Almanaque Raimundo Floriano
Fundado em 24.09.2016
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, dois genros e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 28 de setembro de 2020

DIA DE SÃO VENCESLAU - MÁRTIR - 28 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO VENCESLAU - MÁRTIR - 18 DE SETEMBRO

HOMILIA - 28.09.20

 

São Venceslau - Mártir

O jovem príncipe, nascido na Boêmia em 907, assume o ideal do herói nacional, corajosamente empenhado na promoção cultural e religiosa do povo eslavo. Ao desabamento do reino morávio, os príncipes boêmios, entrando no jogo diplomático das potências líderes, estabeleceram aliança com o poderoso reino franco. Com a adoção dos princípios estabelecidos pelas antigas civilizações, encaminharam o processo europeizante dos Estados do centro da Europa.

Fator desta política de projeção no futuro foi o príncipe e jovem duque da Boêmia, Venceslau. Fora educado cristãmente pela avó Ludmila, venerada como santa. Apenas teve a idade necessária, sucedeu ao pai, após breve regência da mãe Draomira. Mulher briguenta, Draomira queria dar o trono ao segundo filho, Boleslau, e fomentou, de todos os modos, a rivalidade entre ambos, até levar o segundo a manchar-se com o grave delito de fratricídio. Na manhã de 28 de setembro de 935, enquanto Venceslau saía de casa para ir à missa, Boleslau, que o aguardava num lugar solitário com um grupo de cúmplices, foi-lhe ao encalço para feri-lo pelas costas. O jovem rei, que não tinha ainda trinta anos, defendeu-se do golpe e desembainhou sua espada, mas percebendo que o assassino era seu irmão abaixou a arma, dizendo: “Poderia matar-te, mas a mão de um servo de Deus não deve manchar-se com um fratricídio”. Foi trucidado pelos sequazes de Boleslau.

Este exemplar príncipe cristão antepunha os seus deveres religiosos aos de soberano, a ponto de chegar atrasado a uma importante assembleia de Worms convocada pelo imperador Oto porque esteve na missa. Não era raro ver o jovem rei em trajes comuns misturado com os outros fiéis, descalço, durante as procissões penitenciais. Impôs ao seu corpo a dura disciplina do cilício e diá-rias mortificações.

Foi julgado como rei renunciatário por ter procurado aliança com os poderosos francos, que eram vizinhos; mas o próprio irmão Boleslau, que lhe sucedeu após haver mandado matá-lo, teve de retratar-se e seguir aquela política realista. Boleslau entendeu também o erro em que caiu ao se achar superior em relação a seu mano, para com o qual foi crescendo dia a dia a devoção popular, graças aos prodígios que se operavam no seu túmulo de mártir, logo venerado como santo, o primeiro entre os povos eslavos.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 27 de setembro de 2020

DIA DE SÃO VICENTE DE PAULO - 27 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO VICENTE DE PAULO - 27 DE SETEMBRO

HOMILIA - 27.09.20

 

 SÃO VICENTE DE PAULO

São Vicente de Paulo nasceu em 24 de abril do ano 1581, em Pouy, no sul da França e foi batizado no mesmo dia. Faleceu no dia 27 de setembro de 1660, em Paris. Neste século XVII, São Vicente participou ativamente na Reforma Católica ocorrida na França.

Vicente foi o terceiro filho de Jean de Paul e Bertrande de Moras. Seus pais eram camponeses de fé firme e vigorosa. A própria mãe deu educação religiosa aos seis filhos.

São Vicente de Paulo, o Padre Vicente

Vicente se destacava pela sua inteligência e pelo zelo religioso. Começou a estudar na cidade de Dax, onde mais tarde, foi professor. Estudou teologia na Universidade de Toulouse. Sua ordenação sacerdotal, com apenas dezenove anos, foi no dia 23 de setembro de 1600. Nessa época ele passou por uma forte provação: uma senhora viúva que gostava de ouvi-lo pregar, sabendo que ele era uma pessoa pobre, deixou sua herança para ele, uma propriedade e uma quantia em dinheiro, que estava em posse de um comerciante na cidade de Marselha. O Padre Vicente vai até lá para receber esta herança com a intenção de distribui-la para os pobres.

Grande reviravolta na vida de São Vicente de Paulo

Ao retornar de Marselha, o navio em que ele viajava sofreu um ataque de piratas turcos. Pe. Vicente tornou-se prisioneiro e foi vendido em Túnis como escravo. Depois, foi vendido a outro homem que, ao morrer, o deixou como escravo herança a um sobrinho fazendeiro. Este tinha sido católico, mas, por medo da perseguição, tornara-se muçulmano.

O escravo volta à liberdade

Uma das três esposas deste fazendeiro ficou encantada com as músicas que Pe. Vicente cantava ao rezar e quis saber o significado daquilo. Ao ser evangelizada por Pe. Vicente, a mulher chamou a atenção do marido dizendo que ele não poderia ter abandonado aquela religião tão linda e séria. O patrão se arrependeu e se converteu. Meses depois, o homem foi com Padre Vicente até à França. Foram escondidos dos muçulmanos, em 1607. Chegando a Avignon encontraram o Vice-Legado do Papa e Vicente recebeu de volta suas credenciais de sacerdote. Seu ex-dono retornou à Igreja Católica, foi admitido num mosteiro e se tornou monge.

São Vicente de Paulo, um homem dos pobres

Em Roma, Pe. Vicente frequentou a universidade e se formou em Direito Canônico. Foi nomeado Capelão da Rainha Margarida de Valois, a rainha Margot, pelo rei Henrique IV. Ele fazia a distribuição das esmolas dadas aos pobres e visitava os doentes no hospital. Padre Vicente cumpria sua missão de sacerdote com tanto amor e zelo, que todos já o tinham como santo. Para o Padre Vicente, cada doente e cada pessoa, por mais miserável, era a própria pessoa de Jesus Cristo e tinha que ser tratada como tal. O Cardeal Pierre de Bérulle, Bispo de Paris, nomeou Vicente de Paulo como vigário de Clichy, um bairro da cidade.

Legado para a humanidade de São Vicente de Paulo

São Vicente fundou a Confraria do Rosário, que se dedicava a visitar e cuidar dos doentes. Por isso, ele se tornou Capelão Geral e Real da França. Depois, ele fundou a Congregação da Missão, dos Padres Lazaristas, que trabalhava para evangelizar os camponeses.

Num apelo feito pelo Pe. Vicente em Châtillon nasceu a Confraria da Caridade, conhecido também como o movimento das Senhoras da Caridade. A primeira religiosa foi uma camponesa, Ir. Margarida Nasseau, que teve orientação de Santa Luísa de Marillac. Depois, oficializou a Confraria das Irmãs da Caridade, atualmente conhecidas como Filhas da Caridade.

Organizador da caridade

Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo organizou muitas obras de caridade, doando-se inteiramente aos irmãos mais necessitados. Ele é considerado o pai dos pobres e também causou muitas mudanças no clero. As Conferências Vicentinas que conhecemos na atualidade tiveram início com Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, no ano de 1833. Essas conferências foram inspiradas por São Vicente de Paulo, e hoje estão espalhadas pelo mundo inteiro. São Vicente estipulou regras e condutas para as visitas aos pobres e doentes, visando à discrição, ao respeito para com os necessitados sem humilhá-los em hipótese alguma, mas, sim, ao contrário, fazendo-se igual a eles.

Devoção a São Vicente de Paulo

Para São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o sacerdote mais santo da época. Ele faleceu e foi sepultado na capela da Igreja de São Lázaro, na cidade de Paris. Sua canonização aconteceu em junho de 1737. Em maio de 1885 o Papa Leão XIII o declara patrono das obras de caridade da Igreja Católica Apostólica Romana.

Corpo incorrupto

52 anos após a sua morte, seu corpo foi exumado e encontrado incorrupto. Foram testemunhas do fenômeno, dois médicos, autoridades da Igreja e algumas pessoas. Para os dois médicos é impossível este tipo de preservação do corpo ocorrer naturalmente. Seu corpo está exposto na Capela de São Vicente de Paulo, em Paris, aberto à visitação. Seu coração está conservado em um relicário na Capela de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Oração a São Vicente de Paulo

São Vicente, que tanto vos compadecestes dos pobres, eu vos peço, olhai para mim! Sou Pobre, mas tenho fé! Há gente mais pobre do que eu: são aqueles que não tem fé; porque esses têm a alma vazia. São Vicente, conservai minha riqueza, que é a fé; mas eu vos peço, aliviai também minha pobreza. Ajudai-me a adquirir ao menos o necessário para me alimentar bem, para me vestir honestamente e comprar os remédios que me conservam a saúde e as forças necessárias par afazer os meus trabalhos e cumprir as minhas obrigações e assim poder ser útil à minha família e a todos os que precisarem de minha ajuda. Amém.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 26 de setembro de 2020

DIA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO - 26 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO - 26 DE SETEMBRO

HOMILIA - 26.09.20

 

SÃO COSME E SÃO DAMIÃO - SANTOS E ÍCONES CATÓLICOS

São Cosme e São Damião nasceram na cidade de Egeia, na Arábia, por volta do ano 260. Eram gêmeos, filhos de família nobre. Sua mãe, Teodata, ensinou-lhes a fé cristã. E ensinou-lhes de tal forma, que Jesus Cristo passou a ser o centro de suas vidas.

Vida de São Cosme e Damião

Cosme e Damião foram estudar na Síria, na época, um grande centro de estudos e formação. Lá, os gêmeos se especializaram nas ciências e na medicina. Tornaram-se médicos famosos pela competência, obtendo grandes sucessos nos tratamentos, como também na caridade para com os doentes.

São Cosme e São Damião, a medicina que leva para Deus

Por causa da profunda formação cristã que tiveram, os irmãos, vivendo num mundo paganizado, decidiram atrair as pessoas para Jesus Cristo através do exercício da medicina. E faziam isso não de maneira impositiva ou constrangedora, mas, principalmente, através da caridade, do amor e da competência.

Além disso, eles não cobravam por seus serviços médicos. Por esta razão espalhou-se a ideia de que os dois gêmeos médicos não gostavam de dinheiro. Não era bem isso. Na verdade, os dois eram grandes almas que sabiam dar ao dinheiro o seu devido lugar. Eles queriam curar as pessoas no corpo e na alma, levando a elas também os ensinamentos e a salvação de Jesus Cristo. Por este motivo, São Cosme e São Damião são os padroeiros dos médicos, das faculdades de medicina e dos farmacêuticos

A perseguição contra Cosme e Damião

Na mesma época em que eles trabalhavam e ensinavam em nome de Jesus, o imperador Diocleciano lançou uma grande perseguição contra os cristãos. E o local onde eles viviam era dominado pelos romanos. Por isso, eles foram presos sob a acusação de feitiçaria e de espalharem uma seita proibida pelo imperador. O imperador odiava os cristãos porque eles desprezavam os deuses romanos e adoravam somente Jesus Cristo.

Cosme e Damião foram tirados violentamente do local onde atendiam os doentes e levados ao tribunal.  Lá, foram acusados de feitiçaria, por curarem os doentes e de pregarem uma seita proibida. Ao serem questionados sobre isso, responderam: Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, e pelo seu poder. Ele é o Filho de Deus que veio a este mundo para salvar e para curar. No tribunal, foi exigido deles que renunciassem à fé em Jesus Cristo e começassem a falar aos pacientes sobre os deuses romanos. Eles se recusaram, não renunciaram aos princípios do Evangelho e por isso foram duramente torturados.

Martírio de São Cosme e São Damião

Cosme e Damião foram condenados à morte por apedrejamento e flechadas. Tudo foi preparado, então, para a execução da pena. A pena foi executada por carrascos experientes. Os santos irmãos gêmeos, porém, não morreram. Então, o magistrado ordenou que fossem queimados em praça pública. Executaram a sentença, mas o fogo não os atingiu. Cosme e Damião não paravam de louvar a Deus por estarem sendo dignos de sofrerem por Jesus Cristo. Os pacientes que eram atendidos por eles, que ainda não tinham se convertido, se converteram ao verem essas coisas. Os soldados decidiram afogar os dois, mas eles foram salvos por anjos. Por fim, a mando do magistrado, os torturadores lhes cortaram as cabeças.

Devoção a São Cosme e São Damião

Cosme e Damião foram sepultados pelos pacientes que tinham sido curados por eles. Mais tarde, seus restos mortais foram transladados para uma Igreja dedicada a eles, construída pelo Papa Felix IV, em Roma, na Basílica do Fórum. Lá e em toda a Igreja, eles são venerados como santos mártires, ou seja, morreram por testemunharem sua fé em Jesus Cristo e não renegarem esta fé. A festa de Cosme e Damião é celebrada no dia 26 de setembro.

Oração a São Cosme e São Damião

São Cosme e São Damião, por amor a Deus e ao próximo, consagrastes a vida no cuidado do corpo e da alma dos doentes. Abençoai os médicos e farmacêuticos. Alcançai a saúde para o nosso corpo. Fortalecei a nossa vida. Curai o nosso pensamento de toda a maldade. A vossa inocência e simplicidade ajudem a todas as crianças a terem muita bondade umas com as outras. Fazei que elas conservem sempre a consciência tranquila. Com a vossa proteção, conservai o meu coração sempre simples e sincero. Fazei que eu lembre com frequência estas palavras de Jesus: deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino do céu

São Cosme e São Damião, rogai por nós, por todas as crianças, médicos e farmacêuticos. Amém.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 25 de setembro de 2020

DIA DE SÃO CLÉOFAS - 25 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO CLÉOFAS - 25 DE SETEMBRO

HOMILIA

 

SÃO CLÉOFAS OU ALFEU

Seu nome, Cléofas, no hebraico antigo, pode ser também Alfeu. A partir daí, temos as informações dos historiadores que pesquisaram as origens dos santos. Segundo eles, a vida de são Cléofas esteve sempre muito ligada à de Jesus Cristo. Primeiro, porque se interpreta que Cléofas seja o pai de Tiago, o Menor; de José; de Simão e de Judas Tadeu, que são primos do Senhor. Maria, mãe de todos eles, no evangelho do apóstolo João, é chamada de esposa de Cléofas e irmã da Mãe Santíssima. E que também fosse irmão de são José, pai adotivo de Jesus. Sendo assim, confirma-se o parentesco. Cléofas, na verdade, era tio de Jesus Cristo.

A segunda graça conseguida por Cléofas, além do parentesco com Jesus, foi ter visto o Cristo ressuscitado. Quando voltava para Emaús, depois das celebrações pascais, na companhia de mais um discípulo, encontraram, na estrada, um homem, a quem ofereceram hospitalidade. Cléofas e o discípulo estavam frustrados, assim como os outros apóstolos, naquela hora de provação: ‘Nós esperávamos que fosse ele quem iria redimir Israel, mas…’

Foi então que o desconhecido fez penetrar a luz da Boa-Nova, explicando-lhes as Escrituras e aceitando o convite para ficar, pois a noite estava por cair. Só no momento em que o estranho homem repartiu o pão que os alimentaria, perceberam tratar-se de Jesus ressuscitado, pois o gesto foi idêntico ao da última ceia.

Cléofas foi perseguido por seus conterrâneos por causa de sua fé inabalável no Messias ressuscitado. Segundo são Jerônimo, o grande Doutor da Igreja, o martírio de são Cléofas aconteceu pelas mãos dos judeus, que o detestavam por sua inconveniente pregação cristã.

Já no século IV, a casa de são Cléofas tinha sido transformada em uma igreja. A Igreja confirmou seu martírio pela fé no Cristo e inseriu no calendário litúrgico o seu nome, no dia 25 de setembro, para ser celebrado por todo o mundo cristão.

Texto: Paulinas Internet

São Cléofas

Cléofas é um dos dois discípulos que no dia da ressurreição de Jesus Cristo, voltando a Emaús ao término das celebrações pascais, foram alcançados na estrada e acompanhados pelo Ressuscitado, que reconheceram somente depois de terem sido advertidos e terem generosamente oferecido hospitalidade.

“Nós esperávamos que fosse ele quem iria redimir Israel; mas…” Nas palavras que os dois discípulos dirigem ao desconhecido há um tom de frustração comum a todos os apóstolos naquela hora de provação. “É verdade que algumas mulheres, que são dos nossos, nos assustaram.”

Deste reflexo de esperança, o desconhecido faz penetrar a luz da Boa Nova, explicando-lhes as Escrituras e depois, aceitando o convite deles: “Fica conosco, porque a noite está chegando e o dia está para acabar”; revela-se “ao partir o pão”, o gesto eucarístico da última ceia, à qual também Cléofas devia estar presente.

Mas não é só este o privilégio do qual podia orgulhar-se. Se dermos uma olhada à etimologia do seu nome, descobrimos que Cléofas e Alfeu são a transcrição e a pronúncia do mesmo nome hebraico Halphai, ou dois nomes usados pela mesma pessoa. Presume-se por isso que Cléofas e Alfeu seja o pai de Tiago, o Menor e José, isto é, primos do Senhor.

No evangelho de João, Maria, mãe de Tiago e José, é chamada de esposa de Cléofas, e irmã, em sentido mais ou menos próprio, da Mãe de Jesus. O historiador palestino Egesipo afirma que Cléofas é irmão de São José e pai de Judas e Simão, eleito, este último para suceder Tiago Menor, como bispo de Jerusalém. Fazendo os cálculos, podemos identificar no emocionado discípulo de Emaús e Cléofas; que João chama de marido da irmã de Nossa Senhora, aquela Maria de Cléofas, presente com as outras piedosas mulheres ao drama do Calvário.

Como Maria de Cléofas é mãe de Tiago Menor, de José, de Judas e de Simão, naturalmente Cléofas é o pai deles. Pai de três apóstolos! Segundo Eusébio e São Jerônimo, Cléofas era natural de Emaús. Em Emaús, conforme uma antiga tradição Cléofas, “testemunha da Ressurreição”, foi trucidado por seus conterrâneos, intolerantes do seu zelo e da sua certeza de fé no Messias ressuscitado.

São Jerônimo nos assegura que já no século IV sua casa tinha sido transformada em igreja. O Martirológio Romano inseriu seu nome na data de hoje e confirmou seu martírio acontecido pelas mãos dos judeus.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 24 de setembro de 2020

DIA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS - 24 DE SETEMBRO

 

DIA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS - 24 DE SETEMBRO

Raimundo Floriano

 

NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

O surgimento da invocação e do título Virgem Maria “das Mercês” deriva da Ordem das Mercês, cujo apostolado da redenção de cativos era, na Idade Média, chamado de “obra de mercê ou misericórdia”. A Ordem atribui à Virgem Santíssima uma especial participação em sua fundação, motivo pelo qual a honrou ao longo dos séculos com especial devoção, seguindo o exemplo de São Pedro Nolasco, que já em 1249 dedicou-lhe uma Igreja.

Desde os primeiros momentos da fundação da Ordem, os religiosos deram à festividade geral da Virgem um sentido próprio. Em 1600, foi-lhes permitido celebrar sob o título das Mercês a festa da natividade de Maria. Já em 1616 é concedida aos mercedários a celebração litúrgica da festa de Nossa Senhora das Mercês com textos próprios. Em 1696, seu culto foi estendido a toda a Igreja.

Origem da devoção das Mercês

O vocábulo “mercê”, no séc. XIII, era sinônimo da obra de misericórdia corporal por excelência, qual seja, a de redimir cativos. Assim, as casas da Ordem de São Tiago, que costumavam receber cativos, eram chamadas Casas de Mercê, conforme documentação medieval.

A 29 de abril de 1249, os frades da Ordem das Mercês obtiveram licença do bispo de Barcelona, Dom Pedro de Centelles, para edificar uma igreja dedicada a Santa Maria em sua Casa – Hospital de Santa Eulália – construída próxima ao mar.

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA E PRIMEIRO DIA DAS FESTIVIDADES DE N.Srª DAS MERCÊS  -

O povo barcelonês começou a chamar a comenda dos frades mercedários de casa da Ordem das Mercês, e, posteriormente, de casa “das Mercês”.  Consequentemente, a imagem de Santa Maria que todos veneravam na nova igreja da Casa das Mercês de Barcelona começou a ser conhecida como Santa Maria das Mercês. Nesta igreja, iniciou-se o culto a Maria com o título de “Mercês” que, em seguida, se estenderá a todas as igrejas em que se estabeleçam os mercedários.

Como atos em honra de Santa Maria das Mercês, a Ordem desde seu início praticou:
* A entrega do hábito de Santa Maria aos novos frades. Dizia-se ao postulante: “Queres receber o hábito de Santa Maria?”, e o peticionário respondia: “sim, quero”.

O Ofício diário de Santa Maria. Este era obrigatório para todos os clérigos e para os leigos, que rezavam um oficio adaptado.

