Almanaque Raimundo Floriano
Fundado em 24.09.2016
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)
Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, dois genros e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.
Correio Braziliense Monday, 22 de September de 2025
CORRIDA EXCLUSIVA PARA MULHERES AGITA O DOMINGO EM BRASÍLIA
Corrida exclusiva para mulheres agita o domingo em Brasília
O evento Encontro Delas, realizado pelo Correio Braziliense, reuniu 1,5 mil participantes nesse domingo (21/9)
Corrida Encontro Delas no ParkShopping. - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O sol ainda despontava no domingo quando no estacionamento do ParkShopping, no Guará, começaram a se reunir as participantes. Às 7h30, o disparo da largada marcou a quarta edição da Encontro Delas, corrida feminina que reuniu 1.500 inscritas nos percursos de 5 km, 10 km e caminhada de 2 km. As inscrições, esgotadas dias antes, indicavam o sucesso do evento.
Entre as corredoras, estava a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que destacou a importância de eventos como esse para reafirmar a presença feminina em todos os espaços. "Uma corrida só para mulheres confirma que a mulher tem que estar onde quiser estar. Também lembra que a luta contra a violência é diária e reforça as nossas bandeiras. Estar em um ambiente como esse, que envolve esporte, é muito importante para mim", disse.
A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, também esteve presente e reforçou o papel do esporte como ferramenta de união e autonomia. "O encontro aqui mostra que fazer esporte também é empoderar a mulher. Onde a mulher estiver, a Secretaria da Mulher vai estar. E nada melhor do que praticar atividade física, ainda mais correndo por um mundo melhor, sem violência contra meninas e mulheres."
Força feminina
A professora aposentada Helen Cristina, 55, voltou a brilhar na prova de 10 km. Bicampeã do Encontro Delas, ela celebrou a conquista: "Foi uma prova dura, porque o percurso foi bem desafiador. Mas também foi emocionante correr só com mulheres e de tantas idades diferentes. É muito bacana ver essa valorização."
Outra campeã foi Luiza Giovenardi, 27, professora de matemática, que conquistou o primeiro lugar nos 5km. "Essa foi a minha primeira vez na corrida e foi emocionante. Mulheres incentivando mulheres fez toda a diferença. No momento de maior cansaço, ouvir os gritos de incentivo me deu forças. Passar pela faixa de chegada com todo mundo gritando me deixou arrepiada."
Para algumas, a experiência foi de estreia. Lorrane Serqueira, 24, servidora pública, participou sozinha da caminhada de 2 km. De acordo com ela, sempre teve vontade, mas não sabia como era. "Só de eu conseguir chegar até a linha de chegada já será muito especial", afirmou antes de iniciar a prova.
Na terceira idade, a funcionária pública Riva Silva, 63, mostrou muita disposição. "Entrei nesse mundo porque queria ter mais qualidade de vida depois dos 60. Hoje escolhi fazer 2 km porque já tinha feito 5 km no domingo passado. É uma forma de respeitar o corpo, principalmente o joelho."
Aos 70 anos, a professora aposentada Conceição de Maria participou pela primeira vez de uma corrida. A vontade de se exercitar surgiu após assistir a uma prova na Esplanada dos Ministérios. Leitora assídua do Correio Braziliense, soube do evento por meio de uma matéria e ganhou a inscrição como presente de Dia das Mães. "O jornal impresso é meu relax, então fiquei muito feliz quando vi a corrida. Ontem corri no Parque Olhos D'Água, na Asa Norte, para me preparar e já estou de olho nas próximas provas porque pretendo estar presente.
Houve também quem participou da prova acompanhada. A depiladora Anne Oliveira, 50, corre há oito anos e incentivou as amigas, Luciane Afonso, 41, e Daniely Rodrigues, 41, a irem com ela. Para o trio, completar o percurso de 5km seria mais um lazer do que uma competição. "A corrida é boa para a alma, para a cabeça e para o corpo. Mesmo com dor, é maravilhoso", brincou Anne Oliveira.
O evento organizado pelo Correio Braziliense destacou o papel simbólico da iniciativa. "O Correio realiza a corrida para valorizar a mulher. Tivemos uma adesão muito grande, com 1.500 inscrições esgotadas antes do prazo. O resultado foi um sucesso absoluto", afirmou o vice-presidente do jornal, André Lamounier.
O Encontro Delas terminou às 10h, com entrega das medalhas de participação, premiação das três primeiras colocadas nos 5 km e 10 km. Além da celebração, as participantes das provas também aproveitaram o espaço de massagem e sorteios de brindes.
Prêmio de gastronomia
Além do esporte, o Correio Braziliense também valoriza a gastronomia local com o evento Prêmio BRB de Gastronomia, antes conhecido como Encontro Gastrô. A edição de 2025 acontece nesta segunda (22/9), no Brasília Palace Hotel.
O evento vai revelar os vencedores em 41 categorias, reconhecendo os melhores restaurantes, profissionais e estabelecimentos da capital. A premiação, uma produção da Del Maipo, revista Encontro e Correio Braziliense, ganhou novo formato de votação em dois turnos para dar mais transparência e representatividade na escolha dos vencedores.
O processo de seleção começou com votos de 50 jurados, divididos em cinco grupos e participação do público online. Dessa primeira etapa, saíram os três mais votados de cada categoria. No segundo turno, a votação popular on-line definiu os campeões em grupos como Diversão, Lanches e Guloseimas, Restaurantes/Boa Mesa, Restaurantes/Alta Gastronomia e Profissionais, além do Melhor Restaurante de Brasília e do Restaurante Revelação de 2025. Nesta edição, também foram criadas novas categorias, como Melhor Cantina/Trattoria, Melhor Mercado e Praça de Alimentação, e a segunda edição do Prêmio Sebrae para Micro e Pequenas Empresas, valorizando pequenos negócios gastronômicos da cidade.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, fará a entrega dos prêmios. A solenidade também terá a presença do presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Waldir Leôncio Júnior), e do vice, Roberval Belinati; do presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), José Ribamar Oliveira Lima Junior; e do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rego.
Correio Braziliense Sunday, 21 de September de 2025
ROBERT REDFORD SE ENCANTOU: ATOR AMERICANO MORRE AOS 89 ANOS
Morre aos 89 anos o ator Robert Redford
Redford é conhecido por filmes como Butch Cassidy, Golpe de Mestre e Todos os Homens do Presidente.
Morre aos 89 anos o ator Robert Redford - (crédito: BBC Geral)
Um dos astros mais famosos de Hollywood, o ator americano Robert Redford, morreu aos 89 anos.
Redford é conhecido por filmes como Butch Cassidy, Golpe de Mestre e Todos os Homens do Presidente.
A agente de Robert Redford, Cindi Berger, disse que o ator morreu nesta terça-feira em sua casa "em Sundance, nas montanhas de Utah — o lugar que ele amava, cercado por aqueles que amava".
"Sentiremos muita falta dele", disse Berger, acrescentando que a família pede privacidade.
Nascido em Los Angeles, começou a atuar nos palcos no final da década de 1950, antes de iniciar sua carreira na televisão em 1960 e estrear no cinema.
Ele recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator em 1973 por sua atuação em Golpe de Mestre.
Em 1980, ele estreou como diretor, com o filme Gente como a Gente, que ganhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.
Em 2002, Redford Ganhou um Oscar honorário pelo conjunto da obra em 2002.
Redford também era conhecido por ter fundado o Festival de Cinema de Sundance em Utah, promovendo filmes independentes desde o final dos anos 1970.
Em 2014, ele marcou sua presença no Universo Marvel com o papel de Alexander Pierce no filme Capitão América 2 : O Soldado Invernal.
Em 2018, anunciou que o filme O Velho e a Arma seria seu último papel nas telas.
Correio Braziliense Saturday, 20 de September de 2025
CORGIS CELEBRAM RAINHA ELIZABETH II
Corgis celebram Rainha Elizabeth II na Embaixada do Reino Unido
A Embaixada do Reino Unido promoveu um encontro entre donos de cães da raça Corgi para celebrar a memória da falecida rainha Elizabeth II, na tarde desta sexta-feira (19/9)
O encontro contou com a presença de 22 Corgis - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Com pelagens, tamanhos e estilos diferentes, cerca de 22 Corgis “invadiram” a Embaixada do Reino Unido na tarde desta sexta-feira (19/9). No local foi realizado o 2° encontro de cães da raça Corgi, que tem o intuito de celebrar o amor que a Rainha Elizabeth II, falecida no dia 8 de setembro de 2022, tinha pelos cães dessa raça. Durante o encontro, os tutores e os cães puderam interagir uns com os outros, além de petiscos que foram oferecidos aos pets reais.
O vice-embaixador do Reino Unido, Tom Kay, explicou o motivo da celebração. “A rainha Elizabeth foi a nossa monarca mais longeva. Ela era muito amada por todos os britânicos. O intuito é celebrar a vida dela, os aspectos que colocam um sorriso no rosto de todos”, afirmou. Kay ainda afirma que os Corgis viraram símbolo da Inglaterra. “A rainha mantinha alguns espalhados em todos estados, no Palácio de Buckingham, no Windsor Castle, em Balmoral, e em Sandringham, por exemplo”, completou.
"Não pode deixar eles ganharem peso", afirma Mônica(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O afeto e paixão que a monarca nutria pelos cães Corgi era amplamente conhecido. Ao longo de sua vida, Elizabeth teve mais de 30 cães da raça. Essa relação teve início ainda na juventude da rainha. Enquanto princesa, recebeu uma Corgi, Susan, de presente de seu pai, rei Jorge VI, em comemoração ao aniversário de 18 anos da futura monarca. A partir de então, criou-se uma linhagem especial de cães descendentes de Susan que a acompanhou até o fim da vida.
Mônica Veloso, de 50 anos, conta que, mesmo não sendo planejado, foi amor à primeira vista. “Minha nora deu o Wall-e para o meu filho, como ele era muito ocupado com os estudos, eu que tomava conta do cachorrinho. Depois que ele se casou e estava para se mudar, eu fiquei com o pet”, comentou. O amor é tanto, que ela faz parte de dois grupos de tutores de Corgi, onde planejavam encontros em Brasília e compartilham dicas de cuidado dos animaizinhos.
Esses cães possuem certas peculiaridades devido à sua baixa estatura. Mônica explica que a parte ortopédica deve ser alvo de constante atenção. “Eles possuem pernas muito curtas e um corpo comprido. Não deixar eles engordarem é primordial para assegurar a saúde deles”, disse. Wall-e, o pequeno Corgi de Mônica, segue uma rotina de dietas e exercícios físicos. “Todo dia, pela manhã, saímos para passear com ele. Além disso, só o alimentamos com ração e, às vezes, uma maçã, que é uma fruta de baixo valor calórico”, acrescentou.
Laís é tutora de dois Corgis. Ela afirma que são ótimas companhias para seu filho recém-nascido(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Laís Negrito, 33, é outra apaixonada pelos Corgis. Em sua casa, possui dois cachorros da raça, Ritalina e Gaudi. Ela conta que a “primogênita”, Ritalina, integrou à família por causa da paixão que seu marido tinha. “Ele sempre gostou desta raça, desde criança. Então escolhemos por causa disso”, disse. O Gaudi veio depois, para conter a solidão de Rita.
O mais novo membro da família, o filho Vicente, tem dois meses. Laís afirma que, apesar de não planejada, a companhia dos corgis fazem muito bem para o filho. “Eles são muito amorosos, também cuidam do bebê, são protetores. Não poderíamos ter escolhido uma raça melhor”, acrescentou.
Correio Braziliense Friday, 19 de September de 2025
IMPORTÂNCIA DOS OVOS DE GALINHA PARA O DF
IBGE detalha a importância dos ovos de galinha para o agro no DF
A produção de origem animal no Distrito Federal alcançou R$ 448,7 milhões em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE
Ovos de galinha representam 77% do valor de produção animal no Distrito Federal - (crédito: Reprodução)
A produção de origem animal no Distrito Federal alcançou R$ 448,7 milhões em 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE. O valor representa alta de 10,6% em relação a 2023. Se o DF fosse um município, seria o 10º maior produtor nacional.
Produção animal no Distrito Federal nos últimos dois anos(foto: Reprodução)
Segundo o órgão, os dados são obtidos pela Rede de Coleta do IBGE, mediante consulta a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária.
Ovos de galinha lideram, mas produção recua
Mesmo com queda de 8% em relação a 2023, a produção de 21,2 milhões de dúzias de ovos de galinha segue como carro-chefe do setor, representando 77% do valor de produção animal no DF, ou R$ 345,6 milhões. No ranking nacional, Brasília aparece em 46º lugar.
Correio Braziliense Thursday, 18 de September de 2025
PEDRA FUNDAMENTAL DE BRASÍLIA É RECONHECIDA COMO PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL
Pedra Fundamental de Brasília é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil
Monumento histórico em Planaltina marca o início da mudança da capital para o centro do país e, agora, passa a contar com proteção federal
O monumento já era protegido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) - (crédito: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press - 13/8/17)
A Pedra Fundamental de Brasília, localizada em Planaltina, foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16/9), durante a 110ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Com 103 anos de história, o monumento foi erguido em comemoração ao centenário da Independência. Sua inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1922, em cerimônia solene com a presença do então presidente da República, Epitácio Pessoa. Na época, o local ainda fazia parte do estado de Goiás, hoje é o município de Planaltina.
A inscrição da Pedra Fundamental no Livro do Tombo Histórico mostra seu valor cultural, político e histórico. A estrutura foi construída para oficializar a intenção de cumprir o artigo da Constituição de 1891 que determinava a mudança da capital do país para uma região mais central, reforçando ideais de unidade nacional, soberania e integração territorial.
Com o tombamento, o Iphan e a comunidade local irão trabalhar em conjunto para a preservação do bem cultural. Entre as ações previstas estão a proteção das características físicas do monumento, a manutenção da visibilidade da paisagem ao redor e o desenvolvimento de programas educativos para a valorização da memória histórica do local.
O objetivo é garantir que as futuras gerações compreendam a importância simbólica e histórica da Pedra Fundamental na consolidação do projeto nacional de interiorização da capital.
Vale lembrar que, desde 1982, o monumento já era protegido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio de tombamento distrital. Na ocasião, foi definido um raio de 1,5 km como área de proteção ao entorno da estrutura. A conservação do local continua sendo responsabilidade do GDF, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, com recursos previstos na Lei Complementar nº 1019/2023.
Correio Braziliense Wednesday, 17 de September de 2025
LAR DOS VELHINHOS DE SOBRADINHO LEVA IDOSOS PARA PASSEIO NA ÁGUA MINERAL
Lar dos Velhinhos de Sobradinho leva idosos para passeio na Água Mineral
O passeio à Água Mineral, que ocorre anualmente, oferece um dia de lazer em meio ao calorão da época de seca
Idosos do Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes curtem a Água Mineral - (crédito: Foto: Vanilson Oliveira/CB/DA Press)
Nesta terça-feira (16/9) Brasília teve um pico de 32° C. E com as altas temperaturas sendo uma constante, o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, de Sobradinho, levou seus 74 idosos residentes para se refrescarem na Água Mineral.
Priscilla Fernandes, 33 anos, coordenadora do Lar dos Velhinhos, destaca que essa atividade é esperada o ano inteiro pelos idosos. “Eles ficam superansiosos, é um passeio tradicional da instituição. Quando falamos que vai ter (o passeio), eles já organizam tudo que precisa ser levado para deixar tudo pronto no dia”, conta.
Em 2024, não foi possível realizar o passeio devido ao incêndio que atingiu o parque. Com as bagagens prontas e a ansiedade a mil, esse ano, deu tudo certo. Angelina Pereira Barbosa, 73, é moradora do lar há sete anos. “É um momento muito bom quando a gente faz esse passeio. É uma oportunidade que vale a pena esperar”,celebra.
Angelina não perde a oportunidade de se refrescar. “Sempre entro na água, graças a Deus eu gosto de nadar. O tempo estava muito agradável, a água estava na temperatura exata”, avalia. Além das atividades aquáticas, os idosos têm um cardápio completo com almoço e lanche que permite a eles curtir o dia todo.
O projeto de lazer inclui todos os moradores do lar, inclusive idosos em cadeiras de rodas, e ocorre há pelo menos 15 anos. A coordenadora Priscila ressalta que, apesar dos desafios, é muito gratificante fazer esse trabalho. “O perfil dos nossos moradores é justamente de idosos cadeirantes. Há toda uma logística para trazê-los e também fazer com que aproveitem a água”, explica.
Angelina brinca que o calor é tanto que poderia ter dois dias de diversão aquática. “Seria legal ter mais um dia para vir à Água Mineral. Mas reconhecemos que é muito trabalhoso. Talvez a gente consiga no futuro”, acrescenta.
Correio Braziliense Monday, 15 de September de 2025
HERMETO PASCOAL SE ENCANTOU: MÚSICO E COMPOSITOR MORRE AOS 89 ANOS
Morre aos 89 anos Hermeto Pascoal, o 'Bruxo' da música brasileira e universal
O multi-instrumentista alagoano era reconhecido internacionalmente por sua habilidade de transformar barulhos de objetos e sons inusitados em música
Morre aos 89 anos Hermeto Pascoal, o 'Bruxo' da música brasileira e universal - (crédito: BBC Geral)
Morreu neste sábado (13/9), aos 89 anos, o multi-instrumentista brasileiro Hermeto Pascoal. Ícone da música instrumental e reconhecido internacionalmente, ele venceu diversos prêmios, incluindo o Grammy Latino.
A informação foi confirmada nas redes sociais de Hermeto, com uma mensagem pedindo para a tristeza não "tomar conta".
"Escutemos o vento, o canto dos pássaros, o copo d'água, a cachoeira, a música universal segue viva", diz a postagem.
"Quem desejar homenageá-lo, deixe soar uma nota no instrumento, na voz, na chaleira e ofereça ao universo. É assim que ele gostaria."
Nascido em Alagoas, ele era compositor, instrumentista e tocava acordeão, flauta, saxofone, piano, entre outros instrumentos.
Hermeto era chamado de "Bruxo" por sua habilidade de transformar barulhos de objetos e sons inusitados em música, criando melodias únicas.
(Esta reportagem está em atualização)
Correio Braziliense Sunday, 14 de September de 2025
BRASÍLIA COMO DESTINO TURÍSTICO
Com recordes de visitação, Brasília busca consolidar imagem como destino turístico
Especialistas apontam atrativos da capital federal e avaliam maiores entraves para que a cidade figure de forma robusta na rota de destinos para viajantes que buscam além do centro político e de negócios
Apesar de figurar entre os 25 destinos globais em alta no Airbnb, a cidade engatinha na organização de produtos turísticos - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
Laíza Ribeiro*
Brasília nasceu com vocação para o ineditismo. Cidade planejada, símbolo da modernidade, sede dos Três Poderes e arquitetura consagrada mundialmente, com traçado urbano singular. À primeira vista, o cenário parece ideal para o turismo: infraestrutura de ponta e atrações que unem história, arte e natureza. No entanto, na prática, a capital federal ainda falha em transformar esse potencial em uma experiência turística integrada. Falta a capacidade de se vender como destino — um desafio para os profissionais de gestão em turismo.
Apesar de figurar entre os 25 destinos globais em alta no Airbnb e atrair cada vez mais trabalhadores digitais, a cidade engatinha na organização de produtos turísticos. A impressão de muitos visitantes é de que Brasília não se oferece como experiência.
Para o pesquisador Renato Calhau, especialista em turismo, o principal gargalo é a falta de posicionamento. "Brasília ainda se vende de forma tímida. O turismo de negócios é forte, mas não pode ser o único. É preciso segmentar, estruturar experiências completas e transformar a visita em algo que desperte vontade de voltar", argumenta.
Lúcio Montiel, guia de turismo há mais de 40 anos, avalia que há um bloqueio quando se trata da cidade. "Muitos visitantes, ao final da visita guiada, relatam que não imaginavam que Brasília era tão fascinante e sempre afirmam que querem voltar mais vezes", detalha. "As pessoas se enganam, Brasília é diversa e oferece muitos atrativos", afirma.
Vista da Praça dos Cristais(foto: Ed Alves/CB/D.A.Press)
Ausência de pacotes
A enfermeira Celifane da Silva Carvalho, 41 anos, concorda com Montiel. Ela veio do Maranhão para ficar em Brasília por dois dias participando de uma audiência pública. "Eu gosto de sair para passear, e procurei o que fazer dentro da cidade. Pretendo voltar em outras oportunidades, e quero poder conhecer melhor a cultura, a arte e a história", prometeu.
De João Pinheiro para o mesmo evento, Neide Aparecida Marques, 53, adiantou seus planos de retorno. "Eu gostei muito da cidade, quero vir depois de carro próprio para poder explorar melhor e conhecer tudo o que tem a oferecer, talvez eu contrate um guia de turismo", garantiu.
No Distrito Federal, existem 500 guias turísticos cadastrados no Ministério do Turismo. Mas, de acordo com Renato Calhau, o foco das agências de viagens locais precisa ser revisto. "As operadoras vendem muito mais pacotes de saída para os brasilienses do que pacotes de entrada para turistas. É um contrassenso", lamenta.
De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem no Distrito Federal (ABAV-DF), não existem pacotes de turismo para Brasília, mas sim, serviços de agenciamento de viagens que podem incluir pacotes ou serviços individuais, como passagens e hospedagem. Consultadas pelo Correio, algumas agências confirmam que Brasília não está entre as prioridades do setor. A CVC informou que os pacotes prontos costumam ser para o Nordeste, mas, para Brasília, oferecem a possibilidade de montar de forma individual, assim como para qualquer outro destino. A AGM Turismo não vende pacotes para cá — apenas hospedagem, passagem e aluguel para carro. Por sua vez, a Britânica Turismo tem como foco viagens corporativas, mas se dispõe a ajudar a encontrar passagens e hospedagem. Já a Queensberry Viagens tem pacotes e viagens personalizadas para todos os continentes, mas a capital federal não aparece entre os destinos citados.
De Curitiba para participar de um congresso de enfermagem, Gemima Franco, 29, conta que fechou a passagem e a hospedagem sozinha, sem uma empresa de viagens. "Como eu faço plantões e tenho uma vida bem corrida, acredito que se eu tivesse ido atrás de uma empresa teria sido mais rápido e mais cômodo", detalha.A Ponte JK é um dos principais cartões-postais da capital(foto: Ed Alves CB/DA Press)
Políticas públicas
A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) aposta em três pilares principais: turismo cívico, arquitetônico e de negócios. E os números mostram que há avanço. De janeiro a abril deste ano, o setor movimentou R$ 28,3 milhões, alta de 50,8% em relação ao mesmo período de 2024. O número de turistas estrangeiros também cresceu: foram 44,2 mil entre janeiro e maio de 2025 — aumento de 78,3%.
A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Distrito Federal (ABIH-DF) estima que, no segundo semestre de 2025, o setor continue em ascensão graças à redução da alíquota de ISS de 5% para 3%.
Ainda de acordo com a Setur, o potencial brasiliense é diferenciado, pois é, ao mesmo tempo, capital política do país, Patrimônio Cultural da Humanidade e detentora de uma arquitetura modernista única no mundo. Além disso, tem localização estratégica no centro do Brasil, o que a coloca em vantagem para se tornar um hub de turismo nacional e internacional. Com um aeroporto que conecta todas as capitais do país e eleito o 4º melhor do mundo no ranking AirHelp 2025, também conta com uma gastronomia rica e variada, que valoriza tanto a culinária regional quanto a internacional.
Todas essas informações podem ser encontradas no aplicativo Brasília de A a Z, uma ferramenta para turistas e moradores explorarem os atrativos da cidade, lançado este ano. "Hoje, Brasília não apenas recebe mais visitantes, mas também se posiciona como referência em turismo de negócios, cultural e religioso. Esse crescimento é resultado de uma gestão que valoriza a inovação, a articulação institucional e a construção coletiva com quem faz o turismo acontecer", argumenta o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.
O especialista em turismo Renato Calhau enfatiza que existem exemplos de cidades com perfil semelhante ao de Brasília que conseguiram se destacar no turismo, especialmente cidades planejadas e administrativas, como Canberra (Austrália) e Washington, D.C. (Estados Unidos). "O caso de Canberra é bastante citado em estudos sobre turismo: assim como Brasília, trata-se de uma capital projetada, com forte função política, mas que também buscou diversificar sua imagem ao investir em atrações culturais, museus, eventos, áreas verdes e experiências urbanas voltadas para o público local e visitante", explica o pesquisador.
Calhau aponta que a experiência internacional mostra que esses destinos alcançaram relevância turística ao apostar em políticas públicas integradas e contínuas, articulando patrimônio arquitetônico, eventos de grande porte, espaços culturais dinâmicos e circuitos gastronômicos. "O fortalecimento da oferta de museus urbanos, como ocorre em Brasília, Lisboa e Belo Horizonte, segundo estudos empíricos, foi fundamental para ressignificar suas imagens, ampliar o turismo de lazer e de negócios e atrair novos perfis de visitantes", completa.
Entre os aprendizados desses exemplos, destaca-se a necessidade de diversificação da oferta turística, a valorização da identidade local, o uso estratégico da cultura e a promoção de redes colaborativas entre governo, setor privado e academia. "Promover experiências singulares e investir na integração entre espaços públicos, eventos culturais e infraestrutura de recepção turística são pontos-chave para cidades administrativas ou planejadas que desejam se consolidar como destinos atraentes para além do turismo político ou institucional", conclui o especialista.
04/09/2025 Ed Alves CB/DA Press. Brasilia - Turismo - Cidade(foto: Ed Alves CB/DA Press)
Administração eficaz
De acordo com o Conselho Federal de Administração (CFA), Brasília vem se firmando como um destino global, com recordes como os 982.256 visitantes em 2022 e um crescimento de 50,88% na receita entre janeiro e abril de 2025, com R$ 28,34 milhões injetados na economia local.
"A administração de turismo, com seus métodos estruturados, é essencial para transformar esse potencial em resultados concretos. Por meio da gestão de dados de visitação, mapeamento de perfil de turistas e planejamento estratégico, o administrador pode criar roteiros otimizados, por exemplo, priorizando atrativos como o Templo da LBV (com mais de 500 mil visitantes) ou o Museu Nacional da República (cerca de 146 mil visitas)", orienta o vice-presidente do CFA, Gilmar Camargo.
Ele reforça que, em conjunto com as mais de 1,7 mil agências de turismo em operação na capital, esse profissional pode coordenar melhor a oferta de pacotes integrados, melhorar serviços, elevar tempos de permanência e incentivar novos segmentos, como o turismo rural, cultural e ecológico, impulsionando o Parque da Cidade, o Parque Nacional de Brasília ou o Parque Dom Bosco como destinos estratégicos.
"Ao alinhar pesquisa de mercado, planejamento de roteiros, atendimento multilíngue e indicadores de satisfação turística, o administrador contribui para gerar impacto socioeconômico sustentável, diversificar o perfil de visitantes e promover Brasília como destino de lazer competitivo no cenário internacional", conclui Camargo.
Transformando a imagem
Para Renato Calhau, Brasília pode transformar a imagem de centro político em um atrativo turístico ao ressignificar seus símbolos arquitetônicos, históricos e culturais por meio de ações articuladas de marketing e políticas públicas voltadas para a valorização da identidade urbana. Além disso, o especialista acrescenta que as estratégias eficazes incluem promover eventos culturais, festivais, exposições e circuitos temáticos que ampliem o uso dos espaços públicos e reforcem a vocação de Brasília para o turismo criativo. "São fundamentais para ampliar o interesse dos visitantes e estimular a economia local", finaliza.
O professor Luiz Carlos Spiller Pena, da Universidade de Brasília (UnB), reforça que Brasília ainda deixa invisíveis muitos dos seus atrativos culturais, naturais e históricos. “Não basta ter aeroporto eficiente e hotéis. É preciso investir em serviços de qualidade, acessibilidade e, sobretudo, diversificação dos produtos”, defende.
O Distrito Federal tem legislação e instrumentos para desenvolver o turismo, como a Política Distrital de Turismo e o Planejamento Estratégico da área. Mas, na prática, segundo o pesquisador, a execução ainda é descontinuada e sem visão de longo prazo. “Brasília tem todas as condições de se tornar um destino internacional de peso, mas não com ações pontuais. É preciso gestão integrada, planejamento estável e promoção consistente”, reforça Pena.
Atendimento
No Centro de Atendimento ao Turista (CAT) é possível encontrar livretos, com a rota do rock, rota náutica, rota culinária, nota das uvas, mapa turístico. Mas, no local, não há informações sobre nada sobre pacotes turísticos. O turista é atendido de forma presencial ou por meio de telefone, das 8h às 18h, diariamente, e por se tratar de serviço público, é prestado de forma gratuita. Existem CAT's no Aeroporto Internacional de Brasília Presidente Juscelino Kubitschek; na Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes; e na Rodoviária Interestadual de Brasília.
Destaques
» Patrimônio Cultural da Humanidade e arquitetura única
» Símbolo de poder e história
» Infraestrutura de ponta
» Oferta cultural e natural
Correio Braziliense Saturday, 13 de September de 2025
FESTIVAL DO DESAPEGO - NOVA EDIÇÃO
Nova edição do Festival Ao Desapego ocorre neste sábado (13/9)
Ao Desapego apresenta nova edição neste sábado (13/6), das 11h às 18h, no Bar Beirute
Ao Desapego - (crédito: Divulgação)
O festival brasiliense de brechós Ao Desapego retorna ao tradicional bar Beirute, na 109 Sul, com diversos brechós e marcas independentes. Esta edição do festival começa às 11 horas, e acontece até às 18h. A temática deste sábado é Pop Up!
Neste sábado (14/6), das 10h às 18h, nos Viadutos da Galeria dos Estados (Plano Piloto). Entrada gratuita. Livre para todos os públicos.
*Por Ana Carolina Alli, estagiária sob supervisão de Márcia Machado
Correio Braziliense Saturday, 13 de September de 2025
FESTIVAL DO DESAPEGO - NOVA EDILÇÃO
Nova edição do Festival Ao Desapego ocorre neste sábado (13/9)
Ao Desapego apresenta nova edição neste sábado (14/6), das 11h às 18h, no Bar Beirute
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Ao Desapego - (crédito: Divulgação)
O festival brasiliense de brechós Ao Desapego retorna ao tradicional bar Beirute, na 109 Sul, com diversos brechós e marcas independentes. Esta edição do festival começa às 11 horas, e acontece até às 18h. A temática deste sábado é Pop Up!
Neste sábado (14/6), das 10h às 18h, nos Viadutos da Galeria dos Estados (Plano Piloto). Entrada gratuita. Livre para todos os públicos.
*Por Ana Carolina Alli, estagiária sob supervisão de Márcia Machado
Correio Braziliense Saturday, 13 de September de 2025
FESTIVAL DO DESAPEGO - NOVA EDILÇÃO
Nova edição do Festival Ao Desapego ocorre neste sábado (13/9)
Ao Desapego apresenta nova edição neste sábado (14/6), das 11h às 18h, no Bar Beirute
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Ao Desapego - (crédito: Divulgação)
O festival brasiliense de brechós Ao Desapego retorna ao tradicional bar Beirute, na 109 Sul, com diversos brechós e marcas independentes. Esta edição do festival começa às 11 horas, e acontece até às 18h. A temática deste sábado é Pop Up!
Neste sábado (14/6), das 10h às 18h, nos Viadutos da Galeria dos Estados (Plano Piloto). Entrada gratuita. Livre para todos os públicos.
*Por Ana Carolina Alli, estagiária sob supervisão de Márcia Machado
Correio Braziliense Friday, 12 de September de 2025
EVENTO PORTÕES ABERTOS DA BASE AÉREA DE BRASÍLIA
Evento Portões Abertos da Base Aérea de Brasília terá participação da PCDF
Encontro terá mostras institucionais, apresentações culturais e o tradicional show da Esquadrilha da Fumaça
A Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate) representará a Polícia Civil com mostra de helicóptero - (crédito: Divulgação: PCDF)
No próximo domingo (14/9), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) participará do evento Portões Abertos da Base Aérea de Brasília 2025, que ocorrerá no pátio operacional da Organização Militar, das 9h às 17h.
A Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate) da PCDF irá representar a corporação com uma exposição estática do helicóptero Esquilo, modelo AS-350, com a participação de sua equipe de pilotos, operadores aerotáticos e servidores de apoio de solo.
O Portões Abertos é um dos maiores eventos públicos realizados pela Força Aérea Brasileira, com expectativa de atrair milhares de visitantes. O encontro contará com diversas atrações, como exposições de aeronaves civis e militares, mostras institucionais, apresentações culturais e, entre os destaques, a tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça.
*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado
Correio Braziliense Thursday, 11 de September de 2025
MOSTRA DE CINEMA VOLTADA PARA PRODUÇÕES DO DF
Confira a programação da mostra de cinema voltada para produções do DF
A Mostra Brasília do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresenta, a partir de segunda-feira até dia 19/9, cinco longas-metragens e 11 curtas de cineastas da cidade
Mil luas é o primeiro longa-metragem de ficção da cineasta Carina Bini - (crédito: Fotos: Divulgação/Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
Na celebração de 60 anos do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o audiovisual candango ganha destaque especial. Voltada para produções do DF, a conhecida Mostra Brasília começa na próxima segunda-feira, e concede aos vencedores R$ 298.473,77 em prêmios, um aumento de 24,36% em relação ao ano passado. No total, serão cinco longas-metragens e 11 curtas exibidos entre segunda e sexta-feira (19/9), no Complexo Cultural Planaltina, Cine Brasília e nos Sesc Gama, Ceilândia e da 504 Sul. Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de encerramento do evento, em 20 de setembro.
O documentário Vozes e vãos, das cineastas Edileuza Penha de Sousa e Edymara Diniz, abre a mostra com uma narrativa que fala dos sonhos e desejos dos jovens quilombolas de Cavalcante, no Goiás. Além de demonstrar a determinação e resistência da juventude, o longa serve como uma denúncia da má qualidade da educação dentro dos quilombos, segundo Edileuza Penha.
Ao acompanhar os jovens que desejam ter espaço e oportunidade para construir um futuro, a trama fala de permanência e territorialidade. "Eu acho que falar de narrativas quilombolas tem esse lugar da resistência, da teimosia de viver, de estar aqui, de permanecer vivo e de criar vidas.", destaca a cineasta. Para ela, abordar esta atmosfera no cinema é muito importante pois reforça a ideia de uma sociedade justa, mais igualitária e diversa: "A gente está dizendo que todas as vidas importam, e falamos de diversidade e persistência ao falar dos quilombolas. É falar do povo negro brasileiro que sobrevive há mais de 500 anos a luta contra o extermínio", finaliza.
Mil luas, longa exibido na terça-feira, acompanha Chiara, uma mulher imigrante e mãe solo que enfrenta uma jornada de autodescoberta aos 80 anos. A trama explora a velhice sob a perspectiva de que, mesmo com a idade avançada, uma pessoa pode estar em plena capacidade e vitalidade, e é capaz de seguir sonhando e acreditando em suas escolhas e em si mesma. "Eu acho que esse é o grande diferencial do enredo do filme", opina a diretora Carina Bini. "A beleza dele é trazer esses encontros intergeracionais, como convivermos e aprendermos a partir da relação com as diferentes gerações", complementa.
A cineasta, ao lançar seu primeiro longa-metragem de ficção aos 51 anos, conta que o filme propõe uma reflexão sobre vida e produtividade humana, um debate fundamental para a sociedade. "Eu acho que no mundo hoje, trazer um tema sobre a velhice, um lugar onde todos nós chegaremos em algum momento, é bastante importante. Eu já vinha desenvolvendo outras coisas no cinema, então sou uma veterana. Mas qual é o meu tempo de vida produtiva dentro do audiovisual a partir desse momento?", reflete Carina.
A produção também apresenta a discussão da realização profissional em uma idade avançada. "Acreditar nos sonhos, se lançar com coragem ao inesperado, se realizar enquanto artista, a partir da metade da meia-idade ou da velhice… Isso é aceito dentro do nosso sistema, que fala que quanto mais produtividade, mais sucesso eu vou ter, então acho que é um debate bastante importante", completa a cineasta.
Mostra de estreias
Maré viva maré morta, de Claudia Daibert, é o destaque da programação de quarta-feira. O documentário conta a história de duas mulheres, Berna e Zélia, que cuidam de duas unidades diferentes de conservação marinha. O filme traz uma montagem paralela entre a vida das duas e a história dos dois lugares e, segundo a diretora, é uma história de "amor, morte, ciclos, vida, força e de pessoas que cuidam de espaços muito importantes para a conservação do nosso planeta".
Além disso, para Claudia, é fundamental haver produções de mulheres voltadas para narrativas femininas. "Eu tento contar minimamente a história de duas mulheres que me tocaram muito, porque eu me apaixonei completamente por elas quando as conheci. Pela personalidade delas, pela vida que elas levam", lista a cineasta. "Eu espero que, para além da gente poder conhecer mais sobre a história de duas mulheres tão fortes, a gente possa perceber como é importante a preservação de espécies e do meio ambiente", complementa.
Brasiliense de nascença, Claudia atua no cinema há mais de 20 anos, mas Maré viva maré morta marca seu primeiro longa-metragem como diretora. Como parte do público, ela coleciona memórias do Festival de Cinema desde a adolescência e expressa a honra de estrear no evento como participante da mostra que homenageia a cidade em que ela nasceu. "O festival me formou como profissional e como pessoa, porque ali eu vi que era possível. Eu vi tantas histórias, tantas mulheres diretoras mostrando seus filmes… É a melhor estreia possível", comemora a cineasta.
Na quinta, a mostra recebe a exibição da produção A última noite da rádio, estreia do diretor Augusto Borges no mundo dos longas-metragens. Ficção científica, o filme gira em torno de Leo, um homem que vai preso por um crime que não cometeu. "É uma história de vingança de um irmão contra o outro, após um deles ser abandonado na cadeia", explica o diretor. "Por trás disso, tem toda uma trama de viagem no tempo, que funciona mais como um pano de fundo do que como elemento principal", adianta.
Augusto defende que, diferente dos demais filmes do gênero da ficção, A última noite da rádio foca na relação entre os personagens. "Temos um protagonista LGBTQIAPN e periférico em uma narrativa que não gira em torno dessas características", destaca o cineasta. Também roteirista e editor, o diretor do longa já foi premiado na 55ª edição do Festival de Cinema e é o responsável pelo primeiro filme da Ceilândia a ser selecionado para o Festival de Cinema de Gramado, com o curta Wander Vi.
"Eu me sinto um representante temporário do cinema ceilandense dentro dessa edição do festival", define Augusto. "A Mostra Brasília em si é essencial ao meu ver, é um espaço em que cineastas do Distrito Federal, principalmente os iniciantes, têm uma chance de mostrar o trabalho que fazem. É muito significativo e abre muitas portas, então, ao meu ver, todo diretor do DF precisa passar por ela", opina.
Encerrando a mostra, os cineastas Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes apresentam o documentário Menino quem foi seu mestre?. "Nosso filme conta a história do surgimento dos mestres de capoeira do Distrito Federal em um cenário de total carência de referências e de uma linha de transmissão para esse saber tradicional tão centrado na oralidade", descreve o diretor.
A ideia do longa surgiu a partir de registros do projeto Saberes dos Mestres na Capital, que homenageia os pioneiros da capoeira do DF. "A partir das entrevistas e das rodas realizadas pelo programa, percebemos que havia algo de único na manifestação dessa prática por aqui. Nos anos 1960, pelas distâncias de outros centros urbanos e pela própria ausência de referências de capoeira na cidade recém construída, esses primeiros mestres de Brasília precisaram se virar para acessar e desenvolver uma prática tradicional tão ancorada na oralidade", conta Rafael.
"Foi um processo de muita invenção e insistência que culminou na atualização e adaptação de diversos aspectos da prática da capoeira", relata. "Ele retrata uma manifestação cultural viva e repleta de ancestralidade, mas também em uma interessante interação crítica com a cidade erguida sob conceitos modernistas", pondera o diretor. "Contar a história da capoeira no DF contribui para salvaguardar essa prática cultural reconhecida no Brasil e no mundo como patrimônio cultural imaterial", finaliza Sandra.
Os curtas Notas sobre a identidade, Terra, A brasiliense, O bicho que eu tinha medo, O fazedor de mirantes, Dizer algo sobre estar aqui, Rainha, Dois turnos, Três, O cheiro do seu cabelo e Rocha: Substantivo feminino completam a programação da mostra.
*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado
Programação
» Segunda-feira (15/9):Vozes e vãos, Notas sobre a identidade e Terra
» Terça-feira (16/9):Mil luas, A brasiliense, O bicho que eu tinha medo e O fazedor de mirantes
Correio Braziliense Wednesday, 10 de September de 2025
FLORADA DOS IPÊS-BRANCOS: PRIMAVERA CHEGANDO
Florada dos ipês-brancos sinaliza que a primavera está chegando
O branco dos ipês domina as paisagens de Brasília e encanta moradores durante a transição das estações
A presença dos ipês reforça o conceito de "cidade-parque" de Brasília, trazendo beleza e incentivando o contato com a natureza - (crédito: Fotos: Bruna Gaston CB/DA Press)
A contagem regressiva para a chegada da primavera no Brasil começou. Em 21 de setembro, inicia-se o período de floração de inúmeras espécies de árvores, que transformam as ruas e paisagens em verdadeiros jardins de cores. Neste mês, os ipês-brancos são os protagonistas desse espetáculo natural. Eles florescem entre agosto e outubro, e não apenas trazem beleza à cidade, mas exercem um papel significativo no equilíbrio ambiental e no bem-estar dos brasilienses, que aproveitam a época para fotografar e registrar o espetáculo natural.
Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), de 2016 para cá, foram plantadas 93.813 mudas de ipês de diferentes espécies em todo o DF. O órgão explica que não é possível contabilizar a quantidade exata de cada cor, uma vez que parte dos plantios é feita também pela própria população. A escolha depende da produção dos viveiros da companhia, que definem o volume conforme a disponibilidade.
Além da beleza, a presença dos ipês reforça o conceito de "cidade-parque" de Brasília, contribuindo para a biodiversidade, a sombra e a qualidade do ar. A arborização bem planejada e executada contribui para a qualidade de vida da população, proporcionando sombra, melhorando a qualidade do ar e incentivando o contato com a natureza. A simples admiração da florada dos ipês pode gerar bem-estar e alegria, como muitos brasilienses relatam.
Olhares
A beleza dos ipês não passa despercebida no cotidiano da população. O porteiro Sidney Rodrigues, 57 anos, conta que nunca deixa de admirar as árvores no caminho do trabalho, na quadra 102 do Sudoeste. "Embelezam muito a cidade. Inclusive eu gosto do amarelo e do branco, pois acho muito bonito o contraste com o céu azul. É muito bonito para quem está passando com a família, dá vontade de parar e tirar foto. É uma época muito linda", relatou ao Correio.
Os ipês-brancos presentes na avenida comercial do Sudoeste, na altura da quadra 304, fazem parte do trajeto diário da babá Dinalva Barbosa, 34. Segundo ela, a floração traz um sentimento especial. "Quando passo por aqui, sinto uma pureza e um verdadeiro sentimento de paz. Sempre que passo por aqui, dou uma olhadinha. Nesta época, o vento derruba muito as flores. Dá uma dó, mas ao mesmo tempo deixa o chão todo branquinho, muito bonito", contou, com alegria.
A estudante Hillary Oliveira, 20, se impressiona com o cenário diariamente. Ela explicou que caminha todos os dias pela Esplanada e que a presença das árvores traz frescor à cidade e contribui esteticamente. "Os ipês tornam a cidade mais arborizada, dá mais prazer de andar pelas ruas. O branco transmite paz e tranquilidade. Mesmo na correria, é bom parar e apreciar um pouquinho", ressaltou.
Especialista
A doutora em Ecologia e professora de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília (UCB), Morgana Bruno, explicou que os ipês pertencem ao gênero Tabebuia roseoalba e estão entre as árvores mais emblemáticas do país. "Os ipês, especialmente na época da floração, exibem flores vibrantes nas cores amarelo, rosa, branco e roxo, que criam um espetáculo natural nas ruas, parques e áreas verdes da cidade, valorizando o visual urbano", explica.
A especialista ainda enfatizou a importância dos ipês para a estética do DF. "O plantio dos ipês contribui para um paisagismo agradável, tornando os espaços públicos mais acolhedores, coloridos e harmônicos, o que melhora a qualidade de vida dos moradores e visitantes. Além da estética, eles são símbolos da biodiversidade local, atraem pássaros e outros animais, e promovem uma atmosfera mais saudável e agradável", acrescentou.
O ipê-branco é uma árvore de médio porte, com alturas entre 7 e 16 metros, que se torna uma escolha popular no paisagismo e na arborização urbana pelo seu tamanho gerenciável. Marcada pela beleza, a espécie tem uma função ecológica importante, por fornecer abrigo e alimento para pássaros e insetos. Além de exuberante, a flor também pode ser utilizada na culinária, pois sua folha é comestível. São consumidas as pétalas, após a remoção do cálice, em receitas de refogados, empanados e saladas cruas..
Mudanças climáticas
Apesar da resistência, as mudanças climáticas também trazem desafios para a espécie. "O aumento das temperaturas e a alteração nos padrões de precipitação podem afetar o período de floração e a germinação das sementes do ipê-branco. Além disso, influenciam a ocorrência de queimadas e a disponibilidade de água, fatores que afetam diretamente a sobrevivência e o crescimento da árvore", detalhou Morgana.
Mesmo assim, o espetáculo natural ocorre com a floração de diferentes espécies em sequência: primeiro o ipê-roxo (junho a agosto), depois, o amarelo (julho a setembro), seguido pelo rosa e pelo branco (agosto e setembro) e, por último, o verde (meados de setembro).
Correio Braziliense Tuesday, 09 de September de 2025
ANGELA RORO SE ENCANTOU: CANTORA E COMPOSITORA MORRE AOS 75 ANOS
Morre Angela Ro Ro, a compositora que 'confessou' suas desilusões e cantou o amor com blues
Uma das raras intérpretes brasileiras que também compunham, superou o machismo escrevendo canções marcantes como 'Amor meu grande amor', 'Balada da arrasada' e 'Gota de sangue'
Álbum de estreia de Ro Ro, de 1979; essa foi sua fase mais prolífica - (crédito: Reprodução)
A cantora Angela Ro Ro, morta hoje aos 75 anos por complicações após um procedimento cirúrgico, não era só irreverente fora dos palcos.
Uma das raras intérpretes brasileiras que também compunham, superou o machismo escrevendo canções marcantes como Amor meu grande amor, Balada da arrasada e Gota de sangue.
Homossexual assumida, sem papas na língua, a carioca cantava as desventuras amorosas, narradas em canções confessionais — numa época em que quase ninguém ousava a sair do armário. Ela nasceu em 1949.
Influenciada por cantoras como Maysa e musas do jazz americano como Ella Fitzgerald, Ro Ro morou em Londres, no começo da década de 1970, onde conciliou subempregos com o começo da atividade musical — participou, indicada pelo cineasta Glauber Rocha, do histórico álbum Transa, de Caetano Veloso então no exílio, tocando gaita na faixa Nostalgia.
Ao retornar para o Brasil, gravou o primeiro disco em 1979, com Amor, Meu Grande Amor, seu primeiro grande sucesso.
Ro Ro se destacou por interpretar canções românticas com um clima de blues, algo incomum no gênero.
A BBC News Brasil listou cinco canções compostas por Angela Ro Ro que são exemplos de seu talento artístico e ousadia. Todas são do período de 1979 a 1980, sua fase mais fértil em criações.
1. Amor meu grande amor, 1979 (Ângela Ro Ro e Ana Terra)
Ro Ro viveu grandes e passionais histórias de amor. Com a também cantora Zizi Possi, foram anos de um relacionamento intenso e conturbado. No fim, Zizi a acusou publicamente de agressão.
A Ro Ro mulher resolvia os conflitos com o fígado. A compositora tendia a ser um pouco mais sutil.
A sua mais famosa música, Amor meu grande amor, composta com Ana Terra, começou a nascer após uma desilusão amorosa.
Os primeiros versos surgiram ali mesmo, durante a fossa, curtida num bar do Leblon, bairro nobre do Rio.
Ro Ro tinha 23 anos.
A música demorou para ser completada.
Ana Terra, parceira de Ro Ro, escreveu boa parte da letra, o que desmonta a tese de que a canção é toda autobiográfica.
"Até hoje tem gente que esquece que a letra é da Ana Terra e vem me perguntar o que quer dizer 'a vida do teu filho desde o fim até o começo'. Eu falo: 'Não sei, pergunta pra Ana Terra'. Música não tem endereço, música tem inspiração", disse Angela Ro Ro em matéria publicada em 2021 no site Monkeybuzz.
Álbum de estreia de Ro Ro, de 1979; essa foi sua fase mais prolífica
2. Minha mãezinha, 1979 (Ângela Ro Ro)
A canção é uma provocação à mãe de Ro Ro, que também vivia provocando a filha, dizendo: "Um dia vou compor uma música chamada Minha Filhinha".
"Nós nos dávamos bem pra caramba (...) minha mãe era muito engraçada", disse ao site Monkeybuzz.
Para Ro Ro, a mãe, Dona Conceição, cantora ocasional, era o verdadeiro talento da família.
"Eu sou uma cópia malfeita de Mamy, porque a verdadeira estrela é a Conceição, de onde eu puxei a voz e a música."
Mas apesar do carinho mútuo, não deixava de ser uma relação de mãe e filha, cheia de imposições e cobranças. Só que nesse caso, a filha era Angela Ro Ro, ou seja: alguém que não deixava passar nada:
Sua voz/ Tão difícil de calar, não me diz mais nada/ Já não carrega mais/ O doce mel da abelha rainha/ Me deixe em paz, minha mãezinha
3. Mares da Espanha, 1979 (Angela Ro Ro)
Seria Angela Ro Ro a mãe do gênero sofrência? Pela quantidade de canções de amor, a maioria de paixões não correspondidas, talvez sim. Mas é bom que se diga: nem sempre ela estava sofrendo de verdade.
