Almanaque Raimundo Floriano
Fundado em 24.09.2016
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, dois genros e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Correio Braziliense domingo, 14 de maio de 2017

PORNOGRAFIA MORAL, DIZ ARISTIDES JUNQUEIRA SOBRE DEPOIMENTOS NA LAVA-JATO

Aristides Junqueira sobre depoimentos da Lava-Jato: "Pornografia moral"

Entrevista exclusiva ao Correio: Ex-procurador-geral da República, Aristides Junqueira, afirma que os vídeos com os depoimentos prestados à Justiça na Lava-Jato são uma "pornografia moral", "são essas confissões de prática de crime explícita para o Brasil inteiro e com a maior desfaçatez"

 
 
 
 

postado em 14/05/2017 06:00 / atualizado em 14/05/2017 08:46

Ana Dubeux , Leonardo Cavalcanti /

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
Nascido em São João del-Rei, o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, 75 anos, guarda o silêncio como principal característica. Pelo menos foi assim nos últimos 22 anos, quando deixou o mais importante cargo do Ministério Público. Protagonista da acusação contra Fernando Collor, em dezembro de 1994, ele perdeu a causa e o ex-presidente acabou absolvido do crime de corrupção passiva. Desde então, o advogado saiu dos holofotes e assumiu a discrição sobre episódios passados e recentes da política brasileira.
 
 
 
No fim da manhã da última sexta-feira, porém, Aristides decidiu expor as memórias do julgamento de Collor e avaliar com precisão o atual modo de atuação dos investigadores e investigados na Lava-Jato. Sobre o passado mais distante, o ex-procurador é direto: “Acabei como o único condenado naquele processo”, disse ele, ao se referir às críticas de que preparou uma acusação frágil. Ao comentar a história recente, é enfático: “Continuam tirando dinheiro público. Eu fiquei escandalizado vendo, durante algum tempo, na televisão, uma pornografia moral daquelas enormes, que são essas confissões de prática de crime explícita para o Brasil inteiro e com a maior desfaçatez.”
 
Crítico da exposição demasiada dos investigadores da Lava-Jato, Aristides falou durante quase duas horas com a equipe do Correio sobre a dificuldade de continuar com esperanças no futuro — mas sou um otimista, ainda assim —, a formação da consciência dos integrantes do Ministério Público, incluindo aí ele mesmo, e as pequenas corrupções cotidianas dos brasileiros. Firme na análise sobre o papel do servidor público, ele diz que, do mais alto cargo ao menor na hierarquia funcional, poucos entendem a essência do bem servir:  “ Seja ele ministro do STF, seja motorista do STF ou de qualquer repartição pública, tem que se imbuir de que ele está para prestar serviço, ele não está para deixar sua vaidade pessoal dominá-lo ou ditar suas condutas”.

Correio Braziliense quinta, 11 de maio de 2017

COMO NO MENSALÃO, LULA DIZ QUE NÃO SABIA DE NADA SOBRE O TRÍPLEX E PÕE A CULPA NA MULHER, JÁ FALECIDA

Como no mensalão, Lula diz que não sabia de nada sobre tríplex

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, ex-presidente reclama da falta de provas materiais sobre a compra do imóvel no Guarujá, litoral de São Paulo. Ele atribui à mulher, morta em fevereiro, interesse, mas afirma não ter recebido o apartamento

  
 
 
 
Em mais de cinco horas de depoimento, na primeira vez diante do juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ser dono do tríplex no Guarujá, apresentou-se como uma vítima de ataques, reclamou que está sendo perseguido, sem provas, pelo que fez durante o governo e, em diversos momentos, transferiu a responsabilidade pelas visitas ao tríplex para a esposa Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano. “A verdade é o seguinte: não solicitei, não recebi, não paguei e não tenho nenhum tríplex”, afirmou Lula.
 