* A Missa e a Salve Rainha dos dias de sábado. É muito provável que o belo costume da Missa de Santa Maria e do Canto da Salve Rainha em sua honra nos dias de sábado tenha sido introduzida na Ordem por disposição do próprio São Pedro Nolasco. Consta que, em 1307, Galcerán de Miralles levava à igreja da comenda de Nossa Senhora de Bell-lloch a quantidade de três libras de cera, para que mantivessem um círio acesso todos os sábados durante a celebração da missa da virgem e o canto da Salve Rainha.
Outro gesto significativo de devoção mariana, provindo dos tempos de São Pedro Nolasco, era a despedida dos redentores ao partir para a terra de mouros. Esta se fazia diante do altar da igreja dedicado à Virgem. No retorno da missão, a procissão de redentores e redimidos, com seus estandartes, prosseguia até a igreja das Mercês, para agradecer à Celestial Protetora por sua proteção no decurso da missão redentora.

O nome de Maria no título da Ordem

Um dos títulos com que, no início, era chamada a obra fundada por São Pedro Nolasco foi “Ordem das Mercês” ou da “Misericórdia dos cativos”. A esta denominação muito rapidamente se somou o nome de Maria.
A primeira vez que se encontra documentalmente o nome de Maria no título da ordem é na bula do papa Alexandre IV, Prout Scriptura testatur, dada em Perúgia a três de maio de 1258. O papa, escrevendo aos arcebispos, bispos, abades, etc., para informá-los das graças e das faculdades concedidas aos mercedários, por motivo da obra benéfica que praticam em favor dos cativos, diz: “Dado que o Mestre e os frades da Bem Aventurada Virgem Maria das Mercês, outras vezes chamados de Santa Eulália (…) trabalham com todas as suas forças…”.

O Papa, portanto, uniu o nome de Maria ao vocábulo “Mercê”, obtendo a denominação Bem-aventurada Virgem Maria das Mercês, como parte do título da Ordem. Do contexto da bula, infere-se que o nome de Maria das Mercês já era conhecido. Não se deve supor que o Papa tenha usado o nome de Maria sem razão, ou que o impôs por autoridade. Ademais, o Papa não enviou a bula exclusivamente aos frades da Ordem.

Há de se buscar uma explicação lógica na interdependência entre a Virgem Santíssima e a Ordem dedicada à redenção dos cativos. Os frades das Mercês estavam persuadidos de que a Virgem Maria, Mãe de Deus, interveio de modo direto na fundação da Ordem. Consequentemente, os legisladores das constituições de 1272 oficializaram o nome de Maria no título, chamando-a: Ordem da Virgem Maria das Mercês da Redenção dos Cativos de Santa Eulália.

Por causa desta convicção, nos documentos do séc. XIII não aparece o nome do primeiro Mestre e iniciador da obra das Mercês – São Pedro Nolasco – no título da Ordem. Este gesto de abnegação e de escondimento da parte de São Pedro Nolasco foi certamente intencional. Assim, tanto ele, como os primeiros membros da Ordem recém-fundada desejavam que toda glória e toda honra da fundação fossem atribuídas a Maria Santíssima, mensageira da Trindade, aquela que a Ordem considera como fundadora e Mãe.

Conforme descreve, dentre tantos, o historiador mercedário Nadal Gaver (1445), essa presença de Maria concretizou-se no relato da aparição da Virgem Maria a São Pedro Nolasco ordenando-lhe fundar uma Ordem em sua honra, destinada à redenção dos cativos, visto que, tal fundação, de acordo com a própria Virgem Mãe, era vontade de Deus.

Imagens de Maria, igrejas e santuários mercedários

Em todas as casas da Ordem existiram desde o começo imagens de Santíssima Virgem Maria das Mercês. A primeira presença da imagem da Mãe das Mercês deu-se em Barcelona. Na comenda desta cidade encontrava-se a imagem da Virgem sentada com o Menino, esculpida em mármore branco, encomendada por São Pedro Nolasco e hoje conservada no museu da catedral barcelonesa.

No séc. XIV, foi substituída, por ser demasiado pequena, para o templo que se tornava grande, por outra imagem feita pelo escultor da catedral de Barcelona, Bernardo Roca, segundo contrato firmado a 13 de setembro de 1361. Tal contrato fora firmado pelo referido artista e o prior de Barcelona, Frei Bonananto de Prixana. É esta imagem que, como Padroeira de Barcelona, hoje preside o altar-mor da Basílica das Mercês da dita cidade.

Além da veneração e do culto à Santíssima Virgem Maria das Mercês, durante o primeiro século de existência da Ordem, Pedro Nolasco e seus frades sentiram especial predileção por igrejas em que se tributava culto a Maria. Isso se dava, dentre outros motivos, ou porque lhes foram confiadas as igrejas dedicadas a Maria já existentes, ou porque a Ordem as construiu sob o patrocínio da Virgem.

O primeiro e mais notável santuário mariano da Ordem das Mercês, no séc. XIII, foi o de Santa Maria de El Puig, em Valência. Existem também outras igrejas dedicadas à Virgem: Santa Maria dels Prats (Tarragona), Santa Maria de Sarrion (Teruel), Santa Maria de Arguines (Castellón), Santa Maria de El Olivar (Estercuel), Santa Maria de Acosta (Huesca), Santa Maria de Montflorite (Huesca), Santa Maria de Perpignan (França) e Santa Maria de El Puig de Osterno ou Montetoro, Santuário Mariano da ilha de Menorca. No Brasil, existem 34 Paróquias dedicadas a Nossa Senhora das Mercês.

Marianismo mercedário

Está fora de toda dúvida que a Ordem das Mercês nasceu, cresceu e atuou em clima de amor e devoção à Virgem Maria. Sem a intervenção, presença e apoio da Celestial Rainha e Mãe, não podiam explicar-se adequadamente nem a origem da Ordem, nem o atrativo que sobre Pedro Nolasco e seus seguidores imediatos exerceram as igrejas dedicadas a Santa Maria; nem a iniciativa de consagrar e dedicar a Santa Maria a igreja da casa de Barcelona, cabeça e fundamento da Ordem, quando esta era conhecida por Casa, Hospital e Ordem de Santa Eulália.

Também não se poderia explicar nem o empenho tenaz de introduzir o santo nome de Maria no título da Ordem, depois de ter-se provado e usado vários; nem por que o hábito branco da Ordem chamou-se hábito de Santa Maria. Tampouco se explicaria como uma Ordem de poucos frades e de caráter militar; fundada por um leigo para a redenção de cativos, foi capaz de introduzir na igreja uma nova invocação mariana, a de Santa Maria das Mercês.

Prova desta forte característica mariana da Ordem, desde seus primórdios, é que todas as doações para a redenção eram feitas em nome de Maria. São numerosos os documentos existentes de doações feitas por benfeitores à Ordem para as redenções, em que se especifica a motivação mariana de tais doações. Cita-se um exemplo do que acabamos de afirmar: Ferrer de Portell e sua mulher Escalona “para glória de Deus e da Virgem Maria e o bem de suas almas”, a 25 de outubro de 1234, ofereceram seus bens a Pedro Nolasco para redenção dos cativos. Igualmente Ramón de Morella, a 3 de março de 1245, ao doar o hospital de Arguines a Pedro Nolasco, fê-lo “em honra de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Bem-aventurada Virgem Maria, sua mãe”. O Rei Jaime II, a 15 de maio de 1300, outorgava um benefício à Ordem  “por reverência à Virgem Maria”.

Se os fiéis davam essas esmolas para a honra de Maria, então isso significa que os religiosos solicitavam-nas em seu nome, coisa que não teriam podido fazer se não estivessem convencidos de uma particular intervenção de Maria na fundação da Ordem.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 24 de setembro de 2020

DIA DE SÃO GERARDO SAGREDO - 24 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO GERARDO SAGREDO - 24 DE SETEMBRO

HOMILIA - 24.09.20

 

São Gerardo Sagredo

São Gerardo Sagredo é celebrado pela Igreja a 24 de setembro. Nasceu em 980, em Veneza, Itália, filho de pais ilustres. Tornou-se sacerdote beneditino e foi enviado em missão para a Corte da Hungria. Lá, foi diretor espiritual e professor do rei Estêvão I, também proclamado santo pela Igreja. Ambos trabalharam para a conversão dos húngaros ao cristianismo.

Ao assumir o bispado de Chonad, na Hungria, não cansou de combater as idolatrias aos deuses pagãos, pregando o Evangelho, consolidando a fé e recomendando o povo daquela região à intercessão de Nossa Senhora, “Onipotência Suplicante”. Com a morte do rei Estêvão, o santo passou a ser perseguido pelos opositores do cristianismo. São Gerardo foi preso e apedrejado até a morte em 24 de setembro 1046. As relíquias do santo estão guardadas em Veneza, sua terra natal, na igreja de Nossa Senhora de Murano. É festejado pela Igreja como o “Apóstolo da Hungria”.

Confira trechos da carta do papa João Paulo II à Igreja da Hungria, redigida em 1980, por ocasião do milênio do nascimento de São Gerardo Sagredo:

“Das suas biografias, a figura de São Gerardo aparece-nos em três sucessivas formas típicas de vida cristã: como monge, como apóstolo e como mártir. O monge é o homem de Deus que, em oração e trabalho, dedica completamente a vida a Deus; o apóstolo, anunciador da alegre nova salvífica do Evangelho, que educa para a santidade de vida o cristão e leva o pagão ao cristianismo; e o mártir que, como extremo testemunho do seu amor, se dá a Deus totalmente a si mesmo, a sua vida orante e a sua atividade apostólica.(…)


São Gerardo com a sua vida deu testemunho de assíduo serviço de evangelização. Não procurou anunciar as próprias ideias, mas a boa nova de Cristo. Compreendeu também que só pode nascer uma ordenada comunidade eclesial desta maneira: procurando a comunhão com Cristo e oferecendo a própria vida em serviço dos irmãos. A comunhão vivida com Cristo e com os irmãos revela o verdadeiro significado da instituição da Igreja: levar à comunhão mediante a fé num Deus que é Amor e está perto. São Gerardo dedicou as suas energias para organizar a Igreja, comunidade local recém-nascida, inserindo-lhe as raízes na comunidade universal, quer dizer, na Igreja de Cristo. Esta unidade, fonte de vida e de fé, é condição indispensável para a frutuosa evangelização; e também nós devemos amar e servir a nossa pátria terrena, a sua cultura e os seus valores, sempre amando e servindo a Deus. Tem porventura a Igreja húngara missão mais importante que seguir o espírito apostólico sobre as pisadas do exemplo e da doutrina do seu grande Apóstolo?

O martírio coroou esta vida dedicada a Deus na oração e na atividade apostólica. Os acontecimentos são conhecidos: o Bispo Gerardo, enquanto se dirige de Székesfehérvár a Buda, para receber Endre e depositar em mãos seguras a herança de Santo Estevão, isto é, o destino da jovem cristandade magiar, é morto por um grupo de pagãos revoltados. Este martírio foi o testemunho derradeiro do amor de São Gerardo à sua nova pátria, ao seu novo povo. ‘Maiorem hac dilectionem nervo habet, ut animam suam ponat quis pro amicis suis’ (Jo 15, 13). Martírio, na língua grega de que veio a palavra, significa exactamente ‘testemunho’.

Se é verdade que a tarefa do cristão de hoje é praticar a harmonia interior da oração e do trabalho, e levar a que se desenvolva o espírito apostólico dedicado aos outros, é também verdade que tudo isto terá crédito e força aos olhos dos homens só se dermos testemunho da nossa convicção com toda a nossa vida, vivida e, se necessário, oferecida pelos irmãos. Exemplo e ensinamento último de São Gerardo mártir é que nós, com a dádiva total do nosso talento, das nossas forças e do nosso esforço, testemunhemos a verdade que acreditamos e professamos. ‘Accipietis virtutem supervenientis Spiritus Sancti in vos, et eritis mihi testes’ (Act 1, 8): este é o testamento de Cristo que regressa ao Pai.

O monumento de São Gerardo, o monge, o apóstolo e o mártir, ergue-se no centro da vossa Capital, dominando o Danúbio, e, com o Crucifixo levantando no cimo, exorta-vos ainda hoje: sede testemunhas da fé em Cristo e do amor fraterno que é distintivo do Cristianismo, no meio do vosso povo.

O Espírito de Cristo vos dê a força, mediante a poderosa intercessão da Santíssima Virgem, ‘Magna Domina Hungarorum’”.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 23 de setembro de 2020

DIA DE SÃO PIO DE PIETRELCINA - 23 DE SETEMBRO

DIE DE SÃO PIO DE PIETRELCINA - 23 DE SETEMBRO

HOMILIA - 23.09.20

 

São Pio de Pietrelcina

 
Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis.

Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes.
 
Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte.

Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a "Casa Sollievo della Sofferenza", ou melhor, a "Casa Alívio do Sofrimento" em 1956.

Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: "Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus". Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinquenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas.

Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consci
ência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade.

Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 22 de setembro de 2020

DIA DE SANTO INÁCIO DE SANTHIÁ - 22 DE SETEMBRO

DIA DE SANTO INÁCIO DE SANTHIÁ - 22 DE SETEMBRO

HOMILIA - 22.09.20

 

SANTO INÁCIO DE SANTHIÁ

Lourenço Maurício nasceu no dia 05 de junho de 1686, em Santhiá, na Itália. Era o quarto de seis filhos, da rica família cristã. Aos sete anos, ficou órfão de pai. Desde menino, ele cresceu na oração e amadureceu a sua vocação sacerdotal.

Em 1717, torna-se capuchinho e muda seu nome para Inácio. Desde então, foi enviado para vários Conventos, sempre obediente e honrado por poder servir os irmãos da Ordem com a sua humilde pessoa.

Em 1727, passou a residir numa paróquia e tornou-se confessor, tarefa que desempenhou nos últimos vinte e quatro anos de vida. Neste ministério, demonstrou toda sua caridade paterna, sabedoria e ciência, adquiridas nos livros e através das orações contemplativas. A todos recebia com a maior caridade, porque os pecadores eram os filhos mais doentes e necessitados de acolhida e compreensão. Passou a ser chamado de: “padre dos pecadores e dos desesperados”.

Mas em 1731 o seu bom conceito de guia experiente e sábio o levou à ocupar os cargos de mestre dos noviços. Sua intenção era formar os jovens para a vida, a mortificação, a penitência, e instruía, corrigia e encorajava com atenção e palavras amorosas, fazendo o caminho difícil se tornar ameno.

Morreu com sua fama de santidade no dia 21 de setembro de 1770, em admirável tranquilidade. 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 21 de setembro de 2020

DIA DE SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA - 21 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA - 21 DE SETEMBRO

HOMILIA - 21.09.20

 

SÃO MATEUS, APÓSTOLO E EVANGELISTA

 

São Mateus foi um dos doze apóstolos de Cristo. É o autor do primeiro dos três evangelhos sinóticos. Os outros dois são de Marcos e Lucas. No Evangelho, Mateus apresenta Jesus com o título de Emanuel, que significa “Deus está conosco”.

Mateus, também chamado de Levi é filho de Alfeu conforme os Evangelhos de Marcos e Lucas (Marcos 2,14) (Lucas 5, 27). Antes de ser chamado para seguir Jesus, Mateus era um coletor de impostos do povo hebreu, durante a dominação romana, por ordem de Herodes Antipa. Ele estava alocado em Cafarnaum, uma cidade marítima no mar da Galileia, na Palestina.

Seu primeiro contato com Jesus se deu enquanto estava trabalhando: “saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coleteria de impostos, e lhe disse”: “siga-me!” Ele se levantou e seguiu Jesus (Mateus 9, 9). “Depois, Mateus preparou, em sua casa, um grande banquete para Jesus”. “Estava aí uma numerosa multidão de cobradores de impostos e outras pessoas, sentadas à mesa com eles.” (Lucas 5, 27-28-29). 

O nome de Mateus aparece sempre na relação dos 12 primeiros apóstolos de Cristo, geralmente ao lado de São Tomé. Entre as citações consta uma ordem de Jesus: “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram”. Então, Jesus se aproximou e falou: “Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra”. “Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês”. “Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo”. (Mateus 28, 16-17-18-19-20).

Apóstolo e Evangelista, segundo a tradição, Mateus pregou pela Judeia, Etiópia e Pérsia. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesareia, em sua História da Igreja, a única referência a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II.

Da sua atividade após o Pentecostes, se conhece somente as páginas do seu Evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de “Primeiro Evangelho”, logo no início, Mateus apresenta Jesus como o Mestre que veio realizar a justiça. Mateus relata a morte e a ressurreição de Jesus. Seu evangelho é organizado em “cinco livrinhos”, cada um contendo uma parte narrativa seguida de um discurso, que reúne e explica o que está contido nas narrativas.

São Mateus morreu na Etiópia, apedrejado, queimado e decapitado. Suas relíquias teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno, onde até hoje se encontram e são consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. A Igreja Romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro. Seu símbolo como Evangelista é um anjo.

A belíssima conversão de São Mateus

Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta dinheiros.

Interessante que, quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus, ao contrário, prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usurário ou avarento, “para demonstrar aos leitores — observa São Jerônimo — que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor”.

Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. No seu evangelho ele esconde humildemente este alegre particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: “Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a admoestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 20 de setembro de 2020

DIA DOS SANTOS ANDRÉ KIM E PAULO CHÓNG - 20 DE SETEMBRO

DIA DOS SANTOS ANDRÉ KIM E PAULO CHÓNG - 30 DE SETEMBRO

HOMILIA - 20.09.20

 

Santos André Kim e Paulo Chóng

Por muito tempo, o catolicismo foi considerado, na Coreia, uma “religião perversa”. Pois suprima nos convertidos os laços com o passado e com os cultos tradicionais. A essa questão religiosa somou-se também aquela do expansionismo europeu, visto pelo Estado coreano como ameaça às instituições.

Se, por um lado, isso custou à comunidade cristã cerca de 80 anos (1801-1883) de perseguição, por outro, a exaltou com 103 mártires, entre os quais se destacam o primeiro sacerdote, André Kim e o leigo evangelizador, Paulo Chong, ambos de origem coreana.

Antes de ser executado S. André Kim escreveu aos seus fiéis: Eu vos peço: não deixeis de lado o amor fraterno, mas ajudai-vos uns aos outros, perseverando, até que o Senhor tenha piedade de vós e afaste a tribulação (cf.liturgia das horas, p.1297, v.Iv).

 

 

 

 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 19 de setembro de 2020

DIA DE SÃO JANUÁRIO - 19 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO JANUÁRIO - 19 DE SETEMBRO

HOMILIA - 19.09.20

 

São Januário (São Gennaro)

 

Considerado um homem bom, caridoso e zeloso com as coisas da fé, foi eleito Bispo de Benevento. Era uma época em que os inimigos do Cristianismo submetiam os cristãos a testemunharem sua fé através de terríveis torturas seguidas de morte. Segundo a tradição, Januário foi martirizado na época do Imperador Diocleciano no ano de 304.

O Bispo Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte num espetáculo público no Circo. Sua execução era mesmo para ser um verdadeiro evento macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo chamado para assistir. Porém, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou então que fossem todos degolados ali mesmo.

Segundo antiquíssima tradição, alguns cristãos piedosamente recolheram em ampolas o sangue do Bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica.

O sangue do mártir é guardado cuidadosamente na catedral de Nápoles. Durante a sua festa, no dia 19 de setembro, todos os anos sua imagem é exposta à imensa população de fiéis. Por várias vezes, nesta ocasião a relíquia do seu sangue se liquefaz, adquirindo de novo a aparência de recém-derramado e a coloração vermelha. Um mistério que só mesmo a fé consegue entender e explicar.

 Por tudo isto, o povo de Nápoles e todos católicos devotam enorme veneração por São Januário. Até a história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé da montanha do Vesúvio, se confunde com a devoção dedicada a ele, que os protege das pestes e das erupções do referido vulcão.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 18 de setembro de 2020

DIA DE SÃO JOSE DE CUPERTINO - 18 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO JOSÉ DE CUPERTINO - 18 DE SETEMBRO

HOMILIA - 18.09.20

 

Dia de São José de Cupertino

O Dia de São José de Cupertino comemora-se a 18 de setembro.

José Desa (Guiseppe Desa) nasceu a 17 de junho de 1603, em Cupertino, Nápoles, e faleceu a 18 de setembro de 1663 em Ósimo, Ancona.

José de Cupertino, o Santo que Voava

A história de São José de Cupertino é uma das mais fantásticas entre o calendário dos santos, tendo dado origem a filmes como “The Reluctant Saint” (1962). O “santo que voava”, o “frade voador”, o “irmão voador” são alguns nomes atribuídos a São José de Cupertino.

Nascido num estábulo, como Jesus, José teve uma infância marcada pela pobreza. Já na escola teve os seus primeiros êxtases, onde ficava parado, de olhar perdido, dando-lhe os colegas o nome de “boca aberta”.

Pelo som de um sino da igreja, de uma música sacra, ou da menção do nome de Deus, Cristo ou de Maria, José entrava em êxtase e tinha visões das quais não saía mesmo com beliscões ou queimaduras. Algumas visões conseguia descrever com detalhe, doutras não conseguia ter memória.

Tentou ingressar na vida religiosa por diversas vezes, mas sem sucesso, por clara incapacidade. Com muita insistência foi admitido num convento franciscano onde ficou encarregaso de tomar conta das mulas.

Tão pouco dotado intelectualmente, José era apelidado pelos outros, e até por si mesmo, como o “irmão burro” perante os frades do Santuário de Grottella que o tinham acolhido.

