Almanaque Raimundo Floriano
Fundado em 24.09.2016
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)
Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, dois genros e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 29 de junho de 2021
DIA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO - 29 DE JUNHO
DIA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO - 29 DE JUNHO
HOMILIA - 29.06.21
HISTÓRIA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO
Em 29 de junho é celebrado o Dia de São Pedro e São Paulo.
Estas são festividades típicas da Igreja Católica, em honra ao martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, principais líderes no surgimento da Igreja Cristã.
A festa de São Pedro é uma das mais comemoradas entre as chamadas “festas juninas”. Normalmente, nestas celebrações são feitas muitas quermesses e grandes fogueiras, assim como acontece no Dia de São João.
Os cristãos ortodoxos também realizam esta festa, mas o fazem no dia 12 de julho.
Origem do Dia de São Pedro e São Paulo
A origem desta celebração é muito antiga e, supostamente, ocorre em 29 de junho, pois teria sido a data do aniversário de morte e do translado das relíquias de ambos os santos.
Acredita-se que essas as festas juninas foram inspiradas nos rituais de comemoração da fertilidade da terra, no período pré-gregoriano durante o solstício de verão na Europa.
Posteriormente, foram adotadas pela Igreja Católica como homenagem aos santos do mês. No Brasil, os registros históricos apontam que desde o século XVII as festas juninas eram comemoradas.
O dia de São Pedro e São Paulo tem como objetivo manter viva na memória dos cristãos as origens da Igreja e, por isso, são celebrados no mesmo dia, pois estavam unidos no mesmo propósito.
Esta data ainda é considerada o Dia do Papa, pois São Pedro, segundo os católicos, foi o primeiro Papa da Igreja, além de ter sido o que permaneceu por mais tempo com esse título (37 anos).
São Pedro e São Paulo: conheça a história dos santos juninos
Pedro era um pescador no Mar da Galileia e largou sua vida para seguir Jesus, sendo apontado como seu sucessor entre os doze apóstolos e teve a missão de construir uma igreja que continuasse a obra do Messias.
Uma das histórias mais conhecidas sobre a vida de Pedro foi a ocasião em que o apóstolo negou Jesus três vezes ao seu mestre ser preso, sendo tomado pelo arrependimento em seguida.
Para os católicos, São Pedro recebeu a missão de ser líder da Igreja de Cristo, assim como diz as escrituras “Tu és pedra, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18).
Por outro lado, Paulo de Tarso, cuja conversão ocorreu quando estava em direção a Damasco, conforme os registros de Atos 9:3-5: “Durante a viagem, estando já em Damasco, subitamente o cercou uma luz resplandecente vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’. Saulo então diz: ‘Quem és, Senhor?’. Respondeu Ele: ‘Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”
Paulo não esteve entre os doze discípulos que seguiram Jesus mais de perto. No entanto, converteu-se e tornou-se um dos grandes evangelizadores da igreja primitiva, tornando-se um dos grandes responsáveis pela sua expansão.
Ambos morreram martirizados. São Pedro foi crucificado, mas pediu para que a cruz ficasse de cabeça para baixo, pois não se sentia digno de ter a mesma morte que seu mestre. Já São Paulo foi degolado em Roma.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 28 de junho de 2021
DIA DE SANTO IRINEU - 28 DE JUNHO
DIA DE SANTO IRINEU - 28 DE JUNHO
HOMILIA
HISTÓRIA DE SANTO IRINEU
O Dia de Santo Irineu é celebrado em 28 de junho.
Esta data homenageia o santo tido como o primeiro teólogo do cristianismo, Irineu ou Ireneu de Lyon.
Não existem muitas informações sobre a vida de Irineu, mas sabe-se que teria nascido na região da Ásia Menor, em Esmirna, por volta de 130 - 135 e de pais cristãos.
Irineu foi discípulo de São Policarpo que, por sua vez, foi seguidor do Apóstolo São João, o Evangelista.
Santo Irineu desempenhou um importante papel para o fortalecimento da Igreja primitiva, além de também ter contribuído para o fortalecimento da Igreja do Oriente. Grande parte dos dados históricos sobre a Igreja cristã do século II, é obra deste bispo.
Versado em idiomas e muito estudioso, Santo Irineu atuou ao lado do primeiro bispo de Lyon, na França, combatendo a heresia dos hereges montanhistas.
Foi bispo da cidade de Lyon e aí faleceu. Os originas de suas obras foram perdidos, mas sobrevivem as traduções de livros como “Contra as heresias” e “Demonstração da pregação apostólica”.
Santo Irineu de Lyon é venerado pela Igreja Católica, Igreja Luterana, Igreja Ortodoxa e pela Comunhão Anglicana. A Igreja Ortodoxa celebra a sua festa litúrgica em 23 de agosto, diferentemente das demais que comemoram o 28 de junho, data do seu martírio.
O nome "Irineu" vem do grego e significa literalmente "pacificador" ou "pacífico", uma característica que faz jus ao trabalho deste santo durante a sua vida.
São Irineu é padroeiro daqueles que combatem as heresias.
Oração a Santo Irineu
"Deus, nosso Pai, vós concedestes ao bispo Santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé a caridade, para que nos apliquemos constantemente em alimentar a união e a concórdia. Amém."
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 27 de junho de 2021
DIA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO E DE SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA - 27 DE JUNHO
DIA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
E DE
SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA
HOMILIA - 27.06.21
HISTÓRIA E NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nasceu de um ícone (pintura de Nossa Senhora) milagroso, que foi roubado de uma Igreja na ilha de Creta, Grécia, no século XV. Trata-se de uma pintura sobre a madeira, em estilo bizantino.
Imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Na pintura, Maria é representada segurando o menino Jesus em seu colo. O menino Jesus observa dois anjos que lhe mostram os elementos de sua paixão; Os anjos seguram uma cruz, uma lança e uma vara com uma esponja. O menino se assusta, abraça a Mãe e uma sandália lhe cai dos pés. Arcanjo Gabriel e arcanjo Miguel flutuam acima dos ombros de Maria. O ícone seria uma “cópia do quadro de Maria Pintado por São Lucas”.
História de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título que os cristãos deram a Maria em homenagem e agradecimento à sua atenção constante e perpétua para com a humanidade. Perpétuo socorro quer dizer socorro eterno, socorro sempre. Sempre que precisar. Socorro de Mãe. A mãe nunca esquece o filho, nunca abandona os filhos. Assim é o Perpétuo Socorro de Maria.
Um homem que ganhava a vida como comerciante roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no século XV. Sua intenção era vendê-la em Roma. Durante a travessia do mar Mediterrâneo, uma violenta tempestade quase fez o navio naufragar. Após chegar em Roma, ele adoeceu. Arrependido, contou a um amigo sua história e pediu para que ele devolvesse o ícone a uma Igreja para ser venerado pelos fiéis.
A esposa desse amigo não quis devolvê-la, mas, após ficar viúva, Nossa Senhora apareceu a sua filha de seis anos e lhe disse para colocar o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em uma Igreja, ou na Igreja de São João Latrão ou na de Santa Maria Maior. No dia 27 de março de 1499 o ícone foi entronizado na Igreja de São Mateus, ficando lá por mais de 300 anos.
Esquecimento e reencontro
Quando Roma foi invadida pelos os franceses, no século XVIII, aconteceu algo muito triste: a Igreja de São Mateus foi destruída. Com isso, os Agostinianos que guardavam a Obra, levaram-na para um lugar oculto. Ali ela permaneceu esquecida, por 30 anos. Mas um monge agostiniano que tinha muita devoção a Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, antes de morrer, contou a história da imagem e da devoção a um coroinha, que tempos depois se tornou padre Redentorista. Passado um tempo os Redentoristas compraram uma área para fazer a sua Casa Mãe da congregação e o jovem padre ajudou a reencontrar o ícone.
Redescoberta do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
No começo de 1866, o Papa Pio IX entregou a guarda da imagem aos Redentoristas. Na ocasião, o papa fez a eles esta recomendação: “Fazei com que todo o mundo conheça esta devoção.” Fizeram então muitas cópias do ícone e a difundiram por todas as partes do mundo.
Devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Depois desta missão recebida do papa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser oficialmente a Padroeira dos Redentoristas. Sua festa é comemoradaem 27 de junho. Após a restauração da imagem, ela foi devolvidaà Igreja de Santo Afonso. Lá passou a ser venerada pelo povo. O quadro, atualmente, em se tratando de ícone bizantioa, é o mais venerado em todo o mundo.
Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Ó mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento. Que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação. Que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos. Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do povo de Deus.
Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias, para a maior difusão do reino de filho Jesus Cristo. Enfim derramai nos corações de vossos filhos e filhas a Vossa Benção de amor e misericórdia.
Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da nossa morte. Amém.
HISTÓRIA DE SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA
Cirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade.
Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo.
Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo.
O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria.
Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as idéias "nestorianas" ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus.
Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 26 de junho de 2021
DIA DE SÃO JOÃO E SÃO PAULO, MÁRTIRES
DIA DE SÃO JOÃO E SÃO PAULO, MÁRTIRES - 26 DE JUNHO
HOMILIA - 26.06.21
HISTÓRI DE SÃO JOÃO E SÃO PAULO, MÁRTIRES
João e Paulo são dois santos que foram martirizados em Roma no dia 26 de junho. Eles não devem ser confundidos com os Apóstolos de mesmo nome (João e Paulo). O ano da morte deles é incerto, de acordo com os seus Atos, mas se sabe que foi durante o reinado de Juliano, o Apóstata (r. 361-363).
História: Na segunda metade do século IV, Bizâncio, um senador romano, e Pamáquio, seu filho, fizeram de sua casa, no monte Célio, uma basílica cristã. No século V, os presbyteri tituli Byzantii (sacerdotes do titulus de Bizâncio) foram mencionados numa inscrição e aparecem entre os signatários da ata de um concílio em Roma em 499. A igreja era também chamada de titulus Pammachii em homenagem a Pamáquio, um amigo de São Jerônimo. Nos antigos aposentos do piso térreo da casa de Bizâncio, que ainda existe e está sob a basílica, está o túmulo de dois mártires romanos, João e Paulo, um local que já era objeto de veneração no início do século V. Porém, o Sacramentarium Leonianum indica, em seu prefácio à festa dos santos, que seus restos foram depositados nas muralhas da cidade após o martírio, enquanto que em um dos primeiros itinerários de visita às tumbas dos mártires romanos, o túmulo deles estava indicado como estando numa igreja no monte Célio. Seja como for, o titulus Byzantii ou Pammachii ficou conhecido, já há muito, pelo nome dos dois mártires (titulus SS. Joannis et Pauli). Não se discute que os dois foram de fato mártires, mas como e quando seus restos foram transportados para a casa de Bizâncio sob a basílica, só sabemos que ocorreu após o século IV. Os aposentos do térreo da citada casa de Pamáquio foram redescobertos sob a Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma. Eles estão decorados com importantes afrescos e o túmulo original dos mártires (confessio) está coberto de pinturas sobre eles. Os aposentos e a tumba são um dos primeiros e mais importantes memoriais cristãos em Roma.
De acordo com os seus "Atos" (Acta), os mártires eram eunucos de Constantina, filha de Constantino, e conheceram um tal Galicano, que construiu uma igreja em Ostia. Por ordem do imperador romano Juliano, o Apóstata, eles foram decapitados secretamente por Terenciano na casa deles, no monte Célio, local onde uma igreja foi posteriormente erguida e onde eles foram enterrados.
Desde a construção da basílica, os dois santos são objeto de grande devoção e o seus nomes são parte do Cânone da Missa. A Basílica de Santi Giovanni e Paolo, em Roma, é dedicada a eles, assim como a Basílica de San Zanipolo ("Zanipolo" é o termo para João e Paulo na língua veneziana), em Veneza.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 25 de junho de 2021
DIA DE SÃO GUILHERME DE VERCELLI - 25 DE JUNHO
DIA DE SÃO GUIHERME DE VERCELLI - 25DE JUNHO
HOMILIA - 25.06.21
HISTÓRIA DE SÃO GUILHERME DE VERCELLI
Com grande devoção, hoje, lembramos a santidade de vida de São Guilherme, que nasceu em Vercelli, Itália, no ano de 1085. Órfão muito cedo, foi morar com os familiares, que em nada o impediram de seguir Jesus e realizar seus anseios de vida religiosa.
Quando tinha apenas 14 anos, Guilherme saiu com vestes penitenciais para visitar o Santuário de Santiago de Compostela, na Espanha, visando expressar sua caminhada espiritual. Aconteceu que desejava peregrinar para a Terra Santa, mas, devido às turbulências políticas, desviou-se e acabou se retirando no Monte Partênio (Monte da Virgem) e ali permaneceu em silêncio, penitência e oração.
São Guilherme, ao começar a construção do Santuário de Nossa Senhora do Monte Virgine, com o tempo, teve de organizar a comunidade dos monges formada a partir de sua total consagração. E dessa forma nasceu o primeiro dos vários mosteiros fundados pelo Santo.
Combatente contra o mal, durante os 57 anos de existência ele não admitiu o pecado em sua vida, tanto que, diante da malícia de uma mulher, ele preferiu jogar-se em brasas acesas do que nos braços do pecado; e, por graça, foi preservado milagrosamente de qualquer ferimento.
São Guilherme morreu no dia 25 de junho de 1142, no mosteiro de Goleto. Em 1942, o papa Pio XII canonizou-o e declarou São Guilherme de Vercelli padroeiro principal da Irpínia.
São Guilherme de Vercelli, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 24 de junho de 2021
DIA DE SÃO JOÃO BATISTA - 24 DE JUNHO
DIA DE SÃO JOÃO BATISTA - 24 DE JUNHO
HOMILIA - 24.06.21
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA
São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel, que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do Templo de Jerusalé,m chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.
A importância de São João Batista
São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é também o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.
Nascimento milagroso de São João Batista
A mãe de João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o Anjo Gabriel apareceu a Zacarias, quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo, e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.
Isabel e a Ave Maria
Nesse mesmo tempo, o Anjo apareceu também a Maria e anunciou que ela seria a mãe do Salvador. Então, Maria foi visitar Isabel, pois o Anjo lhe havia dito que Isabel estava grávida. Quando Maria chegou e saudou Isabel, João mexeu no ventre da mãe, e Isabel fez aquela maravilhosa saudação a Maria santíssima: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me vem a graça que a mãe do meu Senhor me visite? (Lc 1-41-43) Essa saudação de Isabel, inclusive, se tornou parte da oração da Ave Maria.
Vida no deserto
Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam, e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.
O batismo de Jesus
Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias. (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista, para ser batizado, São João disse: Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim? (Mt3-14). Mas Jesus confirmou, e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.
Prisão e morte de João Batista
Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adultera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.
São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então, Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)
Devoção a São João Batista
São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da Igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.
Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto, endireitai os caminhos do Senhor, fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias. Ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo. São João Batista rogai por nós. Amém.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 23 de junho de 2021
DIA DE SÃO JOSÉ CAFASSO - 23 DE JUNHO
DIA DE SÃO JOSÉ CAFASSO - 23 DE JUNHO
HOMILIA - 23.06.21
HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ CAFASSO
Origens
José Cafasso nasceu na mesma cidade de Dom Bosco, chamada Castelnuovo d'Asti, Itália, no ano 1811. Era quatro anos mais velho que seu conterrâneo Dom Bosco, o grande evangelizador dos Jovens. Ambos trabalharam, na mesma época, em favor do povo e dos menos favorecidos, material e espiritualmente. Cafasso ajudou muito a Dom Bosco.
Conselheiro sábio
José Cafasso estudou teologia na cidade de Turim. Foi ordenado padre com apenas vinte e dois anos. Logo, destacou-se por causa de sua serenidade e sabedoria. Por causa disso, era muito procurado por seus colegas sacerdotes, que buscavam nele aconselhamento, oração e discernimento.
Mestre
Depois de ordenado, padre José Cafasso também foi professor. Nessa missão, teve João Bosco, o futuro São João Bosco (Dom Bosco) como um de seus alunos. Conhecendo os ideais de Dom Bosco, passou a apoia-lo em todas as suas ações em favor dos adolescentes e jovens. Até mesmo quando Dom Bosco encheu a escola de meninos pobres da região, aqueles que eram marginalizados do processo de educação.
Amigo dos presidiários
Dom Bosco tornou-se um padre eloquente e carismático em sua lida com os jovens e adolescentes. Já o padre José Cafasso era dado à contemplação. Dedicava muito tempo a ouvir o povo em confissão e a aconselhar com grande sabedoria. Esse amor pela confissão o levou às prisões. Tomou como um dos grandes objetivos de sua vida atender os presos e criminosos que se abriam á confissão. Fora da confissão procurava também orientá-los, instruí-los e confortá-los nesse tempo difícil da vida. Muitos foram os presidiários que se converteram ou se recuperaram por causa de suas orientações e orações.