Moro perguntou se Lula tinha desistido do tríplex depois que ele visitou o imóvel. “O senhor decidiu que não ia ficar com esse primeiro tríplex já na primeira visita que o senhor fez em fevereiro de 2014?”. Lula confirmou. “Foi isso. Nunca solicitei e nunca recebi apartamento. Imagino que o Ministério Público vai, na hora em que for falar, apresentar as provas. Eles devem ter pelo menos algum documento que prove o direito jurídico de propriedade para dizer que é meu o apartamento.”
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a Marisa o interesse inicial pelo tríplex do Edifício Solaris, “certamente para fazer investimento”. O petista admitiu que visitou o imóvel acompanhado da primeira-dama e do empreiteiro Léo Pinheiro, mas negou que tenha solicitado ou recebido o apartamento. Segundo a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, o imóvel seria propina paga pela construtora OAS.
 
O depoimento seguiu o script imaginado pela defesa, embora o ex-presidente estivesse visivelmente nervoso e desconfortável. Coçava a barba constantemente, em um cacoete já identificado por petistas próximos como um sinal de impaciência. Tirou e colocou os óculos algumas vezes e folheou um maço de papel levado por ele para o depoimento.
 
“Estou sendo vítima da maior caçada política que um político brasileiro já teve”, disse o ex-presidente, ao iniciar sua fala. “Sou julgado pela construção de um Power Point mentiroso, aquilo é ilação pura”, completou. O juiz Sérgio Moro reagiu dizendo que o depoimento deveria ter relação com o processo, e não ser um discurso político. “Eu queria deixar claro que, em que pesem alegações nesse sentido, da minha parte, não tenho nenhuma desavença pessoal contra o senhor ex-presidente, certo?” Lula ficou em silêncio.
 
“O que vai determinar o resultado deste processo, no fim, são as provas que vão ser colecionadas e a lei”, prosseguiu Moro. “Também vamos deixar claro que quem faz a acusação neste processo é o Ministério Público, e não o juiz. Eu estou aqui para ouvi-lo e para proferir um julgamento ao final do processo.” Sutilmente, Lula concordou. Por fim, Moro esclareceu que o boato de que Lula poderia ser preso durante o depoimento era apenas isso, um boato.
 
O ex-presidente também negou ter qualquer conhecimento sobre o esquema de pagamento de propinas e a prática de ato de corrupção dentro da Petrobras. “Você acha que, se tivesse alguém roubando lá, eles iam me falar? Um pai, muitas vezes, não sabe a nota dos filhos na escola”, comparou o ex-presidente. Lula, no entanto, confirmou, à sua maneira, o depoimento dado na semana passada pelo ex-diretor da Petrobras, Renato Duque.

Correio Braziliense terça, 09 de maio de 2017

PREFEITURA DE JEQUIÉ (BA) ENTREGA MOCHILAS MAIORES QUE O ALUNOS

Prefeitura entrega mochilas maiores que os alunos em creche e vira piada

Mochilas foram entregues para alunos de escolas públicas do município baiano. Fotos de criança dentro da mochila viralizou nas redes sociais

 

 
 
Os pequenos caminhavam em direção à escola com a mochila quase tocando o show

 

Os kits escolares entregues pela prefeitura do município de Jequié, na Bahia, são como qualquer outro: estojo, lápis, caneta e borracha. No entanto, uma situação inusitada virou piada na internet desde a sexta-feira (5/5), assim que pais de alunos perceberam o tamanho das mochilas entregues pelo órgão. Aparentemente, o tamanho único do objeto não foi projetado para as crianças mais novas, que literalmente cabiam dentro da mochila. O assunto, claro, rendeu boas risadas na internet.
 
 
 
Criança foi fotografada dentro da mochila, só com a cabeça de fora 
 
 
 
A foto de uma criança dentro da mochila, com apenas a cabeça para fora e sorrindo, foi compartilhada por muitas pessoas na web. Outra imagem mostrava os pequenos seguindo para a escola, com suas mochilas nas costas, quase arrastando no chão. Um internauta brincou: "Vocês que não entenderam. Mochila para crianças é na verdade mochila para GUARDAR crianças". Em outro comentário falaram: "Acho que era para botar as crianças dentro com a cabecinha para fora e alguém levar, porque não é possível". Outra comentou que a mochila dava pra levar todo mundo. "Minha gente, mas nessas mochilas que a prefeitura de Jequié distribuiu na creche, cabem três vidas inteiras, uma penteadeira, cabe nós tudo!", brincou (Veja memes no final do texto).