Quando foi avaliado para o sacerdócio, ele foi ajudado sobrenaturalmente nas suas provas, passando com distinção. Apesar das suas limitações, ele conseguia comentar o Evangelho ao pormenor, e quando o Papa Urbano VIII o encontrou, este fez-lhe perguntas complicadas em aramaico às quais José respondeu na mesma língua com naturalidade.

São José era visto regularmente em levitação, erguido nas alturas, e do seu corpo emanava um ligeiro perfume. A ele foram atribuídos muitos milagres de cura e muitos conselhos sábios, sendo o santo procurado por multidões de doentes, teólogos e intelectuais.

A sua fama foi alvo de inveja, com acusações de poderes demoníacos, o que o levou ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. José saiu inocente do processo, mas foi transferido para conventos isolados. Depois de muito sofrimento e de prever a própria morte, o santo faleceu com 60 anos.

Santo Padroeiro

Por toda a sua história, São José de Cupertino é o santo padroeiro dos estudantes desesperados que a ele recorrem em oração em altura apertada de exames, assim como dos alunos com alguma deficiência mental e dos alunos mais distraídos.

Ele é também o padroeiro dos passageiros, dos pilotos e dos astronautas.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 17 de setembro de 2020

DIA DE SÃO ZIGMUNT FELINSK E SÃO ROBERTO BELARMINO - 17 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO ZYGMUNT FELINSKI - 17 DE SETEMBRO

 

DIA DE SÃO ROBERTO BELARMINO - 17 DE SETEMBRO

HOMILIA - 17.09.20

São Zygmunt Felinski

Nascido de uma família nobre e cristã, a 1º de novembro de 1822, em Wojutym – Polônia, era filho de Eva e Geraldo Felinski.

Educado em ambiente religioso, onde aprendeu desde a infância o verdadeiro amor a Deus, à Virgem Maria, ao próximo e à Pátria. Sua adolescência foi marcada pela dor e sofrimento. Perdeu seu pai aos onze anos e, aos dezesseis, sua mãe foi exilada para a sibéria. Estudou na Universidade de Moscou e em Paris, na sorbone, tornando-se professor de Matemática.

Lutou em defesa da Pátria, onde experimentou a dor da derrota e também sentiu profundamente a morte de seu grande amigo e companheiro de luta, o poeta Júlio Slowacki.

Após essas experiências dolorosas, refletiu sobre sua vida até aquele momento e decidiu entrar no Seminário e, em 1855, na cidade de Petersburgo – Rússia, foi ordenado sacerdote.

Em 1857, observando o sofrimento das crianças e idosos abandonados de Petersburgo, iniciou a fundação da Congregação das Irmãs da Sagrada Família.

Em 1862 foi nomeado Arcebispo de Varsóvia – Polônia, na qual desenvolveu suas atividades pastorais com coragem no serviço de Deus. Mas, por não compactuar com o governo russo e por defender os direitos do povo e da Igreja, foi preso e levado para o exílio na Sibéria – Rússia, onde permaneceu 20 anos exilado. Durante o período de exílio, viveu em profunda sintonia com Deus e exerceu suas atividades de pastor ajudando aos irmãos necessitados, sem esquecer da Congregação que fundara.

Quando regressou do exílio, fixou residência em Dzwiniaczka – Galícia, dedicando todo o seu tempo e suas forças à Igreja, à Congregação que fundara e à Nação. Zelou pela cultura do povo, organizou o ensino elementar nas Escolas e Orfanatos e dirigiu a catequese com o máximo de amor até os últimos dias de sua vida.

Faleceu na cidade de Cracóvia – Polônia, a 17 de setembro de 1895, aclamado por todos, como “Homem Santo”.

No dia 22 de agosto de 2002, na cidade de Cracóvia – Polônia, pelas palavras do Papa João Paulo II, a Igreja reconheceu a samtidade de Zygmunt Felinski, colocando-o entre os Bem Aventurados.

Foi Canonizado no dia 11 de outubro de 2009.

Ele dizia: “A fé nos ensina que somente será glorificado com Cristo aquele que admite ser crucificado com Ele na Terra”.

Antes de falecer abençoou os seus dizendo: “Abençoo-vos para o trabalho interior; para a construção do Reino de Deus em vossas almas, para levardes a cruz em espírito de penitência e em espírito de espontâneo sacrifício a exemplo de Vosso Mestre, Esposo e Senhor.” (Bênção do Fundador)

“Há pessoas semelhantes a estrelas, as quais não vemos, entretanto, aproveitamos da sua luz”. (Zygmunt Felinski)

São Zygmunt Felinski, rogai por nós!

São Roberto Belarmino

Celebramos o grande santo jesuíta, Belarmino, que nasceu em Montepulciano, no centro da Itália, em 1542. Querido pelos pais e de muitas qualidades, era irmão de cinco religiosos, dentre os doze, que enriqueciam a família dos dedicados pais.

Quando os padres da Companhia de Jesus abriram um colégio em Montepulciano, Roberto foi um dos primeiros alunos na matrícula e no desempenho. O contato com os padres fez com que o jovem mudasse sua primeira ideia de ser médico, para inclinar-se em favor da vida religiosa jesuíta.

Depois de conseguir a permissão do pai, que ao contrário da mãe, apresentava uma certa resistência frente a opção do amável filho, Belarmino com 18 anos, iniciou e concluiu de maneira brilhante sua formação religiosa e seus estudos de filosofia e teologia, tanto que antes de ser ordenado sacerdote foi enviado como professor e pregador em Lovaina, na Bélgica, onde ficou dez anos.

Teve importante papel na aplicação do Concílio de Trento, já que ajudou na formação apologética dos teólogos e pregadores responsáveis na defesa da fé. Neste sentido Roberto, muito contribuiu ao escrever sua obra de nome “Controvérsia” e o livro chamado “Catecismo”. Em sua obra “Controvérsias”, Belarmino explana os seus três grandes amores. Trata da Palavra de Deus, de Cristo cabeça da Igreja e do Sumo Pontífice.

Era também diretor espiritual do Colégio Romano, tendo sob sua responsabilidade a formação ascética dos alunos que muito o respeitavam e admiravam. O Papa Clemente VIII o elevou a cardeal com esta motivação:

“Nós o escolhemos porque não há na Igreja de Deus outro que possa equiparar-se ele em ciência e sabedoria”.

Quando ficou muito doente em setembro de 1621, os confrades foram testemunhas do último diálogo dele com Deus: “Ó meu Deus, dai à minha alma, asas de pomba, para que possa voar para junto de vós”. Morreu no dia 17 do mesmo mês, e pelos seus escritos recebeu o título de Doutor da Igreja.

São Roberto Belarmino, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 16 de setembro de 2020

DIE DE SÃO CORNÉLIO E SÃO CIPRIANO - 16 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO CORNÉLIO E SÃO CIPRIANO - 16 DE SETEMBRO

HOMILIA - 16.09.20

 

São Cornélio e São Cipriano

Vítimas ilustres da perseguição de Valeriano, respectivamente em junho de 253 e em setembro de 258, são o papa Cornélio e o bispo de Cartago, Cipriano, cujas memórias aparecem em conjunto nos antigos livros litúrgicos de Roma desde a metade do século IV. Cipriano nasceu em Cartago, mais ou menos no ano 210, era ainda pagão quando ensinou filosofia e advogou. Converteu-se em 246, e três anos depois foi escolhido para o episcopado. Havia apenas tomado posse na diocese de Cartago, quando estourou a perseguição de Décio. Os cristãos deviam apresentar-se ao magistrado e requerer o libellus, isto é, um certificado que os declarasse bons e honestos cidadãos, precedendo naturalmente a simples formalidade de jogar alguns grãos de incenso no braseiro diante de um ídolo.

A essa apostasia obrigatória muitos fugiram com astúcia corrompendo os funcionários, que davam certificados mediante o mercado negro. Estes cristãos foram chamados libelados. Existiram também os que renegaram a fé e foram apelidados lapsi (= decaídos). O bispo Cipriano escolheu o caminho da clandestinidade, refugiando-se no campo. Passada a borrasca, Cipriano concedeu o perdão aos libelados, e não fechou o caminho de volta aos decaídos, que podiam ser absolvidos na hora da morte. Sua atitude moderada foi aprovada pelo papa Cornélio, com quem Cipriano tinha se aliado contra o antipapa Novaciano, escrevendo, na oportunidade, o seu tratado mais importante: A unidade da Igreja. Cornélio fora eleito papa em 251, após longo período de sede vacante, por causa da terrível perseguição de Décio. Sua eleição foi impugnada por Novaciano, que acusava o papa de ser um libelado. Cipriano, e com ele os bispos africanos, ficaram do lado de Cornélio.

O imperador Galo mandou o papa para Civitavecchia, onde Cornélio morreu. Foi sepultado nas catacumbas de Calisto. Por sua vez, Cipriano foi exilado para Capo Bom, mas quando percebeu que fora condenado à pena capital, reentrou em Cartago, porque queria dar o testemunho de amor a Cristo na presença do seu rebanho. Foi decapitado a 14 de setembro de 258. Os cristãos de Cartago haviam estendido sob sua cabeça paninhos brancos para depois guardarem, molhados no seu sangue, como preciosas relíquias. O imperador Valeriano fazendo decapitar o bispo Cipriano e o papa Estêvão, pusera fim, involuntariamente, a uma disputa surgida entre os dois sobre a validade do batismo administrado pelos hereges, contestada por Cipriano e afirmada pelo papa.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 15 de setembro de 2020

DIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES - 15 DE SETEMBRO

DIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES - 15 DE SETEMBRO

HOMILIA - 15.09.20

 

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.
 

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist. 

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Na Semana Santa uma das imagens que muitos guardam no coração é de N. Sra. das Dores. Com a influência devocional da península ibérica fomos chamados desde a infância a ter esses momentos de contemplar os vários tipos de sofrimentos durante a semana santa. Uma das imagens marcantes durante esses dias é justamente a figura de Maria, a senhora das dores.

Nossa Senhora sempre guardou e meditou tudo em seu coração, desde quando recebeu a notícia que seria mãe de Jesus, depois durante a sua vida infantil e pública e até a sua Morte na Cruz. Maria não gritou, não tentou impedir que levassem seu filho para a morte de Cruz. No caminho do Calvário, Jesus encontra com sua mãe: é claro que Maria estava com muita dor interna, estava com o coração despedaçado, mas não externava, guardava para si, pois sabia desde o início, com o anúncio do anjo que a missão de ser a Mãe do Filho de Deus não seria nada fácil.

Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Este título em particular refere-se às sete dores que Nossa Senhora sofreu ao longo de sua vida terrestre, principalmente nos momentos da Paixão de Cristo.                          

Depois observamos Maria contemplando em pé, ao lado do discípulo amado ao seu filho Jesus crucificado: ela estava ali, acompanhando os últimos momentos da vida de seu filho, em silêncio, guardando tudo em seu coração. Jesus entrega a sua mãe ao discípulo amado e o discípulo amado a sua mãe: “ Filho, aí está a sua mãe. Mulher aí está teu filho”, e partir daí o discípulo amado a acolheu consigo. Com esse gesto Jesus entrega a sua Mãe a toda humanidade, quando João a acolhe consigo e toda a humanidade que a acolhe, para ser a nossa Mãe.

Ao se encontrarem a Mãe e o Filho, um sente a dor do outro, são os olhares que se encontram e nessa troca de olhares um compreende a missão do outro. Com toda certeza veio a memória de Maria tudo aquilo que passou em sua vida desde que aceitou ser a mãe do Salvador, mas em nenhum momento ela se desespera, mas desde o início entendeu qual seria a sua missão. E nos dias de hoje ela continua intercedendo por nós lá do céu, e de lá eles também trocam olhares de amor e compaixão.

É incomensurável a dor da perda de um filho, mas devemos procurar ser sábios e entendedores da Palavra de Deus assim como Maria para compreender os planos de Deus para nossa vida.

A imagem de Nossa Senhora das Dores com espadas cravadas em seu peito, interpreta na imagem o que Maria experimenta na vida, porque expressa a o que ela sentiu ao ver o seu filho crucificado e sofrendo cruelmente por nós, foi como se uma espada atravessasse o seu peito. Maria tem um olhar puro, um olhar de amor, de carinho e através desse olhar ela nos encoraja a superarmos as situações difíceis que passamos. E nos ensina a superar as dores assim como ela superou.

Estamos passando por um momento muito difícil no mundo com a Covid 19 (corona vírus), mas dobrando os joelhos e rezando o Santo Rosário pedindo que ela olhe por nós com o amor de Mãe vamos superar esse momento difícil. Com ela podemos ter confiança na presença do Senhor em nossas vidas que dá sentido às nossas dores. Estamos unindo nossa cruz à Cruz de Cristo. Nesses dias que temos que ficar em casa, podemos rezar o terço e pedir que ela olhe por nós todos. No terço contemplamos também as dores de Nossa Senhora. Podemos acompanhar pelas mídias sociais e pelas televisões de inspiração católica a celebração da Santa Missa e outros atos litúrgicos e devocionais.

Esse título de Nossa Senhora das Dores assim como todos os outros tem um grande significado, esse nasceu da dor, do sofrimento de ver o seu filho sendo morto na Cruz, e nos ensina a lhe dar com o sofrimento, com sabedoria, meditação e oração. Entender que é necessário que passemos por aquele sofrimento para que depois venha a alegria. Que algo tem por trás daquele momento difícil e muitas vezes não conseguimos enxergar. Que ao olhar para trás depois de um tempo possamos entender que foi um momento ruim que passamos, mas depois vem a consolação.

Nossa Senhora das Dores, também conhecida como Nossa Senhora da Consolação, ou seja, ela consola as nossas lágrimas com seu amor nos momentos difíceis da nossa vida. Eela nos consola também, dando-nos a certeza da ressurreição.

Maria foi fiel a Missão dada por Jesus, após a Morte e Ressurreição de Jesus Ela acompanha os apóstolos em sua Missão e estava no cenáculo quando tiveram a experiência da presença do Espírito Santo que fez os discípulos saírem em missão para anunciar o Reino de Deus. E Ela nos ensina também a sermos fiéis na nossa missão, vivendo o nosso batismo, anunciando o Reino de Deus.

Que Nossa Senhora, a Mãe das dores seja um sinal em todas as situações difíceis de nossa vida e interceda por nós neste tempo de sofrimentos e nos inspire a fé e a coragem para que não desanimemos nas situações de “morte” e nos ajude a crescer e a encontrar a “Ressurreição”.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 14 de setembro de 2020

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14.09

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ - 14.09

HOMILIA - 14.09.20

 

Festa da Exaltação da Santa Cruz

A festa em honra da Santa Cruz foi celebrada pela primeira vez em 335, por ocasião da dedicação de duas basílicas constantinianas de Jerusalém, a do Martyrium ou Ad Crucem no Gólgota, e a do Anástasis, isto é, da Ressurreição. A dedicação se realizou a 13 de dezembro. Com o termo exaltação, a festa passou também para o Ocidente, e a partir do século VII comemora-se a recuperação da preciosa relíquia pelo imperador Heráclio em 628. Da Cruz, roubada 14 anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade Santa, perderam-se definitivamente todas as pistas em 1187, quando foi tirada do bispo de Belém que a havia levado na batalha de Hattin.

A celebração atual tem um significado bem maior do que o lendário encontro pela piedosa mãe do imperador Constantino, Helena. A glorificação de Cristo passa através do suplício da Cruz e a antítese sofrimento-glorificação se torna fundamental na história da Redenção. Cristo, encarnado na sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene. Assim a cruz torna-se o símbolo e o compêndio da religião cristã.

A própria evangelização, efetuada pelos apóstolos é a simples apresentação de Cristo Crucificado. O cristão, aceitando esta verdade, é crucificado com Cristo, isto é, deve carregar diariamente a sua cruz, suportando injúrias e sofrimentos, como Cristo. Este, oprimido pelo peso do patíbulo (“patíbulo” é o braço transversal da cruz, que o condenado levava nas costas até o lugar do suplício onde era encaixado estavelmente com a parte vertical), foi constrangido a expor-se aos insultos do povo no caminho que levava ao Gólgata. Os sofrimentos que reproduzem no corpo místico da Igreja o estado de morte de Cristo são contributo à redenção dos homens, e garantem a participação na glória do Ressuscitado.

Esta é a razão que fez os mártires cristãos suportarem tão grandes sofrimentos: “A minha paixão está crucificada — escreve santo Inácio de Antioquia antes de sofrer o martírio — não existe mais em mim o fogo da carne. Agora começo a ser discípulo … Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar de uma extremidade à outra da terra. Procuro-o, ele que morreu por nós; quero-o, ele que ressuscitou por nós… Concedei-me que eu seja imitador da paixão do meu Deus”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 13 de setembro de 2020

DIA DE SÃO JOÃO CRISÓSTOMO - 13 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO JOÃO CRISÓSTOMO - 13 DE SETEMBRO

HOMILIA - 13.09.20

 

São João Crisóstomo


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 12 de setembro de 2020

DIA DE SÃO GUIDO DE ANDERLECHT - 12 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO GUIDO DE ANDERLECHT- 12 DE SETEMBRO

HOMILIA - 12.09.20

São Guido de Anderlecht

Guido de Anderlecht viveu entre os séculos X e XI, tendo nascido em Brabante, Bélgica. Desde a infância, já demonstrava seu desapego pelos bens terrenos, tanto que, na juventude, distribuiu aos pobres tudo o que possuía e ganhava. Na ânsia de viver uma vida ascética, Guido abandonou a casa dos pais, que eram bondosos cristãos camponeses, e foi ser sacristão do vigário de Laken, perto de Bruxelas, pois assim poderia ser mais útil às pessoas carentes e também dedicar-se às orações e à penitência.

Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas seu navio repleto de mercadorias afundou nas águas do Sena. Então, o comerciante Guido teve a certeza de que tinha escolhido o caminho errado. De modo que se convenceu do equívoco cometido ao abandonar sua vocação religiosa para trabalhar no comércio, mesmo que sua intenção fosse apenas ajudar os mais necessitados.

Sendo assim, Guido deixou a vida de comerciante, vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa para visitar os maiores santuários da cristandade.

Depois da longa peregrinação, que incluiu a Terra Santa, Guido voltou para o seu país de origem, já fraco e cansado. Ficou hospedado na casa de um sacerdote na cidade de Anderlecht, perto de Bruxelas, de onde herdou o sobrenome. Pouco tempo depois, morreu, com fama de santidade. Foi sepultado naquela cidade e sua sepultura tornou-se um pólo de peregrinação. Assim, com o passar do tempo, foi erguida uma igreja dedicada a ele, para guardar suas relíquias.

Ao longo dos séculos, a devoção a são Guido de Anderlecht cresceu, principalmente entre os sacristãos, trabalhadores da lavoura, camponeses e cocheiros. Aliás, ele é tido como protetor das cocheiras, em especial dos cavalos. Diz a tradição que Guido não resistiu a uma infecção que lhe provocou forte desarranjo intestinal, muito comum naquela época pelos poucos recursos de saneamento e higiene das cidades. Seu nome até hoje é invocado pelos fiéis para a cura desse mal.

A sua festa litúrgica, tradicionalmente celebrada no dia 12 de setembro, traz uma carga de devoção popular muito intensa. Na cidade de Anderlecht, ela é precedida por uma procissão e finalizada com uma benção especial, concedida aos cavalos e seus cavaleiros.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 11 de setembro de 2020

DIA DE SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE - 11 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE  - 11.09.20

HOMILIA - 11.09.20

 

São João Gabriel Perboyre

João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty (França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai. Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote.

Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem. João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826. Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos atuavam e onde, recentemente, Padre Clet fora martirizado.

Em 1832, seu irmão, Padre Luís, foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar nas Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou em Macau, deixando assim registrado: “Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe”.

Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé. Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de setembro de 1840.

Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia de sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.

São João Gabriel Perboyre, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 10 de setembro de 2020

DIA DE SÃO NICOLAU DE TOLENTINO - 10 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO NICOLAU DE TOLENTINO - 10.09.20

HOMILIA - 10.09.20

São Nicolau de Tolentino

O santo de hoje nasceu na Itália, em 1245, dentro de uma família muito religiosa. Seus pais, não podendo ter filhos e para conseguir do Céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao Santuário de São Nicolau de Mira na cidade de Bari. No ano seguinte, nasceu este menino. Em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do Céu, puseram no filho o nome Nicolau.

Com vinte anos, Nicolau ficou impressionado com a pregação de um monge eremita agostiniano. A partir disso, acolheu o desafio da vida monástica como eremita. Ordenado sacerdote, em 1270, foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável, e dispôs pedir que o deixassem ali, mas, ao chegar à capela, ouviu uma voz que lhe dizia: “A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará”. Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.

Ao chegar a Tolentino, deu-se conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o guelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo: “Oportuna e inoportunamente”. E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.

São Nicolau percorria os bairros mais pobres da cidade consolando os aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos. Passava horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.

São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do Purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então, dedicou-se a oferecer muitas Santas Missas pelo descanso das benditas almas.

Morreu em 10 de setembro de 1305, e quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto.

