospedagem e transfer. O pacote sai por 12 parcelas de R$ 360 com voos partindo de São Paulo na véspera do feriado.
E o melhor: abril é um período propício para quem quer fugir das baixas temperaturas e aproveitar o outono fresquinho pelas ruas de Santiago, que dá um ar europeu à capital. Aprecie os dias ensolarados caminhando pelo centro histórico e pelos bairros modernos de Vitacura e Las Condes, assista ao pôr-do-sol que bate nas Cordilheiras dos Andes.
Correio Braziliense terça, 31 de janeiro de 2023
CARNAVAL 2023: ESCOLA CARNAVALESCA APOSTA NA DIVERSIDADE NO PRIMEIRO BLOCO DO PROJETO
Escola Carnavalesca aposta na diversidade no primeiro bloco do projeto
Criada em 2021 para ensinar produtores e criadores a atuar na cadeia de produção da festa do Momo, a Escola Carnavalesca entrega, este ano, seu primeiro bloco de carnaval
NM
Nahima Maciel
postado em 31/01/2023 06:22 / atualizado em 31/01/2023 06:26
(crédito: Divulgação/Escola Carnavalesca )
O aspecto da diversidade foi decisivo para Scarllet Lua procurar a Escola Carnavalesca. Capoeirista de Taguatinga, ela aprendeu a tocar timbal do zero para poder integrar a banda musical do bloco e fez parte das oficinas de música oferecidas de forma gratuita pela escola, um projeto que entrega, no carnaval deste ano, um novo bloco e uma turma de mais de 40 pessoas formadas e capacitadas para a cadeia de produção da festa do Momo. "Achei muito bacana o processo de criação do bloco, de aprender figurino, maquiagem, como fazer adereços, decoração. E procurei por essa diversidade, porque você aprende um monte de coisas, desde a criação de como é o carnaval, de como funciona o cortejo de rua, até como a gente pode montar as alegorias, a comissão, o repertório", conta Scarllet, 30 anos, que estará entre os músicos do Rataria Lunática, primeiro bloco formado pela instituição.
A Escola Carnavalesca nasceu da vontade dos criadores da plataforma Setor Carnavalesco Sul de descentralizar o carnaval brasiliense e de dar vida a um centro capaz de formar pessoas para trabalhar em todas as etapas da festa ao longo do ano inteiro. "A Escola nasceu com o intuito de criar um espaço de celebração do carnaval de Brasília a partir do acolhimento dos carnavalescos e produtores da cidade pensando na transversalidade dessa manifestação, em ofertar formação técnica e política, pensando a escola como espaço de formação", explica Rafael Reis, coordenador de diversidade da Escola e gerente de projetos do Instituto Cultural e Social No Setor.
O projeto foi realizado por meio de um termo de fomento apoiado pela Secretaria de de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec). A verba de R$ 600 mil é fruto de uma emenda parlamentar e foi investida ao longo dos últimos 12 meses para montar a estrutura de formação especialmente concebida para iniciantes no carnaval. O projeto pedagógico da escola é concebido com base em dois eixos: música e artes cênicas. Na parte de música, os alunos têm aulas de percussão e sopro e na de cênicas, há capacitação em cenografia, maquiagem e tudo que está relacionado com o carnaval. "A gente desenhou o processo formativo para começar em julho e acabar durante o carnaval. Nosso ano letivo acaba com o carnaval, com a criação de um bloco", comenta Reis.
A ideia é que, a cada turma formada, a Escola entregue para a cidade um bloco de carnaval capaz de andar com as próprias pernas. O primeiro bloco sai este ano, no Setor Carnavalesco Sul, e toda a cadeia produtiva foi criada por alunos formados na Escola. Uma das preocupações durante a seleção dos alunos foi escolher pessoas de diversas regiões administrativas. "Nossa ideia é descentralizar o carnaval porque pessoas com maior poder aquisitivo podem pagar aula. Então são pessoas que vêm do Recanto das Emas, Riacho Fundo, São Sebastião, Sobradinho, com o objetivo de democratizar o acesso ao carnaval", explica Reis.
Responsável por ministrar oficinas de dança e teatro e criador da Drag Larissa Hollywood, Gustavo Letruta lembra que o carnaval é uma das maiores manifestações ritualísticas ancestrais do universo. "Do carnaval emanam muitos processos energéticos de troca e manifestação das mitologias das nossas ancestralidades, da potência dos corpos em grupo, então pensar essa potência consciente do corpo na rua é movimentar a relação de identidade e ancestralidade", explica. Durante a oficina, ele quer despertar a consciência dos alunos para a origem da festa e para a natureza performática e subjetiva da atuação de criadores e foliões. "Construo uma pesquisa da narrativa do corpo e gosto de investigar essa lógica da performance do alter ego, das múltiplas personas que criamos ao longo da vida", explica o diretor e coreógrafo que, este ano, também cria coreografia para o Bloco do Prazer e assina a direção artística do Bloco do Amor.
A Escola Carnavalesca foi estruturada com o foco em três eixos: diversidade, sustentabilidade e economia criativa. "O principal aspecto é entender o carnaval como uma manifestação cultural viva, contínua e que necessita de capacitação e formação", avisa Reis. "Nossa ideia é pensar o carnaval durante os 12 meses do ano com gente qualificada profissionalmente para trabalhar na cadeia produtiva. Um eixo da escola é focado em capacitar artistas e outro, produtores que vão trabalhar com projetos." Como criar um bloco, captar recursos, criar equipe, prestar contas, como se organizar são temas que fazem parte da formação. "A gente atuou também nessa mobilização que ainda está acontecendo. A necessidade de ter uma escola de formação veio muito dessa construção. Organizamos o Setor Carnavalesco Sul desde 2018 e percebemos a necessidade de um espaço e de formação tanto técnica quanto política", conta Reis.
Entre as etapas mais recentes implantadas pela instituição está o equipamento itinerante destinado a realizar atividades carnavalescas fora do Plano Piloto. Esse equipamento visita diversas regiões e leva apresentações e oficinas para as cidades do DF. "Queremos criar um vínculo afetivo com o carnaval em todas as regiões, criando sensação de pertencimento", justifica Reis. Para ele, o carnaval de Brasília ainda está muito concentrado no Plano Piloto e questões estruturais da cidade, como mobilidade e acesso, impedem uma parte significativa da sociedade de ter acesso à festa.
Correio Braziliense segunda, 30 de janeiro de 2023
VOLTA ÀS AULAS: ESCOLAS PARTICULARES DO DF INICIAM SEMESTRE A PARTIR DESTA SEMANA
Escolas particulares do DF iniciam semestre a partir desta semana
Após dois anos com restrições, alunos retomam as aulas e a convivência.
AS
Amanda Sales
postado em 30/01/2023 09:54
(crédito: Foto: ED Alves )
Depois de dois anos com anos letivos repletos de restrições, alunos da rede particular de ensino iniciam o semestre nesta segunda-feira (30/1). Na rede pública, as aulas começam no dia 13 de fevereiro. Pela manhã, o Correio visitou o colégio Sigma da 912 sul e conversou com alunos e pais sobre as expectativas para este início de ano.
O militar aposentado e pai de João Oliveira, 13 anos, Luiz Claudio Oliveira Ferreira, explica que para o filho a rotina de ir à escola de forma presencial modifica a relação do filho com os estudos. "Ele veio desse período preso, anos complicados com muita adaptação. Com este retorno a sala de aula, acredito que ele terá mais formas de aprender além de só matéria, mas voltar a conviver e presenciar os problemas da escola", diz.
E continua: "Foi complicado para ele se adaptar as aulas presenciais, mas agora não vemos algo melhor do que vi para escola e conviver com os amigos".
Para a jornalista e mãe do Bernardo, 12 anos, Cristina Della Monica a expectativa é que o ano permaneça mais tranquilo em relação as condições sanitárias. "Agora que a maioria está vacinada, sem covid acredito que vai se rum ano mais ameno em relação ao contagio", diz. Cristina reforça que o contato de alunos sem o distanciamento faz diferença para o aprendizado.
E Bernardo, também se mantém positivo em relação às aulas. "É bom estar de volta às aulas sem mascara e distanciamento, senti falta", diz.
Trânsito
Com o início do ano letivo, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), por meio das Diretorias de Educação, Engenharia e Policiamento de Trânsito, intensifica as ações da Campanha Volta às Aulas a fim de conscientizar alunos, familiares, responsáveis e usuários das vias sobre o aumento da circulação de pedestres e veículos nas proximidades das escolas.
Desde a última terça-feira (24/1), o Detran vem promovendo uma série de ações educativas, alertando pais e responsáveis sobre a importância de respeitar as leis de trânsito e observá-las com mais atenção, principalmente na hora de embarcar e desembarcar os estudantes.
O objetivo das ações tem sido orientar os condutores quanto às atitudes corretas que devem ser adotadas no perímetro escolar como, por exemplo: reduzir a velocidade, evitar parar em fila dupla, manter distância maior do carro da frente, estacionar corretamente, respeitar a faixa de pedestre, além de reforçar sobre o uso do cinto de segurança e que crianças menores de 10 anos não podem ser transportadas em motocicletas e nem no banco dianteiro do carro.
A partir desta segunda-feira (30/1), o órgão atuará em apoio às ações de educação, para garantir a fluidez do trânsito e a segurança viária.
Os agentes de trânsito intensificarão as ações nas faixas de pedestres, redobrarão a atenção à organização do tráfego perto das escolas e estarão de prontidão para intervir em casos de retenções. Para evitar interrupção no fluxo dos veículos e atropelamentos de pedestres, a recomendação é que os condutores estacionem seus veículos regularmente nas vagas e não parem em fila dupla.
Correio Braziliense domingo, 29 de janeiro de 2023
ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: CARDÁPIO TERÁ FRUTOS DO CERRADO EM 2023
Cardápio da alimentação escolar terá frutos do cerrado em 2023
Lei nº 7.228 foi sancionada nesta semana. Utilização desses produtos está em fase de estudos junto aos produtores da agricultura familiar para levar em consideração a capacidade de produção e fornecimento dos alimentos
CB
Correio Braziliense
postado em 28/01/2023 20:58 / atualizado em 28/01/2023 20:59
(crédito: Sergio Abud/Divulgação)
O cardápio dos estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal em 2023 vai ganhar novos ingredientes após ser sancionada, nesta semana, a Lei nº 7.228, que inclui frutos e produtos nativos do cerrado entre os alimentos a serem adquiridos da agricultura familiar para compor a merenda escolar. “A escola é um ambiente no qual as crianças encontram a possibilidade de desenvolver o paladar para novos sabores, então é o lugar certo para inserirmos esses alimentos. As frutas serão incluídas nos cardápios das escolas ainda em 2023 para que as crianças possam conhecer essa riqueza pertencente ao nosso Cerrado”, destaca a Secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá.
Buriti, gabiroba, jatobá, mangaba, araticum, murici, cagaita e pequi são alguns dos frutos nativos do cerrado que poderão ser vistos em algumas das receitas. A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Alda Ramos, explica que a inclusão dos novos itens está em fase de estudos junto aos produtores da agricultura familiar para levar em consideração a capacidade de produção e fornecimento dos alimentos.
O estudo é feito em conjunto com a Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os órgãos vão se reunir na próxima semana para tratar da aquisição dos orgânicos e também dos frutos do cerrado.
A diretora ressalta que a inclusão de frutos e produtos oriundos do cerrado vai ao encontro do trabalho que já é feito pela SEEDF com a aquisição de produtos da agricultura família. Ela ainda destaca a importância do consumo desses alimentos em relação ao valor nutricional. “A incorporação dos novos alimentos fortalece os hábitos alimentares, permite que os alunos conheçam mais o bioma do cerrado e possibilita o resgate da cultura alimentar no ambiente escolar”.
O combate ao preconceito contra indígenas e quilombolas por meio da arte é a bandeira da marca Tamã, especializada em produtos autênticos de povos originários. Nascida em 2018 por meio de parceria com povos indígenas, artistas e pessoas comprometidas com as causas socioambientais, a grife gera recursos para ações imediatas de várias etnias. À frente do empreendimento, o biólogo e indigenista brasiliense Cléber Oliveira, 41 anos, anuncia nova parceria com artistas Ianomâmi, que assinarão as peças da nova coleção de camisetas, a ser lançada nos próximos meses. O faturamento da loja em 2022 foi da ordem de R$ 350 mil e a meta é dobrar a cifra neste ano, consolidando a loja física a ser montada no Plano Piloto.
Com as bênçãos do cacique Raoni Uma das primeiras ações da Tamã foi o lançamento de peças de um artista caiapó, em ação conjunta com Instituto Raoni. O evento contou com a presença do cacique Raoni, conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia. A grife está finalizando o processo de novas produções também com artistas da etnia. Anuncia, ainda, investimento na retomada de lojas móveis pelo DF — os emblemáticos quiosques —, embora o carro-chefe das vendas continue sendo no modelo virtual. E está de olho nos mercados norte-americano e europeu, onde ações de defesa do meio ambiente, sobretudo da Amazônia, são verozmente apoiadas e consumidas.
Marca arregimenta poderosos aliados A Tamã firmou parceria com a Embaixada do Canadá para a criação de uma sala pedagógica e uma biblioteca, que garantirão ações educativas para formação de professores, além de atendimento a crianças indígenas e não indígenas para fortalecer a prática da educação ambiental, como ferramenta da diversidade social do país. “Para combater o preconceito contra indígena e quilombolas, a sociedade precisa ser melhor informada”, ensina Oliveira, destacando que os móveis que comporão as instalações foram idealizados e desenhados por sua equipe.
Leia na minha camisa A marca colaborativa comercializa trabalhos de seis associações e conta com a parceria de quatro artistas indígenas. A iniciativa busca a ampliação de comunidades quilombolas de todo o país no processo — a primeira parceria foi firmada com as mulheres Tocoiós, de Francisco Badaró (MG), quilombo certificado como remanescente pela Fundação Cultural Palmares. “Esses povos entram com seu patrimônio imaterial, que é o seu nome e sua arte gráfica, e criamos coleções conjuntamente”, explica Oliveira. Segundo ele, o lucro é dividido em partes iguais, quando não é totalmente destinado a uma causa.
Infância no cerrado inspirou paixão pela natureza Filho de professora rural, Cléber Oliveira aprendeu desde pequeno, na Ponte Alta, no Gama, a interagir com a natureza e os animais do cerrado, assimilando, desde cedo, a importância da preservação e conservação do meio ambiente. Inclinado a cursar veterinária, acabou optando por biologia, “para não dar ainda mais despesa para a família”. Em 2006, ao concluir pós-graduação na área, foi convidado por uma equipe da Funai a incursionar nas aldeias Araweté e Parakana, em Altamira (PA), no auge do conflito da instalação da hidrelétrica de Belo Monte. Aceitou o convite, deixando para trás a família, os amigos e um bom emprego na Caixa Econômica, embarcando em uma aventura que iria alterar os rumos da sua vida.
Correio Braziliense sexta, 27 de janeiro de 2023
IPVA: CONFIRA COMO REGULARIZAR DÉBITOS DE ANOS ANTERIORES
Confira como regularizar débitos do IPVA de anos anteriores
No DF, 728.271 contribuintes ainda têm pendências de anos interiores. Não pagamento pode ocasionar apreensão do veículo
CB
Correio Braziliense
postado em 27/01/2023 08:24
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Com a abertura do calendário de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2023 no Distrito Federal, a regularização dos débitos do ano anterior se faz necessário para que o motorista possa realizar o licenciamento. No DF, 728.271 contribuintes do IPVA ainda têm pendências do tributo de anos interiores.
Os proprietários de veículos emplacados no DF e com o imposto em aberto devem:
Acessar o Portal de Serviços da Receita do DF
Inserir o número do Renavam
Escolher o ano com débitos e emitir as guias de pagamento do IPVA
Outra opção é comparecer a um posto de atendimento do Detran ou a um posto de atendimento da Secretaria de Fazenda para solicitar a negociação do débito para pagamento à vista ou parcelado.
O não pagamento pode ocasionar em:
Apreensão e reboque do veículo até o pátio do Departamento de Trânsito (Detran)
Incidência de juros e multa pelo pagamento em atraso
Inscrição do débito em Dívida Ativa e no Serasa
O veículo também pode se tornar objeto de futura execução fiscal
Não pagar o imposto até a data limite é uma infração grave e o veículo ou moto pegos em circulação serão rebocados para um pátio do Detran.
Se houver apreensão, o bem será liberado somente após quitação do imposto e das outras taxas decorrentes, pois somam-se ao IPVA as diárias do pátio do Detran.
Correio Braziliense quinta, 26 de janeiro de 2023
MÚSICA: LUCAS LUCCO FAZ SHOW EM BRASÍLIA NESTE SÁBADO, 28.01
Sertanejo Lucas Lucco faz show em Brasília neste sábado (28/1)
O cantor é atração principal da festa de aniversário de uma casa de shows. Além dele, outros artistas do sertanejo e piseiro se apresentam na noite
CB
Correio Braziliense
postado em 25/01/2023 20:51
(crédito: Reprodução/Instagram @lucaslucco)
Neste sábado (28/1), o cantor Lucas Lucco desembarca na capital para apresentação na Worlld Brasília e para Brasília, Lucas Lucco preparou um show completo com sucessos que marcaram a trajetória. No repertório, o público pode esperar os hits carreira, como 11 Vidas, Mozão, Quando Deus quer, Destino, Pra te fazer lembrar, Batom vermelho, Vai vendo, Foi daquele jeito, Beijar à queima-roupa, Plano B, entre outras.