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Correio Braziliense domingo, 07 de maio de 2017

EX-DEPUTADA EURIDES BRITO (PMDB-DF) É CONDENADA A 10 ANOS DE PRISÃO
 
 
Eurides Brito
CRÉDITO: VALÉRIO AYRES/CBPRESS

Caixa de Pandora: Eurides é condenada a 10 anos de prisão

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

A ex-deputada Eurides Brito (PMDB) foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por corrupção, ao supostamente vender apoio político em troca de uma mesada paga por Durval Barbosa. Esta é a terceira sentença em ações penais da Operação Caixa de Pandora, proferida ontem à noite (05/05), pelo juiz Paulo Afonso Carmona, da 7ª Vara Criminal de Brasília.

Na sentença, o magistrado registra que Eurides recebeu pagamentos de Durval entre setembro e dezembro de 2006 e entre setembro de 2007 e novembro de 2009. A ex-deputada poderá aguardar o julgamento da apelação em liberdade.

Eurides Brito está fora da política desde o escândalo da Pandora. Ex-secretária de Educação, a peemedebista é um dos personagens filmados por Durval Barbosa nas rumorosas cenas em que entrega dinheiro. No caso da ex-distrital,  ficou famosa a imagem em que ela guarda as cédulas na bolsa.

Eurides se recusou a renunciar ao mandato parlamentar, como outros envolvidos no episódio fizeram, e acabou sendo cassada, em 2010, pelos colegas na Câmara Legislativa. Foram 16 votos a favor, três contrários e três abstenções.

Ela também sofreu condenação em ação de improbidade administrativa, confirmada em segunda instância, e está inelegível.

No processo. Eurides negou que recebesse pagamentos mensais de Durval. Ela disse que o conhecia pela relação política que mantinha com Joaquim Roriz e levou o dinheiro por considerar que se tratava de uma ajuda do então governador do DF para a realização de um evento político.

Nesta sexta-feira, o juiz Paulo Carmona condenou o ex-governador José Roberto Arruda a 3 anos e 10 meses de reclusão em semi-aberto e o ex-deputado Odilon Aires a 9 anos de prisão, em regime fechado.

No caso de Odilon, a acusação é igual à de Eurides: vender apoio político em troca de uma meneada paga por Durval. Arruda foi condenado por falsificar quatro recibos que justificariam o dinheiro recebido de Durval como doações para a compra de panetones. Mas esse é apenas um dos processos. O ex-governador responde a 12 ações penais da Operação Caixa de Pandora.


Correio Braziliense domingo, 07 de maio de 2017

FLORIANO SAMPAIO - FAMÍLIA E AMIGOS SE DESPEDEM

Família e amigos se despedem de ciclista atropelado no Park Way

Em mensagem a uma amiga, o artista plástico Floriano Sampaio e Silva escreveu que andar de bicicleta ao pôr do sol era seu momento sagrado 

 
 

Luiz Calcagno

4.5.2017 

 


 

 
Parentes e amigos se reuniram, na tarde desta quarta-feira (3/5), para se despedir do artista plástico, escultor e paisagista Floriano Sampaio e Silva, 50 anos. Ele morreu após ser atropelado por um carro quando pedalava a caminho de casa, na Quadra 17 do Park Way. O velório teve início às 14h30. Brasiliense, Floriano fazia esculturas sinuosas em metal e também em madeira e ganhou vários prêmios. Entre eles, um concurso do Itamaraty, que tem uma de suas obras, intitulada Infinito, em seu acervo.
 
 
 
 
O enterro ocorreu às 17h13, após duas horas de velório. Cerca de 100 pessoas participaram da cerimônia de despedida, que terminou com leitura de textos do próprio Floriano, com aplausos e orações. Floriano era visto como uma pessoa simples, discreta, que sabia tirar o melhor da vida. Não gostava de holofotes nem de fotografias.
 