Coisas da idade — Ro Ro começou a compor muito cedo. É aquela coisa da juventude de "já estou sangrando de paixão".
"Aí você diz assim: 'Mas, uai, eu não estou apaixonado por ninguém'. Enfim, não têm endereço. Eu conto mil histórias. Algumas foram verdadeiras, outras metade é verdade e metade não."
É o caso de Mares da Espanha.
"Eu inventei tudo", contou Ro Ro.
Não importa. O que pode ser mais sofrido e bonito do que isso?
Nem que eu caminhasse às três da manhã/ Nem que eu me enganasse pra ver o que é bom/ Nem que eu caminhasse até o Leblon/ Não iria encontrar
Grande parte das canções de Ro Ro eram autobiográficas
4. Abra o coração, 1979 (Angela Ro Ro)
Ro Ro deixou de beber e usar cocaína em 1999. Por pouco, não teve o destino de muitos amigos e namoradas, como a homenageada nesta canção pouco conhecida de seu repertório.
"Uma falecida namorada minha, que morreu de Aids. Infelizmente, nova ainda, entrou na cilada da droga pesada, cocaína. E você sabe que é difícil sair. Fiz Abra o coração pra ela".
Ro Ro considerava esta a sua letra mais bonita:
Para de gelar, de entorpecer/ Para de secar o que quer escorrer
5. Preciso tanto!!!, 1980 (Angela Ro Ro e Sérgio Bandeyra)
Gravada no segundo disco Só nos resta viver, considerado um dos mais corajosos de Ro Ro, virou um hino das lésbicas mais atuantes.
Eu quero na raça e no peito/ Você quer saber se é direito/ Primeira vez…
Autobiográfica como a maioria de suas canções, Preciso Tanto!!! é sobre uma mulher tentando convencer outra a sair do armário, em nome do prazer.
Você diz que é bom, mas não quer/ Tem medo de virar mulher/ Virar freguês/ Assim não vai dar/ A minha vontade é tão grande/ Não pode esperar/ Preciso tanto!!!
A canção também foi interpretada em um dueto por Cazuza e Ro Ro, em 1989.
Correio Braziliense Tuesday, 09 de September de 2025
DESIGN WEEK ESTREIA EM BRASÍLIA
Design Week estreia em Brasília
Maior festival do gênero da América Latina, o DW! Tour começa hoje no Casapark e vai até sábado prometendo movimentar o setor criativo da cidade com mostras, talks com arquitetos, designers e artistas e circuito gastronômico
08/09/2025 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Lauro Andrade , idealizador e CEO da Design Week Brasília, é o convidado do Podcast do Correio. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Pela primeira vez desde sua criação em 2012, o principal festival de design da América Latina desembarca em Brasília. A capital sedia, a partir de hoje até 13 de setembro, o DW! Tour Brasília, edição itinerante do festival Design Week, no Casapark, em comemoração aos 25 anos do shopping e aos 65 anos da cidade. A programação promete movimentar o setor criativo local com mostras de design, talks com arquitetos, designers e artistas, exibições de arte, circuito gastronômico e atrações gratuitas, que visam promover o encontro entre criatividade, mercado e inovação. Serão 13 lojas de design, 11 espaços gastronômicos, além de um cinema com sessões especiais.
Às jornalistas Sibele Negromonte e Mariana Niederauer, o idealizador do projeto e CEO da Design Week, Lauro Andrade, celebrou a chegada à capital, durante entrevista ao Podcast doCorreio, ontem, destacando a importância estratégica de Brasília no mapa do design brasileiro.
"Brasília é uma referência para o mundo. Naturalmente, em algum momento, chegaríamos aqui. Não foi por falta de vontade. O Casapark tem uma história icônica com a cidade. A própria família empreendedora é muito ligada à arte, design e arquitetura", afirmou Andrade.
O festival, que já passou por mais de 10 cidades brasileiras ao longo de suas 14 edições, segue um modelo inspirado em eventos internacionais consagrados como a semana de design de Milão. "As design weeks acontecem por todo o mundo. Pelo menos 40 grandes cidades criativas têm semanas de design. As pessoas às vezes pensam que é uma feira ou uma exposição, mas é um festival criativo, que reúne múltiplas visões do setor criativo".
Com um mercado cada vez mais fortalecido e influente, o Brasil conta atualmente com uma expressiva comunidade de profissionais criativos. "A gente tem 217 mil arquitetos no Brasil, e em torno de 100 mil designers de interiores. Então, são 320 mil pessoas, em um nível mínimo de formação estética, que são grandes influenciadores do que está na moda".
Para Andrade, a chegada do DW! Tour a Brasília reafirma o potencial da cidade como hub de negócios, arte, arquitetura e design, não apenas regional, mas nacional. O evento também reforça o protagonismo do design brasileiro autoral, que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado e nas casas dos brasileiros.
"Nossa grande contribuição nesse mercado foi quando começamos a falar para os arquitetos e designers de interiores que era muito legal ter designers autorais brasileiros em casa. Hoje, é difícil ter um projeto no Brasil de médio ou alto padrão que não tenha a assinatura de um brasileiro", pontuou.
Segundo ele, o crescimento da valorização do design nacional passa não apenas pela capacidade de investimento, mas principalmente pela percepção de valor. "O primeiro ponto não é sobre preço, é sobre valor. Quando você somente precifica, cria um limitante natural. Mas quando você valoriza, entende o significado daquele objeto no seu espaço".
Com entrada gratuita, o DW! Tour Brasília reforça a vocação da cidade para encontros criativos e novas conexões. O evento reúne nomes relevantes do design e marcas como Ampla Eletro, Breton, Casa Barroco, Chez Salete, estudiobola, Franccino, Hill House, JADERALMEIDA, Lider, Lumini, Mainline, Spazio Interni e Tidelli.
Assista aqui:
Correio Braziliense Monday, 08 de September de 2025
CANONIZAÇÃO DE CRLO ACUTIS, PADROEIRO DA INTERNET
Jovens renovam a fé com canonização de Carlo Acutis, padroeiro da internet
A Basílica São Francisco de Assis, na Asa Norte, foi o ponto de encontro de milhares de fiéis para a celebração do novo santo católico
O arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cézar Cardeal Costa, conversou com os jovens e reforçou que é preciso "manter nosso coração no amor de Jesus Cristo" - (crédito: Fotos: Mariana Campos/CB/D.A Press)
O dia 7 de setembro de 2025 entrou para a história da juventude católica em Brasília e no mundo inteiro. Centenas de fiéis reuniram-se na Basílica São Francisco de Assis, na 915 Norte, para participar do encontro arquidiocesano "Jovens a Caminho da Basílica", uma programação pensada para celebrar a fé, a comunhão e, de forma muito especial, a canonização de Carlo Acutis (São Carlo Acutis), o jovem que ficou conhecido como o "padroeiro da internet" e Pier Giorgio Fassati (São Pier).
O evento, que ocorreu no local a pedido de arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cézar, começou logo cedo, às 7h, com a bênção e abertura dos espaços do chamado Kit Santidade, um conjunto de práticas espirituais que o santo desenvolveu para viver a santidade no cotidiano. Durante todo o dia, jovens e famílias puderam percorrer os cinco espaços rotativos dedicados à leitura da Bíblia, confissão, caridade, Eucaristia e oração do terço. A cada momento, havia a sensação de proximidade com a espiritualidade vivida pelo agora santo da Igreja Católica.
A manhã foi marcada, também, por pregações voltadas ao público jovem e pela celebração da Santa Missa, às 11h, presidida por Dom Paulo. Ao comentar sobre a vida de Carlo Acutis, ele ressaltou o exemplo do jovem italiano que fez da Eucaristia o centro de sua vida.
"Carlo dizia que a Eucaristia era a autoestrada para o céu. Ele foi um jovem como tantos outros, de calça jeans e tênis, mas que, pela autenticidade da sua fé, se tornou modelo para toda a juventude. Esse é o santo que o papa canonizou hoje: alguém profundamente atento aos pobres, aos necessitados e ao amor a Jesus Cristo", explicou.
Já o reitor da Basílica Menor São Francisco de Assis, Frei Flavio Freitas Amorim (OFMConv), não escondeu a emoção ao avaliar o evento deste domingo, que celebrou a canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati. "Paz e bem. Eu posso dizer que hoje o meu coração rejubila de alegria, porque sonhamos com este evento para celebrar a canonização desses dois jovens. Era um sonho que muitos comungaram e agora se tornou realidade", afirmou. De acordo com o frei, cerca de 15 mil pessoas passaram pelo espaço durante o dia
Fé que cura
Entre os milhares de fiéis que lotaram a Basílica, estava a pequena Helena Andrade, de apenas 9 anos. Ela enfrenta um tratamento contra leucemia — mesma doença que causou a morte do santo — e encontrou em Carlo Acutis uma fonte de inspiração e esperança. "Ela é devota de São Carlo Acutis. Ele foi uma das pessoas que a inspirou a vencer, a se unir a Deus com esse propósito. Ver alguém tão jovem, tão forte, tão crente nos milagres de Deus deu força a ela. Hoje está na metade do tratamento, e muita dessa força veio inspirada em Carlo Acutis. Por isso, nós estamos aqui hoje", contou o pai, emocionado.
Para Emerson de Andrade, 48 anos, o testemunho do novo santo se traduz em lição cotidiana. "A santidade pode ser aplicada no dia a dia. É a fé em Deus. É acreditar que algo maior existe, que a gente está aqui por um propósito: fazer o bem, cumprir uma missão. Sendo feliz, sendo santo, fazendo o que Deus nos ensinou".
Virtudes para o dia a dia
Quem também marcou presença no encontro foi o grupo de Escoteiros Católicos São Domingos Sávio, do Guará II. À frente, o coordenador Leonardo de Moura, 43, destacou a importância de levar os adolescentes para viver a canonização de Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati.
"É uma alegria muito grande, especialmente porque os dois santos foram canonizados hoje. São exemplos que têm tudo a ver com a fase de vida que esses jovens estão vivendo. Eu já deixei de ser jovem há algum tempo, mas a Igreja, ao mostrar exemplos tão próximos, nos ajuda a compreender que a santidade é possível. Por isso, foi fundamental trazê-los aqui, para vivenciarem esse momento de fé e de alegria", afirmou Leonardo.
Na mesma linha, Pedro Freire Santana, 17 anos, lembrou como Carlo Acutis se parece com os jovens de hoje. "Na época em que morreu, ele tinha a nossa idade, participava de festas, gostava de jogar videogame e chegou a criar um site para divulgar os milagres da Eucaristia. Isso mostra que, não importa a idade, todo mundo pode ser santo. Esse é o nosso chamado."
O mais novo do grupo, Alexandre Antônio, 14 anos, deixou uma mensagem direta aos que não puderam participar: "Tentem participar de outras atividades. Quem procurar Jesus vai encontrar algo muito grandioso. Você vai conseguir."
Celebração de Santidade
O encerramento foi marcado por silêncio e oração. Às 16h30, a bênção final com o Santíssimo Sacramento emocionou os presentes, que se despediram ao pôr do sol, levando consigo a experiência de um dia repleto de espiritualidade. Maria de Lourdes, 14 anos, moradora do Guará e integrante da Paróquia Maria Imaculada, disse ter ficado maravilhada com a experiência de participar do encontro. "É muito lindo ver tantos jovens reunidos em honra a Carlo Acutis, que agora é São Carlo. Ele tinha quase a minha idade quando faleceu, e isso me inspira demais", afirmou.
Ela contou que, recentemente, participou de uma peregrinação organizada por sua paróquia em homenagem ao santo. Para Maria, a canonização de Carlo Acutis é uma prova concreta de que a santidade é possível também para sua geração. "As pessoas às vezes pensam que ser santo é coisa só de padre ou freira, mas não. A santidade está no cotidiano, nas pequenas coisas vividas com amor. E foi assim que Carlo viveu: no simples, mas sempre com o coração voltado a Cristo, à Virgem Maria e à Igreja."
Santos do dia
São Carlo Acutis
Carlo nasceu em 1991, em Londres, e cresceu na Itália. Desde cedo, uniu a fé com o interesse pela informática, usando a internet como espaço de evangelização. Sua vida curta — interrompida aos 15 anos por uma leucemia — foi marcada pela dedicação à Eucaristia e pela vontade de aproximar pessoas de Deus.
No Brasil, Carlo já tinha se tornado conhecido desde 2013, quando um milagre atribuído à sua intercessão curou o menino Matheus Vianna, em Campo Grande (MS). Esse e outro milagre reconhecido pelo Vaticano abriram caminho para a canonização. Agora, jovens do mundo inteiro o celebram como modelo de santidade para os tempos atuais.
São Pier Giorgio Frassati
Nascido em 1901, em Turim, no seio de uma família abastada da alta burguesia italiana, Pier Giorgio Frassati era filho do fundador do jornal "La Stampa" e embaixador da Itália, Alfredo Frassati, e de uma pintora famosa, Pier Giorgio cresceu em um ambiente onde a fé era mais formal do que fervorosa. No entanto, desde cedo, ele escolheu um caminho diferente, priorizando a oração, a Eucaristia e, sobretudo, a caridade para com os mais necessitados, tornando-se uma figura paradoxalmente à margem do próprio lar.
Conhecido pelos amigos como "Empresa de Transporte Frassati", o jovem dedicava sua vida a percorrer os casebres e porões da periferia de Turim, levando alimentos, roupas, móveis e dinheiro aos pobres e operários. A vida de Pier Giorgio Frassati foi interrompida abruptamente aos 24 anos, vítima de uma meningite fulminante em 4 de julho de 1925. Sua história de fé e amor ao próximo culminou não apenas na sua beatificação, mas também no que muitos consideram seu "primeiro milagre": a conversão profundamente comovida de seu pai, Alfredo Frassati, que só então compreendeu plenamente a grandeza do filho que havia partido.
Correio Braziliense Sunday, 07 de September de 2025
DESFILE DE 7 DE SETEMBRO CELEBRA SOBERANIA E INDEPENDÊNCIA DOBRASIL
Desfile de 7 de Setembro celebra soberania e independência do Brasil
Evento deste ano tem como slogan "Brasil Soberano" para reforçar a independência do país e responder a ofensiva internacional dos Estados Unidos
Militares se organizam para entrada no desfile cívico-militar de 7 de Setembro - (crédito: Ed Alves / CB/DaPress)
Autoridades do governo federal e a população se reúnem na Esplanada dos Ministérios para participar da celebração do tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro neste domingo. A data que marca a independência do Brasil reúne civis, militares, políticos e outras autoridades a partir das 09h.
A população começou a chegar por volta das 6h e poderá se posicionar nas arquibancadas que foram montadas para receber os cidadãos. Todos precisarão passar por barreiras e revistas antes de acessar o espaço dedicado ao desfile cívico-militar.
Uma série de itens foram proibidos para garantir a segurança de todos no espaço. A segurança da Praça dos Três Poderes foi reforçada e uma operação integrada com a Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF). Também haverá alterações no trânsito, enquanto o período de transporte público gratuito foi estendido.
Interdições no trânsito para o evento do 7 de Setembro(foto: Valdo Virgo)
Veja a lista completa de itens proibidos
Fogos de artifício e similares
Capacetes motociclístico
Armas de fogo em geral
Latas, copos, garrafas, coolers e isopor
Apontador a laser ou similares
Artefatos explosivos
Sprays e aerossóis
Animais em geral, com exceção de cães guia
Bolsas e mochilas com mais de 100 cm na soma das dimensões dos três lados, ou sejam, altura, largura e profundidade
Máscaras de qualquer tipo e tamanho, exceto as de proteção facial
Mastros confeccionados com qualquer tipo de material para sustentar, ou não, bandeiras e cartazes
Malas, pastas, caixas e similares
Churrasqueira de qualquer tamanho
Barraca e similares de qualquer tamanho ou tipo
Drones não-autorizados
Quaisquer outros itens que possam comprometer a segurança
Fogões e similares que utilizem gás e/ou eletricidade
Garrafas de vidro e latas
Armas de brinquedo, réplicas, simulacros e quaisquer itens que possuam aparência de arma de fogo
Drogas ilícitas, conforme a legislação brasileira
Substâncias inflamáveis de qualquer tamanho ou tipo
Objetos, instrumentos ou equipamentos que possam causar danos ao patrimônio público ou privado, ou representar risco à integridade física das pessoas, tais como: bastões, tacos, porretes e similares, ferramentas ou utensílios perfurantes ou cortantes, correntes, cabos de aço ou cordas grossas
Armas brancas ou qualquer objeto que possa causar ferimentos, mesmo que representem utensílios de trabalho ou cultural (tesouras, martelos, flechas, tacos, tacape, brocas)
Correio Braziliense Saturday, 06 de September de 2025
PROGRAMAÇÃO MUSICAL DA FESTA DO MORANGO
Confira a programação musical da Festa do Morango até domingo (7/9)
Além de música, a festa tem gastronomia e uma programação especial para crianças. A entrada é gratuita
A festa segue até o dia 14 de setembro, nos fins de semana - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
Com o início, nesta sexta-feira (5/9), a 29ª edição da Festa do Morango, um dos eventos mais aguardados do Distrito Federal, conta com uma programação para todas as idade. O evento acontece na Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão, onde a fruta símbolo da cidade é a grande protagonista. A festa segue até 14 de setembro, em dois fins de semana recheados de atrações culturais, gastronômicas e musicais, tudo com entrada gratuita.s
A programação musical desta sexta-feira começa às 18h, com uma sequência de shows que promete animar o público até a madrugada. Sobem ao palco, na ordem: DJ Sagaz, Tiaguinho, Som Que Toca, Banda Lúpulos e a Banda Imagem. Encerrando a noite, a dupla sertaneja Rio Negro & Solimões é a atração principal, se apresentando às 23h.
Muito além da música, entre os destaque da Festa do Morango está a Morangolândia, um espaço inteiramente dedicado a delícias feitas com a estrela da festa, como bolos, geleias, sorvetes, doces e o famoso morango do amor estão entre as opções.
Outra atração bastante procurada é o espaço de Gastronomia Japonesa, voltado para os amantes da culinária oriental. A programação conta ainda com a fazendinha, atividade para crianças interagirem com animais; Florabraz, mostra de flores e paisagismo; Salão do Artesanato, com produtos locais; e Salão do Produtor, que valoriza a agricultura familiar. Todas as áreas temáticas funcionam até 22h.
Programação musical completa
A festa segue nos próximos dias com uma grade de shows. Confira:
6/9 (sábado) - Negão Chandon e Guilherme Silva
7/9 (domingo) - Natanzinho Lima
12/9 (sexta) - Murilo Huff
13/9 (sábado) - Léo Magalhães
14/9 (domingo) - Calcinha
Correio Braziliense Friday, 05 de September de 2025
FESTA DO MORANGO COMEÇA HOJE, 5 DE SETEMBRO
Festa do Morango começa nesta sexta-feira (5/9) e espera 500 mil visitantes
Evento, que chega à 29ª edição, movimenta a economia local e valoriza a força dos produtores. Entre as atrações, haverá shows de Rio Negro & Solimões, Natanzinho Lima, Murilo Huff, Léo Magalhães e a banda Calcinha Preta
O pequeno produtor Francisco Santos de Sousa, e a esposa, Maria do Rosário, colhendo morangos na véspera do primeiro dia de evento - (crédito: Fotos: Ed Alves CB/DA Press)
Em Brazlândia, o morango floresce como símbolo de tradição. Da terra vermelha nasce a fruta que inspira a 29ª edição da tradicional Festa do Morango, que acontece na Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão, em dois fins de semana. A festa começa hoje e segue até 14 de setembro, com entrada gratuita. A região é responsável por mais de 90% da produção de morangos no Distrito Federal.
Este ano, o público poderá visitar 42 estandes, cada um comandado por uma família produtora, com uma grande oferta de morangos in natura e produtos artesanais como tortas, geleias, bolos, bebidas alcoólicas, bombons e o famoso morango do amor, que viralizou nas redes sociais em julho. Além da feira gastronômica, a programação conta com shows de grandes nomes da música nacional, concurso Rainha do Morango, parque de diversões, fazendinha, exposição agrícola e diversas atrações para todas as idades. A estimativa é que mais de 500 mil visitantes passem pelo espaço.
Como parte da experiência, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) vai realizar nos sábados o tradicional Colha & Pague do Morango, permitindo ao visitante colher a fruta direto da lavoura e conhecer de perto o processo de cultivo. Para participar, é necessário fazer a inscrição pelo WhatsApp (61) 99817-3453.
Entre as atrações musicais confirmadas estão Rio Negro & Solimões, Natanzinho Lima, Murilo Huff, Léo Magalhães e a banda Calcinha Preta, prometendo animar ainda mais a festa que já virou símbolo da região.
Crescimento
A produção de morangos no DF segue em ritmo de crescimento. De acordo com dados da Emater-DF, atualmente são 358 agricultores envolvidos diretamente com o cultivo da fruta, sem repetição de áreas. Se considerados aqueles que produzem em mais de uma localidade, o número chega a 584 produtores. Em 2023, o número de agricultores foi um pouco maior, com 386 sem repetição, mas, ainda assim, a produção de 2024 superou a do ano anterior. “ Isso significa que os produtores estão melhorando seu manejo e tornando a lavoura mais produtiva”, explica o engenheiro agrônomo da Emater-DF, Claudinei Machado.
Morangos da Família F Morangos(foto: Ed Alves CB/DA Press)
O volume colhido em 2024 alcançou 6.615 toneladas, superando as 6.589 toneladas registradas em 2023. Além disso, o valor bruto da produção, que representa o total em reais gerado com a comercialização de morangos no DF, ultrapassou R$ 210 milhões em 2024. Em 2015, há 10 anos atrás, a Emater-DF contava com 180 produtores de morango cadastrados, responsáveis por uma produção anual de 5.250 toneladas.
Preparação
O pequeno produtor Francisco Santos, 59 anos, está à frente da marca Família F Morangos, criada em homenagem aos membros da família, todos com nomes iniciados pela letra F. Com propriedade em Brazlândia, ele cultiva morangos há 17 anos e há uma década participa da festa. Para Francisco, o evento é uma importante fonte de renda. “Cada ano que passa é mais uma surpresa. As coisas sempre estão melhorando. Na última Festa do Morango, eu lucrei cerca de 50 mil”.
Com uma produção diversificada que inclui, além dos morangos, culturas como goiaba, couve-flor e tomate, Francisco vê na festa uma oportunidade de mostrar o resultado de um trabalho familiar dedicado. “Estamos nos preparando muito para essa festa. Tem que ter produtos de qualidade. Quem se prepara e faz o cultivo do morango da forma correta, vai ter os melhores morangos e se destacar no meio de tantos produtores”. Ele trabalha com duas variedades da fruta, Camarosa e Valentina.
Na barraca da Família F Morangos, o público encontrará desde caixas de morango in natura até delícias como geleia, fondue, dindin e sorvete da fruta. “Tem gente que compra uma caixa, tem gente que compra cinco, e tem gente que leva até 10 caixas de morango. O ano todo a gente se prepara para esse evento”, conta Francisco. Com o apoio direto de 15 familiares, incluindo os oito filhos, noras, genros e a esposa, ele lidera uma equipe de mais de 25 pessoas. “Nós somos uma família e nos ajudamos. Cada um cuida de algo”, conclui com orgulho.
O técnico agrícola e pequeno produtor Marcos Almeida, 50, com sua marca Marcão HortiFruti, em Brazlândia, cultiva morangos há uma década com a ajuda da esposa, em uma produção dedicada exclusivamente à fruta. Segundo ele, a demanda na festa é tão alta que, em alguns momentos, é necessário recorrer a produtores vizinhos para atender os pedidos. “Eu vendi mais de 3 mil caixas de morango no ano passado. Às vezes, até compramos morango nos vizinhos para poder vender”.
O pequeno produtor Francisco Santos de Sousa, e a esposa, Maria do Rosário, colhendo morangos na véspera do primeiro dia de evento(foto: Ed Alves CB/DA Press
Programação musical
Shows durante os dois fins de semana de festa:
5/9 (quinta-feira) — Rio Negro & Solimões
6/9 (sexta-feira) — Negão Chandon e Guilherme Silva
7/9 (sábado) — Natanzinho Lima
12/9 (quinta-feira) — Murilo Huff
13/9 (sexta-feira) — Léo Magalhães
14/9 (sábado) — Calcinha Preta
Serviço
Quando: 5 a 7 e 12 a 14 de setembro
Horário: a partir das 18h (sextas) e a partir das 10h (sábados e domingos)
Onde: Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) – Incra 6, BR-080, Km 13 (Brazlândia)
Entrada gratuita
Correio Braziliense Thursday, 04 de September de 2025
NOTA LEGAL: CONSUMIDOR TEM ATÉ DIA 9 PARA SE CADASTRAR
Consumidor tem até dia 9 para garantir participação no sorteio do Nota Legal
Prazo termina na terça-feira (9/9); sorteio vai distribuir R$ 3,5 milhões em prêmios, com principal de R$ 1 milhão
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Nota Legal: procura-se um ganhador de R$ 200 mil - (crédito: Vinicius de Melo / Ascom/Seec)
Os consumidores que exigem o CPF na nota e possuem débitos com a Secretaria de Economia do DF têm até a próxima terça-feira (9/9) para regularizar a situação e garantir presença no segundo sorteio de 2025 do Nota Legal. O sorteio, marcado para 18 de novembro, vai distribuir R$ 3,5 milhões em prêmios, incluindo um de R$ 1 milhão.
Além do milhão, confira os outros prêmios que serão sorteados: 2 prêmios de R$ 200.000; 3 prêmios de R$ 100.000; 4 prêmios de R$ 50.000; 10 prêmios de R$ 10.000; 30 prêmios de R$ 5.000; 50 prêmios de R$ 1.000; 500 prêmios de R$ 200; 12.000 prêmios de R$ 100.
Para concorrer, é preciso estar inscrito no programa e ter a certidão negativa de débitos emitida entre 10 de agosto e 9 de setembro. Quase 1,5 milhão de pessoas já estão habilitadas, mas outras 490 mil ainda precisam quitar ou parcelar eventuais dívidas.
É possível conferir os avisos de pendência por e-mail, mas o cidadão também pode consultar a situação de adimplência no site da pasta, acessando a área restrita com os dados previamente cadastrados.
O Nota Legal vai além da oferta de prêmios em dinheiro duas vezes ao ano: também permite acumular créditos que podem ser usados para abater valores do IPTU e do IPVA, no início de cada exercício. Os bens (imóveis ou veículos) devem estar em nome do participante, e a prioridade de abatimento é para tributos já vencidos.
Os cupons fiscais serão gerados a partir das notas fiscais com CPF emitidas entre 1º de novembro de 2024 e 30 de abril de 2025.
Como se cadastrar
Basta acessar o site do Nota Legal, clicar em “Quero me cadastrar” e informar os dados solicitados.
Correio Braziliense Wednesday, 03 de September de 2025
DE BÚFALOS A ABELHAS
De búfalos a abelhas: os números impressionantes da pecuária no DF
Dados extraídos das Informações Agropecuárias do DF, divulgadas pela Emater, mostram um setor diversificado, que vai de búfalos a suínos, passando por piscicultura, apicultura e até meliponicultura
O Distrito Federal tem 813 cabeças de búfalos: 200 mil litros de leite e 16 toneladas de carne - (crédito: Arquivo Pessoal)
A pecuária no Distrito Federal vai bem além de gado leiteiro e corte. Dados extraídos das Informações Agropecuárias do DF, divulgadas pela Emater, mostram um setor diversificado, que vai de búfalos a suínos, passando por piscicultura, apicultura e até meliponicultura.
O destaque é a avicultura: são mais de 66 milhões de galinhas, responsáveis por 134,8 mil toneladas de carne e quase 50 milhões de dúzias de ovos ao ano — sendo que a maior parte, curiosamente, é de ovos férteis para incubação. No setor de suínos, as quase 240 mil cabeças geram mais de 19 mil toneladas de carne.
Há surpresas nos nichos. Ceilândia, por exemplo, domina a produção de caprinos, ovinos e codornas, enquanto o Gama desponta como maior polo de piscicultura, respondendo por um quarto do pescado produzido no DF. Já o Paranoá lidera em meliponicultura, reforçando a aposta em cadeias mais sustentáveis.
O DF abriga ainda um rebanho de quase 80 mil bovinos, que produzem mais de 33 milhões de litros de leite e 5,5 milhões de quilos de carne anualmente. E sabia que o DF tem uma considerável criação de búfalos? São 813 cabeças que contribuem com 200 mil litros de leite e 16 toneladas de carne.
Já a apicultura e a meliponicultura (produção de mel de abelhas sem ferrão) prosperam, com mais de 3.400 colmeias, que entregam anualmente 24 toneladas.
Livre da febre aftosa
O Distrito Federal foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação, entregue durante a 33ª Expoabra, no Parque de Exposições da Granja do Torto, abrange o rebanho de mais de 82 mil cabeças e representa um marco histórico ao reforçar a segurança sanitária e ampliar as oportunidades de comércio internacional de produtos de origem animal.
Ter o Distrito Federal reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação é um marco histórico. Isso fortalece a segurança sanitária do nosso rebanho e abre oportunidades para exportação de produtos de origem animal, garantindo mais renda e mobilidade comercial para nossos produtores", disse a vice-governadora Celina Leão.
Sérgio Augusto Belmonte é o presidente da Pestalozzi de Brasília(foto: Divulgação)
60 anos da Pestalozzi
A Associação Pestalozzi de Brasília celebra 60 anos de criação no próximo sábado. Das 17 às 21h, as portas da entidade, no Setor de Clubes Esportivos, estarão abertas para um evento solidário com tradicional festival de tortas, seguido de apresentações artísticas, feira solidária e exibição de documentário sobre a trajetória da instituição.
A renda arrecadada será destinada à manutenção e à melhoria da sede, garantindo um espaço mais acessível e seguro. Uma das metas da Pestalozzi é prestar atendimento de qualidade nas áreas de saúde, assistência social e educação ao longo da vida às pessoas adultas com deficiência múltipla, intelectual e autismo, apoiando-as para viverem com independência e autonomia.
"Em 60 anos, atendemos mais de 10 mil pessoas com um trabalho sério e objetivo visando oferecer a todos que nos procuram novos horizontes", diz o presidente da Pestalozzi, Sérgio Augusto Belmonte.
Batalha All Style
As inscrições para a Batalha All Style, ação que integra o Movimento Internacional de Dança (MID), começam na próxima sexta-feira e seguem até 25 de setembro. Serão distribuídos R$ 6,5 mil para os três primeiros colocados.
As apresentações estão previstas para 2 a 19 de outubro em diversos espaços de Brasília. Em cinco edições da Batalha All Style, o MID já reuniu mais 200 dançarinos e distribuiu mais de R$ 20 mil em premiações.
A proposta é criar um ambiente livre de experimentação, em que cada participante desafia a si mesmo e ao outro por meio da criatividade, musicalidade e variação de estilos. A Batalha do MID é um palco de dança urbana vibrante onde os participantes podem demonstrar sua própria técnica e liberdade de expressão. As inscrições podem ser feitas pelo site movimentoid.com.br.
R$ 15 mil
Valor que empresa de turismo terá que pagar a uma passageira em cadeira de rodas que teve que ser carregada para embarcar em ônibus com selo de acessibilidade, mas não dispunha dos equipamentos necessários. Durante a viagem de aproximadamente 12 horas e 35 minutos, com três paradas para alimentação e uso de banheiro, a passageira foi obrigada a ser carregada por homens para desembarcar e embarcar novamente no ônibus. A cadeira de rodas foi despachada no compartimento de bagagens, o que impediu sua locomoção autônoma. A decisão é da 13ª Vara Cível de Brasília.
Correio Braziliense Tuesday, 02 de September de 2025
FESTA DO MORANGO EM BRASLÂNDIA - DF TEM 584 PRODUTORES
Festa do Morango celebra o auge da safra em Brazlândia; DF tem 584 produtores
Com uma produção anual de 6.605 toneladas, o DF tem hoje 584 propriedades que cultivam o morango. A festa ocorre no auge da safra, quando o preço médio da bandeja pode ser encontrado por menos de R$ 3 nos mercados
A Festa do Morango neste ano será em 5,6,7 e 12,13 e 14 de setembro - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Um dos eventos mais tradicionais do calendário agropecuário do Distrito Federal começa nesta semana. Trata-se da Festa do Morango, que chega à 29ª edição, na Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão, em Brazlândia. Nos próximos dois fins de semana, de sexta a domingo, com entrada gratuita, serão 42 estandes, com exposição da fruta in natura e uma variedade de quitutes, como tortas, geleias, bebidas alcoólicas, bombons e o popular morango do amor, que viralizou nas redes sociais em julho.
Com uma produção anual de 6.605 toneladas, o DF tem hoje 584 propriedades que cultivam o morango. A festa ocorre no auge da safra, quando o preço médio da bandeja pode ser encontrado por menos de R$ 3 nos mercados. A área plantada chega a 177 hectares, sendo que 76,5% ficam em Brazlândia. A fruta responde por 2,47% da produção olerícola da capital federal.
De acordo com Claudinei Vieira, gerente da Emater-DF em Brazlândia, a festa vai muito além da diversão: "O evento movimenta economicamente a região e é uma oportunidade de conectar o campo à cidade, promovendo conhecimento, cultura e valorização do trabalho dos agricultores do Distrito Federal."
Mudança de nome
Uma audiência pública, promovida pela Câmara Legislativa, vai debater, amanhã à noite, a mudança de nome do Setor Habitacional Bernardo Sayão, da Colônia Agrícola de Águas Claras e da Colônia Agrícola IAPI, todos situados no Guará, para Setor Habitacional Guará Park (SHGP).
"A nova denominação busca facilitar a identificação e a localização dos setores habitacionais, contribuindo para uma melhor organização administrativa e urbanística. O nome Guará Park sugere um ambiente mais moderno e acolhedor, alinhado às expectativas dos moradores e com o potencial de desenvolvimento da área", explica o distrital João Cardoso (Avante), autor do Projeto de Lei 1.636/2025, que dispõe sobre a alteração de nomes.
A audiência pública começa às 19h, na chácara 34, na Colônia Agrícola Águas Claras, que fica na região do Guará II. Haverá transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.
Nova edição do projeto Preservar
A 22ª edição do projeto Preservar segue até 12 de setembro, na chácara da Farmacotécnica, no Núcleo Rural Vargem Bonita. Crianças, professores e especialistas têm uma programação especial.
Durante as atividades, os estudantes conduzem os visitantes por trilhas pedagógicas no cultivo que abriga mais de 50 espécies de ervas medicinais. O objetivo é compartilhar conhecimentos ancestrais, aproximar a educação da vivência prática e fortalecer a consciência ambiental e a preservação cultural.
A expectativa é de que cerca de mil visitantes participem da edição deste ano, que incluirá oficinas de manipulação de ervas, produção de fitoterápicos e cosméticos, aulas sobre compostagem e outras atividades educativas.
Novo diretor do CBV
Leonardo Carvalho de Aguiar é o novo diretor-geral do CBV — Hospital de Olhos, que integra a holding Vision One. Com 18 anos de atuação no hospital, Carvalho sai da diretoria de Relacionamentos e Negócios e assume o cargo com o compromisso de fortalecer a excelência no atendimento e ampliar os serviços oftalmológicos na capital. Com sede na 613 Sul, o CBV tem unidades espalhadas pelo DF e inaugurou recentemente uma nova estrutura para consultas e exames no Hospital Águas Claras. A unidade também anuncia a chegada de Edison Geraissate, referência nacional em oftalmologia pediátrica, para o rol de colaboradores.
R$ 4,25 milhões
Valor que o GDF vai gastar na primeira etapa de reorganização da W3 Norte, entre as quadras 713 e 716. Serão construídos 42 mil m² de novas calçadas acessíveis, além da recuperação de 17 mil m² de áreas verdes, plantio de 226 árvores e reorganização de estacionamentos. No total, serão 1.368 vagas para veículos, 229 para motos e 135 para bicicletas.
Correio Braziliense Monday, 01 de September de 2025
CORAL BRASÍLIA COMEMORA 30 ANOS
Coral Brasília comemora 30 anos levando música brasileira para o mundo
Grupo musical celebra seu aniversário com turnê em Praga, Viena e Bratislava. Repertório mistura canções eruditas, sacras e populares
Coral Brasília em últimos ensaios antes das apresentações pelo mundo - (crédito: Ivan Simas/Divulgação)
O Coral Brasília celebra 30 anos, em 2025, levando a música brasileira a palcos internacionais. Fundado em 1995 com a missão de divulgar o canto coral do país pelo mundo, o grupo participa anualmente de encontros e concursos nacionais e internacionais. Atualmente, é conduzido pelo maestro Deyvison Miranda e continua encantando plateias com sua mistura de técnica e emoção.
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Como parte das comemorações, o coral participou, na última sexta-feira (29), do 15º Festival Internacional de Coros e Orquestras, na Biblioteca Municipal e na Igreja de St. Salvator, em Praga. Em Viena, nesta segunda-feira (1º), fará um concerto exclusivo, no VHS Ottakring, com apoio da Embaixada do Brasil e da Sociedade Austro-Brasileira de Educação e Cultura — Verein Papagaio. Na quarta-feira (3), em Bratislava, capital da Eslováquia, será responsável pela abertura do Festival de Cultura Brasileira.
Coral Brasília na Suécia em 2000(foto: Ivan Simas/Divulgação)
Integrante há 14 anos, Nalva Ferreira, 57, contou que a apresentação de sexta-feira, em Praga, foi especialmente gratificante. "Cantamos para outros coros e também tivemos a oportunidade de apreciar o trabalho deles. Foi uma bela troca de experiências", celebrou.
Atualmente, Nalva é responsável pela gestão administrativa do coral e destaca a importância da turnê. "O coral nasceu com a missão de levar a música brasileira ao mundo, e celebrar 30 anos em palcos internacionais confirma que o projeto deu certo. Isso mostra que o amor pela música coral é muito maior do que qualquer dificuldade. É esse amor que sustenta a longevidade do grupo", afirma. Ela ressalta que o maior desafio da viagem não está nos palcos, mas, sim, nos bastidores. Sem patrocínios ou apoio governamental, cada coralista precisou arcar com os custos da turnê, o que exige comprometimento e dedicação de todos.
"Esperamos que as pessoas se alegrem com a nossa música. Independentemente da língua, a música não possui barreiras, é feita para ser sentida. A nossa mensagem é simples: a música une os povos", completa Nalva.
Coral Brasília em Caeté em 2023(foto: Ivan Simas/Divulgação)
O repertório da turnê é eclético, combinando música erudita, sacra e popular, com ênfase na produção nacional. Entre as obras escolhidas, estão composições de Gilberto Gil, Ernani Aguiar e Ernesto Nazareth, além de arranjos de Marcos Leite, Maurício Maestro — que preparou especialmente para o coral uma versão de Tico-Tico no Fubá —, Elenice Maranesi e Nelson Mathias. Segundo o maestro, a escolha das peças busca refletir a brasilidade em ritmos, temas e técnicas musicais, mantendo a sofisticação esperada em palcos internacionais.
À frente do grupo há 10 anos, o maestro Deyvison Miranda, 51, recorda que seu primeiro contato com o Coral Brasília foi justamente na comemoração dos 20 anos. Hoje, ele conduz o coro no marco das três décadas, com a responsabilidade de apresentar a música brasileira a públicos acostumados a ouvir corais de alto nível. "Nosso desafio é mostrar que o Brasil produz música de qualidade, com obras bem estruturadas e enraizadas em nossa cultura. Temos que levar peças que surpreendam, que tragam a brasilidade em seus ritmos e temas, mantendo a sofisticação dos grandes repertórios corais", explica.
O maestro detalha que a preparação começa com muita antecedência e envolve estudo aprofundado, pesquisa histórica das composições e domínio técnico, musical, intelectual e emocional das obras, antes mesmo de chegarem aos ensaios com o grupo. "O mais importante não é apenas mostrar técnica, mas emocionar. Espero que o público se delicie com a música brasileira e sinta, em cada nota, a força e a beleza da nossa cultura", afirma.
Coral Brasília na Eslovênia em 2000(foto: Ivan Simas)
Entre os destaques do repertório deste ano, estão Redentor, composta por um integrante do coral e arranjada por André Vidal, e o Medley de Tom Jobim, arranjo exclusivo de Elenice Maranesi, preparado ao longo de cinco meses de ensaios. "Essas peças representam não apenas a excelência técnica, mas também a força da cultura brasileira", destaca o maestro.
A turnê é vivida como um momento único por Marinete Celi, 52 anos, integrante do naipe dos contraltos desde 2019. "Representar o Brasil em qualquer lugar do mundo é motivo de muito orgulho. Estar na Europa por conta do nosso aniversário é ainda mais especial", afirma. Ela destaca o Medley de Tom Jobim como uma das peças mais esperadas e enfatiza o valor da experiência coletiva. "Estar entre amigos fazendo duas das coisas que mais gostamos, cantar e viajar, só pode ser uma mistura muito boa — e de mistura nós brasileiros entendemos muito", conta, animada.
Correio Braziliense Sunday, 31 de August de 2025
EVENTO COM FREI GILSON BATE RECORDE 80 MIL PESSOAS
EVENTO COM FREI GILSON BATE RECORDE 80 MIL PESSOAS
80 mil pessoas: Evento com Frei Gilson bate recorde de público no Mané Garrincha
Desperta Brasil superou, em números oficiais, número de pessoas presentes em um mesmo evento desde a reinauguração do estádio, em 2013
O evento começou às 15h de sábado (30/8) até às 8h30 de domingo (31/8) - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Cerca de 80 mil pessoas participaram de um evento católico no Estádio Nacional Mané Garrincha neste fim de semana. É o maior público do estádio desde a reinauguração, em 2013, de acordo com um dos diretores da Arena BRB, Bernardo Bessa, que controla o estádio. O evento, que começou na tarde de sábado (30) e seguiu até a manhã de domingo (31), reuniu momentos de louvor, pregação, adoração e a celebração da Santa Missa.
Idealizado pelo Frei Gilson, o encontro tem como proposta uma experiência coletiva e acessível, construída com a participação direta dos fiéis. “O evento é feito pelas pessoas, por meio das doações, coletas e pela bilheteria. A gente quer que o povo sinta que o evento é nosso, um evento onde o povo sinta: isso é meu”, explicou o sacerdote, em coletiva cedida à imprensa.
O Frei destacou também que a importância espiritual do Desperta Brasil é reacender a fé: “A intenção aqui é despertar as pessoas espiritualmente. Todo o evento é movido por músicas de louvor a Deus, por pregações, Santa Missa, adoração e rosário. Queremos despertar a fé das pessoas, porque em primeira junta é uma passagem linda: esta é a vitória que vence o mundo, a sua fé”.
Para ele, o evento também é uma resposta às angústias contemporâneas, como a ansiedade, o medo e a depressão. “Jesus deu o segredo, o que vai vencer o mundo é a sua fé. Mas hoje muitas pessoas estão com a fé enfraquecida. Vivemos em um mundo onde as pessoas têm medo. Se você ver na Bíblia, a palavra que mais Jesus disse foi: não tenha medo, coragem. Então, eu creio que este evento traz coragem para as pessoas, desperta quem estava adormecido espiritualmente”, afirmou.
Brasília, segundo o frei, tem um significado especial em sua trajetória. “Eu particularmente amo esse lugar, considero aqui uma casa, venho muito aqui. Brasília é o centro do Brasil, e não estamos aqui para julgar ou falar de lado político. Estamos aqui para adorar a Deus”, destacou.
O público, que lotou as arquibancadas e o gramado do estádio, foi também motivo de alegria para o religioso. “Para mim é muito importante estar aqui. Cheguei às 16h e vi o estádio lotado. Isso me dá vontade de continuar”, disse emocionado. Com momentos intensos de oração, louvor e partilha, o Desperta Brasil consolidou-se como um dos maiores eventos católicos do país, marcando os fiéis que participaram com a sensação de renovação da fé e fortalecimento espiritual.
Correio Braziliense Saturday, 30 de August de 2025
TEM BRINCANTE NO CERRADO
Tem Brincante no Cerrado: projeto leva forró e tradições ao DF
Projeto introduz ao público brasiliense passos do cavalo-marinho, o samba de coco Trupé de Arcoverde e danças da Bandas de Pife do Cariri
Brincadeira da cobra: participantes saltam em torno de um tecido - (crédito: Divulgação)
Neste mês, o Distrito Federal é palco de um encontro vibrante com a cultura popular nordestina. O projeto Tem Brincante no Cerrado, idealizado pelo grupo As Fulô do Cerrado, leva oficinas de danças e brincadeiras a cinco regiões da cidade, convidando o público a participar de tradições carregadas de história, alegria e coletividade. A iniciativa, que passou pelo Paranoá e por São Sebastião, estará neste domingo (31/8) na Casa de Cultura do Guará.
Composto por cinco mulheres apaixonadas pela cultura popular, o grupo tem, há quase uma década, revitalizado a cena musical de Brasília com um forró que harmoniza a modernidade e a rítmica tradicional. Formado por Samara Tokunaga, que se destaca no pife, percussão e voz; Jéssica Carvalho, responsável pela rabeca, cavaquinho e voz; Mare Sobrinho, que traz profundidade ao som com seu baixo elétrico e voz; Laura Xavier, que anima a apresentação com a zabumba e voz; e Nanda Pagani, que complementa a percussão e voz, o grupo é uma referência musical.
A história das Fulô do Cerrado está diretamente ligada ao legado de mestres da cultura popular. "Nós somos aprendizes do mestre Zé do Pife, um grande mestre pernambucano que morou muitos anos em Brasília e nos transmitiu a cultura do pífano. Nossa banda nasceu nesse lugar cultural, bebendo dessas influências, e cresceu ao longo de nove anos no cenário musical brasiliense", explica Laura Xavier.
Foi dessa ligação que nasceu a necessidade de viajar ao Nordeste para conhecer de perto as comunidades que mantêm vivas essas tradições. Em janeiro de 2024, as artistas partiram para uma imersão entre Pernambuco e Ceará. "A gente não conhecia exatamente as origens, os mestres. Fomos atrás da fonte, das comunidades que brincam nessas tradições. Ficamos encantadas e entendemos que seria muito importante transmitir, de forma introdutória e com muito respeito, um recorte do que aprendemos ao longo daquele mês de viagem", conta Laura.
A experiência foi transformadora para o grupo que, a partir disso, desenvolveu as oficinas do projeto Tem Brincante no Cerrado, que trazem essa mesma vitalidade. A oficina começa com um breve momento expositivo para a contextualização histórico-social das tradições trabalhadas e parte para a prática corporal com o ensino das danças e brincadeiras.
Em cada parada, o público tem contato com expressões tradicionais do Nordeste, como o cavalo-marinho da Zona da Mata de Pernambuco, que reúne encenações, poesia, música e diferentes passos de dança. "Mesmo a dança não é uma coisa só, são muitos passos, muitas danças do cavalo-marinho. E o que a gente vai ensinar em específico nessa oficina vai ser a toada solta, que é o momento em que a plateia participa, repetindo coletivamente os passos junto ao grupo", explica.
As integrantes do grupo As Fulô do Cerrado promovem a cultura popular há mais de 10 anos no DF(foto: CARLOS VIEIRA )
Samba
A programação também inclui o Samba de Coco Trupé de Arcoverde, reconhecido pelos tamancos de madeira com couro criados pelo mestre Lula Calixto. "É como se fosse um sapateado: os tamancos produzem uma sonoridade única, que integra a percussão do grupo", detalha. Já do Cariri cearense, que também fará parte da programação, vêm das bandas de pífano, com destaque para os centenários Irmãos Aniceto, que unem música e ludicidade. "Além de tocar maravilhosamente o pífano, eles também integram brincadeiras às apresentações. Uma delas é a brincadeira da cobra, em que os participantes improvisam saltos em torno de uma cobra de tecido, de forma lúdica e coletiva", acrescenta.
Ao fim, um pocket show costura a vivência com a sonoridade única das Fulô. Para Laura, o objetivo é também formar novas plateias e brincantes no DF. "O Distrito Federal é cheio de grupos de cultura popular — Seu Estrelo, o Boi do Seu Teodoro, a Martinha do Coco. Existe uma efervescência muito grande. Queremos que as oficinas despertem interesse para que mais pessoas frequentem rodas, conheçam mestres e participem das festas. É uma forma de retroalimentar a cultura popular no nosso território", afirma a artista.
Outro ponto central do projeto é a acessibilidade, uma vez que as oficinas contam com intérpretes de Libras e monitor para PCD. "As pessoas com deficiência são 9% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE). Não ter acessibilidade não é uma opção, porque significaria excluir quase 10% das pessoas. Queremos que todas se sintam acolhidas, bem-vindas e com estrutura para participar. É uma obrigação nossa incluir, porque a cultura popular é de todos", defende Laura.
Serviço
Projeto Tem Brincante no Cerrado
Quando: domingo (31/8), às 14h
Onde: Casa de Cultura do Guará
Endereço.: Área Especial do Cave, QE 23, Guará 2
Classificação: 12 anos
Correio Braziliense Friday, 29 de August de 2025
ÍRIS LETTIERI SE ENCANTO: A VOZ DO AEROPORTO DO GALEÃO MORRE AOS 84 ANOS
Íris Lettieri, a voz do Aeroporto do Galeão, morre aos 84 anos
Locutora marcou gerações com os anúncios inconfundíveis. Velório será nesta sexta-feira (29/8), em Niterói (RJ
Íris também atuou como cantora, atriz e modelo - (crédito: Reprodução/TV Globo)
A locutora Íris Lettieri, eternizada como a voz do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, morreu nesta quinta-feira (28/8), no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ela sofreu um infarto fulminante em casa, em Botafogo, na Zona Sul da cidade, apenas dois dias após comemorar o aniversário. O marido informou que Íris havia sido internada recentemente por complicações decorrentes de diabetes e recebeu alta na quarta-feira (27/8).