Suporte para Dom Bosco
Quando o grande Dom Bosco levou um grande número de crianças e adolescentes para sua própria casa, padre José Cafasso prestou grande ajuda finanaciera, sem a qual tal ação não seria possível. E São José Cafasso ele fez ainda mais: pouco tempo antes de falecer, doou todos os bens que tinha a São João Bosco, para que este continuasse com sua magnífica obra com os adolescentes e jovens.
Amor e misericórdia
São José Cafasso faleceu ainda jovem, tendo apenas quarenta e nove anos de idade. Era o dia 23 de junho de 1860. O belo título de "Padroeiro dos Encarcerados e dos Condenados à Pena Capital" mostra claramente como ele viveu sua missão apostólica. As visitas que ele fazia ás prisões eram grande consolo para os presos. Ele se fez presente em quase todos os enforcamentos que aconteceram em Turim. Por sua presença constante entre os condenados à morte, recebeu o apelido de Padre da Força; Além disso, socorreu inúmeras famílias necessitadas, evitando que os filhos se desviassem do caminho de Deus. Sua canonização aconteceu em 1947.
Oração a São José Cafasso
“São José Cafasso que fostes tão generoso para com nosso amado são João Bosco, assistindo-o em suas necessidades e que como sacerdote acompanhastes à força a inúmeros condenados à morte, mostrando sempre atenção aos encarcerados, vós que tínheis o dom do conselho, e morrestes tão santamente em oração e na paz, pedimos que intercedais junto a Deus para que nos dê o dom do sábio conselho e nunca deixemos de orar por todos os que estão à beira da morte, principalmente pelos mais abandonados. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 22 de junho de 2021
DIA DE SÃO PAULINO DE NOLA - 22 DE JUNHO
DIA DE SÃO PAULINIO DE NOLA - 22 DE JUNHO
HOMILIA - 22.06.21
HISTÓIA DE SÃO PAULINO DE NOLA
Paulino nasceu no ano de 355, na cidade de Bordeaux, na França. Seu pai era um alto funcionário imperial, e toda a família ocupava posição de destaque na economia e na corte.
Antes de tornar-se religioso, o próprio Paulino foi cônsul e substituiu o governador da Campânia. Nessa posição, manteve contato com o bispo Ambrósio, de Milão, bem como com o jovem Agostinho, que se tornara bispo de Hipona, os quais o encaminharam à conversão.
Assim, aos vinte e cinco anos de idade Paulino foi batizado. Um ano antes tinha se casado com Terásia, uma cristã espanhola que também o influenciou a aprofundar-se nos ensinamentos do Evangelho. Quando perderam, ainda criança, o único filho, Celso, os dois resolveram abandonar de vez a vida social e abraçar a vida monástica. De comum acordo, dividiram as grandes riquezas que possuíam com os pobres e as obras de caridade voltadas para o atendimento de doentes e desamparados e se dirigiram para a Catalunha, na Espanha.
Pouco tempo depois, Paulino, que se tornara conhecido e estimado por todo o povo, encaminhou ao bispo um pedido para que este o ordenasse sacerdote. O que aconteceu, além de ser convidado a participar do clero local ou, se preferisse, ingressar no de Milão, mas recusou a ambos. Queria, de verdade, uma vida de monge recluso, por isso mudou-se para a Campânia, onde a família ainda tinha como propriedade o túmulo de um mártir, são Félix. Paulino começou a construir ali um santuário para o santo, e ao mesmo tempo fez levantar uma hospedaria para os peregrinos pobres.
Em seguida, transformou um dos andares em mosteiro e deu início a uma comunidade religiosa formada por ele, a esposa e alguns amigos. A principal característica desses monges era a comunicação feita somente por meio de correspondência escrita. Foram cinqüenta e uma cartas dirigidas aos amigos e personalidades do mundo cristão, entre eles Agostinho, o bispo de Hipona.
Paulino revelou-se um grande poeta, escritor e pregador, foi uma figura tão brilhante quanto humilde. Entretanto a vida calma que almejara quando abdicou de sua condição de herdeiro político de bons cargos no Império Romano para levar uma vida pobre em dinheiro e poder, mas rica em fé e dignidade, terminaria em 409.
Na ocasião, foi eleito e consagrado bispo de Nola, diocese de Nápoles, cargo que ocupou até morrer no ano 431, um ano após a morte do amigo e companheiro Agostinho, hoje também santo e doutor da Igreja.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 21 de junho de 2021
DIA DE SÃO LUIZ GONZAGA - 21 DE JUNHO
DIA DE SÃO LUIZ GONZAGA - 21 DE JUNHO
HOMILIA - 21.06.21
HISTÓRIA DE SÃO LUIZ GONZAGA
Padroeiro da Juventude e dos Estudantes
Seu nome de batismo era Castiglione delle Stiviere. Nasceu em 9 de março de 1568, em Roma, Itália. Primogênito, filho de um príncipe do Sacro Império chamado Ferrante Gonzaga. Seu pai era um nobre comandante do exército imperial, que detinha o título de “Marquês de Castiglione”. Este era irmão do Duque de Mântua e herdeiro do feudo de Castiglione.
Perto dos militares e da nobreza
O desejo natural de seu pai era que seu filho mais velho seguisse seus passos, tornando-se soldado e comandante no exército imperial. Por isso, tendo apenas cinco anos, o pequeno Castiglione já marchava seguindo o exército do pai, habituando-se à crueza da vida militar ao lado de soldados rudes. Por outro lado, sua mãe lhe deu uma educação primorosa e sólida formação cristã. Além disso, frequentava os ambientes ricos e aristocráticos da nobreza italiana.
Um chamado diferente
Aquele menino, porém, surpreenderia a família Gonzaga de maneira muito diferente. Quando tinha apenas dez anos, foi enviado à cidade de Florença para servir como pajem do grão-duque da Toscana. A partir desse momento, Castiglione decidiu fazer um voto perpétuo de virgindade. Serviu como pajem do filho do rei dom Filipe II, na Espanha durante alguns anos. Nesse tempo, procurou e conseguiu estudar filosofia na Universidade de Alcalá. Nas horas vagas, dedicava-se à oração e às leituras espirituais.
Primeira comunhão - uma reviravolta em sua vida
Estando com 14 anos e ainda na Espanha, LuIZ recebeu a primeira comunhão das mãos de um Santo: São Carlos Borromeu. Tocado pelas palavras do Santo e pela força da Eucaristia, LuIZ sentiu o grande chamado de sua vida. Nesse momento, ele decidiu se tornar religioso ingressando na Ordem dos Jesuítas. A surpresa foi geral.
Seu pai, mesmo de longe, sentiu que todos os planos que tinha para o filho foram por água abaixo.
Provação por parte do pai
Quando seu pai soube que Luiz desejava se tornar padre, chamou-o de volta a Roma e tentou desaconselhá-lo de todas as maneiras. Vendo que o filho não mudava de ideia, começou a levá-lo a festas e banquetes cheios de ofertas de os tipos de prazeres mundanos. Mas, ao perceber que essas coisas não preenchiam o coração do filho, perguntou a ele se mesmo depois de tudo isso, ainda queria ser padre. Luiz Gozaga respondeu: “É nisso que penso noite e dia.” Então o pai autorizou-o a entrar para a Companhia de Jesus.
Vivendo a aventura da humildade
Castiglione delle Stiviere entrou no noviciado da Companhia de Jesus em Roma. Neste ato, assumiu o nome de Luiz Gonzaga, renunciou ao seu título de nobreza e à herança a que tinha direito. Seu mestre nesse tempo foi São Roberto Belarmino. Luiz Gonzaga deixou de lado sua origem nobre, escolhendo sempre os serviços mais humildes. Nesta aventura da humildade, ele sabiamente constatou: "Também os príncipes são pó como os pobres: talvez, cinzas mais fétidas".
De que serve isto para a Eternidade?
São Luiz Gonzaga tinha uma pergunta que norteou totalmente a sua vida e lhe serviu de discernimento nas grandes e pequenas decisões da vida. Sempre, diante de algo a fazer ou decidir, ele se perguntava: "De que serve isto para a Eternidade?" Ou, de forma diferente: “Isso que estou prestes a fazer tem alguma coisa a ver com a eternidade? Vai contribuir para que eu conquiste a vida eterna?” Se compreendia que tal coisa ou atividade não ajudaria a leva-lo para a vida eterna, ele não fazia. Este seu “modelo de discernimento” já ajudou a muita gente ao longo de séculos.
Sentido na vida
Por essas decisões, perseverança amor e fé, São Luiz Gonzaga se tornou modelo para os jovens. Ele encontrou o verdadeiro sentido da vida, que é conhecer, amar e servir a Deus. Quem procura isso, vive uma vida cheia de sentido. Por isso, na cidade de Coimbra, onde ele também estudou, há uma estátua em sua homenagem, pois ele se tornou um modelo e exemplo de pureza de coração, de discernimento e de busca do verdadeiro sentido da vida para todos os jovens.
Morte
Por motivos de estudo, São Luiz Gonzaga precisou ir para Roma. Era o ano 1590. Ao chegar lá, deparou-se com as vítimas de uma doença contagiosa chamada tifo. Ao ver o sofrimento do povo, compadeceu-se de tal forma que passou a ajudar os doentes. Depois de um tempo cuidando dos doentes como podia, ele próprio contraiu a doença e veio a falecer. Era o dia 21 de junho de 1591. São Luiz Gonzaga tinha apenas 23 anos e entregou sua vida em favor da caridade e da pureza de coração. Por isso, São Luiz Gonzaga é o padroeiro da juventude e dos estudantes. Seus restos mortais foram sepultados na Igreja de Santo Inácio, fundador da ordem Jesuíta, em Roma.
Oração a São Luiz Gonzaga
“Ó Luiz, Santo, adornado de angélicos costumes, eu, vosso indigníssimo devoto, vos recomendo singularmente a castidade da minha alma e do meu corpo. Rogo-vos por vossa angélica pureza, que intercedais por mim ante ao Cordeiro Imaculado, Cristo Jesus e sua santíssima Mãe, a Virgens das virgens, e me preserveis de todo o pecado. Não permitais que eu seja manchado com a mínima nódoa de impureza; mas quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai do meu coração todos os pensamentos e afetos impuros e, despertando em mim a lembrança da eternidade e de Jesus crucificado, imprime profundamente no meu coração o sentimento do santo temor de Deus e inflamai-me no amor divino, para que, imitando-vos cá na terra, mereça gozar a Deus convosco lá no céu. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 20 de junho de 2021
DIA DE SÃO SILVÉRIO, PAPA E MÁRTIR - 20 DE JUNHO
DIA DE SÃO SILVÉRIO, PAPA E MÁRTIR - 20 DE JUNHO
HOMILIA - 20.06.21
HISTÓRIA DE SÃO SILVESTRE, PAPA E MÁRTIR
A data do nascimento deste Papa é desconhecida. Era filho do Papa Hormisdas, que se unira em legítimo matrimónio antes de se tornar alto clérigo. Silvério entrou ao serviço da Igreja, e era subdiácono em Roma quando o Papa Agapito faleceu em Constantinopla, no dia 22 de Abril de 536.
Acontece que a Imperatriz Teodora, esposa de Justiniano, princesa orgulhosa e imperiosa favorecedora do monofisismo – doutrina herética que afirmava que Jesus Cristo possuía apenas a natureza divina – , quis que fosse eleito um Papa que favorecesse os hereges. O seu candidato era o diácono Vigílio, que estava então em Constantinopla, e que lhe tinha dado garantias de proteger os monofisitas. Com efeito, esta foi a mais importante das primeiras heresias, e nenhum grupo de hereges ou de heresias produziu, até o século vi, tão vasta e importante literatura.
Teodora esperava que o novo Papa anulasse o que o seu predecessor, Agapito, tinha feito contra os hereges. Deu, pois, a Vigílio cartas endereçadas ao General Belisário, seu representante em Itália, ordenando-lhe que tudo fizesse para que o seu candidato fosse eleito Papa.
Mas Teodato, Rei dos Ostrogodos, que era o senhor de Roma, quis impedir a eleição de um Papa que fosse conectado com Constantinopla e, por sua influência, o subdiácono Silvério foi eleito. Embora a eleição de um simples subdiácono fosse invulgar, quando Silvério foi consagrado bispo, provavelmente no dia 8 de Junho de 536, todos os presbíteros romanos aprovaram a sua eleição.
Depois da eleição, a Imperatriz Teodora procurou conquistar Silvério para os monofisitas. Desejava especialmente que ele entrasse em comunhão com o Patriarca de Constantinopla, Antimus, que havia sido ganho para a seita, sendo por isso excomungado e deposto pelo Papa Agapito, e com Severo de Antioquia, igualmente monofisita. Como o Papa nisso não consentiu, a imperatriz resolveu derrubá-lo do trono, para entregar a sé papal a Vigilio.
Ordenou então a Belisário, que tinha conquistado Roma aos ostrogodos, que expulsasse o verdadeiro pontífice, colocando o intruso em seu lugar.
Durante o cerco a Roma pelos bizantinos para conquistar a cidade aos ostrogodos, houve muitos tumultos na Cidade Eterna. As igrejas construídas sobre as catacumbas no exterior da cidade foram devastadas, os túmulos dos mártires partidos e violados. Belisário acabou por derrotar os ostrogodos, tornando-se senhor de Roma. E, em Dezembro de 536, o general bizantino recebeu o Papa Silvério amigável e cortesmente.
Foi então que recebeu ordem de Teodóra para o depor, no que foi pressionado também por sua esposa, Antonia. Para dar uma aparência de legalidade a essa deposição arbitrária, os inimigos do Papa acusaram-no de alta traição por, durante o cerco de Roma, ter mantido correspondência com o inimigo. Para tal, forjaram uma carta ao rei dos ostrogodos, em que Silvério o convidava a entrar na cidade, comprometendo-se a abrir-lhe as portas.
Como o Papa Silvério permanecesse firme em relação aos hereges, tiraram-lhe o pálio, despojarm-no de todos os ornamentos pontificais e revestiram-no de um hábito monástico. Foi então publicado que Silvério havia sido deposto, tornando-se monge. No dia seguinte, 22 de Novembro de 537, Vigilio foi eleito para o seu lugar. O Papa verdadeiro foi exilado em Pátara, cidade da Lícia, na Ásia.
Um ano depois, São Silvério morria de fome e dos outros incómodos do exílio. Foi enterrado em Palmária, e logo Deus testemunhou, por muitos milagres, que a sua morte era preciosa a seus olhos: todos os doentes que acorriam ao seu túmulo eram curados.
São Silvério ocupou a Sé de Pedro durante dois anos e alguns dias. A sua morte ocorreu no dia 20 de Junho do ano 538.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 19 de junho de 2021
DIA DE SÃO ROMUALDO - 19 DE JUNHO
DIA DE SÃO ROMUALDO - 19 DE JUNHO
HOMILIA - 19.06.21
HISTÓRIA DE SÃO ROMUALDO
Nasceu em Ravena (Itália) no ano de 952, numa família rica. Deixou-se influenciar livremente numa vida distante do Evangelho. Sua juventude era feita de caça, exercícios bélicos e diversões. A diversão era o centro de sua vida. A vaidade era o seu deus. Uma vida sem sentido acompanhava o jovem.
Um acontecimento foi o ponto da “virada” em sua história: seu pai tinha um temperamento nervoso e matou, na presença de Romualdo, um inimigo pessoal. Foi nesta altura que Romualdo percebeu os caminhos e ambições que a sua família vivia, e começou a repensar sua história, ao ponto de se dirigir para uma alta montanha e lá conhecer um Mosteiro Beneditino, onde pediu acolhida para reflexão.
Ficou ali durante três anos e tornou-se monge. Saiu das vaidades do mundo e encontrou em Deus o sentido para tudo.
Deus quis dele ainda mais: fez dele fundador da Ordem Camaldulense em 1012, marcada pelo silêncio, pelo trabalho e pela penitência.
São Romualdo formou dois homens em sua Ordem, que se tornaram Papas.
Morreu em 1027, aos 75 anos, consumido na vivência do carisma de sua Ordem. Viveu a radicalidade do Evangelho pela ação do Espírito Santo. Peçamos a transformação de nosso coração e que Jesus seja o centro de nossa vida.
São Romualdo, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 18 de junho de 2021
DIA DE SÃO GREGÓRIO BARBARIGO - 18 DE JUNHO
DIA DE SÃO GREGÓRIO BARBARIGO - 18 DE JUNHO
HOMILIA - 18.06.21
HISTÓRIA DE SÃO GREGÓRIO BARBARIGO
Origens
Gregório João Barbarigo nasceu na bela cidade de Veneza, Itália, em 16 de setembro de 1625. Era filho de uma família rica e nobre da Itália. Tendo apenas quatro anos, sua mãe faleceu. Por isso, foi educado pelo pai. Este, muito cristão, educou os filhos na fé cristã e na sabedoria de vida.