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 09 de setembro de 2020

DIA DE SÃO PEDRO CLAVER - 09 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO PEDRO CLAVER - 09 DE SETEMBRO

HOMILIA - 09.09.20

São Pedro Claver

O Papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: “Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo”.

Nasceu em Verdú, na Catalunha (Espanha), em 1580. Desejando os piedosos pais consagrar o filho ao serviço do altar, enviaram Pedro à Salsona para estudar os primeiros elementos da gramática. Com 15 anos, o Bispo de Salsona conferiu-lhe a primeira tonsura e, aos 21 anos, entrou na Companhia de Jesus em Barcelona. Pedro era devotíssimo da Virgem Maria e um profundo adorador de Jesus Eucarístico. Após os estudos, Pedro foi ordenado sacerdote e enviado como missionário à Cartagena, porto da Colômbia, onde viveu seu apostolado entre os escravos por mais de quarenta anos.

Em Cartagena, Pedro Claver estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde, a cada ano, chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos.

Os escravos trazidos ou “roubados” da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.

Sem dúvida, o mercado dos escravos foi a página mais vergonhosa da colonização das Américas. Muitos missionários levantaram a voz contra esta desumanidade, mas sofriam perseguições e eram expulsos. O Papa proibiu repetidas vezes o comércio de escravos, mas a voz da Igreja não comovia a dureza dos comerciantes nem das autoridades.

Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos.

No dia 3 de abril de 1622, Pedro Claver acrescentou aos votos religiosos de sua profissão mais um voto: o de gastar a vida inteira ao serviço dos negros escravos. Testificando este voto, escreveu de próprio punho: “para sempre escravo dos negros”.

Vítima da caridade, acabou morrendo em 1654, com 74 anos de idade e 52 anos de vida religiosa, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.

Foi declarado pelo Papa Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.

São Pedro Claver, rogai por nós!

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 08 de setembro de 2020

DIA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA - 08 DE SETEMBRO

DIA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA - 08 DE SETEMBRO

HOMILIA - 08.09.20

 

Natividade de Nossa Senhora

Origens

A festa da Natividade de Nossa Senhora originou-se em Jerusalém. A primeira celebração em honra a Nossa Senhora da Natividade foi realizada no século V como festa da Basílica “Sanctae Mariae ubi nata est”, que é conhecida nos dias atuais como Basílica de Santa Ana. No século VII, o nascimento da Bem-Aventurada Virgem Maria já era celebrado pelas igrejas bizantinas e romanas. A celebração foi adicionada ao calendário tridentino como dia 8 de Setembro, data que permanece até os dias atuais.

O milagre da Natividade de Maria

Reza a tradição que Maria nasceu quando seus pais, Joaquim e Ana, já estavam idosos e estéreis, depois de passarem a vida pedindo a Deus a graça de gerar um filho. Porém, Deus tinha um plano maravilhoso para suas vidas. Este, no tempo oportuno, se cumpriu. Assim, depois de sofrerem arduamente a esterilidade sem murmurações e revoltas, eles tiveram a graça de gerar como filha já na velhice, aquela que mais tarde seria a Mãe de Jesus.

O nascimento de Maria

Joaquim e Ana moravam em Jerusalém, vizinhos da piscina de Betesda, onde hoje se encontra a Basílica de Santa Ana. O nascimento se deu num sábado, dia 8 de setembro do ano 20 a.C. A recém-nascida recebeu o nome “Miriam”, que significa "Senhora da Luz" em hebraico. O nome Maria provém da tradução de seu nome original para o latim.

Consagrada a Deus

Uma tradição antiga conta que Maria foi levada ao Templo de Jerusalém quando tinha apenas três anos, e lá permaneceu até os doze anos. À primeira vista, não ocorreu nenhum fato extraordinário relacionado ao nascimento de Maria e os Evangelhos não mencionam nada sobre a Natividade de Maria. Nada sobre profecias, nem aparições angelicais, nem outros sinais extraordinários foram contados pelos evangelistas. Porém, São João Damasceno diz que a natividade de Maria já é considerada um sinal das bênçãos especiais que recaem sobre ela,  nascida de pais idosos e estéreis.

Uma crença errônea desmentida pela Igreja

Tanto no século IV quanto no século XV foi espalhada a ideia de que Maria também veio ao mundo por uma virgem, abençoada pelo Espírito Santo. Esta ideia foi logo desmentida pela Igreja Católica em 1677. A Igreja afirma categoricamente que Maria veio ao mundo de maneira natural, mas foi milagrosamente preservada do pecado original para dar à luz Jesus Cristo. Esta concepção onde não há pecado original é denominada Imaculada Conceição.

As festas da Natividade de Nossa Senhora

A festa Natividade de Maria, também conhecida como nascimento de Nossa Senhora, é celebrada pelas Igrejas Católica e Anglicana no dia 8 de setembro, nove meses depois de sua Imaculada Conceição, festejada no dia 8 de dezembro. A Natividade também é motivo de celebração pelos cristãos sírios no dia 8 de Setembro e pelos cristãos coptas em 1 Bashans (que equivale a 9 de Maio). A Festa de Theotokos, celebrada pela Igreja Ortodoxa, é uma das doze grandes festas do ano litúrgico. Para as igrejas que seguem o calendário juliano, acontece no dia 21 de Setembro; para aquelas que seguem o calendário gregoriano, ocorre no dia 8 de Setembro.

Oração a Nossa Senhora da Natividade

“Oh, Maria Santíssima, eleita e destinada ao eterno pela augustíssima Trindade para mãe do Unigênito Filho do Pai, anunciada pelos profetas, esperada pelos patriarcas e desejada por todas as gentes, sacrário e templo vivo do Espírito Santo, sol sem mancha, porque fostes concebida sem pecado original, Senhora do Céu e da Terra, Rainha dos céus e dos anjos! Nós, humildemente prostrados, vos veneramos e nos alegramos pela solene comemoração anual de vosso felicíssimo nascimento. E do mais íntimo de nosso coração, nós vos suplicamos que vos digneis, benigna, vir a nascer, espiritualmente, em nossas almas, para que, cativadas estas por vossa amabilidade e doçura, vivam sempre unidas ao vosso dulcíssimo e amabilíssimo Coração. Amém!”

 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 07 de setembro de 2020

DIA DE SANTA REGINA - 07 DE SETEMBRO

DIA DE SANTA REGINA  - 07 DE SETEMBRO

HOMILIA - 07.09.20

 

Dia de Santa Regina

O Dia de Santa Regina celebra-se a 7 de setembro.

Santa Regina foi uma mártir cristã que viveu no século III na França.

Santa Regina foi criada por uma amã cristã de confiança de sua mãe, que morreu ao dar à luz a santa. Crescendo nos caminhos da fé cristã, Regina foi batizada aos 16 anos, fazendo votos de virgindade.

O pai de Regina, que era pagão, ao saber que a filha seguia o Cristianismo contra a sua vontade, colocou a filha fora de casa. Denunciada e chamada à presença do governador do império romano na Gália, Olíbrio, que se apaixonou pela beleza da jovem, Regina teve a coragem de negar os deuses pagãos e todas as promessas de amor do governador.

Presa e entregue às mãos de torturadores, a jovem sofreu muitos martírios. Diversos mistérios se verificaram junto de Regina: desde terramotos a vozes celestiais que se ouviam, ou a uma pomba branca que a tocou e a curou. A jovem acabaria por morrer decapitada, contribuindo para a conversão de muitos pagãos e entrando na história cristã como uma grande mártir, mulher e santa.

O seu culto espalhou-se pela França, Alemanha e Holanda. As suas relíquias foram transladadas por diversas igrejas. Construiu-se uma capela no local da sua sepultura, o que chamou muitos fiéis, e de seguida um mosteiro, com casas à volta. Aos poucos foi-se formando a vila de Sainte-Reine, em França, em honra da santa. Esta é representada com a palma dos mártires, com uma pomba branca, ou com outros elementos relativos ao seu martírio.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 06 de setembro de 2020

DIA DE SÃO LIBERATO DE LORO - 06 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO LIBERATO DE LORO - 06 DE SETEMBRO

HOMILIA - 06.09.20

 

São Liberato de Loro

Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda a riqueza e conforto, para seguir a vida religiosa. Renunciou às terras e o título de Senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio em favor de seu irmão Gualterio, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino.

Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas se retirou ao pequeno e ermo convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Ali vestiu o hábito da Ordem dos frades menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes lhe valeu a fama de santidade. Em “Florzinhas de São Francisco” encontramos o seguinte relato sobre ele: “No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a se elevar do chão. Por onde andava os pássaros o acompanhavam, pousando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos lhe dedicavam grande consideração. Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Ele caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada, por outro lado, se recusava a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na Sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou, quando estava em oração se preparando para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, se aproximou de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e lhe suplicou em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse este merecimento. Chamando-o por seu nome a Virgem Maria respondeu: “Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para te confortar antes de tua partida desta vida””. Assim frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.

No século XV o culto à Liberto de Loro era tão vigoroso, que as terras dos Brunforte, recebeu autorização para se chamar São Liberato. Inclusive o novo convento construído por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram também uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São Liberato. Porém, só no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica de ser chamado de Santo. A festa de Santo Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 06 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato, na sua terra natal.

São Liberato de Loro, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 05 de setembro de 2020

DIA DE SANTA TERESA DE CALCUTÁ - 05 DE SETEMBRO

DIA DE SANTA TERESA DE CALCUTÁ - 05 DE SETEMBRO

HOMILIA - 05.09.20

 

Santa Teresa de Calcutá

Agnes Gonxha Bojaxhiu nasceu em 1910 em Skopje, que naquela época pertencia à Albânia, e hoje é da Macedônia. Despertou para sua vocação à vida religiosa quando era uma jovem de 18 anos e, atendendo ao chamado de Deus, forjou seu trajeto para a santidade, dedicando-se aos pobres e doentes.

Em 29 de setembro de 1928, ingressou na Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, na Irlanda. Depois, foi enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Fez sua profissão religiosa em 24 de maio de 1931, quando adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários.

Atuou como professora em Calcutá por 17 anos, com as filhas das famílias mais tradicionais da cidade. Até que, no dia 10 de setembro de 1946, viveu um fato marcante em sua história, o “Dia da Inspiração”. Em uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, deparou-se com um irmão pobre de rua que lhe disse: “Tenho sede!”. Desde então, teve a certeza de sua missão: dedicar sua vida aos mais pobres dos pobres, deixando o conforto do colégio da Congregação.

Em 1949, Madre Teresa começou a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e, no dia 7 de outubro de 1950, a congregação foi aprovada pela Santa Sé, expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.

 Pequena em estatura, magra e encurvada, Madre Teresa surpreendeu o mundo com o seu amor, humildade, simplicidade e entrega total pelos doentes. Com sua atuação, ensinou que a maior pobreza não estava nos subúrbios de Calcutá, mas nos países “ricos” quando falta o amor ou nas sociedades que permitem o aborto.

“Para mim, as nações que legalizaram o aborto são as nações mais pobres, têm medo de uma criança não nascida e a criança tem que morrer”, disse.

Neste sentido, estava convencida da importância do fortalecimento das famílias para alcançar um mundo de paz.

“Em todo mundo se comprova uma angústia terrível, uma espantosa fome de amor. Levemos, portanto, a oração para as nossas famílias, levemos a oração para as nossas crianças, ensinemos-lhes a rezar. Pois uma criança que ora, é uma criança feliz. Família que reza é uma família unida”, enfatizou a Santa.

Em 1979 foi homenageada com o Prêmio Nobel da Paz. Entretanto, isso não a encheu de vanglória, mas buscou levar as almas a Deus. Tal como o recordou São João Paulo II durante a beatificação de Madre Teresa em 19 de outubro de 2003.

“Satisfazer a sede que Jesus tem de amor e de almas, em união com Maria, Sua Mãe, tinha-se tornado a única finalidade da existência de Madre Teresa, e a força interior que a fazia superar-se a si mesma e ‘ir depressa’ de uma parte a outra do mundo, a fim de se comprometer pela salvação e santificação dos mais pobres”, ressaltou.

Por outro lado, em uma entrevista à revista brasileira missionária “Sem Fronteiras” (1997) perguntaram-lhe sobre a mensagem que gostaria de nos deixar e ela respondeu:

“Amem-se uns aos outros, como Jesus ama a cada um de vocês. Não tenho nada que acrescentar à mensagem que Jesus nos transmitiu. Para poder amar, é preciso ter um coração puro e é preciso rezar. O fruto da oração é o aprofundamento da fé. O fruto da fé é o amor. E o fruto do amor é o serviço ao próximo. Isso nos conduz à paz”.

Partiu para a Casa do Pai em 5 de setembro de 1997. Foi canonizada pelo Papa Francisco em 4 de setembro de 2016, dentro da celebração do Jubileu dos voluntários e operários da misericórdia.

“Se de verdade queremos que haja paz no mundo, comecemos por nos amarmos uns aos outros no seio das nossas próprias famílias”, costumava dizer Santa Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade, defensora da família e dos pobres e modelo de misericórdia, cuja memória é celebrada neste dia 5 de setembro.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 04 de setembro de 2020

DIA DE SÃO MOISÉS - 04 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO MOISÉS - 04 DE SETEMBRO

HOMILIA - 04.09.20

 

Dia de São Moisés

O Dia de São Moisés, o Profeta, festeja-se a 4 de setembro.

Apesar de não ter sido oficialmente canonizado, Moisés é considerado santo pela Igreja Católica, sendo um santo patriarca.

Moisés nasceu em Gósen, no Baixo Egito e morreu no monte Nebo, com 120 anos, tendo vivido algures entre 1200 e 1400 Antes da Era Comum.

Nascimento de Moisés

Como o faraó egípcio tinha mandado matar os recém-nascidos hebreus, Joquebede, a mãe de Moisés, escondeu o seu bebé numa cesta entre os juncos na beira do rio. A filha do faraó, que passeava pelas margens do rio mais as criadas, encontrou a cesta e o bebé. Tocada pela situação, decide adotar a criança. O nome Moisés significa “retirado das águas”.

Vida de Moisés

Moisés foi criado no palácio do faraó. Ao testemunhar a violência de um egípcio mestre de escravos perante um escravo hebreu, ele próprio usou a violência e acabou por matar o egípcio. Quando a notícia chegou ao faraó, este ordenou a morte de Moisés que teve de fugir. No monte Horeb, Moisés encontrou um anjo do Senhor que lhe disse para voltar ao Egito e para ordenar a libertação dos israelitas.

Após as Dez Pragas que assolaram os egípcios, Moisés liderou o Êxodo do povo israelita do Egito, pelo Mar Vermelho (que se abriu perante Moisés e o seu povo e se fechou perante os egípcios), e pelo deserto, durante 40 anos.

As tribos de Israel se instalaram no Monte Sinai, onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos, as tábuas da Lei de Deus.

Morte de Moisés

Moisés acabaria por morrer aos 120 anos, depois de contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo. Ainda antes de morrer, Moisés, por indicação de Deus, proclamou Josué como seu sucessor, acabando por ser Josué quem consegue levar o povo israelita à Terra Prometida.

Moisés é descrito na Bíblia como «mais humilde do que todos os homens que havia sobre a face da terra”, sendo um profeta único, com o qual Deus comunicava diretamente. Terá sido sepultado por Deus num túmulo desconhecido num vale de Moabe.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 03 de setembro de 2020

DIA DE SÃO GREGÓRIO MAGNO - 03 DE SETEMBRO

DIA DE SÃO GREGÓRIO MAGNO - 03 DE SETEMBRO

HOMILIA - 03.09.20

 

São Gregório Magno

Hoje, celebramos a memória deste Magno (Grande) de Cristo: São Gregório I. Nascido em Roma no ano 540, numa família nobre que muito o motivou à vida pública.

Gregório (cujo nome significa “vigilante”), chegou a ser um ótimo prefeito de Roma, pois era desapegado dos próprios interesses devido a sua constante renúncia de si mesmo. Atingido pela graça de Deus, São Gregório chegou a vender tudo o que tinha para auxiliar os pobres e a Igreja.

São Bento exercia forte influência na vida de Gregório, por isso, ele, além de ajudar a construir muitos mosteiros, entrou para a vida religiosa do “Ora et Labora”.

Homem certo, no lugar certo, este foi Gregório que era alguém de senso de dever, de medida e dignidade. Além da intensa vida interior, bem percebida quando escreveu sobre o ‘ideal do pastor’:” O verdadeiro pastor das almas é puro em seu pensamento. Sabe aproximar-se de todos, com verdadeira caridade. Eleva-se acima de todos pela contemplação de Deus.”

Com a morte do Papa da época, São Gregório foi o escolhido para “sentar” na Cátedra de Pedro no ano de 590, e assim chefiar com segurança a Igreja num tempo em que o mundo romano passava para o mundo medieval.

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja que conquistou o Céu com 65 anos de idade (no ano 604), deixou marcas em todos os campos, valendo lembrar que na Liturgia há o Canto Gregoriano, o qual eleva os corações a Deus, fonte e autor de toda santidade.

São Gregório Magno, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 02 de setembro de 2020

DIA DE SANTA DOROTEIA - 02 DE SETEMBRO

DIA DE SANTA DOROTEIA - 02 DE SETEMBRO

HOMILIA - 02.09.20

 

Dia de Santa Doroteia

Dia de Santa Doroteia é celebrado em 2 de setembro.

Doroteia nasceu em Cesareia da Capadócia e viveu durante o século III. A jovem órfã teve os seus pais martirizados e desde pequena se dedicou em viver na castidade, em jejum e com muitas orações.

Devido a sua grande fé, que era testemunhada constantemente pelas pessoas ao seu redor, Doroteia foi uma das primeiras a sofrer com a perseguição do governador Fabrício, que tinha ordens do imperador de exterminar a religião cristã.

Por não negar a sua fé, Doroteia foi condenada à morte e decapitada, mas antes foi capaz de converter muitas pessoas, incluindo o advogado Teófilo, que havia zombado da jovem. Esta, no entanto, mostrou para o descrente o poder dos milagres de Deus.

Oração a Santa Doroteia

“Santa Doroteia, que conservaste com cuidado o lírio da pureza, obtém a bondade do Senhor, de conservar íntegra em nosso coração a virtude da castidade, para possuir contigo a alegria do Paraíso (Glória ao Pai). Santa Doroteia, que com o exemplo e a palavra conservaste o Evangelho as tuas irmãs, concede-nos a graça de sermos mensageiros de Deus, capazes de anunciar Sua Palavra com amor aos irmãos, para conduzi-los à estrada da justiça e da santidade. Gloriosa Mártir Santa Doroteia, que do céu mandaste um cesto de frutos e flores ao teu perseguidor Teófilo, e ele, experimentando no íntimo da alma a tua bondade e a tua glória, se converteu ao cristianismo, obttém-nos a graça de vivermos fielmente o nosso batismo, anunciando à todos a fé e, levar assim, o nosso atributo para realizar na terra a paz e o amor. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.”


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 01 de setembro de 2020

DIA DE SANTO EGÍDIO - 01 DE SETEMBRO

DIA DE SANTO EGÍDIO - 01 DE SETEMBRO

HOMILIA - 01.09.20

 

HISTÓRIA DE SANTO EGÍDIO

Padroeiro das pessoas portadores de deficiência, dos mendigos

Protetor contra convulsões de febre, contra o medo e contra a loucura.

Origens

Egídio era Grego, nascido em Atenas por volta do ano 650. Filho de família cristã, rica e nobre, sentiu-se chamado à vida de eremita depois que seus pais faleceram. Seu objetivo passou a ser o de viver na pobreza e dedicar-se totalmente a Deus. Por isso, distribuiu todos os seus bens entre os pobres e os doentes e passou a viver afastado da cidade, em grutas e cavernas, dedicando-se à oração, aos jejuns e sacrifícios. Em vida, ele recebeu os dons da sabedoria, da cura e dos milagres.

Primeiro milagre 

Certa vez, andando pela cidade, Egídio encontrou um mendigo na porta de uma igreja. O tal mendigo estava gravemente doente e quase sem roupas. Egídio teve grande compaixão do pobre. Por isso, cobriu-o com seu próprio manto. No mesmo instante, o homem, que já estava agonizando, levantou-se, percebendo que estava completamente curado. Curas como esta se repetiram algumas vezes. Por causa deste fato, Santo Egídio é considerado o protetor dos pobres e mendigos. E, por isso, Egídio passou a ser considerado santo pela população. Por causa disso, porém, ele perdeu a privacidade e a tranquilidade. Então, ele decidiu partir para uma terra onde não fosse conhecido.

 

Tempestade acalmada

Sabe-se que em 683, Egídio foi para a França. A tradição diz que uma tremenda tempestade caiu sobre o navio em que ele viajava. A tempestade estava tão forte que todos tinham perdido a esperança de sobreviver. Então, Santo Egídio, em oração, elevou suas mãos aos céus. As ondas, então, acalmaram-se e tudo terminou em paz. Vida nova na França

Na França, Santo Egídio passou a viver numa caverna que ficava numa floresta perto de Nimes. A entrada dessa caverna era escondida por um grande espinheiro. Egídio viveu ali na pobreza, alimentando-se de raízes, de ervas e do leite de uma corça que se acostumou com ele. Muitos diziam que o animal tinha sido enviado por Deus.