Nascida no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 1941, filha de um locutor da Rádio Cruzeiro do Sul e de uma professora de piano, Íris iniciou a carreira no rádio no fim dos anos 1950 e se destacou como a primeira mulher a apresentar telejornais no país, com passagens por emissoras como TV Tupi, Excelsior e Manchete.
Em 1976 foi contratada pela Infraero para gravar os anúncios do Galeão. A voz macia e aveludada, com entonação pensada para transmitir tranquilidade aos passageiros, marcou gerações e logo se espalhou por aeroportos brasileiros como Guarulhos, Congonhas, Santos Dumont, Eduardo Gomes, em Manaus, e Foz do Iguaçu. Desde 2014, também era a voz oficial do BRT no Rio.
Antes de se tornar conhecida como a “voz do aeroporto”, Íris marcou época na Rádio Relógio, anunciando a hora certa. Muitos ouvintes, especialmente crianças, acreditavam que ela passava 24 horas por dia no estúdio, repetindo a informação minuto a minuto. Outra curiosidade era a habilidade de gravar anúncios em inglês, francês, espanhol e italiano, sem falar nenhum desses idiomas, apenas reproduzindo a pronúncia de forma impecável.
A voz dela também chegou a ser usada sem autorização pela banda americana Faith no More, na faixa Crack Hitler, do álbum Angel Dust (1992). Em 2019, virou arte ao integrar uma obra de Cildo Meireles no disco Isto, em que as gravações eram repetidas em loop com frases como “Isto está desaparecendo” e “Isto está acabando”.
Reconhecida como parte da memória afetiva dos cariocas e viajantes, recebeu prêmios como “Personalidade Aeroportuária” da Infraero, em 1995, o selo de qualidade Abrajet-Rio, também em 1995, e a Medalha Pedro Ernesto pela Câmara dos Vereadores do Rio, em 1996.
O prefeito Eduardo Paes chegou a defender que a voz dela fosse considerada patrimônio imaterial da cidade. Lembrada mais pela voz do que pelo rosto, ela gostava de contar histórias curiosas, como a vez em que um taxista a identificou como a “moça do aeroporto” apenas pela forma de falar, e respondeu com bom humor: “Sim, sou eu. Não me culpe se você está atrasado para o voo”.
A concessionária RioGaleão lamentou a morte em nota oficial, afirmando que a locutora “marcou gerações nas rádios e nas mensagens do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro” e que o trabalho dela “se tornou parte da memória afetiva de milhares de passageiros que passaram pelo Tom Jobim”. Ao longo da vida, além de locutora, Íris também atuou como cantora, atriz e modelo.
O velório está marcado para esta sexta-feira (29), às 12h45, no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói.
Correio Braziliense Thursday, 28 de August de 2025
NA SUA HORTA ESTARÁ NO TERRAÇO SHOPPING COM ATENDIMENTO NOTURNO
Na Sua Hora estará no Terraço Shopping com atendimento noturno
O programa oferece serviços de órgãos como INSS, Detran-DF, Caesb, Procon, Defensoria Pública do DF e BRB Mobilidade, entre outros
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O projeto Na Sua Hora oferece uma série de serviços públicos - (crédito: Divulgação: Sejus-DF)
O projeto itinerante Na Sua Hora estará no estacionamento do Terraço Shopping, no Cruzeiro, nesta quarta-feira (27/8) e quinta-feira (28/8), das 16h às 22h. A iniciativa, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), leva serviços públicos gratuitos em período noturno para a população.
Durante os dois dias, a carreta do Na Sua Hora oferecerá suporte de órgãos como INSS, Detran-DF, Caesb, Procon, Defensoria Pública do DF e BRB Mobilidade, entre outros.
O horário estendido permite o atendimento de pessoas que não conseguem resolver pendências durante o expediente comercial. Nas edições anteriores, no Lago Norte e em Águas Claras, mais de 600 atendimentos foram registrados.
* Estagiária sob supervisão de Malcia Afonso
Correio Braziliense Wednesday, 27 de August de 2025
30 ANOS DO VINHO CATALINA
30 anos do vinho Catalina: celebração reúne convidados no Atacadão Dia a Dia
A vinícola chilena Santa Ema comemorou três décadas da criação do vinho Catalina, um dos mais importantes da marca, em um evento no Atacadão Dia a Dia
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Andrés Sanhueza, CEO da marca, e Rossana Pavone, dona da vinícola - (crédito: Eduardo Fernandes/ CB/ DA PRESS)
Uma noite intimista e especial, regada de amigos e convidados. Nesta terça-feira (26/8), o Atacadão Dia a Dia comemorou os 30 anos do Catalina, um dos vinhos mais simbólicos da Santa Ema, vinícola chilena popular pela tradição que atravessa gerações mundo afora. O encontrou contou com uma degustação vertical das safras 2015, 2018 e 2021 da marca, além de uma charcutaria harmonizada e preços acessíveis para aqueles que sonhavam em adquirir um rótulo.
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Na comemoração, mais de 40 convidados estiveram presentes, especialmente os que fazem parte do Clube DD. A experiência enogastronômica aconteceu na área exclusiva da adega do Dia a Dia Atacadista. No entanto, antes de entrar no que teve de melhor nessa reunião, é necessário fazer uma viagem no tempo, contando um pouco de como essa história começou.
O diretor executivo do Atacadão Dia a Dia, José Leandro Assis(foto: Eduardo Fernandes/ CB/ DA PRESS)
O Santa Ema Catalina é uma homenagem de Don Félix Pavone Arbea, fundador da vinícola, à sua esposa, Catalina Moreno Rodillo. Assim, cada garrafa é personalizada e revestida com uma etiqueta de pano, assinada e colocada à mão, pessoalmente, por ela. Na terceira geração da família, Rossana Pavone, atual dona da vinícola, afirma que estar no Brasil representando a história de seus antepassados é uma honra e tanto.
Mais do que isso, vê com bons olhos essa relação que nasceu e permanece há muito tempo. "Temos muitos representantes aqui, em solo brasileiro. Estarmos em Brasília, celebrando o nosso vinho Catalina, nos enche de orgulho e de prazer. Nosso principal mercado é este, esse país que sempre nos recebe bem", destacou Rossana.
Enólogo-chefe e CEO da marca, Andrés Sanhueza também partilha do mesmo sentimento. Para ele, é um privilégio saber que o Santa Ema percorre o mundo levando o melhor desse universo às pessoas. "Estamos muito contentes de estar em Brasília, representando a nossa vinícola. Aqui, completamos 30 anos de história da Catalina. É um vinho muito reconhecido, do qual os brasilienses gostam muito", acrescentou.
Enorme privilégio
No encontro, o diretor executivo do Atacadão Dia Dia, José Leandro Assis, contou sobre essa relação exclusiva com a vinícola. Por meio desse relacionamento, consegue identificar a preferência dos clientes quanto aos rótulos que mais lhe agradam. Podendo, assim, trazer a melhor variedade de garrafas possíveis.
"Temos uma parceria com a vinícola Santa Ema, que está entre as quatro vinícolas premium do Chile. Eles têm mais de 70 anos e uma história muito bonita. Esse evento comemora essa trajetória tão especial", ressaltou José. Dessa forma, o diretor executivo pensa, ainda, no quanto essa união Brasil e Chile contribui para que as pessoas consigam descobrir mais sobre esse mundo — que é menos distante do que parece.
Rafaela Fernandes Heleno e o marido Diogo Heleno Louzeiro(foto: Eduardo Fernandes/ CB/ DA PRESS)
Nas redes sociais Rafaela Fernandes Heleno (@vinhoporacaso), 32, e o marido Diogo Heleno Louzeiro, 35, compartilham um pouco desse mundo dos vinhos. Presente no evento, a influenciadora e empresária comentou sobre a importância de mais encontros iguais aos desta terça-feira, sobretudo para mostrar ainda mais sobre os processos que levam à criação dos rótulos.
"Aprendemos a tomar vinho e, quanto mais você conhece das garrafas, o desejo de descobrir aumenta cada vez mais. Compartilhamos e vivemos muito desse universo, aprendendo, na prática, como enófilos. Seja com enoturismo, seja com outras experiências, tanto em Brasília quanto fora, aprendemos bastante com as vinícolas", finaliza
Correio Braziliense Tuesday, 19 de August de 2025
PLANALTINA: CONHEÇA A CIDADE MAIS ANTIGA DO DISTRITO FEDERAL
Planaltina: Conheça a cidade mais antiga do Distrito Federal
No aniversário de 151 anos da cidade, te contamos um pouco sobre a história de umas das mais tradicionais regiões da capital federal
Casas históricas de Planaltina - (crédito: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília)
Nesta terça-feira (19/8), Planaltina, a cidade mais antiga do Distrito Federal, comemora 166 anos de fundação. Criada em 1859 pela Lei nº 03 da Assembleia Provincial de Goiás, a então Vila Mestre D’Armas — nome escolhido em homenagem a um armeiro que viveu na região — se consolidou como ponto de escoamento de ouro vindo de Goiás. O atual nome foi oficializado em 1917.
Localizada a 38,5 km do Plano Piloto, Planaltina preserva casarões centenários, igrejas antigas e pontos turísticos históricos. Além disso, abriga cachoeiras, parques ecológicos e festas tradicionais. Entre os destaques está a Estação Ecológica de Águas Emendadas, considerada a mais importante reserva ambiental da América do Sul.
Monumento da Pedra Fundamental(foto: Renato Araújo/ Agência Brasília)
Outro marco cultural e religioso da região é o Vale do Amanhecer, fundado em 1959 pela médium Neiva Chaves Zelaya, a Tia Neiva. Hoje, o centro espiritualista reúne cerca de 250 mil seguidores e possui mais de 700 templos espalhados pelo país. O sincretismo religioso é a marca das práticas, que mesclam influências cristãs, afro-brasileiras, orientais, incas, maias e egípcias, reunindo mais de mil médiuns em rituais de cura e atendimento espiritual.
Entre as tradições locais, a Via Sacra do Morro da Capelinha é a mais conhecida. Realizado anualmente durante a Semana Santa, o espetáculo teatral a céu aberto encena a ressurreição de Cristo e atrai até 150 mil fiéis por edição.
Correio Braziliense Monday, 18 de August de 2025
MULHERES NA PM: UM TOQUE FEMININO NA LINHA DE FRENTE
Mulheres na PM: um toque feminino na linha de frente
Elas enfrentam o crime, salvam vidas e quebram barreiras em uma corporação majoritariamente masculina, mostrando que o destemor e a sensibilidade cabem na mesma farda
Soldada Maria, única mulher a concluir o curso de formação do BPChoque - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Na linha de frente do combate ao crime, há um brilho que vem da força e da determinação de mulheres que escolheram proteger vidas. Elas carregam no peito a mesma coragem de quem empunha um escudo e, ao mesmo tempo, a sensibilidade capaz de confortar uma vítima em meio ao caos.
As policiais militares do Distrito Federal desafiam estereótipos todos os dias. Estão nas ruas, nas viaturas, nas operações de alto risco, encarando o perigo com firmeza e levando empatia aonde a violência tenta apagar a esperança. Entre sirenes e ocorrências, provam que a segurança pública não é território exclusivo dos homens, mas uma vocação.
Desde janeiro do ano passado, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, a segunda mulher a ocupar o cargo. De acordo com a corporação, atualmente o efetivo é formado por 1.464 mulheres e 9.183 homens, ou seja, elas representam 13% da força de trabalho.
Aos 36 anos, e há sete anos e quatro meses na PMDF, a tenente Jackeline Teixeira se inspirou no irmão, também policial militar, para seguir a carreira. "Foi ele quem me incentivou a fazer o concurso e servir na corporação", conta.
Soldadas Maria (E) e Amanda (C) e tenente Jaqueline Teixeira(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O Curso de Formação de Oficiais, com três anos de duração, foi um divisor de águas. "Foi muito desafiador. Exigiu disciplina, resiliência e comprometimento. Aprendi muito, mas o principal foi me preparar para lidar com situações complexas, algo que aplico tanto na vida profissional quanto na pessoal."
Trabalhar na polícia não era um sonho antigo. "Nunca havia passado pela minha cabeça ser policial. Hoje, não me vejo fazendo outra coisa. Amo o que faço e tenho orgulho de servir à sociedade", afirma. Depois de um dia exaustivo, o sentimento é de dever cumprido. "Por mais cansativo que seja, é gratificante saber que meu trabalho ajudou a combater a criminalidade, a salvar vidas e a ajudar o próximo."
Para Jackeline, a presença feminina na PMDF representa uma quebra de estereótipos. "Traz sensibilidade, empatia e capacidade de mediação, sem abrir mão da força e da técnica."
Entre as ocorrências marcantes, ela cita as que envolvem crianças ou pessoas em vulnerabilidade. "O mais difícil foi um caso de estupro de vulnerável cometido pelo padrasto. Apesar de estarmos em serviço, somos humanos e sentimos empatia."
O maior desafio é não saber se vai voltar para casa. "Temos o dever de servir e proteger, mesmo com o sacrifício da própria vida. Cada dia é diferente e o serviço é sempre dinâmico."
Jackeline deixa um recado para quem sonha em vestir a farda: "A força da mulher vai muito além do físico. É possível liderar e proteger com firmeza e humanidade. É um caminho que exige dedicação e coragem, mas a recompensa é imensa. Se esse é o seu sonho, lute por ele, a farda também foi feita para você, mulher."
Resistência
Aos 26 anos e há cerca de um ano na corporação, a soldada Hanna Maria carrega nas mãos as marcas do Curso do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque), com 60 dias de duração. Foi a única mulher a concluí-lo. "Desistir nunca foi uma opção", afirma.
Ser policial é algo que a faz vibrar. "Essa é a profissão que faz meus olhos brilharem. É muito mais do que as pessoas imaginam: é resiliência, é saber que somos capazes e que alguém acredita nessa capacidade. Não é sobre ser um 'policial herói', mas, muitas vezes, a única esperança de alguém."
Para ela, a presença feminina na segurança pública mostra avanço. "Nós, mulheres, conquistamos espaço. As situações que me marcam mais são as que envolvem crianças. É emocionante ouvir que somos inspiração para alguém tão pequeno."
Aos 35 anos e há quatro na PMDF, a soldada Amanda Karollynne Batista se inspirou em mulheres policiais para seguir a carreira. "Conheci alguns policiais militares que me encantaram pelo profissionalismo, coragem e senso de missão."
O curso de formação foi intenso. "Morava sozinha, sem apoio familiar próximo e precisei conciliar estudos e treinamentos com demandas pessoais. Aprendi sobre resiliência, superação e disciplina, valores que levo para a vida."
Não era um sonho de infância, mas se tornou destino. "Fui a primeira da família a ter nível superior e a passar em um concurso público. Hoje, vestir essa farda é um orgulho imenso."
A presença feminina na polícia, segundo Amanda, é fundamental. "Além da competência técnica, trazemos sensibilidade e perspectivas diferentes para a resolução de conflitos. Segurança pública é um dever e um direito de todos, sem barreiras de gênero."
O momento mais marcante foi o 8 de Janeiro. "Coloquei em prática todo o aprendizado do curso de operações de choque. Foi histórico para o país e um divisor de águas na minha carreira."
Força
Com 35 anos e seis de corporação, a cabo Laís Ribeiro atua no Batalhão de Policiamento Rural e equilibra a vida de militar, mãe e dona de casa. "No curso de formação, sofri preconceito por me acharem delicada demais. Descobri uma força que não sabia que tinha", relata.
A cabo Laís Ribeiro, de 35 anos(foto: Arquivo Pessoal )
Para ela, o papel da mulher é essencial. "Em momentos de pressão, conseguimos usar mais a razão do que a emoção. E, nas abordagens femininas, a presença de uma policial é indispensável."
Um dos casos mais marcantes foi impedir que um homem matasse a esposa e a filha, que era abusada por ele. "Fui a única policial com quem a vítima quis falar. Esse é o verdadeiro sentido do nosso trabalho." Conciliar a maternidade é o maior desafio. "Não saio de casa sem orar por mim e pelos meus colegas. Tenho uma filha de 3 anos me esperando e preciso voltar inteira para cuidar dela."
Aos 41 anos e 11 de PMDF, a sargento Lígia Jorge seguiu os passos dos irmãos. Para ela, a presença feminina na corporação é essencial e estratégica. "Não é só representatividade, é necessidade real para tornar as instituições mais humanas e eficazes."
O momento mais desafiador foi o curso de especialização, que exigiu o afastamento da família. "Foi um teste de disciplina, autocontrole e resiliência." Aos jovens que sonham em entrar na PMDF, ela deixa um conselho: "Vai ser difícil para todo mundo. Mas, se o seu sonho é vestir a farda, proteger vidas e servir com honra, vale a pena vivê-lo com força e coragem."
Sargento Lígia e cabo Laís(foto: Arquivo Pessoal )
Correio Braziliense Sunday, 17 de August de 2025
TERREIRO MAIS ANTIGO DO DF COMPLETA 60 ANOS
Terreiro mais antigo em funcionamento no DF completa 60 anos
O Centro Espírita Assistencial Nossa Senhora da Glória completa seis décadas e celebra a longevidade do trabalho exercido em prol da comunidade
Jurema Pituba e Celso Faria - (crédito: Ana Nascimento)
Em 15 de agosto de 1965 foi fundado o terreiro mais antigo ainda em funcionamento no Distrito Federal e Entorno, o Centro Espírita Assistencial Nossa Senhora da Glória (Ceansg). Para marcar a data e também o dia em que o espaço comemora Iemanjá, o centro promoveu uma celebração que reuniu médiuns e frequentadores da casa. O Correio relembra a trajetória e o legado da instituição, que chega a receber, em média, cerca de 300 pessoas nos dias de atendimento ao público.
"Uma das nossas maiores conquistas é conseguirmos nos manter abertos e em atividade até hoje, prestando a nossa caridade espiritual e material também", celebra o ogã-chefe do centro, Edinho da Silva, 61 anos. "Nós nunca fechamos as portas, nem mesmo na pandemia", acrescenta o filho de Edson da Silva, o primeiro ogã do Ceansg e hoje ogã ad perpetuam rei memoriam.
O local foi fundado pelo casal Jorge da Costa Faria, já falecido e hoje presidente espiritual ad perpetuam rei memoriam, e Jurema Pituba Faria, 95 anos, atual presidente espiritual e conhecida carinhosamente como Mãe Jurema ou Vó Jurema. Em setembro, haverá uma celebração especial em homenagem aos 100 anos de nascimento de Pai Jorge, como o marido dela ficou conhecido na comunidade.
O Ceansg é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan-DF) entre os 26 terreiros inventariados no DF, que foram mapeados e registrados em livro publicado em 2009. Durante a jornada de 60 anos de funcionamento do centro, muitos desafios foram superados. "Nos tempos de ditadura, o Juizado de Menores não permitia crianças em nossas atividades. Em todas as igrejas podia, mas no centro era proibido, pois os trabalhos aconteciam sempre à noite", relembra Edinho. "Nessa época, começamos a fazer giras de criança durante o dia", acrescenta.
Edinho ressalta ainda a importância do combate à intolerância religiosa. "Sofremos alguns episódios, mas nada grave como já aconteceu em outros terreiros, como invasão e incêndios", conta. "Infelizmente, ainda existe um racismo cultural muito forte contra manifestações religiosas. Eu não gosto da expressão 'intolerância', até porque eu não quero ser tolerado, eu quero respeito. Nossas garantias constitucionais precisam ser respeitadas e não toleradas", completa.
A hierarquia do terreiro conta também com os chamados pais pequenos: Celso e Ricardo Faria, filhos de Vó Jurema, e Gilberto Marcos, médium do centro.
Braço social
Dentro da estrutura do Ceansg, existe a Sociedade Assistencial Recanto da Mãe Jurema (Sarema), fundada há 30 anos. Um dos pais de santo do terreiro, Gilberto Marcos, 63, também é o presidente da Sarema e falou ao Correio sobre o trabalho desenvolvido. "Agregamos uma comunidade imensa, sem distinção de raça, cor ou poder aquisitivo. O que fazemos aqui é recolher e doar o que as pessoas mais precisam, como cestas básicas, remédios, roupas, além de toda assistência espiritual que prestamos. Nossa porta é aberta a todos e nossa maior missão é ajudar o próximo", descreve Gilberto.
Segundo o presidente, a Sarema pretende expandir o acolhimento social para além do trabalho que já é feito. A ideia é montar uma creche dentro da estrutura do centro. "Estamos batalhando por isso há um tempo, aguardamos um apoio do governo. Mas já temos espaço, estrutura e gente querendo ajudar", relata Gilberto. "É um desejo da Vó Jurema. Nós temos a arquitetura, os móveis, e a estrutura, mas a burocracia do governo não nos permitiu abrir ainda", completa Edinho.
História
O nome do Ceansg foi dado em homenagem à Nossa Senhora da Glória, celebrado também em 15 de agosto. Nesse dia, muitos centros de matriz afro também comemoram Iemanja, por força do sincretismo com Nossa Senhora, embora a maioria o faça em 2 de fevereiro.
O centro trabalha com dois tipos de atividades espirituais voltadas ao público em geral, as giras de caridade, que são aquelas de consulta individual com os guias espirituais e que ocorrem, usualmente, às segundas e sextas-feiras, e as giras festivas, que são aquelas que acontecem pela passagem do dia de algum dos Orixás ou outras datas comemorativas.
Correio Braziliense Saturday, 16 de August de 2025
DIA NACIONAL DE CONTAR PIADAS - 16 DE AGOSTO
Irreverência, risos e gargalhadas no Dia Nacional de Contar Piadas
Celebrado hoje, o Dia Nacional de Contar Piadas homenageia a tradição de divertir as pessoas por meio do humor
O brasiliense Valter Nunes é comediante há mais de nove anos - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
No Brasil, o Dia Nacional de Contar Piadas é celebrado hoje. Embora a origem da data seja desconhecida, é uma oportunidade para arrancar risos com boas histórias. No entanto, o humor é tão importante que também existe o Dia Internacional da Piada, comemorado em 1º de julho, que tem uma origem curiosa: foi criado em 1994, pelo comediante e escritor Wayne Reinagel, para promover seu próprio livro de piadas.
Enquanto antigamente as piadas circulavam de boca em boca, nas praças e festas de família, hoje, elas viajam em alta velocidade pelos grupos de mensagens e redes sociais. Mesmo assim, o propósito continua o mesmo: rir junto e fazer do mundo um lugar mais feliz.
O comediante brasiliense Valter Nunes, 40 anos, que faz shows de stand-up há quase uma década, afirma que, apesar de a comédia ser o seu ganha-pão, é uma válvula de escape para situações adversas. "No momento de tristeza, de amargura, quando não estou legal, a comédia me ajuda. Apesar de eu vender comédia, ser o meu produto de trabalho, também é o meu abrigo", reflete.
Ao contrário do que muitos "tios do pavê" acreditam, Valter Nunes considera que não existe uma fórmula para uma boa piada, então, quando está no palco, busca trazer histórias que reflitam a realidade do público. "Quando a pessoa vive certo assunto, vai achar mais graça e se encontrar nessa piada."
Por preferir criar de acordo com o público e com o contexto no qual está inserido, Valter Nunes tem uma apresentação de improviso, intitulada Por um fio, onde a plateia sugere temas e ele cria piadas na hora. Ao mesmo tempo em que podem ser cômicas as falhas na criação de uma história engraçada, os acertos surpreendem os espectadores.
Além da profissão, o comediante tem certeza de que o humor pode mudar o dia de alguém. De acordo com ele, após os shows, recebe muitos relatos de pessoas tristes e cheias de problemas que conseguiram se esquecer das coisas ruins e descontrair. "Acho isso ótimo. Melhor do que o cachê é quando uma pessoa fala da importância que o show teve para ela", destaca.
A comédia está presente na vida das pessoas desde muito cedo e foi exatamente assim que Valter Nunes decidiu que esse seria o seu ofício. Ainda criança, tinha um primo gaiato, responsável por contar a primeira piada que ele escutou. Desde então, o comediante se interessa pelo conteúdo e se desenvolveu na área.
Embora a piada contada pelo familiar não esteja nas apresentações, Valter Nunes fez questão de compartilhar: "Tinha um professor dando aula e ele estava revoltado, pois os alunos faziam muita bagunça enquanto ele tentava explicar a matéria. Como ninguém colaborava, o professor falou: 'Aquele que se julgar burro, fica em pé agora'. Todos os alunos ficaram sentados, até que Joãozinho se levantou. O professor questionou se ele se achava burro e o estudante respondeu: 'Não me acho burro, mas fiquei com pena de ver o senhor em pé sozinho'".
Histórias
Para celebrar a data, a reportagem saiu pelas ruas de Brasília para ouvir histórias engraçadas. Baltazar Silva, 42, mora na Bahia e estava na capital a passeio, mas é um fã de piadas e resgatou uma que conta para os amigos: "Um rapaz gostava de beber, chegou a um bar, mas não tinha dinheiro. Na vitrine, viu que tinha um bolo e pediu um pedaço. Com o bolo na mão, falou com o dono do bar: 'Não vou comer este bolo, troca por uma pinga?'. Ele devolveu a fatia, pegou a pinga e foi saindo sem pagar, mas o dono disse: 'Rapaz, vem pagar a pinga', e ele respondeu: 'Eu fiz só trocar pelo bolo'. Em seguida, o dono falou: 'Então paga o bolo', aí o cara respondeu: 'Eu comi bolo por acaso?'".
Baltazar Silva sempre conta piadas para os amigos(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
O vendedor Anderson Mazwel, 23, provou que a comédia também é uma grande aliada do próprio trabalho. Ao tentar convencer os clientes a comprarem suas balas, sempre faz uma brincadeira. Para o repórter, ele disse: "Você viu a notícia que passou na televisão ontem? Que você ia comprar um Fine meu hoje".
Anderson Maxwel é comerciante e utiliza o humor diariamente em seu trabalho(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Lucas Santos, 22 anos, afirmou que tinha uma piada boa, mas que é necessário ser muito inteligente para entendê-la. "Sabe por que na Argentina as vacas olham para o céu? Porque tem Buenos Aires", brincou ele.
Lucas Santos gosta de compartilhar as anedotas que tem decoradas(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Evandro Braga, 41, optou por um comentário curto, mas, assim como o comediante Valter Nunes costuma fazer, explorou a identificação com o repórter: "Sua barba é cheia e dura, você percebeu? Cheia de falhas e dura de nascer".
Evandro Braga prefere escutar uma boa história para rir(foto: Fotos: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Aliada
Além de ser uma ferramenta de comunicação poderosa, a psicóloga Rita Brum afirma que uma boa risada pode ser o melhor remédio, pois conecta, cura e transforma. "O riso é um antídoto natural contra o estresse. Ele reduz a tensão, estimula hormônios do bem-estar como endorfina e serotonina, melhora o humor e até fortalece as conexões sociais."
A piada se torna um instrumento ainda mais valioso para promover o bem-estar, pois há uma troca entre as pessoas. "Compartilhar o riso pode fortalecer os laços sociais e promover um senso de pertencimento", destaca o professor do curso de psicologia do Centro Universitário UNICEPLAC e psicanalista Paulo Henrique Roberto.
Para ter uma relação saudável, também é importante que o humor seja gentil e compassivo. No começo da carreira, Valter Nunes tinha um show nomeado Com isso não se brinca, mas com a maturidade, reformulou o próprio modo de pensar e de se expressar, então, reformulou o show. "Essas piadas não se encaixam mais na história que eu quero contar."
Correio Braziliense Thursday, 14 de August de 2025
LAR DOS VELHINHOS MARIA MADALENA PROMOVE FEIJOADA BENEFICENTE
Lar dos Velhinhos Maria Madalena promove feijoada beneficente no domingo (17/8)
Instituição promove evento com música ao vivo para arrecadar recursos e concluir espaço voltado ao bem-estar de 94 idosos
Feijoada beneficente arrecada fundos para obra do Lar dos Velhinhos - (crédito: Lukevisuals / Canva)
O Lar dos Velhinhos Maria Madalena realiza, neste domingo (17/8), uma feijoada beneficente para arrecadar recursos destinados à conclusão da obra do espaço de múltiplas atividades, voltado ao atendimento dos 94 idosos que atualmente vivem na instituição.
O evento será realizado das 12h às 14h30, na SMPW trecho 3, área especial 1/2, no Park Way, e contará com música ao vivo. Os ingressos custam R$ 45 e toda a renda será revertida para o término da construção.
Correio Braziliense Wednesday, 13 de August de 2025
CORAL DE BRASÍLIA SELECIONADO PARA FESTIVAL NA ÁUSTRIA
Coral de Brasília selecionado para festival na Áustria precisa de apoio
Único grupo da América Latina escolhido para um festival internacional na Áustria, o Cantus Firmus comemora a vitória, mas precisa de ajuda para chegar lá. Como é independente, precisa de apoio para participar de grandes eventos
Cantus Firmus em apresentação de fim de ano na Escola de Música de Brasília - (crédito: Arquivo pessoal Cantus Firmus)
Eles são professores, farmacêuticos, servidores e uma infinidade de profissões, mas quando se reúnem formam uma só voz. Os integrantes do mais antigo coral independente de Brasília, o Cantus Firmus (do latim, canção firme, no sentido de "ponto de referência"), que aos 33 anos, foi o único selecionado da América Latina para o Festival Corais da Áustria, em novembro — quando mais de 1 mil vozes se encontrarão. Há, aí, um sentimento duplo: orgulho desafiador e satisfação pelo reconhecimento, mas apreensão porque o grupo precisa angariar R$ 100 mil para as despesas. Por ser autônomo, não há patrocínio nem apoio extra, o grupo sobrevive por meio das mensalidades que os membros pagam e dos cachês que recebem de espetáculos que não são beneficentes. Porém, é insuficiente.
"Infelizmente, a arte é a primeira atingida quando há falta de recursos. Não à toa, os corais perpassaram ao longo dos séculos graças ao apoio das igrejas e dos palácios, hoje por sorte se ouve muita música, inclusive erudita nas salas de cinema", analisa a regente Isabela Sekeff, cuja tese de doutorado, em fase de produção, trata sobre "Como desenvolver um coro de alta performance fundamentado na gestão e liderança". "O Cantus sobrevive por amor, determinação e muita cumplicidade", afirma.
Cantus Firmus: grupo é formado por pessoas com as mais distintas profissões(foto: arquivo pessoal cantus firmus )
Sem dúvidas, Isabela conduz o Cantus ignorando que ali estão "não musicistas profissionais", mas 54 amadores dedicados, dos quais 40 estão com malas quase prontas para atravessar o oceano rumo à Áustria. O nível de exigência da regente é elevado que, quando o coral viaja para apresentações no exterior, há quem questione se realmente não é profissional. A ponderação é motivo de comemoração e mais responsabilidade. Até a pandemia, o coral havia conquistado três medalhas de ouro, uma prata, além de três diplomas dourados. (em concursos de coros nos Estados Unidos, África do Sul e Alemanha)
Diferencial
Após três décadas, o Cantus ganhou forma e estilo próprio. Impossível resistir, o Correio acompanhou os ensaios de terças-feiras à noite, a felicidade com que os integrantes interpretam transborda em cada cantor. Para Isabela Sekeff, os diferenciais do coral se sustentam em alguns pilares, que considera básicos: a cumplicidade dos integrantes, o planejamento, a disciplina e o rigor com a técnica, além, claro, da escolha do repertório. Segundo ela, é fundamental mostrar a capacidade de inovar e também de executar peças consideradas difíceis, conquistados com muitos ensaios com o coro misto de afinação, sonoridade, performance e expressividade.
apresentação cantus firmus(foto: Arquivo pessoal)
Para as apresentações na Áustria, por exemplo, o coral ensaia a Missa número 6 de Schubert em Mi bemol Maior, a última composição dele antes de morrer, considerada de performance elevadíssima e que exige um nível técnico muito preciso. A regente afirma que estão programados ainda espetáculos em várias igrejas e alguns teatros, tanto em Viena quanto em Salzburg, onde nasceu Mozart.
"Nosso repertório é bastante eclético, vai da desafiadora Missa número 6 de Schubert a Domingo no Parque, do Gilberto Gil; e Aquarela Brasileira, do Ary Barroso, também incluímos sempre Villa Lobos e obras da produção coral contemporânea", conta Isabela, que detalha a programação com brilho nos olhos. "Por onde passamos, as pessoas vibram com a música brasileira. É incrível o quanto a nossa música encanta. Definitivamente, não tem nada igual ao nosso ritmo", reage ela, após mais de 40 anos dedicados à música.
Histórias de vida e perseverança
Após 33 anos, o Cantus Firmus une música e afetos, que o diga a professora de inglês Rita Andrade Moran, 46, e há 27 no coral. Ali, ela deu vazão à paixão por cantar e conheceu o marido, violinista equatoriano, em uma das centenas de apresentações. "A minha história se confunde e foi construída com a do Cantus. Cheguei no coral jovem, conheci o amor, tive dois filhos Eduardo e Teresa, que são muito musicais, e sigo cantando", resume. "Quem me conhece sabe da minha paixão por música sabe até na tatuagem", diz ela, mostrando a arte estampada no corpo. "Eu levo com profissionalismo, que sou totalmente entregue, sem o peso do trabalho."
Pedro Ribeiro farmaceutico e um dos integrantes do Cantus Firmus(foto: Arquivo pessoal )
O farmacêutico Pedro Luís Silva Pereira, 37, e há 11 no Cantus, diz que encontrou na música o equilíbrio e o caminho para desenvolver o lado artístico. Segundo ele, a conquista é diária, sobretudo quando são apresentadas peças de performance elevada, que exigem um aperfeiçoamento técnico de sonoridade e afinação. "É uma paixão pelo canto em conjunto, mesmo tendo estudando o repertório individual, esse contato muda tudo. Esse nosso repertório diferenciado, que é uma diversidade, entusiasma muito", relata.
Rita Moran há 27 anos no coral: "Paixão pela música"(foto: Arquivo Pessoal )
Para o regente assistente e pianista, Matheus Mota, 26, o Cantus vai muito além do que um coral representa. De acordo com ele, a integração do grupo é tão grande que transmite essa cumplicidade para quem assiste às apresentações. O musicista que nasceu no meio artístico afirma ter certeza que o "ambiente acolhedor" dá um sentido diferente para o conjunto. "O Cantus tem um nível muito alto, inclusive é difícil encontrar uma qualidade artística tão elevada. Aparecem as dificuldades e todos se unem para resolver", observa.
Matheus Mota pianista e regente assistente
Correio Braziliense Tuesday, 12 de August de 2025
BRASÍLIA SEDIA IV FÓRUM MUNDIAL NIENEYER
Brasília sedia IV Fórum Mundial Niemeyer para debater futuro de cidades
Evento ocorre entre 11 a 15 de agosto e contará com debates sobre arquitetura, sustentabilidade, tecnologia e inclusão social
Evento acontece entre os dias 11 e 15 de agosto, no Palácio do Itamaraty - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Brasília será palco, entre os dias 11 e 15 de agosto de 2025, da quarta edição do Fórum Mundial Niemeyer. Criado pelo arquiteto e designer Paulo Niemeyer Makhohl, bisneto de Oscar Niemeyer, o encontro reunirá autoridades governamentais, diplomatas, acadêmicos e especialistas de diferentes áreas para discutir soluções e caminhos para o futuro das metrópoles.
Com o tema Reinventando as cidades. Arquitetura, tecnologia e a construção da felicidade coletiva, o evento terá como foco três eixos centrais: desenvolvimento social, saúde e sustentabilidade ambiental. "O Fórum, mais que um evento, é um vetor que chama à ação. Não falamos apenas de inovação tecnológica, mas da criação de espaços que promovam bem-estar, felicidade e inclusão para todos. Brasília com seu legado modernista, é o cenário perfeito para essa reflexão", afirma Paulo.
A programação inclui palestras, colóquios, mesas temáticas e manifestações culturais. A abertura será no Palácio Itamaraty, com presença de representantes do governo brasileiro e do corpo diplomático de países como Itália, Irã, líbano, Moçambique, Suécia, Uruguai, Camboja e Honduras.
Nos dias seguintes, as atividades se concentram no Auditório Nereu Ramos, no Congresso Nacional, abordando temas como geopolítica internacional, urbanismo, patrimônio cultural, mobilidade e acessibilidade.
Entre os nomes confirmados estão a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), o escritor moçambicano Mia Couto, o arquiteto inglês Jonathan Sapsed, o juiz Carlos Frederico Maroja (TJDFT), o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, e representantes de instituições como BNDES, CREA-DF, ASSESPRO-DF e ONU-Habitat.
O encerramento será marcado pela proclamação da Carta Niemeyer, documento que reunirá as principais propostas discutidas durante o Fórum e que será enviado à ONU-Habitat como contribuição do Brasil ao debate global sobre o futuro urbano.
O evento é gratuito e conta com apoio do governo federal, Governo do Distrito Federal, Banco Regional de Brasília (BRB), Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Serviço
Evento: 4º Fórum Mundial Niemeyer
Data: 11 a 15 de agosto de 2025
Locais e horários:
Abertura: 11/8, das 16h às 20h30, no Palácio Itamaraty
Plenárias: 12 a 15/8, das 8h às 18h30, no Auditório Nereu Ramos (Congresso Nacional)
Correio Braziliense Monday, 11 de August de 2025
PRODUTOS DE SEGUNDA MÃO
Pela lei, produtos usados são tratados como novos, alerta advogada
No recomércio, as garantias de quem compra são iguais. Especialistas explicam como se prevenir ao realizar a aquisição de produtos de "segunda mão"
Direito do Consumidor 11/08 - (crédito: Caio Gomez)
O comércio de produtos usados, também chamado de "recomércio", é a venda de itens que passaram por outros proprietários anteriormente. Esta prática está cada vez mais em alta no DF, seja por plataformas on-line seja por lojas físicas. No entanto, os direitos de quem compra, tanto o novo quanto o usado, são igualmente considerados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). É o que explica a advogada especializada em direito do consumidor Tays Cavalcante.
"O Código de Defesa do Consumidor não faz nenhuma distinção entre produto novo e usado. Contudo, é importante que se caracterize a relação de consumo, isto é, a caracterização do consumidor que adquire o produto e do fornecedor do produto. Assim, mesmo ao adquirir um produto de segunda mão, o consumidor não perde seus direitos fundamentais previstos no CDC", explica a especialista.
Vivian Santos, 30, conta que comprou um celular usado em um grupo de desapego entre colegas de trabalho e, ao receber o aparelho, percebeu que não estava funcionando. "Ele nem chegou a funcionar na minha mão. Segundo a assistência informou depois, ele estava com uma placa de rede queimada, o que impossibilitava receber o sinal da antena telefônica. Sem chamadas, o aparelho só funcionava os serviços de internet wifi", aponta a profissional de relações institucionais e governamentais.
Prejuízo
Ela relata que a solução que encontrou para tentar amenizar o prejuízo financeiro foi revender as peças do celular separadamente. "Revendi as peças por R$ 1 mil a menos do que eu havia pago, pois, segundo a pessoa que me vendeu, ela me passou com ele funcionando perfeitamente", explica.
Segundo Vivian, o produto foi oferecido no grupo com fotos e informações do tempo de uso, mas não buscou mais detalhes pois confiou na credibilidade do anunciante, uma vez que possuem convívio social. De acordo com a advogada, os principais erros que os consumidores cometem ao comprarem produtos de segunda mão são não exigir nota fiscal ou recibo, confiar apenas em descrições superficiais, não testar o produto antes da compra (quando possível) e aceitar cláusulas que limitam indevidamente seus direitos.
Já por parte dos consumidores, a especialista afirma que as práticas abusivas mais comuns são a omissão de defeitos ocultos, venda de produtos com aparência enganosa, cláusulas contratuais que tentam excluir a garantia legal, negativa de troca ou reparo em caso de defeito e falsas promessas sobre procedência ou uso do produto.
Compras on-line
O CDC garante direitos importantes para os compradores. Em compras on-line, o consumidor tem o direito de arrependimento em até sete dias após o recebimento do produto, o que permite que a devolução e o reembolso sejam realizados sem justificativa necessária. Já nas compras presenciais, o CDC não prevê o direito de arrependimento, mas oferece outras proteções, como a garantia contra defeitos, por exemplo.
A advogada explica que os direitos básicos do consumidor ao comprar um produto usado em loja física, on-line ou até em marketplaces (plataformas on-line onde múltiplos vendedores podem oferecer seus produtos ou serviços a potenciais compradores) são os mesmos, mas o exercício desses direitos pode variar conforme o canal de compra. "Em lojas de fornecedor (física ou on-line) aplica-se integralmente o CDC, com garantia, direito à devolução por vício, direito de arrependimento em até 7 dias após o recebimento, entre outros. Em marketplaces, se a plataforma vende diretamente, ela responde como fornecedora; se apenas intermedeia a venda entre terceiros, responde solidariamente se houver falha na intermediação ou omissão quanto à confiabilidade do vendedor", afirma.
O artigo 18, §1º do CDC estabelece que, se o produto apresentar defeito (não informado previamente) após a compra, o consumidor tem o direito de exigir a substituição do produto por outro equivalente, a restituição imediata do valor pago ou o abatimento proporcional do preço, de acordo com sua escolha. Essa regra pode ser aplicada dentro do prazo de 30 dias.
Garantia
A garantia legal é aquela prevista em lei, independentemente de qualquer cláusula contratual ou termo do vendedor. De acordo com o artigo 26 do CDC, os bens duráveis, isto é, produtos que possuem longa vida útil e não são consumidos rapidamente, possuem 90 dias de garantia legal. Enquanto os bens não duráveis, produtos que se consomem rapidamente, possuem 30 dias de garantia legal.
Luciano Rodrigues, 64, relata que comprou um carro usado. Segundo ele, os vendedores haviam informado que levaram o carro para fazer uma revisão e falaram que estava tudo certo, mas, pouco tempo depois, o painel parou de funcionar. "Simplesmente não aparecia a velocidade, a quilometragem e nenhuma informação. Levamos na loja onde foi comprado, e eles orientaram a procurar a concessionária. Quando fomos à concessionária, eles disseram que já tinham notado o problema no painel e a peça já havia sido encomendada, mas os vendedores não avisaram isso", conta.
Luciano afirma que, como o veículo ainda estava na garantia, a peça foi trocada sem que fossem necessários custos adicionais e o problema foi rapidamente resolvido.
De acordo com o advogado especialista em direito do consumidor Watson Silva, os produtos de segunda mão vendidos por fornecedores, ou seja, por alguém que atue com habitualidade na venda de produtos, têm garantia legal obrigatória. "O vendedor pode oferecer uma garantia contratual maior ou menor, mas não pode excluir a garantia legal, salvo nos casos de venda entre particulares sem relação de consumo", explica.
O especialista ainda esclarece que o vendedor, se for fornecedor, não pode se isentar de responsabilidade ao vender um produto usado. "Mesmo em produtos usados, o vendedor não pode se eximir de responsabilidade por vícios ocultos ou falhas graves, especialmente se não tiver informado claramente o defeito. Cláusulas que tentam eliminar essa responsabilidade são consideradas abusivas e nulas de pleno direito", afirma. Ele ainda ressalta que, em casos de vendas particulares, é possível pactuar exclusão de responsabilidade, exceto em caso de vício oculto ou má-fé.
Além disso, o artigo 6º, inciso III, do CDC determina que é direito básico do consumidor a informação adequada e clara sobre os produtos e serviços oferecidos, incluindo suas características, composição, qualidade, preço, e riscos. O advogado afirma que a omissão dessas informações pode ser considerada prática abusiva.
Solução
Os advogados aconselham que, em caso de disputa, o caminho legal que o consumidor pode seguir é: tentar resolver diretamente com o vendedor, preferencialmente com provas (mensagens, fotos, nota fiscal, contrato etc.); registrar reclamação em órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon ou a Plataforma consumidor.gov.br, quando for o caso; buscar o Juizado Especial Cível (Pequenas Causas), sem necessidade de advogado para causas de até 20 salários mínimos; e, em casos mais complexos ou valores maiores, é recomendável procurar assistência jurídica especializada, para ação judicial com base no CDC.
*Bruna Teixeira, estagiária sob a supervisão de Patrick Selvatti
Correio Braziliense Sunday, 10 de August de 2025
9ª EDIÇÃO DO FESTIVAL PERUANO ENCANTA BRASILIENSES
9ª edição do Festival Peruano encanta brasilienses com sabores, danças e tradição
Cerca de 10 mil visitantes celebraram a culinária, a música e outras tradições culturais do país, que está no Círculo do fogo do Pacífico. Evento da embaixada peruana já faz parte do calenário de Brasília
xFestival do Peru - (crédito: Mariana Campos/CB/D.A Press)
Um espetáculo de cores, sabores e canções encantou o público da 9ª edição do Festival Peruano em Brasília. Sob o céu aberto, cerca de 10 mil visitantes, de todas as idades, passaram pelos jardins da Embaixada do Peru, na Asa Sul, para celebrar a rica cultura do país e aproveitar atrações que foram desde comidas típicas a apresentações de ritmos folclóricos.
Pela primeira vez no evento, a família de Susana Miura, 49 anos, elogiou a organização do festival e não perdeu tempo; partiu para experimentar os pratos típicos. "Estamos apaixonados por esse ceviche e pela cerveja, uma delícia", comentou. O companheiro, Erivelto Viana, 45, também aprovou a festa. "Meu cunhado é peruano, então, é muito bacana estarmos visitando esse espaço e conhecendo mais dessa cultura. Vamos visitar todos os estandes", disse o servidor público.
O embaixador do Peru no Brasil, Rómulo Acurio, destacou a importância do festival para valorizar e divulgar as tradições do país. "É um evento anual que já faz parte do calendário cultural de Brasília. O objetivo é justamente apresentar a alegria e os sabores do nosso país vizinho. Temos uma cultura muito antiga e com grande diversidade de expressões na culinária, nas artes e na música", destacou.
A novidade desta edição foram os workshops, que ensinaram sobre o preparo do ceviche e do drinque Pisco Sour, além de instruírem o público sobre como tocar o Cajón Peruano, um dos instrumentos mais reconhecidos no mundo. Bazares com roupas e artesanatos típicos também chamaram atenção dos visitantes, cuja entrada foi gratuita, mediante entrega de 1kg de alimento não perecível.
Para o embaixador, as culturas peruana e brasileira colecionam aspectos em comum, sendo consideradas irmãs. "Ambos os países têm influências muito fortes e vibrantes das culturas indígenas, pegando um pouco, claro, de aspectos europeus, africanos e asiáticas. Nesse quesito, a culinária peruana é uma expressão de toda essa diversidade de sabores, de temperos e de produtos", explicou Acurio.
Um pouco de tudo
Sebastián Garcia, representante do Festival Peruano, contou que a finalidade foi tentar reunir "um pouco de tudo" da cultura do país em oito horas de evento — das 10h às 18h. "A maior procura tem sido pela culinária peruana, algo que muitas pessoas já conhecem e apreciam. Quem ainda não conhece, certamente quer experimentar, porque as filas estão enormes", observou.
Para Garcia, que chegou ao Brasil em dezembro, o workshop mais atrativo foi o de como preparar o drinque Pisco Sour. "Eu já sabia fazer, mas sempre é bom ouvir as histórias por trás da tradição e se aprimorar com quem tem experiência", completou.
A família de Edvar Rodrigues, 41, chegou às 10h30 para aproveitar todas as atrações. Sentados sobre uma canga colorida, almoçava pratos de anticuchos (pedaços de carne marinados em molho picante) e de ají de gallinaum (receita com frango desfiado), aprovado pelos pequenos Thiago, 5, e Luísa, 3. "Não imaginava que o evento teria tantas atrações. As crianças já gastaram toda a energia nos brinquedos infláveis, estão muito alegres", disse o servidor público.
A companheira de Edvar, Bárbara Luciana da Conceição, 36, foi quem convidou a família para o festival. "A comida peruana é a melhor do mundo. Sempre que vou ao Eixão do Lazer, faço questão de aproveitá-las, vendidas em barraquinhas", ressalta a também servidora pública, que já visitou o país. Animados, os moradores da Asa Norte pretendem retornar ao evento no próximo ano.
Tempero especial
A curadoria gastronômica do evento ficou por conta do chef peruano Marco Espinoza, cuja proposta se baseou nos sabores mais representativos do Peru: os ceviches, a comida criolla, as brasas com tempero peruano, a culinária nikkei (a fusão da gastronomia peruana e japonesa) e as sobremesas tradicionais daquele país. Para acompanhar, uma das cervejas mais populares no Peru, a Cusqueña, e o Pisco.
"A comida peruana conquista facilmente os brasileiros, porque tem muitos elementos e temperos em comum com a cultura daqui. Costumamos consumir, por exemplo, muito arroz, batata, feijão e frango", destacou o chef. Em um dos momentos de maior movimentação no evento, por volta das 13h30, cerca de 80 pessoas trabalhavam na cozinha.
A programação cultural contou com as apresentações da "Banda Típica Peruana", um sexteto instrumental dirigido pelo músico peruano Alex Carrasco, que mostrou os ritmos folclóricos das diversas regiões do Peru, e de danças típicas. O grupo de dança folclórica "Raíces Norteñas" também apresentou danças tradicionais como a Marinera Norteña y Hayno.