Em relato enviado a uma amiga em agosto do ano passado, Floriano mencionou o significado do momento de andar de bicicleta para ele. "Quando chega o fim da tarde, encontro o meu momento sagrado, que é andar de bicicleta no pôr do sol... Quilômetros e quilômetros de ciclovias no Park Way, quase inutilizadas, parecem só minhas, um grande parque", escreveu.
 
Floriano participava das atividades do viveiro do Park Way. O desafio, segundo texto escrito por ele, era unir, com harmonia, sustentabilidade e plasticidade. "Um dos pilares do “Manifesto à Natureza”, em sintonia com a proposta do viveiro do Park way, é a intervenção com plantas do Cerrado floríferas, 40 Calliandras. Há anos, desde sempre, o Cerrado esteve esquecido pelas instituições públicas, o viveiro da UnB foi extinto. O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, reconhecido como a maior savana do mundo e com extrema abundância de plantas endêmicas", destacou o artista.
 
O acidente aconteceu na noite de terça-feira (2). Floriano foi atingido pelo veículo de um motorista que dirigia sem habilitação enquanto pedalava na Quadra 17 do Park Way, próximo ao condomínio onde morava. Ele será indiciado por homicídio qualificado.
 
 
 

 


Correio Braziliense sábado, 06 de maio de 2017

SAMBISTA ALMIR GUINETO MORRE AOS 70 ANOS

Sambista Almir Guineto morre aos 70 anos

O cantor e compositor tinha problemas renais e de diabetes

 

postado em 06/05/2017 07:33

Raphael de Macedo*

 O  sambista Almir Guineto, aos 70 anos, um dos fundadores do tradicional grupo dos anos 1980, Fundo de Quintal, morreu ontem. O cantor sofria com problemas crônicos renais e diabetes hvia mais de um ano e estava internado desde abril no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

  


Com o pai violonista, o irmão sambista e a mãe como uma figura importante na escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, Almir, nascido e criado na Tijuca, teve contato com o mundo do samba desde cedo, o que o levou à carreira musical já com certa bagagem.

 
Nos anos 1970, Almir já estava no cargo de mestre de bateria e era um dos diretores da Salgueiro, além de frequentar o bloco de carnaval Cacique de Ramos, que acabou proporcionando o encontro dele com Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany, que se uniram para fundar o Fundo de Quintal. Em 1981, Almir deixou o grupo para seguir carreira solo.

“O Almir foi uma grande amizade de todos nós do Fundo de Quintal. É coisa de muito tempo, dos anos 1970. Essa foi uma das perdas mais sérias que já tivemos no mundo do samba, por tudo o que ele significou,” conta Ubirany. Ele, como um dos fundadores do Fundo de Quintal e como uma grande influência do  samba nos anos 1980 introduziu o banjo.Teve um  impacto enorme.“

Referido sempre como uma pessoa animada e sorridente por aqueles que o conheciam, Almir foi criador de sucessos que falavam de animação e superação. “Minha relação com a música dele é muito grande. Especialmente com Conselho”, lembra a atriz Regina Casé. “Cantei muito os versos ‘deixe de lado esse baixo astral/ erga a cabeça/ enfrente o mal’ para o Estevão (Ciavatta, marido de Regina) durante a recuperação dele”.


Correio Braziliense sexta, 05 de maio de 2017

COM BALÃO GIGANTE E APITOS, MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA JOSÉ DIRCEU

Com balão gigante e apitos, manifestantes protestam contra José Dirceu

Balão inflável de 15m de altura, batizado de Petrolowiski está sendo armado. Até a tarde desta quinta-feira (4/5), os ativistas estavam em frente ao STF

 

Renato Alves

 
Manifestantes prometem tirar o sono do ex-ministro José Dirceu na primeira noite dele livre em Brasília. Cerca de 20 integrantes de diversos movimentos contrários à esquerda estão embaixo do Bloco A da 305 do Sudoeste, onde ele vai morar, após ganhar a liberdade graças à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
 
 
Além de faixas, cartazes e apitos, o grupo trouxe um balão inflável de 15m de altura, batizado de Petrolowiski. Até a tarde desta quinta-feira (4/5), os ativistas estavam em frente ao STF.
 