A Providência o leva ao rei

Certa vez, o rei dos visigodos caçava perto da caverna de Santo Egídio. E aconteceu que um de seus súditos tentou flechar a corça, amiga de Santo Egídio, que se escondera atrás do espinheiro. Egídio foi tentar proteger o animal e acabou levando uma flechada na perna, o que lhe causou um ferimento grave. Quando compreendeu o que tinha acontecido, o rei quis desculpar-se de toda maneira. Por isso, passou a visitar Santo Egídio levando seus médicos até que o santo ficasse completamente curado. Santo Egídio ficou com uma deficiência na perna. Por isso, passou a ser invocado como padroeiro dos deficientes.

 

Os milagres voltam a acontecer 

Depois deste incidente, o rei tornou-se amigo de Santo Egídio continuou a visitá-lo, pois gostava de ouvir suas sábias palavras. E aconteceu que ali, na caverna, o rei presenciou vários prodígios e passou a falar sobre eles na corte. Por isso, a fama de santidade de Egídio se espalhou por toda a região. Inúmeras pessoas passaram a procura-lo na caverna e vários se tornaram discípulos dele.

 

Um mosteiro e uma igreja

Ao ver o povo e os discípulos procurando Santo Egídio, o rei, construiu um mosteiro e uma igreja para que Santo Egídio pudesse atender a todos com mais comodidade. Santo Egídio foi eleito o abade e escreveu uma regra de vida baseada em sua própria experiência de oração, ascese e mística. Anos mais tarde, um povoado nasceu ao redor do Mosteiro. Este povoado transformou-se na cidade de Santo Egídio. Após a morte do santo, o mosteiro foi confiado aos beneditinos.  

Morte 

Santo Egídio faleceu no dia 1º de setembro do ano 720. Logo após sua morte, o povo fez de sua sepultura um ponto de peregrinação. O seu culto tornou-se vigoroso e estendeu-se por todo o mundo cristão. Santo Egídio teve sua festa confirmada pela Igreja, que o colocou na lista dos quatorze "santos auxiliadores" do povo, sendo invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.

 

Oração a Santo Egídio

Deus todo-poderoso e bom, de quem tudo provém, infundi em nós a vossa graça para que, a exemplo de Santo Egídio, saibamos amar nossos irmãos de coração aberto e generoso. Nós vos louvamos e vos agradecemos, Senhor Nosso. Amém.”


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 31 de agosto de 2020

DIA DE SÃO RAIMUNDO NONATO - 31 DE AGOSTO

DIA DE SÃO RAIMUNDO NONATO - 31 DE AGOSTO

HOMILIA - 31.08.20

 

SÃO RAIMUNDO NONATO

Padroeiro dos nascituros (bebês que estão para nascer), das gestantes na hora do parto, das Parteiras e dos Obstetras.

Origens

Raimundo nasceu na cidade de Portell, na região da Catalunha, Espanha, no ano 1200. Sua família era nobre, mas não possuía grande fortuna. O nascimento de Raimundo aconteceu de maneira trágica e dolorosa: sua mãe faleceu durante o trabalho de parto, antes que Raimundo nascesse. Por esta razão Raimundo foi chamado de “Nonato”, cujo significado é “não-nascido de mãe viva”, isto é, ele foi retirado do corpo já sem vida de sua mãe.

Infância e juventude

Raimundo tinha inteligência privilegiada. Por isso, cumpriu seus estudos primários com facilidade. Já na adolescência, apresentou vocação para a vida religiosa. Quando seu pai percebeu isso, enviou para cuidar de um pedaço de terra que pertencia à família. A intenção do pai era fazer com que o filho desistisse da ideia de ser religioso. Porém, a atitude do pai levou a história para onde ele menos queria.

Vocação fortificada

Viver na fazenda, no silêncio, na solidão e em contato com a natureza, só fez fortificar ainda mais a vocação de Raimundo. Ele cuidava da fazenda. Porém, nas horas livres, dedicava-se à oração e à contemplação. Nisso, clareou-se em seu coração o chamado para dedicar-se totalmente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Esta Ordem tinha sido fundada pelo futuro santo chamado Pedro Nolasco. Este, era amigo de Raimundo. A Ordem religiosa tinha uma missão muito especial no tempo de São Raimundo Nonato: libertar os cristãos que tinham sido presos e escravizados pelos muçulmanos (mouros).

Padre e libertador de escravos cristãos

Com muita dificuldade, Raimundo Nonato conseguiu que seu pai autorizasse seu ingresso na vida religiosa. Isto só aconteceu em 1224. Neste ano, ele ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês e recebeu o hábito religioso do fundador e futuro santo Pedro Nolasco. Algum tempo depois veio sua ordenação sacerdotal. Então, sua vocação missionária desabrochou e ele se dedicou a ela com todas as suas forças. Por causa disso ele foi enviado numa missão às térreas da Argélia, extremo norte da África. Lá, ele conseguiu a façanha de libertar cento e cinquenta cristãos que tinham sido feito escravos dos muçulmanos. E ele não só os libertou como conseguiu que eles fossem devolvidos às suas famílias.

Refém dos muçulmanos

Com o objetivo de libertar outros tantos cristãos da escravidão, o Pare Raimundo Nonato se ofereceu para ficar como refém entre os muçulmanos. Passou mais de ano preso sofrendo humilhações e torturas. Mesmo assim, continuou firme no seu trabalho missionário, levando a consolação do Evangelho e o conforto aos cristãos presos que vacilavam na fé e estavam perto de renunciar ao Senhor Jesus. Por causa disso, muitos cristãos permaneceram firmes e até mesmo muçulmanos se converteram ao cristianismo percebendo a força do testemunho de São Raimundo Nonato e dos cristãos que ele conseguia atingir. Por causa disso, porém, as autoridades muçulmanas mandaram que a boca de São Raimundo Nonato fosse perfurada e fechada com cadeados, a fim de que ele não falasse mais de Jesus Cristo. Porém, nem isso deu certo porque, mesmo no silêncio, o testemunho de fé, de confiança, de oração e de paz no sofrimento converteram a outros tantos.

Libertação

São Raimundo Nonato sofreu todas essas torturas por oito meses. Depois foi libertado. Porém, estava com sua saúde abalada. Voltou para a Catalunha em 1239. Por causa de sua fama de santidade e dos feitos realizados entre os muçulmanos, o papa Gregório IX nomeou-o cardeal e o chamou para que se tornasse seu conselheiro em Roma. São Raimundo Nonato tentou se preparar e se preparar e recuperar sua saúde com o intuito de mudar-se para Roma e servir ao Papa. No ano seguinte e ele partiu em viagem. Porém, não conseguiu termina-la por causa da saúde fragilizada. Estando perto de Barcelona, numa cidade chamada Cardona, São Raimundo Nonato começou a sofrer uma febre muito forte e veio a falecer. Era o dia 31 de agosto de 1240. Ele tinha, então, somente quarenta anos de idade.

Culto

São Raimundo Nonato foi velado e sepultado em Cardona. Seu túmulo foi transformado num lugar de peregrinação para os cristãos de toda a região, que reconheciam nele a santidade, a coragem e o amor cristão. No local onde ficava seu túmulo foi construída uma igreja que guarda seus restos mortais até hoje. O culto a São Raimundo Nonato espalhou-se pela Espanha inteira e pela Europa. Em 1681 ele foi canonizado. Por causa da extrema dificuldade vivida em seu nascimento, São Raimundo Nonato passou a ser venerado pelos fiéis como Padroeiro dos nascituros, isto é, dos bebês que estão para nascer, das gestantes na hora do parto, das Parteiras e dos Obstetras.

Oração a São Raimundo Nonato

Glorioso São Raimundo, eu vos tomo por meu especial advogado perante Deus, eu vos rogo vossa proteção a fim de que me alcanceis de Deus todas as graças de que necessito, auxílio nas tentações e misericórdia na fragilidade; principalmente a graça de uma boa morte, para convosco ir gozar e louvar a Deus por todos os séculos dos séculos. Suplico-vos também que alcanceis esta graça (diz-se a graça). E se o que peço não for para a maior alegria de Deus e para o meu bem, alcançai-me o que for mais conforme a uma coisa e outra. Amém.”

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 30 de agosto de 2020

DIA DE SÃO FÉLIX E SANTO ADAUTO - 30 DE AGOSTO

DIA DE SÃO FÉLIX E SANTO ADAUTO - 30 DE AGOSTO

HOMILIA - 30.08.20

 

DIA DE SÃO FÉLIX E SANTO ADAUTO

Poucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos, no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo nos narram que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano, no ano 303.

A mais conhecida diz que, Felix era um sacerdote e tinha sido condenado à morte pelo imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho se declarou espontaneamente cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Felix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano.

Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isto, ele foi chamado somente de Adauto, que significa “aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio”. Ainda segundo estas narrativas eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da basílica de São Paulo fora dos muros. O Papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica.

O cemitério de Comodila e o túmulo de Felix e Adauto foram reencontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos e suas ruínas abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada descobrindo-se um dos mais antigos afrescos cristãos, no qual aparece São Pedro recebendo as chaves na presença dos santos: Paulo, Estevão, Félix e Adauto.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 29 de agosto de 2020

DIA DO MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA - 29 DE AGOSTO

DIA DO MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BATISTA - 29 DE AGOSTO

HOMILIA - 29.08.20

 

A vida de São João Batista

“O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”. Disse, então, Maria: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” Lc. 1,37-38.

Com satisfação, lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas:” Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista. De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar.” (Mt 11, 11- 14)

Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem “precedeu” como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzi-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito:” Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente…” ( Lc 1, 15)

São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades – sua cunhada – e com ela vivia como esposo.

Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe:”Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista” ( Mc 6,25)

Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.

 São João Batista, rogai por nós!

Martírio de São João Batista

29-08

A celebração de hoje, que na Igreja latina tem origens antigas (na França no século V, e em Roma no século VI), está vinculada à dedicação da igreja construída em Sebaste na Samaria, no suposto túmulo do Precursor de Cristo. Com o nome de paixão ou degolação a festa aparece já na data de 29 de agosto nos Sacramentários romanos, e conforme o Martirológio Romano essa data corresponderia à segunda vez que encontraram a cabeça de são João Batista, transportada para Roma. Deixando de lado estas referências históricas, temos sobre João Batista as narrações dos evangelhos, em parti-cular de Lucas, que nos fala do seu nascimento, da sua vida no deserto, da sua pregação, e de Marcos que nos refere a sua morte.

Pelo evangelho e pela tradição podemos reconstruir a vida do Precursor, cuja palavra de fogo parece na verdade com o espírito de Elias. No ano décimo quinto do imperador Tibério (27-28 a.C.), o Batista, que tinha vida austera, segundo as regras dos nazireus, iniciou sua missão, convidando o povo a preparar os caminhos do Senhor, pois era necessária uma sincera conversão para acolhê-lo, isto é, uma mudança radical das disposições do espírito. Dirigindo-se a todas as classes sociais, despertou o entusiasmo entre o povo e o mau humor entre os fariseus, a assim chamada aristocracia do espírito, cuja hipocrisia ele reprovava. A estas alturas, figura popular, negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, que apontou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Jordão. Sua figura parece ir se desfazendo, à medida que vai surgindo “o mais forte”, Jesus. Todavia, “o maior dentre os profetas” não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para endireitar os sinuosos caminhos do mal. Reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, mas a previsível suscetibilidade deles custou-lhe a dura prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.

Sabemos que fim teve: por ocasião de uma festa celebrada em Maqueronte, a filha de Herodíades, Salomé, tendo dado verdadeiro show de agilidade na dança, entusiasmou a Herodes. Como prêmio pediu, por instigação da mãe, a cabeça de João Batista, fazendo assim calar o “batedor” de Jesus, a voz mais robusta dos arautos da iminente mensagem evangélica. Último profeta e primeiro apóstolo, ele deu a vida pela sua missão, e por isso é venerado na Igreja como mártir.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 28 de agosto de 2020

DIA DE SANTO AGOSTINHO - 28 DE AGOSTO

DIA DE SANTO AGOSTINHO - 28 DE AGOSTO

HOMILIA - 28.08.20

 

HISTÓRIA DE SANTO AGOSTINHO

Origens

Seu nome era Aurélio Agostinho. Nasceu em Tagaste, uma cidade do Norte da África dominada pelos romanos, na região onde hoje fica a Argélia, em 13 de novembro do ano 354. Filho primogênito, seu pai, chamado Patrício, era pagão e pequeno proprietário de terras. Sua mãe, pelo contrário, era cristã fervorosa, tanto que tornou-se santa, Santa Mônica, celebrada no dia 27 de agosto, um dia antes da festa de Santo Agostinho. Mônica sempre buscou educar o filho na fé cristã. Agostinho, porém, por causa do exemplo do pai, não se importava com a fé.

Infância

Santa Mônica queria que seu filho se tornasse cristão, mas percebia que a hora de Deus ainda não tinha chegado. Tanto que adiou seu batismo, com receio de que ele profanasse o Sacramento. Aos onze anos, Agostinho foi enviado para estudar em Madauro, perto de Tagaste. Lá, estudou literatura latina e algo que o distanciaria da fé cristã: as práticas e crenças do paganismo local e romano.

Juventude conturbada

Com dezessete anos, foi para Cartago estudar retórica. Lá, embora tenha recebido formação cristã de sua mãe, passou a seguir a doutrina maniqueísta (que enxerga o mundo apenas como bem e mau), negada veementemente pelos cristãos. Além disso, tornou-se hedonista, ou seja, seguidor da filosofia que tem o prazer como fim absoluto da vida. Dois anos depois, passou a viver com uma mulher cartaginense, com a qual teve um filho chamado Adeodato. O relacionamento dos dois durou treze anos. Durante todo esse tempo, Santa Mônica rezava pela conversão do filho.

Passando por várias doutrinas

Agostinho tornou-se um professor de retórica reconhecido. Chegou a abrir uma escola em Roma e conseguiu o posto de professor na corte imperial situada em Milão. Decepcionado com as incoerências do maniqueísmo, aproximou-se do ceticismo. Sua mãe mudou-se para Milão e exerceu certa influência sobre seu comportamento. Nesse tempo, também decepcionado com o ceticismo, Agostinho aproximou-se do bispo Ambrósio (Santo Ambrósio de Milão). A princípio, queria apenas ouvir a retórica excelente do bispo. Antes de se converter, Agostinho separou-se de sua companheira após treze anos de relacionamento e ainda envolveu-se com outras mulheres. Depois, porém, foi se convencendo da verdade sobre Jesus Cristo pelas pregações de Santo Ambrósio. Sua mãe, ao mesmo tempo, não cessava de orar por ele.

Conversão

Depois das buscas incessantes pela verdade e de vários casos amorosos, Agostinho finalmente rendeu-se à coerência da mensagem de Jesus Cristo. Encontrou em Jesus o que não encontrara em nenhuma outra filosofia, em nenhum outro mestre. Assim, ele e seu filho Adeodato, então com 15 anos, foram batizados em Milão por Santo Ambrósio, durante uma vigília Pascal. A partir de então, passou a escrever contra o maniqueísmo, que ele conhecia tão bem. Mas depois disso, escreveu obras tão importantes que o tornaram Doutor da Igreja.

Sofrimentos

Agostinho dedicava grande atenção a Adeodato formando-o na fé e nas ciências humanas. De repente, porém, seu filho veio a falecer. Foi um grande choque. Por causa disso, decidiu voltar para Tagaste. No caminho de volta, aconteceu que sua mãe também faleceu. Agostinho menciona em suas “Confissões” a maravilha e o alimento espiritual que eram os diálogos que ele tinha com sua mãe, Santa Mônica, sobre a pessoa de Jesus Cristo e a beleza da fé cristã. Esses diálogos foram decisivos para sua formação. E agora, com a morte da mãe, muita falta ele sentiu dessas conversas restauradoras.

De vilta à terra Natal

Depois de sepultar sua mãe continuou decidido sua volta para a terra natal. Ele chegou a Tagaste no ano 288. Lá, optou pela vida religiosa. Junto com alguns amigos de fé, deu início a uma comunidade monástica cujas regras foram escritas por ele mesmo. Deste embrião nasceram várias ordens e congregações religiosas masculinas e femininas, todas seguindo as regras e a inspiração “Agostiniana”.

Não se coloca uma lâmpada debaixo da mesa

O bispo de Hipona, percebendo a forte inspiração que Deus colocara na alma de Agostinho, convidou-o para ir junto nas missões e pregações. O bispo, já idoso e enfraquecido, vendo confirmada a sabedoria de Agostinho, ordenou-o como sacerdote, o que foi aceito com grande alegria pelos fiéis. E, depois, em 397, logo após a morte do bispo, o povo, em uma só voz, aclamou Santo Agostinho como bispo de Hipona. Ele ocupou o cargo durante 34 anos, derramando toda sua sabedoria nas pregações, nos livros, na caridade para com os pobres, na espiritualidade profunda. Combateu heresias, tornou-se uma dos mais importantes teólogos e filósofos da Igreja, influenciando pensadores até o presente. Foi aclamado Doutor da Igreja e um dos “Padres da Igreja” por causa de seu ministério iluminador. Entre os livros de maior destaque em suas obras, estão “Confissões” e “Cidade de Deus”, livros autobiográficos que se tornaram best-sellers ao longo de vários séculos e até hoje.

Morte

Santo Agostinho faleceu feliz pela força da Igreja de Hipona, mas, ao mesmo tempo, triste, por causa da invasão bárbara em Hipona, motivo de grandes perseguições contra os fiéis. Sua morte ocorreu em 28 de agosto do ano 430. Mais tarde, em 725, seus restos mortais foram exumados e trasladados para a cidade de Pávia, na Itália, onde são venerados na igreja de São Pedro do Céu de Ouro. A igreja fica perto do local onde ocorreu sua conversão.

Oração a Santo Agostinho

“Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos retíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predileção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.”


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 27 de agosto de 2020

DIA DE SANTA MÔNICA - 27 DE AGOSTO

DIA DE SANTA MÔNICA - 27 DE AGOSTO

HOMILIA - 27.08.20

 

Santa Mônica

Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã, que a entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.

Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

Santa Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.

Santa Mônica, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 26 de agosto de 2020

DIA DE SÃO ZEFERINO - 26 DE AGOSTO

DIA DE SÃO ZEFERINO - 26 DE AGOSTO

HOMILIA - 26.08.20

 

Dia de São Zeferino

Dia de São Zeferino é celebrado em 26 de agosto.

Esta data litúrgica celebra a figura do primeiro papa da Igreja Católica do século III, Zeferino.

Pouco se sabe sobre a vida de Zeferino, porém é conhecida a dificuldade que teve que enfrentar durante o seu papado, pois naquela época a igreja cristã e judaica continuava a sofrer muitas perseguições.

Papa Zeferino era humilde, mas bastante visionário. Foi capaz de executar muitos trabalhos em prol da Igreja durante o seu papado. Também foi de Zeferino o projeto de criação das conhecidas catacumbas de Calisto, em Roma, local este onde foi sepultado após a sua morte. São Zeferino foi martirizado e morreu em 20 de dezembro de 217.

Tradicionalmente, a festa a São Zeferino é celebrada em 26 de agosto, no entanto, desde a década de 70 também é comum ser homenageado em 20 de agosto.

Oração a São Zeferino

"Ó Deus, nosso Pai, nós Te pedimos que, mediante teu Espírito Santo, nos concedais o dom do discernimento, para percebermos os sinais de teu amor e de tua ação na história humana. E que, a exemplo de São Zeferino, sejamos capazes de exercer a solidariedade para com todos os homens, sem levar em consideração raça, cultura e religião. Amém. São Zeferino, rogai por nós."


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 25 de agosto de 2020

DIA DE SÃO JOSE DE CALASANZ - 25 DE AGOSTO

DIA DE SÃO JOSÉ DE CALAZANS - 25 DE AGOSTO

HOMILIA - 25.08.20

 

São José Calasanz

José Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31 de julho de 1558. De uma família nobre e muito religiosa, ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira militar. José tanto insistiu que foi enviado para estudar teologia na Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo.

Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé.

Em 1592, José Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa Doroteia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Congregação dos Clérigos Pobres Regulares da Mãe de Deus das Pias Escolas, clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a instrução dos jovens.

O grande reconhecimento das escolas pias de Roma fez com que se espalhassem por toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi julgado, deposto do cargo e a nova Congregação ficou sem aprovação.

Entretanto José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de 1648, aos noventa anos de idade, animando os seus sacerdotes para não desistirem da Ordem. Somente oito anos depois de sua morte o papa Alexandre VI reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes.

A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em 1767. O culto a são José Calasanz ocorre no dia de sua morte. Desde 1948, ele é celebrado em todo o mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado pelo papa Pio XII.


Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas.

 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 24 de agosto de 2020

DIA DE SÃO BARTOLOMEU - 24 DE AGOSTO

DIA DE SÃO BARTOLOMEU - 24 DE AGOSTO

HOMILIA - 24.08.20

 

São Bartolomeu

São Bartolomeu, também chamado de Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus Cristo, junto com Pedro, seu irmão André, Tiago e seu irmão João, filhos de Zebedeu, Filipe, Tomé, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu e Judas Iscariotes, o traidor de Jesus.

São Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia distante 14 quilômetros de Nazaré. Filho do agricultor Tholomai era também conhecido como Natanael. É citado na Bíblia tanto como Bartolomeu com Natanael. Segundo os historiadores se trata de uma só pessoa.

São Bartolomeu era um cético e às vezes irônico com os assuntos de Deus. O momento em que Bartolomeu descobre Jesus é relatado no Evangelho de São João:

"Jesus que estava em Betânia, nas margens do rio Jordão, foi batizado por João. “No dia seguinte, Jesus decidiu partir para a Galiléia”. Encontrou Filipe e disse: “Siga-me”. Filipe era de Betsaida, cidade de André e Pedro. Filipe se encontrou com Natanael e disse: ”Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei e também os profetas: é Jesus de Nazaré, o filho de José”. Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Venha, e você verá” (João 1, 43-44-45-46).

Jesus viu Natanael aproximou-se dele e comentou:

“Eis aí um israelita verdadeiro, sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe chamasse você eu o vi quando você estava debaixo da figueira”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu é o rei de Israel!” Jesus disse: “Você está acreditando só porque eu lhe disse: “Vi você em baixo da figueira” No entanto, você verá coisas maiores do que essas”. E Jesus continuou: “Eu lhes garanto, vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (João 1, 47-48-49-50-51).

São Bartolomeu teve o privilégio de estar na companhia de Jesus durante sua missão na terra. Ouviu seus ensinamentos, presenciou milagres e recebeu diversas missões, entre elas: “Então Jesus chamou os seus discípulos e deu-lhes poder para expulsar os espíritos maus, e para curar qualquer tipo de doença e enfermidades” (Mateus 10, 1).

São Bartolomeu viu Cristo ressuscitado e sua ascensão ao céu. Pregou o Evangelho em diversas regiões. Esteve na Índia, no Irã, na Síria e na Armênia.

Uma antiga tradição armênia afirma que o apóstolo foi para a Índia e lá pregou a verdade do Senhor Jesus segundo o Evangelho de São Mateus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, superando extremas dificuldades, passou para a Armênia Maior, onde converteu o rei Polímio, sua esposa e muitos outros homens.

Esteve em mais de doze cidades. Essas convenções, no entanto, provocaram uma enorme inveja dos sacerdotes locais. No ano de 51, foi perseguido por aqueles que não aceitavam a Boa-Nova de Cristo, São Bartolomeu foi esfolado vivo e em seguida decapitado. A data comemorativa de São Bartolomeu é 24 de agosto.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 23 de agosto de 2020

DIA DE SANTA ROSA DE LIMA - 23 DE AGOSTO

DIA DE SANTA ROSA DE LIMA - 23 DE AGOSTO

HOMILIA - 23.08.20

Santa Rosa de Lima

Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: “Você é bonita como uma rosa!”.

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência”.

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: “O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto”.

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: “Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco”.

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 22 de agosto de 2020

DIA DE NOSSA SENHORA RAINHA - 22 DE AGOSTO

DIA DE NOSSA SENHORA RAINHA - 22 DE AGOSTO

HOMILIA - 22.08.20

Nossa Senhora Rainha

A festividade de hoje, paralela à de Cristo Rei, foi instituída por Pio XII em 1955. Era celebrada, até a recente reforma do calendário litúrgico, a 31 de maio, como coroação da singular devoção mariana do mês a ela dedicado. Para o dia 22 de agosto estava reservada a comemoração do Imaculado Coração de Maria, em cujo lugar entrou a festa de Maria Rainha para aproximar a realeza da Virgem à sua gloriosa Assunção ao céu. Este lugar de singularidade e de proeminência, ao lado de Cristo Rei, deriva-lhe dos vários títulos, ilustrados por Pio XII na carta encíclica À Rainha do Céu (11 de outubro de 1954): Mãe da Cabeça e dos membros do Corpo místico, augusta soberana e rainha da Igreja, que a torna participante não só da dignidade real de Jesus, mas também do seu influxo vital e santificador sobre os membros do Corpo místico.

O latim regina, como rex, deriva de regere, isto é reger, governar, dominar. Do ponto de vista humano é difícil atribuir a Maria a função de dominadora, ela que se proclamou a serva do Senhor e passou toda a sua vida no mais humilde escondimento. Lucas, nos Atos dos Apóstolos, coloca Maria no meio dos Onze, após a Ascensão, recolhida com eles em oração; mas não é ela que dá ordens, e sim Pedro. E todavia precisamente naquela circunstância ela constitui o vínculo que mantém unidos ao Ressuscitado aqueles homens ainda não robustecidos pelos dons do Espírito Santo. Maria é rainha porque é Mãe de Cristo, o Rei. É rainha porque excede todas as criaturas em santidade: “Ela encerra toda a bondade das criaturas”, diz Dante na Divina Comédia.

Todos os cristãos veem e veneram nela a superabundante generosidade do amor divino, que a cumulou de todos os bens. Mas ela distribui real e maternalmente tudo o que recebeu do Rei, protege com o seu poder os filhos adquiridos em virtude da sua corredenção, e os alegra com os seus dons, pois o rei determinou que toda graça passe por suas mãos de rainha. Por isso, a Igreja convida os fiéis a invocá-la não só com o doce nome de mãe, mas também com o reverente de rainha, como no céu a saúdam com felicidade e amor os anjos, os patriarcas, os profetas, os apóstolos, os mártires, os confessores, as virgens. Maria foi coroada com o duplo diadema de virgindade e de maternidade divina: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 21 de agosto de 2020

DIA E SÃO PIO X - 21 DE AGOSTO

DIA DE SÃO PIO X - 21 DE AGOSTO

HOMILIA - 21.08.20

 

São Pio X

 

Celebramos, hoje, um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas, José Sarto respondia àqueles que o chamavam de santo: “Não santo, mas Sarto”.

Nascido em 1835 ao norte da Itália e de família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário. Com sua permanente autodefinição: “um pobre vigário da roça”, José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado.

Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua ideia-força: “Restaurar todas as coisas em Cristo”. São Pio X foi Papa de 1903 a 1914. Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno.

Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.

São Pio X, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 20 de agosto de 2020

DIA DE SÃO BERNARDO DE CLARAVAL - 20 DE AGOSTO

DIA DE SÃO BERNARDO DE CLARAVAL - 20 DE AGOSTO

HOMILIA - 20.08.20

São Bernardo de Claraval

Com muita alegria celebramos a santidade do abade e doutor da Igreja: São Bernardo.


Nascido no Castelo de Fontaine, perto de Dijon, em 1090, pertencia a uma família nobre, a qual se assustou com sua decisão radical de seguir Jesus como monge da Ordem de Cister.

São Bernardo é considerado pela família Cisterciense um segundo fundador, pois atraía a tantos para a Ordem, que as mães e esposas afastavam os filhos e maridos do santo; tamanho era real o poder de atração de Bernardo que todos os irmãos, primos e amigos o seguiram. Homem de oração destacou-se como pregador, prior, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de Papas, reis, Bispos e também polemista, político e pacificador.

Aconteceu que São Bernardo, mesmo sendo contemplativo, entrou no concreto da realidade da sua época, a ponto de participar de várias polêmicas internas e externas da Igreja da época.

Do Mosteiro de Claraval, o santo irradiava a luz do cristianismo, isto também pelos escritos, como o Tratado do Amor de Deus e o Comentário ao Cântico dos Cânticos; a invocação é fruto de sua profunda e sólida devoção a Nossa Senhora: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria”. Pela Mãe do Céu, foi acolhido na eternidade em 1153.

São Bernardo rogai por nós!


Oração de São Bernardo à Virgem Maria

   Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.

Oração a São Bernardo Claraval

   Meu santo Abade de Claraval, São Bernardo, fervoroso servo de Maria, a igreja o honra e o invoca universalmente como padroeiro das causas mais difíceis visto dirigir a Maria todo o seu fervor. Assim peço que com Maria venha pedir por mim a Jesus. Eu estou sozinho e desamparado. Faça uso, eu imploro, do seu especial privilégio que Maria deu a vós para trazer um beneficio visível e rápido a esse seu servo desesperado. Venha assistir a este servo que está em grande dificuldade e grande necessidade de consolo e ajuda e atribulado e com sofrimentos.
Assim me consiga a graça (diga aqui o seu pedido) e ainda a graça da salvação da minha alma.
E que isto possa agradar a Deus, a vós, seu eleito para sempre. Eu prometo amado São Bernardo sempre honrar-vos com fervor e, como meu especial padroeiro, encorajar a devoção a vós. Amem.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 19 de agosto de 2020

DIA DE SÃO JOÃO EUDES - 19 DE AGOSTO

DIA DE SÃO JOÃO EUDES - 19 DE AGOSTO

HOMILIA - 19.08.20

 

São João Eudes

 

O santo deste dia foi definido por São Pio X como “autor, pai, doutor, apóstolo, promotor e propagandista da devoção litúrgica aos sagrados Corações de Jesus e Maria”. São João Eudes nasceu na Normandia, em 1601, num tempo em que o século XVII estava sendo marcado pelo jansenismo, quietismo e filosofismo.

Ao viver numa família religiosa, João estranhou quando externando seu desejo de consagrar-se a Deus encontrou barreiras com o seu pai, que não foram maiores do que o chamado do Senhor, por isto com 24 anos estava sendo ordenado Sacerdote. Homem de Deus, soube colher e promover os frutos do Espírito para a época, tanto assim que foi importantíssimo para a renovação e formação do Clero, evangelização das massas rurais e difusão da espiritualidade centrada nos Corações de Jesus e de Maria, a qual venceu com o amor afetivo de Deus as friezas e tentações da época.

São João Eudes, com suas inúmeras missões e escritos, influenciou fortemente todo o seu país e o mundo cristão. Depois de fundar a Congregação de Jesus e Maria (Eudistas), ao lado do ramo feminino chamada Refúgio de Nossa Senhora da Caridade, São João Eudes entrou no Céu em 1680 e foi canonizado em 1925.

São João Eudes, rogai por nós!


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 18 de agosto de 2020

DIA DE SANTA HELENA - 18 DE AGOSTO

DIA DE SANTA HELENA - 18 DE AGOSTO

HOMILIA - 18.08.20

 

Santa Helena

Nascida no ano de 255 em Bitínia, de família plebeia, no tempo da juventude trabalhava numa pensão, até conhecer e casar-se com o oficial do exército romano, chamado Constâncio Cloro.

Fruto do casamento de Helena foi Constantino, o futuro Imperador, o qual tornou-se seu consolo quando Constâncio Cloro deixou-a para casar-se com a princesa Teodora e governar o Império Romano. Diante do falecimento do esposo, o filho que avançava na carreira militar substituiu o pai na função imperial, e devido a vitória alcançada nas portas de Roma, tornou-se Imperador.

Aconteceu que Helena converteu-se ao Cristianismo, ou ainda tenha sido convertida pelo filho que decidiu seguir Jesus e proclamar em 313 o Édito de Milão, o qual deu liberdade à religião cristã, isto depois de vencer uma terrível batalha a partir de uma visão da Cruz. Certeza é que no Império Romano a fervorosa e religiosa Santa Helena foi quem encontrou a Cruz de Jesus e ajudou a Igreja de Cristo, a qual saindo das catacumbas pôde evangelizar e com o auxílio de Santa Helena construir basílicas nos lugares santos.

Faleceu em 327 ou 328 em Nicomédia, pouco depois de sua visita à Terra Santa. Os seus restos foram transportados para Roma, onde se vê ainda agora, no Vaticano, o sarcófago de pórfiro que os inclui.

Santa Helena, rogai por nós!

 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 17 de agosto de 2020

DIA DE SÃO JACINTO - 17 DE AGOSTO

DIA DE SÃO JACINTO - 17 DE AGOSTO

HOMILIA - 17.08.20

 

Dia de São Jacinto

 

Dia de São Jacinto é celebrado em 17 de agosto.

Pouco se sabe sobre a história deste santo, pois os relatos sobre sua vida somente começaram a ser documentados a partir do século XVI, quando foi canonizado.

São Jacinto nasceu em 1185, na cidade de Cracóvia, na Polônia. Vindo de uma família religiosa, Jacinto (que originalmente se chama Jacó ou Jacek, em polonês), pertenceu à Ordem dos Dominicanos, local onde conheceu São Domingos de Gusmão, e ganhou a denominação de Frei Jacinto.

Ver também: Dia de São Domingos de Gusmão.

De acordo com as raras informações sobre este santo, ele teria pertencido a uma cruzada que pregava contra os Prussianos, por volta de 1238. São Jacinto morreu em 15 de agosto de 1257.

Atualmente, Jacinto é considerado o apóstolo da Polônia. Foi canonizado em 1594, pelo Papa Clemente VIII.

Oração de São Jacinto

"Concedei-nos, Senhor, a proteção para nossos dias, e dai-nos o fervor apostólico como o de Vosso servo, São Jacinto, introdutor da Ordem Dominicana na Polônia. Amém."

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 16 de agosto de 2020

DIA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA - 15 DE AGOSTO

DIA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA - 15 DE AGOSTO

HOMILIA - 15.08.20

Dia da Assunção de Nossa Senhora

Dia da Assunção de Nossa Senhora é comemorado anualmente em 15 de agosto. Esta data católica celebra a assunção da Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, aos céus.

Segundo a crença, Maria de Nazaré, que esteve presente na vida, perseguição e morte de Jesus, também participou da sua glória por ser erguida em reconhecimento ao mérito de Mãe do filho de Deus.

assunção de nossa senhora

História da Nossa Senhora da Assunção

A Assunção de Nossa Senhora é entendida como a glorificação antecipada de Maria para participar da glória de seu filho Jesus, sendo elevada ao céu de corpo e alma por graça e privilégio.

De acordo com a Tradição Oral da Igreja Católica, Maria teria adormecido em 15 de agosto de 43 d.C, e acordado quando já estava sendo levada para o céu pelos anjos de Deus. Por isso, alguns tratados utilizam a expressão "dormição de Maria".

A Assunção de Maria ao Céu é vista como a antecipação da ressurreição dos cristãos e foi proclamada dogma de fé pelo Papa Pio XII em 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.

Na solenidade realizada em 1º de novembro de 1950, o líder da Igreja Católica declarou: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma dignamente revelado, que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminando o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 15 de agosto de 2020

DIA DE SÃO TARCÍSIO - 15 DE AGOSTO

DIA DE SÃO TARCÍSIO - 15 DE AGOSTO

HOMILIA - 15.08.20

Dia de São Tarcísio

Dia de São Tarcísio é comemorado anualmente em 15 de agosto.

Esta data é celebrada pela comunidade cristã católica, que homenageia o santo considerado padroeiro dos coroinhas e acólitos – auxiliares dos padres, bispos ou diáconos.

História de São Tarcísio

De acordo com os relatos católicos, Tarcísio era um jovem de 12 anos, acólito do Papa Xisto II e que teria sacrificado a sua vida para cumprir uma santa missão: entregar hóstias sagradas aos cristãos presos.

Naquela época, os cristãos romanos sofriam perseguição do imperador Valeriano, sendo capturados, martirizados e presos enquanto esperavam a hora da morte.

Os cristãos desejavam muito receber o “Corpo de Cristo” enquanto passavam por toda essa tortura, mas eram proibidos pelos guardas de fazer qualquer pratica cristã na prisão.

Tarcísio teria convencido o Papa Xisto II que ele seria capaz de levar as hóstias aos prisioneiros.

No entanto, enquanto se dirigia à prisão, foi interceptado por um grupo de crianças que, descobrindo ser ele portador de um objeto cristão, espancaram-no até a morte.

Tarcísio, mesmo apanhando e sofrendo com as dores, não largou o “Corpo de Cristo” em nenhum momento.

Seu corpo foi recolhido por um soldado romano que era simpatizante dos cristãos, que o levou até às catacumbas para ser sepultado, e finalizou a missão do jovem levando as hóstias aos cristãos presos.

Oração de São Tarcísio

“São Tarcísio, nosso padroeiro! Ajudai-nos a consagrar nossa vida a Deus. Ensinai-nos a servir Cristo e ao próximo, com firmeza, alegria, fé e dedicação. Pede por nós, ó São Tarcísio! Concede-nos saúde, vontade de viver e coragem para perseverar. Dá-nos disposição de viver como amigos e irmãos. São Tarcísio, coroinha-mártir, desperta em nós um grande amor a Cristo na Eucaristia. Fortalece nossa união e inspira nossos serviços à comunidade”.

Atualmente, o corpo de São Tarcísio está na Basílica de São Silvestre, em Roma.


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 14 de agosto de 2020

DIA DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 14 DE AGOSTO

DIA DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - 14 DE AGOSTO

HOMILIA - 14.08.21

São Maximiliano Maria Kolbe

Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.

Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.

Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:

“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.

A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.

São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 13 de agosto de 2020

DIA DE SÃO PONCIANO E SANTO HIPÓLITO E DE SANTA DULCE DOS POBRES - 13 DE AGOSTO

DIA DE SÃO PONCIANO E SANTO HIPÓLITO - 13 DE AGOSTO

HOMILIA - 13.08.20

HOMILIA - 13.08.21

Santos Ponciano e Hipólito, papa e presbítero, mártires

Ponciano, da antiga e nobre família dos Calpurni, foi eleito papa em 230, durante o império do manso e sábio Alexandre Severo, cuja tolerância a respeito de religião permitiu à Igreja reorganizar-se. Mas precisamente nesta trégua de paz foi que aconteceu na Igreja de Roma a primeira funesta cisão que contrapôs ao legítimo pontífice um antipapa, na pessoa de Hipólito, restituído por um provencial martírio à unidade e à santidade. Hipólito, sacerdote culto e austero, pouco inclinado ao perdão e temeroso que em toda reforma houvesse erro, chegou a acusar de heresia o próprio pontífice são Zeferino e o diácono Calisto, e quando este último foi eleito papa em 217, rebelou-se.

Manteve-se no cisma também durante o pontificado de santo Urbano II e de são Ponciano. Enquanto isso o imperador Alexandre Severo era assassinado por seus legionários na Alemanha e lhe sucedia Maximiano, que foi desenterrar os antigos editos de perseguição referentes aos cristãos. Encontrando-se diante de uma Igreja com dois chefes, sem titubear mandou ambos para os trabalhos forçados numa mina da Sardenha. Ponciano foi o primeiro papa a ser deportado. Era fato novo que se verificava na Igreja e Ponciano soube resolvê-lo com sabedoria e humildade: para que os cristãos não ficassem privados do seu pastor, renunciou ao pontificado.

Para lhe suceder veio o grego Antero, que governou a Igreja por quarenta dias apenas. O gesto generoso de Ponciano deve ter comovido o intransigente Hipólito, que morreu de fato reconciliado com a Igreja em 235. Segundo uma epígrafe ditada pelo papa Dâmaso, Hipólito, embora obstinado no cisma por mal-entendido zelo, na hora da prova, “no tempo em que a espada cortava as vísceras da santa Mãe Igreja, fiel a Cristo, ele caminhou para o reino dos santos”. Aos sequazes, que lhe perguntavam qual o pastor que deviam seguir, indicou o legítimo papa como o único guia e “por essa profissão de fé mereceu ser nosso mártir”. Por outro lado, recentes estudos nos levariam a distinguir três personagens distintas: um Hipólito, bispo e escritor, um Hipólito, mártir romano, e um terceiro, autor de ensaios filosóficos, que pode ser identificado com o antipapa em oposição a Calisto e a Ponciano. Os corpos dos dois mártires, transportados com grande honra, foram sepultados em Roma: Hipólito na via Tiburtina e Ponciano nas catacumbas de são Calisto.

 

HISTÓRIA DE IRMÃ DULCE

Irmã Dulce
 

Irmã Dulce nasceu no dia 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, na Bahia. Foi a segunda filha de Augusto Lopes Pontes, dentista e professor universitário de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Maria Rita foi uma menina alegre, gostava de bonecas, de empinar pipa e de futebol. Torcia pelo Esporte Clube Ypiranga, time dos trabalhadores e dos pobres.

Em 1921, com apenas 7 anos, Maria Rita perdeu a mãe, que só tinha 26. Em 1922, juntamente com os irmãos Augusto e Dulcinha, recebeu pela primeira vez o Sacramento da Eucaristia, na paróquia de Santo Antônio.

A vocação da Irmã Dulce

Sua vocação para trabalhar com pessoas pobres e carentes vem de berço, pelo exemplo do pai. Ela e sua irmã Dulcinha seguiram este exemplo. Assim, com apenas 13 anos de idade ela começa a acolher os doentes e mendigos, transformando sua casa num verdadeiro posto de atendimento, tanto que a casa passou a ser conhecida como A Portaria de São Francisco. Foi quando ela começou a manifestar a vontade de entrar para a vida religiosa.

Maria Rita estudou e se formou professora em 1933. Nesse ano ela entrou na Congregação das Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, com sede em São Cristóvão, no Estado de Sergipe. Passado um ano, no dia 15 de agosto do ano de 1934, com apenas 20 anos, fez os votos perpétuos e recebeu o nome que a marcou para sempre, Irmã Dulce, uma homenagem feita à querida mãe.