O grupo de amigas de Laryssa Martins, 29, participou do workshop de ceviche e pretende voltar na próxima edição. "Os brasilienses gostam muito desse tipo de evento e é uma forma de a gente ampliar as nossas percepções sobre cultura, aprender um pouco com a história de outros países país. Nunca fui ao Peru, mas agora estou muito interessada. Creio que deve ser incrível", ressaltou.
Correio Braziliense Saturday, 09 de August de 2025
ARLINDO CRUZ SE ENCANTOU: SAMBISTA E COMPOSITOR MORRE AOS 66 ANOS DE IDADE
Morre o sambista e compositor Arlindo Cruz, aos 66 anos
Cantor, compositor e instrumentista, Arlindo Cruz marcou a história da música brasileira
Crédito: Washington Possato/Divulgação. Cantor carioca Arlindo Cruz. - (crédito: Washington Possato/Divulgação)
Arlindo Domingos da Cruz Filho, mais conhecido como Arlindo Cruz, morreu nesta sexta-feira (8/8). A informação foi confirmada pela mulher do artista, Babi Cruz. Arlindo sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico em março de 2017, depois de passar mal em casa, e ficou quase um ano e meio internado. Desde então, ele lidava com as sequelas da doença e passou por várias internações. Arlindo Cruz foi um dos principais nomes da música brasileira.
Cantor, compositor e instrumentista, o artista participou do grupo Fundo de Quintal até iniciar a carreira solo nos anos 1990, compôs músicas para outros ícones brasileiros e influenciou gerações de sambistas e pagodeiros.
O compositor criou diversos sambas enredos para o carnaval do Rio de Janeiro. Agremiações como Império Serrano, Vila Isabel, Grande Rio e Leão de Nova Iguaçu, além de outros ícones musicais, como Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, interpretaram canções do sambista.
Arlindo é autor de sucessos como Meu lugar, Será que é amor, O show tem que continuar, Meu poeta e O bem. Foi indicado ao Grammy quatro vezes, todos entre 2008 e 2016.
Em 17 de março de 2017, sofreu um acidente vascular cerebral que deixou sequelas e afetou os movimentos do corpo, o que impactou de maneira significativa a carreira musical e pessoal do artista. Pai de Arlindinho e Flora Cruz, era casado com Barbara Cruz desde 2012.
História
Cruz começou a carreira musical por volta de 1975, quando entrou para a escola Flor do Méier, dedicado às aulas práticas e teóricas do solfejo e violão clássico. Nos anos de estudo começou a trabalhar profissionalmente em rodas de samba com vários artistas, um deles Candeia, que o ajudou a gravar os primeiros discos.
Arlindo concedeu entrevista ao Correio Braziliense em 2014 e falou sobre a amizade com Candeia. “Conheci Candeia ainda moleque. Meu pai tocou com ele em um grupo chamado Mensageiros do Samba, que chegou a gravar um LP na década de 1960. Eu tinha uns 12 ou 13 anos e Candeia me dava um dinheiro para ensiná-lo a tocar cavaquinho. Violão era mais difícil por causa da cadeira de rodas dele. Um dia, Candeia me chamou para tocar com ele e eu topei. Tudo o que aprendi sobre arte e negritude, como samba de roda, capoeira e jongo, foi com ele. Candeia é o cara!”.
O jovem sambista participou, no cavaquinho, de um compacto simples e um disco chamado Samba de roda. Arlindo considerava Candeia seu padrinho musical, responsável por abrir as portas da música para ele, com apenas 13 anos. Porém, aos 15 anos de idade, o artista se mudou para Barbacena, em Minas Gerais, para estudar na Escola de Cadetes do Ar.
Mesmo ocupado com afazeres do preparatório, Arlindo não desistiu da música e cantou no coral da instituição. Nessa época, ele chegou a ganhar festivais em Barbacena e Poços de Caldas. Após sair da Aeronáutica, Cruz começou a frequentar a roda de samba do Cacique de Ramos todas as quintas-feiras.
Na turma, ele teve contato com outras lendas da música nacional, como Jorge Aragão, Almir Guineto, Beto Sem Braço, Beth Carvalho e Ubirani. A roda de samba também ajudou a revelar muitos talentos que faziam parte ainda jovens, como Zeca Pagodinho e Sombrinha. Assim que o sambista Jorge Aragão saiu do Fundo de Quintal, Cruz recebeu o convite para participar do grupo.
Lá, ele viu a oportunidade do pontapé inicial na ascensão de sua carreira e se fidelizou ao grupo por 12 anos, compondo canções como: Só pra contrariar, Seja Sambista Também, O mapa da mina e Castelo de cera. Ao todo, Arlindo Cruz teve mais de 550 músicas gravadas por outros cantores.
Depois que saiu do Fundo de Quintal, ele firmou parceria com Sombrinha e alguns anos depois se casou com a porta-bandeira Babi Cruz, com quem teve os filhos Arlindinho e Flora Cruz. Nos anos 1990 começou a compor pela escola de samba do coração, Império Serrano, mas posteriormente também disputou por outras escolas de samba.
A partir dos anos 2000, mesmo que com algumas obras sem par, o sambista definitivamente consolidou sua carreira solo e gravou mais oito álbuns, atingindo seu auge. Conquistou diversos prêmios nacionais e recebeu quatro indicações ao Grammy Latino.
Após sofrer o AVC em 2017, a voz de Madureira chegou a passar por mais de 17 cirurgias. Arlindo ficou internado no hospital por quase dois anos, até voltar para a casa supervisionado por uma equipe médica. A doença impedia o cantor de falar e andar, afastando-o dos palcos, mas para sempre vivo na memória do país, com um legado imensurável.
Correio Braziliense Thursday, 07 de August de 2025
DIA DOS PAIS: FIGURAS DE TODOS OS JEITOS, MAS COM AMOR
No Dia dos Pais, há figuras de todos os jeitos, mas com todo amor
Do roqueiro ao vaidoso, do esportista ao carinhoso: perfis emocionantes revelam que ser pai é muito mais sobre presença do que sobre perfeição. Conheças histórias que o Correio buscou para contar
Ana Luiza Barreto ao lado do pai, José Luiz Barreto: um homem conhecido por gostar de se cuidar - (crédito: Material cedido )
Tem pai que acorda com o rock no último volume, camiseta preta no corpo e paixão pela guitarra no peito. Outro é vaidoso, cuida do cabelo e se perfuma. Tem pai que não vive sem o basquete, e outro que adora animais. Tem pai que gosta de bike e te ensina a pedalar. Outro fala pouco, mas diz tudo com um gesto. Neste Dia dos Pais, a homenagem vai para todos eles.
É com esse carinho que Ana Luiza Barreto, 23 anos, fala do pai vaidoso que tem, o José Luiz Barreto, 58. "Ele está sempre cuidando da saúde. Vai ao médico com frequência, faz check-ups, cuida da pele, do visual, da imagem que transmite. Barba feita, cabelo cortado toda semana. Ele é, para mim, a definição de cuidado e vaidade", conta.
Mas o pai dela é mais que cuidar da aparência. É presença. "É uma das pessoas mais articuladas e simpáticas que conheço. Onde ele vai, faz amigos. Está sempre disposto a ajudar. É tudo que eu quero ser: alguém que inspira, que toca os outros com generosidade", ressalta. Entre os ensinamentos que ela leva para a vida, um se destaca. "Sempre ajudar. Porque a gente nunca sabe o dia de amanhã", diz Ana.
Ana ainda não escolheu o presente, mas faz uma ideia. "Ele é daquele tipo que tem tudo. Mas é uma pessoa muito emotiva, sei que até uma carta o faria chorar. Se eu pudesse escolher qualquer coisa, daria uma viagem de 90 dias para ele conhecer todos os lugares que sonha em visitar", revela.
O que mais admira no pai é a resiliência. "Ele nasceu em um lugar muito pobre, teve infância difícil, começou a trabalhar cedo, mas nunca deixou os estudos de lado. Fez faculdade, mestrado e hoje faz doutorado. Um homem negro que venceu muitos obstáculos, sempre de cabeça erguida, sabendo onde queria chegar. Ele é a maior inspiração que eu tenho", acrescenta Ana.
José Luiz também é pai de Ana Gabriela Barreto, 29, e tem manias que divertem as filhas. "Ele é muito carinhoso. Sempre pede beijo e abraço antes de sair. Quando digo que estou com pressa, ele finge chorar e fala: 'Você nunca tem tempo para mim'. E repete isso toda vez. É hilário", diz.
O atleta
Para Gabriela Aleixo, 26, o pai, Marcos Batista, 58, é sinônimo de esporte e vitalidade. "Sempre foi ligado ao esporte. Meu avô era militar, e, nas mudanças constantes, o esporte era o que o ajudava a fazer amigos. Até hoje mantém amizades de infância", conta.
Formado em educação física, Marcos deu aula por um tempo antes de ser concursado, mas nunca deixou a vida esportiva. "Faz musculação, joga futebol e basquete. Participa de campeonatos master e, este ano, representou o Brasil no Mundial de Basquete da categoria, na Suíça", conta Gabriela, orgulhosa.
A energia impressiona. "Quando falo que ele tem 58 anos, ninguém acredita. Corre mais que muito garoto de 25", brinca. Se pudesse dar qualquer presente, ela não hesita: "Uma viagem com ingressos para ver os Lakers e o LeBron James ao vivo. Mas, por enquanto, o orçamento não permite, por isso dará "uma roupa de academia e um chocolate mesmo."
As lembranças engraçadas não faltam. "Ele adora imitar o Sidney Magal. Do nada, coloca Meu sangue ferve por você para tocar e começa a dançar para minha mãe, com a voz grossa e cheia de charme. Apesar de ser sério, ele não tem vergonha de se divertir", relata. Marcos também é pai de Marcos Vinícius Aleixo, 22.
Rock na veia
Para Igor de Almeida Fontes, 22, ter o pai Miguel Barbosa Fontes, 56, como companheiro de banda é um presente raro. Eles formam a Ressignificance juntos. "Meu pai viveu o auge do rock em Brasília nos anos 1980. Ganhou um vinil do Led Zeppelin IV e nunca mais foi o mesmo. Quando escuta Robert Plant, diz: 'É isso. Isso sou eu'."
O que mais admira nele é a persistência. "Quando aprende algo novo, ele se dedica todos os dias até dominar. E essa determinação também se volta para mim. Ele me incentiva a correr atrás dos meus sonhos, mesmo os mais malucos", diz.
Durante a pandemia, Igor decidiu, de repente, que queria compor músicas. "Meu pai não só apoiou, como entrou no projeto. Mesmo ocupado, ele sempre deu 100%. Às vezes, se esforçava até mais do que eu", acrescenta.
Um marco na vida de Miguel foi o Rock in Rio de 1985. "Ele viu os grandes nomes do rock, mas perdeu o show do Queen, até hoje é um assunto sensível em casa", ri Igor. Se pudesse dar o presente perfeito, seria o vinil do show The Song Remains the Same, autografado por Robert Plant. "Mas como isso ainda não dá, uma camisa do Flamengo deixa ele feliz", afirma.
Comércio otimista
A expectativa para o Dia dos Pais de 2025 é de crescimento no comércio do Distrito Federal. Pesquisa do Instituto Fecomércio-DF aponta que 55,6% dos lojistas acreditam que venderão mais do que no ano passado. Outros 39,2% esperam manter o mesmo volume, e apenas 5,2% preveem retração.
Do lado dos consumidores, 54,6% pretendem comprar presentes. Entre as mulheres, o índice sobe para 60%. O valor médio de gasto será de R$ 240,45, um aumento de 17% em relação a 2024. As mulheres puxaram a alta, com aumento de 30,5% no valor médio de compra.
Entre os que não vão presentear (45,4%), os motivos são: ausência de alguém para homenagear (59,3%), dificuldades financeiras (4,9%) e outras prioridades de consumo (9,3%).
"O otimismo reflete o bom momento do mercado de trabalho no DF, com mais empregos e reajustes salariais", afirma José Aparecido Freire, presidente do Sistema Fecomércio-DF.
Segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), o crescimento nas vendas deve ser de 9,5%, com gasto médio de R$ 219 por presente. O valor total dos presentes deve chegar a R$ 172 milhões, superando os R$ 163 milhões de 2024. A maioria dos consumidores vai pagar com cartão (62%), seguido por Pix (21%) e dinheiro (17%).
De acordo com o Sindivarejista, roupas, perfumes, calçados e produtos para barba e cabelo lideram a lista de itens mais procurados. As lojas de rua poderão abrir normalmente no domingo, e os shoppings funcionarão em horário habitual, segundo o sindicato.
Correio Braziliense Monday, 21 de July de 2025
A FORÇA DAS CONEXÕES HUMANAS
Em tempos de telas, a força das conexões humanas é combustível para a vida
O Correio ouviu pessoas que encontraram em grupos de bordados e coletivos formas de criar vínculos e amizades
O Coletivo Linhas da Resistência se reúne aos sábados para bordar. Os encontros começaram após a pandemia da covid-19 - (crédito: Bruna Pauxis/ C.B. Press)
Assim como escreveu Tom Jobim: "é impossível ser feliz sozinho". Na vida, a parceria se faz necessária. Embora a autossuficiência seja bem vista, somos seres sociais e a solidão prolongada não é saudável. No Distrito Federal, repleto de apartamentos que tendem a gerar certo isolamento, as pessoas ainda conseguem construir, no dia a dia, momentos preciosos em convivência. Captando esses abraços, sorrisos e conversas, o Correio percorreu pontos da cidade para contar boas histórias e mostrar a importância daquele famoso calor humano.
Para a aposentada Ana Maria da Rocha, 71, o sábado é o dia mais esperado da semana. Ao acordar, ela vai até a Feira da Ponta Norte, na SQN 216, onde encontra o coletivo Linhas da Resistência para bordar com seus amigos e amigas. "É algo que me faz bem, desde que começou o projeto. A gente se ajuda, cria vínculos e conhece pessoas novas, de todas as idades", conta Ana Maria. O coletivo começou em 2022 quando, após meses de isolamento social, os vínculos humanos fizeram falta. "Eu sempre gostei de frequentar grupos de pessoas, sempre fui de muitas tribos, mas, aqui, achei ainda mais meu lugar. A gente senta em uma roda, trazemos lanches, conversamos sobre o artesanato. É um encontro que traz paz", completa a aposentada, que passa horas bordando e conversando.
O psicólogo clínico Caio Fontenelle explica que a importância do convívio entre indivíduos é clara pela forma que o ser humano é constituído, como um ser 'biopsicossocial', segundo a psicologia. "Seres humanos são animais que têm necessidades sociais fortes e que devem ser cuidados. Nós temos partes específicas do cérebro que foram desenvolvidas a fim de que facilitem essas interações sociais", ressalta. "Temos formas de reconhecer emoções, temos empatia, que é uma função desenvolvida para as interações sociais. Então, não só isso, mas o desenvolvimento dessas necessidades básicas e a sua satisfação, dependem de interações sociais, que aprendemos como suprir desde cedo a partir de outras pessoas", completa o especialista.
Para Fontenelle, ao pensar em saúde mental, não se deve apenas focar em uma satisfação das necessidades básicas, mas no convívio do indivíduo junto a outros. "Somos constantemente atravessados pelo social, psicológico e pelo biológico. Essas coisas não estão isoladas. Temos que ver como é que esse indivíduo está conseguindo se portar socialmente, porque isso é de imprescindível importância para o seu bem-estar psicológico e para o seu bem-estar físico", finaliza.
Pensando no desenvolvimento do filho, Michelle Machado, 47, busca sempre trazê-lo para brincar com outras crianças no Parque da Cidade. Junto de sua tia, Maria Angélica Machado, 63, ela aproveitou o dia de Sol para fazer do passeio um momento em família. "Acho que é importante para as crianças conviver com outras crianças. Fazer amizade com quem nunca viram antes e criar vínculos", contou Michelle. Seu filho nasceu durante a pandemia e, por isso, não teve o convívio com novas pessoas durante os primeiros anos de vida. "Ele fica um pouco tímido mas, com o tempo, vai se soltando. Quando percebemos, já está em meio a amigos. Isso é muito valioso para o desenvolvimento dele", celebra a mãe, que tenta garantir que o filho aproveite a infância da melhor forma possível.
Correio Braziliense Sunday, 20 de July de 2025
OS CHARMOSOS VINHEDOS BRASILIENSES SE EXPANDEM
Os charmosos vinhedos brasilienses se expandem cada vez mais
Com menos de uma década de existência, a produção de vinhos no DF cresce e promete, de vinícola em vínicola, levar o sabor das uvas da capital aos paladares de todo o país
A Villa Triacca planta, atualmente, 11 variedades de uvas - (crédito: Bruna Pauxis)
No solo alaranjado do Cerrado, brotam boas ideias, como a de transformar a capital em um polo de produção de uvas e vinhos. De acordo com dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), existem, atualmente, 60 produtores de uvas no Distrito Federal. Em 2024, a produção da fruta movimentou R$ 18,3 milhões, um aumento de quase 80% em relação a 2023, que registrou R$ 10,2 milhões, mostrando um crescimento do novo mercado na cidade.
Embora o DF ainda não exporte internacionalmente seus vinhos, a capital tem seus rótulos vendidos em parceiros ao redor do país, principalmente no Sul. As vinícolas, que cobrem de verde o horizonte do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PADF), existem há menos de uma década por aqui e têm crescido mais a cada ano.
Tudo começou com a ideia do casal Ana e Ronaldo Triacca. Sulistas, com família de produtores rurais pioneiros na PADF, Ronaldo sonhava em trabalhar com vinhos e, em 2018, colocou o plano em prática.
"Começamos com apenas um hectare e colhemos nossa primeira safra em 2019. Desde então, nossos vinhos já ganharam prêmios, plantamos muito mais e pudemos construir nosso espaço no Distrito Federal", conta Ronaldo, o pioneiro nas vinícolas do Distrito Federal. "Hoje somos mais de 10 produtores, cada um com seus rótulos próprios. Acredito que ainda temos potencial para crescer muito mais nos próximos anos. Espaço não falta por aqui", celebrou o produtor.
A Villa produziu, no ano passado, 50 toneladas de uvas, divididas em 11 variedades. Com seis rótulos de vinhos na casa, o local, que também é um hotel e spa, oferece visitas para degustação dos produtos, todos os dias de manhã e à tarde. "O nosso sonho já está realizado, que era fazer vinhos de qualidade, mas o meu desejo, ainda, é que essa região seja de fato reconhecida mundialmente, como produtora de vinhos de alta gama, de alta qualidade", conta Ronaldo.
Mercado em crescimento
O vinhedo do casal é um entre os 10 que integram a Vinícola Brasília. Grande produtora de vinhos da capital, a empresa recebe parte da colheita das vinícolas associadas e produz os rótulos, funcionando como uma grande indústria. Para Thiago Alvim, sommelier da Vinícola Brasília, o mercado no DF, que tem menos de uma década de existência, só tende a crescer nos próximos anos.
"Estamos atualmente com 10 sócios e 65 hectares, mas há mais de 40 outros produtores na região. Então é um ramo que está se expandindo bastante e a tendência é que a gente consiga crescer em produção e em número de plantas também nos vinhedos", projeta Thiago. "Temos feito várias degustações às cegas e temos nos saído muito bem. Os vinhos têm sido enviados para várias competições, como o nosso rótulo, o Monumental, que ganhou, ano retrasado, em uma das competições mais importantes do Brasil todo, como o melhor tinto barricado do Brasil inteiro", lembra o sommelier.
De acordo com Thiago, os vinhos de Brasília têm uma característica a seu favor: a técnica da dupla poda, que faz com que a colheita seja feita no inverno e a uva acumule mais açúcar. "Usamos o frio das noites e o calor dos dias, o que faz com que a complexidade dessa uva seja muito alta. Temos um acúmulo maior de taninos e resveratrol, que são substâncias benéficas para a saúde, assim como os ácidos fenólicos", explica o especialista. Segundo ele, o solo argiloso do Cerrado também é um fator para a qualidade do produto final. "Temos uma boa retenção de água, o que deixa o vinho mais vivo, uma vez que a planta se alimenta melhor e gera uma fruta com uma quantidade grande de açúcar, que é revertido em álcool. Então o teor alcoólico é um pouco mais alto, com uma acidez natural por conta dos frios da noite", reitera.
Segundo o pesquisador Tadeu Gracioli, da Embrapa Cerrados, a capital possui condições ambientais e climáticas, além de infraestrutura agronômica e tradição agrícola favoráveis à produção de uvas, tanto para mesa quanto para vinificação. "As altitudes do DF, entre 900 e 1.100 m, proporcionam boa amplitude térmica entre as temperaturas diurnas e noturnas, fator importante para a obtenção de produtividade elevada e de índices importantes para a expressão da qualidade enológica das uvas, como elevados teores de açúcares, acidez equilibrada, desenvolvimento de pigmentos e taninos", explica Gracioli.
Além disso, as condições de elevada luminosidade e baixa umidade relativa do ar durante grande parte do ano são condições climáticas favoráveis para a obtenção de uvas com índices mais elevados de sanidade devido à menor ocorrência de doenças, contribuindo para a produção sustentável dos parreirais", completa.
Correio Braziliense Wednesday, 09 de July de 2025
BALÉ FLOR DO CERRADO ABRE SELETIVA PARA NOVA FORMAÇÃO ARTÍSTICA
Balé Flor do Cerrado abre seletiva para nova formação artística
Seletiva vai escolher novos integrantes para o Balé Flor do Cerrado, que se apresenta no festival O Maior São João do Cerrado, em agosto, na Esplanada
É a chance de fazer parte de um espetáculo que celebra as raízes culturais do país com beleza, talento e tradição - (crédito: Divulgação
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Estão abertas, até 15 de julho, as inscrições para a seletiva do Balé Flor do Cerrado, um dos pilares culturais do tradicional festival O Maior São João do Cerrado. O evento retorna em 2025 com novo formato e atrações especiais, entre 13 e 17 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, e promete emocionar o público com a força da cultura popular.
A seletiva busca bailarinos, dançarinos e brincantes com experiência em dança, teatro popular, folguedos e outras expressões cênicas ligadas à cultura popular brasileira. Os testes serão realizados em 19 de julho, e os selecionados irão compor a nova formação do grupo, que se apresentará nos cinco dias do festival.
Criado em 2011, o Balé Flor do Cerrado tem como missão unir a arte da dança à tradição nordestina presente no Distrito Federal. Com mais de uma década de história, o grupo é conhecido por seu estilo vibrante, que mistura balé clássico, danças populares e toda a energia das festas juninas, encantando plateias com performances cheias de identidade e emoção.
As inscrições podem ser feitas por meio do link disponível na bio do perfil oficial do festival no Instagram: @omaiorsaojoaodocerrado.
É a chance de fazer parte de um espetáculo que celebra as raízes culturais do país com beleza, talento e tradição.
Serviço
Inscrições para seletiva do Balé Flor do Cerrado
Quando: até as 20h do dia 15 de julho
Onde: link disponível na bio do perfil oficial do Festival O Maior São João do Cerrado (@omaiorsaojoaodocerrado)
Festival: de 13 a 17 de agosto, na Esplanada dos Ministérios
Correio Braziliense Monday, 07 de July de 2025
VOLUNTÁRIOS DO CERRADO: QUEM SÃO OS BRIGADISTAS QUE ENFRENTAM AS QUEIMADAS NO DF
Voluntários do Cerrado: quem são os brigadistas que enfrentam as queimadas no DF
Sem receber um centavo pelo trabalho, voluntários enfrentam o fogo para proteger o Cerrado e salvar vidas na temporada de queimadas
Lucas Queiroz é voluntário da brigada Cafuringa - (crédito: Leonardo Rodrigues/CB/DA Press)
Eles não vestem capa, mas vestem coragem. Enfrentam o fogo de frente, muitas vezes sem proteção adequada, sem salário e sem descanso. No Distrito Federal, homens e mulheres abrem mão do conforto e do tempo livre para proteger o Cerrado, suas matas, animais e, em muitos casos, vidas humanas. São os brigadistas voluntários, pessoas comuns que escolheram ser extraordinárias.
De acordo com a Rede Nacional de Brigadas Voluntárias (RNBV), o DF conta com cerca de 80 brigadistas voluntários organizados. A RNBV é uma organização da sociedade civil que busca representar, articular e fortalecer quem, sem nenhum retorno financeiro, lança-se ao combate do fogo em nome da preservação ambiental.
Durante os meses de queimadas, principalmente na seca, esses voluntários se tornam a linha de frente no combate aos incêndios florestais. Trabalham lado a lado com o Instituto Brasília Ambiental e o Corpo de Bombeiros, enfrentando calor extremo, fumaça sufocante e jornadas exaustivas. Monitoram áreas de risco, orientam comunidades, participam de ações preventivas e ajudam a conter as chamas que ameaçam destruir o que resta do Cerrado.
O morador de Planaltina, Lucas Queiroz, 31 anos, sabe bem o peso dessa missão. Servidor do Ibama, atua como voluntário na brigada Cafuringa. Em 2022, numa ação na Chapada Diamantina, ficou quatro dias sem alimentação adequada, em meio ao fogo e ao cansaço. "O maior desafio, para mim, é a saúde mental do brigadista. O risco de perder a vida é real. Hoje atuo em Planaltina e Lago Oeste, e quando não estou no campo, estou treinando colegas, dividindo tudo que aprendo no meu trabalho. É um orgulho passar esse conhecimento adiante", relata Lucas.
Sem medo
Em Samambaia, o Coletivo Boca da Mata reúne 12 brigadistas voluntários dedicados à preservação do Parque Boca da Mata. Uma das integrantes é Raquel Noronha, 27. Para ela, o que os move é simples, porém poderoso: amor. "Não ganhamos nada por isso. Tem que amar o que faz, porque não é fácil. São horas de calor intenso, cansaço, fumaça. Entrei no coletivo em 2022, após fazer um curso gratuito", conta.
A iniciativa nasceu em 2019, criada por alunos e professores do Instituto Federal de Brasília com o desejo de proteger a área verde em frente ao instuição. Desde então, o grupo enfrenta de tudo, inclusive, incêndios de grandes proporções. "Teve um no Parque do Riacho Fundo que me marcou muito. Passamos quase um mês fazendo o rescaldo. Era fogo de turfa, aquele que queima por baixo da terra, pelas raízes", lembra Raquel.
Enfrentar o fogo exige mais do que força física: exige alma."Já enfrentei calor de 60 graus, solo queimando, fumaça tóxica. Passei mal várias vezes. Mas, no fim, é gratificante. A recompensa é saber que ajudei a proteger o bioma", relata.
Tudo isso sem salário, sem bônus, sem gratificação. O pagamento vem em outra forma: no orgulho de servir, na certeza de fazer parte de algo maior e na solidariedade que nasce entre quem arrisca a vida junto. Raquel, aliás, está desempregada no momento. "Aceito qualquer vaga que aparecer. Mas o trabalho voluntário continua, porque ele é parte de mim", diz.
Na Fercal, quem também enfrenta o fogo é Gustavo da Mata Cardoso, 39 anos. "O fogo aqui aparece do nada. A gente precisa manter a calma, montar estratégia e agir com segurança. Não dá pra se jogar nas chamas sem saber o que está acontecendo. É preciso dedicação e sangue-frio para extinguir o incêndio sem colocar a vida em risco", explica.
Os incêndios
O céu alaranjado, o ar denso e carregado de fumaça, o som das sirenes rompendo o silêncio seco do Cerrado. Essas cenas, antes raras, tornaram-se parte da paisagem do Distrito Federal durante a estiagem. A cada nova temporada de seca, os incêndios florestais ganham mais força, alimentados por uma combinação explosiva de baixa umidade, vegetação ressecada e ação humana, deixam um rastro de destruição que vai muito além das matas queimadas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o DF registrou 18.794 ocorrências de incêndios florestais em 2023, um aumento alarmante de 154,6% em relação ao ano anterior, que teve 7.339 casos. Apenas durante a seca, foram atendidas 549 ocorrências, com uma área queimada estimada em quase mil hectares. Números que refletem a urgência de um problema que afeta o meio ambiente, a saúde pública e o cotidiano de milhares de pessoas.
A ambientalista Isabel Schmidt é enfática ao afirmar que as queimadas não são obra da natureza. "Fogo natural só acontece por raios ou vulcões. Como não temos vulcões ativos no Brasil e, durante a seca, também não há raios frequentes, todos os focos têm origem humana", explica.
No Cerrado, o perigo se alastra com facilidade. As folhas secas se transformam em combustível natural, e o capim com folhas finas e compridas acelera a propagação das chamas."São os chamados 'combustíveis finos'. As raízes superficiais dos capins secam rápido e facilitam a expansão do fogo em grande velocidade", detalha Isabel.
Mas o dano vai além da vegetação. As matas de galeria e as áreas ciliares, fundamentais para a preservação dos rios, sofrem impactos severos. "Mesmo incêndios em áreas abertas de Cerrado prejudicam o solo, alteram sua composição, reduzem a permeabilidade e aumentam a erosão que, por sua vez, afeta diretamente os cursos d'água", alerta.
O fogo também representa um risco para toda a fauna da região atingida. "A maioria dos animais adultos consegue fugir das chamas, mas filhotes, répteis e anfíbios geralmente morrem. Quando há cercas ou rodovias no caminho, o risco de morte se torna ainda maior, seja por queimaduras ou atropelamentos", completa.
Céu cinza
No auge da seca do ano passado, Brasília amanheceu diversos dias sob uma névoa cinzenta, resultado direto dos incêndios que tomavam conta do Entorno e até de áreas urbanas.
O professor Gustavo Baptista, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), relembra que o impacto ultrapassa o ambiental e atinge diretamente a vida cotidiana."Cada incêndio reduz a biodiversidade local e compromete a biota do solo. Em alguns casos, como no ano passado, as queimadas foram tão severas que afetaram a rotina escolar. A UnB e várias escolas suspenderam aulas por conta da fumaça de um incêndio no Parque Nacional", relembra.
Segundo ele, o impacto social é imenso. "Pessoas passam mal, faltam ao trabalho, crianças deixam de ir à escola. O sistema de saúde sobrecarrega com casos de alergias, crises respiratórias e outras complicações. As queimadas afetam toda a cidade", aponta.
Para o ambientalista Heron Sena, o combate ao fogo começa muito antes da primeira fagulha. "A educação ambiental precisa sair do papel e entrar de verdade nas escolas. Não basta plantar uma horta e achar que cumpriu a função. A educação ambiental envolve a construção de valores, atitudes e competências voltadas para a preservação da vida, e isso é fundamental para prevenir as queimadas", defende.
Ações
O Governo do Distrito Federal, por meio do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), realiza ações integradas com diversos órgãos para prevenir e combater os incêndios florestais. Entre as ações de prevenção, destacam-se a abertura de aceiros, campanhas educativas, capacitação de brigadistas, treinamentos para produtores rurais e atividades em escolas.
No combate direto, à contratação de brigadistas florestais, reforço da Operação Verde Vivo com viaturas, aeronaves e efetivo especializado, além de monitoramento contínuo de áreas queimadas e integração entre órgãos de fiscalização.
O Corpo de Bombeiros atua 24 horas por dia, com reforço de pessoal, escalas extras e uso de aeronaves. Também realiza cursos de combate ao fogo e palestras em comunidades rurais. O Instituto Brasília Ambiental está selecionando brigadistas temporários para atuarem por dois anos e investiu em novos EPIs com recursos de compensação ambiental. Além disso, ampliou ações preventivas com aceiros e uso controlado do fogo.
Correio Braziliense Sunday, 06 de July de 2025
MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA: PSG VENCE O BAYERN E É SEMIFINALISTA
PSG fica com dois a menos, mas vence Bayern e é semifinalista do Mundial
PSG vence Bayern e se garante na semifinal do Mundial de Clubes
PSG vence Bayern e se garante na semifinal do Mundial de Clubes - (crédito: Foto: Megan Briggs/Getty Images)
Atual campeão da Liga dos Campeões, o PSG (FRA) segue no caminho para ser o melhor time do mundo em 2025. Neste sábado (5/7), o Paris venceu o Bayern de Munique por 2 a 0, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA), pelas quartas de final do Mundial de Clubes, garantindo-se na semifinal.
Agora, aguarda quem passar entre Real Madrid (ESP) e Dortmund (ALE), em jogo que ocorre ainda neste sábado. Doué e Dembelé fizeram os gols do PSG, que chegou a ficar com dois a menos na reta final da partida. Outro ponto negativo para o Bayern foi a grave lesão de Musiala na etapa inicial.
Primeiro tempo
A partida já começou intensa em Atlanta, com uma finalização para cada time antes da marca de cinco minutos. Doué, pelo lado do PSG, e Olise, pelo Bayern, tentaram a sorte. O jogo, então, virou um grande estudo por parte das duas equipes. Não à toa, a próxima grande chance viria apenas aos 26′, quando o Bayern trocou passes rondando a área adversária, e Olise soltou uma bomba de direita. Donnarumma, bem posicionado, fez ótima defesa.
Kvaratskhelia respondeu. Ele recebeu lançamento sensacional, cortou, deixando Upamecano para trás, e chutou já de dentro da área, forçando Neuer a trabalhar pela primeira vez efetivamente no jogo, aos 30′. O próprio Upamecano chegaria a abrir o placar, aos 45′. O zagueiro, no entanto, estava na banheira, com sua cabeçada no contrapé de Gigi sendo anulado pelo auxiliar.
Correio Braziliense Saturday, 05 de July de 2025
COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO NA RODOVIÁRIO DO PLANO PILOTO - DETALHES
Veja detalhes sobre cobrança de estacionamento na Rodoviária do Plano
A cobrança começará no domingo (6/7), pelas vagas que ficam próximas ao Conic. O valor será de R$ 7 a hora
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Mapa especifica a quantidade de vagas ao redor da rodoviária - (crédito: Catedral
O estacionamento da Rodoviária do Plano Piloto será cobrado a partir de domingo (6/7). A cobrança será feita de forma gradual, começando com as vagas localizadas próximas ao Conic e na plataforma superior, voltadas para o Setor de Diversões Sul. O valor da hora será de R$ 7 e o pagamento poderá ser feito por débito, crédito e pix nos terminais de autoatendimento, que ficarão localizados na plataforma superior. Também será possível pagar pelo aplicativo da Atlas Park.
De acordo com a empresa Catedral, que administra a rodoviária, todos os veículos estacionados terão seguro incluído, o que oferece mais segurança aos usuários. Ao todo, são 2.902 vagas divididas conforme o mapa em destaque. Ainda segundo a empresa, a ideia é gerar receitas para modernizar a rodoviária.
As demais áreas do estacionamento passarão a ser tarifadas de forma escalonada, nos próximos dias, com aviso prévio à população. Quando forem tarifadas, as vagas atrás da rodoviária, perto do Conjunto Nacional, custarão R$ 12 a hora. Além da cobrança por hora, haverá opções de diária e planos para mensalistas. Os valores foram definidos com base em critérios técnicos e observação dos padrões praticados na região central.
Repercussão
A reportagem do Correio foi até os estacionamentos nos arredores da rodoviária e ouviu a opinião da população sobre a cobrança. Lavando carros no estacionamento em frente ao Conjunto Nacional, David Nascimento da Silva, 49 anos, mora em Sobradinho e trabalha no mesmo local há 35 anos. Ele acha que, com a privatização do estacionamento e o preço estabelecido, o movimento da região irá diminuir bastante. “Vão todos fugir daqui. Aqui vai virar um museu. Eu vou ficar sem serviço. Para mim, eles tinham que cobrar um valor normal para todo mundo poder encostar. Como não posso estar no ponto de outra pessoa para trabalhar, vou ficar desempregado”, afirmou.
Esperando uma corrida pelo aplicativo, Aurélio Araújo Ferreira, 37, mora em Sobradinho. Ele para todo dia na parte de cima como parte da estratégia das corridas. Aurélio é mais um que acha que a decisão é errônea, porque o custo de ser motorista de aplicativos é bastante alto, com gasolina, comida e a manutenção de carro. "As corridas eu pretendo continuar fazendo, agora, estacionar aqui, não vou mais. Todo mundo sai prejudicado. Não existem muitos estacionamentos grátis no centro de Brasília. Aqui era um local que podíamos parar e descansar um pouco. Agora, vai ficar mais difícil”, completou Aurélio.
A comerciante Maria de Jesus Miranda, 65, tem um comércio na parte de baixo da rodoviária e mora na Asa Norte. Ela usa o estacionamento cotidianamente e acredita que será impossível ir de carro, porque o preço será muito alto. Para ela, a cobrança vai prejudicar o comércio de todas as maneiras, porque alguns funcionários também têm carro. “Nem sempre eles vão conseguir pagar, porque o salário deles não dá para manter. Fatalmente teremos de pensar se conseguiremos permanecer na rodoviária”, expôs.
Análise
Especialista em mobilidade, o secretário executivo do Movimento pelo Direito ao Transporte (MDT) e integrante do Conselho de Transporte Público Coletivo do DF, Wesley Ferro, destaca que as grandes cidades no mundo usam a política de cobrança de estacionamento como forma de controlar o uso excessivo do automóvel.
"Acreditamos que o estacionamento em via pública deve ser cobrado. Um estudo técnico feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificou que, se o estacionamento em todas as áreas públicas fosse cobrado em R$ 4,50, isso geraria uma receita de quase R$ 3 bilhões por ano. Daria para financiar o transporte público de Brasília", afirma. "A nossa crítica é que não há garantia de que o valor cobrado pelos estacionamentos será convertido na melhoria da mobilidade urbana. Por mais que a concessionária pague uma outorga de 12,33% ao GDF, não há garantia da destinação dessa verba", complementa.
Wesley acredita que o valor arrecadado com os estacionamentos deveria ser utilizado para reduzir o impacto de subsídios que o GDF aporta, para reduzir tarifa do transporte público, melhorar infraestrutura de mobilidade para pedestres e ciclistas, entre outras melhorias. "Defendemos políticas de estacionamento para reduzir o protagonismo do automóvel, mas, dentro dessa modelagem de concessão, a receita será investida em melhorias apenas dentro da rodoviária", frisa.
Correio Braziliense Friday, 04 de July de 2025
MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA: PALMEIRAS TERÁ FORMAÇÃO INÉDITA E NOVO CAPITÃO CONTRA O CHELSEA
Palmeiras terá formação inédita e novo capitão contra o Chelsea
Palmeiras terá formação inédita contra o Chelsea
Palmeiras terá formação inédita contra o Chelsea - (crédito: Foto: Cesar Greco/Palmeiras)
O Palmeiras encara o Chelsea nesta sexta-feira (4), às 22h (de Brasília), pelas quartas de final do Mundial de Clubes. O técnico Abel Ferreira será obrigado a mexer em seu sistema defensivo já que Murilo está machucado, além de Gustavo Gómez e Piquerez estarem suspensos. Contudo, com a ausência do trio, o Verdão pode ter uma formação inédita contra os ingleses.
Isso porque a zaga será formada por Bruno Fuchs e Micael. Esta será a terceira partida em que eles fazem a dupla titular. Os outros dois jogos foram a goleada por 6 a 0 sobre o Sporting Cristal, na Conmebol Libertadores, e a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, no Brasileirão. Contudo, seus companheiros nas laterais modificaram nestes embates.
No jogo contra o Sporting Cristal, Abel Ferreira apostou em Marcos Rocha e Vanderlan pelas alas. Já contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, Piquerez e Giay foram os escolhidos para formar o sistema defensivo.
Agora, contra o Chelsea, Vanderlan deve ficar com a vaga de Piquerez, enquanto Giay continua na lateral direita. Assim. o sistema defensivo será inédito no comando de Abel Ferreira, logo na partida mais importante do ano para o Verdão. Além disso, outra mudança será na faixa de capitão, que passará para o goleiro Weverton, na ausência de Gustavo Gómez.
“O nosso capitão tem sido o Gómez, então é uma oportunidade para Fuchs e Micael mostrarem a confiança. Não gosto muito de dar a braçadeira ao goleiro, porque para falar com o árbitro agora teria que se deslocar. Mas o capitão é o Weverton, ele é o nosso 1. É uma oportunidade como equipe de mostrarmos, porque a vida é assim, de oportunidades. Na oportunidade se levantar e se ajudar”, disse Abel Ferreira.
Correio Braziliense Thursday, 03 de July de 2025
ZOOLÓGICO DE BRASÍLIA SERÁ REABERT0 NA SEGUNDA-FEIRA, 7 DE JULHJO
Zoológico de Brasília será reaberto na segunda-feira (7/7)
Fechado desde 28 de maio, após o registro de dois casos da doença, o parque volta a receber visitantes a partir da próxima segunda-feira. Em julho, o espaço funcionará todos os dias da semana e terá programação especial
A interdição começou em 28 de maio, após duas aves serem encontradas mortas - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O Zoológico de Brasília voltará a receber visitantes a partir da segunda-feira (07/07), depois de ficar fechado por mais de um mês, em decorrência de dois casos confirmados de gripe aviária. Para a reabertura, o local seguirá normas de biosseguridade e medidas reforçadas de proteção, como a desinfecção dos funcionários ao entrar e sair do parque, além de novos equipamentos de proteção individual. Para os visitantes, o acesso segue normal.
Inicialmente, a interdição do zoo ocorreu em 28 de maio, após duas aves serem encontradas mortas — um pombo e um irerê —, o que levantou a suspeita de gripe aviária. O pombo não apresentava o vírus, mas os testes do irerê detectaram a presença do H5N1, em 3 de junho, o primeiro caso da doença no DF em 2025. Os exames foram feitos pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Em 13 de junho, uma nova suspeita manteve a interdição do Zoológico, depois que um emu — ave de origem australiana — apresentou sintomas neurológicos compatíveis com a doença. O caso foi confirmado três dias depois, pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).
Com os diagnósticos comprovados, 21 pessoas foram monitoradas por terem tido contato com as aves contaminadas, mas nenhuma apresentou sintomas. O acompanhamento foi feito pela equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/DF).
A doença apresenta baixo risco de transmissão para humanos por meio da alimentação, mas o contato direto com animais infectados pode representar perigo. De acordo com o Ministério da Saúde, aves infectadas transmitem o vírus por meio da saliva, secreções de mucosas e fezes. Em humanos, a infecção pode ocorrer especialmente ao inalar gotículas contaminadas ou ao tocar superfícies com o vírus e, em seguida, levar a mão aos olhos, boca ou nariz.
Humanos que contraem a doença apresentam febre alta e tosse seguida de falta de ar ou desconforto respiratório. Diarreia, vômito, dor abdominal, sangramento do nariz ou gengivas também podem ser relatados. O Ministério da Saúde informa que o tratamento é feito com antivirais, preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Em casos graves, pode haver pneumonia, insuficiência respiratória, falência de múltiplos órgãos e infecções secundárias.
Reabertura
Segundo a Seagri, a decisão de reabrir o zoológico levou em conta a ausência de novos casos no DF, além de seguir os critérios técnicos e diretrizes do Mapa, como a identificação de casos suspeitos, a notificação imediata e a investigação laboratorial. Além disso, o zoo continua a seguir as medidas de controle e erradicação do vírus em caso de confirmação, que envolvem a desinfecção do local e eliminação de carcaças e resíduos.
Durante a interdição, a Seagri informou que fez inspeções em propriedades rurais, comerciais de aves e criações domésticas em um raio de três quilômetros ao redor do zoológico. Além disso, fizeram ações de vigilância em regiões com maior risco para a disseminação da influenza, como áreas de concentração de aves migratórias silvestres e aquáticas.
As inspeções contaram com a verificação da saúde dos animais e a orientação dos produtores sobre os sinais clínicos compatíveis com doenças aviárias. No caso da gripe aviária, os principais sintomas incluem dificuldade respiratória, secreção nasal ou ocular, espirros, incoordenação motora, torcicolo e diarreia.
A Seagri recomendou que o Zoológico adote medidas complementares para fortalecer a proteção contra riscos biológicos, como atualização do Plano de Contingência Interno; elaboração de um plano de continuidade das ações de biossegurança; melhorias estruturais nos recintos para prevenir o contato entre aves silvestres e cativas; controlar a presença de aves domésticas e animais errantes, que têm acesso livre às ruas; melhoria na qualidade da água dos lagos; reforçar a limpeza e desinfecção dos recintos; e a implementação de área específica para triagem e quarentena de animais com sinais clínicos compatíveis com doenças aviárias.
De acordo com a pasta, suspeitas de doenças em aves silvestres ou domésticas devem ser comunicadas à Gerência de Sanidade Animal pelos canais: telefone (61) 99154-1539 ou e-mail falecomadefesa@seagri.df.gov.br.
Funcionamento
O Zoológico informou que, devido à alta procura, o espaço abrirá todos os dias da semana em julho. No mês das férias escolares, o zoo contará com uma programação especial com visita guiada, exposição com itens do museu e atividades lúdicas com personagens. A entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Aos domingos, o ingresso é gratuito como parte do programa Lazer para Todos.
Correio Braziliense Wednesday, 02 de July de 2025
LIVRARIAS DA ASA NORTE SE REINVENTAM PARA ATRAIR PÚBLICO
Livrarias da Asa Norte se reinventam para atrair público
Apesar do apelo oferecido pelo mundo digital, livreiros encontram soluções criativas, como espaços de cultura e convivência, para vender obras
Artur Cavalcante é o dono da Baixo Norte, na CLN 411 - (crédito: Bruna Pauxis)
Eu queria criar um espaço para conversas, construtivas e transformadoras. Um local para que pessoas criativas pudessem se encontrar e colaborar”, conta Marcela Rossiter, de 27 anos, dona da Livraria, Café e Espaço Cultural Glória, que vende, apenas, obras literárias de mulheres e de pessoas trans. Localizada no Bloco C da CLN 313, a livraria une culinária, cultura e literatura em um só ambiente. “A ideia de fazer um café também é não só financeira, para garantir a sustentabilidade do espaço, mas pelo meu interesse em gastronomia”, contou a livreira.
Marcela abriu a Glória há duas semanas, na CLN 313(foto: Cedida ao Correio)
Com um acervo potente, decoração aconchegante e bem brasileira, a Glória foca na valorização dos artistas. “Durante a faculdade, fiz pesquisas nas quais estudei a posição de mulheres diferentes dentro da arte e cultura brasileira, o que me fez, anos depois, criar a Glória”, lembra Marcela, que batizou o espaço com o nome da avó. Segundo ela, que morou em São Paulo e se inspirou em algumas livrarias que frequentou na cidade, é preciso inovar para ter sucesso em um mundo tão tomado pela velocidade dos meios digitais. “Eu acredito que esse caminho de ter uma curadoria selecionada e uma proposta diferente é uma forma de bater de frente com as grandes empresas de tecnologia que têm atacado o mercado editorial”, defendeu.
Chico está na UnB desde 1975, vendendo livros a alunos e professores(foto: Bruna Pauxis)
Convivência
Também na Asa Norte, outro espaço inova ao vender livros. Com câmeras fotógraficas antigas, CD’s e vinis, a Baixo Norte é uma livraria que trabalha com compra e venda de exemplares. No local, que parece uma verdadeira viagem no tempo, também acontecem feiras vintage, eventos de artistas plásticos e fotografia, como conta o livreiro Artur Cavalcante, de 33 anos. “Vale a pena, para eu ter um espaço para receber as pessoas e promover os eventos, criando essa rede de pessoas que tem os mesmos interesses. Tenho conseguido, cada vez mais, fazer isso por aqui”, conta. Há um ano funcionando na CLN 411, a Baixo Norte atrai quem passa na quadra comercial, com sua decoração descolada e incentiva um passeio entre as prateleiras da loja. “Acho que precisamos estimular na sociedade o hábito da leitura”, pontuou Artur. “Estamos muito presos aos vídeos no dia a dia. Precisamos dar um passo para trás nessa velocidade da máquina e reorganizar melhor os pensamentos”, completou.
Sarah Resende (E) e Amanda Alves (D) frequentam a Livraria de Chico para pedir dicas com o livreiro(foto: Bruna Pauxis)
Assim como a Baixo Norte, a livraria Circulares, na CLN 313, também tem uma agenda cheia, mas com rodas de leitura e lançamentos de obras dos escritores que vendem seus exemplares no espaço. “A gente quer ressoar os temas que estão nos livros e que mais pessoas gostem de ler e falar das suas leituras. É muito interessante como, mesmo fora dos eventos, as conversas entre os leitores são construídas. Alguém pega um livro da prateleira, e outra pessoa diz que leu e conta das suas impressões, e uma conversa casual vai acontecendo”, ressaltou Camile Marques Sahb, 52, dona da Circulares.
Para Gabriel Pagliuso, da Circulares, trabalhar como livreiro é sobre estar constantemente aprendendo(foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Quem atende os clientes no local, todo dia, é Gabriel Pagliuso, 24, que conta que trabalhar como livreiro é sobre estar constantemente aprendendo. “Tenho que buscar, sempre, pesquisar e ler sobre as obras que são publicadas e sobre nosso acervo. Muita gente vem aqui e busca dicas de livro, sugestões, então tenho que saber o que sugerir”, conta. “Tem clientes que vêm procurando um título específico, mas têm muitos que sentem, leem por horas aqui. O ambiente favorece esse conforto, esse espaço para tirar um tempo do dia e aproveitar uma boa leitura”, completou.
Gabriel l Pagliuso conta que, como livreiro, tem que sempre se manter informado para sugerir obras aos clientes da Circulares(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Referência
Desde 1975, quando chegou à Universidade de Brasília (UnB), Francisco de Carvalho, 65 — ou Chiquinho, como é conhecido—, viu dezenas de gerações de calouros em seus anos no ICC Norte. De sua banca, ele observou a popularização dos computadores, dos celulares, dos kindles e da inteligência artificial. Mesmo em meio à rapidez e fluidez das informações, sua livraria permaneceu procurada e respeitada no ambiente acadêmico. “Recebo, aqui, muitos jovens, entre 18 e 26 anos, que estão cansados e assentados pelas telas. Eles sentam, a gente conversa e indico livros”, conta Chiquinho, que é otimista sobre a permanência das mídias físicas. “Então eu otimizo o futuro e quero que o leitor volte a ter o prazer de ir até uma livraria, sentar e escolher uma obra. Acho que isso é insubstituível”, ressaltou.