Além do cantor, as duplas Wilian e Marlon e Rick e Rangel também compõem a programação do sábado (28/1). Para quem também gosta de dançar ao som da pisadinha, o Galã do Piseiro está entre as atrações da festa e promete agitar a noite.
CELEBRIDADES: CARTÓRIO BARRA NOME INUSITADO ESCOLHIDO PARA O FILHO DE SEU JORGE
Cartório barra nome inusitado escolhido para o filho de Seu Jorge
O cantor já havia divulgado o nome do filho durante participação no programa 'Domingão com Huck', causando polêmica pela escolha "criativa"
MA
Maryanna Aguiar — Especial para o Correio
postado em 24/01/2023 18:30 / atualizado em 24/01/2023 19:00
(crédito: Foto: Reprodução / Instagram)
Nesta segunda-feira (23/1), o cantor Seu Jorge foi ao 28° Cartório do Jardim Paulista, em São Paulo, registrar o filho recém-nascido. No entanto, o nome definido pelos pais foi considerado inusitado demais, e seu uso não foi autorizado. O menino seria batizado como Samba.
O bebê é fruto do casamento do artista com a massoterapeuta Karina Barbieri, e o casal anunciou a gravidez em agosto do ano passado. Seu Jorge já é pai de três meninas: Flor de Maria, 20, Maria Aimée, 19, e Luz Bella, 16.
Segundo a Bandeirantes, após ter o pedido recusado, o cantor acionou os advogados a fim de tentar resolver a situação. A assessoria reportou que a família decidiu não se pronunciar sobre o assunto e a criança continua sem nome divulgado.
O casal já havia manifestado a vontade de nomear o filho de Samba em rede nacional, durante o programa Domingão com Huck, da TV Globo. Na época, internautas se manifestaram sobre a coragem do cantor em dar um nome tão "criativo" ao filho. E foi justamente por isso que o cartório proibiu o registro.
Segundo o artigo 55 da lei federal nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, pode haver intervenção do oficial de registro em caso de nomes bizarros e que podem causar constrangimento. O escrivão pode questionar a opção do nome dada pelos pais e até mesmo apresentar alternativas ou se recusar a fazer o registro. A grafia que abusa de Ys, Ws e Hs também pode ser questionada. Caso os pais não se conformem ou não concordem com a decisão do oficial, esta será submetida ao juiz competente.
Correio Braziliense terça, 24 de janeiro de 2023
GASTRONOMIA: AÇOUGUE COR DE ROSA É ATRAÇÃO NO CRUZEIRO
Aos 26 anos, a empresária Ana Carla Guimarães teve uma grande sacada: montar um açougue com atendimento diferenciado, que agradasse aos anseios do público, sobretudo o feminino, e oferecesse produtos de primeira. Juntou suas economias e contou com a ajuda da irmã mais velha, Florisvalda — que lhe emprestou um talonário de cheque em branco —, e foi à luta. Começou a pesquisar equipamentos, alugou um pequeno quiosque de 17 metros quadrados na Feira Permanente do Cruzeiro e, com visual sempre impecável, arregaçou as mangas. Nasceu, então, em 2006, o açougue Ana Carla, junto com o “slogan” “quantas toneladas vai hoje?”, já conhecido dos clientes, que sempre acham graça da abordagem. “É uma forma de descontrair a freguesia, de dar boas vindas de maneira diferente” diz ela. Hoje, seu estabelecimento atrai cada vez mais gente e a meta, revela ela é transformar a ideia em franquia, com o lançamento já previsto da marca Quantas Toneladas?. Além disso, a empreendedora planeja lançar no mercado, ainda neste ano, uma linha de produtos temperados exclusiva para preparo em Air Fryer.
Limpeza, organização e extenso mix de produtos
O açougue de Ana Carla chama atenção dos frequentadores da Feira Permanente do Cruzeiro pelo cuidado com a limpeza e organização dos produtos e, sobretudo, pela cor rosa, predominante em cada detalhe, da sacola ao cutelo. O extenso mix, composto por mais de 300 itens, inclui uma série de kits tentadores, sempre com ofertas do dia. Não obstante, promove, regularmente, no grupo de WhatsApp Clientes e Amigos das Toneladas, sorteios de brindes, como facas especiais, canecas térmicas personalizadas, cafeteira e de vales-compra de R$ 500 para quem gasta pelo menos R$ 100 em compras. De quebra, ajuda a clientela a escolher e cortar corretamente cada tipo de carne, como conservar o produto e ensina receitas daquelas dar água na boca.
Uma aula de expertise A empresária trabalha com uma pequena equipe, de seis funcionários, e sua expertise em cortes de carne chamou a atenção do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) do DF, que a convidou para promover treinamento com alunos do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). Autodidata, Ana Carla já conta com experiência desse tipo, tendo treinado grupos de cozinheiros do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), ensinando a forma correta de desossa — técnica que consiste na retirada de ossos de partes específicas de animais abatidos.
Boiadeira desde a mais tenra infância
Filha de boiadeiro, Ana Carla nasceu na pequena Buriti Bravo, no interior do Maranhão. Cresceu observando e ajudando o pai a criar e abater gado para vender no mercado local e também em Teresina. Veio para Brasília com 17 anos morar com a irmã. Foi professora de pré-escola, atendente de laboratório e vendedora da extinta loja A Tentação. Depois, abriu uma pequena peixaria, que sobreviveu por três longos anos. “Não sabia diferenciar uma piaba de um tubarão. Preferi apostar no sonho de ser açougueira”, afirma. Fique por dentro das ofertas do açougue pelo Instagram @acougueanacarla.
Correio Braziliense segunda, 23 de janeiro de 2023
AGRICULTURA: AGRICULTORES DO DF RECLAMAM DO EXCESSO DE CHUVAS NESTE VERÃO
Agricultores do DF reclamam do excesso de chuvas neste verão
Os agricultores do DF sofrem para cultivar hortaliças e frutas. Enquanto isso, os consumidores sentem a alta nos preços da feira. Em dezembro, o aguaceiro foi 78,9% maior que o esperado, conforme o Inmet
No sítio do agricultor Wendell Fabrício Silva, 39 anos, são produzidas mudas de plantas frutíferas e ornamentais, além de milho, feijão e mandioca. Com as precipitações, o geólogo teve o trabalho na plantação foi afetado. "A gente do meio rural gosta muito do período de chuva, porque a gente depende dela. Mas, em contrapartida, quando a intensidade é maior, ela pode atrapalhar se a gente não está muito bem preparado", pontua o produtor de Sobradinho, destacando problemas como erosões, lama e dificuldade para o cultivo.
Ele comenta que as plantas que produz são via semente ou estaquia (multiplicação de mudas por estacas) e precisam ser protegidas das chuvas mais intensas. "Prejudica bastante porque mata algumas mudas", conta. Wendel comenta que o granizo é uma catástrofe para as plantações, mas que os ventos fortes também atrapalham, pois acabam derrubando os frutos das árvores. "É difícil esse relacionamento nosso com o tempo. É uma questão bastante ambígua", opina.
O agricultor explica que ao colocar as plantas em estufas, prejudica a qualidade. "A planta em si precisa de sol e estar exposta à luz. Quando a gente opta por abrigar a planta num estágio muito inicial, a gente também perde com isso", ressalta. Wendell detalha que as margens de lucro trabalhadas no meio rural são estreitas. Então, ao mesmo tempo que há formas de investir na proteção, ele toma algumas cautelas para manter os ganhos.
Calor e umidade
Este verão tem dias quentes com muita umidade para os padrões do DF, principalmente no período da tarde. E o mês de janeiro segue chuvoso. De acordo com o Inmet, nestes primeiros 15 dias, já choveu 60% da média esperada para o período, que é de 206mm. A estação meteorológica com maior registro é a de Brazlândia, com um acumulado para a primeira metade do mês de 124,2mm. Enquanto, na região de Águas Emendadas, o valor é menor entre os pontos, chegando a 80mm.
Produtor de hortaliças como couve, quiabo e coentro, Joviniano Souza dos Anjos, 39, afirma que, todos os anos, fica em alerta para as chuvas que caem no DF. Mesmo assim, não consegue evitar estragos que, segundo ele, nem ocorrem na plantação. "A minha principal preocupação é em relação às estradas. Meu carro quebra direto", reclama. "Muitas vezes a gente sai para fazer entrega e não chega no local. Em algumas situações, o produto chega a estragar", conta o agricultor do Recanto das Emas.
Quando questionado sobre o que tenta fazer para contornar as situações que a chuva proporciona, Joviniano Souza conta que fica de "mãos atadas", pois uma possível solução não depende dele. "O que pode ser feito, é a pavimentação da estrada, mas, entra governo, sai governo, nada muda", lamenta. "A princípio, acho que isso resolveria muita coisa", aponta o produtor. Sobre o caso de Joviniano, a administração regional do Recanto das Emas informou que há um processo de pavimentação em andamento na região. "Recentemente foi feito um levantamento topográfico na área", destaca a nota.
Em um sítio em Sobradinho, a agricultora Francisca Eva de Santana Dantas, 34, trabalha junto com o marido Francisco da Silva, 36, plantando couve-flor, brócolis, rúcula, tomate, ervilha torta, entre outros. Ela comenta que, quando há excesso de água, as plantas se tornam suscetíveis ao apodrecimento antes mesmo do período da colheita. "Recentemente tivemos o prejuízo pela perda de uma plantação inteira de couve-flor e de ervilha, gerada pelo apodrecimento das plantas no canteiro", comenta a produtora.
Com a plantação a céu aberto, as plantas ficam constantemente em contato com o aguaceiro. "O excesso de umidade faz com que haja o aumento de manifestações de pragas, como lesmas, caracóis e outros insetos, que passam a se alimentar dos vegetais, deixando marcas como furos, fazendo com que a aparência física do mesmo fique 'feia' aos olhos do consumidor", destaca Eva. Ela ressalta que se as plantações fossem dentro de estufas, que são estruturas cobertas com plástico e envoltas com material protetor, esses danos não viriam a acontecer, mas o investimento é muito caro, lamenta.
Mais colheita
Para evitar os problemas de colheita causados pelas chuvas, o engenheiro agrônomo e inspecionista rural na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Antônio Dantas, ressalta que, em geral, as plantas cultivadas, principalmente as hortaliças e frutas, não se adequam tão bem por serem oriundas de climas diferentes. "Como o tomate é dos Andes, uma região que tem uma oscilação térmica muito grande, mas chove pouco", exemplifica.
O especialista destaca que muitas plantas que são cultivadas como alimento não gostam de grandes quantidades de água. "O fato de ter a umidade mais alta na superfície da folha e dos frutos aumenta a possibilidade de doenças causadas por fungos e bactérias", explica Antônio. O agrônomo pontua também que o solo encharcado dificulta a respiração da planta. "Essas doenças fazem com que os produtores tenham mais perdas, então diminui a oferta desses produtos no mercado e o preço sobe", comenta, avaliando que é uma situação temporária. "É uma tendência já de preços mais altos no período chuvoso e preços mais baixos no período seco", detalha.
Segundo Antônio, para minimizar os danos causados pelas chuvas, há pesquisas que indicam o cultivo protegido como uma das estratégias. "Quando planto um tomate ou uma outra hortaliça embaixo de uma estufa, não tenho esse problema da folha molhada e vou ter menos problemas com doenças, consequentemente eu consigo colher mais", comenta. O especialista, no entanto, ressalta que haverá um aumento de custo de produção para implantar uma estrutura como uma estufa.
Outra forma indicada como estratégia pelo agrônomo é o uso de uma adubação diferente. "Ela precisa ser alterada. Tem que reduzir alguns adubos para que a planta não fique tão suscetível às doenças", destaca. O profissional pontua que ambas as técnicas precisam ser usadas em conjunto.
Produção nos meses de janeiro:
- Fraca (registrada uma menor oferta do produto e a propensão é de elevação de preços): Agrião, alface, couve, couve-flor, repolho, abóbora italiana, berinjela, jiló, maxixe, milho verde, tomate, alho, batata doce, beterraba, cará, cenoura, mandioca, abacate, abacaxi, banana (nanica, prata, e pera), laranja pera, mamão formosa, maracujá, melancia, morango, tangerina pokan.
- Regular (quando a oferta apresenta equilíbrio e os preços estão estáveis): Chuchu, pepino, pimentão, quiabo, cebola, melão.
- Forte (época de maior oferta do produto e a tendência é de preços baixos): Abóbora japonesa, vagem, batata, limão tahiti.
Fonte: Ceasa-DF
Correio Braziliense domingo, 22 de janeiro de 2023
SAÚDE: INGSTÃO DE CAFÉ É ASSOCIADA À REDUÇÃO DE MORTE POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E AVC
Ingestão de café é associada à redução de morte por insuficiência cardíaca e AVC
A ingestão de duas a três xícaras da bebida é associada à queda no risco de doenças cardiovasculares e de mortalidade prdiariamenteecoce. Cientistas observam o benefício tanto com a versão tradicional quanto com a instantânea e a descafeinada
PO
Paloma Oliveto
postado em 22/01/2023 06:00
(crédito: NegativeSpace/Divulgação)
Beba café e viva mais. É o que diz um estudo publicado na revista da Sociedade Europeia de Cardiologia. Os benefícios para a saúde cardiovascular encontrados pelos autores não se limitam à cafeína: a versão descafeinada também foi associada à redução da incidência e morte por doenças como insuficiência cardíaca congestiva e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o estudo, que inclui dados de 449.563 pessoas acompanhadas por 12,5 anos, o consumo moderado da bebida, seja moída ou instantânea, pode ser aliado de um estilo de vida saudável.
O estudo, do Instituto Baker de Pesquisas sobre Diabetes e Coração de Melbourne, na Austrália, é observacional, ou seja, não aponta uma relação de causa e efeito. Porém, os autores destacam que a associação encontrada é forte e afirmam que ajustes estatísticos garantiram o papel específico da bebida no risco reduzido de doenças cardiovasculares e mortalidade precoce por todas as causas. "Os resultados sugerem que a ingestão leve a moderada de café moído, instantâneo e descafeinado deve ser considerada parte de um estilo de vida saudável", diz Peter Kistler, autor do estudo.
Segundo Kistler, há poucas informações sobre o impacto de diferentes preparações de café na saúde geral e, especificamente, do coração. No trabalho, os pesquisadores estudaram a associação entre as variantes da bebida e a incidência de doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas usando dados do UK Biokank, do Reino Unido, referentes a pessoas de 40 a 69 anos.
No início do estudo, nenhum dos participantes tinha arritmia ou outras enfermidades cardiovasculares. Eles preencheram um questionário perguntando quantas xícaras de café tomavam por dia e se costumavam ingerir a bebida instantânea, moída ou descafeinada. Os cientistas, então, os agruparam em seis categorias de consumo diário: nenhuma, menos de uma, uma, duas a três, quatro a cinco e mais de cinco xícaras. No total, 100.510 (22,4%) da amostra se declarou não bebedora, servindo como grupo de comparação. A variedade instantânea foi a mais citada (44,1%), seguida de moída (18,4%) e descafeinada (15,2%).
Os cientistas compararam os dados de bebedores e não bebedores quanto à incidência de arritmias, doenças cardiovasculares e morte, após ajuste para idade, sexo, etnia, obesidade, pressão alta, diabetes, apneia obstrutiva do sono, tabagismo e consumo de chá e álcool. Informações sobre a saúde dos participantes foram obtidas em prontuários médicos e registros de óbito ao longo de 12,5 anos.
Durante o acompanhamento, 6,2% dos participantes morreram. A comparação entre os grupos de consumo mostrou que todos os tipos de café foram associados a uma redução na mortalidade por qualquer causa. A maior diminuição de risco foi observada entre aqueles que ingeriam duas a três xícaras por dia, comparadas às que não incluíam a bebida na rotina. Nesta dosagem, a probabilidade de óbito foi 14%, 27% e 11% menor, para preparações descafeinadas, moídas e instantâneas, respectivamente.
A doença cardiovascular foi diagnosticada em 9,6% dos participantes durante o acompanhamento. Todos os subtipos de café foram associados a uma redução na incidência dessas enfermidades. Novamente, o menor risco foi observado com duas a três xícaras por dia, que, em comparação com a abstinência da bebida, reduziu em 6%, 20% e 9% a chance de desenvolver problemas cardíacos.
Arritmias foram diagnosticadas em 6,7% dos participantes, sendo que café moído e instantâneo, mas não descafeinado, associaram-se a uma redução do problema, incluindo fibrilação atrial. Em comparação com os não bebedores, os riscos mais baixos foram observados com quatro a cinco xícaras por dia de café moído e duas a três xícaras de solúvel, com 17% e 12% de redução de probabilidade, respectivamente.
"Como o café pode acelerar a frequência cardíaca, algumas pessoas temem que a bebida desencadeie ou piore certos problemas cardiológicos. É daí que pode vir o conselho médico para parar de beber café", acredita Kistler. "Mas nossos dados sugerem que a ingestão diária de café não deve ser desencorajada, mas incluída como parte de uma dieta saudável para pessoas com e sem doenças cardíacas", diz.