Dirceu deve chegar nesta quinta-feira (4/5) em Brasília. Ele vai morar na área nobre da capital. Desde cedo há uma grande movimentação de curiosos e jornalistas na quadra. A mudança do condenado no Mensalão e na Lava-Jato é o assunto do dia entre os moradores e trabalhadores dos edifícios residenciais.
 
Liberado após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), terça-feira, José Dirceu vai ocupar um dos apartamentos do Bloco A, o Edifício Kopenhagen. Como todos os prédios residenciais do bairro, ele tem seis andares. O petista vai morar no último deles.
 
A quadra não tem comércio, mas José Dirceu cumprirá prisão domiciliar em frente à comercial da 105, dotada de bancos, supermercados, farmácias, restaurantes e lanchonetes. Mais cedo, amigos dele estiveram no imóvel, onde permaneceram cerca de duas horas. Nenhum quis dar entrevista. Uma equipe do Departamento de Trânsito (Detran) está de prontidão na entrada da quadra, mas sem impedir o trânsito de qualquer veículo.
 
José Dirceu cumpre pena de 34 anos de prisão, condenado por corrupção na Lava-Jato, pelo juiz Sergio Moro. Ele vai usar tornozeleira e não poderá se encontrar ou conversar com outros investigados na Lava-Jato. Também está proibido de deixar o país.
 
Na cobertura do prédio, há uma ampla e moderna área de lazer, com piscina, sauna, academia de ginástica, salão de festa e espaço gourmet. No térreo, existe um campo de futebol de grama sintética, um parquinho para crianças e área de convivência arborizada, com bancos de madeira.
 
Dirceu vai morar com a mulher, Simone Patrícia Tristão Pereira, e a filha, Maria Antônia, de 6 anos.

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Correio Braziliense terça, 02 de maio de 2017

PROFESSOR LANÇA ROMANCE AMBIENTADO NA ERA PÓS-DITADURA MILITAR

Professor lança romance ambientado na era pós-ditadura militar

No romance, Helio Brasil pinta um retrato da vida no seu bairro natal de São Cristóvão, na Zona Norte carioca, na época da redemocratização pós-ditadura do Estado Novo

 

 

Editora Synergia/Divulgação


Ladeira do Tempo-foi, o novo romance do professor e arquiteto carioca Hélio Brasil, se passa nas décadas de 1940 e 1950, retratando uma era conturbada, logo depois do fim do regime Vargas e incertezas no clima político brasileiro e é voltado para os dramas cotidianos. A trama é narrada do ponto de vista de  Carlos Jordão, professor de história: “A  trama traz interesse em razão do trânsito dos personagens pelas diversas situações”,  comenta o autor.
 


Hélio, muito ligado ao bairro, pensou no romance como uma forma de homenagem a São Cristóvão, palco de momentos importantes para a história do Brasil. “A memória que tenho de lá é muito dourada, pois, além de ter crescido no bairro, é um local muito rico, historicamente falando” conta.

Nascido na rua General Canabarro — mesma rua na qual, inclusive, o pai nasceu e cresceu — Hélio descreve São Cristóvão com leveza e detalhes por meio da história de Jordão, casado com Leonor e pai do recém-nascido Felipe. O protagonista da ficção, que dá aula na fictícia escola de Santa Cordélia, acaba se envolvendo com Idália, que se abriga no porão da casa do professor com o filho Lula, com problemas de saúde desde que nascem. A trama engrossa quando a atração entre ambos arrisca seu casamento.



 

Apesar de a ladeira ser parte fictícia do bairro, a importância histórica mostra-se bem real, devido à proximidade da Quinta da Boa Vista, primeira residência oficial de Dom João VI, que trouxe consigo a família real portuguesa em 1808, e se desdobrou, entre diversos eventos, na independência do Brasil.