A Baixo Norte vende livros, CD's e vinis(foto: Fotos: Bruna Pauxis)
O espaço é local de lançamentos de autores, de rodas de conversas e debates dentro da universidade. Além disso, a Livraria do Chico tem um caráter afetivo, pelos alunos que o visitam todo dia entre as aulas. A historiadora Sarah Resende, 34, conheceu Chico quando estava em sua primeira graduação, em 2009. Hoje, 16 anos depois, ela ainda frequenta a livraria para papear com o amigo. “Não é só a figura da livraria em si, mas a do livreiro. Se você precisa de um livro em uma determinada área, ele vai saber te indicar”, contou Sarah. Assim como a historiadora, a estudante de agronomia Amanda Alves, 18, também encontrou na livraria um lugar para boas conversas. Em seu primeiro semestre na UnB, a caloura fez amigos por meio dos bate-paposn a banca. “Sempre que eu tenho um tempo livre, venho para cá. O Chico tem ótimas histórias, não só da UnB, mas de Brasília como um todo. É impressionante, ele olha pra sua cara e já sabe qual livro te indicar”, conta a aluna.
Cafeteria e livraria, a Glória é um espaço cultural múltiplo(foto: Bruna Pauxis)
Correio Braziliense Tuesday, 01 de July de 2025
A EXUBERÂNCIA DOS IPÊS-ROXOS TOMA CONTA DAS RUAS E ENCANTA BRASILIENSES
A exuberância dos ipês-roxos toma conta das ruas e encanta brasilienses
As ruas da capital são tomadas pelos ipês-roxos, que florescem colorindo a cidade. Época conquista os brasilienses, que aproveitam para contemplar as árvores, relaxar em sua sombra e tirar fotografias
O ipê-roxo é o primeiro a florescer em Brasília - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Os ipês voltam a florir Brasília. Por entrequadras e avenidas, as árvores transformam a paisagem e chamam a atenção de quem passa. As copas cobertas de flores contrastam com o céu e viram cenário perfeito para fotos, caminhadas e contemplação. Símbolos do Cerrado e parte da identidade visual da capital, os ipês não são apenas beleza, mostram a força da vegetação nativa, mesmo em meio à seca e ao concreto.
Juliana Batista conta que fica ansiosa pelas floradas dos ipês(foto: Ana Carolina Alves/CB)
Aa professora Juliana Batista, de 35 anos, sempre acompanha o florescer dos ipês. "Todo ano, fico ansiosa pela época dos ipês, porque deixam Brasília muito mais bonita", destaca. A cor favorita dela é o roxo, justamente a que domina a cidade neste momento.
Para ela, o Setor Bancário é um dos lugares mais especiais para observá-los. "As flores trazem uma leveza, uma paz para o lugar em que geralmente passamos correndo em meio à rotina", diz.
A baiana Edilene Borges, 43, mora em Brasília há 12 anos e se encanta com os ipês. "Estão todos muito lindos. Aqui na 911 Sul, estamos esperando florescer um pouco mais, mas, mesmo assim, já traz uma cor diferente para cá", avalia. Diarista, Edilene lembra com entusiasmo da primeira vez em que viu um ipê florido na cidade. "Foi um amarelo e fiquei deslumbrada, completamente apaixonada", recorda. Entre as cores preferidas, ela destaca também o branco. "Quando está florido perto da rodoviária, o cenário fica ainda mais lindo", afirma.
"Desde criança sou apaixonada por flores e os ipês mexem com o coração do brasiliense, eu me sinto até mais inspirada com tudo florido assim", brinca Bruna Lorrany, 34, brasiliense de nascença e que tem carinho especial pelos ipês. "Os amarelos me chamam atenção quando estou perto do Lago Paranoá, além desses aqui do Eixo, que me encantam demais", comenta.
Bruna Lorrany diz que se sente mais inspirada nesta época(foto: Ana Carolina Alves/CB)
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) explica que o início da floração dos ipês está diretamente ligado a fatores ambientais, como luz do dia, temperatura, umidade do ar e disponibilidade de água e nutrientes no solo. Esses marcadores ambientais funcionam como gatilhos para o florescimento. Em alguns anos, quando essas condições variam, as árvores podem florir e frutificar mais de uma vez, mantendo folhas, flores e frutos simultaneamente.
O processo de queda das folhas está relacionado ao fim do período de chuvas. Nessa fase, as plantas realocam nutrientes das folhas para outras estruturas, como raízes, brotos ou frutos. "As folhas começam a amarelar, secam e caem, dando lugar à florada que marca o paisagismo de Brasília nesta época do ano", detalha a Novacap.
Ipês compõem a paisagem no Setor Bancário SulMinervino Júnior/CB
Brasilienses aproveitam para registrar a beleza dos ipês em fotosMinervino Júnior/CB
Ipês compõem a paisagem no Setor Bancário SulMinervino Júnior/CB/D.A.Press
Brasília fica colorida a partir de junho com as floradas dos ipês-roxosMinervino Júnior/CB/D.A.Press
Ipês compõem a paisagem no Setor Bancário SulMinervino Júnior/CB/D.A.Press
Ipês compõem a paisagem no Setor Bancário SulMinervino Júnior/CB/D.A.Press
Um dos jovens exemplares da planta que florescem na Asa NorteMalcia Afonso/CB/D.A Press
Ipês compõem a paisagem no Setor de AutarquiasAna Carolina Alves/CB
Edilene Borges aguarda ansiosa que os ipês na 911 SulAna Carolina Alves/CB
Patrimônio
O ipê é nativo do Cerrado, mas está presente em todas as regiões do país. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as árvores podem chegar a 25 metros de altura e viver mais de 50 anos. "São majestosas, com casca rugosa, folhas compostas e comportamento caducifólio, ou seja, perdem as folhas em determinada época do ano, o que antecede a floração", explica Fernando Souza Rocha, pesquisador da Embrapa Cerrados. No Distrito Federal, são nove espécies conhecidas como ipês, incluindo cinco tipos de ipê-amarelo, além das versões rosa, roxa, branca e verde.
Todas as espécies são nativas do Brasil, embora apenas seis ocorram na vegetação natural do DF. "Vale lembrar que o ipê-amarelo é a flor símbolo do Brasil desde 1961 e que duas espécies (Tabebuia e Handroanthus) foram tombadas como Patrimônio Ecológico-Urbanístico do Distrito Federal", completa Rocha.
Plantio
Entre 2016 e 2023, a Novacap plantou mais de 93 mil mudas de ipês de diferentes espécies no Distrito Federal. Segundo a companhia, não é possível contabilizar a quantidade por cor, pois muitas delas são plantadas diretamente pela população, fora dos registros oficiais.
A quantidade anual de mudas depende da produção nos viveiros da empresa, que determina o volume disponível para o programa de arborização urbana.
O plantio costuma ocorrer no período chuvoso, entre outubro e março, para facilitar o crescimento das raízes e prepará-las para a estiagem. Os cuidados incluem roçagem da área de cultivo e manejo de pragas, permitindo o crescimento saudável das plantas.
Floração
Varia conforme a espécie: o roxo é o primeiro a aparecer, entre maio e agosto; os amarelos florescem de julho a novembro, com auge em agosto e setembro; o rosa vai de junho a setembro; o branco surge entre agosto e setembro; e o ipê-verde, diferentemente dos demais, floresce entre dezembro e março.
Correio Braziliense Monday, 30 de June de 2025
FESTA JUNINA DA PARÓQUIA SÃO PIO
Alegria e devoção em família na festa junina da Paróquia São Pio
No último dia da festa junina, a comunidade lotou o espaço, que contava com barracas, brincadeiras, além de um palco em que vários grupos passaram e animaram a multidão
A família Castro participa da festa junina desde 2014 - (crédito: Arthur de Souza CB/DA Press)
Depois de seis dias de muita música, animação e comida boa, a festa junina da Paróquia São Pio de Pietrelcina, no Sudoeste, foi encerrada neste domingo (29/6) com o público sem dar sinais de cansaço. A comunidade lotou o espaço, que contava com barracas, brincadeiras, além de um palco em que vários grupos passaram e animaram a multidão.
A família formada pelo servidor público Sérgio de Castro, 40, e a professora Talita de Castro, 37, foi uma das que frequentaram a festa. "Somos paroquianos aqui desde 2014 e participamos da festa junina desde então. Este ano está muito legal e a decoração está cada vez mais linda. Todo ano eles se superam", contou Talita.
Sérgio destacou a tradição do festejo. "A gente se sente em casa, pois é um ambiente muito acolhedor. Além disso, as comidas são muito gostosas, mas o que me atrai mesmo é o quentão de vinho, fico ansioso durante um ano, esperando para tomar", brincou. "Eu gosto de cachorro-quente e do espetinho", revelou Talita. Já as pequenas Marina, 8, e Alice, 7, fizeram uma lista um pouco maior: "Canjica, cachorro-quente e churros, além da pescaria".
Além delas, o "milagrezinho" também estava curtindo a festa. Ainda tímido, Francesco Pio de Castro, 2, estava no colo do pai, ansioso para comer algo gostoso. O motivo do nome incomum? A própria mãe explica: "Somos muito devotos de São Pio. Já tínhamos duas meninas, mas queria muito engravidar novamente. Passamos por uma perda gestacional e, depois disso, rezei para São Pio, pedindo para que ele intercedesse com mais um filho e, caso nascesse menino, o nome seria em homenagem a ele. E foi o que aconteceu".
Ambiente familiar
Quem também estava animado era o grupo de amigas formado pela assistente administrativa Andréa Sobrinho, 40, a servidora pública Lorena Sousa, 40, e a secretária executiva Renata Lacerda, 46. Apesar de todas frequentarem a paróquia há vários anos, elas só se conheceram em 2024 e decidiram ir juntas para o festejo neste ano.
"É uma alegria muito grande, porque é uma festa que vem crescendo muito, com o apoio da comunidade", avaliou Andréa. "É tudo muito organizado, a comida é boa e sempre tem muita gente", disse Lorena. "É uma benção, um ambiente muito familiar e que resgata o sentido da festa junina. É algo muito significativo para todos nós, frequentadores da paróquia, a presença massiva do público", completou Renata.
Com 83 anos de muita energia e disposição, Maria Lúcia Campos, moradora do Sudoeste, também estava curtindo a festa junina. Frequentadora da paróquia há pouco mais de três anos, ela contou que essa é a sexta igreja que ajudou a construir. "Falei para o padre que só vou morrer quando ver a nossa paróquia de pé. Mesmo com 83 anos, ainda trabalho bastante, na barraca do pastel. Precisou, estou à disposição", garantiu.
Correio Braziliense Sunday, 29 de June de 2025
JOSÉ ORNELLAS SE ENCANTOU: EX-GOVERNADOR DO DF MORRE AOS 103 ANOS
Morre José Ornellas, ex-governador do DF, aos 103 anos
José Ornellas esteve no comando da capital federal entre 1982 e 1985
José Ornellas - (crédito: Antônio Cunha/CB/D.A Press)
Governador do Distrito Federal entre os anos de 1982 e 1985, José Ornellas de Souza Filho, conhecido como Zé Ornellas, morreu neste sábado (28/6), aos 103 anos.
02/09/1983 — O governador do Distrito Federal, José Ornellas da Souza Filho, cumprimenta cavaleiro em campeonato de hipísmoF. Gualberto/CB/D.A Press
17/09/2011 — Zely e José Ornellas durante o Feijão Solidário de 2011Aureliza Corrêa/Esp. CB/D.A Pre
23/07/1983 - Jogador de futebol Zico cumprimenta o presidente da República em exercício Aureliano Chaves, ao lado do jogador Rivelino e do governador do Distrito Federal José Ornellas de Souza Filho, após participar do Jogo do S.O.S. no estádio Mané Garrincha.Givaldo Barbosa/CB/D.A Press
01/01/1991- Joaquim Domingos Roriz, ao lado de José Ornellas de Souza Filho e Márcia Kubitschek, toma posse como o primeiro governador eleito pelo voto direto no Distrito FederalCarlos Silva/CB/D.A Press
Zely e Jose OrnellasLula Lopes/Esp. CB/D.A Press
Nascido no Rio de Janeiro, o oficial do Exército chegou ao DF em 1973, com 51 anos, designado para um trabalho provisório, de oito meses, na Subsecretaria de Educação do Ministério da Educação e Cultura.
No ano seguinte, Ornellas ingressou na Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras), onde foi secretário de recursos humanos e vice-presidente até 1982, quando foi nomeado governador do Distrito Federal. Ele assumiu a chefia do Executivo brasiliense em julho daquele ano, em substituição a Aimé Lamaison.
Durante o mandato, o ex-governador criou a Vila São José, em Brazlândia, urbanizou Planaltina e fez as obras de captação fluvial em Ceilândia, principalmente no Setor O.
Em abril de 1985, Ornelas deixou o governo de Brasília. Em outubro de 1990, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e foi eleito deputado distrital. Em agosto de 1993, licenciou-se do mandato para ocupar o cargo de secretário da Indústria, Comércio e Desenvolvimento do Distrito Federal, no governo de Joaquim Roriz (1991-1994). De volta à Câmara Legislativa após oito meses à frente da secretaria, candidatou-se à reeleição, uma vez mais pela legenda liberal, no pleito de outubro de 1994, não obtendo votação suficiente para garantir-lhe o retorno àquela casa.
Em entrevista ao Correio no aniversário de 100 anos, Ornellas compartilhou que o segredo para a longevidade é "ter uma boa saúde, ter uma vida de muito trabalho, exercício físico, alimentar-se bem e ter paz em seu lar".
"Sinto-me muito feliz, pois cheguei até aqui com saúde, reconhecido como um homem de bem em minhas importantes missões, querido por meus amigos e com uma família extraordinária, especialmente minha querida esposa Zely, que faz também 100 anos", disse.
Correio Braziliense Saturday, 28 de June de 2025
COMIDAS TÍPICAS, FORRÓ E QUADRILHAS ANIMAM O FIM DE SEMAMA DOS BRASILIENSES
Comidas típicas, forró e quadrilhas animam o fim de semana dos brasilienses
Neste sábado (28/6) e domingo (29/6), há festas juninas espalhadas por todo o Distrito Federal. Programe-se!
A celebração foi realizada na sede do Instituto Doando a Vida, no Guará - (crédito: Roberta Leite)
O clima pode até estar frio, mas o calor humano das festas juninas promete esquentar o último fim de semana e todo o mês de julho no Distrito Federal. De Norte a Sul, as cores vibrantes das bandeirinhas, o som contagiante do forró e o aroma irresistível das comidas típicas vão tomar conta das ruas, escolas, praças e comunidades. As tradicionais quadrilhas de São João, com seus passos sincronizados e figurinos caprichados, devem ser as grandes protagonistas das noites brasilienses.
Neste fim de semana, dezenas de arraiais estão programados para acontecer em várias cidades do DF, reunindo famílias, amigos e turistas em uma celebração que mistura cultura popular, religiosidade e muita animação. De festas comunitárias simples a grandes eventos com shows, concursos de quadrilhas e queima de fogos, a cidade vive o espírito junino.
As quadrilhas juninas, muitas delas formadas por grupos organizados e premiados, são um show à parte. Com narradores empolgados, figurinos elaborados e coreografias criativas, elas encantam o público e mantêm viva a tradição nordestina que conquistou o país. No Distrito Federal, três entidades são responsáveis pelos circuitos de quadrilhas juninas: a Federação das Quadrilhas Juninas do Distrito Federal (Fequaju-DFE), a Liga das Quadrilhas Juninas do Distrito Federal (Linq-DFE) e a União Junina.
Na festa do Instituto Doando Vida, os pequenos vestiam roupas coloridas(foto: Roberta Leite)
Segundo Thiago Luniere, diretor da Linq-DFE, o circuito da liga está na segunda etapa, que será realizada nos dias 5 e 6 de julho, em Samambaia, no estacionamento do Castelo Forte. "A primeira etapa foi no Paranoá, com a Formiga da Roça, de São Sebastião, como grande campeã. O público estava animado e lotou as arquibancadas", conta.
O presidente da Fequaju-DFE, conhecido como Fusca, explica que a entidade realiza sua primeira etapa neste sábado (28/6) e domingo (29/6), na Praça do Cidadão, em Ceilândia. "O pessoal está muito animado e tenho certeza de que vai ser muito bonito", afirmou. As próximas datas ainda estão sendo definidas.
O presidente da União Junina, Júnior Pereira, informa que o circuito da entidade está previsto para começar no fim de semana dos dias 4, 5 e 6 de julho, com a primeira etapa em Planaltina, ao lado da administração regional. "A turma toda está que não se aguenta de tanta expectativa", conta. As próximas datas e cidades ainda estão sendo alinhadas.
Doando alegria
O Instituto Doando a Vida, que atende a crianças em situação de vulnerabilidade social, realizou uma festa junina cheia de vida para os pequenos e a família deles, na manhã desta sexta-feira (27/6). A celebração foi realizada na sede da instituição, no Guará, e o espaço contava com diversas bandeirinhas coloridas, barracas de comidas típicas e muita diversão com pula-pula, pescaria e brinquedos infláveis. A organização foi fundada em 2017, e atualmente, atende a 80 crianças de 2 a 5 anos, que vivem na Chácara Santa Luzia, na Estrutural.
Festa junina do Instituto Doando a Vida, no Guará(foto: Roberta Leite)
Os pequeninos vestiam as roupas características do período junino e estavam com os rostinhos pintados, atitude essa que se estendeu aos pais, que também usavam estampas quadriculadas. E como toda boa festa junina, o momento da apresentação das danças não podia faltar. Os parentes, envolvidos em um misto de alegria e gratidão, observaram aqueles que se soltaram ao som do São João, e outros, que permaneceram mais tímidos.
A mãe da pequena Lua, de 4 anos, Lídia Reis contou ao Correio que estava feliz em poder ver a filha em um momento de tanta alegria, e principalmente, saber que o Instituto cuida dela tão bem. "Eu tenho uma gratidão muito grande porque eu sei que minha filha está sendo cuidada", diz. Assim como ela, Stefany Santos, mãe do pequeno Crystiam, 4, conta, bastante emocionada, que se sente maravilhada ao ver o filho participar da festa, uma vez que "nem todos os pais têm esse privilégio". Stefany afirma que a ocasião é muito especial para ela e para o filho, que se preparou durante toda a semana para a celebração. "É um momento único na vida dele", diz.
Confira onde se divertir:
27 de junho
Festa Junina da QITUART – QI 9/10, Lago Norte
» A partir das 18h
» Entrada gratuita
27 e 28 de junho
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – EQL 6/8, Lago Sul
» A partir das 19h
» Entrada gratuita
São Chicão – Paróquia São Judas Tadeu – 908 Sul
» A partir das 18h
» Entrada: R$ 3
Festa da Padroeira – Movimento Eureka – SGAN 906, módulo E
» A partir das 18h
» Entrada gratuita
27, 28 e 29 de junho
Paróquia São Sebastião – Área Especial 2 Praça 2, Setor Leste - Gama
» A partir das 19h
» Entrada gratuita
Paróquia São Pio - QRSW 1, lote 1, Área Especial - Sudoeste
» A partir das 18h
» Entrada gratuita
Basílica São Francisco de Assis – 915 Norte
» A partir das 19h
» Entrada: R$ 12
28 de junho
Só Pra Xamegar – Arraiá Casapark 2025* – Estacionamento da Cobasi do Casapark
» Das 15h30 às 22h
» Entrada: a partir de R$ 30
Arraiá do Dom – Canil Dom Deliu's, BR-070, km 14 NRAG
» A partir das 12h
» Entrada: a partir de R$ 20
Arraiá do Country Club – Quadra 27 Conj. 03, Park Way
» A partir das 19h
» Entrada: R$ 44
Tradições Juninas – Sesc Gama
» A partir das 9h
» Entrada gratuita (com doação de 1kg de alimento)
Feira Cultural de Ceilândia – Casa do Cantador
» A partir das 16h
» Entrada gratuita
Arraiá do Yolo– Estádio Nacional Mané Garrincha
» A partir das 18h
» Entrada: R$ 50
28 e 29 de junho
Festa Junina do Sítio do Pica-Pau Amarelo – Teatro Brasília Shopping
» A partir das 19h
» Entrada: R$ 60
*Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira
Correio Braziliense Friday, 27 de June de 2025
IGREJINHA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA COMPLETA 67 ANOS DE FÉ, ARTE E MEMÓRIQAS
Igrejinha Nossa Senhora de Fátima completa 67 anos de fé, arte e memórias
Igrejinha Nossa Senhora de Fátima faz aniversário neste sábado (28/6) e renova seu papel como símbolo arquitetônico e da devoção de fiéis, que constroem seus afetos em torno do primeiro templo de Brasília
Igrejinha da Asa Sul em construção - (crédito: Arquivo Público do DF)
De uma promessa, nasceu o primeiro templo de Brasília, que neste sábado (28/6) completa 67 anos, renovando seu papel como espaço de fé, símbolo arquitetônico e palco de memórias afetivas para moradores e visitantes. A construção da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 307/308 Sul, foi um pedido da primeira-dama Sarah Kubitschek, em agradecimento pela cura da filha Márcia, que enfrentava um problema grave na coluna.
"Minha mãe ficou um ano de cama. Havia dúvidas se voltaria a andar", conta Anna Christina Kubitschek, neta de Sarah e Juscelino. "Durante uma visita ao Brasil, em 1957, o presidente de Portugal sugeriu que minha avó fizesse uma promessa a Nossa Senhora de Fátima. Ela prometeu construir uma igreja quando minha mãe se recuperasse. Quando se concretizou, a Igrejinha foi erguida em 100 dias e inaugurada em 28 de junho de 1958", conta
Anna Christina Kubitschek acredita que a Igrejinha carrega o simbolismo da fé e da esperança, norteadores do projeto de Brasília(foto: Vanessa Castro/Divulgação)
Projetada por Oscar Niemeyer, a igreja é composta por três pilares que sustentam uma laje em referência aos antigos chapéus usados por freiras. Os azulejos externos são de Athos Bulcão, com a pomba representando o Espírito Santo e a estrela, a Estrela de Belém, que guiou os reis magos até o menino Jesus. Tombado pela Organização das Nações Unidas (Unesco) em 1987 como patrimônio cultural e histórico nacional, o templo é exemplo da integração entre arte, arquitetura e religiosidade.
A professora Ana Paula Campos, do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB), destaca a integração entre arte e arquitetura, com os azulejos de Athos Bulcão e os antigos afrescos de Alfredo Volpi. "Os painéis têm uma linguagem modernista mais racional, com símbolos religiosos como a Pomba da Paz e a Estrela de Belém, que representam a fé de forma sutil e integrada ao espaço", explica.
Para a professora, o simbolismo da igreja também está ligado à história de Sarah Kubitschek e à promessa feita pela cura da filha. "Esse gesto humaniza o monumento e cria uma memória comunitária com o local", ressalta.
"O templo carrega o simbolismo da fé e da esperança, norteadores do projeto de Brasília. Meu avô sempre teve essa visão modernista da arte, e a Igrejinha reflete esse ideal — com Volpi, Galeno e Athos integrando arquitetura, religiosidade e cultura", concorda Anna Christina.
Aconchego espiritual
Para o frei Moacir Casagrande, ministro provincial dos Capuchinhos no Brasil Central, a igreja representa um marco não apenas para Brasília, mas para todo o país. "Foi o primeiro templo católico da cidade planejada. Na inauguração, quase dois anos antes da própria capital, a Igrejinha foi consagrada como ícone da presença cristã no Brasil", lembra
Frei Moacir Casagrande relembra origem da capela(foto: Ana Carolina Alves/CB)
Desde então, a missa dominical das 7h é transmitida pela Rádio Nacional, alcançando fiéis em todo o país e no exterior. Na opinião do frei, a força espiritual da Igrejinha está em sua intimidade e em seu acolhimento. "Ela é pequena, aconchegante. Parece que a mãe está ali pertinho, e o filho quer ficar ao lado também, a gente sente isso", diz.
Casagrande destaca que a presença dos frades da Ordem dos Menores Capuchinhos, fundada por São Francisco de Assis, na cidade se deu com a chegada do primeiro pároco da Igrejinha. Popular e apaixonado por Brasília, o Frei Demétrio de Encantado morou em um barraco de madeira, na quadra onde fica o templo, durante seu trabalho na capital, que durou até 1960.
Cenário de afeto
Pequena em tamanho, mas imensa em significado, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima segue como cenário de momentos marcantes para os brasilienses desde a inauguração, marcada pelo casamento de Maria Regina Uchoa Pinheiro, filha de Israel Pinheiro, e Hindemburgo Pereira Diniz. A partir de então, o espaço se transformou não apenas em um marco da fé e da arquitetura modernista, mas também no palco onde matrimônios se concretizam.
Foi ali, em 18 junho de 2022, que a advogada Paula Alvim, 30, e o engenheiro civil Luiz Felipe Barbosa, 36, celebraram o casamento religioso, após oito anos de namoro e dois de noivado. "Queríamos algo íntimo e acolhedor, e a Igrejinha transmite exatamente essa sensação", conta Paula
Paula e Luiz Felipe se casaram em junho de 2022.(foto: Minervino Junior CB/DA Press)
Com apenas 30 convidados, a cerimônia foi marcada pela simplicidade e pelos vínculos familiares. A decoração original do templo foi mantida, a trilha sonora teve clássicos da MPB, e os familiares participaram ativamente dos rituais. "Um tio meu até brincou que foi a primeira vez que ele conseguiu prestar atenção no que foi dito pelo frei, porque o espaço traz as pessoas pra mais perto, fica muito mais íntimo", afirma.
Uma das lembranças mais emocionantes foi a presença do avô de Paula, Antônio, já em estado avançado de demência. Paula relata que o avô, católico praticante, ia à missa todos os domingos, e que a presença dele na cerimônia fez toda a diferença. "Ele foi levado pelos filhos, com muita dificuldade, para estar conosco. Poucos meses depois, faleceu. Mas aquele momento ficou marcado para sempre", lembra.
Após o casamento, a ligação do casal com o espaço cresceu. "A gente não tinha uma história prévia com a Igrejinha, mas criamos um elo muito forte com ela. Temos enfeites em casa que remetem aos azulejos do Athos Bulcão e agora a memória com o meu avô também", reitera. Paula espera, agora, viver mais momentos especiais no local. "Uma pretensão é, no futuro, batizar nossos filhos lá e continuar essa história na família que estamos construindo", completa.
Celebração viva
O aniversário de 67 anos da Igrejinha terá uma programação especial para a comunidade. Amanhã, haverá missas as 7h, 11h e 18h30. As bênçãos individuais, confissões e aconselhamentos serão feitos durante todo o dia e a celebração da unção dos enfermos, às 15h. Para receber os fiéis do Distrito Federal e de outros estados, uma praça de alimentação será montada no entorno da capela.
O que a família Kubitschek espera é que o legado não se perca. "A Igrejinha representa a manutenção dos ideais de fé e esperança em um futuro melhor e de gratidão a Deus pelo que JK pôde oferecer ao Brasil, mesmo com todas as dificuldades da época. O que desejamos é que isso jamais seja esquecido", destaca Anna Christina.
Correio Braziliense Thursday, 26 de June de 2025
CASA DE CHÁ COMEMORA UM ANO DE REABERTURA
Casa de Chá comemora um ano de reabertura com mais de 150 mil visitantes
Após duas décadas fechado, o espaço celebra um ano de reabertura. Um cartão-postal afetivo e de boa gastronomia no coração de Brasília
Thayna (E), Talytha, e as respectivas filhas Maria Fernanda e Anna Julia Sales aproveitaram o fim de tarde para um café - (crédito: Guilherme Felix CB/DA Press)
Após quase duas décadas fechada, a Casa de Chá voltou a ganhar vida no coração de Brasília. Projetada por Oscar Niemeyer e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a joia modernista acaba de completar um ano de reabertura ao público. Em 12 meses, mais de 150 mil pessoas visitaram o espaço, que hoje resgata, não só a paisagem da Praça dos Três Poderes, mas também o símbolo da arquitetura modernista e da história de Brasília.
Vando Silva se diz emocionado de fazer parte da história da Casa de Chá
Projetada entre 1965 e 1966, o local foi feito para ser um ponto de encontro e de descanso dos brasilienses. A arquitetura semienterrada se integra ao traçado da praça, posicionada atrás do Panteão da Pátria e próxima à bandeira nacional, além de refletir o desejo de criar um espaço cultural que incentivasse a ocupação do espaço público.
Vitor Corrêa, diretor do Senac: um local histórico para a cidade(foto: Guilherme Felix CB/DA Press)
O local ficou pronto em 1967, mas começou a ser usado apenas em 1975, como um restaurante de comida chinesa. Em 1979, o estabelecimento fechou e a Casa de Chá passou a ser usada casualmente, para locação de eventos. Desde 2019, funcionava como Centro de Atendimento ao Turista, mas há um ano voltou a ser um ponto de encontro que oferece descanso para quem visita a praça.
Henrique Paragua trabalha no espaço desde sua reinauguração(foto: Guilherme Felix CB/DA Press)
Em 2024, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) inaugurou uma cafeteria na Casa de Chá e também um espaço para alunos de gastronomia da instituição. Estudantes do Senac têm a oportunidade de atuar diretamente nas operações do local, vivenciando, na prática, os desafios de uma cozinha profissional e do atendimento ao público.
Cristiano e Neide de Amorim elogiam a Casa de Chá.(foto: Guilherme Felix CB/DA Press)
Para Vitor Corrêa, diretor regional do Senac, a reabertura da Casa de Chá representa mais do que a retomada de um espaço arquitetônico simbólico, resgata a função original idealizada por Oscar Niemeyer. "É uma homenagem aos fundadores da cidade, um respeito ao patrimônio de Brasília. A Casa de Chá nunca tinha cumprido seu papel de ser um restaurante, um local de descanso e de encontro na Praça dos Três Poderes", afirma.
Casa de Chá foi reinaugurada em 2024 como Café-Escola do Senac(foto: Guilherme Felix CB/DA Press)
Segundo ele, a escolha do espaço para receber o projeto pedagógico se deu tanto por seu valor simbólico quanto pela demanda crescente no setor gastronômico da capital. "Brasília é o terceiro maior polo gastronômico do país. Ter um local como esse para formar profissionais e atender turistas é vital", explica. Após um ano de funcionamento, o impacto é visível. "São mais de 150 mil pessoas que passaram por aqui. A gastronomia que oferecemos dialoga com o Cerrado e com o brasiliense, que é a síntese do Brasil. A Casa de Chá existe por amor ao brasiliense", destaca.
Vivência na Casa
Ex-aluno do Senac, Vando Silva, de 27 anos, é um dos funcionários que atuam na Casa de Chá. Ele conta que fez diversos cursos pela instituição, como os de garçom, maitre, gestão e capacitações que os levaram a trabalhar na casa. "Crescia em mim a vontade de estar nesse cenário. Me apaixonei pelo Senac e hoje estou aqui, nesse edifício projetado pelo Oscar Niemeyer, que é maravilhoso", celebra.
Arquiteto Oscar Niemeyer, governador José Aparecido e arquiteto Carlos Magalhães visitando a construção do Panteão da Pátria na Praça dos Três Poderes(foto: Acervo do Arquivo Público do Distrito Federal)
Vando está há cinco meses no local e destaca a emoção de participar da comemoração de um ano de reabertura do espaço. "É incrível. A gente está participando da história de Brasília. Mesmo não estando desde o início, sinto como se fizesse parte disso desde sempre. O envolvimento é tão grande que vira uma família. É algo que não tem como explicar", diz.
Assim como ele, o barista Henrique Paragua também vive de perto a retomada da Casa de Chá. Com oito anos de experiência na área, ele participou do processo seletivo promovido pelo Senac, que incluiu um treinamento sobre a história e a cultura de Brasília. "A gente passou 10 dias conhecendo os monumentos e entendendo a importância que o Senac dá à cidade", conta.
Governador José Aparecido e arquiteto Oscar Niemeyer visitando a construção do Panteão da Pátria na Praça dos Três Poderes(foto: Acervo do Arquivo Público do Distrito Federal)
Ver o espaço reabrir foi, para ele, uma surpresa. "Superou minhas expectativas. Muita gente trouxe vida para cá, foi mais especial do que eu imaginava", afirma. Henrique acredita no potencial do projeto: "A Casa de Chá é um sucesso e acredito que ainda vai crescer muito e abrilhantar ainda mais Brasília nos próximos anos", acredita.
Cardápio de chef
Para quem visita, a Casa de Chá oferece não apenas a oportunidade de explorar um marco arquitetônico, mas também de desfrutar de uma experiência gastronômica brasileira. O cardápio, assinado pelo chef Gil Guimarães, traz ingredientes e referências dos diversos biomas do país. As receitas, formuladas especialmente com ingredientes do Cerrado, buscam atrair todos os gostos.
A reportagem encontrou no local a família Sales de Fortaleza, que uniu um passeio turístico a uma paixão por cafeterias. "A gente tem um amor por cafeterias, é sempre o nosso rolê", conta Talytha Sales, 36, empreendedora que mora em Brasília, mas nasceu na capital cearense. Ela visitou o espaço ao lado da irmã, Thayna Sales, 31, que vive em Fortaleza, que estavam com as filhas Maria Fernanda e Anna Júlia. Embora morando no DF há oito anos, Talytha conta que ainda não conhecia a Casa de Chá. "Quando inaugurou, a gente queria vir, mas não deu tempo. Quando a Thayna marcou a viagem, nós reservamos nosso lugar aqui", lembra. Para as irmãs, o ambiente surpreendeu pela beleza, arquitetura e acessibilidade. No cardápio, os salgados e os combos chamaram a atenção da família, que pretende voltar em breve.
Quem aproveitou uma data especial para conhecer o espaço foi Cristiano Amorim, cirurgião-dentista de 50 anos, que levou a mãe, Neide Amorim, 81. Moradora de Salvador, Neide veio a Brasília para visitar o filho e disse estar encantada com o lugar. "Gostei muito. É bem descontraído e aconchegante", diz. Cristiano, morador da capital há 19 anos, conhecia a construção por fora, conta que se surpreendeu com a transformação do local. "Isso aqui era um espaço vazio, abandonado. A gente sempre passava e ficava curioso, pensando o que poderia ser. O Senac soube aproveitar da melhor forma possível e agregou muito", afirma.
Programação especial
Como parte da comemoração do primeiro ano de reabertura, a Casa de Chá promoverá a pré-estréia nacional do filme Brasília 65 anos — Do sonho ao concreto: Heróis anônimos. O evento está marcado para sábado (28/6), com sessão às 16h30 e 18h. Para participar, barta retirar o ingresso gratuito no Sympla.
Além disso, em parceria com o Arquivo Público do DF, a exposição gratuita Entre o traço e o tempo ocupa a Praça dos Três Poderes até 10 de julho. A mostra traz fotografias e documentos inéditos com bastidores da criação de Brasília e da Casa de Chá, com desenhos e fotos inéditas de Oscar Niemeyer.
Correio Braziliense Wednesday, 25 de June de 2025
SÃO JOÃO: FORMIGA NA ROÇA REPRESENTARÁ O DF NO SÃO JOÃO DE CAMPINA GRANDE
Formiga da Roça representará o DF no São João de Campina Grande
O grupo participará do "Maior São João do Mundo". A apresentação será no palco principal do evento
O grupo é apontado como uma das favoritas a representar o DF no Concurso Nacional da Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas - (crédito: Marcelo Cândido / Linqdfe)
Um dos grupos juninos mais tradicionais e premiados do Distrito Federal, a quadrilha Formiga da Roça embarca no próximo sábado (29/6) para Campina Grande (PB), onde participará do “Maior São João do Mundo”. A apresentação será no mesmo dia, às 21h, no palco principal do evento, em uma participação especial com a banda Forró de Feira.
A trupe formada por 90 integrantes — entre dançarinos, músicos, coreógrafos e equipe técnica — partirá de Brasília às 4h da manhã. A viagem marca um momento especial na trajetória da quadrilha, atual campeã da primeira etapa do Circuito da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno (LINQ-DFE). Com esse desempenho, o grupo é apontado como uma das favoritas a representar o DF no Concurso Nacional da Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas (CONFEBRAQ), que será realizado em Canaã dos Carajás (PA).
“Representar Brasília no Maior São João do Mundo é um sonho antigo que agora se realiza. É a nossa cultura, a nossa história, o nosso cerrado encontrando o coração do Nordeste”, afirma Patrese Ricardo, presidente da Formiga da Roça.
A participação em Campina Grande foi viabilizada por meio do projeto aprovado no programa Conexão Cultura DF, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). A iniciativa garantiu recursos para 45 membros da equipe, e, com apoio de parceiros e recursos próprios, o grupo ampliou a caravana para 90 pessoas.
Além da apresentação, a quadrilha fará uma imersão cultural em 30 de junho, com visitas a museus, feiras de artesanato e ao mercado central de Campina Grande. As atividades buscam estreitar laços com a cultura nordestina e dialogam diretamente com a identidade visual e estética da Formiga da Roça.
Correio Braziliense Tuesday, 24 de June de 2025
FESTA JUNINA DA EUBIOSE SERÁ REALIZADA NESTA TERÇA, 24 DE JUNHO
Festa Junina da Eubiose será realizada nesta terça-feira (24/6)
O evento contará com a cerimônia da fogueira, comidas e músicas tradicionais da época de São João
O evento da fogueira acontecerá amanhã. - (crédito: Divulgação)
As festas juninas na capital federal não param e, para aqueles que ainda não têm planos para a noite desta terça-feira (24/6), elas podem ser uma ótima opção. Com entrada gratuita, a 603 Norte receberá na noite desta terça-feira (24/6), a Festa Junina da Eubiose, realizada pelo Departamento de Brasília da Sociedade Brasileira de Eubiose.
O evento terá a cerimônia da fogueira, realizada às 20h, além de comidas e músicas tradicionais de São João, que começa às 20h30. Para os interessados em adquirir mais informações, basta acessar as redes sociais do Departamento.
Correio Braziliense Monday, 23 de June de 2025
QU3EDA NO BANHEIRO: COMO EVITAR
Alerta Maximo: Queda no banheiro é um dos acidentes domésticos mais comuns entre idosos e o maior fator de morte acidental
Preocupado com as quedas do banheiro? Veja como essa ferramenta simples, torna o seu banho mais seguro!
Por Tatiane Mendes, G9
A casa deveria ser o lugar mais seguro do mundo para seu morador, mas para quem tem o corpo frágil ou se encontra com mobilidade reduzida, qualquer lugar sem a estrutura adequada pode se tornar perigoso e até mesmo uma simples ida ao banheiro pode ser acompanhada de riscos. No Brasil, cerca de 17,3 milhões da população brasileira tem algum tipo de dificuldade de sustentação nos membros inferiores segundo o último senso do IBGE.
Uma das grandes preocupações do envelhecimento é o aumento no risco de quedas. De acordo com a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), de 30% a 40% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano, e essa é a principal causa de morte acidental entre pessoas acima dos 65 anos.
A geriatra Daniela Gomez, da SBA Residencial, explica que as pessoas mais velhas têm alguns fatores que aumentam o risco de quedas. “Eles [idosos] apresentam mais fatores de risco relacionados à ocorrência de quedas quando comparados aos mais jovens. Como por exemplo: déficits visuais, redução da musculatura e fraqueza de membros inferiores, marcha mais lenta, equilíbrio comprometido e uso de medicações psicotrópicas que podem levar a tontura e sonolência”, afirma a especialista.
Segundo a Ex-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Valéria Andrade, a maior parte dos banheiros públicos ou domésticos ainda não possuem a adaptação necessária para receber pessoas com mobilidade reduzida, incluindo azulejos antiaderente e principalmente barras fixas de segurança para que as pessoas possam se apoiar durante o banho ou na hora de levantar da cadeira de rodas para utilizar o vaso sanitário.
Para resolver esse problema, a maioria das pessoas costuma colocar barras de segurança em locais estratégicos da casa ou em locais públicos, mas devido ao preço elevado ainda é comum que existam locais na residência ou em ambientes coletivos que deixam a desejar no quesito Acessibilidade.
A solução definitiva para a segurança em seu banheiro
O Suporte Fácil Pro™ é um equipamento de fabricação Norte Americana desenvolvido sucção potente que aguenta até 150kg, com o intuito de facilitar a vida de pessoas que por algum motivo possuem mobilidade reduzida. Funcionando como barra de apoio, que pode ser removida e transportada para qualquer lugar de maneira rápida e prática.
Para chegar a este resultado foi necessário o desenvolvimento de um longo estudo capaz de criar um material que fosse leve o suficiente para ser transportado a qualquer lugar sem causar o estresse do peso, mas que também fosse forte o suficiente para suportar grandes cargas de peso quando o usuário se apoiasse sobre ele.
Assim surgiu o Suporte Fácil Pro™, capaz de suportar até 150kg, utilizando um avançado sistema de sucção, dispensa o uso de parafusos e incômodas reformas que danificam as paredes para sua instalação. Basta somente escolher o local onde fixa-lo, acionar as travas de segurança e sua barra de apoio estará pronta para uso.
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Correio Braziliense Sunday, 22 de June de 2025
GRAFITE: ARTE COM IDENTIDADE E RESISTÊNCIA SE DESTACA NAS RUAS DO DF
Grafite: arte com identidade e resistência se destaca nas ruas do DF
Para além da questão estética, o grafite é ferramenta de comunicação, crítica e representatividade. Para muitos, o manifesto é, também, um caminho para a transformação social
Iasmim Kali foi responsável por parte do grafite do Complexo Cultural de Planaltina - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
A arte urbana do Distrito Federal se fortalece para além dos muros do Plano Piloto e mostra que é possível transformar espaços ao esbanjar identidade e resistência por meio do grafite. É o caso de Iasmim Kali, 33 anos, grafiteira, tatuadora e designer formada pela Universidade de Brasília (UnB), que deixa sua marca pelas ruas de Planaltina desde 2011, destacando-se como a segunda mulher da região administrativa a atuar na cena.
O estilo de Travis Bomb mistura linguagem visual renascentista e elementos da quebrada(foto: Divulgação/Travis Bomb)
"Vejo o grafite como uma tomada de responsabilidade pela cidade, então, estou sempre pensando em como quero que nosso ambiente seja: plural, de respeito às diferenças, de imaginação, de diversão, de expressão livre, para além da norma. Aprendi que as regras do jogo somos nós que fazemos, como cidadãos, portanto, a parte estética da cidade — e como as pessoas podem usufruir dela — entra nessa escolha também", diz a grafiteira, que participou de dezenas de eventos e festivais e recebeu os prêmios FAC Brasília, FAC Cultura Hip Hop e Citadinas de Grafite.
Seu trabalho foca na representação de mulheres livres e poderosas, como cientistas, artistas e pessoas fora dos padrões de beleza. "É uma forma de oferecer conforto emocional àquelas que habitam o espaço público", comenta. Também retrata elementos da fauna e flora brasileiras, realismo fantástico e abstrações, convidando o público a sonhar, construir novas realidades e enxergar o grafite como ferramenta de denúncia e reconstrução simbólica. Iasmim tem obras espalhadas por Piracicaba (SP), Goiânia (GO) e Alto Paraíso (GO).
Em 2016, a grafiteira fundou a Trupe S.A. Crew, grupo de arte urbana formado por artistas de Planaltina. "Aqui (Planaltina), temos um senso de união muito grande, creio que por sermos um pouco isolados do restante do DF devido a distância. A cena cultural é muito rica e plural, seja na música, nas artes visuais, seja no teatro, na cultura popular. Então, muitos de nós somos motivados a fazer grafite em prol da comunidade e não tanto com vistas a um sucesso individual. Queremos crescer juntos", destaca a artista, acrescentando que os murais da cidade costumam ser recebidos com carinho pelos moradores.
Habituada a pintar grandes murais, Iasmim tem seu maior grafite, com oito metros de altura, exposto nas paredes do Complexo Cultural de Planaltina. "A oportunidade de pintar em grandes formatos é um diferencial, pois é uma forma mais acessível, financeira e logisticamente, de fazer e ver sua arte, em comparação a outras mídias mais tradicionais, como a pintura a óleo", comenta.
Para a artista, o grafite também é uma forma de se comunicar com o público sem precisar passar pelas barreiras da curadoria ou dos espaços tradicionais de arte. "Afinal, para grafitar, você só precisa de uma chancela: a da pessoa que cede o muro", conclui.
Mulheres poderosas são alguns dos temas que Iasmim trabalha em seus grafitesJacqueline Lisboa
Para Iasmim, o diferencial de Planaltina está no senso de comunidadeDiego Tavera
Iasmim Kali foi uma das mulheres precursoras do grafite em PlanaltinaArquivo pessoal
Carlos Astro é morador de Ceilândia. Para ele, "um museu a céu aberto"Bruno Peres/Esp.CB/D.A. Press
Travis desenvolveu o talento para as artes ainda na infânciaArquivo pessoal
Para Travis Bomb, seu estilo funciona como um contra-ataque visualArquivo pessoal
Grafite feito no Sesc TaguatingaArquivo pessoal
Em 2022, Carlos Astro lançou um livro em que narra os anos que cumpriu pena na Papuda. Ao fundo, grafite pelo 1V2M em um atacado de CeilândiaMarcelo Ferreira/CB/D.A.Press
Os artistas do 1V2M (Uma vida, dois mundos) desenharam elementos como a Caixa DÁgua, a Feira Central, o tradicional dominó no centro, comércios, bares e a emblemática Casa do CantadorEd Alves/CB/D.A Press.
Os artistas do 1V2M (Uma vida, dois mundos) desenharam elementos como a Caixa DÁgua, a Feira Central, o tradicional dominó no centro, comércios, bares e a emblemática Casa do CantadorEd Alves/CB/D.A Press
Contraste proposital
Para Travis Bomb, 35, o grafite representa um manifesto visual de resistência, identidade e crítica social. Morador de Taguatinga, ele está envolvido com o universo das artes desde a infância e encontrou no hip-hop o caminho para potencializar o seu talento. "Foi na escola que me apaixonei pelo hip-hop e tive meu primeiro contato com o grafite, que se tornou uma extensão da minha trajetória. Desde então, mergulhei nesse mundo e nunca mais saí", conta.
Sua arte é marcada por um contraste proposital: Travis mistura referências visuais do Renascimento — símbolo da elite e da cultura europeia — com elementos da periferia, do consumo digital e da vida urbana. "Não é homenagem, é sequestro. Eu me aproprio dessa estética para inserir tudo o que historicamente foi excluído dela", afirma. O resultado são obras que quebram com a lógica eurocêntrica e incomodam ao propor novas narrativas sobre o sagrado, o belo e o poder.
O grafiteiro define seu estilo como um "confronto", uma disputa simbólica pelos espaços da memória e da representatividade. A proposta de subversão silenciosa — que usa os próprios códigos da chamada "alta cultura" para questioná-la — torna seu grafite algo além da estética.
"Minhas obras querem ser incômodas, sedutoras e inclassificáveis. O atrito me interessa. O céu e a boca suja, o mármore e o meme, a cruz e o like. Tudo isso convive nas minhas criações", explica, refletindo a tensão constante entre o sagrado e o profano que permeia a arte urbana contemporânea.
Com mais de 15 anos de experiência, 10 destes atuando profissionalmente, Travis Bomb acompanha de perto a transformação do grafite, especialmente com o avanço das redes sociais. "Hoje o grafite está em todos os lugares, até em lojas de luxo e consultórios. Virou uma ferramenta para criar identidade de marca", observa.
A novidade, no entanto, pode esvaziar a essência do manifesto, que nasceu como forma de expressão da periferia. "Tem uma diferença entre o grafite que vai para o centro cobrir pichações e o que nasce na quebrada, com linguagem própria. Um é mercado, o outro é expressão", argumenta.
Apesar das contradições que o mercado impõe, o artista segue firme no propósito de manter viva a autenticidade do grafite de raiz. Ele reconhece a complexidade do tema e defende que essa manifestação não seja completamente desvinculada da pichação, visto que "ambas caminham lado a lado na história das ruas", pontua.
"O grafite puro é simples, é expressão. Mas para viver dele, muitos precisam se adaptar. O que não pode se perder é a consciência de onde tudo isso começou", conclui. Em cada muro que pinta, Travis Bomb reafirma que a arte da periferia não é apenas decoração — é discurso, é luta, é memória.
"Sobrevivo da tinta"
O grafiteiro Carlos Washington Corrêa, conhecido como Carlos Astro, 47, é um dos nomes mais antigos da escrita urbana no DF, atuando desde 1990. Integrante do grupo 1V2M (Uma Vida, Dois Mundos), ele credita à cultura hip-hop e ao graffiti a sua saída do mundo do crime. "Quem me ressocializou foi a cultura urbana, através do grafite, da minha escrita literária e da minha força de vontade. Sobrevivo da tinta", conta.
Astro começou como pichador, mas encontrou novos caminhos por meio de iniciativas como o projeto Picasso Não Pichava, da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), que instruía pichadores a desenvolvem seu potencial até chegar ao grafite. Com os resultados positivos do programa, o grafiteiro se tornou um multiplicador desse propósito. Para ele, no entanto, grafite e pichação são a mesma coisa, sendo o primeiro a evolução do segundo. "A escrita urbana é uma só. A diferença é que hoje meu grafite tem forma, luz e contorno", explica.