O médico afirma que existem vários mecanismos que podem explicar as associações detectadas no estudo. "Existe toda uma gama de processos pelos quais o café pode reduzir a mortalidade e ter esses efeitos favoráveis nas doenças cardiovasculares. A cafeína é o constituinte mais conhecido do café, mas a bebida contém muito mais componentes biologicamente ativos. É provável que os compostos não cafeinados tenham sido responsáveis pelas relações positivas observadas entre o consumo de café, doenças cardiovasculares e sobrevivência", explica.
Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, já foram descritos cientificamente mais de 20 compostos do café com efeitos na saúde. Ela destaca, porém, que as respostas ao mais famoso deles, a cafeína, podem variar em cada organismo. "Algumas pessoas são sensíveis à cafeína, apresentando problemas de digestão e gástricos, alterações de ritmo cardíaco e pressão arterial, agitação emocional e distúrbios do sono, situações em que o café tradicional deve ser deixado de lado", diz. "Para esses casos, o consumo do café descafeinado é interessante. Ele não faz mal para quem não quer ou não pode ingerir cafeína, e a sua produção de café não retira outros compostos que são essenciais para o sabor e aroma do café normal", explica.
Duane Mellor, nutricionista e professor da Escola de Medicina da Universidade Aston, na Inglaterra, destaca que é preciso considerar que os dados do estudo referem-se ao café puro. "Temos de lembrar que uma simples xícara de café, talvez com um pouco de leite, é muito diferente de um grande café com leite aromatizado com calda e creme adicionado. Portanto, o consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de doença cardíaca, mas é como ele é consumido que é importante."
Equipe de cientistas levanta a hipótese de que compostos não cafeinados sejam os responsáveis pelas fortes relações positivas observadasFoto: Clay Banks/Unsplash
Evidências fortalecidas
crédito: Laura Bennetto/Divulgação
"O café é quimicamente complexo, contém inúmeros componentes bioativos, e os níveis desses diferem dependendo de como ele é feito. O artigo aumenta o corpo de evidências de estudos observacionais que associam o consumo moderado de café à cardioproteção, o que parece promissor. No entanto, com pesquisas observacionais como essa, você não pode ter certeza de qual direção a relação segue. Por exemplo, o café torna as pessoas saudáveis ou as inerentemente mais saudáveis consomem café? Ensaios clínicos randomizados são necessários para entender completamente a relação entre café e saúde antes que recomendações possam ser feitas."
Correio Braziliense sábado, 21 de janeiro de 2023
FERIADOS: GDF DIVULGA LISTA COM FERIADOS E PONTOS FACULTATIVOS DE 2023
GDF divulga lista com feriados e pontos facultativos de 2023
Ao todo, o ano terá dez dias de feriados e seis dias de pontos facultativos, conforme publicado na edição do Diário Oficial do DF
CB
Correio Braziliense
postado em 20/01/2023 14:42
(crédito: Divulgação/Prefeitura de SP - Joyce Cury)
Chegou o momento de organizar aquela viagem no feriado prolongado. O Governo do Distrito Federal (GDF) divulgou, nesta sexta-feira (20/1), o calendário de feriados nacionais e locais e os dias de ponto facultativo previstos para 2023. Ao todo, o ano terá dez dias de feriados e seis dias de pontos facultativos, conforme publicado na edição do Diário Oficial do DF (DODF).
É dá competência dos órgãos e entidades a preservação e o funcionamento dos serviços essenciais de suas respectivas áreas e competências. As unidades escolares da rede pública, por sua vez, devem seguir o calendário escolar aprovado para o ano.
Confira a lista dos feriados e pontos facultativos para 2023:
1º de janeiro (domingo): Confraternização Universal (feriado nacional); 20 de fevereiro (segunda-feira): Carnaval (ponto facultativo); 21 de fevereiro (terça-feira): Carnaval (ponto facultativo); 22 de fevereiro: quarta-feira de cinzas (ponto facultativo até as 14 horas); 7 de abril (sexta-feira): Paixão de Cristo (feriado nacional); 21 de abril (sexta-feira): Aniversário de Brasília (feriado local) e Tiradentes (feriado nacional); 1º de maio (segunda-feira): Dia Mundial do Trabalho (feriado nacional); 8 de junho (quinta-feira): Corpus Christi (ponto facultativo); 7 de setembro (quinta-feira): Independência do Brasil (feriado nacional); 12 de outubro (quinta-feira): Nossa Senhora Aparecida (feriado nacional); 28 de outubro (sábado): Dia do Servidor Público (ponto facultativo); 2 de novembro (quinta-feira): Finados (feriado nacional); 15 de novembro (quarta-feira): Proclamação da República (feriado nacional); 20 de novembro (segunda-feira): Dia da Consciência Negra (ponto facultativo); 30 de novembro (quinta-feira): Dia do Evangélico (feriado local); 25 de dezembro (segunda-feira): Natal (feriado nacional).
Correio Braziliense sexta, 20 de janeiro de 2023
TRADIÇÃO: MUSEU DO BUMBAS MEU BOI DE SEU TEODORO SERÁ INAUGURADO HOJE EM SOBRADINHO
Museu do Bumba meu boi de Seu Teodoro será inaugurado hoje em Sobradinho
A inauguração é um marco para a cultura da capital e um esforço para preservar a tradição maranhense na cidade, aonde o mestre Teodoro Freire chegou, em 1961, junto com a esposa Maria Sena
NG
Naum Giló
postado em 20/01/2023 05:53 / atualizado em 20/01/2023 05:54
(crédito: Webert da Cruz )
Imigrantes de todo país não ergueram apenas as estruturas de concreto armado dos imponentes monumentos de Brasília. A cultura de cada um dos lugares de origem dessas pessoas também foi, e ainda é, a matéria-prima para a construção da jovem capital do Brasil. Mestre Teodoro Freire chegou aqui no primeiro aniversário da cidade, em 1961, junto a esposa Maria Sena. Na bagagem, o maranhense e a piauiense trouxeram o Bumba meu boi de Zabumba. O Centro de Tradições Populares de Sobradinho foi fundado pelo casal dois anos depois e é mantido vivo desde então por toda a família.
Como forma de eternizar a história do Boi no DF, hoje será inaugurado o Museu do Boi de Seu Teodoro, no Centro de Tradições Populares, que vai contar ao público a trajetória da tradição desde a sua chegada ao DF. Gilvan do Vale, que é o diretor no futuro espaço cultural, conta que a iniciativa é uma forma de resgatar a história e mostrar como se deu a transição de sotaques, termo que pode ser entendido como "ritmos". O instituto cultural Rosa dos Ventos ajudou a materializar o sonho de criação do museu.
Para quem não entende de Bumba meu boi, existem diversas variações de ritmos dentro do gênero. Quando Teodoro e Maria Sena chegaram do Rio de Janeiro, lugar onde passaram antes de virem morar no DF e tocaram boi pela primeira vez, a brincadeira era feita com o sotaque de zabumba. Com o tempo, o sotaque foi mudando para o da baixada maranhense, uma outra variação, originária daquela região no estado onde nasceu seu Teodoro. "No museu, vamos encontrar as figuras do boi nos dois estilos, bem como as indumentárias usadas ainda no Rio e os elementos usados mais recentemente pela tradição no DF", detalha o diretor.
Ao mesmo tempo assustador e encantador, o Cazumbá é outra figura que vai estar exposta no Museu de Seu Teodoro. O personagem é típico do Boi da Baixada. Mãe Catirina e Pai Francisco, personagens centrais da lenda que deu origem ao Bumba meu boi, estarão expostos aos visitantes. "O público também terá acesso à parte sagrada da cultura, com altar e imagens de São Sebastião, São João e São Pedro, os santos envolvidos na tradição do Bumba meu boi", antecipa Gilvan. Os instrumentos são outra atração à parte da tradição maranhense que o brasiliense também vai poder conhecer, como os tambores, cuja afinação é feita no fogo e usado também no tambor de crioula, e a matraca.
Seu Teodoro tinha o costume de convidar conterrâneos para vir morar em Brasília e ajudar a compor a brincadeira do boi na capital. Em um desses chamamentos, veio Gilvan do Vale, em 1991, que se estabeleceu aqui desde então. "A grande importância do museu, além de resgatar a memória do boi, é também fazer com que as pessoas vejam como o nosso trabalho é feito com amor. Fazer cultura não é fácil e essa é oportunidade para que valorizem essa tradição", comemora o maranhense.
Legado
Seu Teodoro morreu aos 91 anos, em 2012. Ao longo da vida, encarregou-se de passar para os 10 filhos o amor que tinha pela cultura que trouxe do berço, da baixada maranhense. Um deles é a historiadora cultural Tamá Freire, 58, que vem desempenhando o papel de preservação da memória do Centro de Tradições Populares de Sobradinho há décadas. "Meu pai, se vivo, estaria muito feliz com a inauguração do museu. Era o sonho dele", pontua. "O Museu do Boi de Seu Teodoro é muito importante, porque muitos sequer conhecem o trabalho que fazemos no centro".
Tamá lembra que o pai dizia que Brasília sempre recebeu muito bem a cultura do boi, mas ela tem algumas ressalvas em relação a essa receptividade. "A cidade ainda deve uma atenção maior para o boi. Nós ainda nem temos a escritura definitiva do espaço do qual temos o direito de uso. Sem a documentação, a captação de recursos fica mais difícil," desabafa.
O bumba meu boi é uma brincadeira que demanda muitos recursos, tanto na confecção das indumentárias e do próprio boi, quanto na manutenção dos espaços onde as apresentações ocorrem, mas Tamá não desanima com as dificuldades. "A comunidade do boi, formada pelos maranhenses que meu pai trouxe para cá e seus descendentes, são a nossa força para se manter em pé e seguir em frente."
Dona Maria Sena está com 90 anos e não esconde a felicidade de ver a inauguração do museu em homenagem ao trabalho que ela e o marido construíram juntos. "É uma maneira de recordar o que já passou e homenagear seu Teodoro. Para construir esse patrimônio, foi preciso um pouquinho de sacrifício e hoje temos esse espaço para contemplar a cultura popular", diz a matriarca.
Festa
A inauguração do Museu do Boi de Seu Teodoro é no último dia das festividades de São Sebastião, que começaram em 10 de janeiro. Nesta sexta-feira, a festa começa às 16h, com o lançamento do novo espaço cultural. Mas a festa segue até meia noite, com procissão, derrubamento do mastro de São Sebastião e apresentações do Bumba Maria meu Boi, Tambor de Crioula de Seu Teodoro, Larissa Umaytá, Boi de Seu Teodoro e Bola Preta de Sobradinho.
Serviço:
Hoje, às 16h, no Centro de Tradições Populares de Sobradinho — Quadra 15, Área Especial N° 02. Gratuito. Classificação indicativa: livre para todas as idades
Correio Braziliense quinta, 19 de janeiro de 2023
PRAÇA DO RELÓGIO: SÍMBOLO DE TAGUATINGA PASSARÁ POR REFORMA COMPLETA
Praça do Relógio, em Taguatinga, passará por reforma completa
Projeto de revitalização prevê mais acessibilidade, melhor iluminação, paisagismo, instalação de bancos e de lixeiras. A ideia é também livrar o local do tráfico e da prostituição
AM
Ana Maria Pol
postado em 19/01/2023 06:00
Justo Magalhães Moraes, 72, relembra bons momentos vividos na Praça do Relógio - (crédito: ANA MARIA POL/CB)
A Praça do Relógio, cartão postal de Taguatinga e um dos pontos mais emblemáticos do Distrito Federal, será revitalizada. A proposta, que está em fase de elaboração da licitação, prevê acessibilidade, mais iluminação, paisagismo, instalação de bancos e lixeiras, entre outros. Além disso, cria uma conexão com o projeto do Boulevard, planejado acima do Túnel de Taguatinga, recém batizado de Rei Pelé, que está na etapa de conclusão. A obra é um pedido antigo da população, que se entristece com a degradação do espaço.
Vitor Recondo Freire, subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), adianta que a fonte, o espelho d'água e os canteiros também serão reformados. O piso de pedra portuguesa será substituído parcialmente por um de concreto moldado in loco. "A última reforma foi para a implementação da estação do metrô, no final da década de 90", conta.
De acordo com Vitor, no local, passam cerca de 137 mil carros, diariamente. Antes da medida, foram feitas pesquisas e consultas públicas. "As pessoas se manifestaram sobre se era interessante manter a fonte ou não, qual era o problema, o horário que mais frequentavam. Com isso, realinhamos o projeto. Entre as principais demandas estavam acessibilidade, iluminação, falta de mobiliário — como bancos e lixeiras — e a questão da segurança", pontua. "Queremos aumentar o fluxo de pessoas na estação com o trânsito de mais pedestres. Muitas são cadeirantes e têm dificuldade de acessibilidade, deixam de usar o transporte porque as pedras portuguesas estão soltas."
A expectativa, segundo o subsecretário, é de que o projeto aconteça em conjunto com o Boulevard do Túnel de Taguatinga. "Isso vai diminuir o custo, já que vamos usar a mesma equipe, e causar menos transtornos à população. A previsão é que acabe no fim do ano (o túnel)." Segundo Vitor, tudo vai ser colocado no edital. "Vamos criar rotas acessíveis e manter o desenho para que não se descaracterize a praça", detalha.
Projeto de revitalização da Praça do Relógio, em TaguatingaSeduh
Patrimônio
O plano inclui a restauração do relógio que dá nome à praça. Ele foi um presente de Eiichi Yamada, então presidente Citizen Watch, que visitou a capital em 1970. Na ocasião, encantado com os traços modernos da cidade, prometeu uma criação exclusiva da sua empresa para Brasília.
Tombado como patrimônio cultural e artístico do Distrito Federal em 8 de setembro de 1989, o relógio tem quatro lados envolvidos por estrutura de concreto quadrada com 15 metros de altura. A peça não pôde ficar no Plano Piloto, devido ao plano arquitetônico e urbanístico. Por isso, o monumento foi transferido para a Praça Central de Taguatinga, que acabou rebatizada. "É um espaço importante, marca a história da região, e virou um ponto de referência da cidade, não só histórica, do bem, mas para sociedade", diz Aline Ferrari, diretora de Preservação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Aline explica que todo item tombado possui uma área de entorno. Essa parte também precisa ser preservada, obrigatoriamente, ainda que não seja tombada. "Não há planejamento para o restauro do relógio, mas deve acontecer à medida em que a praça ficar pronta para evitar que a própria obra danifique o monumento", antecipa.
Ocupação
A Praça do Relógio é um marco de Taguatinga. A ideia é também oferecer segurança aos frequentadores, e livrar o local do tráfico e da prostituição, que se instalaram com o tempo. "O objetivo é que as pessoas voltem a fazer uso do espaço, sentem, conversem, que os idosos possam voltar a jogar ali", afirma Bispo Renato, administrador regional de Taguatinga.
Mineiro de Caratinga, Getúlio Romão Campos está há quase 62 anos na capital e diz esperar que, desta vez, a revitalização seja efetiva. "Diversos consertos foram feitos ao longo dos anos, mas nenhum foi para valer. (...) As árvores cresceram e esconderam o relógio. Não se consegue mais vê-lo direito", lamenta.
O também mineiro Justo Magalhães Moraes, 72, chegou em Brasília com a família aos 8 anos e relembra os momentos em que o local sequer existia e também aqueles em que foi palco de atos de coragem. "Os estudantes se reuniam, faziam movimentos, apanhavam da polícia, fechavam o trânsito. Havia uma presença forte da classe estudantil. Agora, esperamos que a praça volte a ser um espaço livre para manifestação cultural e artística a céu aberto. Que possamos voltar a ocupá-lo", completa.
Correio Braziliense quarta, 18 de janeiro de 2023
BERNARD HERMAN HESS SE ENCANTOU: DOUTOR EM LITERATURA E PROFESSOR DA UnB MORRE AOS 59 ANOS
Morre Bernard Herman Hess, doutor em Literatura e professor da UnB
Natural de Itabuna, na Bahia, o educador integrava a Universidade de Brasília desde de 2010. Ele tinha 59 anos. A causa da morte não foi divulgada
CB
Correio Braziliense
postado em 18/01/2023 09:16
(crédito: Reprodução/MST)
Doutor em Literatura e professor da Universidade de Brasília (UnB), Bernard Herman Hess morreu na terça-feira (17/1), aos 59 anos. Na academia, ele atuava como educador da área de licenciatura em Educação do Campo. Ele, inclusive, contribuiu para a criação desta modalidade de educação.
Nascido em Itabuna, na Bahia, Bernard Herman Hess era engajado na pauta de garantia da educação aos camponeses. Além disso, ele apoiava movimentos sociais em defesa da reforma agrária. A causa da morte não foi divulgada.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) publicou uma nota em homenagem ao professor. "Grande educador comprometido com a literatura na construção de um mundo melhor, sua contribuição fará falta na trincheira da cultura e da arte em nosso país, sobretudo nesses tempos que vivemos", diz um trecho do comunicado.