Jovem promissor
O pai de Gregório desempenhou tão bem sua missão de educador e formador que, tendo apenas dezoito anos, Gregório já exercia a profissão de secretário do embaixador de Veneza. Cargo que exerceu com eficiência e desenvoltura.
Vocação
No ano de 1648, Gregório teve que acompanhar o embaixador numa viagem à Alemanha, onde iriam tratar das negociações sobre o Tratado de Vestefália. Tal tratado se referia à Guerra dos Trinta Anos. Nessa ocasião, Gregório ficou conhecendo Dom Fábio Chigi, que era o núncio apostólico. Dom Fábio ajudou-o a discernir a vocação sacerdotal e orientou-o dali para a frente nos estudos e na ordenação sacerdotal.
Cardeal
Aconteceu que Dom Fábio, seu amigo e orientador espiritual foi eleito Papa e assumiu o nome de Alexandre VII. O Papa nomeou, então, O Padre Gregório Barbarigo como cônego da cidade de Pádua. Depois, em 1655, nomeou-o prelado da Casa pontifícia. Dois anos depois, o mesmo Papa consagrou-o bispo da diocese de Bérgamo. Por fim, no ano 1660, ele foi nomeado Cardeal.
Imprensa poliglota
O Papa Alexandre VII sabia exatamente o que estava fazendo. Com efeito, as atividades evangelizadoras de São Gregório Barbarigo já tinham deixado marcas profundas na sua época. Enquanto estava no Seminário de Pádua, ele contratou notáveis professores, vindos não apenas da Itália, como também de vários outros países. Com isso, ele capacitou o seminário para o ensino das línguas do Oriente. Depois, fundou o que chamava de “imprensa poliglota”. E esta, foi uma das melhores que já houve na Itália.
Fundador
Mesmo sendo Cardeal São Gregório Barbarigo nunca deixou de desenvolver seu trabalho pastoral. Fundou escolas para o povo juntamente com instituições dedicadas ao ensino da religião e à orientação dos pais e dos educadores. Quando uma peste assolou a Itália, ele se dedicou ao máximo em favor de todos os doentes e trabalhou para que o cuidado e a ajuda aos doentes atingisse mais de treze mil pessoas.
Pacificador e fundador
São Gregório Barbarigo ainda fundou vários seminários. estes, ele instituiu sob as regras criadas por São Carlos Borromeu. E não para por aí. Ele fundou também a Congregação dos Oblatos dos Santos Prosdócimo e Antônio. Além de tudo isso, exerceu a nobre função de pacificador. Interviu pessoalmente em graves disputas políticas, fazendo com que as divergências ficassem apenas no campo das ideias, evitando guerras e contendas.
Morte
Depois de realizar tão grande obra reformista na Igreja, São Gregório Barbarigo faleceu na cidade de Pádua, em 18 de junho de 1697. Sua canonização foi celebrada por um Papa que era seu conterrâneo: João XXIII, no ano 1960.
Oração a São Gregório João Barbarigo
“São Gregório Barbarigo, fundador de escolas e instituições de caridade, que tivestes a graça de nascer em uma família cristã e bem estruturada, nós vos louvamos por vossa vida de santidade e pedimos vossa intercessão: olhai por nossos estudantes e professores, pelos responsáveis por nossa nação e por todas as nações do mundo, para que se voltem a Deus e somente assim cumpram os Mandamentos, as Leis de Deus e assim esta terra se tornará um novo céu. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 17 de junho de 2021
DIA DE SÃO RANIERI DE PISA - 17 DE JUNHO
DIA DE SÃO RANIERI DE PISA - 17 DE JUNHO
HOMILIA - 17.06.21
HISTÓRIA DE SÃO RANIERI DE PISA
Padroeiro dos viajantes e da cidade de Pisa
Origens
Ranieri Scacceri nasceu em Pisa, Itália, no ano 1118. Foi filho único do casal Gandulfo e Emengarda. Seus pais eram mercadores muito ricos, descendentes de famílias nobres e tradicionais. Foi educado pelo bispo de Kinzica, tendo recebido formação religiosa e para os negócios.
Juventude conturbada
Pisa era um cidade “badalada” no começo do primeiro milênio. Por ser um porto importante e grande polo comercial da Itália, tinha uma vasta “vida mundana”, cheia de encantos e tentações especialmente para os mais jovens. O jovem Ranieri tinha vocação para as artes, especialmente para tocar lira e cantar. Por isso, entregou-se às festas e às futilidades, apresentando-se na corte e tornando-se muito popular.
O encontro com a realidade
Quando Ranieri tinha dezenove anos, começou a observar os pobres da cidade e a vida miserável que levavam. Essa observação levou-o a perceber que sua própria vida tinha sido inútil até então. Constatar a inutilidade de sua vida foi um choque para o jovem artista Ranieri. Nesse mesmo tempo, ele se encontrou com um eremita chamado Alberto da Córsega. Este fez Ranieri enxergar que havia uma semente de Deus plantada em seu coração pelo batismo e pela formação que ele tinha recebido, e que, se Ranieri quisesse, esta semente poderia germinar para lhe trazer a verdadeira vida. E Ranieri quis.
Conversão
Tocado pela graça de Deus, Ranieri se confessou e passou a procurar a Deus na oração e na caridade para com os pobres. Esta experi6encia transformou seu coração. Ele, então, decidiu abandonar a vida fútil que levava e entrou no Mosteiro de São Vito, na mesma cidade de Pisa. Quis ele ser apenas um irmão leigo, para dedicar sua vida ao Senhor da verdadeira vida, aquela que não tem futilidade.
Peregrino
São Ranieri de Pisa passou quatro anos no mosteiro, vivendo uma vida de oração, escondido das orgias da nobreza e dos prazeres passageiros do mundo. Então ele doou toda a fortuna que tinha herdado de seus pais aos pobres e partiu para uma peregrinação à Terra Santa. Lá, ele viveu por treze anos. Peregrinou por todos os lugares santos e pregou a Palavra de Deus pela oratória e também pelo seu exemplo de vida.
Milagres
Durante o tempo em que passou na Terra Santa, manifestou-se na vida de São Ranieri o dom dos milagres. Usando sempre roupas pobres e vivendo de doações, ele pregava o Evangelho com poder. Expulsava os demônios, curava os doentes pela oração, libertava pessoas revelando os segredos de seus corações. Por isso, inúmeras eram as conversões entre aqueles que dele se aproximavam.
Volta a Pisa
Treze anos depois, São Ranieri voltou a Pisa. Instalou-se novamente no Mosteiro de São Vito, mantendo-se como irmão leigo. Sua fama de santidade, porém, chegou a Pisa antes dele. Por isso, ele se tornou diretor espiritual de um grande número de fiéis, inclusive dos monges. Todos os procuravam para pedir orações e conselhos e nunca voltavam decepcionados.
Ranieri da Água Benta
Um grande número de relatos atestam que quando São Ranieri abençoava a água e o pão, vários milagres aconteciam. Ele sempre abençoava estes elementos e distribuía-os para o povo. Nesses momentos, muitas graças aconteciam. Por isso, São Ranieri recebeu o apelido do Ranieri da Água.
Morte, Água Benta e os milagres
Quando fazia sete anos da volta de São Ranieri, ele adoeceu e morreu. Era o dia 17 de junho de 1161. E as graças continuaram a acontecer pela intercessão de São Ranieri. Elas aconteciam por meio da oração a São Ranieri e da água benta e também quando se colocava a água benta sobre seu túmulo e se fazia as orações. A canonização de São Ranieri de Pisa foi celebrada pelo papa Alexandre III.
Oração a São Ranieri de Pisa
“São Ranieri de Pisa, vós que durante toda a vida realizastes curas e conversões e que ainda hoje atende as preces dos que vos procuram, peço vossa intercessão por todos aqueles a quem amamos, para que encontrem o caminho da cura, da conversão, da libertação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 16 de junho de 2021
DIA DE SÃO FRANCISCO RÉGIS - 16 DE JUNHO
DIA DE SÃO FRANCISCO RÉGIS - 16 DE JUNHO
HOMILIA - 16.06.21
HISTÓRIA DE SÃO FRNCISCO RÉGIS
O Dia de São Francisco Régis é celebrado em 16 de junho.
Francisco de Régis nasceu em 1597, na pequena aldeia de Narbone, na França. Desde pequeno foi educado de acordo com os ensinamentos cristãos.
Ao entrar para a Companhia de Jesus, em 1616, começa oficialmente a sua vida de missionário, que o levaria a fazer inúmeras obras.
Apesar de querer levar a Palavra de Deus aos territórios ultramarinos franceses, seus superiores preferiram que ele ficasse no país. Nessa época, a França tinha terminado as guerras de religião que acabaram por dividir o país em católicos e protestantes.
Dessa maneira, esse santo ficou conhecido por seu intenso trabalho de evangelização em hospitais e prisões, além de construir um abrigo para prostitutas que desejassem mudar de vida.
Ainda intercedeu junto às autoridades da cidade de Toulouse para que os habitantes do município de Puy pudessem continuar a fabricar rendas, o meio de sustento dos mais pobres.
O jesuíta era descrito como um valente missionário, tendo enfrentado duas epidemias da peste que assolaram a sua comunidade.
Foi transferido para a cidade de Lalousvec em pleno inverno e contrai pneumonia. Mesmo assim continua pregando e atendendo confissões, mas não resiste. Aos 43 anos, em 1640, Francisco Régis falece; e mais tarde, pelo seu exemplo de santidade, o Papa Clemente XII o canoniza em 1737.
São Francisco Régis é padroeiro dos jesuítas na França e das rendeiras.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 15 de junho de 2021
DIA DE SÃO VITO - 15 DE JUNHO
DIA DE SÃO VITO - 15 DE JUNHO
HOMILIA 15.06.21
HISTÓRIA DE SÃO VITO
Vito nasceu no final do século III, na antiga cidade de Mazara, na Sicília ocidental, Itáloa, numa família pagã, muito rica e de nobre estirpe. Sua mãe morreu quando ele tinha tenra idade e seu pai, Halaz, contratou uma ama, Crescência, para cuidar do pequenino. Ela era cristã, viúva e tinha perdido o único filho havia pouco tempo, era de linhagem nobre, mas em decadência financeira. Ele ainda providenciou um professor, chamado Modesto, para instruir e formar seu herdeiro. Entretanto, o professor também era cristão.
Halaz era um obstinado pagão que encarava o cristianismo como inimigo a ser combatido. Por isso Modesto e Crescência nunca revelaram que eram seguidores de Cristo, contudo educaram o menino dentro da religião. Dessa forma, aos doze anos, embora clandestinamente, Vito já estava batizado e demonstrava identificação total com os ensinamentos de Jesus.
Ao saber do batismo, o pai tentou convencê-lo a abandonar a fé, o que não deu resultado. Halaz partiu para a força e castigou o próprio filho, entregando-o, então, ao governador Valeriano, que o encarcerou e maltratou por vários dias, tentando fazer Vito abdicar de sua fé. Modesto e Crescência, entretanto, conseguiram arquitetar uma fuga e, segundo a tradição, com a ajuda de um anjo, tiraram Vito das mãos do poderoso governador. Fugiram os três para Lucânia, em Nápoles, onde esperavam encontrar paz. Mas depois de algum tempo foram reconhecidos e passaram a viver de cidade em cidade, fugindo dos algozes.
Neste período, Vito, que desde os sete anos havia manifestado dons especiais, patrocinou muitos prodígios. Como o mais célebre deles, lembrado pela tradição, quando ele ressuscitou, em nome de Jesus, um garoto que tinha sido estraçalhado por cães raivosos.
A perseguição a eles teve uma trégua apenas quando o filho epilético do imperador Diocleciano ficou muito doente. O soberano, tendo conhecimento dos dons de Vito, mandou que o trouxessem vivo à sua presença. Na oportunidade, pediu que ele intercedesse por seu filho. Vito, então, rezou com todo fervor e em nome de Jesus foi logo atendido. Porém Diocleciano pagou com a traição. Mandou prender Vito, que não aceitou renegar a fé em Cristo para ser libertado. Diante da negativa, foi condenado à morte, que ocorreu no dia 15 de junho, possivelmente de 304, depois de muitas torturas, quando ele tinha apenas quinze anos de idade.
Esta narrativa é tão antiga que alguns acontecimentos podem ser, em parte, apenas uma vigorosa tradição cristã. Como esta outra que diz que Vito, Modesto e Crescência teriam sido levados diante da multidão no Circo, submetidos a torturas violentíssimas e, finalmente, jogados aos cães raivosos. Entretanto, um milagre os salvou. Os cães, em vez de atacá-los, deitaram-se aos seus pés. Irado, o sanguinário Diocleciano mandou que fossem colocados dentro de um caldeirão com óleo quente, onde morreram lentamente.
O jovem mártir Vito existiu conforme consta no Martirológio Gerominiano, enquanto Modesto e Crescência só foram incluídos no calendário da Igreja no século XI. Suas relíquias, que depois de sua morte foram sepultadas em Roma, em 755 foram enviadas para Paris. Mais tarde, foram entregues ao santo rei da Boêmia, Venceslau, que era muito devoto do santo. Em 958, esse rei fez construir a belíssima catedral que leva o nome de São Vito e que conserva suas relíquias até hoje.
Desde a Idade Média, ele é considerado um dos "quatorze santos auxiliares", os santos cuja intercessão é muito eficaz em ocasiões específicas e para cura determinada. No caso de são Vito, principalmente na Europa, é invocado para a cura da epilepsia da "coréia", doença conhecida popularmente como "doença de São Vito", e da mordida de cão raivoso. Além de ser padroeiro de muitas localidades.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 14 de junho de 2021
DIA DE SANTA CLOTILDE - 14 DE JUNHO
DIA DE SANTA CLOTILDE - 14 DE JUNHO
HOMILIA - 14.06.21
HISTÓRIA DE SANTA CLOTILDE
A Santa que lembramos neste dia marcou a história política cristã da França, já que era filha de Rei Ariano. Santa Clotilde nasceu em Leão – França – no ano de 475, e ao perder os pais muito cedo, acabou sendo muito bem educada pela tia que a introduziu na vida da Graça. Clotilde era ainda uma bela princesa que interiormente e exteriormente comunicava formosura, quando casou-se com um rei pagão, ambicioso e guerreiro, tendo com ele cinco filhos que acabaram herdando o gênio do pai. Como Rainha Clotilde foi paciente, caridosa, simples e como mãe e esposa investiu tudo na conversão destes que amava de Coração, por amor a Deus. O Soberano se propôs a conversão caso vencesse os alemães que avançavam sobre a França; ao conseguir este feito cumpriu sua Palavra, pois tocado por Jesus e motivado pela esposa entrou na Catedral para receber o Batismo e começar uma vida nova. O esposo morreu na Graça, ao contrário dos filhos revoltados e mortos a espada em guerras, desta forma Santa Clotilde mudou para Tours, empenhou-se nas obras religiosas, e ajudou na construção de Igrejas e Mosteiros, isto até entrar no Céu em 545.
Santa Clotilde, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 13 de junho de 2021
DIA DE SANTO ANTÔNIO - 13 DE JUNHO
DIA DE SANTO ANTÔNIO - 13 DE JUNHO
HOMILIA - 13.06.22
HISTÓRIA DE SANTO ANTÔNIO
Santo Antonio ou Fernando Antônio de Bulhões, seu nome de nascença, nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto do ano de 1195. De família nobre e rica, era filho único de Martinho de Bulhões, oficial do exercito de Dom Afonso e de Tereza Taveira. Sua formação inicial foi feita pelos cônegos da Catedral de Lisboa. Antônio gostava de estudar e de ficar mais recolhido.
Vida de Santo Antonio
Aos 19 anos entrou para o Mosteiro de São Vicente dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, contra a vontade de seu pai. Morou lá por 2 anos. Com uma grande biblioteca em mãos, Antônio avança na sua história pelo estudo e pela oração. É transferido para Coimbra, que é um importante centro de estudos de Portugal, ficando lá por 10 anos. Em Coimbra ele foi ordenado sacerdote. Logo se viu o dom da palavra que transbordava do jovem padre agostiniano. Ele tinha conhecimento e grande poder de pregação.
O Padre Agostiniano torna-se frei Franciscano
Em Coimbra o Padre Antônio conhece os freis franciscanos, entusiasma-se pelo fervor e radicalidade com que estes viviam o Evangelho e, pouco depois, torna-se Frei Antônio, mudando-se para o mosteiro de São Francisco de Assis.