Na lateral de um atacadista em Ceilândia, o grupo 1V2M criou um painel de 380 metros que retrata marcos simbólicos da cidade, como a Feira Central, a Caixa D'Água, a Casa do Cantador e cenas do cotidiano local, como o dominó e os bares. "Ceilândia é uma galeria ao ar livre. É bom ver um pouco de beleza e acho que o grafite traz isso", afirma Astro. O mural também visa gerar empatia com os moradores, reforçando a importância da comunidade na sustentação do comércio local.
Carlos Astro destaca que o grafite comercial, além de valorizar a cidade, oferece oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. Ele mesmo utiliza uma lanchonete como espaço de acolhimento e orientação para novos artistas urbanos, visando transformar o local em um centro cultural. "Com o grafite comercial, você sai da violência, das drogas e da morte", destaca o também escritor, que já lançou dois livros sobre as experiências que viveu no Complexo Penitenciário da Papuda.
A valorização do grafite também vem ganhando apoio institucional. O Comitê Permanente do Grafite do Distrito Federal (CPG), do qual Astro fez parte, firmou parcerias com diferentes secretarias, permitindo que os artistas urbanos atuem em espaços públicos, como metrôs, hospitais e capelas. As ações, segundo o grafiteiro não apenas embelezam a cidade, mas também reforçam o papel do grafite como ferramenta de inclusão e transformação social.
Correio Braziliense Saturday, 21 de June de 2025
SHOPPING PROMOVE FEIRA DE ADOÇÃO DE PETS
Shopping promove Feira de Adoção de Pets para quem quer um novo amigo
Evento gratuito ocorre neste sábado (21/6), das 11h às 17h, em Águas Claras, com muitos bichinhos esperando por um lar
A ação gratuita é uma parceria do shopping com protetores locais - (crédito: Reprodução/ Freepik )
Neste sábado (21/6), o DF Plaza Shopping abre as portas para uma iniciativa que aquece o coração: a Feira de Adoção de Pets. Das 11h às 17h, na área externa do piso térreo, os visitantes terão a oportunidade de conhecer diversos animais que buscam um lar cheio de amor e cuidado.
A ação, totalmente gratuita, é uma parceria do shopping com protetores locais e tem como objetivo incentivar a adoção responsável e conscientizar sobre os benefícios de acolher um animalzinho em casa. Mariane Moura, coordenadora de marketing do DF Plaza Shopping, destaca a importância da feira: "Nossa missão é promover momentos que conectem pessoas e causas. A Feira de Adoção é uma oportunidade única para quem deseja abrir o coração e transformar a vida de um pet. Além disso, reforçamos nosso compromisso com a comunidade, estimulando a adoção consciente e o cuidado com os animais", afirma.
Serviço
Feira de Adoção de Pets
Quando: sábado (21/6)
Local: DF Plaza Shopping — Águas Claras (Rua Copaíba, lote 1, área externa, piso térreo)
Correio Braziliense Friday, 20 de June de 2025
FRANCISCO CUOCO SE ENCANTOU: ASTRO SAI DE CENA AOS 91 ANOS DE IDADE
Aos 91 anos, o astro Francisco Cuoco sai de cena
Um dos maiores nomes da televisão brasileira, Francisco Cuoco morreu, ontem, de falência múltipla dos órgãos. O ator e eterno galã estava internado no hospital Albert Einstein há cerca de 20 dias
Crédito: Alex Carvalho/TV Globo. Francisco Cuoco. - (crédito: Alex Carvalho/TV Globo)
Morreu, ontem, o ator Francisco Cuoco, aos 91 anos. O artista estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, há cerca de 20 dias. Ele estava sedado e sofria complicações de saúde causadas por um ferimento infeccionado. A idade e o excesso de peso também foram um agravante do quadro — o paulista pesava cerca de 130 quilos, tinha problemas de locomoção e precisava de auxílio de cuidadores para executar atividades básicas do dia a dia. Segundo um comunicado da assessoria, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ele deixa três filhos.
Nascido em 1933, no bairro do Brás, em São Paulo, Cuoco trabalhou como feirante ainda na juventude, ajudando o pai. Apesar de sonhar em ser advogado na época, a vocação artística falou mais alto. Inspirado pelos espetáculos circenses que prestigiava quando criança, o paulista entrou, no início dos anos 1950, para a Escola de Arte Dramática, hoje ligada à Universidade de São Paulo (USP), e estreou profissionalmente no teatro no fim da década, em 1958.
O ator dividiu os palcos da peça A muito curiosa história da virtuosa matrona de Éfeso com Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Sérgio Britto. Na obra, Cuoco fazia o papel de um gladiador que entrava morto em cena, portanto, não tinha falas. No ano seguinte, ele acompanhou Fernanda e Britto na formação do Teatro dos Sete, companhia que também contava com a participação do diretor Gianni Ratto e do ator Ítalo Rossi.
A estreia nas telenovelas veio só em 1964, em Marcados pelo amor, de Walther Negrão e Roberto Freire, na TV Record. Em 1966, protagonizou a novela Redenção, de Raimundo Lopes, e, dois anos depois, fez, pela primeira vez, par romântico com a então "namoradinha do Brasil", Regina Duarte, em Legião dos esquecidos, na TV Excelsior. Sucesso entre o público, os atores formaram casal em outras tramas, como, por exemplo, Selva de pedra, em 1972, um dos principais sucessos da Rede Globo. A partir daí, tornou-se um dos maiores galãs da televisão brasileira.
O artista de voz inconfundível e olhar sedutor foi responsável por dar vida a outros personagens marcantes da dramaturgia brasileira, como Carlão, taxista de Pecado capital, de 1975, e o charlatão Herculano de O astro, de 1977, que ganhou nova versão em 2011. Nela, o ator, já com 77 anos, assumiu um papel secundário na trama. O último trabalho de Cuoco nas telenovelas foi em Segundo Sol, de 2018, além de uma breve participação em Salve-se quem puder, em 2022.
Nas telonas, Cuoco estreou em 1965, com o filme Grande sertão, e estrelou filmes como Gêmeas (1999), A partilha (2001), Cafundó (2005) e Real beleza (2015). Ainda no meio artístico, ele se aventurou como cantor e gravou dois discos: o romântico Soledad e o religioso Paz interior, com 16 orações católicas.
Tributo
No início deste mês, Cuoco recebeu uma homenagem especial no programa Tributo, da TV Globo, com um episódio dedicado exclusivamente à carreira do eterno galã. As gravações foram realizadas em julho do ano passado, com participação do próprio artista, que não estava tão debilitado à época. A emissora exibiu o especial ontem à noite.
Ao Correio, o consultor e doutor em teledramaturgia pela Universidade de São Paulo (USP) Mauro Alencar, autor de A Hollywood Brasileira — Panorama da Telenovela no Brasil, entre outros títulos, declarou que Francisco Cuoco — de quem se tornou amigo pessoal a partir da amizade antiga com a irmã do ator, Gracia — foi o pilar fundamental para a construção da telenovela no Brasil.
"Talento, vocação e paixão pelo ofício de ator em uma época de grande preconceito pela carreira artística. A sua dedicação e a composição primorosa de tipos populares, em especial escritos por Janete Clair, o tornaram um astro de primeira grandeza e contribuíram para a profissionalização da carreira de ator, em 1978", afirmou o especialista, destacando personagens emblemáticos como o taxista Carlão e o extraordinário Herculano Quintanilha, dentre tantas figuras marcantes que passaram pela pele do artista.
Em depoimento à reportagem, a autora de novelas Rosane Svartman lamentou nunca ter trabalhado com o ator. "Francisco Cuoco entrou na pele de tantos personagens icônicos que seu nome é também sinônimo de teledramaturgia e televisão. Já rimos, choramos e nos apaixonamos com ele", afirmou a criadora de Dona de mim, no ar atualmente.
Repercussão
Nas redes sociais, grandes nomes da indústria cultural lamentaram a morte do ator. "Recebo com tristeza a notícia da partida de Francisco Cuoco", declarou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, nas redes sociais. "Um gigante da nossa teledramaturgia, dono de uma carreira linda e memorável. Um artista que nos marcou com seu talento e carisma", escreveu a cantora.
"Nos deixou hoje um dos maiores atores da nossa televisão", lamentou o dramaturgo Walcyr Carrasco. "Francisco Cuoco foi um ícone, um artista que inspirou gerações e levou emoção a milhões de lares. Fica a saudade e a eterna admiração", completou. Em 2013, o ator participou de Amor à vida, novela de Carrasco.
Amiga do eterno O semideus desde a década de 1960, Nathalia Timberg relembrou a trajetória do artista. "Hoje, perdemos um grande ator dos palcos e das telas: Francisco Cuoco. Ele começou no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e posteriormente fez parte do Teatro dos Sete, companhia teatral de Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Depois, passou pelos teleteatros (que resgatamos na segunda e terceira fotos), chegando à televisão, onde ficou eternizado durante gerações", publicou a atriz veterana.
Colega do ator paulista em O outro, de 1987, Miguel Falabella também reagiu à notícia: "Foi-se Francisco Cuoco, cai o pano para este ator que habitou o imaginário de todos nós por tantos anos. Por trás da lendária figura do eterno galã, havia um homem sensível, um colega engraçado e espirituoso e um profissional de primeira. Demos muitas gargalhadas juntos. Vai deixar saudade".
Intérprete da filha do artista na mesma novela, Beth Goulart destacou que o papel duplo na trama de Aguinaldo Silva "é um testemunho de sua versatilidade e dedicação à arte".
O galã das novelas
Marcados pelo amor (1964)
No papel de Victor, Cuoco fez par romântico com Miriam Mehler, que vive Lisa, uma mulher que não consegue confiar nos homens e é ameaçada pela meia-irmã, que tenta roubar-lhe o marido.
Redenção (1966)
Como Fernando, um forasteiro na vila de Redenção, Cuoco tem uma legião de apaixonadas. Fernanda Montenegro está no elenco da produção que teve 596 capítulos.
Legião dos esquecidos (1968)
Primeiro par romântico com Regina Duarte, a novela foi importante para transformar o ator em galã da tevê brasileira.
Selva de pedra (1972)
Cuoco vive Cristiano Vilhena, filho de um pastor que se envolve em um acidente com uma arma e é acobertado por Simone, vivida por Regina Duarte, por quem se apaixona. É a segunda vez que faz par romântico com a atriz.
Pecado capital (1975)
O taxista Carlão precisa decidir se entrega ou não à polícia uma mala de dinheiro esquecida no seu carro. É um personagem icônico do ator, destaque em um elenco que tem Betty Faria, Lima Duarte, Rosamaria Murtinho e Marco Nanini.
Saramandaia (1976)
Escrita por Dias Gomes e ambientada na zona canavieira de Pernambuco, a novela é um clássico da televisão brasileira, com Juca de Oliveira, Sônia Braga, Dina Sfat, Ary Fontoura, Yoná Magalhães e Antônio Fagundes. Cuoco participa de um episódio.
O astro (1977)
Cuoco é Herculano Quintanilha nesse clássico de Janete Clair, um charlatão que abandona a família e se infiltra no clã milionário da família Hayalla.
O outro (1987)
O ator foi elogiado por viver dois papéis, o de um empresário e o de seu sósia. Como cada um desconhecia a existência do outro, a novela de Aguinaldo Silva é construída em cima da tensão do encontro.
O salvador da pátria (1989)
Outro clássico dos anos 1980, com texto de Lauro César Muniz, conta a história de Sassá Mutema, em interpretação icônica de Lima Duarte, um boia-fria usado pelo deputado Severo Toledo, vivido por Cuoco, para acobertar um adultério. O elenco de peso tem ainda José Wilker, Maitê Proença e Susana Vieira.
A próxima vítima (1995)
O ator fez uma pequena participação na trama conduzida por José Wilker no papel do mau-caráter Marcelo.
Segundo Sol (2018)
No último trabalho completo na tevê, Cuoco vive Nestor, o pai dos vilões vividos por Adriana Esteves e Vladimir Brichta. Ele contracena com Arlete Salles e Renata Sorrah.
Correio Braziliense Thursday, 19 de June de 2025
BRASÍLIA, A NOVA CAPITAL DO VINHO EXPOVITIS É ARAÇÃO ATÉ SÁBADO
Brasília, a nova capital do vinho: Expovitis é atração até sábado
De hoje até sábado, a segunda edição da Expovitis Brasil 2025 conta com a presença de mais de 110 vinícolas nacionais, além de palestras técnicas, aulas, experiências sensoriais e atrações culturais
A programação, que começa a partir das 9h30 e se estende até as 21h todos os dias, inclui mais de 500 rótulos para degustação - (crédito: Divulgação/Expovitis)
Brasília será a capital do vinho entre hoje e sábado. A segunda edição da Expovitis Brasil 2025 conta com a presença de mais de 110 vinícolas nacionais, além de palestras técnicas, aulas, experiências sensoriais e atrações culturais.
Duas seções da Embrapa — a Cerrados (DF) e a Uva e Vinho (RS) — vão apresentar soluções tecnológicas, cultivares e inovações para a vitivinicultura e a fruticultura na região do Cerrado. Entre os destaques, estarão as uvas brasileiras, ou as BRS, desenvolvidas especialmente para as condições edafoclimáticas do país — ou seja, as características de solo e clima de um local ou região que influenciam o desenvolvimento das plantas.
A programação, que começa às 9h30 e se estende até as 21h todos os dias, inclui mais de 500 rótulos para degustação. O evento será realizado no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, na região do PAD-DF, no mesmo local da Agrobrasília.
Os ingressos custam a partir de R$ 136,80 e podem ser adquiridos na plataforma Sympla. O público recebe uma taça oficial e acesso a toda a programação de degustações, shows, espaço gastronômico e bate-papos com especialistas.
Safra recorde
9,32%
É o crescimento registrado na produção de grãos e cereais no Distrito Federal em 2024. Dos alimentos produzidos na capital federal, a soja lidera, com mais de 380 mil toneladas colhidas, seguida pelo milho comum, com cerca de 272 mil toneladas; milho para silagem, com mais de 112 mil toneladas; e sorgo, com uma produção em torno de 87 mil toneladas.
Correio Braziliense Wednesday, 18 de June de 2025
VÉSPERA DE FERIADO COM TEMPO FRIO, RAJADAS DE VENTO E UMIDADE EM QUEDA
Véspera de feriado com tempo frio, rajadas de vento e umidade em queda
A mínima registrada nos termômetros nesta quarta-feira (18/6) foi de 13°C, enquanto a máxima deve chegar a 24°C ao longo do dia
Esta quarta-feira (18/6) está um pouco menos fria que a terça-feira (17/6), o dia mais gelado do ano - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
A mínima registrada pelos termômetros da capital foi de 13°C e a máxima prevista é de 24°C ao longo do dia. Além de frio — para a tristeza de nossas sofridas vias respiratórias —, estamos entrando também na seca, então não deixe de se hidratar bem ao longo do dia. A umidade deve ficar entre 90% e 40% nas próximas horas.
Se tiver que sair de casa, não esqueça de se agasalhar bem, pois o dia promete rajadas geladas de vento. O céu de poucas nuvens desta quarta-feira deve garantir, pelo menos, um bom sol, para esquentar um pouquinho as mãos geladas.
E atenção: O frio ainda deve piorar! Afinal, ainda não entramos oficialmente no inverno, que começa nesta sexta-feira (20/6). Tome cuidado com as infecções respiratórias, típicas desta época do ano, busque manter os ambientes arejados, evitar exposição a mudanças bruscas de temperatura, manter boa hidratação, adotar uma alimentação equilibrada, lavar as mãos com frequência e manter o calendário vacinal atualizado.
Correio Braziliense Tuesday, 17 de June de 2025
SESC REALIZA FESTA JUNINA TRADICIONAL COM QUADRILHAS E SHOWS
Sesc realiza festa junina tradicional com quadrilhas e shows
O evento, que faz parte do Sesc+W3, terá comidas, brincadeiras, shows e muitos mais para os amantes do período junino
Shows, quadrilhas, brincadeiras e mais atividades tomarão conta do local. - (crédito: Divulgação)
A Asa Sul recebe mais um São João neste sábado (21/6) e no domingo (22/6). A Estação 504 — Alberto Vilardo celebra o Sesc Tradições Juninas, com entrada gratuita, barraquinhas, brincadeiras, quadrilhas e shows que vão animar o local. As quadrilhas se apresentam nos dois dias. No sábado (21/6), a equipe Xamegar toma conta da festa, enquanto no domingo (22/6), será a vez da Arrocha o Nó. A criançada ainda terá a oportunidade de aproveitar os brinquedos infláveis.
No primeiro dia, participam do show a banda Sanfona Nova, Claudio Pereira e Trio, Quadrilha Xamegar, Marcos Farias e Sabrina Vaz, além da banda Asa Branca. No segundo, o Trio Xilique, o Moinho D'água, a quadrilha Arroxa o Nó, o trio Pinga Fogo e o Baile da Maisinha cuidam da festa.
Correio Braziliense Monday, 16 de June de 2025
ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL: CAMINHADA REÚNE 2 MIL PESSOAS NO EIXÃO DO LAZER
Envelhecimento saudável: caminhada reúne 2 mil pessoas no Eixão do Lazer
O ação Movimente-se: Viver 60+ reuniu milhares de pessoas idosas no Eixão do Lazer, na manhã deste domingo (15). Evento faz parte da campanha Junho Violeta, cujo objetivo é conscientizar sobre os direitos da pessoa idosa e combater a violência contra esse público
Evento Movimente-se: Viver 60+ lotou Eixão do Lazer nesta manhã - (crédito: Mariana Campos/CB/D.A Press)
O frio deste domingo (15/6) não desanimou os participantes da caminhada Movimente-se: Viver 60+, que reuniu quase 2 mil pessoas no Eixão do Lazer. O evento, que está em sua 2ª edição, foi promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e faz parte da campanha Junho Violeta, cujo objetivo é conscientizar sobre os direitos da pessoa idosa e combater a violência contra esse público — neste 15 de junho, inclusive, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, data reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Às 8h30, cerca de mil participantes já se concentravam nas tendas montadas na altura da 207 Norte. A caráter, eles estavam com roupas leves, bonés e garrafinhas de água. Não faltou ânimo! Ao som de flash black, axé e forró, para entrar no clima das festas juninas, o público se alongou, se divertiu e, claro, se movimentou. Foi o caso de Mariângela Dantas que, aos 69 anos, acordou cedo para comparecer ao evento.
Acompanhada dos amigos da Associação de Idosos de Taguatinga, a aposentada é craque na prática de exercícios físicos, faz hidroginástica, natação e carimbó (dança típica do Pará, com raízes indígenas). "Acho que a idade é apenas um número, sabe? Ficar em casa, sentada no sofá assistindo tevê, não é comigo. Gosto de me movimentar. Estou viva", refletiu Mariângela, que chegou em um ônibus fretado com mais 30 participantes da associação.
A ação, gratuita, também teve serviços de saúde e bem-estar oferecidos por entidades parceiras, como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, auriculoterapia, alongamento, dança, shows e lanches. Além disso, participou do evento o Banco de Talentos da Sejus, que expôs artesanato produzido por idosos. No total, o público contou com participantes de vários pontos do DF, como Ceilândia, Planaltina, Samambaia, Gama, Sobradinho e Arapoanga.
Maria América de Oliveira, 65, acordou às 5h para não perder a caminhada. Junto ao grupo que frequenta a Unidade Básica de Saúde (UBS) 5, no Arapoanga, a aposentada elogiou a iniciativa e reforçou a importância de se manter ativa. "Depois que comecei a fazer as caminhadas, tenho me sentido mais disposta. Faço atividades físicas ao menos quatro vezes na semana", contou, enquanto levantava-se para alongar.
Cuidado integral
Quem também acordou cedo foi Josefa Correia, 75, que estava acompanhada de mais seis amigas, todas do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE), do Gama Sul. Segundo a participante, o ônibus com o público do COSE estava lotado, com 53 pessoas dispostas a gastar energia. No centro, ela pratica capoterapia, uma vertente da capoeira que, voltada a idoso, não requer muito esforço físico, recupera a agilidade e melhora o humor e o sono. "A gente sempre espera poder envelhecer com qualidade de vida e creio que tenho me saído muito bem, pois tenho tudo que ajuda a proporcionar um cotidiano saudável", comentou.
A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, destacou que muitos idosos têm a vida transformada ao participarem do Viver 60+, política da Sejus voltada à promoção do envelhecimento saudável. "O programa visa resgatar essas pessoas que, muitas vezes, estavam em casa e isoladas, para o convívio social. E quando falamos dessa interação social, também estamos tratando de questões como inclusão produtiva, mobilidade e saúde emocional", explicou ao Correio. Atualmente, o Viver 60+ atende mais de 50 mil idosos em 14 regiões administrativas do DF.
Correio Braziliense Sunday, 15 de June de 2025
BIRA BRRESIDENTE SE ENCANTOU: FUNDADOR DO CACIQUE DE RAMOS E UM DOS CRIADORES DO FUNDO DE QUINTAL MORRE AOS 88 ANOS DE IDADE
Morre Bira Presidente, fundador do Cacique de Ramos e um dos criadores do Fundo de Quintal
(Postagem de João Monteiro)
Ícone do samba morreu, aos 88 anos, na madrugada deste domingo
Ubirajara Félix do Nascimento, o Bira Presidente, morreu na noite deste sábado, aos 88 anos - (crédito: Reprodução Instagram @cacique_de_ramos)
Morreu na madrugada deste domingo, 15, o sambista Ubirajara Félix do Nascimento, de 88 anos, mais conhecido como Bira Presidente. Ele foi fundador do bloco Cacique de Ramos e um dos criadores do grupo Fundo de Quintal.
Uma das maiores lendas do samba, Bira Presidente faleceu às 23h55 deste sábado, 14, no Hospital da Unimed Ferj, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, aos 88 anos. Segundo o Cacique de Ramos e o Fundo de Quintal, ele lutava contra um câncer de próstata e tinha Alzheimer.
"Bira construiu uma trajetória marcada pela firmeza, pela ética e pela contribuição inestimável ao samba e à cultura popular brasileira", publicaram em nota conjunta os dois grupos de samba criados por ele.
"Sua atuação no Cacique de Ramos moldou o bloco e o samba, o Doce Refúgio se tornou um espaço de referência cultural. No Fundo de Quintal, foi o ponto de partida de uma linguagem que redefiniu a roda de samba e inspirou gerações."
Bira Presidente deixa as filhas Karla Marcelly e Christian Kelly, os netos Yan e Brian, e a bisneta Lua. Data e local de velório e sepultamento ainda não foram informados pela família.
Correio Braziliense Saturday, 14 de June de 2025
CEILÂNDIA SEDIA PRIMEIRO FESTIVAL DE FREVO MENINO DA CEILÂNDIA
Ceilândia sedia primeiro festival de frevo Menino da Ceilândia
As inscrições abrem em 27 de junho, e compositores de todo o Brasil poderão submeter suas obras em três categorias: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção
As composições selecionadas concorrerão a prêmios em dinheiro que podem chegar a R$ 1.500, distribuídos entre as categorias - (crédito: Divulgação)
A "capital do frevo no Cerrado" está prestes a nascer. Pela primeira vez, a cidade de Ceilândia sediará o Festival de Frevo Menino da Ceilândia, uma iniciativa cultural ambiciosa que visa fomentar a produção autoral e celebrar o frevo como um patrimônio musical brasileiro. O evento promete transformar a região em um polo de cultura pernambucana.
As inscrições abrem em 27 de junho, e compositores de todo o Brasil poderão submeter suas obras em três categorias: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. Cada participante pode inscrever uma composição por categoria, totalizando até três músicas distintas. É importante notar que múltiplas inscrições na mesma categoria não serão aceitas.
As composições selecionadas concorrerão a prêmios em dinheiro que podem chegar a R$ 1.500, distribuídos entre as categorias. Um mesmo participante poderá ser premiado mais de uma vez, desde que esteja em conformidade com as regras do edital. O resultado final do festival será divulgado em 14 de setembro.
Correio Braziliense Friday, 13 de June de 2025
DF TEM 563 VAGAS DE EMPREGO DISPONÍVEIS NESTA SEXTA-FEIRA (13)
DF tem 563 vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (13)
O maior salário em destaque é de R$ 3.062 para quatro vagas de supervisor de produção na indústria alimentícia em Ceilândia
As vagas podem ser conferidas através do apllicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente em uma das agências do trabalhador - (crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
Quem está a procura de emprego no Distrito Federal está com sorte nesta sexta-feira (13/6). As Agências do Trabalhador do Distrito Federal anunciaram a disponibilidade de 563 oportunidades. As oportunidades abrangem diversas áreas, com salários que podem chegar a mais de R$ 3 mil.
O maior salário em destaque é de R$ 3.062 para quatro vagas de supervisor de produção na indústria alimentícia em Ceilândia. Outras posições de destaque, com remuneração de R$ 3 mil, incluem: Três vagas para representante comercial; três para analista de dados; um supervisor comercial; um gerente de loja; um gerente de serviços de saúde.
No Plano Piloto, a concentração de vagas é significativa, com dez oportunidades para açougueiro e cozinheiro geral, ambos com salário de R$ 2.119, e outras dez para ajudante de açougueiro, pagando R$ 1.606. Há ainda quatro vagas para auxiliar técnico eletrônico (R$ 1.652,32), três para auxiliar de jardinagem (R$ 1.743,69), cuidador de idosos (R$ 120/dia) e piscineiro (R$ 1.743,69). Completam a lista duas vagas para churrasqueiro (R$ 2.000) e mecânico de automóvel (R$ 1.576), além de uma oportunidade para coordenador de administração de pessoal (R$ 1.887,82) e vendedor interno (R$ 1.749).
Os interessados em participar dos processos seletivos devem cadastrar seu currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS). Também é possível comparecer a uma das 14 Agências do Trabalhador do Distrito Federal, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Mesmo que o candidato não encontre uma vaga de seu interesse no momento, o cadastro é válido para oportunidades futuras, pois o sistema realiza o cruzamento de dados entre o perfil dos candidatos e as necessidades das empresas.
Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para a realização de entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou através do e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Também está disponível o Canal do Empregador no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).
Correio Braziliense Thursday, 12 de June de 2025
SANTO ANTÔNIO E OS MILAGRES DO AMOR NO DIA DOS NAMORADOS
Santo Antônio e os milagres do amor no Dia dos Namorados
O Dia dos Namorados coincide com o período das festividades juninas e com o Dia de Santo Antônio, amanhã. Conheça histórias de casais que encontraram depois de pedidos para ao santo casamenteiro
A tradição do pão de Santo Antônio, uma das mais aguardadas do dia, tem raízes antigas, ligadas à generosidade - (crédito: Fotos: Carlos Silva/CB/D.A.Press - Bruna Gaston CB/DA Press)
No Dia dos Namorados, diversos casais da capital manifestam seu amor e cumplicidade. Entretanto, outra data também carrega um simbolismo especial tanto aos apaixonados quanto à comunidade católica do Distrito Federal: o Dia de Santo Antônio, celebrado em 13 de junho. Em meio às bandeirolas de festas juninas, aos pedidos sussurrados em oração e aos corações ansiosos por um amor, Brasília se rende à tradição do santo casamenteiro. Santo Antônio, o santo dos humildes e dos apaixonados, ganha espaço nas igrejas, nos lares e nas lembranças de quem acredita que o amor, quando vem, é milagre.
A fama de Santo Antônio como o "santo casamenteiro" atravessou séculos e fronteiras. A origem dessa tradição vem de uma história tocante. Conta-se que uma jovem, sem recursos para se casar por não ter um dote — valor exigido na época para o como parte do acordo matrimonial — recorreu a Santo Antônio. Movido pela súplica, o santo teria lhe dado um bilhete endereçado a um comerciante. Nele, pedia que o homem entregasse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel.
O comerciante, imaginando que a quantia seria insignificante, aceitou. Mas, para sua surpresa, o papel pesou o equivalente a 400 escudos de prata — exatamente a quantia que ele próprio havia prometido doar a Santo Antônio tempos antes, e nunca cumprira. Diante do acontecimento, viu ali um sinal divino, cumpriu sua promessa, e a jovem enfim pôde se casar.
Fé, amor e tradição
Aos 85 anos, dona Marta da Cunha carrega no peito uma história de fé que se entrelaça com a própria história de Brasília. Devota de Santo Antônio há 58 anos, ela acredita que foi com uma "ajudinha do céu" que conheceu o grande amor de sua vida: Vicente de Paula Rodrigues da Cunha (falecido aos 74 anos), companheiro de jornada e pai de seus seis filhos. "A gente se encontrou rezando. Cada um, sem saber do outro. Foi coisa de destino, de oração cruzada. Pegamos na mão e não soltamos mais".
Marta da Cunha guarda com carinho a foto do casamento com o amor da vida dela, Vicente Rodrigues(foto: Carlos Silva/CB/D.A.Press)
Mais do que formar uma família, dona Marta e seu Vicente ajudaram a levantar, literalmente, a festa de Santo Antônio no Santuário da 911 Sul. Com a mãe, dona Blandina, também devota fervorosa, começaram vendendo quentão na porta da igreja. Depois veio o churrasco feito em casa, as barracas de madeira cobertas com palha da chácara, e uma comunidade inteira se formando em torno da fé. "Todo mundo queria ajudar. A festa foi crescendo, foi virando tradição. Era tudo com muito carinho por mim e meu marido".
Prece atendida
Em outros casos, a intercessão de Santo Antônio é mais sutil. Foi no meio da correria de um evento no trabalho, entre caixas e preparativos, que Priscilla Canuto, hoje com 39 anos, fez uma oração silenciosa ao santo. Pedia, com fé, um sinal: "Se ele for a minha graça, que apareça agora e me chame para sair." E apareceu. Na mesma hora, Hugo Canuto, então chefe de área e amigo de longa data, saiu da sala ao lado. Minutos depois, o primeiro encontro foi marcado. Desde então, não se separaram mais.
A história, que soma 14 anos de parceria — sendo 12 de casamento —, começou com amizade e ganhou força com fé(foto: Bruna Gaston CB/DA Press)
A história, que soma 14 anos de parceria — sendo 12 de casamento —, começou com amizade e ganhou força com fé. Priscilla havia feito uma promessa ao Santo Casamenteiro: participou da trezena, escondeu uma imagem de Santo Antônio no escuro e fez um pedido claro. Queria um bom marido, católico, disposto a formar uma família. "Prometi que só tiraria a imagem de lá quando encontrasse esse homem. E que me casaria na igreja de Santo Antônio. Cumpri a promessa em 2023". Para o casal, não há dúvida: o santo teve papel determinante no encontro e na construção do lar que formaram. "Minha fé era grande, mas cresceu. Vivemos tudo isso juntos", conta Hugo.
Amor em sintonia
O amor de Sumara e Eduardo Gallo começou entre violões e ensaios de músicas católicas, num grupo jovem chamado Segue-me, em 1995. Ela, com 20 anos, cheia de sonhos e fé; ele, o "chefinho" da equipe de animação. "Confesso que só perguntei o nome dele depois que começamos a namorar", brinca Sumara. Até hoje, ela o chama carinhosamente de Gallo. O casal, que hoje está junto há quase três décadas, acredita que Santo Antônio apenas aguardava o momento certo para unir os dois.
Hoje, 30 anos depois, o amor de Sumara (D) e Eduardo (C) segue vivo. Na foto, a filha Gabriella (E)(foto: Carlos Silva/CB/D.A.Press)
Embora não tenha feito promessas formais, Sumara revela que, na juventude, pedia em silêncio ao santo por um amor verdadeiro. "Santo Antônio sabe ler o coração dos seus fiéis", diz. E leu. O reencontro definitivo dos dois aconteceu em um encontro da Pastoral da Juventude com adolescentes, no Mosteiro São Bento. Pela primeira vez, conseguiram um instante a sós.
Em meio à correria, pararam, conversaram sobre a vida, os medos, os sonhos... e foi ali que o amor desabrochou. "Acho que Santo Antônio e São Bento agiram juntos naquele dia", ri ele. De lá para cá, a fé só cresceu. A relação com o santo nunca se desfez — pelo contrário. "Ajudamos na Festa Junina de Santo Antônio desde os 17 anos. Nossa barraca é a das bebidas", conta Sumara.
Coração da devoção
Todas essas histórias de amor e fé têm um ponto em comum: O Santuário Santo Antônio, localizado na 911 Norte. A igreja é a única dedicada exclusivamente ao santo casamenteiro dentro do Plano Piloto de Brasília. À frente das celebrações está o Frei Edgar Alves, OFM, reitor do santuário.
Segundo o padre, a devoção ao santo só cresce. "Antes, tínhamos cerca de 20 mil pessoas passando aqui no dia 13 (amanhã). Hoje, são mais de 40 mil fiéis ao longo do dia. É uma demonstração de fé impressionante", afirma. Entre essas pessoas, muitos jovens. "Eles ainda buscam a intercessão de Santo Antônio, sim. Seja para encontrar um companheiro comprometido com a fé, seja para desabafar ou até descobrir sua própria vocação. Às vezes, o chamado de Santo Antônio não é para o casamento, mas para o sacerdócio ou a vida religiosa", pondera.
Mais do que unir corações, a missão do santuário é manter viva a mensagem de solidariedade e fé de Santo Antônio. "Ele une as pessoas com amor, para que cheguem ao sacramento do matrimônio com a bênção de Deus. É isso que queremos celebrar neste dia 13: o amor verdadeiro e a força da fé", conclui Frei Edgar.
Correio Braziliense Wednesday, 11 de June de 2025
CASAMENTO COMUNITÁRIO 2025: NOIVOS EXPERIMENTAM TRAJES PARA A CERIMÔNIA
Casamento Comunitário 2025: noivos experimentam trajes para cerimônia
Pela primeira vez, cerimônia, que ocorrerá em 29 de junho, será na Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá
A secretária Marcela Passamani confere os detalhes do vestido que será usado pela noiva Sheila da Silva - (crédito: Jhonatan Vieira/Sejus)
Nesta segunda-feira (9/6) e terça-feira (10/6), os noivos que participam do Programa Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), provaram seus trajes para o evento. A cerimônia oficial será realizada dia 29 de junho, às 17h, na Concha Acústica, às margens do Lago Paranoá. É a primeira vez que o casamento comunitário acontece no local.
“Não consigo dormir de tanta ansiedade”, contou Pedrina Cristina da Silva, 54 anos, noiva do bombeiro civil Sidney Souza, 53. “É lindo, do jeitinho que eu imaginava. Só de me ver vestida assim, já me sinto casando”, contou Pedrina ao experimentar seu vestido. “É um sonho nosso: casar com tudo o que uma grande cerimônia pode oferecer. Agora, esse momento finalmente chegou", comemorou seu futuro marido, Sidney.
No mesmo clima de emoção, a auxiliar administrativo Sheila da Silva Leite, 32, moradora do Itapoã, também provou a roupa que usará no grande dia. “Me senti uma noiva de verdade. Lembrei de tudo que a gente viveu, desde o dia em que nos conhecemos. Tudo começou com um chiclete. Eu só tinha um e estava colocando na boca, mas mesmo assim dei pra ele. Hoje temos uma filha e muitas histórias juntos”, lembrou a noiva, que está há 16 anos ao lado do zelador Romário Donald Lisboa, 34. “A parte financeira sempre foi um obstáculo, mas agora não tem mais desculpa. Vamos realizar nosso sonho. Felicidade e gratidão resumem tudo o que estou sentindo", disse Romário.
Esta edição do Casamento Comunitário contará com cerca de 100 casais, que podem levar, juntos, 25 pessoas cada, reunindo mais de 3 mil convidados no evento.
No dia, os noivos chegarão de transporte por aplicativo, desfilarão por uma passarela exclusiva, contarão com cerimonial completo, cabelo e maquiagem, fotos profissionais, decoração especial e brinde com bolo, tudo gratuito.
Para a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, o programa vai muito além da formalização jurídica, ao garantir a muitos um momento que muitas vezes não pode ser alcançado por razões financeiras. “O Casamento Comunitário realiza sonhos e transforma vidas. Ele fortalece laços, dá dignidade às famílias e garante acesso a direitos fundamentais. Vai além da certidão: é um ato de amor, de respeito e de cidadania”, afirma.
A ideia de se inscrever no projeto partiu de Romário DonaldJhonatan Vieira/Sejus
Por questões financeiras, Pedrina Cristina, ainda não havia casado com o noivo Sidney Souza aindaJhonatan Vieira/Sejus
Sidney Souza e Pedrina estão juntos há 22 anosJhonatan Vieira/Sejus
A secretária Marcela Passamani confere os detalhes do vestido que será usado pela noiva Sheila da SilvaJhonatan Vieira/Sejus
*Com informações da Agência Brasília
Correio Braziliense Tuesday, 10 de June de 2025
WELLINGTON VARETA SE ENCANTOU: ÍCONE DA ARUC MORRE AOS 68 ANOS DE IDADE
Morre Wellington Vareta, grande entusiasta do carnaval de Brasília
Importante nome do samba no DF, Vareta vinha lutando contra complicações da diabetes desde 2019
27/02/2014. Crédito: Antonio Cunha/Esp.CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Morre aos 68 anos, Wellington Vareta. - (crédito: Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Wellington Campos, conhecido como “Vareta”, faleceu nesta segunda-feira (9/6), em Brasília, aos 68 anos, em decorrência de complicações da diabetes. Figura emblemática da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc), Vareta se destacou por sua atuação como compositor, mestre de cerimônias e entusiasta do carnaval local.
Natural do Rio de Janeiro, onde foi influenciado pelas tradicionais escolas de samba Unidos de Padre Miguel e Mocidade Independente, ele ajudou a Aruc a conquistar o tricampeonato em Brasília com o samba-enredo Chico Rei, sua História e sua Glória, em 1977.
Em 2019, enfrentou graves complicações da doença, precisando amputar a perna esquerda e passando a usar prótese. Encerrada sua carreira no serviço público (Ministério das Comunicações), Vareta continuou ativo como vice-presidente do Clube Naturista Planalto Central (Planat) e permanece lembrado como defensor do carnaval de rua e das escolas de samba.
Em nota, a Aruc agradeceu “pelas inestimáveis contribuições participativas de Vareta em todas as iniciativas da Aruc, sempre na tentativa de fortalecer o nosso Carnaval e pela valorização do Samba”.
O velório e o sepultamento estão marcados para essa terça-feira (10/6), entre 8h30 e 11h, no cemitério Campo da Esperança.
*Estagiária sob a supervisão de Patrick Selvatti
Correio Braziliense Monday, 09 de June de 2025
UNIDOS PELAS BÊNÇÃOS: O PAPEL DO TAGUAPARQUE PARA OS FIÉIS NO DF
Unidos pelas bençãos: o papel do Taguaparque para os fiéis no DF
Último dia da celebração de Pentecostes leva multidão de fiéis ao Taguaparque; governador comemora o sucesso
Nossa Senhora da Primavera é levada ao altar em meio aos devotos. Governador comemorou sucesso do evento - (crédito: Ed Alves)
O Taguaparque se tornou um grande local de adoração na tarde de ontem. Fiéis de todas as partes do DF e entorno lotaram o local para pedir bênçãos no terceiro e último dia da festa de Pentecostes. O evento era uma enorme missa a céu aberto com a presença de fiéis e autoridades.
Há décadas Pentecostes movimenta Brasília. O evento é a comemoração de um acontecimento marcante da liturgia da Igreja Católica. Comemorado no dia 8 de junho após um percurso de três dias, a data comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus enquanto eles estavam em Jerusalém celebrando a Festa das Semanas.
A projeção da organização da festa é de que 1 milhão de pessoas passaram por dia pelo espaço destinado ao evento no Taguaparque. Entre o público pessoas que chegaram cedo para pegar bons lugares, trouxeram a família e vieram de longe em busca de manifestar a própria gratidão e pedir bençãos. No final do evento, os fiéis levantam velas para, assim como os apóstolos, receberem a graça do Espírito Santo.
"Pentecostes em Brasília já virou tradição, pessoas de outras cidades vêm comemorar aqui", afirma o governador Ibaneis Rocha, que chegou ao evento pouco depois do início da missa principal. O chefe do Buriti comemorou o fato de que as festas religiosas estão movimentando o quadradinho, e mencionou que a festa do Divino Espírito Santo também foi um sucesso em Planaltina. "Este foi um final de semana muito especial", crava.
O governador aproveitou para exaltar o trabalho do padre Moacir Anastácio em comandar e desenvolver a festa ano após ano. "O padre Moacir tem se esforçado muito e tem encontrado o apoio de todos nós para que a festa seja realizada com o maior sucesso. A prova são três dias de comemoração em louvor e um domingo que fecha isso tudo com muita alegria", diz. "Aqui é onde grande parte da população se reúne", exalta.
Devoção
Mesmo com sol forte, uma multidão estava posicionada desde cedo para acompanhar a missa de encerramento de Pentecostes. A celebração estava marcada para as 16h, mas só começou às 16h30, e nada seria capaz de abalar a fé desses brasilienses que trouxeram cadeiras, cangas e comida para uma tarde de louvor. "Enfrentamos um grande trânsito e sol para estar aqui desde cedo", conta Marileide Alves, 49, coordenadora do CRAS de Águas Lindas. "Mas vale muito a pena, estávamos ansiosas para tudo que já vivemos. Aqui nós conseguimos alcançar a graça", complementa.
Marileide trouxe a amiga Eliane Ferreira, 55, funcionária da Secretaria de Obras da Região Administrativa onde moram. As duas vieram de Águas Lindas em busca dessa graça que creem intensamente. "Para mim é um imenso prazer estar aqui recebendo bênçãos maravilhosas", pontua Eliane. Ela esteve distante do evento há anos e voltou a convite da amiga. "Eu senti falta. É sempre muito gratificante estar aqui", complementa.
"A gente sabe que vamos receber bençãos. Tudo aqui é muito gratificante para nós", afirma Maria Luiz de Souza, 67, aposentada. "Nós viemos agradecer a Deus por tudo que temos. Afinal, cada dia ensolarado e bonito é ele que nos proporciona", afirma Francilene Justino da Silva, 50, agente socioeducativa da Secretaria de Justiça, irmã de Maria.
Cada um que estava lá tinha os próprios motivos. O que importava era demonstrar fé, a devoção estava em se dedicar à festa, não necessariamente em estar presente nos três dias. "Já acompanhei muito os três dias, hoje já não consigo mais", conta Francisca Justino de Souza Silva, 78, aposentada. "O que me importa é estar aqui para agradecer a Deus por todas as maravilhas que ele trouxe para as nossas vidas. Quero sempre aumentar minha fé", diz a mãe de Maria e Francilene.
Agradecer às bênçãos foi o foco de Josilene Rodrigues , 40, dona de casa e cuidadora do filho Cauan Rodrigues, um menino de 11 anos paraplégico. "Venho todos anos, não importa o trânsito, o sol ou qualquer outra dificuldade. Estar aqui é um dever com Deus e com meu filho", diz Josilene, sentada na primeira fila em frente ao palco. Ela se recorda que os médicos falavam durante a gravidez que o filho não viveria ou que provavelmente nasceria anencéfalo. "Ele está aqui há 11 anos comigo, saudável", ressalta a mãe do menino alegre que estava gostando de toda a festa.
Correio Braziliense Sunday, 08 de June de 2025
FÉ E TRADIÇÃO: FESTA DO DIVINO EMOCIONA GERAÇÕES EM PLANALTINA E PIRENÓPOLIS
Fé e Tradição: A Festa do Divino Emociona Gerações em Planaltina e Pirenópolis
Festa do Divino reuniu católicos em Planaltina e em Pirenópolis (GO) para celebrações na véspera de Domingo de Pentecostes
Os mascarados são figuras folclóricas do festejo do Divino - (crédito: Álvaro Gaspre)
Nas ruas de Planaltina, a população, uma vez por ano, reúne-se nas calçadas para comemorar, emocionada, a Festa do Divino. Unindo amigos, familiares e vizinhos, a celebração é uma herança religiosa da cidade, mas afetiva, passando de geração em geração. Em seu 143º ano, a Festa do Divino consegue emocionar avós e netos, trazendo para as calçadas, ou até mesmo nas varandas, os olhares de quem já viveu uma vida toda na cidade e de quem está, ainda, a conhecer o mundo.
Ontem, oitavo dia da novena, foi o momento mais esperado de todo o festejo: o encontro das bandeiras para a benção do bispo. Cantando e festejando o Espírito Santo na terra, os fiéis das paróquias reuniram-se enquanto um helicóptero despejava pétalas de rosas e o bispo concedia sua benção. O ritual simboliza a unidade da fé católica e, em Planaltina, também a junção do campo e da cidade, com a cavalaria que desfila nas ruas unindo as folias de rua e roça.
"Acompanho há 25 anos, tanto a folia de rua, feita aqui, quanto a de roça, que acontece nas fazendas. É um momento importantíssimo, o ápice da vida de Cristo e muito simbólico para nós cristãos. Hoje, principalmente, porque é quando as duas folias se unem", contou Márcio da Silva Rubens, de 49 anos. O funcionário público veio com sua esposa, Carina Eiko, 44, que também vem à festa há mais de duas décadas. Juntos, eles acompanharam todos os dias da celebração. "É um momento maravilhoso, com a chegada de Pentecostes, uma das datas mais importantes do catolicismo. A festa é uma tradição que passamos de geração em geração e é sempre um prazer assistir a esse espetáculo, seja no campo ou na cidade", completou o servidor público.
Após o encontro, foi servido um almoço gratuito para toda a cidade, feito por voluntários, com doações dos próprios fiéis colhidas ao longo do ano. Na praça São Sebastião, milhares de pessoas reuniram-se para comer arroz, feijão tropeiro e costela bovina, além de ouvir a apresentação de bandas sertanejas e descansar nas horas de sol em frente à igreja. O momento é de reencontrar amigos, sentar-se junto à família e aproveitar o convívio da comunidade.
"Eu sou daqui. Nasci e cresci em Planaltina. Hoje eu sou casada, moro na Asa Norte, mas todos os anos, na Festa do Divino, eu volto até aqui", contou a professora aposentada Valdimira Rezende, de 54 anos. Acompanhada de seu marido, Vicente Mendes, 63; e de sua irmã, Rosângela Resende, 64, que levou a neta Clarice, de dois anos, para conhecer a tradição. "Para nós isso é muito importante. É uma programação de família, meus filhos vêm, assim como eu sempre vim e meus pais sempre vieram. É um reencontro não só entre nós que nem sempre conseguimos nos reunir, mas também com amigos antigos, da época da escola. Aqui na cidade, todo mundo se conhece", relatou Valdimira.
Hoje, Domingo de Pentecostes, ocorrem, nas paróquias e capelas, quermesses, procissões e missas de encerramento da Festa do Divino Espírito Santo. No final do evento, serão apresentados à comunidade os novos festeiros para o ano de 2026, que são casais responsáveis pela organização da festa do ano seguinte. Algumas paróquias realizam cortejos saindo das casas do festeiros até as igrejas, com bandas musicais, carros de som e trios elétricos. A data, celebrada 50 dias depois do domingo de Páscoa, representa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, sua mãe Maria e outros seguidores.
Pirenópolis
Na Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, a 150 quilômetros de Brasília, ontem foi o dia da Saída dos Mascarados, um dos momentos mais esperados por quem acompanha os dias do evento. As figuras irreverentes e coloridas representam personagens culturais e históricos da tradição que saem em celebração pelas ruas da cidade, interagindo com o público. O Festejo do Divino tem 206 anos de história no município e mistura fé, arte popular e tradição oral, com elementos teatrais e artesanais.
Ontem, os mascarados arrancavam do público os olhares curiosos e alegres de adultos e crianças, encantados com as cores e a beleza das apresentações que tendem a se aprimorar a cada ano. Hoje, na cidade, serão feitas as tão esperadas Cavalhadas, principal evento da Festa do Divino, realizadas no patamar da Igreja do Bonfim. O espetáculo das Cavalhadas combina elementos teatrais, religiosos e folclóricos ao encenar o enfrentamento entre mouros e cristãos. Na tradição pirenopolina, neste dia é sorteado o imperador, personagem principal da celebração. Após o encerramento das Cavalhadas, na terça-feira, a cidade despede-se, oficialmente, da Festa e os rituais voltam apenas no dia 22, dia de Corpus Christi, para a missa e entrega da coroa ao novo imperador.
Adail Cardoso, de 60 anos, morou a vida toda na cidade e participa, há 43 anos, das Cavalhadas. "É a encenação do combate para conversão dos mouros. Dura três dias e nos preparamos desde janeiro", conta Tio Dail, como é conhecido. Atualmente, ele é Rei Cristão, que representa o Rei Alexandre e lidera a batalha. Para o comerciante, a Festa do Divino em Pirenópolis é uma forma de manter vivo o folclore brasileiro não só para quem vive lá, mas para o país como um todo. "A gente carrega essa memória e cultura e atrai a atenção de gente de todo o Brasil e até de outros países, que vem conhecer a tradição daqui", afirma.
Correio Braziliense Saturday, 07 de June de 2025
TRADIÇÃO EM OLHOS D*ÁGUA, FEIRA DO TROCA CHEGA A 100 EDIÇÕES
Tradição em Olhos d'Água, Feira do Troca chega a 100 edições
Centésima edição da tradicional Feira do Troca é celebrada com música e raízes profundas na comunidade local
Tradicional Feira do Troca celebra afeto e memórias em Alexânia (GO) - (crédito: Paulo Henrique Faustino)
A centésima edição da Feira do Troca, um patrimônio cultural do distrito de Olhos d'Água, ocorre neste fim de semana, na Praça Santo Antônio, em Alexânia (GO), a cerca de 100km de Brasília. A feira, marcada por um espírito único de comunidade e troca solidária, atrai visitantes de diversos cantos do país e celebra a tradição da "gambira" — prática de trocar vestuário e objetos por artesanato e produtos locais, consolidando-se como um encontro vibrante entre criatividade e cultura popular.