Confira a nota do MST na íntegra:
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra se despede com pesar do companheiro e professor Bernard Herman Hess. Doutor em literatura, rigoroso pesquisador e dedicado educador, Bernard contribuiu com a formação de centenas de camponeses e camponesas desde o primeiro curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. Foi também educador no Instituto de Educação Josué de Castro e na Escola Nacional Florestan Fernandes.
Grande educador comprometido com a literatura na construção de um mundo melhor, sua contribuição fará falta na trincheira da cultura e da arte em nosso país, sobretudo nesses tempos que vivemos.
Neste momento, impossível não recordar das palavras de György Lukács sobre Bertold Brecht e que inspirou Bernard inúmeras vezes: “Donde a perda imensa que representa sua morte prematura. Mas é aí também que nós poríamos essa certeza consoladora: essa obra, mesmo rompida em pleno progresso, é e permanece nossa potencial aliada na luta por um futuro luminoso da humanidade”.
Com a certeza de que Bernad caminha agora a encantar-se em semente, junto com aqueles que lhe inspiraram, como Cândido, Machado, Lispector e Graciliano, seguirás florescendo e nos inspirando a criar com eles.
Aos familiares e companheiros e companheiras, nossa solidariedade.
Além do MST, a morte de Bernard Herman Hess foi lembrada pela Associação dos Docentes da Universidade de Brasília - Seção Sindical do ANDES. Em nota, o grupo afirmou que o "professor era um aliado importante nas lutas sociais no Brasil, principalmente na luta pela terra".
Confira a íntegra da nota da ANDES:
"É com profundo lamento, que a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília - Seção Sindical do ANDES, comunica o falecimento, nesta segunda-feira (16) do professor da Faculdade UnB Planaltina, Bernard Herman Hess.
Bernard era natural de Itabuna, interior da Bahia, e integrava o corpo docente da UnB desde 2010. Doutor em Literatura com importante atuação no campo da literatura e crítica da história literária, era professor do Curso de Licenciatura em Educação do Campo. Curso que o professor contribuiu para sua construção, sempre na perspectiva de garantir o direito à educação aos camponeses e camponesas. Estudioso profundo do marxismo e comprometido com a transformação social pela educação.
O professor era um aliado importante nas lutas sociais no Brasil, principalmente na luta pela terra.
Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos, colegas e alunos."
Correio Braziliense terça, 17 de janeiro de 2023
MODA NAS RUAS: O ESTILO COM PESO SOCIAL É VOZ ATIVA NAS PERIFERIAS
A moda das ruas: o estilo com peso social é voz ativa nas periferias
O streetwear, tendência que vem das quebradas, une elementos culturais diversos e traz debates sociais e políticos através de suas roupas e acessórios
EF
Eduardo Fernandes
postado em 15/01/2023 08:00 / atualizado em 15/01/2023 13:10
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Uma expressão da personalidade e uma essência que atravessa o mundo da moda, provocando impactos sociais e políticos. Assim é o streetwear, termo em inglês que significa Roupa de Rua, estilo que traz uma forma de se vestir mais casual, unindo peças esportivas, de skate, de surf e até mesmo de culturas musicais, como o punk e o rock.
O streetwear começou a ganhar o mundo na década de 1990, com a ascensão do movimento hip-hop, em Nova York, e o crescimento do surf na Califórnia. Seus passos, no entanto, foram dados 10 anos antes, com outras tendências mais variadas da época, oriundas de gêneros artísticos como pop, rock e punk.
Mas, com roupas largas, peças folgadas e outros itens, como joias, o streetwear acabou casando-se com o hip-hop, em uma união que perpassa estilos e mergulha em uma profunda discussão sobre movimentos políticos, levando a moda para o público das ruas.
Naturalmente, as narrativas da época se encontraram e provaram, em mais um dos inúmeros exemplos, como mostramos os posicionamentos políticos e sociais por meio das peças usadas, mesmo que nem sempre as pessoas estejam totalmente conscientes desse processo. O streetwear, dentro dessa perspectiva, continua a trazer, ainda hoje, debates e manifestações importantes por meio das vestimentas.
Representatividade
Para a designer de moda Laís Dairel, essa representação repercute com uma imensa força social. A roupa, além de vestir uma pessoa, é um objeto que pode ganhar vida e levar visibilidade para as camadas mais pobres da sociedade, aparecendo como instrumentos de atitude e discurso. Atualmente, o streetwear é uma tendência que foi apropriada pelas marcas de luxo, muito por conta do gosto da nova geração pela forma livre e despojada proporcionada pelo estilo. Além disso, a profissional acredita que essa direção seguida pela juventude surge com desejo de se encaixar em algum lugar, com roupas que, um dia, nunca pensaram que poderiam usar.
Tal movimento de desejo que as marcas geram sempre esteve atrelado ao que a elite ditou como moda, principalmente em séculos passados. Laís destaca que esse olhar de baixo para cima é visto pela sociedade como um ideal; um comportamento ainda pertinente e levado como bagagem por meio dos anos. "Os jovens veem a Lacoste, a Nike, os tênis desejados e tudo isso vai muito além da marca. É uma vontade de pertencimento que é inerente do ser humano, e que as peças traduzem de forma física", explica a especialista em moda.
Skatista e morador de Ceilândia, Lucas Gabriel Lima da Conceição, 20 anos, entende que o streetwear está presente na periferia há muito tempo. Assim como mencionado por Laís, o jovem enxerga que a elite, de alguma maneira, tomou para si as referências dos trajes usados. Entretanto, o ponto de partida e sucesso das roupas continua sendo da favela. "Eles fizeram isso para tentar mostrar algo que não são. Tudo isso foi feito pela periferia. A moda sempre foi a gente, a nossa moda", finaliza.
Correio Braziliense segunda, 16 de janeiro de 2023
CULTURA: PELO RESGATE DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL DA CAPITAL DO PAÍS
Pelo resgate do patrimônio histórico e cultural da capital do país
Especialistas reforçam que a destruição na Praça dos Três Poderes é um crime que afronta, diretamente, a cultura arquitetônica e urbanística
AM
Ana Maria Pol
postado em 16/01/2023 06:00
(crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)
Com traços arrojados, monumentos arquitetônicos que detêm a maior área tombada do mundo e um legado que vai além do território verde e amarelo, Brasília iniciou um capítulo importante na história há mais de 35 anos, quando recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Ao figurar na lista como primeiro bem cultural contemporâneo, a cidade passou a ser um símbolo da identidade e memória para toda a humanidade. Diante disso, especialistas reforçam que a destruição intencional e direta desse patrimônio, como a ocorrida no ato terrorista de 8 de janeiro, que vandalizou prédios na Praça dos Três Poderes, é um crime que afronta, diretamente, a cultura arquitetônica e urbanística do mundo inteiro.
O Patrimônio Cultural de Brasília é composto por monumentos, edifícios ou sítios que têm valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. A compreensão da sua preservação reafirma a necessidade de políticas públicas capazes de assegurar a proteção desse acervo. O vice-presidente do Conselho Arquitetônico e Urbanístico do DF (CAU-DF), Pedro Grilo, lembra que Brasília é considerada a maior experiência urbanística do século 20. "O que caracteriza isso é a separação entre os edifícios e a malha viária, deixar um maior espaço para o verde", explica.
Pedro destaca que muitas cidades de outros países tentaram fazer um plano urbanístico semelhante, que valorizasse ainda mais o verde dos jardins, mas não tiveram sucesso. "Em termos de arquitetura, isso também se manifesta, porque os projetos de edifícios, principalmente de Oscar Niemeyer, trouxeram a característica racionalista. Os prédios e superquadras arejados são coisas únicas", diz. "Ter Brasília como patrimônio cultural é de fundamental importância, porque é um registro de uma época que teve apoio e contribuição do mundo inteiro", completa.
O arquiteto observa que os palácios depredados pelos vândalos no domingo não estavam sendo bem conservados. "Isso revela a necessidade de intervenções cada vez mais necessárias para não haver vazamento de água, recuperar a impermeabilização, melhorar a segurança de edifícios", alerta.
Crime hediondo
O professor Cláudio José Pinheiro Villar de Queiroz, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília (UnB) afirma que o ataque ao patrimônio público da capital federal representa uma mancha em uma importante página da história do país. Cláudio relata que existem muitas cidades que se tornaram patrimônio histórico, mas para Brasília foi dado o título de patrimônio histórico e cultural. "Ouso dizer que é mais importante porque ao se tornar patrimônio cultural, a cidade passa a ser testemunho de uma história viva. O patrimônio é a admissão de algo culturalmente importante porque guarda uma expressão nacional", diz.
Cláudio assinala que nunca houve algo semelhante. "Tirando a destruição de Canudos ou a escravidão, o que aconteceu no domingo é um atentado muito perdido na história, não há nada que se compare e seja tão destrutivo, em termos de expressão histórica, quanto esse", analisa. O especialista chama a atenção para o vandalismo da arquitetura. "Para além das obras inestimáveis que tínhamos e foram perdidas, a própria arquitetura dos prédios foi, de alguma forma, depredada. Os vidros vieram de outro país porque não tínhamos como encontrá-los", exemplifica.
Para o especialista, o ato de destruição pode ser classificado como um crime hediondo. "As pessoas que fizeram isso foram possuídas por um pensamento ignóbil e fizeram o que a ignorância os permitiu fazer de melhor, que é o pior possível", completa.
A equipe de conservação e restauração de bens culturais do Museu do Senado, formada por Priscila Rocha, Raimundo Nonato e Carlos Senna, ficou responsável por avaliar o estado das peças destruídas pelos terroristas.
Valor inestimável
Moradora da Vila Planalto, a coordenadora do Movimento Guardiões de Brasília Patrimônio da Humanidade, Leiliane Rebouças, conta que o pai foi um dos milhares de candangos que vieram de pau-de-arara do Ceará, em 1958, para ajudar a construir Brasília. Ele trabalhou nas obras do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional, da Torre de TV e do Teatro Nacional Cláudio Santoro. "Foi com muita tristeza que vi a destruição criminosa dos monumentos tombados e dos móveis de design e bens artísticos de relevância internacional por esses vândalos, que se autodeclaram 'patriotas'. Esses bárbaros fanáticos de extrema direita destruíram o patrimônio do país", lamenta.
Leiliane avalia que a invasão da Praça dos Três Poderes é "inaceitável" e demonstra que houve negligência de autoridades. "Quem já participou de manifestações em Brasília sabe que não seria possível tamanho estrago sem que houvesse conivência na área de segurança. (...) Quem vai pagar os danos causados por pessoas que depredaram os palácios é o contribuinte brasileiro", salienta.
Marlova Noleto, diretora e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Distrito Federal, reitera que ainda não há um cálculo finalizado das perdas. "Sabe-se que é bastante alto e, independentemente do valor financeiro, há o valor histórico, artístico e cultural inestimável, que não se resume apenas às obras de arte em si. Vale lembrar que os ataques aos conjuntos arquitetônicos causaram um prejuízo de valor elevado aos cofres públicos", pontua.
A representante da Unesco enfatiza que o compromisso na preservação do patrimônio é de todos. "Esses ataques impactam, e muito, a imagem e o sítio do patrimônio da Praça dos Três Poderes. Não é tão simples pensar que basta substituir um vidro ou uma viga e que vamos ter a situação resolvida. Nós temos que ver de que maneira ele foi projetado, pensado. São obras do Niemeyer de inestimável valor histórico e arquitetônico para a capital federal, para o país e para toda a humanidade", completa.
Após reunião com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, Marlova divulgou que a Unesco vai trabalhar em uma comissão, aliada à pasta, para acompanhar o trabalho de restauração.
Correio Braziliense domingo, 15 de janeiro de 2023
FREI CHICO SE ENCANTOU: FRADE FRANCISCANO MORRE AOS 83 ANOS
Morre o frade franciscano Frei Chico, aos 83 anos
O frei holandês Francisco van der Poel estava no Hospital Madre Tereza, em BH, e morreu em decorrência de uma meningite, nainternado manhã deste sábado (14/01)
MC
Mariana Costa - Estado de Minas
postado em 14/01/2023 17:03 / atualizado em 14/01/2023 17:06
(crédito: Festa no Céu/Reprodução - Frei Chico)
Morreu na manhã deste sábado (14/1) o frei Francisco van der Poel, mais conhecido como frei Chico. O holandês naturalizado brasileiro dedicou mais de 40 anos de sua vida à pesquisa e tradição cultural popular do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Segundo a Gazeta de Araçuaí, frei Chico estava internado no Hospital Madre Tereza, em BH e morreu vítima de meningite. O estado de saúde dele se agravou no domingo, após a realização de uma tomografia no tórax, quando teria sofrido uma parada cardiorrespiratória. Ainda de acordo com o jornal, o frade foi submetido a um procedimento de reanimação, o que aconteceu após 40 minutos.
Porém, frei Chico apresentou um quadro de encefalopatia anóxica (falta de oxigenação do cérebro), ocasionando graves danos neurológicos irreversíveis.
A prefeitura de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, emitiu uma nota de pesar pela morte do frade franciscano, que chegou à cidade em 1967, vindo da Holanda. Na nota, o prefeito Tadeu Barbosa agradece "a dedicação e o trabalho prestado por ele ao município."
Barbosa também decretou luto oficial de três dias no município, em razão da morte do religioso. No decreto, o prefeito destaca que frei Chico "prestou inestimáveis serviços ao município de Araçuaí e ao Vale do Jequitinhonha tendo exercido a missão de vida dedicada à promoção da Cultura Popular de Araçuaí, do Vale do Jequitinhonha e de seu povo."
O sepultamento deverá ocorrer em Araçuaí, no cemitério da Irmandade do Rosário.
Trajetória
Frei Chico foi pároco da Diocese de Araçuaí e durante este período acumulou mais de 15 mil páginas que registravam a cultura relacionada com a fé e a espiritualidade da população da região. Lançou o Dicionário da Religiosidade Popular: Cultura e Religião no Brasil, além de outros 5 livros de cultura popular, com ajuda da amiga e artesã Lira Marques.
Em Araçuaí, fundou o Coral Trovadores do Vale. Era um dos grandes incentivadores da secular festa da Irmandade dos Homens Pretos do Rosário de Araçuaí.
Frei Chico era membro do corpo docente do Instituto Jung, em Belo Horizonte; do Conselho do Centro da Memória da Medicina, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); do corpo docente do Instituto Santo Tomás de Aquino; de teologia, da Comissão Mineira do Folclore; do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e da Ordem dos Músicos do Brasil. Era formado em Teologia, na Holanda e licenciado em filosofia, em São João del Rei (MG).
Correio Braziliense sábado, 14 de janeiro de 2023
CARLOS COLLA SE ENCANTOU: AOS 78 ANOS, COMPOSITOR MORRE NO RIO DE JANEIRO
Morre o compositor Carlos Colla, aos 78 anos, no RJ
O artista teve mais de 2 mil canções gravadas por diferentes artistas e mais de 40 interpretadas por Roberto Carlos
MA
Maryanna Aguiar — Especial para o Correio
postado em 13/01/2023 22:35 / atualizado em 13/01/2023 22:36
(crédito: Reprodução/TV Brasil)
Faleceu nesta sexta-feira (13/1), aos 78 anos, o músico Carlos Carvalho Colla, no Rio de Janeiro. Colla também era compositor e foi responsável por canções como Falando sério, que ficou conhecida na voz de Roberto Carlos, e Sonho por sonho, eternizada pela dupla Leandro e Leonardo.
A confirmação da morte foi dada pelo filho, Carlos Colla Jr, por meio de publicação nas redes sociais, onde escreveu: "Você lutou muito, e eu vi de perto. Obrigado por me dar a vida. Você foi muito mais do que o Carlos Colla que todos conhecem. Foi o nosso pai e o nosso ídolo", escreveu no Instagram.
Colla não resistiu após sofrer uma parada respiratória dias após ter passado por uma cirurgia por causa de dois aneurismas na aorta abdominal.
Nascido em 5 de agosto de 1944, em Niterói, Rio de Janeiro, o artista atualmente morava na capital fluminense. Na juventude, chegou a cursar faculdade de Direito e a exercer a profissão por um período, nunca deixando de lado o amor pela música.
Colla foi um dos maiores e mais importantes compositores da música brasileira. Ao todo, ele teve mais de 2 mil canções gravadas por artistas de diferentes expressões, mais de 40 interpretadas por Roberto Carlos.
O músico deixa dois filhos de seu primeiro casamento: Carlos Câmara de Carvalho Colla e Daniela.
Correio Braziliense sexta, 13 de janeiro de 2023
GASTRONOMIA: SELEÇÃO DE RESTAURANTES PARA CURTIR EM FAMÍLIA
Veja uma seleção de restaurantes para você curtir em família
Em meio às férias escolares, o Divirta-se mais selecionou seis restaurantes que proporcionam o melhor dos almoços para os brasilienses
IB
Isabela Berrogain
VM
Vinícius Milhomem*
postado em 13/01/2023 00:00 / atualizado em 13/01/2023 07:00
(crédito: Mariana Lins )
Janeiro é sinônimo de férias, e nada melhor que passar o tempo livre com quem você ama. Muitas das melhores lembranças levadas para toda vida são as criadas ao redor de uma mesa, em um almoço de domingo, junto à família e amigos próximos. A comida é universalmente conhecida por unir pessoas e a responsável por valiosas memórias afetivas. Por isso, nesta semana, o Divirta-se mais selecionou seis restaurantes da cidade que levam aos brasilienses uma inesquecível vivência gastronômica voltada para toda a família.