O Encontro de Santo Antonio com São Francisco de Assis
Santo Antonio faz o pedido de ir para o Marrocos pregar o evangelho, e os Franciscanos permitem. No meio do caminho, porém, Frei Antônio fica muito doente e é forçado a voltar para Portugal. Na viagem de volta, o barco é desviado e vai para a Itália, terminando por parar na Sicília, em um grande encontro de mais de 5 mil frades franciscanos chamado Capítulo das Esteiras. Lá, Antônio conhece pessoalmente São Francisco de Assis. A mão de Deus o tinha guiado por trilhas e cainhos diferentes.
A luz deve brilhar para todos
Após conhecer São Francisco, Frei Antônio passa 15 meses como um eremita no monte Paolo. São Francisco enxerga os dons que Deus deu a ele, chama-o de Frei Antônio, meu Bispo, e o encarrega da formação teológica dos irmãos do Mosteiro.
No capítulo geral da ordem dos franciscanos, ele é enviado a Roma para tratar de assuntos da ordem com o Papa Gregório IX, que fica impressionado com sua inteligência e eloquência e o chama de Arca do Testamento.
Tinha uma força irresistível com as palavras, e São Francisco o nomeou como o primeiro leitor de Teologia da Ordem. Em seguida, mandou-o estudar teologia para ensinar seus alunos e pregar ainda melhor. Juntavam-se as vezes mais de 30 mil pessoas para ouvi-lo pregar, e muitos milagres aconteciam. Após a morte de São Francisco, ele foi enviado a Roma para apresentar ao Papa a Regra da Ordem de São Francisco.
Milagres Santo Antonio
Protetor das coisas perdidas. Protetor dos casamentos. Protetor dos pobres. É o Santo dos milagres. Fez muitos ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e muitos doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a quaresma e os evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.
Falecimento
Santo Antônio morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231, com 36 anos. Por isso ele é conhecido também como Santo Antônio de Pádua. Antes de falecer nas portas de Pádua, Santo Antônio diz: ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas. E completou, estou vendo o meu Senhor. Em seguida, faleceu.
Os meninos da cidade logo saíram a dar a notícia: o Santo morreu. E em Lisboa os sinos das igrejas começaram a repicar sozinhos e só depois o povo soube da morte do Santo. Ele também é chamado de Santo Antônio de Lisboa, por ser sua cidade de origem.
Devoção a Santo Antonio
Aconteceram tantos milagres após sua morte, que onze meses após ele foi beatificado e canonizado. Quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta. São Boaventura estava presente e disse que esse milagre era a prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Está exposta até hoje na Basílica de Santo Antônio na cidade de Pádua.
Sua canonização foi realizada pelo Papa Gregório IX, na catedral de Espoleto, em 30 de maio de 1232, sendo o processo mais rápido da história da Igreja.
Em 1934 foi declarado Padroeiro de Portugal.
Em 1946 foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII.
Oração a Santo Antonio
Meu querido Santo Antônio dos mais carinhosos, o vosso ardente amor a Deus, as vossas sublimes virtudes e grande caridade para o próximo vos mereceram durante a vida o poder de fazer milagres espantosos. Nada vos era impossível senão deixar de sentir compaixão pelos que necessitavam da vossa eficaz intercessão. A vós recorremos e vos imploramos que nos obtenhais a graça especial que nesse momento pedimos. Ó bondoso e santo taumaturgo, cujo coração estava sempre cheio de simpatia pelos homens, segredai as nossas preces ao Menino Jesus, que tanto gostava de repousar nos vossos braços. Uma palavra vossa nos obterá as mercês que pedimos.
Responsório de Santo Antônio.
Se milagres desejais
Recorrei a Santo Antônio
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro a morte
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
Todos os males humanos
Se moderam e retiram
Digam-no aqueles que o viram
E digam-nos os paduanos.
Rogai por nós Santo Antônio, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 12 de junho de 2021
DIA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA E DE SÃO GASPAR DE BÚFALO - 12 DE JUNHO
DIA DO IMACULADO CORAÇAO DE MARIA
E DE SÃO GASPAR DE BÚFALO - 12 DE JUNHO
IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
SÃO GASPAR DE BÚFALO
HOMILIA - 12.06.21
HISTÓRIA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA
“O Meu coração exulta no senhor, meu Salvador”.
Quando celebramos a festa do Imaculado Coração de Maria; saboreamos a insondável bondade de Deus que desejou amar com um coração humano, um coração da Virgem de Nazaré. Foi no coração Imaculado de Maria, que o Senhor encontrou um espaço transbordante de santidade, beleza e doação total. O Coração de Maria é fonte de graças e virtudes, devemos contempla-lo e imita-lo na entrega total aos designos de Deus! Faça-se! É verdade que de uma forma ou de outra aprendemos a amar, e é sobretudo com os pais e na familia, que aprendemos os mais diversos sinais de amor. Quantas vezes Jesus recostado no colo de sua mãe, adormece com pulsar do coração Imaculado e amoroso de sua mãe. Maria ao mostrar-nos o seu coração é sobretudo a vida que ela mostra. Ela quer ensinar-nos que o amor repara os pecados, reanima a esperança, leva á vida, une, constrói, perdoa, santifica, defende os pequeninos e liberta os humilhados. São Lucas nos lembra que era no Coração de Maria que todas as coisas estavam conservadas, ou seja guardadas! As lembranças do Sim, do nascimento, da infância, da juventude e da missâo do filho de Deus, que era seu menino!
A Celebração
Liturgicamente a festa do Imaculado Coração de Maria deve ser celebrada no sábado seguinte ao segundo domingo de Pentecostes. Os Santos Padres, mistícos da idade média, os teólogos e os ascetas dos séculos seguintes foram todos grandes devotos do Coração de Maria assim como do Coração de Jesus. Porém foi São João Eudes(1601-1680) o grande promotor do culto litúrigco que se devia tornar em devoção e patrimônio dos fiéis. Esta festa tornou-se pública de 1648 entrando assim na liturgia comun, e a partir daí, muitos bispos autorizaram nas próprias dioceses o culto ao coração de Maria. Porém devemos entender que foi sobretudo a partir das aparições da Virgem Maria em Fátima, que a devoção tomou grande impulso, conforme escreveu o Cardeal Cerejeira: “A Missão especial de Fátima é a divulgação no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria.” No dia 13 de junho, em Fátima, a Senhora apresenta o Coração circundad de espinhos pedindo a reparação e pronunciando estas palavras “Jesus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração.” ...Vistes o inferno, para onde vãos as pobres almas dos pecadores... -Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. No dia 4 de Maio de 1944, o Papa Pio XII ordenou que esta festa fosse observada em toda Igreja para obter a intercessão de Maria para: A paz entre as nações, a liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores e o amor pela pureza e pelas virtudes. Dois anos mais tarde o mesmo Papa Pio XII consagra o genero humano ao Imaculado Coração de Maria . No dia 25 de março de 1984, portanto há 25 anos atrás, o então Papa João Paulo II realizou na Basílica de São Pedro, acompanhado por uma multidão de mais de 150 mil peregrinos e diante da imagem da Virgem peregrina de Fátima, vinda de Portugal, proferiu a solene consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria em união espiritual com os bispos do mundo inteiro. João Paulo II na ocasião, pediu a Nossa Senhora que livrasse a humanidade da fome, das guerras, e de todos males. Nas aparições da Virgem Maria á Irmã Lucia, na Espanha ela pede reparação pelas ofensas, rezar pela conversão dos pecadores, confessando, comungando, e recitando o Santo Terço ao longo de cinco meses seguidos e sempre no primeiro sábado do mês. Nosso Papa Bento XVI, assim nos exorta sobre a devoção: “Vemos que o coração de Maria é visitado pela graça do Pai, é penetrado pela força do Espírito e impulsionado interiormente pelo filho; isto é vemos um coração humano perfeitamente introduzido no dinamismo da Santissima Trindade.” Que os Corações unidos de Jesus e Maria sejam nossa salvação.
Paz e Bem!
HISTORIA DE SÃO GASPAR DE BÚFALO
O Dia de São Gaspar de Búfalo é celebrado em 12 de junho. No entanto, existem alguns calendários litúrgicos que celebram em 28 de dezembro, data da sua morte.
Conhecido como "o anjo da paz", esta data é uma homenagem ao trabalho eucarístico e apostólico de São Gaspar de Búfalo.
Este sacerdote é descrito como um "terremoto espiritual", um homem pacífico e muito caridoso, sendo estas as principais características que marcavam as suas pregações pela Itália.
Biografia
Gaspar de Búfalo nasceu em 1786, em Roma, Itália, e desde cedo sentiu-se atraído para a vida religiosa. Os tempos, contudo, eram tumultuosos, com a Revolução Francesa e a posterior invasão de Napoleão Bonaparte aos Estados Pontifícios.
Naquele momento, os padres deveriam fazer um juramento de fidelidade ao imperador e quem não o fizesse seria preso e exilado. Quando chegou a hora de Gaspar de Búfulo, ele recusou com essas palavras: “Não devo, não posso, não quero”. A recusa lhe valeu a prisão e ele só voltaria a Roma em 1815, após a derrota de Bonaparte.
Na "Cidade Eterna" atuava como um pregador da palavra de Deus, e seu trabalho e modo como executava-o ajudou a diminuir o banditismo em Roma.
Também é de São Gaspar de Búfalo a fundação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue de Jesus.
O sacerdote faleceu em 1837, sendo canonizado pelo Papa Pio XII, em 12 de junho 1954. Aliás, a celebração do Dia de São Gaspar de Búfalo é uma homenagem à data da sua canonização.
Oração a São Gaspar de Búfalo
Ó S. Gaspar, tu amaste a Igreja perseguida e, para seres fiel a Deus, aceitaste a prisão e o exílio. Pedimos-te que intercedas pela Igreja de hoje e ajuda-nos a saber pregar e viver o Evangelho todos os dias da nossa vida. Aumenta o nosso amor ao Sangue de Jesus Cristo para estarmos também dispostos a arriscarmos as nossas vidas.
Bendizemos e agradecemos ao Pai a tua obra, a fundação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue e o exemplo que nos deixaste. Alcança-nos de Deus ... (dizer a graça que se deseja receber) e fortalece a nossa união com Cristo e a Igreja para alcançarmos a salvação eterna. Amém.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 11 de junho de 2021
DIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS E DE SÃO BARNABÉ APÓSTOLO - 11 DE JUNHO
DIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
E DE SÃO BARNABÉ APÓSTOLO - 11 DE JUNHO
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
SÃO BARNABÉ APÓSTOLO
HOMILIA - 11.06.21
HISTÓRIA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Sagrado Coração de Jesus foi revelado no dia 27 de dezembro de 1673. O próprio Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, freira que pertencia a uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A aparição aconteceu durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, o próprio Senhor pediu para que ela divulgasse a devoção a seu Sagrado Coração.
Palavras de Jesus sobre as nove primeiras sextas feiras do mês:
Mostrando o seu Coração transpassado pela espada, Jesus disse a Santa Margarida:
Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor. E continuou dizendo: Prometo-te pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora.
As primeiras sextas-feiras, devem ser dias de reparação pela frieza, desprezo e sacrilégios, que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte dos maus cristãos e dos que não acreditam em Jesus Cristo.
Devoção ao Sagrado Coração de Jesus
Nessas aparições Jesus deixou 12 promessas e pediu para que Santa Margarida difundisse essa devoção para o mundo inteiro. Ela foi responsável pelo início da devoção.
A Beata Maria do Divino Coração pediu ao Papa Leão XIII que consagrasse solenemente esta devoção. Em resposta, no dia 11 de junho de 1889 após a publicação de encíclica Annum Sacrum o Papa disse: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma forma por excelência de religiosidade. Essa devoção que recomendamos a todos, será muito proveitosa. No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do Amor Infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-lhe esse amor. Sua festa é comemorada na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, Corpo de Cristo, na oitava da Páscoa e todo o mês de junho, é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.
Em todas as Igrejas nas primeiras sextas-feiras, se fazem atos solenes de reparação, para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor que Jesus fez e faz por toda a humanidade.
Milagres do Sagrado Coração de Jesus
São conhecidos vários milagres no Brasil e no mundo obtidos pela misericórdia do Sagrado Coração de Jesus. Muitos casais passaram a viver em harmonia no lar, filhos foram resgatados de caminhos de perdição, pessoas se converteram, padres e religiosos perseveraram na vocação que Deus lhes deu, doenças foram curadas e infinitas graças foram concedidas. Todos esses milagres do Sagrado Coração de Jesus são obtidos pelas orações fervorosos feitas de acordo com a Vontade de Deus.
As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus
Jesus pediu para que os fiéis participassem da Santa Missa durante as primeiras sextas-feiras em nove meses consecutivos, com uma confissão reparadora e a sagrada comunhão. E fez as doze promessas aos que atendessem ao seu pedido:
1- Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2- Estabelecerei a paz nas famílias.
3- Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração.
4- Hei de consolá-los em todas as dificuldades.
5- Serei o seu refugio durante a vida, e em especial durante a morte.
6- Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos.
7- Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia.
8- As almas tíbias (tímidas e vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas.
9- As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.
10- Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos.
11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados.
E a grande promessa:
12- Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.
Oração de consagração ao Sagrado Coração de Jesus
Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração, pela tibieza de seus amigos, vos queixastes a Santa Margarida: Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado.
Aqui estou Senhor para vos consolar. Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e as dos outros. Quero amar o vosso amor desprezado e abandonado.
Consagro-me inteiramente ao vosso Coração. Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração.
Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.
Fazei que compreendam finalmente, a honra e a obrigação que tem de Vos amar, para que unidos entre si com os laços de vossa caridade, glorifiquem todos, o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.
Divino Coração de JESUS, reinai em meu coração.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso!
HISTÓRIA DE SÃO BARNABÉ APÓSTOLO
Padroeiro de Chipre
Origens – primo de São Marcos
São Barnabé foi um dos primeiros cristãos a serem mencionados nominalmente no Novo Testamento, onde seu nome aparece 29 vezes. Sabe-se que seus pais eram judeus gregos de Chipre e que seu nome original era José. Era descendente da tribo de Levi e sobrinho de Maria, mãe de João Marcos, autor do segundo Evangelho (Colossenses 4, 10). Portanto, Barnabé era primo de São Marcos. Sabemos que Marcos era discípulo de Pedro. Esta proximidade com Apóstolos e Evangelistas certamente influenciou sua vida.
Um homem bom
O Evangelista Lucas menciona Barnabé como um “homem bom”. Ele possuía uma área de terras na ilha de Chipre. Porém, depois de sua adesão total a Jesus Cristo, vendeu tudo e entregou o dinheiro aos líderes da Igreja em Jerusalém. Por causa disso, os Apóstolos lhe deram um nome novo: Barnabé. São Lucas, em Atos 4, 36, dá o significado do nome: “Filho da Consolação ou Filho da Exortação”.
Amigo de Paulo e Apóstolo
Algumas fontes dizem que Barnabé e Paulo estudaram juntos em Chipre, na escola do grande Mestre Gamaliel. Quando Paulo voltou a Jerusalém após converter-se, foi Barnabé quem o apresentou aos Apóstolos (Atos 9, 27). Um detalhe do livro dos atos dos Apóstolos 14, 14 muitas vezes passa despercebido: Barnabé é citado antes de Paulo quando a dupla é mencionada. “Barnabé e Paulo”. Ambos são denominados Apóstolos. Esse detalhe mostra a importância de Barnabé no início do cristianismo. Além disso, Barnabé é mencionado entre os setenta e dois discípulos enviados pelo próprio Jesus a pregar pela Palestina.
Profeta e Mestre
São Barnabé é citado como um dos primeiros profetas e mestres atuando na Igreja de Antioquia (Atos 13, 1). Ele foi enviado para lá por ordem dos Apóstolos de Jerusalém, a fim de supervisionar, orientar e conduzir a comunidade cristã mais próspera da região. Porém, o trabalho era tanto, que ele foi buscar seu amigo Paulo, em Tarso, para que este o ajudasse. Os dois trabalharam juntos durante um ano e meio em Antioquia (At 11, 25-26). Depois disso, foram pra Jerusalém levando uma importante ajuda financeira dos cristãos de Antioquia para os irmãos pobres de Jerusalém (At 11, 28-30)
Missionário com São Paulo na primeira viagem missionária
Depois disso, Barnabé e Paulo foram enviados em missão pela Ásia Menor. Estiveram anunciando o Evangelho em Chipre, Panfília, Licaônia e Pisídia (At 13, 14). Em Lídia, os dois passaram por uma experiência inusitada. Por causa do dom da palavra e dos milagres, começaram a ser considerados como dois deuses gregos Hermes (Paulo) e Zeus (Barnabé). Os dois tiveram muito trabalho para convencer a população que não eram “deuses”, mas simplesmente enviados em nome do Único e Verdadeiro Deus. (At 14, 12)
No Concílio de Jerusalém
Barnabé e Paulo estiveram presentes na reunião dos Apóstolos que ficou conhecida como Concílio de Jerusalém (Gálatas 2, 1 e Atos 15, 2). A decisão mais importante tomada neste Concílio, certamente por influência de Barnabé e Paulo, foi a de que os gentios, ou seja, os “não judeus”, conhecidos também como “pagãos”, poderiam abraçar a fé em Jesus Cristo e serem batizados. Assim, a fé em Cristo se espalhou pelo mundo fora do judaísmo. Foi um grandioso passo da Igreja nascente.