Além disso, o bairro foi palco do outro romance de Hélio, Infância e adolescência. “Este já conta histórias de minha passagem pela infância e adolescência por meio da perspectiva de um personagem fictício”, explica o autor, mostrando a força de sua ligação com o bairro.

Ladeira do Tempo-foi foi originalmente publicado pela Relume-Dumará em 2004, na Coleção Cantos do Rio, mas  tornou a ser editado em 2016 pela Faperj, em Cantos do Rio, imagens literárias de bairros e localidades cariocas, volume que reúne 13 textos da coleção.

Correio Braziliense segunda, 01 de maio de 2017

DO SUCESSO À RECLUSÃO: A HISTÓRIA E A VIDA DO CANTOR BELCHIOR

Do sucesso à reclusão: a história e a vida do cantor Belchior

Cantor e compositor morreu na madrugada de ontem, aos 70 anos, em Santa Cruz (RS). Nos últimos anos, o músico optou por sair dos holofotes 

 
 
 

Irlam Rocha Lima



Antônio Carlos Gomes Belchior era conhecido apenas no Ceará, quando, em 1971, se fez notado nacionalmente ao vencer o IV Festival Universitário da MPB, promovido pela extinta TV Tupi, com Na hora do almoço. Na letra dessa canção seminal, Belchior já deixava claro que não fazia parte do bloco dos contentes. O país vivia sob a égide da ditadura militar e, nos primeiros versos da letra, ele cantava: “No centro da sala, diante da mesa/ No fundo do prato, comida e tristeza/ A gente se olha/ Se toca e se cala...”
 


O cantor e compositor, nascido em 26 de outubro 1946, na cidade de Sobral (CE), morto ontem, aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul (RS), iniciou a carreira artística no início da década de 1970, depois de se mudar para Fortaleza. Na capital cearense tomou contato com Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Cirino, Teti e Amelinha. Informalmente, criaram um grupo que ficou conhecido como Pessoal do Ceará.

Belchior se antecipou aos amigos e desembarcou no Rio de Janeiro, em 1971. Antes disso, nos encontros que mantinham com regularidade, no Bar do Anísio, em Fortaleza, já era ouvida a canção Mucuripe, nome da praia em que o estabelecimento se localizava. A música ganhou nova versão criada por Raimundo Fagner, que viria a ser gravada por Elis Regina e Roberto Carlos.

Com Mucuripe, Fagner, morando em Brasília, venceu 1º Festival do Ceub em 1971, mas, nas entrevistas que concedeu ao Correio, sempre fez questão de afirmar que a música era uma parceria dele com Belchior. O certo é que Mucuripe contribuiu decisivamente para os dois se popularizarem nacionalmente.
 
Foi com Como nossos pais que Belchior alcançou um patamar ainda mais alto na MPB. Isso, depois de Elis tê-la incluída em Falso brilhante. No elogiado espetáculo, de 1976 — registrado posteriormente em disco —, a cantora contava a história de sua vida e da trajetória artística. A interpretação dessa canção sempre foi a mais aplaudida pelo público. E se transformaria num clássico.

Dezoito títulos fazem parte da discografia do cantor, sendo 12 LPs e seis CDs. O de maior êxito foi Alucinação, de 1976, que reuniu canções como Apenas um rapaz latino-americano, A palo seco, Como nossos pais e Velha roupa colorida, todas incorporadas à antologia da música popular brasileira. Autorretrato, que saiu pela gravadora BMG (depois incorporada à Universal Music) foi o último. Há ainda uma coletânea de sucessos, lançada pela série Sempre, da Som Livre.

No decorrer da carreira, Belchior teve muitas solicitações para shows em todo o país. Em Brasília, se apresentou algumas vezes, inclusive na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional. No começo da década passada, ele fez um recital de voz e violão, no extinto Café Cancun, acompanhado pelo violonista e guitarrista paulista Diego Figueiredo, que integrou a banda brasiliense de baile Squema Seis.