O chef Alexandre Albanese, responsável pela Casa da Colina, destaca que, hoje, as pessoas saem de casa em busca de novas experiências. "Essa palavra, experiência, está sendo muito utilizada, mas é uma grande verdade: as pessoas estão saindo para almoçar, principalmente com a família, para ter uma experiência bacana", avalia o chef.
Para Ronny Peterson, responsável pelo restaurante Aroma, existem três principais pilares para os brasilienses considerarem um restaurante na hora de selecionar onde levar familiares e amigos. "Atendimento, boa gastronomia e ambiente agradável", enumera. Aos que se preocupam, também, com o bem-estar infantil, GouthierDias, chef do restaurante Vista Linda, relembra a importância de um espaço seguro. "A nossa população procura um ambiente mais tranquilo, em que você possa estar com os seus filhos e que eles possam brincar com segurança", pontua.
Das famílias capixabas para os brasilienses
A opção ideal para os interessados em uma experiência gastronômica com toda a família é o restaurante Vista Linda. O espaço, localizado no Lago Oeste, é rodeado pela flora estonteante do cerrado brasiliense e entrega pratos típicos da gastronomia do Espírito Santo, como a moqueca capixaba (R$ 179), carro-chefe da casa.
Em entrevista ao Divirta-se mais, o chef e dono do restaurante, Gouthier Dias, fala sobre o destaque da casa. "A nossa moqueca capixaba legítima é preparada exatamente como é feita no Espírito Santo, com tomate, cebola, urucum e azeite extra virgem. Também acompanha pirão de peixe", ressalta. Para visitar o espaço, é necessário realizar um agendamento por meio do número de telefone (61) 99622-6004.
A sensação de estar em casa
O chef Alexandre Albanese abre as portas de sua própria casa e oferece o melhor dos almoços de domingo para as famílias brasilienses, além de um exclusivo serviço de passeios a cavalo, tanto para crianças quanto para adultos. O restaurante Casa da Colina, localizado em Brazlândia, funciona como serviço de buffet (R$ 75), mediante reserva prévia pelo telefone (61) 98286-6251.
A Casa da Colina é uma experiência fora do Plano Piloto, onde toda a família pode desfrutar da proximidade com a natureza e interagir com os animais. "A gente tem uma vista incrível, uma roça de verdade em que as crianças podem ter contato com os bichinhos", complementa o chef.
O carro-chefe da casa são os churrascos americanos, inclusos no buffet, e, de sobremesa, o cheesecake (R$ 23). "As pessoas conhecem pouco da gastronomia americana", salienta Alexandre Albanese.
Gastronomia contemporânea
Unindo os sabores das cozinhas italiana, francesa, mediterrânea e brasileira por meio da gastronomia contemporânea, o Aroma foi inaugurado em 2019, pelo chef e empresário Ronny Peterson. "Nós ofertamos uma boa variedade de pratos que agradam a todos os paladares", assegura Ronny.
Nos fins de semana, a casa conta com o menu compartilhável, visando receber os tradicionais almoços de família. Entre as principais opções do cardápio, estão a costela angus assada (R$ 239), acompanhada por arroz de costela, ovos fritos e farofa de bacon, e o arroz do mar (R$ 289), composto por camarão, lula e polvo. Na escolha de qualquer um dos dois pratos, o cliente ganha um pudim de pistache ou torta de chocolate de brinde.
Correio Braziliense domingo, 08 de janeiro de 2023
DECOTE> LÍVIA ANDRADE APOSTA EM BIQUÍNI TRANSPARENTE
Lívia Andrade aposta em biquíni transparente em clique e causa alvoroço na web
A apresentadora animou os seguidores em seu perfil na rede social com clique sensual
MJ
Martim Jesus - Observatório dos Famosos
postado em 07/01/2023 18:06
(crédito: Reprodução/Instagram @Liviaandradereal)
Lívia Andrade, apresentadora, chocou internautas ao aparecer em foto de biquíni transparente durante banho de piscina. O decote da global chamou atenção e os elogios foram inevitáveis.
“Gata”, “Perfeita”, “Princesa”, “Linda”, “Deusa do apocalipse”, “Sensacional” ,”Sereia”, dispararam.
Segundo a jornalista Cristina Padiglione, no Uol vê TV, comentou que a Globo não viu com bons olhos a apresentadora ser cotada para o BBB23.
“Eu ouvi falar que ela não vai para o BBB. Isso deve ser coisa de pesquisa. A Globo não joga no escuro e não trabalha com achismo. Ela é um elemento que se mostrou importante ali no Domingão com Huck e ela deve permanecer no posto que alcançou”, comentou.
Correio Braziliense sábado, 07 de janeiro de 2023
LIQUIDAÇÕES: CONHEÇA A TEMPORADA NO VAREJO DO DF
Começa a temporada de liquidações no varejo do DF
Lojas iniciam período de queima de estoque. De acordo com o Sindivarejista, as vendas devem aumentar em 4,5%, na comparação com o ano passado. Especialista alerta para que os clientes não façam compras por impulso
Ad
Arthur de Souza
postado em 07/01/2023 07:00
(crédito: Fotos: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O comércio do Distrito Federal abriu a temporada de liquidações com a expectativa de atrair clientes, aquecer as vendas e renovar os estoques para 2023. Neste ano, somente no setor de varejo, mais de 400 lojas do DF devem aderir às promoções. No entanto, se incluir todo o comércio da capital, esse número pode chegar a 1.200 estabelecimentos, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista-DF). A entidade afirma que a expectativa é de que ocorra um aumento de 4,5% nas vendas de liquidação, contra 2,8% do mesmo período do ano passado — aumento de 1,7 ponto percentual, na comparação.
Para quem for aproveitar os descontos, a principal dica é não "crescer o olho", de acordo com o economista e coordenador de graduação em economia, gestão pública e financeira do Centro Universitário Iesb, Riezo Almeida. "Em tempos de orçamento apertado, comprar o essencial nesta época do ano é fundamental, pois vamos pagar alguns impostos, despesas escolares, entre outros", alerta. "Os consumidores devem ficar atentos aos detalhes: roupas sem etiquetas, produtos sem embalagem, além de não se endividar pelo impulso de comprar pelo preço. A ideia é qualidade versus preços acessíveis, para fechar o negócio", observa.
Riezo Almeida destaca que muitos estabelecimentos comerciais do DF estarão prometendo liquidações nesta primeira semana de 2023. "O desconto pode ser interessante para o brasiliense, mas temos de ficar atentos à qualidade dos produtos ofertados, pois os melhores itens produzidos em 2022, em geral, foram vendidos nas festas do final de ano e durante a Copa do Mundo", pontua. O especialista também comenta o que deve ser feito por parte dos lojistas durante a queima de estoque. "Para os comerciantes, a ordem é atrair os clientes novamente, principalmente aqueles que têm de trocar as mercadorias recebidas", aponta.
Previsão
Segundo o vice-presidente do Sindivarejista-DF, Geraldo de Araújo, os descontos devem variar entre 10% e 30%, dependendo do produto. Em relação ao pagamento, o dirigente do sindicato destaca que o cartão de crédito deve responder por 69% das vendas. "Isso porque o consumidor quer mais prazo para pagar as compras", ressalta. "O setor que mais vai liquidar é o de roupas e calçados. Como o carnaval será de 19 a 21 de fevereiro, muita gente vai viajar, mas antes, fará compras gastando menos", observa.
Opinião parecida tem o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, José Aparecido Freire. "Os produtos mais liquidados durante esse período serão: roupas, bolsas, acessórios, calçados e eletrodomésticos", frisa. "Acredito que as vendas desse ano devem ficar idênticas ou um pouco maiores do que as de 2022, para essa queima", conclui.
Oportunidade
Em um shopping localizado no Plano Piloto, alguns comércios estão oferecendo descontos bem acima da previsão feita pelo Sindivarejista. É o caso de uma loja de departamentos gerenciada por Saulo Passos. Ele conta que, como uma espécie de tradição, a primeira sexta-feira do ano sempre é reservada para uma mega liquidação. "No início, era feita para renovar o estoque. Atualmente, ocorre com produtos novos e de mostruário, não tem distinção", complementa. "É algo que, de fato, se torna marcante. Nosso faturamento, em média, acaba sendo o mesmo que o de 10 dias de vendas normais", calcula o gerente.
De acordo com Saulo Passos, a loja tem produtos com até 80% de desconto. "Normalmente são panelas, travesseiros, que acabam se esgotando nas primeiras horas do dia. Não temos um foco. Demos bons descontos para todos os produtos da loja. Fica a critério do cliente", destaca. "Para quem quiser aproveitar, também teremos bons descontos no sábado (hoje) e no domingo, mas a sexta-feira é o dia que tem os melhores preços", reforça. "A gente está bem esperançoso que as vendas de janeiro sejam um sucesso, assim como foram hoje (ontem)", completa.
Assim como Saulo, a gerente de uma loja de cama, mesa e banho — localizada no mesmo shopping — está com boas expectativas para a liquidação. "Temos produtos com até 50% de desconto. Em geral, são toalhas e alguns travesseiros. Estamos sentindo uma melhora das vendas, em relação ao ano passado, e a promoção deve durar, provavelmente, até o fim da estação (verão)", ressalta. "As estratégias da loja estão mais focadas na divulgação, por meio das redes sociais e os banners", revela.
Na loja de departamentos, as filas eram grandes, até mesmo para entrar no local. Todos em busca da melhor oportunidade, como é o caso das irmãs Lena Nascimento, 54 anos, e Miriam Nascimento, 62. As servidoras públicas contam que fazem uma pesquisa bastante minuciosa, para saber se aquilo que está sendo anunciado é, realmente, o que está sendo vendido. "Costumamos esperar as propagandas, depois disso, a gente vai atrás das promoções. Estamos desde o início da semana em busca de algo interessante", destaca Lena. "A gente vem em busca da famosa compra de oportunidade, ou seja, vemos um produto e, se nos interessar, levamos. Eu, por exemplo, estou à procura de um armário de cozinha", afirma. Enquanto isso, Miriam diz que pretende equipar a cozinha com outro item. "Estou querendo uma geladeira, mas tenho outras compras no cartão e não consegui achar, por enquanto, uma que caiba no orçamento. Além disso, tenho que levar em consideração as despesas obrigatórias de início de ano, como IPTU e IPVA", pondera.
Foco
Mas existem aqueles que são decididos na hora de aproveitar as promoções. O casal Dejane Alves, 35, e Marton Alves, 37, foi às compras em busca de televisões novas e voltou para casa satisfeitos. "A gente vem sabendo o que vai levar. Costumamos esperar esse período, pois costuma ser ainda melhor do que as promoções da Black Friday ou de Natal, sempre tem ofertas que compensam muito mais", comenta. "Neste ano, a gente levou três produtos, uma air fryer e duas televisões — uma para o quarto dos filhos e outra para o nosso quarto. Era o que estávamos precisando. A gente começa o ano com a casa renovada, mas sem dívidas, pois pagamos tudo à vista", comemora Marton.
Assim como o casal, a moradora do Itapõa Eliesir Lopes, 47, também vai até as lojas focada em um produto apenas, não gosta de comprar por impulso. "Todo ano eu busco por essas promoções. Faço uma pesquisa antes e confiro na loja o que está batendo com o anúncio", conta. Neste ano, a dona de casa comenta que buscou eletrodomésticos e acabou levando uma TV. "Mas no ano passado, por exemplo, troquei a minha cama, também em uma liquidação de janeiro", lembra.
Direitos
Professor de direito do consumidor do Ceub, Nauê Bernardo dá dicas para que o consumidor não saia prejudicado na hora de aproveitar os descontos. De acordo com o especialista, é muito importante que o cliente, primeiro, faça uma pesquisa sobre os preços do produto. "Isso para que ele não acabe sendo enganado por essa prática que, infelizmente, se tornou muito comum aqui no Brasil: aumentar o preço e depois dar um desconto, dizer que é liquidação e, então, cobrar o preço que seria muito próximo daquele normal", explica. Além disso, o professor ressalta que o consumidor precisa ter certeza ou pelo menos ter consciência, na hora de comprar, que não se trata de um produto de mostruário (que normalmente sofrem, desgastes pelo manuseio dos clientes). "Caso seja um produto de mostruário, isso precisa ser muito bem comunicado pelo lojista, antes da compra", alerta.
Outro fator destacado por Nauê Bernardo é em relação às trocas. O especialista comenta que o cliente tem que ficar atento às regras. "O Código de Defesa do Consumidor não obriga a troca do produto, a não ser que ele seja comprado pela internet", esclarece. "No entanto, se a loja física tiver alguma política de troca ou devolução, ela terá que cumpri-la. E, caso o produto venha com defeitos ou com algum tipo de vício, o consumidor pode fazer a substituição, ter o seu dinheiro de volta ou mesmo ter o abatimento proporcional do preço em outro produto. Essas escolhas ficam a critério do consumidor", observa.
Correio Braziliense sexta, 06 de janeiro de 2023
GASTRONOMIA: COMIDA COM GOSTINHO DE CASA: CONHEÇA RESTAURANTS REGIONAIS DO DF
Comida com gostinho de casa: conheça os restaurantes regionais do DF
União da cultura de todos os estados, Brasília é ponto de encontro da gastronomia das cinco regiões do país. Esta semana, o Divirta-se mais indica os principais restaurantes regionais da cidade
IB
Isabela Berrogain
postado em 06/01/2023 06:00
(crédito: Mariana Lins )
Conhecida por unir as cinco regiões do país, a capital federal foi construída por brasileiros de todos os cantos do Brasil. Os que vieram entre as décadas de 1950 e 1960 estabeleceram vínculos, formaram famílias e trouxeram um pedaço das respectivas cidades natais. Hoje, Brasília é a casa dos mais variados restaurantes regionais, que representam, no quadradinho, a cultura local dos demais estados, fazendo com que os novos moradores e até turistas se sintam em casa.
Proprietária do restaurante Ki-Mukeka, Cristina Oliveira vê Brasília como um grande polo gastronômico. "A cultura brasiliense, por ser tão jovem, acaba sendo essa mescla deliciosa de várias culturas brasileiras, então, a cena gastronômica regional em Brasília é não só muito forte, como um grande pilar da cultura da nossa capital", avalia.
Para Gabriel Sonda, um dos proprietários da Galeteria Gaúcha, é uma honra reproduzir a culinária do Sul na cidade. "Representar a gastronomia na capital é um grande prazer, pois estamos sempre podendo nos lembrar das nossas raízes e nos sentir mais em casa", afirma. Lucídio Carneiro, dono do restaurante Jijoca, compartilha do sentimento. "Por ser cearense, eu tenho muito orgulho de representar um pouco da gastronomia do Ceará e trazer pratos característicos da região", declara. "Eu fico muito feliz de poder contribuir com a gastronomia local trazendo um pouquinho da minha terra e homenageando ela", complementa.
Wady Dahás, proprietário do restaurante paraense Du Pará, se sente responsável por representar toda a cultura do Norte. "Lá, a comida é muito parecida. Todo mundo come tucupi, tacacá, então não temos clientes só do Pará. Temos de toda a Amazônia, do Norte em geral, e de Brasília também. Os brasilienses adoram a nossa comida, que é conhecida no mundo inteiro. É uma satisfação poder mostrar isso para as pessoas", diz.
Tradição mineira
Sucessor do tradicional Feitiço Mineiro, o Feitiço das Artes continua o legado que o mineiro Jorge Ferreira começou há 35 anos. Cheio de "mineirices", o empresário decidiu criar, no coração de Brasília, um restaurante inspirado nas casas de fazenda com fogão à lenha, regido pela comida de Minas Gerais. "A gastronomia mineira é uma das culinárias mais ricas e bem aceitas pelo paladar do brasileiro", concordam os sócios proprietários Joel Oliveira, Jerson Alvim e Jalma Queiroz.
"O Feitiço é o local onde podemos, em alto estilo, alimentar o corpo por meio de uma tradicional comida mineira e brasileira", complementa Joel. Entre as opções do restaurante, os destaques são a costelinha de porco com molho agridoce (R$ 48), pernil à mineira (R$ 73) e a porção de torresmo (R$ 33).
Amazônia na capital
A união entre a saudade de casa e a falta de restaurantes paraenses em Brasília resultou na criação da casa Du Pará. Administrado por Wady Dahás, o local que começou como uma pequena loja Camarão da orla, do restaurante Jijoca na Asa Norte, hoje, é um dos principais representantes da culinária do Norte na capital. Os mais pedidos do restaurantes ficam por conta dos clássicos do Pará, como o vatapá (R$ 25), arroz de pato (R$ 35) e arroz paraense (R$ 35). “Esses pratos são a cara do Pará, da Amazônia. São os que todo mundo pede”, garante Wady. Para o responsável, outro grande diferencial da casa é o açaí 100% paraense (R$ 22). “Os brasilienses ficam curiosos para provar nosso açaí diferenciado, sem banana, xarope, açúcar. Eles querem conhecer o açaí in natura e acabam se apaixonando por ele”, afirma.