Missão

Sua primeira missão como religiosa foi a de ser professora num colégio da congregação, na capital baiana. Mas ela queria mesmo era trabalhar com os mais pobres. Por isso, em 1935, Irmã Dulce começou a trabalhar com os pobres de Alagados, uma comunidade paupérrima que vivia em palafitas, em Itapagipe, um bairro da cidade. Em seguida ela começa a dar assistência aos operários do bairro, criando e organizando um posto médico. Ela funda, em 1936, a União Operária São Francisco, a primeira organização de operários da igreja católica do Estado. Daí nasceu o Círculo Operário da Bahia, fundado pela Irmã Dulce e pelo Frei Hildebrando Kruthaup, em 1936. O grupo se mantinha com doações e com a verba arrecadada dos cinemas Roma, Plataforma e São Caetano. No mês de maio de 1939, ela inaugurou um Colégio que chamou de Santo Antônio, um colégio feito para os operários e seus filhos.

Socorro aos doentes

Nesse mesmo ano, vendo o sofrimento de vários doentes que não tinham onde se abrigar, Irmã Dulce invadiu cinco casas situadas na Ilha chamada dos Ratos. Lá, ela abrigava os doentes recolhidos na rua. Logo, porém, foi expulsa da invasão. Então, ela perambulou com esses doentes por locais diferentes e distantes de tudo, até que no ano de 1949, ela recebeu autorização para ocupar um galinheiro contíguo ao convento, abrigando 70 doentes. Por esse gesto, ela ficou conhecida pelos baianos como a freira que construiu o maior hospital do Estado da Bahia a partir de um pequeno galinheiro.

Expansão e Reconhecimento

Em 1959 foi criada a Associação Obras Sociais Irmã Dulce. Em 1960 ela inaugura o Albergue Santo Antônio. Os baianos, os brasileiros de outros estados e até personalidades de outros países deram força para que Irmã Dulce construísse suas obras. Em julho de 1980, Irmã Dulce foi incentivada pelo Papa João Paulo II para dar continuidade aos seus trabalhos. Em 1988 ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Segundo encontro de Irmã Dulce com o Papa

No dia 20 de outubro de 1991, ela se encontrou novamente com o Papa João Paulo II, em sua segunda visita ao Brasil. O Papa quebrou os protocolos e foi visitar irmã Dulce no Convento Santo Antônio. Ela estava acamada, bastante doente.

Devoção a Irmã Dulce

Irmã Dulce faleceu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. Nos últimos 30 anos de sua vida, ela tinha 70% da capacidade respiratória comprometida. Os baianos choraram na despedida do Anjo Bom da Bahia, como ela era conhecida. Seu velório aconteceu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia. Uma multidão incontável compareceu à sua despedida.

Todos choravam e queriam prestar sua última homenagem àquela que dera sua vida pelos doentes e pelos mais pobres. Quando ainda em vida, Irmã Dulce já era chamada de santa por causa da evidente santidade de sua vida. A Igreja também reconheceu a santidade de Irmã Dulce declarando-a beata no dia 22 de março de 2011. A declaração foi oficializada pelo Papa Bento XVI. A festa de Irmã Dulce dos pobres é celebrada no dia 13 de agosto.

Oração a Irmã Dulce

Senhor Nosso Deus, recordando a vossa Serva Dulce Lopes Pontes, ardente de amor por vós e pelos irmãos, nós vos agradecemos pelo seu serviço a favor dos pobres e dos excluídos. Renovai-nos na fé e na caridade, e concedei-nos a seu exemplo vivermos a comunhão com simplicidade e humildade, guiados pela doçura do Espírito de Cristo, Bendito nos séculos dos séculos. Amém

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 12 de agosto de 2020

DIA DE SANTA HILÁRIA - 12 DE AGOSTO

DIA DE SANTA HILÁRIA - 12 DE AGOSTO

HOMILIA - 12.08.21

Dia de Santa Hilária

O Dia de Santa Hilária celebra-se a 12 de agosto.

Santa Hilária foi uma mártir cristã. Era mãe de Santa Afra. Ambas as cortesãs eram pagãs, mas se converteram ao cristianismo, depois de receberem a visita do bispo Narciso e do seu diácono Félix. Elas foram batizadas na mesma altura, juntamente com as suas criadas.

Afra foi presa e condenada à fogueira em Augsburgo, na Baviera, no ano de 304, durante a perseguição de Diocleciano. Sua mãe enterrou o corpo da filha, assim como o corpo das servas Degna, Eumenia e Euprepia.

Santa Hilária recusava-se a deixar o túmulo de sua filha Afra, onde permanecia em oração. Um dia, em 304, enquanto estava a rezar na campa da filha, foi apanhada por pagãos que a prenderam a uma coluna e a queimaram viva.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 11 de agosto de 2020

DIA DE SANTA CLARA DE ASSIS - 11 DE AGOSTO

DIA DE SANTA CLARA DE ASSIS - 11 DE AGOSTO

HOMILIA - 11.08.21

Santa Clara de Assis

Batizada pelo nome de Chiara d’Offreducci, na cidade italiana de Assis, Clara nascera aos 16 de Julho de 1194. Segundo o que diz a tradição, sua mãe teria lhe dado este nome devido a uma inspiração que teve, ela acreditava que sua filha viria para iluminar o mundo.

Clara pertencia a uma família nobre e era muito bela. Desde muito nova se mostrava caridosa e respeitava os mais pobres. Ao se deparar com a decisão de São Francisco de Assis em viver uma vida austera e de completa pobreza, Clara foi tomada por uma irresistível decisão de segui-lo na vida religiosa. Da mesma forma que São Francisco, Clara também enfrentou forte oposição da família, que não aceitava que sua filha abandonasse a vida nobre para viver na completa miséria, mas nada a demoveu de seu ideal. No dia 18 de março de 1212, aos dezoito anos de idade, Clara fugiu de casa, decidindo-se radicalmente pela vida religiosa. Apresentou-se, então, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, onde se encontrou com São Francisco e seus frades. Ele, então, cortou seus cabelos e pediu que vestisse um hábito de lã e pronunciasse os votos de pobreza, castidade e obediência. Clara foi a primeira mulher a aderir aos ideias franciscanos em sua vida.

Seguindo o conselho de São Franciso, Clara ingressou primeiramente no Mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, com o objetivo de familiarizar-se com a vida religiosa. Em seguida foi para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde sua irmã de sangue, Inês, juntou-se a ela. Algum tempo depois Francisco levou-as para o Convento de São Damião, onde seria sediada a Ordem Segunda Franciscana, das monjas. Primeiramente elas seriam chamadas “Damianitas”, e depois, a escolha de Clara, de “Damas Pobres”, e por último, como são chamadas até hoje, “Irmãs Clarissas”.

A decisão de Clara foi tamanha que sua mãe e mais uma de suas irmãs, Beatriz, foram também viver ao seu lado, abandonando seus palácios e suas riquezas.

Por volta de 1224, Clara foi acometida de uma enfermidade e aos poucos foi enfraquecendo. Dois anos depois, em 1226, Francisco viria a morrer, e depois disso Clara viveria ainda 27 anos, continuando a vida que havia aprendido com ele.

No dia 11 de Agosto de 1253, algumas horas antes de morrer, Clara recebeu do Papa Inocêncio IV a bula de aprovação canônica da ordem das irmãs Clarissas. Dois anos após a sua morte foi proclamada santa Clara de Assis, pelo Papa Alexandre IV.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 10 de agosto de 2020

DIA DE SÃO LOURENÇO, DIÁCONO E MÁRTIR - 10 DE AGOSTO

DIA DE SÃO LOURENÇO, DIÁCONO E MÁRTIR - 10 DE AGOSTO

HOMILIA - 10.08.20

HOMILIA - 10.08.21

São Lourenço

Festejamos, neste dia, a vida de santidade e martírio do Diácono que nem chicotes, algozes, chamas, tormentos e correntes puderam contra sua fé e amor ao Cristo. Lourenço, espanhol, natural de Huesca, foi um Diácono de bom humor que servia a Deus na Igreja de Roma durante meados do Século III.

Conta-nos a história que São Lourenço como primeiro dos Diáconos tinha grande amizade com o Papa Sisto II, tanto assim que ao vê-lo indo para o martírio falou: “Ó pai, aonde vais sem o teu filho? Tu que jamais ofereceste o sacrifício sem a assistência do teu Diácono, vais agora sozinho, para o martírio?”. E o Papa respondeu: “Mais uns dias e te aguarda uma coroa mais bonita!”. São Lourenço era também responsável pela administração dos bens da Igreja que sustentava muitos necessitados.

Diante da perseguição do Imperador Valeriano, o prefeito local exigiu de Lourenço os tesouros da Igreja, para isto o Santo Diácono pediu um prazo, o qual foi o suficiente para reunir no átrio os órfãos, os cegos, os coxos, as viúvas, os idosos… todos os que a Igreja socorria, e no fim do prazo – com bom humor – disse: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.

Sentindo-se iludido, o prefeito sujeitou o santo a diversos tormentos, até colocá-lo sobre um braseiro ardente; São Lourenço que sofreu o martírio em 258, não parava de interceder por todos, e mesmo assim encontrou no Espírito Santo força para dizer no auge do sofrimento na grelha: “Vira-me que já estou bem assado deste lado”.

A Roma cristã venera o santo espanhol com a mesma veneração e respeito com que honra seus primeiros Apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estevão em Jerusalém, isso mesmo o foi São Lourenço em Roma.

São Lourenço, rogai por nós!

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 09 de agosto de 2020

DIA DE SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ - 09 DE AGOSTO

DIA DE SANTA TERESA BENEDITA DA CRUZ - 09 DE AGOSTO

HOMILIA - 09.08.20

HOMILIA - 09.08.21

 

Santa Teresa Benedita da Cruz

A santa de hoje também é conhecida pelo nome de Santa Edith Stein. Beatificada em 1 de Maio de 1987, acabou sendo canonizada 11 anos depois, em 11 de Outubro de 1998, pelo Papa João Paulo II.

Última de 11 irmãos, nasceu em Breslau (Alemanha), a 12 de Outubro de 1891, no dia em que a família festejava o “Dia da Expiação”, a grande festa judaica. Por esta razão, a mãe teve sempre uma predileção por esta filha. O pai, comerciante de madeiras, morreu quando Edith ainda não tinha completado os 2 anos. A mãe, mulher muito religiosa, solícita e voluntariosa, teve que assumir todo o cuidado da família, mas não conseguiu manter nos filhos uma fé viva. Stein perdeu a fé: “Com plena consciência e por livre eleição”, ela afirma mais tarde. Edith dedica-se então a uma vida de estudos na Universidade de Breslau tendo como meta a Filosofia. Os anos de estudos passam até que, no ano de 1921, Edith visita um casal convertido ao Evangelho. Na biblioteca deste casal, ela encontra a autobiografia de Santa Teresa de Ávila. Edith lê o livro durante toda a noite. “Quando fechei o livro, disse para mim própria: é esta a verdade”, declarou ela mais tarde. Em janeiro de 1922, Stein é batizada e, no dia 2 de fevereiro desse mesmo ano, é crismada pelo Bispo de Espira. Em 1932, foi atribuída a ela uma cátedra numa instituição católica, onde desenvolve a sua própria antropologia, encontrando a maneira de unir ciência e fé. Em 1933, a noite fecha-se sobre a Alemanha.

Edith Stein tem que deixar a docência, e ela própria declarou nesta altura: “Tinha-me tornado uma estrangeira no mundo”. E no dia 14 de outubro desse mesmo ano, entra para o Mosteiro das Carmelitas de Colônia, passando a chamar-se Teresa Benedita da Cruz. Após cinco anos, faz a sua profissão perpétua. Da Alemanha, Edith é transferida para a Holanda juntamente com sua irmã Rosa, que também é batizada na Igreja Católica e prestava serviço no convento. Neste período do regime nazista, os bispos católicos dos Países Baixos fazem um comunicado contra as deportações dos judeus. Em represália a este comunicado, a Gestapo invade o convento na Holanda e prendem Edith e sua irmã. Ambas são levadas para o campo de concentração de Westerbork. No dia 7 de agosto, ela parte para Auschwitz, ao lado de sua irmã e um grupo de 985 judeus. Por fim, no dia 9 de agosto, a Irmã Teresa Benedita da Cruz, juntamente com a sua irmã Rosa, morre nas câmaras de gás e depois tem seu corpo queimado. Assim, através do martírio, Santa Teresa Benedita da Cruz recebe a coroa da glória eterna no Céu.

Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós!

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 08 de agosto de 2020

DIA DE SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO - 08 DE AGOSTO

DIA DE SÃO DOMINOS DE GUSMÃO - 08 DE AGOSTO

HOMILIA - 08.08.20

HOMILIA - 08.08.21

 

São Domingos de Gusmão

Neste dia lembramos aquele que, ao lado de São Francisco de Assis, marcou o século XIII com sua santidade vivida na mendicância e no total abandono em Deus e desapego material.

São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha em 1170, Espanha, e pertencia à alta linhagem dos Gusmão. O pai, Félix de Gusmão, queria entusiasmá-lo pelas armas; o menino preferia porém andar com a mãe, Joana de Aza, grande esmoler, e com clérigos e monges. Interessante é que antes de Domingos nascer sua mãe sonhou com um cão, que trazia na boca uma tocha acesa de que irradiava grande luz sobre o mundo. Mais do que sonho foi uma profecia, pois Domingos de Gusmão, de estatura mediana, corpo esguio, rosto bonito e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos, não fez outra coisa senão iluminar todo o seu tempo e a Igreja com a Luz do Evangelho, isso depois de se desapegar a tal ponto de si e das coisas, que chegou a vender todos os seus ricos livros, a fim de comprar comida aos famintos.

Homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, São Domingos acolheu o chamado ao sacerdócio e ao ser ordenado (no ano de 1203 em Osma, onde foi nomeado cônego). No ano de 1204, Domingos seguiu para Roma a fim de obter do Papa licença para evangelizar os bárbaros na Germânia.

No entanto, o Papa Inocêncio III orientou-o para a conversão dos Albigenses que infestavam todo o Sul da França com suas heresias. Desta forma, Domingos fez do sul da França, o seu principal campo de ação. Quando os hereges depararam com a verdadeira pobreza evangélica de São Domingos de Gusmão, muitos aderiram à Verdade, pois nesta altura já nascia, no ano de 1215 em Tolosa, a primeira casa dos Irmãos Pregadores, também conhecidos como Dominicanos (cães do Senhor) que na mendicância, amor e propagação do Rosário da Virgem Maria, rígida formação teológica e apologética, levavam em comunidade a Véritas, ou seja, a verdade libertadora.

São Domingos de Gusmão entrou no Céu com 51 anos e foi canonizado pelo Papa Gregório IX, em 1234.

São Domingos de Gusmão, rogai por nós!

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 07 de agosto de 2020

DIA DE SÃO CAETANO DE THIENE - 07 DE AGOSTO

DIA DE SÃO CAETANO DE THIENE - 07 E AGOSTO

HOMILIA - 07.08.20

HOMILIA - 07.08.21

São Caetano de Thiene

São Caetano de Thiene ficou conhecido por abrir asilos para os idosos, e hospitais para os enfermos, principalmente os que não tinham mais cura ou se encontravam desenganados.

Caetano teve sua formação em direito na cidade de Pádua onde se formou com 24 anos de idade,  porém sua vida mudaria bastante ao trabalhar como secretário particular do Papa Júlio II.

Durante seu período com o Papa Júlio II, São Caetano de Thiene fez contato com inúmeros cardeais famosos, aprendendo muito sobre eles, devido a sua grande humildade preferia observar antes de reprovar o mal alheio.

São Caetano participou do movimento laical Oratório do Divino Amor, que buscava se manter sempre na prática das Sagradas Escrituras. Então aos trinta e seis anos de idade foi ordenado sacerdote, e celebrou sua primeira missa na Basílica de Santa maria de Maior.

Em 1523 fundou a Ordem dos Teatinos Regulares, que tinha como objetivo a renovação do clero. A nova congregação começou somente com quatro pessoas, depois passou para doze e esse número aumentou em pouco tempo. São de vida ativa, vivendo em obediência, sob uma regra de vida comum.

Morreu aos sessenta e seis anos de idade em Nápoles, no ano de 1547.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 06 de agosto de 2020

DIA DE SÃO JUSTO E SÃO PASTOR E DA TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS CRISTO - 06.08.20

DIA DE SÃO JUSTO E SÃO PASTOR - 06.08.20

DIA DA TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS CRISTO


HOMILIA - 06.08.20

HOMILIA - 06.08.21

 

SÃO JUSTO E SÃO PASTOR

Com alegria, toda a Igreja festeja neste dia, a Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual se encontra testemunhada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Neste fato bíblico, nós nos deparamos com o segredo da santidade para todos os tempos: “Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprove escolher. Ouvi-o!” (Mc 9,7)

Sem dúvida, os santos que estamos lembrando hoje, somente estão no Eterno Tabor, por terem vivido esta ordem do Pai. Conta-se que eram jovens cristãos e estavam na escola, quando souberam que o perseguidor e governador Daciano acabara de entrar na cidade. Sendo assim, os santos Justo e Pastor, fugiram, mas foram pegos e entregues por pagãos ao grande perseguidor dos cristãos.

Diante do governador que estava sobre o seu cavalo, os corajosos discípulos de Cristo não recuaram diante das ameaças, tanto assim que, frente à possibilidade do martírio, a resposta de São Justo e Pastor foi um canto de felicidade. O governador, ridicularizado pela fé que transfigurava aqueles jovens, mandou que lhes cortassem as cabeças, isto ocorreu em Alcalá de Henares, em Castela, no ano de 304.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 05 de agosto de 2020

DIA DE SANTO APOLINÁRIO - 05 DE AGOSTO

DIA DE SANTO APOLINÁRIO - 05 DE AGOSTO

HOMILIA - 05.08.20

HOMILIA - 05.08.21

 

SANTO DO DIA 05 DE AGOSTO: SANTO APOLINÁRIO

 
 

Hoje é um dia em que comemoramos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, na cidade de Roma, mas também nos lembramos com alegria para a santidade deste que foi o mais antigo Bispo de Ravena e que é santo do dia 05 de agosto, Santo Apolinário.

Santo Apolinário nasceu em uma família pagã no século I d.C. Ele foi convertido por Deus em Roma por meio da pregação do apóstolo São Pedro, a ponto de ter se tornado exemplo de testemunho de fé e entrar na lista de santos católicos.

Durante o tempo em que viveu Apolinário, o paganismo e o sincretismo estavam espalhados, dominando a todo o Império. Desta forma, todo e qualquer evangelizador cristão corria muitos riscos de vida. Ainda assim, o santo do dia de hoje, Santo Apolinário, abraçou sua missão que lhe foi indicando a evangelização do norte da Itália.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 04 de agosto de 2020

DIA DO PADRE - SÃO JOÃO MARIA VIANNEY - 04 DE AGOSTO

DIA DO PADRE - SÃO JOÃO MARIA VIANNEY

HOMILIA - 04.08.20

HOMILIA - 04.08.21

 

HISTÓRIA DE SÃO JOÃO MARIA VIANEY

 

Dia do Padre é comemorado anualmente em 4 de agosto no Brasil.

O padre é um dos membros do clero da Igreja Católica, um sacerdote consagrado por um bispo cuja missão é evangelizar, celebrar a Eucaristia (missa), ouvir confissões, ministrar o batismo, o sacramento da cura, abençoar os fiéis, etc..

Historicamente, a figura do padre é de grande importância, pois era uma pessoa de muita influência junto à comunidade.

Dia do Padre

Um sacerdote deve estudar muitos anos até receber a ordenação. Os padres católicos podem pertencer a uma ordem religiosa, como os franciscanos, vicentinos, jesuítas e um sem número de outras. Essas possuem um "carisma" próprio, seja ele educacional ou de cuidado aos doentes, e vivem sob a supervisão de um superior.

Já os padres diocesanos estão ligados diretamente ao bispo de sua diocese e tem como missão cuidar dos seus paroquianos.

Na Igreja Católica, a figura do padre é considerada semelhante a de um "pai" (padre), que intercede por seus "filhos" (fiéis) em nome de Deus e Jesus Cristo.

Ver também: Dia do Papa.

Mensagem para o Dia do Padre

  • Quem acha que ser padre é para qualquer um, está muito enganado! Os padres são pessoas com personalidade e espírito especial, capazes de abdicar de todas as tentações mundanas para viver uma vida de comprometimento com sua fé. Agradeço muito a sua dedicação e paixão pelo que faz! Feliz Dia do Padre!
  • Padre, foi Deus quem te fez para o mundo, para a nossa igreja, para nós. Tu és amigo, irmão... pastor. Tua vida é exercício de amor. É doação silenciosa. É testemunho eloquente. É vocação vivida todos os dias. Somos felizes por sua existência!
  • O teu jeito de viver é edificante, fala mais que muitas palavras, porque expressa através das obras. Viver assim faz a maior diferença! Que bom que tu existes! Deus seja louvado!