Separação de Paulo
Voltando a Antioquia, Paulo convidou Barnabé para empreenderem outra viagem missionária. Barnabé quis levar seu primo Marcos. Paulo, porém, não concordou. Por isso, Barnabé e Paulo se separaram e seguiram rotas geográficas diferentes. Barnabé e Marcos foram anunciar o Evangelho na ilha de Chipre, como vemos em Atos 15. Alguns estudiosos atribuem a São Barnabé a autoria da Carta aos Hebreus. Isso pode ser possível porque o conteúdo é de um bom conhecedor do judaísmo e profundo conhecedor do cristianismo. Este era o caso de São Barnabé.
Morte
Relatos indicam que São Barnabé tenha sido morto em Salamina, Chipre, por judeus. Estes não suportaram o grande sucesso que Barnabé alcançou entre os judeus, prenderam-no e depois apedrejaram-no. Marcos, seu primo evangelista, sepultou o corpo numa caverna. Séculos mais tarde, em 488, suas relíquias foram encontradas e um mosteiro foi construído em sua homenagem em Salamina. Por isso São Barnabé passou a ser venerado como Padroeiro de Chipre.
Oração a São Barnabé
“Santo Apóstolo, Barnabé, que fostes eleito a levar o Evangelho a Antioquia e orientar os neófitos, tendo a cooperação de são Paulo e posteriormente de Marcos em Salamina e em tantos outros lugares, vós que fostes o primeiro bispo de Milão, que morrestes apedrejado por pagãos impiedosos, volvei o vosso olhar a nós e a todos os apóstolos da Igreja, para que servindo ao Evangelho, possam encontrar a fortaleza necessária para nunca se desanimar. Olhai para as pedras que se encontram em nosso caminho, pois elas vos apressaram vosso encontro com Deus: que as nossas nos levem à santidade também, aceitando-as nos sofrimentos, com brandura e paciência. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 10 de junho de 2021
DIA DE SÃO LANDERICO DE PARIS - 10 DE JUNHO
DIA DE SÃO LANDERICO DE PARIS - 10 DE JUNHO
HOMILIA - 10.06.21
HISTÓRIA DE SÃO LANDERICO DE PARIS
São Landerico foi um oficial da chancelaria real de Clovis II, filho de Dagobert. Ele foi eleito bispo na sede episcopal de Paris em meados do século VII, tornando-se o vigésimo oitavo Bispo de Paris.
Não ficou ocioso: entregou-se de coração e sem limites para incorporar a ternura de Deus em um mundo difícil e indiferente. Durante seu episcopado, durante uma época de fome, vendeu até seus móveis e vasos sagrados para alimentar os famintos, deixando a memória de uma imensa caridade.
Ele é, sem dúvida, o fundador do Hôtel-Dieu (Albergue de Deus), por volta de 650. De fato, ele dissocia o palácio episcopal e o Hôtel-Dieu, pois o bispado não podia mais acomodar e cuidar de acordo com a tradição, todos aqueles que chegavam lá pedindo ajuda. Ele então criou um edifício dedicado a acolher os doentes e os pobres.
Na ocasião era o único hospital da cidade. Como tal, o edifício atendia a região toda. Em seu início, o Hôtel-Dieu serviu tanto aos doentes como aos pobres, oferecendo comida e abrigo, bem como cuidados médicos. Seguiria essa tradição até o século 17, quando a elite da sociedade começou a criar instalações separadas para os pobres.
Faleceu por volta do ano 657.
Na iconografia ele sempre foi representado com uma cesta de pão nas mãos esticada para os famintos.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 09 de junho de 2021
DIA DE SÃO JOSÉ ANCHIETA, O APÓSTOLO DO BRASIL - 09 DE JUNHO
DIA DE SÃO JOSÉ DE ANCHIETA, O APÓSTOLO DO BRASIL - 09 DE JUNHO
HOMILIA - 09.06.21
HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ DE ANCHIETA, O APÓSTOLO DO BRASIL
Apesar de ter nascido na Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, na Espanha, a 19 de março de 1534, padre José de Anchieta ficou conhecido como o “Apóstolo do Brasil” por sua atuação no País. Chegou ao Brasil em julho de 1553, com outros seis jesuítas e, em menos de um ano, dominava o tupi com perfeição. Ao longo dos 43 anos em que viveu no Brasil, participou da fundação de escolas, cidades e igrejas.
Anchieta não só trabalhou como catequista, mas também tornou-se dramaturgo, poeta, gramático, linguista e historiador. Vale ressaltar que foi o autor da primeira gramática brasileira.
Em janeiro de 1554, participou da missa de inauguração do Colégio de São Paulo de Piratininga, hoje Pateo do Collegio, local que deu origem à cidade de São Paulo.
Entre as características marcantes da atuação de Anchieta estão a disseminação dos preceitos cristãos utilizando particularidades locais e, assim como os demais jesuítas, a oposição ferrenha aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os indígenas.
Em 1563, com o apoio dos franceses, a tribo dos Tamoios rebelou-se contra a colonização portuguesa. Anchieta e Pe. Manuel da Nóbrega, chefe da primeira missão jesuíta no Brasil, viajaram à aldeia de Iperoig (atual cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo) visando conter a revolta. Anchieta ofereceu-se como refém, enquanto Manuel da Nóbrega partiu para negociar a paz. Durante o cativeiro, o jesuíta sofreu a tentação da quebra da castidade, uma vez que era costume entre os índios oferecer mulheres aos prisioneiros antes de sua morte. Anchieta fez, então, uma promessa a Nossa Senhora: dedicaria o mais belo poema em sua homenagem se conseguisse sair casto do cativeiro, que durou cinco meses. Com versos escritos na areia, ele deu vida ao Poema à Virgem.
Em 1566, Anchieta foi ordenado sacerdote. Três anos depois, fundou o povoado de Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo. E, em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu até 1585. Em 1595, Anchieta retirou-se para Reritiba, onde permaneceu até seu falecimento, aos 63 anos de idade, em 9 de junho de 1597.
A assinatura do decreto de canonização do Apóstolo do Brasil ocorreu 417 anos depois de sua morte, no dia 24 de abril de 2014, pelo papa Francisco, em Roma. No relatório final dos postuladores sobre a vida do jesuíta, um documento de 488 páginas, há o registro de 5.350 histórias de pessoas que alcançaram graças rezando a José de Anchieta.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 08 de junho de 2021
DIA DE SANTO EFRÉM - 08 DE JUNHO
DIA DE SANTO EFRÉM - 08 DE JUNHO
HOMILIA - 08.06.21
HISTÓRIA DE SANTO EFRÉM
Origens
Efrem nasceu na cidade de Nisibi, situada na Turquia, no ano 306. Sua mãe era cristã e seu pai era um sacerdote pagão. Esta divergência familiar sintetiza o mundo em que Efrem viveu sua infância e juventude. Sua mãe era favorável à liberdade religiosa e educou o filho na fé cristã. Seu pai, porém, não aceitava a fé praticada por sua esposa e seu filho.
Tempo de cismas, conflitos e heresias
No tempo da infância e juventude de Efrem, sua região passava por grandes conflitos religiosos e a Igreja enfrentava heresias que poderiam abalar profundamente a unidade da fé. Em meio a tudo isso, Efrem apegou-se a uma profunda devoção a Nossa Senhora e conservou sua fé pura e cristalina em Jesus Cristo.
Intransigência do pai
O pai de Efrem nunca aceitou a fé cristã que sua esposa e seu filho professavam. Ele tentou, de todas as maneiras, convencer o filho deixar a fé cristã. A princípio, com argumentos, depois, através da força e da violência. Porém, não conseguiu. Por isso, expulsou Efrem de casa. Então, aos dezoito anos, Efrém se fez batizar e vivia do trabalho de suas mãos. Seu trabalho era num balneário que existia na região.
Diácono
Efrem cresceu na prática cristã em sua comunidade de fé e sentiu o chamado de Deus para se tornar diácono. E assim ele fez. Tornou-se diácono e colocou seus dons a serviço da comunidade cristã e dos mais necessitados. Em 338, a cidade de Nisibi sofreu uma grande invasão dos persas. Por isso, Efrem mudou-se para Edessa, que também fica na Turquia.
Professor cristão
Efrem vivia uma vida austera e ensinava a austeridade como forma de autodomínio. Em Edessa, ele assumiu a direção de uma escola que adotava a doutrina cristã e seus princípios. Além de dirigir, Efrem também lecionou e escreveu várias obras sobre os princípios cristãos de conduta. A obra de Efrem ficou praticamente isenta de da influência de teólogos de seu tempo porque ele não sabia a língua grega. Isso o deixou isolado das controvérsias sobre a Santíssima Trindade que invadiam a Igreja de seu tempo. Sua fé, expressa em seus escritos, guardou a pureza e a verdade.
Poeta e compositor cristão
Efrem tinha a veia poética e aplicava isso nos seus sermões. Por isso, multidões o procuravam em sua escola. Sua didática era simples, inspiradora e bela. Ela tocava os corações das pessoas mais simples e humildes. Além disso, Efrem, influenciado pelo famoso bispo Santo Ambrósio de Milão e ainda Diodoro de Antioquia, passou a compor cânticos cristãos na língua nativa de sua região. Seus cânticos passaram a ser usados pela comunidade cristã e espalharam rapidamente por toda a região. Efrem usava a arte e a emoção de suas belas melodias para levar as pessoas a Deus e elevar os corações.
Sucesso
Por causa de sua linguagem poética unidas a canções simples e emocionantes, Efrem recebeu o apelido de “Harpa do Espírito Santo”. Compôs mais de vinte canções que se tornaram hinos a Nossa Senhora. A partir da Síria, seus cânticos passaram a ser conhecidos e cantados por todo o Oriente Médio, tendo sido cuidadosamente traduzidos para a língua grega, para que toda a inspiração fosse conservada. Suas canções tocaram o coração de muitos e muitos fiéis ao longo de muitos séculos.
Morte
Santo Efrem faleceu em 9 de junho de 373, na cidade de Edessa, onde dedicou sua vida a Deus. Ele não foi ordenado padre. Sentiu que sua vocação era o diaconato, aquele que se coloca a serviço de todos. Assim, viveu sua vida. Após sua morte, Santo Efrem passou a ser venerado como santo e muitas graças foram atribuídas à sua intercessão. Ele é venerado hoje pelos católicos orientais e ocidentais. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Bento XV em 1920. Na ocasião, o Papa outorgou a ele o título de Doutor da Igreja.
Oração composta por Santo Efrem
“Não me sepulteis com aromas suaves, porque essa honra de nada me serve. Nem useis incensos e perfumes, porque essa honra não me traz benefícios.
Queimai incenso no lugar sagrado; quanto a mim, acompanhai-me somente com vossas orações.
Oferecei vosso incenso a Deus; e enviai hinos para o lugar onde eu estiver. Em vez de perfumes e aromas, lembrai-vos de mim em vossas orações...
Foi decretado que eu não possa me demorar aqui por muito tempo. Dai-me como provisão para a viagem vossas orações, salmos e sacrifícios... Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 07 de junho de 2021
DIA DE SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 07 DE JUNHO
DIA DE SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI - 07 DE JUNHO
HOMILIA - 07.06.21
HISTÓRIA DE SANTO ANTÔNIO MARIA GIANELLI
Nascido no ano da Revolução Francesa, a 12 de abril de 1789, em Cereta, perto de Chiavari, itália, Antônio Maria Gianelli foi, a seu modo, revolucionário. Ingressou no seminário aos 19 anos e foi ordenado padre quatro anos depois. Professor de letras e de retórica, teve entre seus alunos jovens destinados a brilhar no firmamento cristão, como o venerável Frassinetti. Para recepcionar o novo bispo, dom Lambruschini, o professor Gianelli organizou em Gênova um recital intitulado A reforma do seminário, que teve notável repercussão. Eram os anos da Restauração, após o incêndio napoleônico.
De 1826 a 1838 foi arcipreste de Chiavari. Este período, que ele chamará de “má cultivação”, foi marcado por muitas inovações pastorais na sua paróquia e pela criação de várias instituições, como um seminário próprio e a redescoberta da Suma de santo Tomás na pregação teológica e filosófica dos candidatos ao sacerdócio. Sob o nome incomum de Sociedade Econômica, encaminhou uma instituição beneficente cultural e assistencial confiada por padre Gianelli “aos cuidados das Damas da Caridade’’ para a instrução gratuita das meninas pobres. Era o esboço da fundação que nasceria em 1829, das Filhas de Maria, conhecidas ainda como irmãs Gianellinas, destinadas a rápida expansão e a profícuo apostolado na América Latina.
Dois anos antes criara pequena congregação missionária, posta sob o patrocínio de santo Afonso Maria de Ligório para a pregação de missões ao povo e organização do clero. Em 1838 foi eleito bispo de Bobbio; ajudado pelos ligorianos, a sua jovem congregação, que ele reconstituiu com o nome de Oblatos de Santo Afonso, reorganizou o tecido eclesiástico da sua diocese, removendo párocos pouco zelosos e expulsando os indignos. Entre os seus ligorianos existiu também um apóstata, padre Cristovão Bonavino, brilhan-tíssima inteligência, mais conhecido com o pseudônimo de Ausônio Franchi; racionalista e ateu, que voltou depois à genuína fé cristã, abjurando suas obras precedentes com Última crítica, e prestando um testemunho público de devoção a Gianelli, que esteve ao seu lado nos momentos mais agudos de sua crise espiritual. O santo das irmãs, como é chamado na América Latina, onde ainda florescem suas instituições femininas, acabou prematuramente sua vida terrena, na idade de 57 anos, a 7 de junho de 1846. Foi beatificado em 1925 e canonizado por Pio XII a 21 de outubro de 1951.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 06 de junho de 2021
DIA DE SÃO NORBERTO - 06 DE JUNHO
DIA DE SÃO NORBERTO - 06 DE JUNHO
HOMIIA - 06.06.21
HISTÓRIA DE SÃO NORBERTO
O Dia de São Norberto é celebrado em 6 de junho.
Esta data homenageia o santo fundador da Ordem dos Premonstratenses, onde os seus membros são popularmente conhecidos como os Monges Brancos, pela cor do hábito que usavam.
História de São Norberto
Norberto nasceu em 1080, em Xanten, numa família nobre e rica da Alemanha. O jovem viveu por muitos anos uma vida mundana, desfrutando unicamente dos prazeres e luxos materiais.
Um dia, no entanto, foi atingido por um raio enquanto cavalgava e, segundo a história, teria visto a sua vida passar diante dos seus olhos. Neste momento, Norberto soube que tinha uma importante missão na vida e não deveria recusá-la.
Estudou no mosteiro de Sieburgo e ali foi ordenado sacerdote. Promoveu uma intensa reforma no clero e na nobreza que apenas praticavam o cristianismo de forma superficial. Norberto os exortava a buscarem um contato mais profundo com Deus e assim alcançarem a santidade.
Em 1121, na localidade francesa de Prémontré, fundou a ordem religiosa que levaria o seu nome e que se espalharia por toda a Europa. Atualmente, a ordem chama-se Premonstratense, em alusão a cidade onde foi criada.
Norberto ainda seria nomeado arcebispo da cidade de Magdeburgo, atualmente na Alemanha. Seu maior desafio aconteceu após a morte do papa Honório II, em 1130, pois dois religiosos se disseram herdeiros do trono de São Pedro: Inocêncio II e Anacleto II.
Por meio da pregação de Norberto, o rei Lotário (1075-1137), do Sacro-Império Romano Germânico, reconheceu a Inocêncio II como verdadeiro pontífice na Igreja.
Em 6 de junho de 1134, Norberto falece e seria canonizado em 1582. É conhecido como são Norberto de Magdeburgo ou de Xanten.
São Norberto é padroeiro da Boêmia (atualmente uma região da Tchecoslováquia).
Oração a São Norberto
"Ó Deus, que fizestes de São Norberto fiel ministro da vossa Igreja, pela oração e zelo pastoral, concedei-nos por suas preces e méritos, alcançar um dia, com a vossa graça, a realização de tudo o que nos ensinou por palavras e exemplos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!"