Durante os três dias de evento, o público pode desfrutar de uma exposição rica e diversificada de artesanato, antiguidades, alimentos e produtos da agricultura familiar, além de uma programação cultural intensa, com apresentações musicais, teatro, danças tradicionais e contação de histórias.
Homenageada
Nesta edição especial, a grande homenageada será Laís Aderne, professora e arte-educadora, idealizadora da feira em 1974. Mineira de Diamantina e docente da Universidade de Brasília (UnB) à época, ela viu em Olhos d'Água um espaço repleto de saberes tradicionais e expressões culturais que mereciam não apenas ser preservados, mas celebrados.
Foi seu olhar sensível e seu trabalho comprometido com a arte-educação que permitiram identificar os mestres e mestras artesãos da comunidade, resgatar técnicas ancestrais e criar um espaço para que a produção artesanal local ganhasse valor e visibilidade. Laís faleceu em 2007, mas seu legado permanece vivo em cada detalhe da feira e na memória afetiva de quem a conheceu.
A irmã da homenageada, Sílvia Aderne, relembra com emoção o impacto que Laís teve na vida da comunidade. “Olhos d’Água foi a paixão da minha irmã, a grande paixão da vida dela. Aqui, ela escolheu realizar tudo o que acreditava sobre o poder transformador da arte e do coletivo. Ela se envolveu profundamente com as pessoas, valorizou os saberes locais e ajudou os artesãos a entenderem o valor do seu próprio trabalho”, relata.
Sílvia conta que a feira nasceu de uma necessidade urgente da população. “Naquela época, havia pouca oferta de trabalho. As pessoas queriam ganhar dinheiro, mas não tinham como. Por outro lado, o que não faltava aqui era talento e arte. Laís foi essa ponte: ela reconheceu a riqueza artística de Olhos d’Água e ajudou a comunidade a reconhecê-la também”, explica.
Inspirada pela prática do escambo, tão comum nas zonas rurais, Laís estruturou a primeira edição da feira como um espaço de trocas reais, não apenas de objetos, mas de histórias, afetos e identidade. “Ela sabia que o escambo já existia por aqui, onde se trocava galinha por porco, milho por feijão. Ela mergulhou nesse universo e orquestrou o primeiro encontro, onde visitantes podiam trocar roupas, sapatos e utensílios domésticos por criações autênticas da comunidade, do artesanato aos produtos rurais”, relembra Sílvia. “Nascia ali um movimento que fortalecia a economia local e, mais do que isso, reafirmava o orgulho de ser daqui.”
A prática do escambo ou “gambira”, como é carinhosamente chamada pelos moradores, é parte viva da rotina da comunidade. Trocas baseadas na necessidade e no respeito mútuo, sem a intermediação do dinheiro, revelam um modo de vida mais humano, solidário e sustentável. Laís, com sua visão sensível, soube unir essa tradição à força do artesanato local, criando uma experiência única que atravessa gerações.
Com forte apelo cultural, a feira também é palco para apresentações de catira, moda de viola, mamulengo, contação de causos e shows de artistas locais. Essa diversidade transforma Olhos d’Água, carinhosamente chamado de “Zoim”, em um ponto de encontro intercultural, modelo de turismo sustentável e gestão comunitária baseada em experiências autênticas.
Legado
Além da programação artística e das trocas, a Associação Comunitária de Olhos d’Água (ACORDE) promove ações de valorização da cultura local. Entre elas, está o Memorial Olhos d’Água, espaço museológico inaugurado em 2017 por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, a Prefeitura de Alexânia (GO) e parceiros como o Museu do Cerrado.
O Memorial guarda preciosidades da história local, desde os primeiros moradores até os dias atuais, com acervos de fotografias, vídeos, objetos e documentos que preservam os saberes e fazeres do distrito. O espaço abriga, ainda, uma sala dedicada especialmente a Laís Aderne, reconhecendo sua contribuição pioneira para a integração entre arte, cultura e meio ambiente.
Correio Braziliense Friday, 06 de June de 2025
ELIMINATÓRIAS DA COPA: BRASIL EMPATA SEM GOLS COM O EQUADOR NA ESTREIA DE CARLO ANCELOTTI
Brasil empata sem gols com o Equador na estreia de Carlo Ancelotti
Após curto período de treinos com o técnico italiano, equipe canarinho não desenvolve bem o jogo e retorna ao Brasil com um ponto na bagagem. Próximo jogo é contra o Paraguai, na terça-feira (10/6), em São Paulo
Qualidade individual de Vinicius Junior não foi suficiente para liderar a Seleção à vitória contra o Equador - (crédito: Rodrigo Buendia/AFP)
A linha do Equador que divide o planeta em dois hemisférios tratou de separar o que era expectativa e realidade da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti. A euforia pela estreia do italiano de 65 anos é compreensível. Porém, o caminho natural de uma equipe emprega o quarto treinador no ciclo era uma partida sem brilho. Nesta quinta-feira (5/6), não teve nada vencer, muito menos convencer. No Estádio Monumental, em Guayaquil, o Brasil empatou por 0 x 0 pela, pela 15ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.
O empate sem gols da Seleção em Guayaquil reforça a regularidade equatoriana em casa. Nestas Eliminatórias, a equipe ostenta a segunda colocação, com 24 pontos, com 18 obtidos diante da torcida. Nem mesmo a líder e atual campeã mundial, Argentina, está invicta nos próprios domínios nesta edição da corrida por vaga à Copa do Mundo.
Carlo Ancelotti quebrou uma sequência positiva de treinadores em estreias com a Seleção Brasileira. Os dois antecessores no ciclo rumo ao Mundial no Canadá, no México e nos Estados Unidos iniciaram trabalhos com vitórias. Dorival levou o país à vitória por 1 x 0 sobre a Inglaterra no amistoso no lendário Wembley. Fernando Diniz ensaiou a trupe à goleada por 5 x 1 sobre a Bolívia na primeira rodada Eliminatórias.
A partida no Equador também é um divisor nas estatísticas da carreira do técnico multicampeão na Europa. Dos 12 trabalhos iniciados, seis começaram com empates, contra cinco vitórias e uma derrota. O único tropeço em debute foi em 1996, quando comandava o Parma no 3 x 1 para o Pescara, pela Copa da Itália.
Carlo Ancelotti terá mais quatro dias para orquestrar a Seleção Brasileira até a exibição contra o Paraguai, na terça-feira (10/6), às 21h45, na Neo Química Arena, em São Paulo.
Embora a rodada das Eliminatórias não tenha sido concluída, o Brasil ocupa a 4ª colocação, com 22 pontos. Há risco de cair uma posição, caso a Colômbia vença o Peru, nesta sexta-feira (6/6), às 17h30, em Barranquilla.
"Era uma partida que queríamos a vitória. Era um jogo difícil, pela diferença de equipe. Eles estão mais consolidados. Pouco a pouco, vamos crescendo. Tivemos um sistema defensivo muito sólido, demos poucas oportunidades a eles. Esse é o caminho", analisou o volante Casemiro à TV Globo.
Instruções eram variadas, com direito a bronca a quem caía e reclamava(foto: Rodrigo Buendia/AFP)
O jogo
O primeiro tempo da Seleção Brasileira seguiu o curso natural de uma equipe com um treinador em duas semanas de trabalho. A principal intervenção de Carlo Ancelotti no time foi a entrada de Estêvão como titular. A joia palmeirense vendida ao Chelsea ocupou o lado direito que seria de Raphinha no esquema 4-3-3 na fase ofensiva. O jovem foi vítima de bolas longas precipitadas. Consequentemente, o ataque não demonstrou tanta capacidade. Richarlison precisou sair da área em alguns momentos para buscar o jogo.
Não houve inversões entre Estêvão e Vinicius Junior. Porém, a melhor chance canarinho nos primeiros 45 minutos foi com o melhor do mundo da Fifa, após sobra na pequena área. O xodó do técnico italiano só não contava que seria atrapalhado pela defesa no momento exato do arremate cara a cara com o goleiro Moisés Ramírez. Ponto negativo no último terço do campo foi a falta de proximidade dos meias com os atacantes para tabelas e triangulações. Bruno Guimarães poderia ter exercido melhor a função de elemento surpresa.
Houve momentos de perigo em Guayaquil. Os cruzamentos deram dor de cabeça para o quarteto defensivo e para o goleiro Alisson. Os equatorianos controlaram bem a bola na segunda metade da etapa e arriscaram de fora aos 37 minutos. Yeboah experimentou e obrigou o guardião das traves do Brasil a se virar em dois tempos.
A conversa de Ancelotti durante o intervalo não surtiu efeito. Houve lampejo de criatividade aos sete minutos, quando Vinicius Junior avançou pela esquerda, limpou a marcação e passou para Richarlison. Entretanto, o novo velho camisa 9 furou a tentativa de finalização e desperdiçou boa oportunidade. Na sequência, o Brasil tentou surpreender com roubadas de bolas e escapadas, mas sem sucesso. Quando desarmes aconteciam, os jogadores quase sempre pareciam isolados.
A partir da segunda metade do segundo, o Equador tomou as rédeas da partida. Colocou a bola no chão, trocou mais passes e finalizou duas frentes. O drama das bolas alçadas na área persistiu até o fim. As entradas de Andrey, Gabriel Martinelli e Matheus cunha nas posições de Gerson, Estêvão e Richarlison não mudaram o que foi a Seleção em campo. A transição da defesa para o ataque estava prejudicada e a cinco minutos dos acréscimos, o Brasil mal passava do meio de campo e abusava das bolas longas.
Ficha técnica
Equador 0 x 0 Brasil Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 (15ª rodada)
Local: Monumental de Guayaquil, Equador Público e renda: não informado Arbitragem: Piero Maza (Chile)
Equador — Moisés Ramírez; Ordóñez, Pacho, Hincapié e Estupiñán; Vite, Alan Franco, Moisés Caicedo e Yeboah (Kevin Rodríguez); Minda (Preciado) e Angulo (Yaimar Medina). Técnico: Sebastián Beccacece
Brasil — Alisson; Vanderson, Marquinhos, Alex Ribeiro e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães (Andreas Pereira) e Gerson (Andrey); Estêvão (Gabriel Martinelli), Richarlison (Matheus Cunha) e Vinicius Junior. Técnico: Carlo Ancelotti
Correio Braziliense Thursday, 05 de June de 2025
BRAZLÂNDIA FAZ 92 ANOS MARCADA POR BELEZAS NATURAIS E PRODUÇÃO AGRÍCOLA
Brazlândia faz 92 anos marcada por belezas naturais e produção agrícola
Criada em 5 de junho de 1933, antes da construção de Brasília, quando famílias de produtores rurais começaram a povoar a região, a cidade é marcada por suas belezas naturais e pela produção agrícola, especialmente de morango
Francisco José, sua esposa, Prakceda Jakubowski, e a filha Rosany Cristina, no Rancho Paraná - (crédito: Fotos: Minervino Júnior/CB/DA.Press)
Casa do segundo maior templo católico do Brasil — o Santuário do Menino Jesus —, Brazlândia completa nesta quinta-feira (5/6) mais um ano de história. Fundada em 1933, a cidade, que abriga cerca de 54 mil habitantes na área urbana e 30 mil na área rural, é símbolo de refúgio na natureza, religiosidade marcante e tradições culturais que atravessam gerações.
João Fukushi é um dos pioneiros na produção de morango(foto: Minervino Júnior/CB)
Com uma área total de 474,83 km², Brazlândia é conhecida por sua beleza natural e variedade de atrações. O Lago Veredinha é um dos principais cartões-postais, onde moradores e turistas se reúnem nos quiosques à beira d'água para apreciar o pôr do sol.
Outro destaque é a Chapada Imperial, uma reserva ecológica preservada desde 1985, referência em desenvolvimento sustentável em propriedade particular. Lá, os visitantes podem percorrer trilhas no Cerrado e conhecer mais de 30 cachoeiras. O Poço Azul também atrai multidões aos fins de semana, famílias e amigos se reúnem para piqueniques, churrascos e banhos refrescantes.
Brazlândia também é conhecida pelo turismo rural e é repleta de sítios que proporcionam experiências de imersão na natureza. O Sítio Pinheiro, por exemplo, é ideal para grupos e famílias. O Sítio Alegria oferece passeios tranquilos e saudáveis. O Sítio Titara é rodeado pela belíssima paisagem do Cerrado.
Cinturão verde
A agricultura de Brazlândia ocupa mais de 3 mil hectares, consolidando-a como um dos cinturões verdes do Distrito Federal. A família do Rancho Paraná é pioneira na produção de flores tropicais na região, que contribui para a diversidade agrícola da cidade.
Restaurante no Rancho Paraná é um espaço de encontro(foto: Minervino Júnior/CB)
Francisco José de Carvalho Sobrinho, de 88 anos, e Prakceda Jakubowski de Carvalho, 81, contam que sua trajetória começou no Paraná, onde trabalhavam com propriedade rural. O casal se conheceu na região e veio criar a família em Brazlândia. A mudança, em 1967, foi motivada pela promessa do desenvolvimento agrícola na área.
A vida no campo seguiu em Brazlândia, com a produção inicial de hortaliças, passando pela pecuária leiteira, até chegar ao cultivo de flores tropicais. "Nós conseguimos sementes das flores no Nordeste, principalmente em Pernambuco e Maceió, um pouco também de Porto Rico e da Costa Rica", relembra Prakceda, com orgulho da diversidade cultivada.
Na Chácara Fukushi, o clima da "roça" cativa os visitantes(foto: Minervino Júnior/CB)
A paixão pela terra e o desejo de compartilhar a história da família levaram à criação do Rancho Paraná. A ideia surgiu de forma espontânea, quando começaram a receber interessados na produção de flores. Ao longo do tempo, perceberam que as visitas poderiam virar um negócio.
Atualmente, o rancho possui mais de 100 variedades de flores e 70 tipos de folhagens, produzidas em sistema de agrofloresta. Além disso, o local conta com um restaurante, que começou timidamente, mas está há quase três décadas em funcionamento, sendo mais um espaço de encontro.
Capital do morango
Brazlândia é o maior polo produtor de morango do Centro-Oeste, com cerca de 200 produtores. A tradicional Festa do Morango, realizada entre agosto e setembro, transforma a cidade em um centro de lazer, cultura e gastronomia. A Morangolândia, praça de alimentação do evento, reúne barracas com a hortaliça in natura e uma infinidade de produtos derivados, além de shows, dança e artesanato.
Restaurante no Rancho Paraná é um espaço de encontro(foto: Minervino Júnior/CB)
João Fukushi, 74, é um dos pioneiros na produção de morango em Brazlândia. Natural de São Paulo, sempre teve contato com a agricultura, especialmente com o cultivo de frutas, tradição iniciada por seu pai. Encantado com o clima e com a região, ele decidiu investir. "Gostei mesmo da cidade. Comprei a primeira propriedade em junho de 1975 e, em 1976, já vim plantar morango. Deu certo e nunca mais parei", recorda. Desde então, estabeleceu raízes em Brazlândia: casou-se, criou quatro filhas, todas nascidas na cidade, e consolidou sua vida como agricultor.
Hoje, sua plantação conta com cerca de 30 mil pés de morango, com uma produtividade de aproximadamente 500 gramas por pé, a cada colheita. O pioneiro destaca que nunca teve dúvidas quanto a permanecer em Brazlândia. "Nunca pensei em sair, sou muito grato por tudo o que a cidade me proporcionou. Eu escolhi Brazlândia para encerrar minha vida", afirma.
Um lugar de fé
A fé também é um pilar fundamental da identidade de Brazlândia. O Santuário do Menino Jesus, segundo maior templo católico do Brasil, é uma imponente construção com seis pavimentos, três torres e uma cúpula de 33 metros. Com capacidade para 15 mil pessoas, reúne milhares de fiéis em procissão e celebração religiosa.
Chapada Imperial tem mais de 30 cachoeiras na região(foto: Ed Alves/CB/DA.Press)
Valdemar Pereira de Souza vive em Brazlândia há 50 anos e frequenta o santuário há 25. Sua ligação com a cidade começou na infância, quando sua família deixou a Bahia para ajudar na construção de Brasília. "Viemos para cá em 1970. Gostamos tanto, que não saímos mais", conta ele, hoje policial civil aposentado, pai de quatro filhos.
A proximidade com o Santuário do Menino Jesus é um dos pilares de sua vida, que acompanhou toda a construção do templo, iniciada no ano 2000. "Para mim, é um local de cultivo da nossa espiritualidade e de viver a fraternidade com os irmãos da comunidade", avalia.
Para ele, uma das características mais marcantes da cidade é a tranquilidade. "O que é uma desvantagem, a distância para Brasília, torna-se uma vantagem, que é a tranquilidade e a paz. A característica de cidade do interior e sua religiosidade sempre me cativaram", opina.
Correio Braziliense Wednesday, 04 de June de 2025
GRIPE AVIÁRIA: ZOO DE BRASÍLIA FICARÁ FECHADO ATÉ 12 DE JUNHO
Após confirmação de gripe aviária, Zoo ficará fechado até 12 de junho
Análises laboratoriais identificaram a presença do vírus em amostras coletadas de uma ave na unidade
Gripe aviária: Zoo fecha acessos e dedetiza carros autorizados - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
O Zoológico de Brasília ficará temporariamente fechado até 12 de junho, segundo informou a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). A decisão ocorre após análises laboratoriais identificarem a presença do vírus em amostras coletadas de um irerê — espécie de marreco — na unidade. O irerê e um pombo foram encontrados mortos no Zoo no domingo (25/5).
Na quarta-feira (28/5), um pombo também foi localizado morto nas dependências do parque. O Zoológico informou que as duas aves silvestres não faziam parte da coleção do zoo. No mesmo dia, o local foi fechado temporariamente para visitação e amostras dos animais foram coletadas para exame.
Nesta noite, a Seagri confirmou a detecção de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no irerê. “Com a confirmação do foco, conforme tratativas junto a Coordenação do Programa Nacional de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, será mantida a interdição do Zoológico até o dia 12 de junho, caso não ocorram novos casos no local. A vigilância será contínua a fim de monitorar a saúde das aves. A Seagri reforça que o consumo de carne de aves e ovos inspecionados é seguro, já que a doença não é transmitida por esse meio. A população pode se manter tranquila, não havendo qualquer restrição quanto à alimentação”, informou a pasta.
A pasta ressaltou que a manipulação de aves mortas deve ser evitada e todas as suspeitas que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura, pelo e-mail falecomadefesa@seagri.df.gov.br ou pelo telefone (Whatsapp) 61-99154-1539.
Riscos
De acordo com a última atualização do Painel de Investigação da Síndrome Nervosa das Aves, realizado pelo Serviço Veterinário oficial do Mapa, há sete casos em investigação no Brasil e dois focos confirmados, um em Minas Gerais e outro no Rio Grande do Sul.
A variante que está circulando no mundo nos últimos anos é a H5N1, causadora da influenza aviária altamente patogênica (IAAP), e tem uma taxa de letalidade elevada em humanos, em casos de contaminação direta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 50% das pessoas que pegam a doença morrem. Desde 2003, foram reportados cerca de mil casos humanos em 24 países, associados ao contato com aves silvestres ou domésticas infectadas.
Correio Braziliense Tuesday, 03 de June de 2025
BRASÍLIA RECEBE BRASIL ORIGEM WEEK E CHOCOLAT FESTIVAL ESTA SEMANA
Brasília recebe Brasil Origem Week e Chocolat Festival esta semana
Eventos contam com degustação de chocolates, feira de alimentos e moda, show de Danilo Caymmi, palestras sobre o mercado, entre outras atrações
A entrada no evento é gratuita mediante a doação de 1 quilo de alimento - (crédito: freepik )
De 5 a 8 de junho, serão realizados, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o Brasil Origem Week e o Chocolat Festival. O evento, com entrada gratuita mediante a doação de 1 quilo de alimento, contará com uma feira de expositores de marcas de alimentos, bebidas, biojoias, moda autoral, turismo e cultura de diversas regiões do país.
“Nosso objetivo é criar uma vitrine qualificada para o que o Brasil tem de mais autêntico e potente. Ao promover experiências com sabor, arte, inovação e conhecimento, damos protagonismo à origem e geramos novas oportunidades de negócios e identidade cultural”, conta Marco Lessa, idealizador do Chocolat Festival e do Brasil Origem Week.
O público poderá acompanhar o processo de transformação de cacau em chocolate, por meio da Fantástica Minifábrica de Chocolate, e conferir os aromas, as texturas e os sons do universo cacaueiro, além de criações ao vivo de esculturas e bombons artísticos.
O evento terá apresentações culturais, musicais e de dança ao longo dos quatro dias. No sábado (7/6), sobe ao palco Danilo Caymmi, com o show Viva Caymmi, em homenagem à obra do pai dele, Dorival.
A feira é uma oportunidade de negócios para os expositores, ao reunir produtores, marcas e compradores institucionais em encontros estratégicos que visam gerar conexões comerciais qualificadas e abrir novas oportunidades de mercado. Participam especialistas em temas como chocolate, café, cervejas artesanais, queijos, vinhos, empreendedorismo feminino, turismo, sustentabilidade, inovação e comportamento.
Outro destaque da edição é o Show Cooking, uma série de apresentações de chefs ao vivo, com pratos autorais e técnicas gastronômicas que valorizam ingredientes brasileiros. Entre os nomes confirmados estão Mariana Corbetta, Lionel Ortega, Cecília Araújo, Lany Fernandes e Bárbara Frazão, vencedora do MasterChef Profissionais, que apresentarão criações inspiradas em ingredientes típicos como pequi, baru, umbu, cachaça, cacau e jatobá.
Programação completa
5/6 (Quinta-feira) 20:00 – Show Cooking – Chef Lionel Ortega: Pêra pochê caramelizada, mousse de abóbora com baunilha 21:00 – Show Cooking – Chef Cecília Araújo: Ganache de chocolate com maracujá do cerrado, nougatine de baru e cumaru
6/6 (Sexta-feira) 15:00 – Palestras (Chocolate) – Clemens Chocolate, La Barr, Leo Cacau 16:00 – Show Cooking – Chef Bruna Luiza: Cerrado Trilogia: Trufa de Baru, Ganache de Baunilha e Gel de Umbu 16:00 – Palestra (Café) – Café Minelis 17:00 – Palestra (Cerveja) – Patrícia Mercês 17:30 – Show Cooking – Chef Mariana Corbetta: Bombons brilhantes com recheio de cachaça e lima 18:00 – Palestra (Queijo) – Rosanna Tarsitano Queijos 19:00 – Show Cooking – Chef Juliana Vaz: Cerrado Sedução – Praliné Crocante de Castanha de Pequi e Ganache de Fava de Baunilha 19:00 – Palestra (Vinho) – Vinícola Marquesim 20:30 – Show Cooking – Chef Lany Fernandes: A Arte de Conectar Sabores, Tecnologia e Paixão
7/6 (Sábado) 15:00 – Palestras (Empreendedorismo Feminino) – Danubia Helmich, Justine Arena, Amanda Morais 16:00 – Show Cooking – Chef Henrique Marques (Faculdade UDF): Chilli Chocolate – a junção de dois ícones mexicanos 16:00 – Palestras (Sustentabilidade e ESG) – Ludmila, IBAMA 17:00 – Palestra (Inovação e Tecnologia) – Walter Magalhães 17:30 – Show Cooking – Chef Mariana Corbetta: Alfajor Dubai 18:00 – Palestras (Turismo) – Cristiano Araujo, Karine Camara 19:00 – Show Cooking – Chef Barbara Frazão: Moela caipira, chocolate e afeto 19:00 – Palestras (Culinária e Comportamento) – Thaillen Ludmila dos Anjos, Rafaela Dias, Pedro Henrique, Bernardo 20:30 – Show Cooking – Victor Quaranta (Bartender): Técnicas de Mixologia aplicadas ao cacau – Brandy Alexander Clarificado
8/6 (Domingo) 15:00 – Show Cooking – Chef Júlia Almeida: Croqueta de pato com Cacau 100% e geleia de buriti 16:30 – Show Cooking – Chef Douglas Marchione: Tendência de Casamento – Bolo decorado com pasta americana em papel de arroz 18:00 – Show Cooking – Chef André Cabral: Sabores originais do Brasil Origem Week 19:30 – Show Cooking – Chef Marco Silva: Demi-glace de cacau com jatobá
Festival Origem e Chocolat Festival
Data: 5 a 8 de junho de 2025 Local Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Brasília – DF Entrada: Gratuita, mediante doação de um quilo de alimento não perecível Instagram: @brasilorigemweek | @chocolat_festival Site: brasilorigemweek.com/brasilia
Correio Braziliense Monday, 02 de June de 2025
GREVE DOS PROFESSORES DO DF TEM INÍCIO NESTA SEGUNDA-FEIRA
Greve dos professores do DF tem início nesta segunda-feira
Alunos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco relataram preocupação com a paralisado
Greve dos professores - Elefantes Branco - (crédito: Ed.Alves CB/DAPress)
Iniciou nesta segunda-feira (2/6) a greve dos professores da rede pública do Distrito Federal. A greve foi declarada na última terça-feira (27/5), durante assembleia da categoria. No Centro de Ensino Médio Elegante Branco, na Asa Sul, poucos alunos chegaram para assistir aula.
João Victor, de 16 anos, está enfrentando sua primeira greve no Ensino Médio. Ele contou que a maioria dos professores aderiu ao movimento, embora alguns tenham avisado previamente que manteriam as aulas. Apesar disso, João acredita que a greve deve durar pouco tempo, talvez até 15 dias, e mantém a esperança de que os professores logo retornem. Morador do Gama, ele relatou que precisa acordar às 4h30 da manhã para chegar à escola, após uma longa viagem de ônibus.
Greve dos professores - Elefantes BrancoEd.Alves CB/DAPress
Para ele, a paralisação é prejudicial, pois compromete o calendário letivo e pode gerar a necessidade de reposições aos sábados. Segundo João, embora já houvesse rumores sobre a possibilidade de greve desde agosto, muitos alunos foram pegos de surpresa com a adesão após uma paralisação recente organizada pelo sindicato. “A gente não tem poder para fazer com que os professores voltem. Só nos resta esperar pelos próximos capítulos”, lamentou.
Os pais também expressam preocupação com os impactos da paralisação. André Luiz de Paiva, de 51 anos, conta que embora o movimento prejudique os alunos, especialmente no momento decisivo de preparação para o Enem e vestibulares, é fundamental valorizar a categoria docente. “Infelizmente, o governo não prioriza a educação e não está cumprindo nem o que foi determinado pela Justiça”, criticou.
André relatou que o filho, André Guimarães Paiva, de 17 anos, já enfrentou uma greve no primeiro ano e, agora, novamente precisa lidar com a interrupção das aulas. Apesar da adesão de muitos professores à paralisação, o adolescente contou que três docentes informaram que manterão as aulas, motivo pelo qual o estudante compareceu à escola.
Os profissionais entraram em greve em nome da campanha salarial e reivindicação de 19,8% de reajuste, além da reestruturação do plano de carreira, com diminuição do tempo para chegar ao topo da tabela salarial. Além disso, os professores reivindicam ainda o dobro do percentual de titulação atualmente aplicado para professores com especialização, mestrado e doutorado. Hoje, os percentuais são, respectivamente, de 5%, 10% e 15% sobre o vencimento básico. A reivindicação é que os percentuais sejam atualizados para 10%, 20% e 30%.
Correio Braziliense Sunday, 01 de June de 2025
O PLANALTO CENTRAL NA REGÊNCIA DA REPÚBLICA
O Planalto Central na Regência da República
Em comemoração aos 65 anos de Brasília, do Correio Braziliense e do Instituto Histórico e Geográfico do DF, pesquisadores destacam os primórdios da ideia de se construir a nova capital do país
Por Jorge Henrique Cartaxo — jornalista e diretor de Relações Institucionais do IHG-DF; e Lenora Barbo
- arquiteta e diretora do Centro de Documentação do IHG-DF
Especial para o Correio
"Morra o traidor!". Assim reagiu a aglomeração de, aproximadamente, quatro mil pessoas reunidas no Campo de Santana, na tarde do dia 5 de abril de 1831, ao saber da nomeação, por Dom Pedro I, de um novo gabinete impopular e distante da expectativa dos brasileiros. Dom Pedro não respeitava a Constituição e fragilizava a independência do Brasil!
Pressionado e sentindo a crescente perda de autoridade, Dom Pedro faz uma viagem a Minas, em janeiro de 1831. No caminho e em Ouro Preto, ele viu a indiferença da população. No seu regresso, em 11 de março de 1831, os portugueses acenderam suas luminárias para saudar o imperador e tentaram pressionar os brasileiros para fazerem o mesmo. O resultado foi a violência generalizada na cidade que ficou conhecida como "a noite das garrafadas".
As tensões se seguiram até a manifestação no Campo de Santana, em 5 de abril, com a presença de parlamentares, militares, dentre eles o general Lima e Silva, numa mobilização contra o imperador. Num último gesto, Dom Pedro enviou uma declaração aos manifestantes. Antes de ser concluída a sua leitura, a mesma foi arrancada das mãos do juiz de paz, rasgada e jogada ao chão. Diante da tensão crescente, o general Lima e Silva vai a São Cristóvão — em nome dos líderes do movimento — e negocia com Dom Pedro a abdicação, a manutenção da monarquia e a segurança dos filhos do imperador. Concluía-se, de fato, a independência! O Rio de Janeiro, capital da colônia, do Reino Unido e do Primeiro Império — contestada desde 1808 — era insalubre e geopoliticamente imprópria. Ao ser expulso do Brasil, Pedro I anulava sua última referência: o símbolo da nação!
Já no Brasil, depois do longo exilio na França, Bonifácio é nomeado tutor do menino Pedro II. Suplente de deputado, liderava uma articulada bancada na Assembleia. Bonifácio resgatou suas teses clássicas: abolição, integração indígena, escolas, universidades e a interiorização da capital. Não por acaso, no dia 14 de maio de 1831, pouco mais de um mês após a abdicação, o deputado João Candido de Deos, da província do Pará, apresentou o primeiro projeto no Parlamento propondo a mudança da capital do Rio de Janeiro. As iniciativas anteriores haviam sido nas cortes de Lisboa, em 1821, e na Constituinte de 1823, que seria dissolvida por Dom Pedro I. Na proposta de João de Deos, por decisão da Assembleia o governo formaria uma comissão para indicar, no interior do império, no seu ponto central, o sítio onde se edificaria a nova capital.
Em 1833, no mesmo ano em que José Bonifácio seria novamente preso e posto em prisão domiciliar na Ilha de Paquetá, o deputado Ernesto Ferreira França, da província de Pernambuco, apresentou à mesa da Câmara dos Deputados requerimento solicitando que se imprima o memorial-proposta, entregue em 1823 pelo deputado José Bonifácio de Andrada à Assembleia Constituinte e Legislativa do Império, que tratava da mudança da capital do Brasil para o interior: "Parece muito útil, até necessário, que se edifique uma nova capital do império no interior do Brasil".
Em 1850, Adolfo Varnhagen — diplomata, humanista e militar, assim como José Bonifácio — em seu Memorial Orgânico — considerando uma certa tranquilidade política no país após a abdicação de Dom Pedro I — , sugere: "Mas se, abandonando a ideia de achar já feita e acabada a cidade que tanto nos convém, nós resolvermos fundar uma, segundo as condições que se requerem a toda a capital de um país civilizado hoje em dia... E como não temos de cor toda a configuração do Brasil, olhemos para o mapa, que ele mesmo indica uma situação como não temos segunda, nem a terá nenhum outro país. É a em que se encontram as cabeceiras dos afluentes Tocantins e Paraná, dos dois grandes rios que abraçam o Império; é, o Amazonas e o Prata, com as do S. Francisco, que depois de o atravessar pelo meio desemboca a meia distância da cidade da Bahia e de Pernambuco. É nessa paragem bastante central e elevada, donde partem tantas veias e artérias que vão circular por todo o corpo do Estado, que imaginamos estar o seu verdadeiro coração; é aí que julgamos deve fixar-se a sede do governo do Império".
O tema mudancista, desde então, acompanharia as ações e reflexões políticas do Visconde de Porto Seguro, Adolfo Varnhagen, até a sua morte em 1878. A mudança da capital, antes da Proclamação da República, mereceu mais duas referências no Parlamento. Em 1852, o senador Holanda Cavalcanti apresentou projeto de lei que mandava mudar a capital para uma região no interior do País. A proposta do senador Cavalcanti, inspirada nos textos de Varnhagen, foi discutida na sessão do dia primeiro de junho de 1853.
O senador Jobim, por sua vez, em setembro de 1853, ao solicitar providências sanitárias para o Rio de Janeiro, observou: "Além disto, Sr. Presidente, como já tive ocasião de dizer, é sempre insalubre uma cidade como está situada sobre um terreno que quase todo foi antigamente um pântano.... Porque razão a capital do império há de estar colocada nesta localidade? Até a politica aconselhava que fosse situada em serra acima, à margem de rios, onde houvesse abundância de água para não estarmos a gastar 19.000:000$, como se pretende fazer para abastecer a cidade do Rio de Janeiro. Este lugar é próprio para um depósito comercial, e não para ser a capital do império que devia estar em lugar interno, onde houvesse mais segurança; porque um encouraçado inglês, que queira esbandalhar esta cidade, entra na barra com a maior facilidade, queima, destrói e arrasa tudo. Não há coisa mais fácil. Basta que se apodere da Ilha das Cobras, como fez, em 1711, Duguay Trouyo, quando atacou e tomou o Rio de Janeiro".
Proclamada a República, em 15 de novembro de 1889, o tema da mudança da capital se faz presente no primeiro ato. A cena se deu no mesmo Campo de Santana onde lideranças politicas, militares reunidos, em 1831, determinaram a abdicação de Dom Pedro I. Já no primeiro decreto Republicano, com 11 artigos, assinado pelo governo provisório presidido por Deodoro da Fonseca (integravam também Benjamim Constant, Eduardo Wandenkok, Aristides Lobo, Rui Barbosa, Campo Sales, Quintino Bocaiúva e Demétrio Ribeiro) na tarde de 15 de novembro, lia-se: Artigo 1. Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo da nação brasileira — a República Federativa... Artigo 10. O território do Município Neutro fica provisoriamente sob a administração imediata do governo provisório da República e da cidade do Rio de Janeiro constituída, também provisoriamente, sede do poder federal.
A Constituição Provisória da República, estabelecida pelo Decreto número 914-A, de 23 de outubro de 1890, reitera, no seu Artigo 2, a proposta para a construção de uma nova capital: "Cada uma das antigas províncias formará um Estado e o antigo Município Neutro construirá o Distrito Federal, continuando a ser a capital da União, enquanto outra não deliberar o Congresso. Se o Congresso resolver a mudança da capital, escolhido para este fim o território mediante o consenso do Estado ou os estados de que tiver de desmembrar-se, passará o atual Distrito Federal de per si a constituir um estado".
No mesmo tom, o anteprojeto de Constituição elaborado pela Comissão de Juristas, nomeada pelo governo provisório da República, estabeleceu no seu Artigo 2: "As antigas províncias são consideradas Estados; e o Distrito Federal, outrora Munício Neutro, continuará a ser capital da União, até que o Congresso resolva sobre a sua transferência. Parágrafo único — Escolhido para esse fim o território, com o assentimento do Estado ou Estados de que houver de ser desmembrado, o referido Distrito será anexado ao Estado do Rio de Janeiro, conforme determinar o Congresso."
Em 1891, a primeira Constituição da República, no seu Artigo 3, assim determina: "Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal. Parágrafo único — Efetivada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal passará a constituir um Estado".
Correio Braziliense Saturday, 31 de May de 2025
DIA SEM TABACO: MESMO COM VENDA PROIBIDA, VAPES CAUSAM TRAGÉDIAS
Dia sem tabaco: mesmo com venda proibida, "vapes" causam tragédias
A morte de uma adolescente de 15 anos por complicações pulmonares decorrentes do uso de cigarro eletrônico, no DF, mostra os perigos que esse produto pode provocar. No Dia Mundial sem Tabaco, especialistas alertam para os riscos
cigarro eletronico vape - (crédito: caio gomez)
Por trás da fumaça suave e de sabores adocicados, o cigarro eletrônico esconde uma ameaça crescente: um risco real, silencioso e cada vez mais presente na vida de adolescentes e jovens. No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste sábado (31/5), o alerta se intensifica. Apesar de ter a venda proibida desde 2009, os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) têm se tornado uma perigosa porta de entrada para problemas respiratórios graves, vício precoce e, em alguns casos, desfechos trágicos. Infelizmente, a comercialização desse produto continua sendo feita.
No Distrito Federal, o cerco tem se fechado contra o comércio desse item. Em 2025, até o momento, a Secretaria de Saúde já autuou 40 estabelecimentos, sendo 30 com interdição total ou parcial. Foram emitidos seis termos de apreensão de cigarros eletrônicos, resultando na coleta de 66 dispositivos e insumos, além de 10 termos relativos a narguilés, com 238 aparelhos apreendidos.
Os números de 2024, no entanto, mostram que a repressão ao comércio irregular desses produtos ainda enfrenta um cenário desafiador: 224 estabelecimentos foram fiscalizados, 59 autuados — 34 deles por permitirem o consumo de produtos fumígenos em ambientes coletivos fechados —, 17 foram interditados, e houve a apreensão de 625 cigarros eletrônicos, 221 narguilés e 791 litros de bebidas clandestinas.
Apesar da repressão em bares, tabacarias, distribuidoras e eventos, os cigarros eletrônicos continuam sendo vendidos como se fossem produtos comuns. Na Rodoviária do Plano Piloto, é fácil encontrar uma grande variedade de vapes por preços que vão de R$ 50 a R$ 100, dependendo da quantidade de puxadas. No ambiente on-line, a situação é ainda mais complexa: há uma oferta quase ilimitada de dispositivos, com sabores variados — como uva, maçã-verde, Halls preto e até canabidiol — e modelos que chegam a 40 mil puxadas, com preços que podem alcançar até R$ 671.
Essa facilidade de acesso se reflete nas ruas. O perfil de consumidor varia e os vapes são usados de modo casual em diversos ambientes. Muitos usuários procuram o item como uma alternativa ao cigarro convencional, como é o caso de João Alberto (nome fictício para preservar a identidade), 24, que usa o cigarro eletrônico há dois anos. A dependência, porém, persiste: "A ansiedade é o mais difícil. Tento parar, mas é complicado". Ele conta que o uso se tornou um hábito social, comum entre os colegas de escritório. "Estávamos até comentando sobre o caso da menina de 15 anos que morreu, foi aterrorizante", disse.
Com três anos de uso de vape, a aposentada Silvana Oliveira (nome fictício), 60 anos, compartilha experiência semelhante. Ela conta que havia deixado o cigarro tradicional, mas recorreu ao vape para "não ficar sem nada". Mesmo ciente dos perigos associados aos dispositivos eletrônicos, usa todos os dias. "Estou tentando parar com esse negócio, viu?", desabafa. Silvana costuma consumir aparelhos com até 20 mil tragadas, atraída principalmente pela praticidade. "Quando bate aquela vontade, não tem jeito", conta, enquanto se despede para correr e pegar o ônibus — vaporizador em mãos.
Tragédia
Nesta semana, a morte de uma adolescente de 15 anos acendeu o alerta sobre esse panorama trágico. A jovem ficou internada em estado grave, por conta de complicações, decorrentes do uso de cigarro eletrônico, hábito recorrente, mas que escondia dos pais.
Com tosse persistente há cerca de quatro meses, ela passou por hospitais públicos, e, quando deu entrada na internação, estava com um dos pulmões completamente comprometido. O corpo da adolescente foi velado na tarde de ontem, no cemitério de Águas Lindas. "Estamos em luto eterno", desabafou o pai à equipe de reportagem do Correio.
Casos como o da jovem refletem um assombroso quadro. Dados do Ministério da Saúde mostram um aumento de 25% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024 — um crescimento puxado, em parte, pela popularização dos dispositivos eletrônicos para fumar. Entre jovens de 18 a 24 anos, a última pesquisa Vigitel apontou que 6,1% já fazem uso regular desses produtos.
Danos graves
Entre os especialistas, o alerta é unânime: os danos causados pelos cigarros eletrônicos podem ser mais agressivos e rápidos do que os do cigarro convencional. A pneumologista Alessandra Camargo, que acompanhou o caso da adolescente de 15 anos, é uma das que alerta para isso. "Às vezes, a pessoa começa com uma tosse sem motivo aparente, que vai se arrastando até abrir um quadro de pneumonia, a qual, na verdade, é uma lesão inflamatória causada pelo vape".
Ela destaca ainda um dos principais riscos: a pneumonia lipoídica, condição grave e de difícil tratamento. "Ela é causada pela inalação de gorduras presentes no vape, como a vitamina E e extratos de cannabis. O corpo precisa reabsorver o que é estranho, num processo inflamatório lento", adverte.
O pneumologista Rafael Rodrigues de Miranda, professor do Grupo MedCof e médico pela USP-SP, chama atenção para os sinais que pais e responsáveis devem observar para identificar possíveis danos causados pelos chamados vapes, como "tosse persistente, chiado no peito, falta de ar mesmo com esforços leves, dor no peito e cansaço incomum".
Ele também alerta para a presença de substâncias altamente tóxicas nos líquidos utilizados pelos dispositivos eletrônicos: "Além da nicotina em alta concentração, há aldeídos como formaldeído, metais pesados e compostos orgânicos voláteis. Um dos principais vilões associados à Evali (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico, tradução do inglês) é o acetato de vitamina E, comum em produtos clandestinos."
Investigação
Apesar da proibição da comercialização de cigarros eletrônicos no Brasil, os dispositivos continuam a circular livremente no Distrito Federal, impulsionados pelo contrabando e por uma fiscalização ainda insuficiente. Segundo o delegado Rodrigo Carbone, diretor-adjunto da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e Fraudes (Corf), os vapes chegam principalmente do Paraguai e entram no país pela ampla fronteira. A distribuição no DF se dá, tanto em lojas físicas, quanto por meio do comércio on-line, que tem mais dificuldade de controle.
"O vape assumiu um protagonismo entre os jovens por gerar a falsa sensação de que, por ser aromático e saborizado, não é nocivo para a saúde, o que não é verdade. A demanda aumentou muito nos últimos cinco anos", alerta Carbone. O delegado destaca ainda que a gravidade do crime pode ser comparada — e até superar — a do tráfico de drogas, dependendo da configuração do caso. "O autor pode ser enquadrado em crime contra a saúde pública, com penas que variam de 10 a 15 anos de prisão, além da pena adicional por contrabando", explica.
Fiscalização e prevenção
Embora a proibição esteja em vigor desde 2009, a fiscalização esbarra em lacunas operacionais e legais. A Instrução Normativa nº 30/2022 da Secretaria de Saúde do DF, por exemplo, estabelece critérios para o funcionamento de tabacarias e uso de produtos fumígenos, mas não é suficiente para coibir o comércio ilegal crescente. Questionada sobre a atuação direta em operações, a Polícia Civil (PCDF) destacou que a repressão ao uso e tráfico de substâncias é coordenada por setores especializados como a Coordenação de Repressão às Drogas (Cord).
Além da repressão, iniciativas preventivas também fazem parte do esforço de enfrentamento. A Polícia Militar (PMDF), por exemplo, desenvolve ações como o Proerd, programa educativo voltado à prevenção do uso de drogas e da violência nas escolas. A Polícia Civil conta com o projeto Cabeça Feita, que promove palestras e visitas guiadas ao Museu de Drogas e de Armas, além de atividades com a unidade móvel do Museu Itinerante. As ações buscam conscientizar alunos e suas famílias sobre os riscos do consumo precoce e abusivo de substâncias, como os cigarros eletrônicos.
Para além de coibir a venda, as ações têm se visado conscientizar a população. O Brasil tem um plano para reduzir em 40% o número de fumantes nos próximos anos, uma das metas previstas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis 2022-2030.
No Distrito Federal, o índice atual está abaixo da média nacional. Dados de 2023 revelam que 8,4% dos adultos da capital federal fumam, com maior prevalência entre os homens (10,7%) do que entre as mulheres (6,4%). Ainda assim, o desafio de combater o tabagismo permanece, especialmente diante do crescimento do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, como os cigarros eletrônicos.
Para quem deseja abandonar o vício, a Secretaria de Saúde do DF oferece atendimento em mais de 80 unidades públicas. O Programa de Controle do Tabagismo segue diretrizes do Ministério da Saúde e inclui ações educativas, acompanhamento com equipes multiprofissionais e formação de grupos terapêuticos. O objetivo é acolher, orientar e tratar cada paciente de forma individualizada, respeitando suas necessidades e dificuldades no processo de cessação do tabagismo.
Colaborou Letícia Mouhamad
*Nomes fictícios usados para preservar os entrevistados
Correio Braziliense Friday, 30 de May de 2025
CAFÉ DA MANHÃ QUE DESINFLAMA:OPÇÕES PARA UM DESJEJUM SAUDÁVEL
Café da manhã que desinflama: opções para um desjejum saudável
Algumas substâncias ativam uma cascata inflamatória no corpo. É importante entender que não se trata de uma inflamação visível, como a de um machucado
A dieta anti-inflamatória é basicamente composta por "comida de verdade" - (crédito: Reprodução/Freepik)
Há alimentos que elevam os mediadores inflamatórios no corpo e, consequentemente, no sangue. Os principais deles são o açúcar e alimentos ultraprocessados. Ao Correio, a nutricionista Maria Fernanda Castioni, mestre em bioquímica e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), sugere substituir o pão ultraprocessado — rico em farinhas refinadas que se transformam rapidamente em açúcar — por outras fontes de carboidrato. O cuscuz, por exemplo, pode ser enriquecido com linhaça ou aveia.
Frutas in natura com coloração alaranjada, ricas em carotenoides, também são indicadas. Esses pigmentos são anti-inflamatórios e precursores da vitamina A.
"Sucos naturais de laranja, kiwi ou acerola, ricos em vitamina C, ajudam a neutralizar a cascata oxidativa. Outro exemplo de café da manhã seria uma vitamina preparada com iogurte natural (sem açúcar), frutas, aveia e linhaça. Essa combinação é bastante interessante do ponto de vista nutricional", ressalta.
"Também é possível adicionar azeite ao café da manhã, como gordura saudável — por exemplo, no cuscuz ou mesmo na tapioca, que pode ser enriquecida com aveia para reduzir sua carga glicêmica. Quanto menor essa carga, menor a resposta inflamatória", acrescenta a nutricionista.
Smoothies e sucos ajudam a desinflamar
Bebidas cremosas conhecidas como smoothies também são uma boa opção. Elas podem ser feitas com polpas de frutas batidas com iogurte natural, acompanhados de granola e frutas cítricas. Além disso, o chá verde é outro aliado importante pela potente ação anti-inflamatória. O suco de uva integral, consumido com moderação, também oferece compostos bioativos com essa mesma ação.
A professora da UCB cita, ainda, frutas como amora, morango, mirtilo, framboesa, uva roxa e cereja, pois são excelentes por conterem antioxidantes com ação anti-inflamatória. "Apesar de serem caras no Brasil, há alternativas acessíveis com propriedades semelhantes, como a ameixa e o repolho roxo. Em geral, alimentos com coloração roxa são interessantes nesse sentido", diz.
Os vilões para o corpo
Marina Fernanda cita que um dos exemplos mais comuns de alimento inflamatório é o xarope de milho, que é muito presente em refrigerantes, balas e outros produtos ultraprocessados.
"Alimentos pró-inflamatórios são, em geral, os ultraprocessados — ricos em gorduras adicionadas, açúcares e corantes. Essas substâncias ativam uma cascata inflamatória no corpo. É importante entender que não se trata de uma inflamação visível, como a de um machucado. Estamos falando de uma inflamação crônica e silenciosa, que pode causar aumento da resistência à insulina, dificultar a síntese de massa muscular e elevar a produção de cortisol. Trata-se, portanto, de uma resposta metabólica bastante prejudicial", explica Maria Fernanda.
Ainda segundo a nutricionista, a inflamação é medida pelo aumento de mediadores inflamatórios presentes no sangue, como a interleucina-6, a proteína C reativa e o TNF-alfa. Para além do açúcar e dos ultraprocessados, o consumo de algumas substâncias consideradas saudáveis também exigem atenção. As gorduras do tipo ômega 6, por exemplo, são consideradas ácidos graxos essenciais — ou seja, devem ser consumidas diariamente — mas, em excesso, também estimulam a produção de mediadores inflamatórios.
"Elas estão presentes em óleos como o de soja e o de milho, muito usados na culinária. Esses óleos, em grandes quantidades, podem aumentar a produção de ácido araquidônico, um ácido graxo essencial, mas que, em excesso, tem ação inflamatória", cita a professora da UCB.
'Comida de verdade' melhora a saúde
Maria Fernanda frisa que a dieta anti-inflamatória é basicamente composta por "comida de verdade". Quando o açúcar é consumido na forma natural, como nas frutas, ele vem acompanhado de substâncias bioativas — antioxidantes, carotenoides, bioflavonoides — que ajudam a reduzir a inflamação.
"Essas substâncias sequestram radicais livres e estimulam a produção de mediadores anti-inflamatórios, cessando a cascata inflamatória. Enquanto os alimentos ultraprocessados aumentam a inflamação, os alimentos naturais, ricos em compostos bioativos, ajudam a combatê-la", destaca a nutricionista.