Origem do Dia do Padre

O Dia do Padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto, data da festa de São João Maria Vianney, comemorada desde 1929, quando o Papa Pio XI o proclamou padroeiro dos padres e das demais pessoas que servem aos ensinamentos de Deus.

João Maria Vianney nasceu na França, em 1786, e foi considerado um dos mais notáveis conselheiros do mundo católico em sua época. O Papa Pio XI o canonizou em 1925.

 

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Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 03 de agosto de 2020

DIA DE SANTA LÍDIA - 03 DE AGOSTO

DIA DE SANTA LÍDIA - 03 DE AGOSTO

HOMILIA - 03.08.20

HOMILIA - 03.08.2021

 

HISÓRIA DE SANTA LÍDIA

Padroeira dos tintureiros e comerciantes. Primeira mulher a se fazer cristã na Europa e uma das primeiras aclamadas santas e veneradas desde o início do cristianismo. Filha espiritual de São Paulo e seus companheiros Lucas, Timóteo e Silas.

Origens

O que se sabe sobre Santa Lídia está escrito no livro dos Atos dos Apóstolos 16, 14-40. Pela descrição de São Lucas, que a conheceu pessoalmente, Lídia era uma mulher rica, influente, líder e empreendedora. Ela era comerciante de púrpura nascida Em Tiatira, Grécia, e estabelecida em Filipos, colônia romana, também na Grécia. O comércio de púrpura era dos mais caros e promissores da época. As roupas na cor púrpura eram usadas somente por reis, rainhas e pessoas da nobreza. A cor púrpura era tirada de um molusco nativo do Mar Mediterrâneo, abundante na região da Fenícia, chamado Mmurici.

Conversão e liderança de uma mulher

Santa Lídia tinha algumas características incomuns para a época: era empresária, dona do próprio comércio e chefe de família. É o que lemos em At 16, 14 e 15. O versículo 15 diz que depois de ouvir São Paulo falar sobre Jesus Cristo. ela quis ser batizada juntamente e levou junto toda a sua família. Este fato mostra a liderança que ela tinha sobre os seus, fato notável numa sociedade tão machista quanto a que ela vivia. E, pelo que lemos nos Atos dos Apóstolos, a influência e a posição social de Santa Lídia ajudaram decisivamente a São Paulo e seus companheiros na missão em Filipos.

Busca da verdade

O texto de São Lucas diz que Santa Lídia era prosélita, isto é, ela era de origem pagã (não judaica) e que tinha se convertido ao judaísmo. O fato mostra que Santa Lídia já vinha de uma caminhada de busca da verdade. Abandonou as crenças politeístas gregas e abraçou o monoteísmo pregado pelo judaísmo. Porém, ao ouvir São Paulo, reconheceu prontamente a verdade e abraçou-a. Em seguida, tornou-se evangelizadora, anunciando a Boa Nova para a sua família e ajudando na missão de São Paulo e seus companheiros.

Primeira igreja da Europa

São Paulo e seus companheiros pensavam em ficar em Filipos apenas alguns dias e partir em missão. Porém, Santa Lídia insistiu: "Se vocês me consideram fiel ao Senhor, permaneçam em minha casa". E os forçou a aceitar. (At 16, 15) Então, os Apóstolos mudaram seus planos e ficaram. Em Filipos, São Paulo sofreu várias perseguições. Ele e seus amigos foram presos e soltos milagrosamente por um terremoto. Depois disso, voltaram para a casa de Santa Lídia onde confortaram os irmãos na fé – vários que tinham ouvido Paulo e se fizeram batizar, formando a a comunidade cristã de Filipos, para a qual, mais tarde, São Paulo escreveu sua “Carta aos Filipenses”. A casa de Santa Lídia transformou-se na primeira Igreja da Europa, como vemos em At 15, 14.

Missionária

Santa Lídia influenciou não apenas sua família como também outras mulheres e pessoas de todos os tipos com quem lidava em seu comércio de púrpura. Por isso, ela também foi missionária, mostrando através de seu testemunho, a verdade sobre Jesus Cristo. Ela é uma das grandes responsáveis pela sustentação da Comunidade Cristã de Filipos. Santa Lídia e São Paulo tiveram um profundo laço de amizade cristã, admirado por todos.

Culto

O culto a Santa Lídia faz parte da Tradição cristã desde os tempos mais antigos. Seu nome aparece nas inscrições nas catacumbas. No Livro dos Atos dos Apóstolos seu nome é mencionado duas vezes. Por causa de sua profissão Santa Lídia passou a ser invocada como Padroeira dos Tintureiros e dos comerciantes, sendo comemorada no dia 3 de agosto.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 02 de agosto de 2020

DIA DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD - 02 DE AGOSTO

DIA DE SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD - 02 DE AGOSTO

HOMILIA - 02.08.2020

HOMILIA - 02.08.2021

 

HISTÓRIA DE SÃO PEDRO JULIÃO

Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal.

Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem.

Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia.

Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris.

Lá, em 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento.

Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística.

Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1o. de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte. 

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 01 de agosto de 2020

DIS DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 01 DE AGOSTO

DIA DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO - 01 DE AGOSTO

HOMILIA - 01.08.2020

HOMILIA - 02.08.2021

 

HISTÓRIA DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO

Origens

Nascido em 27 de setembro de 1696, na vila de Marianela, na cidade de Nápoles, Itália, Afonso de Ligório era filho de família cristã, nobre e rica. Seus pais perceberam logo que Afonso tinha uma inteligência privilegiada. Por isso, fizeram questão de dar a ele as condições para ele estudar nas melhores escolas e universidades. Seu pai dedicava-se a prepara-lo nos estudos e sua mãe ocupava-se em formá-lo na fé cristã. E, de fato, sua mãe fez dele um cristão fervoroso. Além disso, Afonso destacou-se como escritor, poeta e músico. Com apenas dezesseis anos já era advogado, tendo conseguido o doutorado em direito civil e eclesiástico.

O exercício do direito em favor dos pobres

O brilhante e jovem advogado Afonso de Ligório começou a exercer sua profissão no fórum de Nápoles. Ao mesmo tempo, cultivava uma intensa vida espiritual. Por enxergar a corrupção entre os detentores do poder, ele decidiu nunca advogar em favor da corte. Fora a corte, atendia a todos com a mesma atenção e empenho. Mas fazia questão de dar o primeiro lugar de seus atendimentos aos pobres, àqueles que não teriam como pagar os honorários de um advogado.

Uma decepção muda sua vida

Após dez anos de trabalho intenso, Afonso de Ligório tornou-se um advogado de sucesso, famoso em toda a Itália. Porém, a política lhe reservava uma triste surpresa. Por casa da influência de alguns poderosos, ele perdeu uma causa importante, injustamente. A perda dessa causa teve uma enorme repercussão, prejudicando uma faixa social menos favorecida. Isso fez com ele tivesse uma grande desilusão. Ele já vinha refletindo e escrevendo sobre a corrupção moral de sua época. Assim, depois desse fato, ele abandonou tudo e decidiu entrar para a vida religiosa.

O advogado se torna padre

O pai de Santo Afonso, a princípio, não queria que ele seguisse a vida religiosa. Porém, quando percebeu a alegria do filho ao renunciar aos títulos de nobreza e à herança, aceitou e viu que esta era sua vocação. Afonso estudou teologia e foi ordenado padre aos trinta anos, no ano 1726. Na ocasião, acrescentou o nome de Maria ao seu sobrenome, como forma de prestar homenagem a Jesus Cristo, através de sua Mãe. A partir daí, todos os seus talentos e inteligência foram colocados a serviço do Evangelho. Logo destacou-se sua caridade e bondade para com os pobres. Tinha especial apreço em levar conforto espiritual a todos. Tornou-se um grande pregador, mesclando a ciência da oratória com o poder de Deus. Suas palavras reconciliavam inimigos, orientavam os desnorteados, consolavam os aflitos e curava corações.

Funda a Congregação dos Redentoristas

Santo Afonso tinha um poderoso lema de vida, tirado do Evangelho de São Lucas: "Deus me enviou para evangelizar os pobres." Para melhor viver e aplicar este lema, ele fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, que ficou conhecida em todo o mundo o mundo como a Congregação dos Padres Redentoristas. A missão dos Redentoristas é exclusivamente a da pregação aos pobres, procurando regiões de população menosprezada, levando missões e retiros espirituais. O próprio Santo Afonso foi missionário no sul da Itália, reunindo multidões, pregando a Palavra de Deus, ensinando tudo sobre a devoção a Maria. Além disso, ele mesclava sua atividade missionária com a de escritor. Escreveu livros importantes de conteúdo ascético e teológico. Por causa de sua obra falada e escrita, muitas conversões aconteceram.

Sagrado bispo

No ano de 1762, o Papa convidou Santo Afonso para ser o bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos.  Ele aceitou e foi bispo dessa diocese durante treze anos. A final desse tempo, ele se retirou para um convento dos Redentoristas, impossibilitado de continuar à frente da diocese por causa de uma artrite degenerativa deformante. Mas, no convento, ele não ficou parado. Já quase cego, e paralítico, ele completou sua obra literária, extensa e importantíssima. Ele escreveu nada menos que cento e vinte livros e tratados. Entre os mais conhecidos, destacam-se: "Glórias de Maria", "Teologia moral"; "Visitas ao Santíssimo Sacramento" e o "Tratado sobre a oração".

Falecimento

Santo Afonso Maria de Ligório viveu ainda doze anos, passando por muito sofrimento físico e veio a falecer com noventa e um anos. Era o dia 1º de agosto de 1787, na cidade de Salerno, Itália. Foi Canonizado no ano 1839. Alguns anos mais tarde, em 1871, foi declarado doutor da Igreja. Em 1950, o papa Pio XII declarou-o Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral.

Oração a Santo Afonso

“Senhor, concedei-me pelos méritos de Santo Afonso Maria de Ligório, o dom do verdadeiro amor fraternal. Com Vossa Graça, ajudai-me, pois não quero mais julgar, condenar, desprezar, excluir. Que eu tenha humildade para aceitar os meus defeitos e procurar melhorá-los. Amém. Maria, Espelho da Justiça, rogai por nós.”

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 31 de julho de 2020

DIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA - 31 DE JULHO

DIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA - 31 DE JULHO

HOMILIA - 31.07.2020

HOMILIA - 31.07.2021

 

HISTÓRIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA

Origens

Seu nome de batismo era Iñigo Lopez de Loyola. Nasceu em 1491, numa família rica, nobre e cristã, na cidade de Azpeitia, pertencente à província basca de Guipuzcoa, Espanha. Era o caçula de treze irmãos. Sua educação foi toda voltada para fazer dele um aristocrata. Por isso, ele cresceu no meio do luxo da corte. Era praticante de esportes, dedicando-se mais aos equestres. 

Poder e esportes

No ano 1506, sua família Lopez de Loyola prestava serviço ao tesoureiro do reino de Castela chamado João Velásquez de Cuellar, de quem Iñigo era parente. Um ano depois, Iñigo foi feito cortesão e pagem no grande castelo desse tesoureiro. Lá, estudou e adquiriu grande cultura. Tornou-se excelente cavaleiro e passou a apreciar as aventuras militares. Por seu temperamento, valorizava mais o orgulho que os prazeres da luxúria. 

Militar

Dez anos mais, em 1517, aos 26 anos, Iñigo abraçou a carreira militar. Como tal, foi prestar seus serviços a outro parente muito importante: conhecido como duque de Najera. Este era nada menos que o vice-rei de Navarra. Iñigo defendeu seu parente real em inúmeras batalhas, tanto militares quanto diplomáticas. 

Uma bala de canhão muda sua história

Aconteceu, porém, que no dia 20 de maio de 1521, a bala de um canhão mudou sua história. Esta causou-lhe um grave ferimento na tíbia da perna esquerda, quando ele lutava defendendo a cidade de Pamplona. Por causa desse ferimento, Iñigo teve que ficar um longo tempo em recuperação. Nesse período, por acaso, deixou de ler romances de guerra e infantaria e começou a ler livros sobre a vida de vários santos e sobre a Paixão de Cristo. E assim, a graça de Deus o tocou. Incentivado e poiado por irmã de sangue que cuidava dele, Iñigo abandonou de vez os livros que antes amava e passou a ler apenas e tão somente livros religiosos. Uma vez curado, decidiu trocar a vida militar pela dedicação a Deus.

Uma espada ficou pendurada

Um gesto marcou a decisão de Iñigo. Ele foi à capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat e, lá, deixou sua espada pendurada no altar. Tendo feito isso, deu as costas ao mundo, à corte e às aparências. De 1522 a 1523, retirou-se passando a vier numa caverna em Manresa. Vivia vide de eremita e mendigava para sobreviver. Passou esse tempo em penitência e solidão. Passou por sérias necessidades. Por outro lado, esse período foi bastante fértil. Durante esse tempo ele preparou toda a base de sua obra mais importante: o livro intitulado "Exercícios espirituais". Do campo de batalhas Iñigo assumiu a grande batalha espiritual, indo, depois, estudar filosofia e teologia nas cidades de Paris e Veneza.

Nasce a Companhia de Jesus

Em Paris, Iñigo conheceu seis amigos. Juntos, eles fundaram a Companhia de Jesus em 15 de agosto de 1534. Entre esses amigos estava São Francisco Xavier, um dos maiores missionários da Ordem, grande evangelizador da Ásia e do Japão. Este grupo de irmãos na fé só receberam a ordenação sacerdotal em 1537, ao concluírem os estudos. Na ordenação, Iñigo assumiu o nome de Inácio. Depois de três anos, o papa Paulo III deu aprovação oficial à nova Ordem. Inácio de Loyola foi eleito para assumir o posto de superior-geral. 

Missionário enviando missionários

Santo Inácio de Loyola formou e enviou missionários jesuítas a várias partes do mundo. Eles tinham a missão de implantarem a fé cristã, especialmente entre povos nativos pagãos das terras mais longínquas das Américas e da Ásia. Seus missionários jesuítas levaram o Evangelho de Jesus Cristo de maneira heroica e poderosa aos lugares mais improváveis e desconhecidos. Muitos morreram martirizados por causa da fé em Cristo, deixando maravilhosos testemunhos de coragem, fé e amor a Deus.

Morte

Por outro lado, desde que Santo Inácio assumiu o cargo de superior geral da Ordem, sua saúde só piorou. Muito debilitado, ele veio a falecer em 31 de julho de 1556, em Roma. Tinha, então, 65 anos. Sua canonização foi celebrada pelo papa Gregório XV no ano 1622. Em 1922 o Papa Pio XI o declarou Padroeiro dos Retiros Espirituais. Santo Inácio de Loyola contribuiu enormemente para a Igreja e para a humanidade. Sua busca interior trouxe revelações e afirmações que vem se confirmando sempre atuais. Ele tocou no cerne da pessoa humana.

Oração “Alma de Cristo”

Composta por Santo Inácio de Loyola

“Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro das vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que de Vós me separe.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me.
E mandai-me ir para Vós,
para que vos louve com os vossos Santos,
por todos os séculos.
Amém.”

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 30 de julho de 2020

DIA DE SÃO PEDRO CRISÓLOGO - 30 DE JULHO

DIA DE SÃO PEDRO CRISÓLOGO - 30 DE JULHO

HOMILIA - 30.07.2020

HOMILIA - 30.07.2021

 

 

HISTÓRIA DE SÃO PEDRO CRISÓLOGO

Pedro Crisólogo, Pedro "das palavras de ouro", pois, é exatamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu.

Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, freqüentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica.

Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena. Em 433, Pedro Crisólogo tornou-se o primeiro bispo ocidental a ocupar essa diocese, sendo consagrado pessoalmente pelo papa Xisto III.

Pedro Crisólogo escreveu, no total, cento e setenta e seis homilias de cunho popular, pelas quais dogmas e liturgias foram explicados de forma simples, direta, objetiva e muito atrativa, proporcionando incontáveis conversões.

Em 448, recebeu a importante visita de um ilustre bispo do seu tempo, Germano de Auxerre, que fatidicamente adoeceu e, assistido por ele, morreu em Ravena. Também defendeu a autoridade do papa, então Leão I, o Grande, sobre a questão monofisita, que pregava Cristo em uma só natureza. Essa heresia, vinda do Oriente, propagava-se perigosamente, mas foi resolvida nos concílios de Éfeso e Calcedônia.

Pedro Crisólogo morreu na sua cidade natal, numa data incerta. Alguns historiadores dizem que foi em 31 de julho de 451, mas ele é venerado pela Igreja no dia 30 de julho de 450, data mais provável do seu falecimento.

A autoria dos seus célebres sermões, ricos em doutrina, conferiu-lhe outro título, o de doutor da Igreja, concedido em 1729 pelo papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo, ainda hoje, é considerado um modelo de contato com o povo e um exemplo de amor à pregação do Evangelho, o ideal de pastor para a Igreja.

 


Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 29 de julho de 2020

DIA DE SANTA MARTA - 29 DE JULHO

DIA DE SANTA MARTA - 29 DE JULHO

 HOMILIA - 29.07.20

 

HOMILIA 29.07.21

 

HISTÓRIA DE SANTA MARTA

Origens

Marta é contemporânea de Jesus. Ela é mencionada treze vezes nos Evangelhos. Era irmã de Lázaro, grande amigo de Jesus e de Maria, aquela que se sentava aos pés do Mestre para ouvi-lo. A família de Marta vivia no vilarejo de Betânia, a três quilômetros de Jerusalém. A casa e Marta era um verdadeiro local de descanso para Jesus e seus discípulos. Convivendo com o Mestre, ouvindo-o e servindo-o, Marta conheceu o Reino dos céus. Ela presenciou a ressurreição de seu irmão Lázaro, operada por Jesus, quatro dias após sua morte.

Repreendida carinhosamente por Jesus

Certa vez Jesus se hospedou na casa de Marta, em Betânia. Para agradar e bem receber Jesus e seus discípulos, Marta mergulhou nos afazeres domésticos, sem perceber, talvez, que Jesus gostaria de ter sua presença, ao lado da irmã Maria, como ouvinte atenta e carinhosa, da mensagem do Reino dos Céus. Tal comportamento lhe rendeu uma repreensão carinhosa de Jesus, que, afinal, tornou-se grande ensinamento para todos nós: o de que as coisas espirituais, a palavra do Senhor, são mais importantes que as materiais. Vejamos na passagem abaixo:

“Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa. Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”. (Lucas 10, 38-42)

Padroeira

Apesar da chamada de atenção recebida de Jesus, o serviço que Marta prestava era importante e necessário. E jesus, em momento algum, questiona tal importância. Ele quer apenas colocar as coisas nos seus devidos lugares e valores. Assim, pela preocupação de Santa Marta com a alimentação, a acolhida e o bem estar de Jesus e de seus discípulos, Santa Marta se tornou a Padroeira dos anfitriões, hoteleiros, nutricionistas, cozinheiros e nutrólogos.

Coragem de expressar seus sentimentos a Jesus

No episódio da doença, morte e ressurreição de Lázaro, seu irmão, Marta sofre. Ela manda chamar Jesus e Jesus aparentemente não atende. Seu irmão morre e é sepultado. Fica quatro dias no túmulo e, só então, Jesus chega. Marta corre até ele, ajoelha-se aos pés do Mestre e diz: "Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Jo 11,21 . Este desabafo mostra a confiança e a intimidade que marta tinha com o Senhor. E a frase que ela diz em seguida, mostra toda a sua fé incondicional em Jesus: “Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará". Trata-se de uma das passagens mais emocionantes do Novo Testamento em que, no final, Jesus ressuscita Lázaro e muitos passam a crer nele.

A confissão de Marta

Em todo o episódio da ressurreição de Lázaro, marta tem a oportunidade de fazer uma bela profissão de fé em Jesus. O capítulo 11 do Evangelho de São João conta essa história em detalhes. Destacamos aqui a confissão de Marta. Ela afirma que Jesus é o Cristo, o Enviado de Deus, que devia vir ao mundo:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto? Respondeu Marta: Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo. João 11, 25-27.

Culto a Santa Marta 

Os primeiros a realizarem uma festa dentro da liturgia da Igreja dedicada a santa Marta foram os franciscanos, no ano 1262. Para tal celebração, escolheram o dia 29 de julho. A festa se difundiu e os cristãos passaram a celebrar Santa Marta já como Padroeira dos Anfitriões, Hospedeiros, Cozinheiros, Nutricionistas e Nutrólogos. Mais tarde a Igreja confirmou oficialmente a celebração na mesma data.

Oração a Santa Marta

“Santa Marta, santa minha, acolhe-me a vossa proteção, pois entrego-me ao vosso amparo, e em prova de meu afeto por Vós, ofereço esta luz, que acenderei todas terças-feiras durante esta novena.

Pela felicidade que tiveste em hospedar em vossa casa o Divino Salvador do Mundo, consolai-me nas minhas penas. Intercedei hoje e sempre por mim e minha família, para que tenhamos o auxílio de Deus Todo Poderoso, nas dificuldades de nossa vida.

Suplico-vos que tenhais misericórdia infinita para comigo, concedendo-me a graça que hoje vos peço de todo coração. (Faz-se o pedido). Rogo-vos que me façais vencer os obstáculos da vida, como vós vencestes o dragão que tendes debaixo de vossos pés. Amém Jesus.”

 

 


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