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 05 de junho de 2021
DIA DE SÃO BONIFÁCIO - 05 DE JUNHO
DIA DE SÃO BONIFÁCIO - 5 DE JUNHO
HOMILIA - 05.06.21
HISTÓRIA DE SÃO BONIFÁCIO
Origens
Seu nome de batismo era Winfrid. Filho de uma família de nobres ingleses, nasceu em 673, na região de Devonshire, sudoeste da Inglaterra. Seguindo o costume da época, ainda na infância seus pais o levaram para um mosteiro beneditino para que ele recebesse a melhor educação possível, tanto acadêmica quanto religiosa. No mosteiro Winfrid se adaptou bem e quando chegou à juventude percebeu que tinha vocação para a vida religiosa e um desejo ardente de levar o nome de Jesus Cristo aos lugares mais distantes.
Vida religiosa
Quando completou dezenove anos, Winfrid fez seus votos religiosos na abadia beneditina de Exeter, também na Inglaterra. Lá, ele começou sua vida de professor. Lecionou regras monásticas em Exeter e também na abadia de Nurslig. Este tempo como professor o ajudou a descobrir sua vocação missionária, pois exercitou a oratória e a lida com pessoas de origens diferentes, saindo-se muito bem.
Primeira tentativa missionária frustrada
Dom Winfrid sentia em seu coração o desejo de anunciar o Evangelho aos povos germânicos que viviam além do rio Reno. Por isso, fez uma primeira tentativa de chegar à Alemanha para levar a fé cristã. Porém, por causa de divergências políticas entre um duque chamado Radbod, que era pagão, e o rei Carlos Martel, cristão, essa tentativa foi frustrada e ele não conseguiu realizar seu sonho.
Uma luz ilumina seu caminho
No ano 718 Dom Winfrid fez uma peregrinação a Roma. Lá, conseguiu uma audiência com o Papa Gregório II e este decidiu apoiar seu intento de evangelização da Alemanha. Na ocasião, o Papa orientou Dom Winfrid a assumir o nome de Bonifácio, em homenagem a um famoso santo e mártir romano. Winfrid obedeceu e partiu para sua grande missão de evangelizar os povos germânicos, que ainda não conheciam Jesus Cristo.
O começo da missão na Alemanha
Em território alemão, Dom Bonifácio chegou primeiramente à Turíngia. Depois, dirigiu-se à Frísia. Nos dois locais suas pregações conquistaram corações que se converteram à fé cristã. Depois disso, ele andou por quase toda a Alemanha levando a Boa Nova de Jesus Cristo e conquistando os corações dos germânicos. Sua missão frutificou e belas comunidades cristãs se firmaram em território alemão.
Bispo de Mains
São Bonifácio voltou a Roma numa segunda peregrinação. O Papa nessa época, já era outro. Porém, ficou muito entusiasmado com o trabalho missionário na Alemanha e nomeou São Bonifácio como bispo de Mains. A partir desse momento, o apostolado de São Bonifácio ganhou nova força. Ele ordenou inúmeros padres e diáconos, fundou vários mosteiros masculinos e femininos, seguindo sua origem beneditina. Dentre esses mosteiros, destaca-se o de Fulda, que se tornou o grande centro da cultura religiosa da Alemanha. Liderou também a construção de várias igrejas e catedrais por todo o país. Para tanto, conseguiu a ajuda de um grande número de monges beneditinos vindos da Inglaterra. Estes ajudavam não só nas construções, mas também na evangelização do povo. Seu trabalho principal, porém, consistia na construção do templo invisível, que é a Igreja de Cristo. Por isso, ele viajou incansavelmente, participou de vários concílios e ajudou na promulgação de leis que tornaram a Alemanha um país melhor.
O Evangelho chega mais longe
Devido ao grande sucesso de sua ação missionária, São Bonifácio estendeu sua missão até a França. Depois, em 754, foi para a Holanda. Lá exerceu também seu frutuoso apostolado, levando milhares de pessoas ao conhecimento de Jesus Cristo.
Morte
São Bonifácio estava na Holanda. No dia e de junho, dia de Pentecostes, ele foi celebrar a crisma de um enorme grupo de catecúmenos na cidade de Dokkun. Assim que ele iniciou a santa missa, uma horda de pagãos da Frísia invadiu a Igreja e matou todos os que estavam lá dentro. São Bonifácio recebeu um golpe de espada que partiu ao meio sua cabeça e ele entregou sua alma a Deus. Por isso, São Bonifácio é considerado mártir, pois deu sua vida por causa da fé em Cristo. Mas a semente que ele lançou, ganhou raízes profundas e se firmou para sempre no coração dos povos germânicos. Seus restos mortais foram levados para a igreja do belo mosteiro de Fulda.
Oração a São Bonifácio
“Ó Deus, que destes a São Bonifácio o espírito missionário que o fez deixar seu país para evangelizar os povos germânicos, cumprindo a vossa vontade, dai também a nós a graça de um renovado ardor missionário e a bênção de realizar vosso plano de amor em nossas vidas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo, amém. São Bonifácio, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 04 de junho de 2021
DIA DE SÃO CRISPIM - 04 DE JUNHO
DIA DE SÃO CRISPIM - 04 DE JUNHO
HOMILIA - 04.06.21
HISTÓRIA DE SÃO CRISPIM, O PRIMEIRO SANTO CANONIZADO PELO PAPA JOÃO PAULO II
Neste dia 4 de junho, lembramos o primeiro santo canonizado pelo Papa João Paulo II: São Crispim, que nasceu em Viterbo, na Itália, em 1668.
Chamado à vida religiosa, recebeu uma formação jesuíta. Porém, acabou entrando para a família franciscana, despertado pela piedade dos noviços. Ocupou cargos de grande simplicidade dentro da comunidade, como a horta, a cozinha, e tantos outros serviços onde ele testemunhava em tudo o amor de Deus.
Falava e vivia a seguinte frase: “Quem ama a Deus com pureza de coração, vive feliz e morre contente”.
Crispim deixou essa marca da pureza e da alegria. Ele viveu tudo com pureza de coração, foi feliz e morreu contente em 1748.
Que nosso caminho seja marcado pelo amor e pela verdadeira alegria.
São Crispim, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 03 de junho de 2021
DIA DE SÃO CARLOS LWANGA E COMPANHEIROS MÁRTIRES - 03 DE JUNHO
DIA DE SÃO CARLOS LWANGA E CONPANHEIROS MÁRTIRES - 03 DE JUNHO
HOMILIA - 03.06.21
HISTÓRIA DE SÃO CARLOS LWANGA E COMPANHEIROS MÁRTIRES
Neste dia 03 de junho, celebramos a memória destes grandes mártires que, na África, testemunharam o nome de Jesus. Carlos Lwanga era chefe dos pajens, que serviam na corte do rei Muanga da Uganda.
Acontece que a entrada da evangelização na África sofreu muito pelas invasões dos homens brancos, por isso os missionários tinham que ser homens verdadeiramente de Deus, ou seja, de caridade, pois facilmente eram confundidos como colonizadores. Depois da entrada dos padres que fizeram um lindo trabalho de evangelização, que atingiu Carlos Lwanga e outros, o rei se revoltou e decretou pena de morte para os que rezassem.
Decidido a acabar com a presença cristã em Uganda, o rei Muanga apanhou um pajem de dezessete anos, chamado Dionísio, ensinando religião. De próprio punho, o rei atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por toda a noite, e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte. Usou este exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam.
São Carlos, depois de muito se preparar junto com seus companheiros, apresentou-se diante do rei com o firme propósito de não negar a fé, por isso foi queimado vivo diante de todos. Seguindo o irmão na fé, nenhum deles renegou, até que, em 1887, o último deles morreu afogado, como parte dos corajosos mártires de Uganda, na África.
São Carlos Lwanga e os 22 mártires de Uganda foram beatificados, em 1920, por Bento XV. Em 1934, São Carlos Lwanga foi declarado “Padroeiro da Juventude Africana”, e, em 1964, o Papa Paulo VI canonizou esse grupo de mártires.
São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 02 de junho de 2021
DIA DOS SANTOS MARCELINO E PEDRO, MÁRTIRES - 02 DE JUNHO
DIA DOS SANTOS MARCELINO E PEDRO, MÁRTIRES - 02 DE JUNHO
HOMILIA - 02.06.21
HISTÓRIA DOS SANTOS MARCELINO E PEDRO, MÁRTIRES
Os santos de hoje foram mártires por causa do amor a Jesus e pertenceram ao clero romano no século IV, quando era grande perseguição contra a Igreja de Cristo por parte do Imperador Diocleciano. Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou.
Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.
Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.
Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.
Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.
Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.
Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.
A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Erasmo e Blandina.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 01 de junho de 2021
DUA DE SÃO JUSTINO - 01 DE JUNHO
DIA DE SÃO JUSTINO - 01 DE JUNHO
HOMILIA - 01.06.21
HISTÓRIA DE SÃO JUSTINO
Filósofo cristão e cristão filósofo, como foi acertadamente definido, Justino (nascido em Flávia Neápolis, na Samaria, Israel, no início do século II) pertence àquela plêiade de pensadores que em cada período da história da Igreja tentaram uma síntese da provisória sabedoria humana e das inalteráveis afirmações da revelação cristã. O itinerário da sua conversão a Cristo passa pela experiência estoica, pitagórica, aristotélica e neoplatônica. Daí o desenlace quase inevitável, ou melhor, providencial e a adesão à verdade integral do cristianismo.
Ele mesmo conta que, insatisfeito com as respostas dadas pelas várias filosofias, retirou-se para um lugar deserto, à beira-mar, para meditar e que um velho, a quem tinha confiado sua desilusão, respondeu-lhe que nenhuma filosofia podia satisfazer o espírito humano, porque a razão sozinha é incapaz de garantir a posse plena da verdade sem o auxílio de Deus.
Foi assim que Justino aos trinta anos descobriu o cristianismo, tornou-se seu propagador e para proclamar ao mundo essa sua descoberta escreveu suas duas Apologias. A primeira delas dedicou-a ao imperador Antonino Pio e ao filho Marco Aurélio, ao Senado e ao povo romano. Escreveu outras obras, pelo menos oito, entre as quais a mais considerável é intitulada Diálogo com Trifão e é relembrada porque abre o caminho à polêmica antijudaica na literatura cristã. Mas as duas Apologias permanecem como o documento mais importante, porque destes escritos aprendemos como era explicado o cristianismo naquela época e como eram celebrados os ritos litúrgicos, em particular a administração do batismo e a celebração do mistério eucarístico. Aqui não há argumentações filosóficas, mas comoventes testemunhos de vida da primitiva comunidade cristã, à qual Justino está feliz de pertencer: “Eu, um deles…”. Tal afirmação podia custar-lhe a vida. De fato Justino pagou com a vida a sua pertença à Igreja.
Por ocasião de sua ida a Roma, foi denunciado por um hipócrita e cínico filósofo, Crescêncio, com quem havia disputado por muito tempo. Também o magistrado que o julgou era filósofo estoico, amigo e confidente de Marco Aurélio. Mas para o magistrado, Justino não passava de simples cristão, igual a seus seis companheiros, entre os quais uma mulher, todos condenados à decapitação pela sua fé em Cristo. Do martírio de são Justino e companheiros se conservam as Atas autênticas.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 31 de maio de 2021
DIA DA VISITAÇÃO DA VIRGEM MARIA - 31 DE MAIO
DIA DA VISITAÇÃO DA VIRGEM MARIA - 31 DE MAIO
HOMILIA - 31.05.21
VISITAÇÃO DA VIRGEM MARIA
Hoje, dia 31 de maio, celebramos a Festa litúrgica da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
O Anjo anunciara à Virgem Maria coisas misteriosas. Para fortalecer sua fé com um exemplo, anunciou-lhe a maternidade de uma mulher idosa e estéril, como prova de que é possível a Deus tudo o que Ele quer.
Logo depois de ser avisada pelo anjo Gabriel de que sua prima Isabel,apesar da idade avançada, esperava um filho, Maria dirigiu-se à cidadezinha onde residia a futura mãe de São João Batista. Tal viagem, de cerca de cem quilômetros através de região montanhosa, não estava isenta de fadigas e perigos, porém a Virgem Santíssima caminhava alegremente, não apenas pelo desejo de auxiliar a parenta, mas também porque sabia que tinha dentro de suas entranhas o Filho de Deus, o Salvador do Mundo.
Trazendo Jesus em seu seio, ela ia levar a graça à família do sumo sacerdote Zacarias, tornando-se assim, desde então , por vontade de Deus, a medianeira de todas as graças.
No primeiro instante em que Maria saudou a prima, Santa Isabel cheia do Espírito Santo, respondeu-lhe: –“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” e, ao sentir o filho exultando em seu seio, continuou: –“De onde me vem a honra de receber a visita da Mãe do Meu Senhor?” Então, Maria não sabendo mais conter alegria que transbordava em seu coração desde a Anunciação, respondeu-lhe com as belíssimas palavras do “Magnificat”:“Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador”,profetizando em seguidaque todas as gerações a chamariam de Bem-aventurada. Maria passou cerca de trêsmeses na casa de sua prima auxiliando-a em todos os serviços.
Nossa Senhora neste dia, quer também nos visitar. Quer estar junto de nós, nos ajudando em tudo o que necessitamos. Ela entra como Mãe amorosa que é, vê nossas aflições e angústias, nossas alegrias e conquistas.
Não permitamos, porém que Ela seja somente mais uma visita, mas sim nossa Mãe. Ela deseja permanecer em nossa casa, participar da nossa família.Se atualiza hoje, o que Jesus nos disse no alto da cruz ao olhar sua Mãe e o discípulo João:“Mulher, eis o teu filho! Depois disse ao discípulo: “Eis a tua Mãe.”diz-nos as escrituras que “A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu.” (Jo,9.26-27)
Que possamos acolher a visita da Mãe, pois tudo muda com Sua presença. A tristeza dá lugar à alegria, como aconteceu com Isabel, que, ao receber a visita de Nossa Senhora, ficou cheia do Espírito Santo, assim como a criança em seu ventre.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 30 de maio de 2021
DIA DE SANTA JOANA D,ARC - 30 DE MAIO
DIA DE SANTA JOANA D'ARC - 30 DE MAIO
HOMILIA - 30.05.21
HISTÓRIA DE SANTA JOANA D'ARC
Origens
Joana nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, pertencente ao Ducado de Lorena, na França. Filha de camponeses trabalhadores e honrados, ela viveu ali sua infância, como qualquer outra menina de sua idade. Ocupava-se de trabalhos domésticos e, às vezes, pastoreava rebanhos de ovelhas do pai.
Chamada desde criança
Desde a infância Joana demonstrava uma piedade singular. Sentia-se atraída à contemplação, gostava de subir a lugares elevados para contemplar o panorama. Gostava muito de participar das celebrações na igreja e teve grande interesse em aprender o catecismo e a doutrina católica.
Um anjo guiando nos caminhos de Deus
Aos treze anos Joana começou a ouvir uma voz, que lhe orientava no caminho de Deus. Veja como ela mesma narrou esses fatos com muita simplicidade: "Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, ouvi a voz de Deus que veio ajudar-me a me governar. Eu ouvi a voz do lado direito, quando ia para a Igreja. Depois que ouvi esta voz três vezes, percebi que era a voz de um anjo. Ela me ensinou a me conduzir bem e a frequentar a igreja". Há um detalhe muito importante nessa fala: segundo ela mesma afirma, a voz veio para ajudá-la a governar a si mesma, ou seja, o anjo de Deus ensina a adolescente Joana a ter autodomínio, um fruto do Espírito Santo. Mais tarde ela descobriu que era São Miguel Arcanjo quem falava com ela e que ela deveria partir em socorro do rei da França.
A França em grande sofrimento
Há setenta e cinco anos a França sofria demasiadamente vivendo a chamada “Guerra dos cem anos”. Tal guerra se dava contra a Inglaterra. A França, então um dos grandes países católicos, sofria a tentativa de invasão por parte dos ingleses desde 1337. A França, por sua vez, vinha dividida por discórdias internas e queda na moral e na religião. Em 1420 o rei francês perdeu o trono para o rei inglês e a França corria o risco de deixar de existir como país.
A hora de Santa Joana D’Arc
Ao completar 17 anos, a voz vinda do céu avisou a Joana que sua hora de agir tinha chegado. Então, ela saiu da casa de seus pais e conseguiu convencer um Capitão francês chamado Roberto de Baudricourt a leva-la até o rei “não empossado” da França, Carlos VII, que estava em Chinon. Joana dizia ser da vontade de Deus que Carlos recebesse a coroa e que ela, Joana, tinha sido chamada para liderar os exércitos da França na expulsão dos ingleses.
Comprovação na corte real
Depois de superar grandes dificuldades, Santa Joana chegou à corte real. Era o dia 6 de março de 1429. Para testar a veracidade do que ouvira dizer sobre Joana, o rei disfarçou-se na sala e colocou um falso rei no trono. Quando Santa Joana foi apresentada ao falso rei, não deu a ele nenhuma importância. Imediatamente passou a procurar entre os presentes no recinto até encontrar Carlos, que estava escondendo-se em um canto. Fixando nele o olhar, fez-lhe a devida reverência e disse: "Muito nobre senhor Delfim (rei), aqui estou. Fui enviada por Deus para trazer socorro a vós e vosso reino". Todos os presentes ficaram assombrados e aclamaram calorosamente a jovem e santa Joana.