Legado da Bahia
Com quase 40 anos de história em Brasília, o Ki—Mukeka faz parte da história da cidade. O primeiro restaurante da rede foi inaugurado em 1978 em Cabuçu, Bahia, por Ivone Marlene de Jesus, com a ajuda de um fogão quatro bocas e dos sete filhos.
O sucesso quase que imediato das delícias vendidas pelo local resultaram em convites para levar o restaurante para Feira de Santana, Salvador e, eventualmente, a capital federal. "É uma grande satisfação poder ser um dos restaurantes mais tradicionais da cidade e ser, de certa forma, parte da cultura de Brasília", declara Cristina Oliveira, uma das responsáveis pela casa.
Fazendo jus ao nome do local, o carro-chefe do menu é a moqueca de camarão (R$ 219,90 — 2 pessoas), que vem acompanhada por arroz, pirão e farofa. Também há opção de moqueca de pescada amarela (R$ 202,90 — 2 pessoas) e moqueca de filé de badejo (R$ 225,40 — 2 pessoas).
Tempero gaúcho
O restaurante Galeteria Gaúcha é tradição na cidade desde 1987. A casa é um feito do riograndense Arnaldo Sonda, que saiu da cidade de Anta Gorda, Rio Grande do Sul, para abrir um restaurante que trouxesse o sabor da comida italiana com os moldes da região do Sul para os brasilienses. “Por ser um restaurante tradicional e pioneiro nessa área, conseguimos enxergar como uma comida afetiva, não só para os gaúchos, mas também aos brasilienses que nasceram e cresceram frequentando o restaurante”, diz Gabriel Sonda. O rodízio de galeto (R$ 54), realizado de terça a combinação do galeto (R$ 27) com polenta frita a domingo na unidade do Lago Norte, é o forte do restaurante. Já na Asa Sul, a sugestão da casa é (R$ 25) e massa talharim à bolonhesa (R$ 27).
Entre o tradicional e o inovador
O Fogão Goiano é resultado do trabalho de uma família de paraibanos apaixonados pela culinária mineira e goiana. "Nós amamos pequi, gueroba, pratos bem regionais do Centro-Oeste", lista a chef Soraia Belizario. Tradição na cidade, a primeira casa foi inaugurada há 32 anos, em Luziânia. Hoje, são 18 unidades espalhadas entre Goiás e Distrito Federal. "A maioria dos nossos pratos são bem tropicais, pratos muito coloridos", detalha.
O menu da casa, que funciona em estilo buffet (R$ 54,90) varia entre os queridinhos do público, como frango caipira e galinhada, a pratos inovadores, como lasanha com pequi e ceviche de manga. Para Soraia, a estrela do restaurante é o bife de alcatra enrolado com couve e queijo, preparado na churrasqueira. "Ele é mineiro e delicioso, um grande destaque nosso", afirma.
Correio Braziliense quinta, 05 de janeiro de 2023
ASTROLOGIA: PARA OS QUE ACREDITAM E PARA OS QUE SÓ DÃO AQUELA *OLHADINHA*
Para os que acreditam e para os que só dão aquela "olhadinha"
A febre da astrologia, principalmente nas redes sociais, reflete o desejo de obter autoconhecimento e de encontrar lugar no mundo. Para muitos, as previsões dos signos são seguidas à risca
EF
Eduardo Fernandes e Letícia Mouhamad*
postado em 01/01/2023 07:15
(crédito: Arquivo pessoal)
O astrólogo Marcelo Cintra, professor da Universidade de Brasília (UnB) entre 2005 e 2006 no curso de astrologia, afirma que o uso do assunto é popular dentro da sociedade desde os primórdios. Tal análise feita por ele perpassa pelo uso da ferramenta desde a antiguidade, há, possivelmente, 5 mil anos. "Quando falamos sobre astrologia, analisamos uma sequência de elementos que não se resumem apenas aos signos, mas a um conjunto de astros, estrelas e satélites que compõem a fotografia do momento exato de um certo evento, como o dia do seu nascimento", explica o profissional.
Na prática, o uso do tema se aplica em diversas áreas da vida de um determinado indivíduo. Compreensão das relações, visão dos próprios desafios e uma identificação consigo mesmo dentro do mundo. Os aspectos são variados e, com o conhecimento necessário, podem, de alguma maneira, provocar impactos nítidos, segundo Marcelo.
Por esses motivos, a razão pela qual muitas pessoas tendem a se apegar aos astros, aos signos e à lei da atração é justamente a busca por respostas para a existência delas dentro do universo. No entanto, essa procura apressada para encontrar o seu lugar na multidão pode ser destruída pelas mídias e redes sociais, que fizeram crescer a febre pelo tema nos mais diferentes espaços da internet.
"Simplificar e vender espiritualidade. É essa a ordem do dia, é o que está nos trends. Se por um lado as mídias sociais ampliaram o alcance da informação, por outro, alcançaram um enorme contingente de pessoas adormecidas e entorpecidas em seus lares, sem perceber que as informações que recebem não passam de produtos à venda. Ingressar em um estudo como a astrologia, que demanda tempo, dedicação, prática e meditação é para poucos", destaca Marcelo.
Essa narrativa construída longe das linguagens e conceitos tradicionais é prejudicial para aqueles que estão no ramo há algum tempo e, além disso, atrai o público com uma sensação de falsa esperança para o futuro ou para a própria vida. Por mais que o roteiro seja sedutor, como descreve o astrólogo, é preciso acreditar que a seriedade que acompanha a astrologia possa realmente levar as pessoas a uma trajetória em que acreditar no universo seja uma jornada que faça sentido — e que também leve sentido.
27/12/2022. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Revista. Misticismo nas novas gerações. Taróloga Luiza Lopes fotos no Templo da Boa Vontade.(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O que esperar para 2023
Análises dos arquétipos que cada signo nos apresenta para resgatar e reconectar no próximo ciclo da Lua e do Sol, que serão os regentes do ano de 2023. Lembrando que, para a astrologia, o ano inicia em Março. Mais precisamente no dia 21.
Áries: os assuntos da família, dos amigos e das parcerias devem ser priorizados, isto é, resolver energias do passado, coisas mal resolvidas bem como as energias emocionais que trazem experiências do passado, devem ser (re)avaliadas. Focalizar nessas questões fortalece o poder criativo de autoafirmação para a espiritualidade, que é o objetivo da manifestação da alma no mundo físico.
Touro: resgatar os objetivos e sonhos de tudo aquilo que se desejava conhecer ou ter um acesso mais profundo em relação aos conhecimentos que dão forma ao nosso plano material, como cursos, filosofias ou conhecimentos. Focalizar nessas questões pode abrir portas no campo de trabalho, emocional e as relações com novos projetos de vida.
Gêmeos: um ano propício aos resgates daquilo que traz mais estabilidade emocional, seja material, seja psíquica. Buscar harmonizar o foco no mundo material e equilibrar as forças que dão suporte às bases emocionais, trazendo tranquilidade. Devem priorizar e cuidar dos assuntos espirituais para que os novos caminhos sejam abertos e obtenham o reconhecimento merecido.
Câncer: experimentar e se permitir mergulhar em momentos de iniciativas que liberam cargas emocionais e rever as bases que facilitem nos resgates dos diversos assuntos que deixou para trás nos ciclos anteriores. Devem buscar promover de forma intensa a projeção daquilo que sentem intimamente (ouvir a intuição) reavaliar e desenvolver o discernimento dessas forças emocionais antes de agir.
Leão: se souber trabalhar o poder solar, da criatividade, do foco e da essência das coisas, isso servirá como um preparo para alcançar os objetivos de forma assertiva. Deve saber o que quer e potencializar. Se reconectar com o seu mestre interior: quando faltar visão e luz, pare e olhe para dentro, pois a resposta está dentro de ti e não te preocupe com o que os outros dizem.
Virgem: tempos propícios para resgatar amizades, relações e laços com grupos, amigos e pessoas que tenham a ver com os seus propósitos pessoais, mas, principalmente, espirituais. Deve trabalhar o dia a dia com foco no autodesenvolvimento. Período de resgate das energias emocionais por meio dessa mobilização através dos outros e sentir o que de fato é a sua individualidade.
Libra: saber identificar os principais objetivos e metas de vida e agir diante dessa vontade. Há grandes possibilidades de conquistas e realizações. Evitar gastar energias com o que não é importante e resgatar os sonhos que têm a ver com a sua missão, favorecendo a reconexão com seus sonhos verdadeiros.
Escorpião: é necessário ter um caminho filosófico e espiritual bem resolvido. Escolher o trajeto que faz mais sentido para você e parar de gastar energia com organizações que não fortalecem a sua energia espiritual. O caminho é aberto para viver os objetivos de vida que são alinhados ao verdadeiro propósito.
Sagitário: é um momento simbólico de renascimento, reavaliar com as suas próprias energias emocionais, as parcerias no trabalho, na família e/ou sociais. Desenvolver a percepção se elas fluem ou se estão travadas. Não gastar mais energia emocional com o que não é prioridade. Oportunidade de realizar uma limpeza, tirando tudo que não se encaixa mais na sua vida ou mudar as prioridades para aquilo que realmente tem sentido.
Capricórnio: os resgates nos relacionamentos, principalmente no campo das sociedades, parcerias e nos casamentos, buscando identificar o que atrapalha essas relações. Boas energias para estabelecer relações saudáveis com as pessoas e com novos horizontes de conhecimento, desde que tenha foco na sua espiritualidade, isso gerará alegria de viver. Priorizar sair das relações em que não se sente valorizado e procurar estabelecer vínculos com bases verdadeiras.
Aquário: foco na saúde física e mental. Atenção para resgates da percepção de seu tempo com as atividades do dia a dia. Procurar estabelecer metas e organizar o tempo para se dedicar à integridade do ser e buscar parcerias harmônicas nesse sentido. O foco será no equilíbrio das tensões mentais e na saúde integral do ser em suas diversas formas de relações com o meio ou com o outro, seja amigo, cônjuge, parente ou colegas de trabalho.
Peixes: Procurar refletir e resgatar os sonhos que trazem a alegria e evitar coisas que desperdicem seu tempo e fuja do foco. Harmonizar a diversão com a criatividade e encaixar em seu dia a dia na solução das questões práticas. Enfatizar a alegria de viver com o objetivo de encarar os desafios para evitar que as energias negativas do cotidiano retirem você de seu caminho espiritual.
Correio Braziliense quarta, 04 de janeiro de 2023
BELEZA: É HORA DOS BANHOS ENERGIZANTES
Limpa! Limpa toda a energia negativa! É hora dos banhos energizantes
Lavagens com ervas podem auxiliar a começar 2023 com o pé direito. Conheça os cuidados para realizar a limpeza da forma correta
CM
Carolina Marcusse*
postado em 01/01/2023 06:10
(crédito: Puhha/Unsplash)
Banhar-se com água é uma forma de higiene que teve início em rios e córregos e, com o passar do tempo, tornou-se parte importante dos lares. Para muitos países, como o Brasil, o banho é uma atividade diária e essencial para refrescar nos dias mais quentes. Mas pode ir além. Nos rituais de beleza, têm a finalidade de promover limpeza profunda, energética e emocional por meio de ervas naturais.
Para o início do novo ano, pode ser interessante integrar algumas práticas na rotina, principalmente se a animação estiver em baixa. É o que dizem os terapeutas holísticos consultados pela Revista. Sérgio Dhubrann, do espaço Sacred Second, afirma que, de modo geral, os banhos de ervas são utilizados para que o indivíduo reencontre o equilíbrio perdido por algum motivo, ora interno, ora externo.
Esse desequilíbrio, segundo o profissional, pode ser causado por diversos fatores, como um evento triste, uma mágoa guardada ou até mesmo a passagem por lugares desconfortáveis. O banho não resolve os problemas ou afasta completamente as dores emocionais, mas auxilia nesse processo de descarrego da negatividade no geral.
No entanto, Dhubrann explica que os banhos podem ser feitos mesmo se a pessoa sentir que está em equilíbrio, como quando há o desejo de aumentar as condições favoráveis para que algo aconteça. "Pode estar tudo bem, mas a gente quer uma energia a mais para algum projeto, sonho ou até para melhorar a nossa relação dentro de casa", explica. Nesses casos, as ervas podem ajudar.
O terapeuta holístico informa que, dependendo da intenção, os benefícios virão. "Às vezes, a gente toma o banho só para descanso e paz, para ativar alguma força em nós, para essa expansão ou equilíbrio", conclui. Além disso, ele confirma que os banhos são auxiliares na busca por harmonia e que não substituem tratamentos da medicina oriental ou ocidental.
Diferentemente do que se pensa, para tomar um banho terapêutico não é necessário ter uma banheira ou um ofurô. Com um balde ou bacia, ensina Dhubrann, é possível misturar a água com as ervas e despejar sobre o corpo. Além disso, a proporção dessa mistura varia. Para ele, não existe quantidade certa, tudo tem que ser pesquisado individualmente, caso a caso, mas, de modo geral, use um punhado (uma mão fechada) da erva escolhida em um litro a um litro e meio de água. Dessa forma, é possível individualizar o que a pessoa precisa, baseado no tamanho de sua mão.
Temperatura
Outro fator que interfere nos banhos é a temperatura da água, que é utilizada para potencializar determinado efeito. As ervas quentes são mais agressivas na limpeza e o terapeuta holístico alerta que deve haver cuidado e moderação no uso, inclusive, evitando o contato da água com a cabeça. "Os banhos quentes podem ser perigosos porque são como produtos de limpeza: limpam, mas, se permanecem na pele, começam a ser corrosivos, começam a prejudicar", esclarece.
Já as ervas mornas funcionam como meio-termo e, por isso, são mais equilibrantes e energizadoras, não agem tanto nas limpezas profundas, como as quentes. O terapeuta holístico Dhubrann explica que, geralmente, são as mais utilizadas e bastante seguras. "Elas vão equilibrar mesmo. Se a energia está em excesso, elas diminuem; já se está faltando energia, elas aumentam essa força, para o nosso equilíbrio", informa.
Por fim, existem as ervas frias, que são como banhos gelados, feitas para acalmar e fluir. Porém, ocorrem algumas diferenciações entre elas. Algumas são mais relaxantes, como a capim-cidreira e o maracujá, que podem causar uma calma no físico. Outras são mais energizantes e refrescantes, que deixam o indivíduo mais desperto, como a rosa vermelha e o girassol. "A erva fria abaixa a tensão, a ansiedade, a depressão, mas energiza, dá força para continuar", completa.
As ervas, inclusive, podem ser misturadas. Os banhos não precisam, necessariamente, ser de apenas um composto; diversas receitas podem ser criadas para os mais variados objetivos. É o que conta o gestor de redes sociais e designer Moisés Gonzaga, 36 anos, que, desde a adolescência, realiza banhos e combinações de ervas com propósitos específicos.
Algumas receitas, aprendeu em livros e pesquisas; outras, com amigos, parentes e pessoas que foi encontrando na sua caminhada. Hoje, os principais objetivos que ele busca atingir com os banhos são proteção, equilíbrio e descarrego. As ervas mais utilizadas por Moisés são: boldo, alecrim, lavanda, sal grosso, artemísia e anis — cada uma para um momento específico.
Infusão de alecrim.(foto: Svf/Unsplash)
Os principais cuidados tomados por ele são misturar as ervas certas, saber os dias da semana certos e a fase da lua, que, para ele, tem influência nos resultados. Para o ano-novo, conta que, provavelmente, fará um banho específico para ter uma virada em seu potencial máximo.
Além das ervas citadas pelo designer, as mais populares e acessíveis são o alecrim, a arruda, a guiné e a alfazema (lavanda). Outros banhos comuns são os com canela, espada-de-são-jorge e manjericão. O manjericão entra nessa lista por ser uma planta comum e também por ter inúmeros usos e possibilidade de agir em diferentes campos.
De acordo com o terapeuta holístico Neilson Santos, quatro opções interessantes de banhos são o de lírio, para diminuir o estresse e trazer paz mental; o de manjericão e alecrim, para buscar renovação e cura energética; o de arruda e guiné, para descarrego de energias negativas; e o de alfazema, para purificar.
Beleza
Embora o foco principal dos tratamentos esteja no campo energético e emocional, acabam tendo impacto no físico e nas aparências por tabela, já que uma mente sã reflete em um corpo são. Além disso, alguns banhos podem auxiliar na hidratação da pele e dos cabelos. A administração de óleos essenciais de forma responsável também pode potencializar esses efeitos, como é o caso da rosa mosqueta.
Santos, que é responsável pela Renovar Terapia Holística, explica que os óleos essenciais atuam como agentes relaxantes, que podem ser usados até mesmo para melhorar a saúde física, mas reforça a importância de consulta e indicação de quem conhece bem os produtos, para não se expor a riscos desnecessários.
Sobre os tipos de água que podem ser utilizados, o profissional garante que não deve haver uma grande preocupação, a própria água do chuveiro serve, já que o que energiza essa água são as plantas utilizadas. Segundo ele, o essencial é que as ervas sejam sempre maceradas, ou seja, amassadas, para liberar o máximo de suas propriedades. Caso exista fácil acesso a água de cachoeiras, é ainda melhor, pois esta água, naturalmente, tem grande potencial de limpeza.