Em 2009, Belchior saiu de cena e tomou destino incerto. Turistas brasileiros o viram no Uruguai, onde concedeu entrevista para a TV Globo. Desde que deixou o Uruguai, passou a morar em Porto Alegre...

Trechos de músicas
“Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol 
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal 
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual”
(Divina comédia humana)

“No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”
(Velha roupa colorida)

“Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa”
(Como nossos pais)

“E eu quero é que esse canto torto
Feito faca, corte a carne de vocês”
(A palo seco)

“Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”
(Sujeito de sorte)

“Fique você com a mente positiva
Que eu quero é a voz ativa (ela é que é uma boa!)”
(Conheço meu lugar)

Correio Braziliense domingo, 30 de abril de 2017

CHANCE SUPREMA: SUPREMO DEVE VOTAR EM MAIO FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Chance suprema: STF deve votar em maio o fim do foro privilegiado

Mesmo com uma PEC à espera da votação em segundo turno no Senado, o fim do foro privilegiado nunca esteve tão próximo: STF decide, no fim de maio, sobre a prerrogativa, e a maioria dos ministros sinaliza que é a favor de mudanças 

Fotos: Nelson Jr./SCO/STF - 3/11/16

 

A iniciativa do Senado de aprovar o fim da prerrogativa de função para quase todas as autoridades do país reacendeu a esperança de que a ideia, que estava engavetada havia anos no Congresso, saia do papel. A inesperada vontade de parlamentares, muitos deles investigados na Operação Lava-Jato, em acabar com o privilégio de serem julgados somente no Supremo Tribunal Federal teria motivo específico: desestimular o STF de seguir com o julgamento, agendado para o fim de maio, que deve restringir o foro privilegiado no país. 

Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), independentemente da vontade dos parlamentares, o caminho até a promulgação é longo: precisa ser aprovada em segundo turno pelos senadores e na Câmara dos Deputados, que ainda fará uma análise em comissão especial. De acordo com uma liderança no Senado, diante do andamento da tramitação, o que se espera é que o Supremo adie o julgamento para esperar a proposta que sairá do Legislativo.


Correio Braziliense sábado, 29 de abril de 2017

ÔNIBUS SÃO INCENDIADOS NO CENTRO DO RIO

Ônibus são incendiados no centro do Rio

Dois coletivos foram incendiados nos Arcos da Lapa, e outro em frente ao Cine Palácio, na Cinelândia 

 
Manifestantes atearam fogo em três ônibus no centro do Rio. Dois coletivos foram incendiados nos Arcos da Lapa, e outro em frente ao Cine Palácio, na Cinelândia. No local, centenas de pessoas se aglomeram para um ato contra as reformas trabalhista e da Previdência.
 
 
Pelo menos nove ônibus foram incendiados na região da Lapa e Passeio, na noite desta sexta-feira (28/4). Em alguns casos, os ônibus estavam enfileirados e o fogo se alastrou de um veículo para o outro.
 
 
Ainda na Lapa, manifestantes incendiaram um ônibus em frente à Sala Cecília Meirelles, onde músicos da Orquestra Sinfônica Petrobras estavam ensaiando. Músicos, o diretor da sala, o pianista Miguel Proença e outros funcionários estão presos no local, esperando a situação se acalmar.

Correio Braziliense sexta, 28 de abril de 2017

DISTRITO FEDERAL TEM SE TORNADO ROTA DO NARCOTRÁFICO E DO CONTRABANDO DE ARMAMENTOS

DF tem se tornado rota do narcotráfico e do contrabando de armamentos

Só no primeiro trimestre do ano, mais de 1,3 tonelada de drogas foi apreendida, de acordo com a Coordenação de Repressão às Drogas da Polícia Civil do DF

 
 
Divulgacao PRF
Pela BR-060, rodovia que corta o Distrito Federal, a apenas 30 quilômetros do Congresso Nacional, circulam produtos contrabandeados ligados ao tráfico de drogas e armas — um arsenal que alimenta um mercado crescente de consumo de entorpecentes e ajuda a proliferar as ações das organizações criminosas na capital do país.