Correio Braziliense Thursday, 29 de May de 2025
AGÊNCIAS OFERECEM 797 OPORTUNIDADES DD EMPREGO
Agências oferecem 797 oportunidades de emprego nesta quarta (28/5)
Maior salário chega a R$ 5,5 mil. Vagas são para candidatos com diversos níveis de experiência e escolaridade
Cargo de armador de estrutura de concreto disponibiliza salário de R$ 2,2 mil e não possui pré-requisitos - (crédito: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Por Nathália Queiroz
Aos que estão buscando uma oportunidade no mercado de trabalho, esse é o momento para ficar atento. 797 vagas de emprego estão sendo divulgadas pelas agências do trabalhador nesta quarta-feira (28/5), no Distrito Federal. A oportunidade de destaque vai para o cargo de maior remuneração, R$ 5,5 mil, além de benefícios, para o cargo de encarregado de manutenção. São duas vagas abertas para a Zona Industrial Guará, e os requisitos são ensino médio completo e experiência comprovada.
Aos que buscam pelo primeiro emprego ou querem se recolocar no mercado de trabalho, há 60 vagas para ajudante de açougueiro em Samambaia Norte, com salário de R$ 1.606, mais benefícios. Não é necessário comprovar experiência, e o grau de escolaridade exigido é ensino fundamental completo.
Os interessados podem se cadastrar pelo aplicativo Carteira Digital do Trabalho (na aba “Emprego”) ou comparecer a uma das 14 agências do trabalhador do DF, que funcionam de segunda a sexta, das 8h às 17h. O cadastro também vale para futuras oportunidades, já que o sistema cruza os perfis com as vagas disponíveis.
Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo aplicativo Carteira Digital do Trabalho (Aba emprego). Também é possível solicitar atendimento pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF).
Correio Braziliense Wednesday, 28 de May de 2025
O QUE PLANTAR NO OUTONO-INVERNNO NO BRASIL?
O que plantar no Outono-Inverno no Brasil? Veja frutas, hortaliças e flores ideais
Saiba como o clima do outono e inverno favorece o crescimento de determinadas plantas.
Saiba o que plantar nas próximas estações aqui no Brasil / Créditos: depositphotos.com / bigshottheory
O Brasil, com sua vasta extensão territorial, apresenta uma diversidade climática que influencia diretamente o cultivo de plantas. Durante o outono e o inverno, algumas espécies de frutíferas, hortaliças e flores encontram condições ideais para o desenvolvimento. Este artigo explora quais cultivares são mais adequados para essas estações, oferecendo dicas de plantio e cuidados essenciais.
O clima mais ameno e úmido do outono e inverno favorece o crescimento de várias espécies, especialmente aquelas que não toleram o calor intenso do verão. A escolha correta das plantas para cada estação pode garantir uma colheita abundante e um jardim florido. Além disso, essas condições climáticas ajudam a economizar recursos hídricos, já que a necessidade de irrigação tende a ser menor.
Quais frutíferas plantar no inverno?
As frutíferas de clima temperado, como maçã, pêssego e ameixa, são ideais para plantio durante o inverno. Nessas condições, elas não sofrem com o calor excessivo, o que poderia prejudicar seu desenvolvimento. Em regiões como São Paulo, o plantio dessas espécies é recomendado entre julho e agosto. Além disso, é importante preparar o solo com adubação rica em matéria orgânica para fortalecer as plantas.
Para áreas mais frias, é aconselhável adiar o plantio para evitar danos causados por geadas. Além disso, frutas mais rústicas, como manga, banana e abacate, são menos exigentes e podem ser cultivadas em quintais para consumo próprio. É interessante também apostar em práticas sustentáveis, como o uso de compostagem caseira, que melhora a qualidade do solo e promove um cultivo mais ecológico.
Hortaliças indicadas para plantar no Outono
O outono é uma estação propícia para o cultivo de diversas hortaliças. No Sul e Sudeste, espécies como almeirão, couve-flor, repolho, cenoura e beterraba se desenvolvem bem. Já no Norte, o tomate, cebola e abobrinha são boas opções. No Centro-Oeste e Nordeste, a abóbora e a berinjela são recomendadas. O uso de cobertura morta é uma técnica eficiente para manter a umidade e controlar a temperatura do solo.
Essas hortaliças aproveitam o clima mais ameno para crescerem de forma saudável, necessitando de menos água devido à menor evaporação durante essas estações. Recomenda-se reduzir a frequência de regas no outono para evitar o apodrecimento das raízes, já que o excesso de irrigação pode ser prejudicial. Um solo bem drenado é crucial para o sucesso do cultivo nessas condições.
Quais flores plantar no Outono-Inverno?
Para quem deseja um jardim florido, o outono é uma excelente época para plantar margaridas, cravinas e calêndulas. Crisântemos e dálias são flores que florescem bem nessa estação e embelezam o jardim. Elas podem ser combinadas estrategicamente para criar composições harmônicas de cores e texturas.
No inverno, espécies como capuchinha e gérbera se adaptam bem às temperaturas mais baixas. Flores como begônias e lavandas podem ser plantadas durante todo o ano, mas é importante evitar períodos de geada para garantir seu desenvolvimento saudável. Plantá-las em locais protegidos do vento pode auxiliar na proteção contra o frio intenso.
Cuidados essenciais durante o Outono-Inverno
Além de escolher as espécies certas para plantar, é crucial manter cuidados adequados com as plantas já existentes. Realizar podas para permitir a entrada de luz solar e remover galhos secos é fundamental. A frequência de regas deve ser ajustada, já que as plantas perdem menos água durante o outono.
Manter as plantas em locais bem iluminados ajuda a prevenir o surgimento de fungos e pragas. A fertilização também é importante, especialmente para preparar as plantas para o inverno. Outra dica é utilizar biofertilizantes, que são mais naturais e menos agressivos ao meio ambiente.
Correio Braziliense Tuesday, 27 de May de 2025
BRASÍLIA ATINGE MENOR TEMPERATURA DO ANO NESTA TERÇA-FEIRA, 27.05
Brasília atinge menor temperatura do ano nesta terça-feira (27/5)
Termômetros marcaram 11,9ºC na região central no início da manhã. A expectativa é que as baixas temperaturas permaneçam até o fim da semana
Frio brasília, df, distrito federal - (crédito: Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
A capital do país amanheceu gelada. A menor temperatura do ano até o momento foi registrada no início da manhã desta terça-feira (27/5) na região central de Brasília, quando os termômetros marcaram 11,9ºC. A temperatura se igualou à registrada no último dia 21 de maio em Águas Emendadas. Em Brasília, a mínima registrada até então tinha sido de 12,6ºC. Entretanto, massa de ar fria que atinge o Sul do Brasil não deve chegar a Brasília. No máximo, trará um pouco de nebulosidade.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a expectativa é que o frio se estenda até o fim da semana. "A tendência é que as temperaturas caiam gradativamente entre o fim da tarde e à noite. As mínimas são registradas geralmente no início da manhã", explica o meteorologista Olívio Bahia.
A umidade relativa do ar deve ficar entre 35% e 95% nesta terça-feira (27/5). A sensação térmica deve ficar na mesma média das temperaturas registradas. "Como não temos previsões de grandes rajadas de vento, a sensação térmica não deve cair muito", destaca Olívio Bahia.
Ainda de acordo com o Inmet, há chance de aumento de nebulosidade durante a semana, mas as chances de chuva são mínimas, quase nulas. Por outro lado, a atmosfera deve adquirir um tom acinzentado devido à ausência de precipitações e ao acúmulo de foligem e poeira.
Correio Braziliense Monday, 26 de May de 2025
BRASILEIRÃO 2025: FLAMENGO 2 X 0 PALMEIRAS
Flamengo vence o Palmeiras, no Allianz, em jogo de pênaltis polêmicos
Com isso, o Flamengo manteve a freguesia: desde 2017 não perde para o rival paulista
Rossi voa e defende a cobrança de pênalti, de Piquerez. Flamengo vence o Palmeiras fora de casa - (crédito: Foto: Divulgação / Flamengo)x
Deu Flamengo sobre o Palmeiras no clássico deste domingo, 25/5, pela 10ª rodada do Brasileirão. Em um jogo marcado por pênaltis polêmicos, o Verdão desperdiçou sua chance: Rossi defendeu a cobrança de Piquerez. Já o Flamengo converteu com Arrascaeta, artilheiro do Brasileirão. No fim, com o Palmeiras em cima, o Mengo ampliou com Ayrton Lucas. Assim, no duelo entre líderes no Allianz Parque, melhor para o Rubro-Negro, que venceu fora de casa por 2 a 0. Com isso, manteve a freguesia: desde 2017 não perde para o rival paulista.
O jogo não foi tudo o que se esperava, marcado por muito estudo e poucas chances de gol, com o Flamengo tendo maior posse de bola (53%). Apesar da derrota, o Palmeiras segue na liderança, com 22 pontos. Mas o Flamengo encostou e agora tem 21.
Palmeiras, no 1º tempo, é superior ao Flamengo O primeiro tempo teve o Palmeiras fazendo uma marcação excelente, quase homem a homem, que deu ao Flamengo pouquíssimo espaço ofensivo, forçando o time carioca a tocar a bola majoritariamente na sua intermediária de defesa. Tirando um lance individual de Bruno Henrique pela esquerda — parado com falta por Gustavo Gómez (que até levou cartão amarelo) — o time não produziu praticamente nada no ataque.
Já o Verdão, quando tinha a bola, foi muito objetivo, jogando pelos flancos, com Estevão flutuando e aparecendo bastante pelo meio, enquanto o time atacava mais pela esquerda, com os avanços de Piquerez.
Rossi defende pênalti E foi justamente pela esquerda que ocorreu o lance mais importante do primeiro tempo. Piquerez recebeu pela ponta, cruzou, Varela tentou o corte, mas a bola bateu em seu braço. A questão foi a localização do toque: o lateral pulou dentro da área, mas caiu fora, e o contato ocorreu no ar — dentro ou fora da área? O árbitro marcou pênalti, e o VAR analisou o lance polêmico. Após cinco minutos de revisão, a penalidade foi confirmada, para revolta dos flamenguistas.
Piquerez foi para a cobrança, mas Rossi defendeu. No rebote, Estevão finalizou, e o goleiro fez outra grande defesa. Assim, o placar ficou em 0 a 0 no primeiro tempo.
Artilheiro Arrascaeta abre o placar O segundo tempo seguiu truncado, mas com o Flamengo mais efetivo. Nem tanto pela entrada de Michael no lugar de Cebolinha, já que o reserva não fez boas escolhas. Contudo, aos 27 minutos, Arrascaeta — que estava apagado na partida — recebeu na área e foi derrubado por Murilo. No entanto, o VAR mostrou que Murilo apenas fez uma leve agarrada. Aparentemente sem força, mas Arrascaeta aproveitou para cair. Mais uma penalidade marcada com polêmica. O mesmo Arrascaeta cobrou e correu para celebrar seu oitavo gol no Brasileirão. É o artilheiro da competição.
Mengo amplia O Palmeiras foi para o tudo ou nada, empilhando atacantes. No entanto, melhor para o Flamengo que ampliou em lances com três jogadores que sapiram do banco. Após cobrança de lateral de Pedro, Wallace Yan fez grande tabela com Ayrton Lucas, que entrou na área e tocou na saída de Weverton. 2 a 0.
O Palmeiras ainda perdeu um gol feito nos acréscimos, com Flaco López chutando para grande defesa de Rossi, um dos melhores em campo. Não era dia do Palmeiras.
PALMEIRAS 0x2 FLAMENGO Campeonato Brasileiro – 10ª rodada Data: 25/5/2025 Local: Allianz Parque, São Paulo (SP) Gols: Arrascaeta, de pênalti, 27’/2ºT (0-1); Ayrton Lucas, 42’/2ºT (0-2) PALMEIRAS: Weverton; Giay, Gustavo Gómez (Raphael Veiga, 35’/2ºT), Murilo e Piquerez; Lucas Evangelista (Luighi, 35’/2ºT), Emiliano Martínez, Richard Ríos e Mayke (Maurício, 12’/2ºT); Estêvão, Facundo Torres (Paulinho, 20’/2ºT) e Vitor Roque (Flaco López, 20’/2ºT). Técnico: João Martins*. (*) – Abel Ferreira suspenso, foi substituído pelo auxiliar João Martins FLAMENGO: Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo, Gerson (Danilo, 13’/2ºT)e Arrascaeta (Wallace Yan, 39’/2; Luiz Araújo (Ayrton Lucas, 35’/2ºT), Cebolinha (Michael, Intervalo) e Bruno Henrique (Pedro, 39’/2ºT). Técnico: Filipe Luís. Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC) Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) VAR: Wagner Reway (SC) Cartões amarelos: Gustavo Gómez, Flaco López, Murilo, Piquerez (PAL); Rossi, Wallace Yan (FLA)
Correio Braziliense Sunday, 25 de May de 2025
BRASILEIRÃO 2025: FLUMINENSE 2 X 1 VASCO
Time da virada é o Fluminense! Tricolor vence o Vasco no Maracanã
Fluminense segue na zona de classificação para a Libertadores
Fluminense segue na zona de classificação para a Libertadores - (crédito: Foto: Lucas Merçon/Fluminense)
Ao contrário do que canta o outro lado da arquibancada, o Fluminense é o time da virada. Neste sábado (24), pela rodada 10 desta edição do Campeonato Brasileiro, o Tricolor saiu atrás do Vasco e buscou o triunfo por 2 a 1, nos minutos finais do clássico. O triunfo deixa a equipe das Laranjeiras na quinta colocação, com 17 pontos. O Cruz-Maltino, com dez, é o 13º lugar.
Gols, provocação e lance inusitado
Vasco e Fluminense travavam um duelo equilibrado. João Victor, na bola aérea, abriu o placar para o Cruz-Maltino. E Vegetti, “apanhando” rebote de Jardim, marcou contra. Antes, Lima e Hércules tiveram chances claras para o Tricolor e tirou tinta do gol de Jardim. Por outro lado, Rayan deixava Freytes louco da cabeça com suas investidas. Depois do 1 a 0, ele também acertou a trave e obrigou Fábio a sair do gol para fechar o ângulo. Contudo, o que mais irritou o adversário foi ele ter feito o “C” na direção do público do Flu. E bancou sua provocação: “Não vou mudar. Faço isso desde a base”, sustentou a fera.
Fôlego extra do lateral-direito do Fluminense
O cansaço bateu forte para os dois rivais, no Estádio Mário Filho. O Fluminense ameaçou uma pressão maior sobre o adversário, porém, foi travado pelo desgaste, assim como nas respostas do Vasco. Não houve, de fato, um domínio explícito de uma equipe sobre a outra nestes 45 minutos finais do espetáculo. Houve, sim, tentativa e erro entre os dois times, mais abertos. Só que o time de Renato Gaúcho foi um pouco mais incisivo. Jardim, do Cruz-Maltino, colocou para fora um chute de Everaldo. Mas não evitou um chutaço do lateral-direito Guga. Bola lá dentro e vitória tricolor quando o empate estava desenhado.
FLUMINENSE 2×1 VASCO Brasileirão-2025 – 10ª rodada Data e horário: 24/5/2025, às 18h30 (de Brasília) Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) Gols: João Victor, 24’/1ºT (0-1); Vegetti, contra, 41’/1ºT (1-1); Guga, 43’/2ºT (2-1) FLUMINENSE: Fábio; Xavier, Thiago Silva, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules (Riquelme, 32’/2ºT) e Lima (Ganso, 15’/2ºT); Arias, Serna (Baya, 32’/2ºT) e Everaldo (Ignácio, 44’/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho VASCO: Jardim; Paulo Henrique, João Victor, Luiz Gustavo (Freitas, 15’/2ºT), Piton; Moura (Paulinho, 37’/2ºT), Tchê Tchê (Sforza, 40’/2ºT) e Cocão (Adson, 15’/2ºT); Rayan, Nuno e Vegetti. Técnico: Fernando Diniz Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE) Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Francisco Chaves Bezerra Júnior (PE) VAR: José Cláudio Rocha Filho (SP) Cartão Amarelo: Fábio, Freytes, Everaldo, Guga (FLU); Cocão, Luiz Gustavo, Moura (VAS) Cartão Vermelho:
Correio Braziliense Saturday, 24 de May de 2025
DETRAN-DF PROMOVE AÇÃO SOBRE TRANSPORTE DE PETS
Detran-DF promove ação sobre transporte de pets em Águas Claras
Além de palestras educacionais, iniciativa conta com intervenções artísticas, de repentistas e mímicos
O evento será feito no estacionamento da Cobasi de águas Claras, das 9h às 13h - (crédito: Agência Brasília)
A iniciativa conta com palestras de educadores de trânsito, com orientações sobre os procedimentos de segurança no transporte de animais de pequeno, médio e grande porte. Também serão feitas intervenções artísticas, com os bonecos do trânsito, repentistas e mímicos.
Serviço
Ação educativa sobre transporte de pets Local: Estacionamento da Cobasi de Águas Claras - Avenida Sibipiruna, Lote 36 Data: Sábado (24/5) Hora: 9h às 13h
*Com informações da Agência Brasília
Correio Braziliense Friday, 23 de May de 2025
MODA E ESTILO COUNTRY INVADEM A AgroBrasília
Chapéu, bota e fivela! A moda e o estilo country invadem a AgroBrasília
O country toma conta dos corredores da AgroBrasília, com um desfile moderno e elegante do figurino típico de quem vive ou trabalha no campo, ou simplesmente aprecia a forma de se vestir
As irmãs Francihely e Marihely Machado comandam a marca de moda country feminina Maria Botina - (crédito: Fotos: Ed Alves CB/DA Press)
Chapéu, bota e calça jeans. Esses itens sempre estiveram no vestuário de Camilly Vitória, de 19 anos. "Desde pequena, gosto muito de fazenda. Meu avô trabalhou com isso, então, sempre foi do meu interesse. Por isso, esse estilo de roupas me faz sentir bem", conta Camilly, que compra suas peças em lojas especializadas da capital. Na AgroBrasília com amigos da faculdade de agronomia, a universitária estava com o traje perfeito para o local. A tradicional feira do Distrito Federal conta com um público que realmente vive e veste o campo seja porque vive a realidade seja porque aprecia o modo inconfundível de se vestir. O Correio esteve no evento para conferir.
A moda country une conforto e estilo. Para muitos, é mais do que roupas e acessórios, é uma expressão da paixão pelo que se faz. Mas também é uma forma de estar confortável e se sentir bem com um vestuário que pode ser usado na fazenda e no shopping — por que não?
"Nossas peças são um estilo 'a roça venceu', com produtos 100% couro, que atende a cidade e o campo", conta Mariehly Machado, 45, que, com a irmã, Francihely, 37, criou a marca Maria Botina há seis anos. "Nosso diferencial são as botinas coloridas. Quando quis criar uma botina rosa, devem ter me achado maluca. Isso tudo foi antes do filme da Barbie. Hoje em dia, se não tenho essa peça, deixo de vender", comemorou a empresária country.
A marca nasceu quando o pai de Marihely e Francihely, que é fazendeiro em Unaí (MG), precisou de um calçado novo. "Meu pai tem 70 anos e é do agro, do campo. Eu e minha irmã fomos atrás de botinas novas para ele, de qualidade, e não encontramos. Falei 'já sei o que nós vamos vender!' Hoje nós temos quatro lojas, estamos chegando em Goiás e vamos alcançar o Brasil todo", frisou Francihely.
Cliente da Maria Botina desde o início, Gláucia Pereira, 36, trabalha como gerente de agronegócios e, por isso, costuma visitar muitas fazendas. Ao se render às botinas, aderiu ao estilo agro e, com as peças da loja, passou a usar dentro e fora do campo. "Com a Maria Botina, eu passei a usar esses sapatos no dia a dia, porque dá para estar em eventos e são de um material extremamente confortável. Eu me sinto bem vestida", disse a gerente. "As meninas trouxeram várias cores, com estampas diferentes e que se encaixam em qualquer ocasião. Não preciso trocar de sapato do trabalho no campo para outro evento, mais arrumado", completou.
Para todos os gêneros
Ao caminhar pela AgroBrasília, o Correio encontrou outro espaço que chama a atenção de quem busca dar um up no visual. Rodolfo Sisto é gerente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF) e cuida da loja da AgroBrasília desde o início da feira. "Aqui é muito movimentado, vendemos, em média, R$ 20 mil por dia, mas nos dias finais, a tendência é vender bem mais", conta. Segundo ele, entre os itens mais procurados estão as botas e chapéus, além dos canivetes, que são utilitários e estilosos nas calças dos fazendeiros.
"Tudo é 100% couro legítimo, um material que tem uma durabilidade incrível, além da beleza. O couro tem dois tipos, o nobuck e o couro tratado", contou. "Enquanto o couro nobuck é mais camursado e até mais umedecido, o tratado é pintado, permite que seja lustrado, por exemplo e é mais brilhoso", explicou.
Para Rodolfo, a moda agro é para todos os gêneros. "Temos hoje, aqui, homens e mulheres na mesma quantidade. Tem gente que prefere algo mais clássico e discreto, outros optam pelas peças com mais detalhes e mais enfeites. Mas o estilo das peças atrai a todos, independentemente de trabalhar ou não no meio", disse.
Correio Braziliense Thursday, 22 de May de 2025
DORINHA DUVAL SE ENCANTOU: PRIMEIRA CUCA DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO MORRE AOS 96 ANOS
Primeira Cuca, do "Sítio do Pica Pau Amarelo", morre aos 96 anos
Dorinha Duval participou de sucessos como O Bem Amado e chocou o país ao ser condenada pela morte do marido na década de 1980
Morre a atriz Dorinha Duval, primeira cuca do Sítio do Picapau Amarelo, aos 96 anos - (crédito: Reprodução/Redes sociais)
A atriz Dorinha Duval morreu nesta quarta-feira (21/5), aos 96 anos. Conhecida por interpretar a vilã Cuca, na primeira edição do Sítio do Picapau Amarelo (1977), a artista foi bailarina, vedete e esteve na televisão desde o início da TV Globo.
A morte foi confirmada pela filha, a também atriz Carla Daniel, fruto do casamento de Dorinha com o diretor Daniel Filho.
Dorah Teixeira, que mais tarde adotou o nome de Dorinha Durval, a atriz esteve em sucessos como Irmãos Coragem (1970) e O Bem Amado (1973). A última aparição na TV aconteceu em 2006, na novela Belíssima.
A carreira da artista, no entanto, foi interrompida na década de 1980 após ser condenada por matar o ex-marido, o publicitário Paulo Sérgio Garcia de Alcântara. Dorinha teria atirado três vezes contra o parceiro, que morreu no local. Ela alegou legitima defesa. Em 1989, ela foi condenada a seis anos de prisão em regime semiaberto.
Correio Braziliense Wednesday, 21 de May de 2025
OS GIRASSÓIS ESTÃO DE VOLTA AOS CAMPOS DA AgroBrasília
Faça a pose e sorria! Os girassóis estão de volta aos campos da AgroBrasília
Plantado anualmente pela organização da AgroBrasília, o campo florido se abre para ser admirado e ilustrar belas fotografias. Este ano, o mar amarelo ocupa 6,2 hectares da feira no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, às margens da BR-251
Cleo Soares (de boné), Tatiele Alves (centro) e Carol Gomes em meio à plantação de girassois que enfeitam a AgroBrasília - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
Com Nathália Queiroz
A cerca de 70km do centro da capital federal, no caminho para Unaí (MG), o mar amarelo emoldurado pelo céu azul anualmente encanta os visitantes da AgroBrasília. É uma tradição: a maior feira de exposição de produtos do agronegócio do Distrito Federal, que começou nessa terça-feira (20/5) no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, planta girassóis para aflorarem durante o evento. E, nesta época do ano, trabalhadores e visitantes fazem valer a ordem: posar para fotografias tendo o campo florido de fundo. Seja para selfies improvisadas seja para ensaios temáticos previamente programados, o cenário vira cartão-postal e parada obrigatória.
Cristiane Radke Monteiro, de 43 anos, trabalha com linhas financeiras para o agronegócio na Caixa Econômica Federal e esteve na feira para representar a instituição. Moradora de Águas Claras, ela conta que foi atraída pelos girassóis no caminho até o evento, às margens da BR-251, na região do Programa de Assentamento do Distrito Federal (PAD-DF). "Falei para tirarmos uma foto porque os girassóis traduzem essa sensação de sempre estarmos voltados para o sol, buscando coisas boas", observou ela, destacando a característica da planta de girar o caule em direção ao sol em sua fase de amadurecimento.
O girassol representa calor, entusiasmo e vitalidade. Para Cristiane, o dia ensolarado e o contato com a natureza trazem um respiro em meio à rotina de escritório. "É muito bom sair daquele ambiente fechado e vir para um lugar assim. A gente precisa parar e admirar, senão fica no automático", afirmou, encantada com o tapete de flores que se abre generosamente para contemplação e registros tão coloridos quanto memoráveis.
Psicóloga na equipe do CRAS Móvel, Simone Campos Maia, 45, mora na Asa Sul e estava a caminho de uma ação na AgroBrasília quando parou para apreciar os girassóis. "Impossível não parar aqui para ver essa beleza toda", disse. Embora já soubesse da plantação, a visita foi uma surpresa agradável no trajeto. "Eu trabalho na área rural, e uma colega avisou que os girassóis estavam abertos. Então, parei para tirar uma foto e fazer um registro desse encanto", explicou.
Para Cleo Soares do Nascimento, 38, o local carrega um valor afetivo especial. A monitora escolar, de Campos Lindos (GO), guarda com carinho a lembrança do aniversário de 15 anos da filha, registrado entre os girassóis. "Tiramos as fotos dela exatamente aqui", relembrou. "Foi um dia maravilhoso, só coisas boas. Estava sol, um tempo bem bacana, e as fotos ficaram lindas", contou.
"Impossível não parar aqui para ver essa beleza toda", afirmou Simone Maia (C)Ed Alves CB/DA Press
Cristiane Radke Monteiro destacou a lição que o girassol passa de "estarmos sempre virados para o sol"Ed Alves CB/DA Press
Cleo Soares (de boné), Carol Gomes e Tatiele Alves em meio à plantação de girassóis que enfeitam a AgroBrasíliaEd Alves CB/DA Press
Além do encanto
O gerente operacional da AgroBrasília, José Roberto Gonçalves, acompanhou de perto o cultivo dos girassóis que se tornaram tradição da feira desde sua primeira edição em 2008. "A ideia surgiu como uma forma de fazer um paisagismo diferente para a feira. A cada ano aumentamos um pedacinho, para deixar tudo mais bonito", explicou. Em 2025, a plantação ocupa cerca de 6,2 hectares e foi cuidadosamente planejada para estar florido durante o evento. Segundo José Roberto, a plantação tornou-se um atrativo por si só. "É uma atração à parte. Muita gente vem à feira só para fotografar os girassóis, e isso ajuda na divulgação", afirmou.
Além de encantar pela beleza, o girassol também se destaca pelo potencial produtivo. O engenheiro agrônomo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-DF) Célio Souza, explica que o óleo extraído da planta é um dos mais qualificados para o consumo humano. Além disso, também é aproveitado na alimentação animal, com alto valor proteico tanto para bovinos quanto para aves.
De acordo com o engenheiro, o Cerrado, apesar de apresentar bom desempenho para algumas variedades da cultura, ainda apresenta redução no cultivo. "Brasília poderia ser uma referência na produção, mas perde espaço para outras culturas, como a soja e o milho", observou. Segundo ele, atualmente, a área plantada é de apenas 100 mil hectares, um número considerado pequeno diante do potencial de 10 milhões de hectares disponíveis.
Diante das dificuldades para o cultivo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou a semente BRS 422 na AgroBrasília como uma alternativa tecnológica para o sistema de produção do Cerrado. "Essa semente é uma variedade nacional, desenvolvida e produzida no Brasil, o que reduz custos para o produtor e garante maior estabilidade na produção", esclareceu Renato Amabile, pesquisador da instituição. Para ele, o girassol representa uma importante opção para agregar diversidade ao sistema agrícola. "É mais uma solução tecnológica para o produtor da região. E por ser selecionado dentro do ambiente brasileiro, ele responde melhor às condições locais e ajuda a reduzir os custos de produção", evidenciou.
Correio Braziliense Tuesday, 20 de May de 2025
ESPETÁCULO O EQUILIBRISTA CHEGA A BRASÍLIA COM REFLEXÃO SOBRE MASCULINIDADE
Espetáculo ‘O Equilibrista’ chega a Brasília com reflexão sobre masculinidade
Peça da Cia. Yinspiração, O Equilibrista reflete sobre masculinidade e violência na sociedade contemporânea
Peça O Equilibrista, da Cia. Yinspiração, com Filipe Lima Durant - (crédito: Luciano Sartoryi)
Um anjo apaixonado não sabe se cai e se torna homem ou se fica na eternidade. Diante da dúvida, ele começa a refletir sobre o significado de ser homem. Montagem da Cia. Yinspiração, O equilibrista faz parte de festival que comemora os 20 anos da companhia e que traz peças do repertório do grupo durante todo o mês para o teatro do Sesc 504 Sul. O equilibrista está em cartaz entre quinta e sexta-feira no Sesc da 504 Sul.
Dirigido por Luciana Martuchelli, o espetáculo nasceu do encontro entre a diretora e o ator Filipe Lima Durant. A ideia era refletirem sobre masculinidade a partir de pontos de vista diferentes. "Eu tinha algumas perguntas pessoais que levei como exercício de cena, e a Luciana tinha essas perguntas sobre o masculino e feminino. Começamos a criar juntos, a trabalhar juntos sempre sobre essa temática do que é ser homem, do que é crescer. Eu propus cenas, textos, algumas canções, poesias e a gente foi construindo essa história", explica o ator. A peça tomou forma em um festival de mulheres na Colômbia, em 2014 e, em 2015, entrou para o repertório da companhia.
A experiência pessoal de Durant guiou boa parte da dramaturgia. Ele conta que se sentia um adulto incapaz de fazer certos ritos de passagem. Sentia-se um garoto em algumas questões e faltava segurança em tomar certas atitudes socialmente esperadas de homens ou pessoas mais velhas. Durant estava com 30 anos e passava por um conflito. Falar disso no palco se tornou um compromisso social. "Porque, depois que começamos essa discussão do que é ser homem, comecei a observar que os homens não sabem o que é ser isso, é uma construção social que vai sendo empurrada com a barriga e se reflete na sociedade com altos índices de violência contra a mulher", explica. "Muito se discute sobre o papel da mulher, mas, muitas das vezes em detrimento da imagem do homem, como se ele fosse inerentemente violento. Na verdade não é, isso é uma construção, e nosso espetáculo é para fazer refletir sobre o futuro dos adolescentes e jovens homens".
No palco, Durant vive o anjo em dúvida sobre abraçar ou não a condição de humano. Para ele, o espetáculo também é sobre a infância e a adolescência, quando perguntas importantes começam a ser formuladas. O ator também enxerga uma certa esperança no espetáculo. Ele acredita que os questionamentos trazidos pela dramaturgia podem ajudar a valorizar noções como igualdade, paz e equilíbrio. "Tenho grande esperança de que as pessoas vão ter mais consciência, mais compromisso com o outro, envolvendo o coração no que estão fazendo. Essa é nossa esperança, nossa luta de que a sociedade cresça e evolua com igualdade. E quando falo de igualdade, é todo mundo mesmo, os mais velhos, as crianças, os adolescentes, os neurodivergentes, esse grande espectro que é o gênero. É a grande esperança desse espetáculo", diz.
O equilibrista
Cia. Yinspiração. Quinta e sexta, às 20h, na Estação Sesc 504 Sul. Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia), no Sympla. Entrada gratuita na quinta (22/5). Classificação indicativa livre.
Correio Braziliense Monday, 19 de May de 2025
TERMINA HOJE O PRAZO PARA REGULARIZAR TÍTULO DE ELEITOR
Termina hoje o prazo para regularizar título de eleitor
De acordo com o TSE, até sexta-feira (16/5) mais de 5 milhões de pessoas ainda constavam na lista de eleitoras e eleitores que podem ter o título cancelado caso não fiquem em dia com a Justiça Eleitoral.
TSE deve treinar juízes no enfrentamento à desinformação nas eleições -
Termina hoje (19/5) o prazo para a regularização do título de eleitor junto à Justiça Eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até sexta-feira (16/5) mais de 5 milhões de pessoas constavam na lista de eleitoras e eleitores faltosos, que podem ter os títulos cancelados caso não regularizem a situação dentro do prazo. Confira aqui o passo a passo.
Por que meu título pode ser cancelado?
O cancelamento pode ocorrer quando o eleitor não votou nem justificou a falta por três turnos eleitorais consecutivos. Para conferir se você está quite com a justiça eleitoral, é possível consultar no site do TSE, na página inicial, em “Serviços - Autoatendimento online”. A consulta é gratuita.
O que eu preciso fazer para regularizar o meu título?
Para a regularização da situação eleitoral, é necessário realizar o pagamento de multa. A boa notícia é que esta é a única etapa para a regularização. No entanto, passado o prazo, o procedimento é mais complexo.
Onde eu acesso para regularizar o meu título?
No site do TSE e no aplicativo do e-Título é possível fazer o acesso remoto (pelo celular ou computador em qualquer lugar que você esteja) ou presencialmente em cartório eleitoral, portando os seguintes documentos:
documento oficial com foto (obrigatório)
título eleitoral ou e-Título
comprovantes de votação
comprovantes de justificativas eleitorais
comprovantes de dispensa do recolhimento das multas
O pagamento pode ser feito por PIX?
No site do TSE e no aplicativo e-Título o pagamento pode ser por boleto, PIX ou cartão.
Após o pagamento, quanto tempo leva para o débito ser quitado?
Feito o pagamento da multa, o registro da quitação de débito acontece automaticamente após a compensação bancária. Pessoas que declarem impossibilidade de pagamento junto à Justiça Eleitoral podem ser dispensadas da multa.
Há exceções?
Sim. O cancelamento, por sua vez, não abarca os eleitores facultativos faltosos, tais como menores de 18 anos, pessoas com 70 anos ou mais e pessoas não alfabetizadas, além de pessoas com deficiência que comprovem dificuldade impeditiva para votar.
O que acontece se meu título for cancelado?
Caso seu título seja cancelado, você será impedido/a de votar, tomar posse em concurso público, obter passaporte ou CPF, concorrer em eleições e praticar quaisquer atos que exijam a quitação eleitoral.
Correio Braziliense Sunday, 18 de May de 2025
PAPA LEÃO XIV RECEBE ANEL DO PESCADOR
Papa Leão XIV recebe Anel do Pescador e inicia oficialmente pontificado
Missa realizada neste domingo (18/5) marca, oficialmente, o início do pontificado de Leão XIV
Papa Leão XIV recebe anel do pescador, em missa que dá início oficial ao pontificado - (crédito: Reprodução Instagram Vaticano)x
Papa Leão XIV recebe anel do pescador, em missa que dá início oficial ao pontificado - (crédito: Reprodução Instagram Vaticano) Neste domingo (18/5) uma missa realizada na Praça São Pedro para milhares de fiéis marcou o começo, oficial, do pontificado do papa Leão XIV. A cerimônia começou dentro da Basílica, onde os religiosos se reuniram diante do túmulo de São Pedro e consograram as insígnas apostólicas que depois foram levadas em procissão até o altar.
A passagem do Evangeliário, do Pálio e do Anel do Pescador ao papa Leão XIV oficializa o pontificado do novo líder da Igreja Católica.
Os rumos do catolicismo: "Acredito que as mudanças vão continuar", diz Gilberto Barbosa Antes de começar a celebração, o papa Leão XIV passou com o papamóvel entre cerca de 200 mil fiéis presentes na praça São Pedro. Durante a missa, os símbolos foram transferidos ao novo papa. O anel do pescador foi entregue ao papa Leão XIV por cardeal filipino Antônio Tagle — que antes do conclave, era cotado a ser o próximo pontífice.
Visivelmente emocionado, o papa Leão XIV recebeu o anel, observou o item e fez um momento de auto reflexão.
Na homilia, o papa falou sobre a missão que recebeu e lembrou a morte do antecessor, Francisco, que morreu aos 88 anos. "A Morte do papa Francisco encheu nossos corações de tristeza, e naquela hora difícil sentimos como as multidões do evagelho dizem: 'como ovelhas sem pastor'. No entanto, precisamente no dia de Páscoa, recebemos sua última benção e, à luz da ressureição, recebemos a certeza que o Senhor nunca abandona seu o povo mas congrega-os quando se dispersa", afirmou Leão XIV.
Leia também: Papa Leão XIV pede paz e agradece Francisco em primeiro discurso O papa também se colocou em posição de fiél para pedir à Igreja ajuda para servir e unir a comunidade Católica em torno do amor. “Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria, percorrendo com vocês o caminho do amor de Deus, que nos quer a todos unidos numa única família.”, disse Leão XIV na missa que marcou o início de pontificado.
"Pescar a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte" Ainda na homilia, Leão XIV refletiu sobre a missão de Pedro, o primeiro papa, como pescador de homens e traduziu o desafio para os tempos atuais. “O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo. Não se trata nunca de capturar os outros com a prepotência, com a propaganda religiosa ou com os meios do poder, mas se trata sempre e apenas de amar como fez Jesus.”
Após missa, o Papa Leão XIV recebeu autoridades e chefes de estado para os cumprimentos oficiais.
Estes, estavam acompanhamento a celebração na Praça São Pedro. Entre as autoridades presentes, Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil compareceu à sessão de cumprimentos e entregou um documento ao papa Leão XIV.
Correio Braziliense Saturday, 17 de May de 2025
FIM DE SEMANA SERÁ DE FRIO NO DISTRITO FEDERAL
Previsão do tempo: Fim de semana será de frio no Distrito Federal
Entre sábado (17/5) e domingo (18/5), a temperatura máxima deve se manter nos 24°C. O clima só volta a esquentar a partir de quarta (21)
Fim de semana será de frio no Distrito Federal - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)
O fim de semana será de frio no Distrito Federal, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Neste sábado (17/5), os termômetros variam entre 15°C e 24°C, tendência que se estende até o domingo (18). Além do clima gelado, a previsão é que não haja chuva nos próximos dias.
O céu, porém, deve se manter claro e limpo durante o fim de semana, com poucas nuvens. Até terça (20), o tempo no DF continua variando entre baixas temperaturas — a mínima pode chegar aos 14°C.
O tempo só volta a esquentar a partir de quarta (21). Os termômetros devem chegar à casa dos 29°C, apesar da manhã gelada — a previsão é que a mínima seja de 13°C.
Com expectativa de dias secos e ainda mais frios pela frente, o Inmet reforça orientações simples, como evitar exposição prolongada ao vento, manter uma boa ingestão de líquidos e proteger as vias respiratórias, principalmente pessoas com alergias ou doenças respiratórias crônicas.
Correio Braziliense Friday, 16 de May de 2025
DIVÓRCIOS CRESCEM E CASAMENTOS ESTÃO EM QUEDA NO DF
Amor em crise? Divórcios crescem e casamentos estão em queda no DF
Número de casamentos no Distrito Federal caiu em 8,2%, enquanto os divórcios aumentaram 9,1%, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (16/5)
Os dados fazem parte do levantamento Estatísticas do Registro Civil 2023 - (crédito: Imagem gerada com a Inteligência artificial Grok)
O número de casamentos no Distrito Federal caiu em 8,2%, enquanto os divórcios aumentaram 9,1%. Os dados fazem parte do levantamento Estatísticas do Registro Civil 2023, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (16/5).
Houve 18.824 registros de casamentos civis realizados em Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais em 2023. No ano anterior foram registrados 20.502. A queda observada no DF supera o âmbito nacional (3%).
Em relação ao número de registros de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, foi observado redução de 7,6% entre 2022 (275) e 2023 (254).
"A taxa de nupcialidade legal fornece uma dimensão do número de registros de casamentos em relação à população em idade de se casar, ou seja, de 15 anos ou mais de idade. No Brasil, para cada 1.000 habitantes em idade de se casar, em média, 5,6 pessoas se uniram por meio do casamento civil em 2023. Já no Distrito Federal, esta taxa foi de 7,9, a terceira maior do país, atrás apenas de Rondônia (9,1) e Acre (8,5)", acrescenta o IBGE.
Além disso, a pesquisa Estatísticas do Registro Civil revela que 9.196 divórcios foram concedidos em 1ª instância ou realizados por escrituras extrajudiciais no Distrito Federal. Esse foi o maior valor da série, que teve início em 2009, com um aumento de 9,1% em relação ao total contabilizado em 2022 (8.428 divórcios).
A taxa geral de divórcios, isto é, o número a cada mil pessoas de 20 anos ou mais de idade foi de aproximadamente 4,2%. Entre as unidades da Federação, Rondônia (5%) e o Distrito Federal (4,2%) apresentaram as maiores taxas de divórcio, enquanto as menores foram observadas no Pará (0,8%) e em Roraima (0,3%).
Correio Braziliense Thursday, 15 de May de 2025
ITAMARATY LANÇA CONCURSO PARA DIPLOMATA COM SALÁRIO DE 22 MIL
Itamaraty lança concurso para diplomata com salário de R$ 22 mil
Seleção será conduzida pelo Cebraspe e ocorrerá em duas etapas. 50 vagas são oferecidas no concurso do Itamaraty
postado em 15/05/2025 08:38 / atualizado em 15/05/2025 10:08
O concurso do Itamaraty oferece 50 vagas para diplomata e exige nível superior em qualquer área. O salário inicial ultrapassa R$22 mil - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O Ministério das Relações Exteriores publicou, nesta quinta-feira (15/5), o edital do concurso público para ingresso na carreira de diplomata. Ao todo, são oferecidas 50 vagas para o cargo de terceiro secretário, com remuneração inicial de R$ 22.558,56. Do total de vagas, 10 são destinadas a candidatos negros e três a pessoas com deficiência. As 37 restantes são de ampla concorrência. O concurso do Itamaraty exige nível superior em qualquer área.
A seleção será conduzida pelo Cebraspe e ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, de caráter eliminatório, será composta por prova objetiva com questões do tipo "certo" ou "errado", abrangendo as disciplinas de Língua Portuguesa, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Língua Inglesa, Política Internacional, Economia e Direito.
Já a segunda fase incluirá provas escritas nas mesmas disciplinas, além de uma avaliação em Língua Espanhola ou Francesa. Essa etapa terá caráter eliminatório e classificatório. O edital prevê a convocação adicional de 75 candidatas mulheres para a segunda fase, como medida de promoção da equidade de gênero.
As provas serão aplicadas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. A prova objetiva está marcada para o dia 20 de julho, em dois turnos. As provas escritas ocorrerão nos dias 23, 24, 30 e 31 de agosto.
As inscrições estarão abertas entre 10h do dia 16 de maio e 4 de junho, exclusivamente pelo site do Cebraspe. A taxa de inscrição é de R$ 229. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea podem solicitar isenção. Para participar, é exigido diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
Correio Braziliense Wednesday, 14 de May de 2025
FESTIVAL DE CANNES PROÍBE NUDEZ E VOLUME NO TAPETE VERMELHO
Festival de Cannes proíbe nudez e volume no tapete vermelho
Às vésperas da abertura, organização anuncia veto à nudez e a vestidos volumosos por "razões de decência"
Bella Hadid no Festival de Cannes em 2021 - (crédito: JOHN MACDOUGALL)
O 78º Festival de Cannes começou nesta terça (13/5) e adicionou uma regra ao tapete vermelho: não é permitido a nudez. A tendência dominou as vestimentas das celebridades nos últimos anos, mas qualquer estilista que pense em trabalhar com chiffon ou renda transparente na cerimônia francesa terá de alterar o look devido ao aviso proferido apenas 24 horas antes da abertura do evento.
Segundo o portal oficial de Cannes, “a nudez é proibida no tapete vermelho, bem como em qualquer outra área do festival”, decisão tomada “por razões de decência”. "O objetivo não é regulamentar o traje em si, mas proibir a nudez total no tapete vermelho, de acordo com a estrutura institucional do evento e a legislação francesa", afirmou a assessoria do festival. Cannes ainda acrescentou que "roupas volumosas, em particular aquelas com cauda grande, que dificultam o fluxo adequado de visitantes e complicam a acomodação dos assentos no teatro, não são permitidas".
Conforme a Agence France-Presse, Halle Berry terá de mudar a escolha de vestido da última hora para se adaptar ao novo código. A estrela de Hollywood integra o júri que escolherá o filme ganhador da Palma de Ouro, principal prêmio do festival. "Eu tinha um vestido incrível para usar esta noite e não posso usá-lo porque a cauda é longa demais", disse a atriz ganhadora do Oscar por A Última Ceia. "A parte da nudez provavelmente também é uma boa regra."
Os desfiles no Grand Théâtre Lumière do Palais exigem obrigatoriamente o uso de trajes de gala. Esporadicamente, as autoridades de segurança de Cannes proibiam a entrada de mulheres que não calçavam salto-alto. Em 2018, as selfies também foram proibidas, registro que o diretor Thierry Frémaux descreveu como “grotescas” – mas grandes nomes da indústria ainda tiram uma foto rápida nos degraus do Palais.
Correio Braziliense Tuesday, 13 de May de 2025
PESCADOR PROFISSIONAL É AUTUADO POR PESCA PREDATÓRIA NO LAGO PARANOÁ
Pescador profissional é autuado por pesca predatória no Lago Paranoá
Um pescador profissional foi detido ao ser flagrado pela PM Ambiental realizando a pesca predatória. Na canoa dele havia 16 armadilhas do tipo "covo", com malha inferior a 1 cm. O pescador foi levado à 1ª DP, onde foi autuado por pesca predatória
O pescador foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, onde a ocorrência foi registrada como pesca predatória - (crédito: Divulgação/PMDF)
Um pescador profissional de 57 anos foi flagrado praticando pesca predatória na altura da QL 10, no Lago Paranoá. Durante a fiscalização, agentes do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA/PMDF) visualizaram uma canoa com redes de emalhar em seu interior.
Ao realizarem a abordagem, encontraram 16 armadilhas de pesca do tipo covo — estrutura em forma de cone ou cilindro, que tem buracos para os animais entrarem, mas dificulta a saída —, todas com malha inferior a 1 centímetro. O caso ocorreu na noite dessa segunda-feira (12/5).
Também foram encontrados panos de rede de emalhar, com malha de 9 cm e aproximadamente 80 metros cada, além de um pano de rede de emalhar, com malha de 7 cm e aproximadamente 60 metros.
Questionado, o condutor da embarcação afirmou ser pescador profissional licenciado e apresentou sua carteirinha, reconhecendo que tinha conhecimento da proibição do uso daquele tipo de equipamento.
O pescador foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, onde a ocorrência foi registrada como pesca predatória, caracterizada pela exploração excessiva e insustentável das espécies aquáticas, ultrapassando a capacidade natural de recuperação das populações.
Correio Braziliense Monday, 12 de May de 2025
BETTY FARIA COMEMORA 84 ANOS EM GRANDE ESTILO
Betty Faria comemora 84 anos em Grande Estilo com amigos e familiares
Na última quinta-feira, 8 de maio, a atriz Betty Faria celebrou 84 anos de vida repletos de saúde e experiência. Para marcar essa data especial, ela reuniu amigos e familiares na noite de sexta-feira (9) em uma festa cheia de carinho e boas vibrações. Confira os detalhes dessa celebração!
Uma Noite de Festas e Emoções
Entre os convidados estavam seus colegas de elenco Rodrigo Fagundes e Marieta Severo, que não deixaram de abraçar Betty, celebrando sua jornada e amizade. Em uma foto publicada pela atriz, ela fez questão de deixar uma mensagem carinhosa: “Amigas da vida toda”.
A diretora e ex-paquita Ana Paula Guimarães também fez questão de comparecer à comemoração, declarando: “Que delícia celebrar seu viver tão cheio de afeto! Toda saúde, amor e arte”. Rodrigo Fagundes expressou seus votos de felicidade com a mensagem: “Felicidades sempre! Saúde, amor e sorte”. Miguel Falabella, outro grande amigo de Betty, também fez questão de deixar sua marca: “Muitos beijos, querida Betty”.
Além das palavras dos amigos mais próximos, os seguidores de Betty nas redes sociais também se mostraram emocionados, deixando mensagens cheias de carinho. “Toda a felicidade e boa sorte pra você, Betty!! Você mereceeee!!”, comentou um fã. “Parabéns, rainha @bettyfariaoficial, você é incrível e merece todas as bençãos dos céus!!! Obrigada por tanto meu amor lindo… Te amamos demais”, escreveu outro seguidor.
A Trajetória de uma Lenda da TV Brasileira
Betty Faria é um verdadeiro ícone da televisão brasileira. Natural de Rio de Janeiro, a atriz e bailarina começou sua carreira no corpo de baile de programas de TV e como vedete em shows de Carlos Machado. Em 1959, estreou na televisão no programa “Noite de Gala”, da TV Rio, e seguiu sua trajetória atuando em diversas atrações musicais até chegar ao estrelato nas novelas.
Um dos marcos mais importantes de sua carreira foi em 1989, quando protagonizou duas novelas ao mesmo tempo: “O Salvador da Pátria” e, logo em seguida, “Tieta”, um papel que se tornou um dos mais emblemáticos de sua trajetória. O último trabalho de Betty na televisão foi em “A Dona do Pedaço”, exibida em 2019. Ela é mãe de João Daniel, fruto de seu relacionamento com o diretor Daniel Filho.
Com uma carreira brilhante e uma vida cheia de momentos especiais, Betty Faria continua sendo uma das maiores figuras da cultura brasileira, celebrada por amigos, colegas e fãs.
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do fundador e idealizador deste site.
Raimundo Floriano não foi apenas o dono deste espaço, mas sua alma,
sua voz e sua razão de existir. Cada texto, cada registro cultural
e cada memória aqui preservada carregam sua dedicação incansável,
seu amor pela cultura e seu compromisso com a história.
Sua partida deixa um vazio impossível de ser preenchido.
Perdemos um homem íntegro, sensível, generoso e profundamente humano,
cuja obra continuará viva em cada palavra aqui publicada.
Sentiremos imensamente sua falta.
Seu legado permanecerá como testemunho de uma vida dedicada
ao conhecimento, à memória e às pessoas.