Para começar bem o ano
Banho de limpeza pesada
Ingredientes
- Um galho de arruda com 9 folhas
- Um punhado de casca de alho
- Um unhado de casca de cebola
- 1 xícara de café preto coado puro
- 1/2 xícara de álcool 70% ou cachaça branca
- 1 litro de água comum
- 1/2 litro de água com gás
Modo de preparar
Ferva a água comum, coloque em infusão a arruda e as cascas, junte o café coado e o álcool. Espere amornar para se banhar. Faça suas orações e pedidos e misture o 1/2 litro de água com gás no banho morno. Tome esse banho do pescoço para baixo.
Correio Braziliense terça, 03 de janeiro de 2023
CARNAVAL BRASILIENSE: DEPOIS DE NOVE ANOS, BRASÍLIA TERÁ DESFILE EM SAMBÓDROMO
Depois de nove anos, Brasília terá desfile de carnaval em sambódromo
Celebração vai ocorrer no Eixo Cultural Ibero-americano. "Vamos fazer o sambódromo mais bonito do país", disse o secretário de Cultura do DF, Bartolomeu Rodrigues. Segundo ele, a folia terá duas celebrações na capital este ano: em fevereiro e em abril
Segundo Bartolomeu, a pasta instituiu o projeto Escola de Carnaval assim que vislumbrou a possibilidade do retorno do evento. "Fizemos um investimento de quase R$ 5 milhões em editais de chamamento público, fora o FAC (Fundo de Apoio à Cultura)", complementou o chefe da Secec. A finalidade do projeto é capacitar, profissionalizar e articular a organização da cadeia produtiva das escolas de samba, que teve o desfile interrompido em 2015.
Lançada em fevereiro de 2022, segundo explicou, à época, a subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes, a ideia da Escola de Carnaval é rearticular o setor, que se desorganizou. Ela reforçou que um dos eixos principais do projeto é incentivar a gestão profissional da cadeia produtiva que envolve sete mil trabalhadores no DF.
Carnaval duas vezes
Este ano será mais especial ainda, não somente pelo retorno do desfile em sambódromo. Bartolomeu acrescenta que a festa terá dois momentos: o carnaval no período tradicional (em fevereiro) e, no aniversário de Brasília, em 21 de abril. Na segunda época, o destaque será o desfile das escolas de samba, permitindo que elas possam competir.
Apesar do prestígio, as escolas de samba do Distrito Federal não se apresentam na avenida desde 2014, quando contaram com repasse governamental para a folia. A festa do ano teve como vencedora a Acadêmicos da Asa Norte, escola fundada em 1969 e segunda maior detentora de títulos — sete, ao todo
Cobertura do Correio Braziliense
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Correio Braziliense segunda, 02 de janeiro de 2023
ABAIXO A RESSACA: VEJA COMO CURTIR AS FÉRIAS EM PAZ COM A SAÚDE
Abaixo a ressaca: veja como curtir as férias em paz e com saúde
O álcool, quando consumido sem moderação, pode causar transtornos e muita dor de cabeça – literalmente. Por isso, equilíbrio é a palavra de ordem
LM
Letícia Mouhamad*
postado em 01/01/2023 06:00
(crédito: Reprodução: Wil Stewart/Unsplash)
Enfim, chegou o período das férias e nada melhor do que relaxar! Há, porém, quem não dispense a companhia do álcool e, a depender da quantidade de consumo, esse momento de descanso pode se transformar em transtorno. Dores de cabeça, vômitos, confusão mental, vexame… a lista é longa.
Nesse contexto, o nutrólogo e coloproctologista Celso de Paiva Melo lembra que a ingestão de etanol, quando em quantidades moderadas, geralmente, não é prejudicial. Mas quando ocorre sem moderação, pode causar sérios danos ao organismo. Isso porque, além de ser prejudicial ao sistema nervoso central, o álcool é capaz de debilitar permanentemente órgãos como o fígado, o coração e o pâncreas.
Esses danos podem ser imediatos ou tardios e dependem da quantidade ingerida, da genética individual, do sexo, do tipo de bebida e da frequência. O maior problema é que, muitas vezes, só percebem-se os prejuízos instantâneos ao corpo — mal-estar e irritação gástrica, por exemplo — e não há preocupação com aqueles que podem tornar-se crônicos e até irreparáveis (cirrose hepática e pancreatite crônica).
Daí a importância de compreender o seu limite no quesito bebedeira e estar atento aos sinais da ressaca, a fim de que não ocorra novamente ou, pelo menos, com tanta frequência. Mas, de toda forma, se não deu para evitá-la, vale a pena pegar algumas dicas de como cuidar-se neste momento, para que este seja o menos desagradável possível, para si e para os outros.
O que é?
A ressaca é causada pela intoxicação aguda da ingestão de álcool.
Como essa intoxicação ocorre?
O álcool, após ingerido, é rapidamente absorvido pelo intestino e transportado através da corrente sanguínea até o fígado. Neste órgão, o etanol sofre metabolismo até transformar-se em acetato — ativo não tóxico ao organismo.
O problema é que, nesta transformação, o etanol precisa ser metabolizado em acetaldeído, um ativo extremamente prejudicial ao organismo. Assim, dependendo da quantidade de bebida alcoólica ingerida, o fígado não é capaz de metabolizar todo o etanol em acetato, liberando na corrente sanguínea esse metabolito tóxico.
“Para ser ter uma ideia, o fígado consegue metabolizar apenas 7g de etanol até acetato por hora, ou seja, se ingerimos uma quantidade superior a essa (por exemplo, uma latinha de 300ml de cerveja possui aproximadamente 12g de etanol) podemos ter todos os sintomas da conhecida ressaca”, explica o nutrólogo Celso de Paiva Melo.
Quais os sintomas?
Os sintomas mais comuns, iniciados de seis a oito horas após a ingestão da bebida, incluem: dores de cabeça, boca seca, náuseas, vômitos, confusão mental decorrentes da perda de eletrólitos, hipoglicemia e irritação gástrica.
Palavra do especialista
Como evitar a ressaca? Existem alimentos ou métodos que blindam esse mal-estar?
A ressaca é uma resposta fisiológica à intoxicação alcoólica provocada pela ingestão da bebida. Dessa forma, ela vai acontecer de qualquer forma. Porém, manter-se hidratado, consumindo água mineral junto à bebida, ajuda a fazer esse detox hepático e torna a eliminação alcoólica mais rápida, além de repor a perda hídrica que o álcool provoca, por ter efeito diurético. Outra estratégia é sempre comer alimentos saudáveis e circunstanciais, por exemplo, almoçar ou jantar antes de iniciar o consumo de bebida alcoólica. Dessa forma, evita-se tanto a hipoglicemia quanto a possibilidade se o organismo entrar em colapso, potencializando a ressaca ou danos piores.
É possível cessar esse estado imediatamente?
Infelizmente, não. Após ingerido, o álcool precisa ser desintoxicado pelo fígado e eliminado pelo organismo, processo que leva algumas horas.
Aos que não abrem mão do álcool, mas optam pela moderação, qual o limite de consumo recomendado?
Até um certo tempo, o consumo de 30g de álcool era tolerável, o que equivale a duas latas de cerveja ou a duas taças de vinho. Porém, nos últimos anos, a medicina chegou à conclusão de que o efeito intoxicante do álcool é o que mais traz malefícios ao organismo, independentemente da dose ou da constância de ingestão. Claro que quanto maior e mais constante o consumo, maior o dano. Resumidamente, o ideal para a saúde é não consumir bebida alcoólica. Mas, se for realmente ingerir, beba o mínimo possível e busque bebidas com algum valor nutricional, como os vinhos secos.
Debora Sena é nutricionista da Science Play
*Estagiária sob a supervisão de Sibele Negromonte
Correio Braziliense domingo, 01 de janeiro de 2023
PREVISÕES PARA 2023: O QUE NOS AGUARDA, CONFORME ASTROLOGIA, TARÔ E ORIXÁS
O que nos aguarda em 2023? Confira previsões da astrologia, tarô e orixás
Muitos brasilienses anseiam pelo recomeço em 1º de janeiro e almejam por tempos melhores. Mudanças na política, conflitos pelo país, educação, saúde, meio ambiente: como ficam as previsões?
JE
Júlia Eleutério
postado em 01/01/2023 05:19 / atualizado em 01/01/2023 05:19
(crédito: Arquivo pessoal)
Um novo ano está prestes a começar e com ele fica a dúvida: o que esperar desse ciclo que se inicia? Será que os conflitos políticos continuam? Será que com a transição de governo haverá mudanças positivas ou negativas? Como fica a economia, a saúde, o meio ambiente e a educação no Distrito Federal e no Brasil? São inúmeras as questões. Para desvendar esses mistérios, o Correio consultou o astrólogo Gabriel Strauss, a taróloga Márcia Godoy e o Pai Fábio de Ogun, Sacerdote da Tenda Espírita Vovô Pedro de Angola, que preveem um país dividido no início do ano, mas que aos poucos irá entrar nos eixos, com os novos governos que se iniciam no Brasil e no DF
Confira as previsões sobre os temas
Brasil
Astrologia: "A partir de 2023, o gráfico do índice cíclico começa a subir, indicando uma retomada de fôlego para a humanidade, com melhorias na economia, tomada de consciência ambiental, escalada humanitária e ascensão de governos progressistas. Portanto, 2023 promete ser um ano mais leve do que os três últimos, mas ainda apresenta desafios. Para o Brasil, as previsões são tensas. O aspecto mais importante do ano é a conjunção de Urano com o Fundo-do-Céu do mapa da Independência do Brasil, indicando mudanças climáticas, imprevistos com a agricultura e habitações, rebeldia por parte dos partidos de oposição ao governo."
Tarô: "O mundo todo está observando o Brasil. Esperam o retorno de momentos de muito êxito, de muita fartura, novas construções e investimentos estrangeiros. Haverá algumas situações de impasse também, principalmente relacionada a valores, mas as perspectivas são bastante positivas. Aparece muita negociação e conversação, novos acordos, a retomada de um status anterior com relação a imagem do Brasil lá fora, além de mulheres e pessoas mais velhas tendo uma voz muito forte e importante. Saída da estagnação, uma melhora na economia, a população feliz e aparece também bom posicionamento para o governante do Brasil."
Orixás: "No primeiro trimestre do ano ainda encontraremos um país dividido, o que pode ocasionar conflitos e impasses. Falas e ações poderão gerar mágoas e ressentimentos, mas até o final do segundo trimestre as coisas já começam a se estabilizar. O segundo trimestre vem com muita articulação exterior. Investimentos vão sacudir a economia do país, ainda assim não proporcionam tranquilidade aos pequenos negócios. Por esse motivo, o desemprego ainda será alto. A luta na retomada de empresas públicas causará mudanças, mas proporcionará positividade aos concurseiros."
Distrito Federal
Astrologia: "O principal aspecto que afetará Brasília é a passagem de Plutão, planeta da morte e renovação, pelo ascendente da cidade, quadrando o Sol natal. Crise envolvendo o governante e/ou figuras políticas centrais. Quando mobiliza o ascendente, ganha força e destaque, promovendo mudanças profundas. Pode, também, apontar truculência por parte do governante, escândalos, violência, golpes e, até mesmo, quedas e deposições de figuras centrais. Há indicador de problemas com policiais, militares, com o judiciário e uma possível postura autoritária por parte do governador. Sol e Vênus se aproximam de uma bela conjunção exata na casa 4, o que indica diplomacia, viabilidade de acordos políticos e, possivelmente, a ascensão de mulheres a postos de poder."
Tarô: "Haverá vários conflitos no DF com relação a funcionalismo público. Profissionais da educação e saúde estarão se rebelando em manifestações e tudo isso principalmente por questões salariais e de condições de trabalho. Vão aparecer algumas notícias contrárias ao governador que são trazidas por pessoas do passado. Eu vejo ele tendo que enfrentar muitos obstáculos relacionados ao orçamento. Ele consegue organizar isso, mas vai enfrentar muitas dificuldades."
Orixás: "Brasília passará o ano de 2023 entre a cruz e a espada, dividindo as opiniões entre a população a respeito do governo. O governador reeleito Ibaneis Rocha enfrentará dificuldades com as lideranças, que se rebelaram contra ele, ao apoiar o novo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Até o meio do ano de 2023, ocorrerão várias trocas nas lideranças políticas de seu gabinete, e toda essa pressão pode afetar a saúde do Governador. Um conselho? Cuidado com bebidas alcoólicas."
Emprego e Economia
Astrologia: "Ao longo do ano, Saturno faz trígono com o Marte da independência do Brasil, apontando que a relação com os militares passará por uma lapidação, em busca de consistência. Este mesmo aspecto favorece a indústria, sobretudo a metalurgia, as engenharias, ferrovias. Contudo, Saturno também quadra o Júpiter e a Lua do Brasil, indicando contenção de gastos e restrições à população. Os planetas apontam um cenário de contenção econômica e a viabilidade de uma reestruturação. O mapa da Independência da Bahia mostra que o povo receberá auxílio e proteção. De toda a maneira, é difícil precisar como se dará o trabalho pela erradicação da pobreza, uma vez que o governo enfrentará muitas dificuldades e possivelmente não conseguirá executar plenamente o que propõe."
Tarô: "Melhorias no campo econômico. Haverá algumas tentativas de boicotar o governo, mas é uma coisa fabricada, que logo também ficará revelado. Aparecerá a superação das principais dificuldades. Com relação à empregabilidade, as pessoas que estão no mercado de trabalho e que não têm carteira assinada aparecem tendo medidas de regulamentação, mas não necessariamente em 2023. O início de um movimento de revisão de algumas práticas que vai abalar um pouco alguns empresários ou algumas empresas que tomam o trabalhador como um autônomo ou um Pessoa Jurídica. Sobre a pobreza e a fome, o Brasil está superando obstáculos na produção de alimentos, que podem estar relacionados ao clima, em questões climáticas."
Orixás: "Infelizmente o norte e o nordeste brasileiro seguem com muita dificuldade profissional. O desemprego se manterá em alta no ano de 2023. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal, mesmo com dificuldades, conseguem se manter em estabilidade. O desemprego de forma geral no país só irá melhorar em 2024, com o investimento do exterior no país. O segundo trimestre vem com muita articulação exterior. Investimentos vão sacudir a economia do país, ainda assim não proporcionam tranquilidade aos pequenos negócios. O desemprego, junto ao caos da saúde pública manterá o índice de pobreza no país bem elevado e as tentativas de políticas sociais não serão suficientes para a assistência necessária no país."
Saúde
Astrologia: "O mapa do equinócio de Áries (20/3/2023) mostra quatro planetas na casa 6, que trata da área da saúde, indicando um foco nesse assunto. É provável que o sistema de saúde ganhe enfoque durante o outono. A população necessitará de cuidados. Ainda, os eclipses de 20 de abril e de 14 de outubro também indicam crises envolvendo a saúde do povo e as estruturas hospitalar e funerária."
Tarô: "Há dificuldades a serem vencidas e muito trabalho. Aparece uma atuação muito forte e muito intensa da ministra no comando do Ministério da Saúde, muito bem articulada politicamente, conseguindo novos investimentos e resolver algumas questões. Aparece apoio para superação de alguns problemas por parte do congresso e de alguns setores relacionados orçamento e planejamento."
Orixás: "A maior parte da população vai se deparar com uma velha pandemia: o caos da saúde pública. Parte disso, causado pelo desastre causado pela covid-19, que já deixa muitas pessoas necessitadas de tratamentos e acompanhamentos desde seu início em 2020. Oxum vai reger a maior parte de 2023. Isso nos proporcionará observar melhor as pessoas à nossa volta e se distanciar de falsos amigos. Será um ano de elevado índice de natalidade, um período bom para quem deseja investir no amor e também para aqueles que desejam se livrar de vícios e da depressão."
Meio ambiente
Astrologia: "O aspecto mais significativo de 2023 para o mapa do Brasil é a passagem de Urano pelo Fundo-do-Céu, ponto mais baixo do mapa, que indica abalos climáticos e mudanças na agricultura. Certas medidas como a criação do Ministério dos Povos Indígenas são pontos de inovação no governo Lula. Isto guarda analogia com Urano, que vive em busca do novo. A utopia precisará encarar a realidade."
Tarô: "Aqui aparece também a possibilidade de descoberta de laboratório de processamento de entorpecente na floresta ou alguma madeireira clandestina ou de mineração ilegal. As cartas mostram o mundo feliz em relação ao meio ambiente, o Brasil realmente retomando o lugar de liderança nessa área."
Orixás: Infelizmente, educação e meio ambiente não tiveram respostas no jogo.
Educação
Astrologia: "Indicações de bons ventos para a educação básica. Provável reforço no Plano Nacional de Educação, bem como reestruturação e ampliação do ensino superior. O mapa do equinócio de outono, quando aplicado ao mapa da independência da Bahia narra melhor a política brasileira sob os olhos da população, mostra Júpiter no Meio-do-Céu, indicando realizações e expansão do ensino superior."
Tarô: "Várias dificuldades a serem vencidas. No caso da educação, aparecem obstáculos colocados de propósito. Aparece a revisão de algumas medidas tomadas nos dois governos anteriores que acabaram atrasando e causando retrocesso no processo educacional. É o começo da libertação nessa área com ações conjuntas da cultura, esportes através da promoção de novos espaços educacionais e de desenvolvimento."