Correio Braziliense quinta, 27 de abril de 2017

DEPUTADA SANDRA FARAJ E IRMÃO SÃO ALVOS DE BUSCA E APREENSÃO
Sandra Faraj
 

Deputada Sandra Faraj e irmão são alvos de busca e apreensão

ANA MARIA CAMPOS

Promotores de Justiça do Ministério Público do DF cumprem nesta manhã (27/04) 8 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de condução coercitiva, no âmbito da Operação Heméra (origem na mitologia grega, a deusa da mentira).

Os alvos da operação são a  deputada Sandra Faraj (SD); o suplente de senador do DF e pastor evangélico da igreja Ministério da Fé, Fadi Faraj, e servidores comissionados do gabinete.

São cumpridas buscas na casa da distrital e em seu gabinete na Câmara Legislativa e no escritório administrativo da Igreja Ministério da Fé.

A deputada e o pastor, que são irmãos, são suspeitos de comandar esquema de corrupção envolvendo cobrança de um terço dos salários de servidores comissionados que nomearam para cargos da Câmara, Secretaria de Justiça e administração regional de Taguatinga.

Além disso, Sandra Faraj é suspeita de fraudar notas fiscais e assinaturas para recebimento de reembolso de R$ 150 mil junto à Câmara Legislativa por serviços de publicidade e informática que foram prestados para seu gabinete, mas que não teriam sido pagos pela deputada à empresa Netpub Ltda.

Sandra e seu irmão são investigados também por supostamente terem ameaçado testemunhas da investigação do Ministério Público em uma reunião secreta convocada num fim de semana em um colégio, em que divulgaram vídeo com ameaças e disseram que iriam “destruir as testemunhas”.

A investigação é da vice-procuradoria-geral de Justiça do DF. A autorização da operação foi tomada pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF.

Os crimes investigados são de corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso, além da coação no curso do processo, penas que, somadas, ultrapassam os 20 anos de reclusão e levam à perda do cargo público.

Procurado, o MPDFT informou pela assessoria de imprensa que a investigação se encontra em curso e que há medidas cautelares pendentes, portanto, não se pronunciará no momento.

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Correio Braziliense quarta, 26 de abril de 2017

COMENTARISTA CARLOS CHAGAS MORRE AOS 79 ANOS

Comentarista Carlos Chagas morre aos 79 anos

A filha do jornalista, Helena Chagas, informou sobre o falecimento de Carlos Chagas através das redes sociais

 

Breno Fortes/CB/D.A Press



O jornalista Carlos Chagas morreu aos 79 anos, nesta quarta-feira (26/4), em Brasília. Carlos é o pai de Helena Chagas, ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social no governo Dilma Rousseff. Ela avisou em sua página no Facebook sobre o falecimento. “Amigos, meu pai, jornalista Carlos Chagas, acaba de falecer. Era a melhor pessoa que conheci nesse mundo”, escreveu em um post. 

 

Nascido em Três Pontas, em Minas Gerais, e morador de Brasília, ele iria completar 80 anos no próximo dia 20 de maio. Carlos também era formado em Direito pela PUC-RJ. Foi um dos nomes mais expressivos do jornalismo brasileiro e professor da Universidade de Brasília (UnB) durante 25 anos. Ao longo de sua carreira, ele passou pelo Estadão, O Globo, SBT, Manchete, RedeTV, CNT, entre outros veículos de comunicação.

 
No período da ditadura militar, Carlos Chagas foi assessor de imprensa da Pre­si­dência da República no governo do general Costa e Silva, e dessa experiência nasceu o livro “A Ditadura Militar e os Golpes Dentro do Golpe: 1964-1969”. Baseado nas suas próprias memórias e nos relatos de outros jornalistas, Carlos Chagas, conta os bastidores do golpe de 1964, que retirou o presidente João Gou­lart e pôs o general Castello Branco no poder.

 

A causa da morte do jornalista ainda não foi divulgada.


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