À frente dos exércitos
Depois de ouvir atentamente a Joana, Carlos VII colocou os exércitos franceses à disposição dela. E ela partiu liderando os guerreiros para as batalhas decisivas. A presença de Santa Joana, virgem, cheia de inocência, sabedoria e força, impunha grande respeito e dava novo ânimo aos soldados. Como medida de união, ela proibiu a bebida alcoólica e os jogos entre os soldados. Além disso, convenceu os soldados a se confessarem e comungarem para enfrentar os ingleses com o poder de Deus.
Grandes vitórias
Os conselhos de guerra de Santa Joana nunca falharam, deixando grandes generais cheios de admiração. Sob sua liderança, os exércitos franceses acumularam vitórias importantíssimas. Em meio às batalhas, ela sempre portava um estandarte com a imagem de Cristo e os nomes: Jesus e Maria. Graças a Santa Joana D’Arc o ideal de unificação renasceu na França, bem como a esperança de reconquistar o que tinha sido perdido para os ingleses. Por isso, o povo não se cansava de manifestar gratidão e apoio a Santa Joana.
O rei francês é coroado
Graças à liderança de Santa Joana D’Arc, Carlos foi coroado em 17 de julho de 1429. Ela estava lá, a seu lado, portando seu estandarte. Embora alguns territórios estivessem ainda sob o domínio inglês, o reino da França tinha sido restaurado graças a Santa Joana D’Arc.
Ingratidão
Carlos VII, sentindo-se firme e poderoso no trono, esqueceu-se da gratidão que devia a Santa Joana D’Arc e abandonou-a. Ela, por sua vez, continuou a luta, por amor a seu país e para ver seu povo livre dos sofrimentos impostos pelos ingleses. Assim, na tentativa de salvar a cidade de Compiègne da mão dos ingleses, ela acabou presa e levada a um falso tribunal de Inquisição, chefiado por um bispo corrupto, que recebera grande soma para condenar a santa. Assim, apesar da defesa feita assombrosa pela própria Joana, inspirada por Deus, sem um defensor do Estado a que tinha direito, ela foi condenada por bruxaria e heresia.
Morte
Assim, Santa Joana D’Arc recebeu a pena de ser queimada em praça pública. Aconteceu no dia 30 de maio de 1431, quando ela tinha apenas dezenove anos. Amarrada, no meio das chamas, com os olhos fixos em seu crucifixo, ela entregou sua vida sem esmorecer, cumprindo sua missão e afirmando crer naquela voz do anjo que guiou seus passos e libertou a França através dela.
Oração a Santa Joana D’Arc
“Ó Deus, que nos alegrais com a comemoração de Santa Joana d'Arc, concedei que sejamos ajudados pelos seus méritos e iluminados pelos seus exemplos de castidade e fortaleza. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 29 de maio de 2021
DIA DE SÃO MAXIMINO - 29 DE MAIO
DIA DE SÃO MAXIMINO - 29 DE MAIO
HOMILIA - 29.05.21
HISTÓRIA DE SÃO MAXIMINO
São Jerônimo coloca são Maximino entre os homens ilustres de seu tempo e o define como “um dos bispos mais corajosos”. Conforme a lenda, durante uma viagem a Roma, Maximino teria sido atacado por um urso que devorou o jumento em cuja garupa levava as bagagens. O santo — que assistira, impávido, a essa trágica cena — em seguida teria obrigado o urso a transportar os pesados fardos. Lendas como essa lêem-se em Vida de são Maximino, escrita no século VIII por um monge anônimo do mosteiro de Tréveris, na Renânia, onde o santo deste dia foi bispo, vindo a ocupar a sede que fora de santo Agrício, seu mestre. Nasceu em Silly, perto de Poitiers, na Aquitânia, França; era irmão de são Maxêncio, bispo de Poitiers. O urso — contra o qual o santo bispo de Tréveris teve de lutar, metaforicamente falando — era Constâncio, imperador ariano de Constantinopla, que mandara ao exílio os dois grandes campeões da ortodoxia, santo Atanásio, de Alexandria, e são Paulo, de Constantinopla. Em tais circunstâncias mostrou-se corajoso, oferecendo não só hospitalidade e apoio aos dois exilados, como também se empenhou com êxito com o próprio imperador, que por fim cedeu, permitindo que os dois bispos voltassem às suas respectivas dioceses. Maximino morreu longe da própria sede, provavelmente durante uma estada em sua terra natal. São Paulino, seu sucessor, fez trasladar seu corpo da Aquitânia para a basílica de São João, a qual mais tarde recebeu o nome de São Maximino.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 28 de maio de 2021
DIA DE SÃO GERMANO DE PARIS - 28 DE MAIO
DIA DE SÃO GERMANO DE PARIS - 28 DE MAIO
HOMILIA - 28.05.21
HISTÓRIA DE SÃO GERMANO DE PARIS
Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.
Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo.
Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade.
Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica.
Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570.
Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Freqüentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.
Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 27 de maio de 2021
DIA DE SANTO AGOSTINHO DE CANTUÁRIA - 27 DE MAIO
DIA DE SANTO AGOSTINHO DE CANTUÁRIA - 27 DE MAIO
HOMILIA - 27.05.21
HISTÓRIA DE SANTO AGOSTINHO DE CANTUÁRIA
Um século após São Patrício ter convertido os irlandeses ao catolicismo, a atuação de Agostinho foi tão importante para a Inglaterra que modificou as estruturas da região da mesma forma que seu antecessor o fizera. No final do século VI, o cristianismo já tinha chegado à poderosa ilha havia dois séculos, mas a invasão dos bárbaros saxões da Alemanha atrasou sua propagação e quase destruiu totalmente o que fora implantado.
Pouco se sabe a respeito da vida de Agostinho antes de ser enviado à Grã-Bretanha. Ele nasceu em Roma, Itália. Era um monge beneditino do mosteiro de Santo André, fundado pelo papa Gregório Magno naquela cidade. E foi justamente esse célebre papa que ordenou o envio de missionários às ilhas britânicas.
Em 597, para lá partiram quarenta monges, todos beneditinos, sob a direção do monge Agostinho. Mas antes ele quis viajar à França, onde se inteirou das dificuldades que a missão poderia encontrar, pedindo informações aos vários bispos que evangelizaram nas ilhas e agora se encontravam naquela região da Europa. Todos desaconselharam a continuidade da missão. Mas, tendo recebido do papa Gregório Magno a informação de que a época era propícia apesar dos perigos, pois o rei de Kent, Etelberto, havia desposado a princesa católica Berta, filha do rei de Paris, ele resolveu, corajosamente, enfrentar os riscos.
A chegada foi triunfante. Assim que desembarcaram, os monges seguiram em procissão ao castelo do rei, tendo a cruz à sua frente e entoando pausadamente cânticos sagrados. Agostinho, com a ajuda de um intérprete, colocou ao rei as verdades cristãs e pediu permissão para pregá-las em seus domínios. Impressionado com a coragem e a sinceridade do religioso, o rei, apesar de todas as expectativas em contrário, deu a permissão imediatamente.
No Natal de 597, mais de dez mil pessoas já tinham recebido o batismo. Entre elas, toda a nobreza da corte, precedida pelo próprio rei Etelberto. Com esse resultado surpreendente, Agostinho foi nomeado arcebispo da Cantuária, primeira diocese fundada por ele.
A notícia chegou ao papa Gregório Magno, que, com alegria, enviou mais missionários à Inglaterra. Assim, Agostinho prosseguiu e ampliou o trabalho de evangelização, fundando as dioceses de Londres e de Rochester. Não conseguiu a conversão de toda a ilha porque a Inglaterra era dividida entre vários reinos rivais, mas as sementes que plantou se desenvolveram no decorrer dos séculos.
Agostinho morreu no dia 25 de maio de 604. O corpo de Agostinho foi originalmente sepultado no pórtico do que hoje é a Abadia de Santo Agostinho, em Cantuária, mas foi posteriormente exumado e recolocado num túmulo dentro da igreja da abadia, que se tornou um local de peregrinação e veneração. Após a conquista normanda, o culto de Agostinho passou a ser ativamente promovido e o seu santuário passou a ter uma posição central entre as capelas laterais, ladeado por santuários de seus sucessores, Lourenço e Melito. O rei Henrique I da Inglaterra concedeu à abadia uma feira de seis dias a ser celebrada na época em que as relíquias foram transladadas para o seu novo santuário, de 8 a 13 de setembro, anualmente.
O Martirológio Romano indica a festa litúrgica de santo Agostinho da Cantuária no dia 27 de maio.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 26 de maio de 2021
DIA DE SÃO FELIPE NÉRI - 26 DE MAIO
DIA DE SÃO FELIPE NÉRI - 26 DE MAIO
HOMILIA - 26.05.21
HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO NÉRI
Nascido em Florença, Itália, em 21 de julho de 1515, Filipe Néri pertencia a uma família rica. Junto com a irmã Elisabete, foi educado pela madrasta. Filipe surpreendia pela alegria, bondade, lealdade e inteligência. Cresceu na sua terra natal, estudando e trabalhando com o pai, sem demonstrar vocação para vida religiosa, mesmo frequentando regularmente a igreja.
Em 1535, aceitou o convite para ser o tutor dos filhos de uma nobre e rica família, estabelecida em Roma. Nessa cidade foi estudar Filosofia e Teologia com os agostinianos. No tempo livre praticava a caridade junto aos pobres e necessitados, atividade que exercia com muito entusiasmo e alegria, principalmente com os pequenos órfãos de filiação ou de moral.
Somente aos trinta e seis anos de idade ele se consagrou sacerdote, sendo designado para a igreja de São Jerônimo da Caridade. Tão grande era sua consciência dos problemas da comunidade que formou um grupo de religiosos e leigos para discutir os problemas, rezar, cantar e estudar o Evangelho.
Viveu até o dia 26 de maio de 1595. São Filipe Néri é chamado até hoje de: Santo da alegria e da caridade.Filipe se preocupou com a integração das minorias e a educação dos meninos de rua. Com bom humor, ele dizia aos que reclamavam do barulho das crianças: “Contanto que os meninos não pratiquem o mal, eu ficaria contente até se eles me quebrassem paus na cabeça”.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO
A alegria é a grande virtude dos santos. Uma alegria serena e confiante no amor do Cristo Ressuscitado. Ser alegre não significa dar risadas o dia todo, mas conservar o semblante calmo e tranquilo. A tristeza enfraquece o coração e provoca desânimo. Peçamos ao bom Deus que nos alimente sempre com a virtude cristã da alegria.
ORAÇÃO
Ó Pai, pela vossa misericórdia São Felipe Néri anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no vosso conhecimento e viver na vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 25 de maio de 2021
DIA DE SÃO BEDA, O VENERÁVEL - 25 DE MAIO
DIA DE SÃO BEDA, O VENERÁVEL - 25 DE MAIO
HOMILIA - 25.05.21
HISTÓRIA DE SÃO BEDA, O VENERÁVEL
O Dia de São Beda, o Venerável comemora-se a 25 de maio.
Conhecido como Venerável Beda, esse bispo e Doutor da Igreja foi autor da “Histórica Eclesiástica do Povo Inglês”, que o eternizou como o “Pai da História Inglesa”.
Esse monge inglês, proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII (único Santo inglês com esse título), foi também um tradutor e um linguista exímio, levando à divulgação e ao desenvolvimento do Cristianismo na Grã-Bretanha mesmo passando quase toda a vida em mosteiros e recusando convites para altos cargos no clero. Estudo, oração e escrita eram os verbos que resumiam a vida e o trabalho de Beda, o Venerável.
São Beda morreu a 25 de maio de 735 em Jarrow, Inglaterra. É o padroeiro dos escritores ingleses, dos historiadores e dos contemplativos.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 24 de maio de 2021
DIA DA VIRGEM MARIA, MÃE DA IGREJA, E DE SÃO VICENTE DE LÉRINS - 24 DE MAIO
24 DE MAIO:
DIA DA VIRGEM MARIA, MÃE DA IGREJA,
E DE SÃO VICENTE DE LÉRINS
HOMILIA - 24.10.21
HISTÓRA DA VIRGEM MARIA, MÃE DA IGREJA
Papa institui a Memória de Maria "Mãe da Igreja" no calendário litúrgico
Memória de Maria, Mãe da Igreja, será celebra todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes
Cidade do Vaticano -
Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.
O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto "Ecclesia Mater": favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.
“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.
Traduções
Em anexo ao decreto, foram apresentados, em latim, os respectivos textos litúrgicos, para a Missa, o Ofício Divino e para o Martirológio Romano. As Conferências Episcopais providenciarão a tradução e aprovação dos textos, que depois de confirmados, serão publicados nos livros litúrgicos da sua jurisdição.
De acordo com o Decreto, onde a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.
A importância do mistério
“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.
“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio.”
HOSTÓRIA DE SÃO VICENTE DE LÉRINS
As notícias que temos sobre o religioso Vicente são poucas. Ele viveu no mosteiro de Lérins, França, onde foi ordenado sacerdote no século V. Os dados sobre sua vida antes desse período também não são muitos. Tudo indica que ele era um soldado do exército romano e que sua origem seria o norte da França, hoje território da Bélgica.
Alguns registros encontrados em Lérins, escritos por ele mesmo, induzem a crer que seu irmão seria o bispo de Troyes. E ele decidira abandonar a vida desregrada e combativa do exército para "espantar a banalidade e a soberba de sua vida e para dedicar-se somente a Deus na humildade cristã". Vicente, então, optou pela vida monástica e nela despontou como teólogo e escritor famoso, grande reformador do mosteiro de Lérins.
Ingressou nesse mosteiro, fundado por santo Honorato, na ilha francesa localizada defronte a Cannes, já em idade avançada. Ali se ordenou sacerdote e foi eleito abade, pela retidão de caráter e austeridade de vida religiosa.
Transformou o local num florescente centro de cultura e de espiritualidade, verdadeiro celeiro de bispos e santos para a Igreja. Em 434, escreveu sua obra mais famosa, o "Comnitorium", também conhecido como "manual de advertência aos hereges". Mais tarde, são Roberto Belarmino definiu essa obra como "um livro de ouro", porque estabelece alguns critérios básicos para viver integralmente a mensagem evangélica.
Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras e dotado de uma grande cultura humanística, os seus escritos são notáveis pelo vigor e estilo apurado, e pela clareza e precisão de pensamento. As obras possuem grande relevância contra a doutrina herética, e outros textos cristológicos e trinitários. Sua obra, em especial a "Advertência aos hereges" teve uma grande difusão e repercussão, atingindo os nossos dias.
Enaltecido pelos católicos e protestantes, porque traz toda a doutrina dos Padres analisadas nas fontes da fé cristã e todos os critérios da doutrina ortodoxa, Vicente era um grande polemista, respeitado até mesmo por são Jerônimo, futuro doutor da Igreja, seu contemporâneo. Os dois travaram grandes debates através de uma rica corresponderia, trazendo luz sobre muitas divergências doutrinais.
Vicente de Lérins teve seu reconhecimento exaltado pelo próprio antagonista, que fez questão de incluí-lo num capítulo da sua famosa obra "Homens ilustres". Morreu no mosteiro no ano 450. A Igreja católica dedica o dia 24 de maio a são Vicente de Lérins, celebrado na mesma data também no Oriente.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 23 de maio de 2021
DIA DE SÃO JOÃO BATISTA DE ROSSI - 23 DE MAIO
DIA DE SÃOJOÃO BATISTA DE ROSSI - 23 DE MAIO
HOMILIA - 23.05.21
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO BATISTA DE ROSSI
Origens
João Batista de Rossi nasceu em Voltagio, que fica na província de Gênova, Itália, em 22 de fevereiro de 1698. Com apenas dez anos, foi trabalhar em Gênova, como pajem, na casa de uma família muito rica. Ali, conseguia se manter e estudar. Depois de três anos, mudou-se em definitivo para a capital Roma.
Capacidades
Em Roma, foi morar na casa de um primo padre e estudar no Colégio Romano dos Jesuítas. Lá, conseguiu o doutorado em filosofia. Conviveu ali com os mais preparados religiosos de sua geração. Depois disso, concluiu o curso de teologia com os frades dominicanos de Minerva. Juntamente a este esforço acadêmico, João Batista exercia uma extenuante missão evangelizadora. Ajudava, especialmente, os jovens, os pobres e os abandonados.