Orixás: Infelizmente, educação e meio ambiente não tiveram respostas no jogo de cartas.
Correio Braziliense sábado, 31 de dezembro de 2022
SÃO SILVESTRE 2022: CORRIDA TEM 1ª VITÓRIA DE UGANDA E TRICAMPEÃ DESBANCADA
São Silvestre tem 1ª vitória de Uganda e tricampeã desbancada
A queniana Catherine Reline e o ugandense Andrew Kwemoi foram os vencedores da São Silvestre deste ano. Brasileiros ficaram em 4º lugar
AE
Agência Estado
postado em 31/12/2022 10:39
(crédito: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
A 97ª edição da Corrida São Silvestre, disputada na manhã deste sábado (31/12) em São Paulo, terminou com dois campeões inéditos. O primeiro lugar da prova feminina ficou com a queniana Catherine Reline, de apenas 20 anos, que completou o trajeto em 49min39 e superou as compatriotas Yimer Wude, tricampeã da corrida paulista, e Kabebush Yisma, donas do segundo e terceiro lugar, respectivamente. A brasileira Jenifer Nascimento ficou em quarto lugar.
Já o vencedor entre os homens foi o ugandense Andrew Kwemoi, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 44min43s, e se tornou o primeiro atleta de Uganda a ser campeão da São Silvestre. A segunda colocação ficou com Joseph Panga, da Tanzânia, e o terceiro lugar foi de outro ugandense, Maxwell Rotich.
Atrás deles, o brasileiro Fábio Jesus Correia chegou em quarto e se jogou no chão, emocionado pela conquista. "Estou pensando na minha mãe. Acho que ela estava me dando força", disse em entrevista à TV Globo, dedicando a vitória à mãe falecida. "Não é fácil, a nossa vida é um pouco sofrida. Eu trabalhei como Uber, sou coletor. Minha rotina é muito puxada, mas cheguei aqui e fiz uma coisa que muitos duvidavam. Só tenho a agradecer".
Havia o receio de que a corrida pudesse ser atrapalhada pelo clima, após uma semana de muita chuva. A capital paulista, contudo, amanheceu ensolarada e a prova foi disputada com solo seco do início ao fim. Debaixo do sol, muitos participantes amadores homenagearam Pelé, morto na última quinta-feira.
As pessoas levavam cartazes com frases como "Obrigado, Pelé", vestiam roupas personalizadas e exibiam imagens do Rei do Futebol. Em uma das homenagens, a foto do atleta do século aparecia ao lado de uma foto de Erasmo Carlos, outro ícone brasileiro reconhecido e exaltado mundialmente que morreu neste ano.
Na disputa feminina, Catherine Reline se destacou do primeiro bloco perto do meio da prova e se isolou na frente, sem sofrer grandes ameaças até cruzar a linha de chegada no retorno à Avenida Paulista. A tricampeã Yimer Wude conseguiu diminuir um pouco a distância na parte final do trajeto,mas terminou bem atrás da vencedora. Kabebush Yisma veio logo atrás, seguida por Jenifer Nascimento.
A prova masculina foi um pouco mais equilibrada na definição do vencedor. Andrew Kwemoi foi perseguido por Joseph Panga, mas não deixou ele encostar e conseguiu a vitória inédita para a Uganda na tradicional corrida de rua brasileira. Panga cruzou a linha de chegada 26 segundos depois do ugandense. Então, vieram Maxwel Rotich e o emocionado Fábio Jesus Correia.
Correio Braziliense sexta, 30 de dezembro de 2022
PELÉ: VIDA E MORTE DO REI DO FUTEBOL - RELEMBRE ES HISTÓRIA
Vida e morte de Pelé: relembre a história do monarca da bola
De 23 de outubro de 1940 a 29 de dezembro de 2022: a vida e a morte de Edson Arantes do Nascimento, o monarca da bola
CB
Correio Braziliense
postado em 30/12/2022 08:06
(crédito: TV Brasil/Divulgação)
Do início ao fim da carreira, Pelé, morto ontem, às 15h27, aos 82 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos causada pelo avanço de um câncer no intestino, sempre foi Pelé, suprassumo da excelência. Dizer, por exemplo, que Nadal, Federer e Djokovic disputam o posto de ‘Pelé do Tênis’ é não entender que o mineiro de Três Corações não competiu com ninguém.
Hors concours, Pelé simplesmente foi o melhor e maior esportista da história, reconhecido pelos seus mais de mil gols e vencedor de todos os títulos importantes como protagonista. A comparação usando o nome dele — que virou adjetivo em forma de homenagem (o ‘Pelé da Medicina’, o ‘Pelé da Música’, o ‘Pelé da F-1’) — sempre é imprecisa e exagerada. Como Pelé, apenas Pelé e somente Pelé.
Ao longo da trajetória, Pelé foi coroado. No entanto, dizer que ele foi um rei também soa injusto. Qual o grande atributo de um monarca? No geral, nenhum. Ao rei basta nascer, estar na linha sucessória e herdar o trono. O Charles III, a título de exemplo, o qual assumiu a monarquia britânica: com todo respeito que merece, é sujeito desinteressante, sem carisma, sem nenhuma marca indelével.
Mesmo sendo figura superlativa em relação a qualquer integrante de família real — até o francês Luís XIV, o ‘Rei Sol’, seria ofuscado pelo mineiro, assim como foi a simpática rainha Elizabeth II, em encontro com o craque em 1968 —, Pelé ganhou título de nobreza: o ‘Rei do Futebol’, que virou aposto e quase nome próprio ao longo da sua vida e assim será também agora, posterior a ela.
O título de Rei
Quando tinha apenas 17 anos e era conhecido por poucos, antes mesmo de ganhar a primeira de três Copas do Mundo e de completar duas centenas de gols, o cronista Nelson Rodrigues reivindicava o trono para o garoto nascido em 23 de outubro de 1940, no Sul de Minas Gerais, que despontava no futebol brasileiro.
“Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis”, escreveu o jornalista, na Manchete Esportiva, em 8 de março de 1958. “Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope”, acrescentou. A crônica foi escrita quando Nelson Rodrigues presenciou quatro gols de Pelé, vestindo a camisa do Santos, contra o América-RJ.
Depois disso, ele não teve dúvidas. Com seu estilo literário, conseguiu pronunciar a História. Talvez tenha sido o primeiro a dizer que Pelé já era Pelé. “O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento”, escreveu Nelson Rodrigues.
O cronista alertou que o craque, aos 17 anos, já sabia que era o melhor. Não o melhor ponta, o melhor meia, o melhor atacante. Pelé tinha plena consciência que era o melhor em todas as posições. “Tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: — “Quem é o maior meia do mundo?” Ele respondeu, com a ênfase das certezas eternas: — “Eu.” Insistiram: — “Qual é o maior ponta do mundo?” E Pelé: — “Eu.” Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir.
Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage, e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de
ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé”, garantiu o cronista.
O estado de saúde de Pelé começou a se deteriorar com a descoberta de um câncer no intestino em agosto de 2021, quando recebeu o diagnóstico de um tumor maligno no cólon. Ele passou por cirurgia no hospital Albert Einstein, em 4 de setembro de 2021, para a retirada do tumor. Chegou a ser transferido para uma UTI por causa de problemas respiratórios.
Naquele momento, Pelé iniciou o processo de quimioterapia e ficou 15 dias internado em dezembro de 2021.Em janeiro, metástases foram diagnosticadas em diferentes órgãos do corpo, como fígado e pulmão. Em fevereiro de 2022, Pelé retornou ao hospital paulista para novas sessões de quimioterapia, quando os médicos observaram uma infecção urinária. O quadro melhorou e, por isso, ele foi liberado naquele mês. Pelé foi internado novamente em novembro de 2022 com quadro de anasarca (inchaço generalizado), síndrome edemigênica (edema generalizado) e insuficiência cardíaca descompensada.
Pelé — Capa Correio Braziliense — 29 de novembro de 1969 Acervo Correio Braziliense
Das origens em MG ao futebol
Uma anotação à caneta tinteiro em frente ao nome Edson Arantes do Nascimento no livro de batismo da Matriz Sagrada Família de Três Corações não deixa dúvida: “Este é Pelé. Campeão mundial de futebol — 1958 — Bicampeão em 1962”. A observação é do monsenhor José Guimarães Fonseca, que morreu antes do tricampeonato no México’1970, pároco que batizou, em abril de 1941, o maior orgulho desta cidade do Sul de Minas e majestade eterna dos gramados do mundo inteiro: o Rei Pelé, que na sextafeira completará 80 anos.
Pelé nasceu em 23 de outubro de 1940 – embora a certidão de nascimento, por motivo até
hoje não explicado, registre o dia 21 –, em Três Corações, para onde o pai, João Ramos do Nascimento, o jogador Dondinho, natural da vizinha Campos Gerais, foi servir no 4º Regimento de Cavalaria Divisionário do Exército.
Estabelecido na cidade e com emprego na rede ferroviária, Dondinho conheceu Celeste, filha de um vendedor de lenha, com quem se casou e teve três filhos, o primeiro deles batizado de Edson em homenagem a Thomas Edison, inventor da luz elétrica.
Por três anos, o garoto que viria a ter o apelido mais conhecido do mundo foi chamado pelos familiares de Dico. A mudança, a contragosto do menino que odiava ser chamado de Pelé, veio em 1943, quando Dodinho foi contratado pelo Vasco da Gama de São Lourenço, também no Sul de Minas, que contava com o goleiro Bilé.
Dico o idolatrava e dos gritos quase onomatopeicos de “Plé, Plé, Plé”, os outros garotos passaram a chamar-lhe de Pelé. A família Arantes do Nascimento – que crescera em número com o nascimento de Jair (o Zoca) e Maria Lúcia – trocou a pequena casa à Rua 13 (hoje rebatizada em homenagem a Pelé) em definitivo em 1945, quando Dondinho recebeu uma boa proposta do Bauru Esporte Clube, o BAC. No interior paulista, em companhia do pai, Pelé trocava o parquinho pelos gramados. Ingressou no Sete de Setembro, no Baquinho, as categorias de base do Bauru, e despertou o interesse de olheiros e empresários. Em 1956, vencida pela insistência, Celeste autorizou o ex-atacante Waldemar de Brito a levar Pelé ao Santos.
Correio Braziliense quinta, 29 de dezembro de 2022
RÉVEILLON: MESMO COM PREÇOS ALTOS, SUPERMERCADOS ESPERAM VIRADA COM MAIS FARTURA
Mesmo com preços altos, supermercados esperam réveillon com mais fartura
Segundo o o Sindicato dos Supermercados do Distrito Federal (Sindsuper-DF) a estimativa é de alta de até 7% no faturamento, em relação ao mesmo período do ano passado. Bebidas alcoólicas e carnes são os itens mais procurados
AM
Ana Maria Pol
postado em 29/12/2022 06:00 / atualizado em 29/12/2022 06:10
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A. Press)
A dois dias do Réveillon, os moradores do Distrito Federal já saíram em busca de itens nos supermercados para compor a ceia. O levantamento do Sindicato dos Supermercados do Distrito Federal (Sindsuper-DF) prevê uma alta de 5% a 7% no faturamento, se comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo a entidade, seja para a comemoração em família ou para a festa entre amigos, os consumidores devem aproveitar os resquícios do Natal e comprar novos itens para compor a mesa. A estimativa é que bebidas alcoólicas e carnes — de porco e peixe — tenham maior saída.
De acordo com Jair Prediger, presidente da Associação de Supermercados de Brasília (Asbra) e do Sindsuper-DF, o comportamento dos consumidores nas festas de virada de ano costuma mudar. Isso porque diferente do Natal, que costuma ser comemorado com a típica festa caseira e ceia farta, o Réveillon sobrevive às custas do que restou da celebração em família, e muitos brasilienses optam por festas entre amigos, regadas a bebidas. "O Natal é algo mais família, e sempre tem a ceia que já virou tradição. Então as pessoas se reúnem mais, vendemos mais frutas e carnes. No ano novo, a festa é mais despojada, com amigos, e vendemos mais bebidas e o que sobrou do Natal. Ao invés de aves, as pessoas compram peixes e porco, por exemplo", ressalta.
Apesar da busca por novos produtos impulsionar as vendas, Jair explica que o lucro não acompanha o aumento do faturamento. "O lucro não deve ter o mesmo crescimento, visto que os custos aumentaram muito nos supermercados e nem tudo foi repassado ao consumidor. Então as margens ficaram espremidas," pontua. Jair ressalta que o setor ainda está em processo de recuperação da pandemia. "Existe uma adaptação. Os próprios consumidores estão agindo diferente, ficando mais em casa, e isso ajuda nas vendas. Então, ainda que a margem seja pequena, há algum lucro", diz.
Gastos divididos
A economiária Marlice Regina de Montes, 43 anos, é uma das brasilienses que trocou a festa em família pela celebração na casa de amigos. Moradora do Setor Militar Urbano, ela conta que decidiu passar a virada do ano na casa de uma amiga e, para aliviar o bolso, a ceia será compartilhada. "Cada um ficou de levar um prato e sua bebida, e vamos dividir o valor da banda que irá tocar no dia da festa. Foi uma forma de não pesar para ninguém, temos feito isso há alguns anos e sempre dá certo. A mesa fica tão farta que acaba sobrando pro almoço do dia seguinte", diz.
Responsável pelo chester e farofa da ceia, Marlice diz que, ao fazer as compras dos itens para a receita, sentiu diferença no valor dos produtos importados. "As frutas cristalizadas, por exemplo, ficaram mais caras. Mas nada além do esperado. Acredito que a alta do dólar contribuiu para isso," acrescenta. A economiária também notou diferença no preço da ave.. "Houve um aumento, se comparado ao ano passado, mas era algo esperado. Depois do Natal, o preço diminuiu um pouco", completa.
No caso do advogado Luiz Felipe Feitosa, 39 anos, a comemoração vai manter as tradições do Natal em família. Para a data, decidiu aproveitar os dias de recesso para fazer a compra da nova ceia. Dessa vez, com uma diferença: menos alimentos e carnes de segunda linha. "As coisas estão caras, e como a gente já gastou no Natal, o bolso pesa né? Então aproveitamos o que não foi usado e optamos por alimentos mais em conta. É o caso da carne. Ao invés de comprar uma carne nobre, substituo por paleta ou músculo", diz. Cerca de oito pessoas devem comparecer na festa. "Neste ano, o Natal foi menos requintado, mais simples. E agora não deve ser diferente," completa.
Parcimônia
O professor de mercado financeiro da Universidade de Brasília (UnB) e economista Cesar Bergo, explica que o consumidor precisa ter parcimônia e planejamento para que o Ano Novo não pese no bolso. De acordo com César, bebidas alcoólicas e alimentos como o bacalhau estão com preços elevados. "Principalmente os alimentos que dependem de importação. Essa é a hora de substituir por produtos mais em conta, como o frango," pondera. A dica do especialista é, neste momento, evitar gastos desnecessários, pensando sobretudo nas despesas futuras como pagamento de mensalidade escolar, plano de saúde, impostos. "Então é preciso manter o foco e não se apertar," completa.
Correio Braziliense quarta, 28 de dezembro de 2022
TRANSPLANTE CAPILAR: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE
Tudo o que você precisa saber sobre transplante capilar
Novas tecnologias prometem um resultado muito mais natural. Confira!
CV
CB Vitrine
postado em 19/12/2022 16:30
(crédito: Oleksandra Polishchuk/iStockphoto)
Por Vitrine
Perder cabelo não é nada agradável, não é? Os homens que o digam pois são os mais afetados pela calvície, que geralmente acontece na parte superior e frontal da cabeça. Para solucionar essa condição genética, muitos têm investido no transplante capilar.
A técnica para a realização do transplante capilar evoluiu bastante. É o que garante a dermatologista Natália Medeiros. “Hoje conseguimos realizar transplantes sem cicatrizes na área doadora, com um pós operatório mais tranquilo e com transplantes de alta densidade e muito naturais”, diz.
Anteriormente os fios eram implantados em tufos, que se assemelhavam ao cabelo de boneca, o que trazia resultados artificiais. Hoje, os folículos são implantados individualmente, dentro de microincisões. “Elas podem ser realizadas com muita proximidade, o que traz alta densidade no resultado do transplante. A técnica FUE traz naturalidade aos resultados e têm atraído cada vez mais os pacientes, porém o transplante capilar não traz a cura da calvície, ou seja, os folículos que são suscetíveis a doença ainda poderão ser perdidos após a realização da cirurgia, por isso é fundamental o acompanhamento profissional”, garante.
Aliado à técnica de transplante está o uso do minoxidil que, segundo a especialista, é sim eficaz. “Gosto sempre de ressaltar que não são todos pacientes que respondem ao tratamento e que o medicamento não cura a calvície, ou seja, quando suspenso, ele perde sua ação. É um estímulo do crescimento folicular. Para isso, é necessário a aplicação duas vezes ao dia, deixando a medicação agir por 4 horas e os resultados são observados a partir de 16 semanas do tratamento.”
A Vitrine CB reforça que a automedicação, sem acompanhamento profissional, pode ser prejudicial ao paciente.