Epilepsia
Acredita-se que, por causa dessa atividade intensa, João Batista atingiu um esgotamento físico e mental tão grande, que começou a ter crises epiléticas e, depois, uma doença grave nos olhos. Desses males, ele não mais se recuperou, tendo que conviver com isso por toda a sua vida. Mesmo assim, não abandonou a prática da penitência. Alimentava-se pouco. Isso ajudou a enfraquecer ainda mais o seu já frágil corpo. Seu espírito, porém, estava sempre forte e pronto para o amor cristão.
Padre e fundador
Em 1721 São João Batista de Rossi recebeu a ordenação sacerdotal. Uma vez padre, fundou a Pia União de Sacerdotes Seculares. Ele mesmo dirigiu esta obra por alguns anos, empregando ali a experiência que ele adquiriu anteriormente dirigindo grupos de estudantes. No seminário fundado por ele, até 1935, estudaram grandes personalidades do clero de Roma. Alguns desses foram canonizados. Outros, foram eleitos bispos e Papas.
Obras para moços e moças
São João Batista de Rossi, no entanto, ainda não estava satisfeito. Queria obras mais abrangentes. Por isso fundou a Casa de Santa Gala, para moços necessitados e, depois, a Casa de São Luiz Gonzaga, destinada a atender moças carentes. São Luiz Gonzaga era o santo de sua devoção e exemplo de vida que buscava seguir na sua missão apostólica.
Dons carismáticos
São João Batista de Rossi dedicava grande parte de seu ministério sacerdotal aos mais pobres, aos doentes, aos presidiários e aos pecadores. Em favor desses, manifestava o dom do conselho. Era sempre atencioso e cheio de paciência para com todos. Por isso, os formavam grandes filas para se aconselharem e se confessarem com ele. Tinha também os dons da consolação, da exortação e da orientação. Por isso, o povo da região o procurava mais e mais. São João Batista de Rossi era sempre incansável. Agia e dirigia suas obras sempre com delicadeza e firmeza, fervor e espiritualidade forte.
Morte
São João Batista de Rossi faleceu em 23 de maio de 1764. Tinha, então, sessenta e seis anos quando a doença o abateu. Pobre, não tinha dinheiro para pagar seus funerais. Esses foram pagos pelos devotos que o amavam e eram eternamente gratos a ele. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Leão XIII no ano 1881.
Oração a João Batista de Rossi
“São João Batista de Rossi que fostes chamado a tão sublime missão do sacerdócio e que tivestes a graça de servir a Deus nos irmãos mais abandonados, obtende de Deus a nosso favor, esse amor, essa fortaleza de espírito, esta perseverança principalmente aos futuros sacerdotes e a todo o clero para que apenas a presença de cada um deles possa ser o primeiro passo para a conversão dos povos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 22 de maio de 2021
DIA DE SANTA RITA DE CÁSSIA - 22 DE MAIO
DIA DE SANTA RITA DE CÁSSIA - 22 DE MAIO
HOMILIA - 22.05.21
HISTÓRIA DE SANTA RITA DE CÁSSIA
Santa Rita de Cássia era filha única. Nasceu em maio do ano de 1381, nas montanhas em Roccaporena, perto de Cássia, região da Umbria, Itália. Era filha de Antônio Mancini e Amata Ferri, casal de muita oração e do qual todos gostavam. Não sabiam ler nem escrever, mas ensinaram à filha tudo sobre a fé em Jesus e Nossa Senhora. Eles contavam a ela também histórias de vida de muitos santos e santas, o que muito contribuiu para sua formação.
Vida de Santa Rita de Cássia
Santa Rita de Cássia queria ser religiosa, mas seus pais escolheram para ela um marido, como era costume na época. O marido escolhido foi Paolo Ferdinando. Não foi uma boa escolha, pois Paolo era um infiel no matrimônio e tinha o hábito de beber demais. Por causa dele, Santa Rita sofreu por 18 anos, período em que foi casada. O casal teve dois filhos. Durante o tempo de casada, Rita demonstrou muita paciência e resignação por tudo que sofreu.
Mesmo sofrendo, ela nunca deixou de rezar pela conversão dele. Por fim, a mansidão e o amor de Rita transformaram aquele homem rude e bruto. Paolo se converteu e mudou sua vida conjugal de tal forma que as amigas de Rita e as mulheres da cidade vinham aconselhar-se com ela.
Paolo, embora verdadeiramente convertido, tinha deixado um rastro de violência e rixas entre alguns grupos da cidade. Assim, um dia ele saiu para trabalhar e não voltou para casa. Santa Rita de Cássia teve a certeza de que algo horrível tinha acontecido.
No dia seguinte ele foi encontrado morto. Tinha sido assassinado. Seus dois filhos, que já eram jovens, juraram vingar a morte do pai. Santa Rita, então, pediu a Deus que não deixasse eles cometerem esse pecado mortal. Logo os dois ficaram muito doentes, de forma incurável. Antes que eles morressem, porém, Santa Rita ajudou os dois a se converterem, ao amor de Deus e ao perdão. A graça foi tão grande que os dois conseguiram perdoar o assassino do pai, e morreram.
Parece estranho, mas a morte dos dois filhos de Santa Rita quebrou uma corrente de ódio e vingança que poderia durar anos, causando muito mais sofrimentos e mortes. Depois disso, Santa Rita de Cássia teve a certeza em seu coração de que os três estavam juntos no céu. Assim, tudo tinha valido a pena.
Deus coloca Santa Rita de Cássia no convento
Santa Rita, estando sozinha na vida, quis entrar para o convento das irmãs Agostinianas, obedecendo ao chamado que sentia desde menina. As irmãs, porém, estavam em duvida sobre sua vocação, visto que tinha sido casada, o marido fora assassinado e os dois filhos morreram de peste. Por tudo isso, elas não queriam aceitar Rita no convento.
Então, numa noite, Santa Rita dormia, quando ouviu uma voz chamando: Rita. Rita. Rita.
Ela abriu a porta e estavam ali, São Francisco, São Nicolau e São João Batista. Eles pediram que ela os seguisse e depois de andarem pelas ruas, os santos desapareceram e Rita sentiu um suave empurrão. Ela caiu em êxtase e, quando voltou a si, estava dentro do mosteiro, estando este com as portas trancadas. Então as freiras não lhe puderam negar a entrada. Rita viveu ali por quarenta anos.
Milagres de Santa Rita de Cássia
Em dúvida se vocação de Rita era verdadeira, a superiora mandou-a regar um pedaço de madeira seca que estava no jardim do convento. Ela deveria fazer aquilo por um ano. Rita obedeceu com paciência e amor. Depois de um ano, para a surpresa de todos, mais um milagre aconteceu: o galho se transformou numa videira que dá uvas até hoje.
Sofrimento de Cristo no corpo de Santa Rita de Cássia
Orando aos pés da cruz Santa Rita de Cássia pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco das dores que ele sentiu na sua crucificação. Então, um dos espinhos da coroa de Jesus cravou-se em sua cabeça e Santa Rita sentiu um pouco daquela dor terrível que Jesus passou.
O espinho fez em Santa Rita uma grande ferida, de tal forma que ela tinha que ficar isolada de suas irmãs. Assim, ela fazia mais orações e jejuns para Deus. Santa Rita de Cássia ficou com a ferida por 15 anos. A chaga só foi curada quando Irmã Rita foi a Roma, no ano santo. Quando voltou ao mosteiro, porém, a ferida se abriu novamente.
Morte de Santa Rita de Cássia
No dia 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho. Santa Rita estava com 76 anos. Sua ferida cicatrizou-se e seu corpo começou a exalar um perfume de rosas. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, ao abraçar Santa Rita de Cássia em seu leito de morte, ficou curada.
No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha que exalava um perfume celestial que encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Então, tiveram que levar seu corpo para a igreja e lá está até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona.
Devoção a Santa Rita de Cássia
Santa Rita de Cássia foi beatifica no ano 1627, em Roma, pelo Papa Urbano Vlll. Sua canonização foi no ano de 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leão Xlll e sua festa foi é comemorada no dia 22 de maio de todo ano.
No nordeste do Brasil, na cidade de Santa Cruz, Rio Grande do Norte, ela é sua padroeira, inclusive lá está a maior estátua católica do mundo, com 56 metros de altura. Santa Rita é considerada a Madrinha dos sertões. Em Minas Gerais existe a Cidade de Cássia que Santa Rita também é a padroeira, e seu aniversário é no dia 22 de maio também.
Oração a Santa Rita de Cássia
Ó Poderosa e Gloriosa Santa Rita de Cássia, eis, a vossos pés, uma alma desamparada que, necessitando de auxilio, a vós recorre com a doce esperança de ser atendida por vós que tem o título de Santa dos casos impossíveis e desesperados. Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa, intercedei junto a Deus para que me conceda a graça, de que tanto necessito, (fazer o pedido). Não permitais que tenha de me afastar de vossos pés sem ser atendido. Se houver em mim algum obstáculo que impeça de alcançar a graça que imploro, auxiliai-me para que o afaste. Envolvei o meu pedido em vossos preciosos méritos e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus, em união com a vossa prece. Ó Santa Rita, eu ponho em vós toda a minha confiança. Por vosso intermédio, espero tranquilamente a graça que vos peço. Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 21 de maio de 2021
DIA DE SÃO CRISTÓVÃO DE MAGALHÃES - 21 DE MAIO
DIA DE SÃO CRISTÓVÃO DE MAGALHÃES - 21 DE MAIO
HOMILIA - 21.05.21
HISTÓRIA DE SÃO CRISTÓVÃO DE MAGALHÃES
Nasceu no dia 30 de julho de 1869, em Totatiche, Jalisco, México. Durante sua infância trabalhava com o pastoreio. Entrou no seminário aos 19 anos e, quando ordenado sacerdote, foi enviado para a paróquia de sua cidade natal.
Tornou-se um sacerdote de grande fé e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. Foi missionário entre os indígenas e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria.
Em 1917, foi promulgada a constituição anticlerical do México, assinada pelo então presidente Venustiano Carranza, dando início às perseguições religiosas e outras arbitrariedades contra a população no país.
A Igreja se posicionou contra as novas leis e, por isso, foi duramente perseguida gerando a reação da sociedade e dos leigos que se organizaram formando a Liga em Defesa da Liberdade Religiosa. Entrando em confronto, até mesmo armado, com os integrantes do governo.
Uma década depois, em 1926, a situação só tinha piorado. O então presidente Plutarco Elias tornou a perseguição ainda mais violenta, expulsando os sacerdotes estrangeiros, fechando escolas privadas e obras assistenciais de organizações religiosas.
Quando os perseguidores da Igreja fecharam o seminário de Guadalajara, Cristóvão se ofereceu para fundar em sua paróquia um seminário com a finalidade de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes.
Perseguido, em 25 de maio de 1927 foi fuzilado em Colotlán, Jalisco, diocese de Zacatecas. O Papa João Paulo II, em 2000, canonizou vários mártires mexicanos desse período, entre eles São Cristóvão de Magalhães.
São Cristóvão de Magalhães, rogai por nós!
Oração
Ó Deus, que na tua misericórdia, quiseste enriquecer São Cristóvão Magallanes com grandes virtudes apostólicas para anunciar o Evangelho às gentes, concede-nos, por sua intercessão, de arder no mesmo espírito e de tender unicamente ao serviço da Igreja e à salvação das almas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Reflexão
São Cristóvão tornou-se um sacerdote de grande fé e pastor zeloso que se entregou à promoção humana e cristã de seus fiéis. Foi missionário entre os indígenas e fervoroso propagador do Rosário à Santíssima Virgem Maria. Quando os perseguidores da Igreja fecharam o seminário de Guadalajara, Cristóvão se ofereceu para fundar em sua paróquia um seminário com a finalidade de proteger, orientar e formar os futuros sacerdotes.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 20 de maio de 2021
DIA DE SÃO BERNARDINO DE SENA - 20 DE MAIO
DIA DE SÃO BERNARDINO DE SENA - 20 DE MAIO
HOMILIA - 20.05.21
HISTÓRIA DE SÃO BERNARDINO DE SENA
Origens
Bernardino nasceu de uma família nobre de Sena, de sobrenome Albizzeschi, no dia 8 de setembro do ano 380, na pequenina aldeia de Massa Marítima, em Carrara, Itália. Quando tinha apenas três anos, ficou órfão de mãe. Depois, tendo ainda sete anos, seu pai faleceu. Por isso, ele foi criado duas tias na cidade de Sena. Suas tias eram mulheres de fé e alimentaram no coração de Bernardino a devoção à Virgem Maria e a Jesus Cristo.
Franciscano
Bernardino estudou na Universidade de Sena, terminado seus estudo com vinte e dois anos. Nessa idade, decidiu abandonar tudo e ingressar na Ordem dos Franciscanos, abraçando as regras de São Francisco com fidelidade e alegria. Na época, apoiou com vigor um movimento chamado “Observância”. Tal movimento vinha se firmando entre os frades da Ordem e buscava um rigor maior na vivência da pobreza. Por seu entusiasmo, os franciscanos o elegeram Vigário Geral de todos os conventos que seguiam a Observância.
Missionário itinerante atual
Com trinta e cinco anos, Frei Bernardino iniciou sua missão de pregador e seguiu nesse caminho até sua morte. E tornou-se um grande pregador. Viajou pela Itália inteira pregando o Evangelho e convertendo a muitos.
Sermões registrados por taquigrafia
Os discursos e sermões de São Bernardino de Sena foram taquigrafados por um de seus discípulos. O método foi inventado pelo próprio santo. Por isso, seu legado chegou até nós integralmente. Seus discursos com estilo rápido, leve, acessível e contundente, é bastante atual até os dias de hoje. Seus temas preferidos eram a caridade, a concórdia, a humildade, e a justiça. Tinha palavras muito duras para aqueles que, como ele mesmo dizia, "renegam a Deus por uma cabeça de alho". Também denunciava o abuso dos poderosos chamando-os de "feras de garras compridas que roem os ossos dos pobres".
Mensageiro da paz
Na época de São Bernardino de Sena, a Europa passava por enormes calamidades: a peste e as divisões causadas por das facções políticas e também religiosas, causavam morte de muita gente e destruição. Porém, por onde São Bernardino passava, ele fazia com que a paz fosse restituída. Sua pregação era insuperável, empolgante e cheia de ardor. Muitos se convertiam ao ouvi-lo pregar. Além disso, levava sempre consigo um quadro de madeira com as iniciais JHS, que significam Jesus Salvador dos Homens. Depois de seus sermões, ele o apresentava para que fosse beijado por todos os fiéis.
Morte
Sua vida de missionário itinerante, inúmeras pregações, jejuns e sacrifícios constantes, aliados a uma alimentação fraca e pouco repouso, aos poucos enfraqueciam seu corpo, já velho. Porém, ele quis parar. Pregou o Evangelho enquanto conseguiu. Faleceu aos sessenta e quatro anos, em 20 de maio de 1444. A impressão que São Bernardino de Sena deixou na Igreja foi tamanha, que depois de apenas seis anos de sua morte, ele foi canonizado. Mais tarde, foi declarado padroeiro dos publicitários da Itália e também do mundo inteiro.
Oração a São Bernardino de Sena
“Ó Deus, que destes ao presbítero São Bernardino de Sena ardente amor pelo Nome de Jesus, ascendei sempre em nossos corações a chama da Vossa caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. São Bernardino de Sena, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 19 de maio de 2021
DIA DE SANTO IVO - 19 DE MAIO
DIA DE SANTO IVO - 19 DE MAIO
HOMILIA - 19.05.21
HISTÓRIA DE SANTO IVO
Infância
Nasceu em 17 de outubro de 1253, perto de Treguier, na baixa Bretanha, França. Seu nome, Yves Hélory, (Helori ou Heloury) era filho do lorde Helory de Kermartin e Azo Du Kenquis. Era de família da pequena nobreza, com educação apurada e cristã.
Quando termina os primeiros estudos é enviado em 1267 com 14 anos de idade à Universidade de París, onde estudou teologia, tendo a oportunidade de ser aluno do grande e famoso Santo Tomás de Aquino.
Juventude e estudos
Participou com São Boaventura de várias conferências aprendendo o espírito franciscano, depois foi para Orléans em 1277, onde se especializou em Direito Civil e Direito Canônico, voltando posteriormente para a Bretanha.
A profissão de Advogado
Foi conselheiro jurídico e juiz eclesiástico, trabalhando como juiz episcopal em 1280, na arquidiocese de Rennes, cidade capital de Ducado da Bretanha por quatro anos, depois volta para Tréguier. Julgava todo tipo de litígio, contratos, heranças, casos matrimoniais, menos os processos criminais.
Sacerdote e advogado
Em 1824, foi ordenado Sacerdote a convite de seu Bispo, continuando a trabalhar como advogado e juiz, multiplicando suas atividades, pois naquele tempo ainda era permitido varias atividades para o sacerdote, e muitas pessoas se recorriam a ele. Obteve o título de "Advogado dos Pobres" por sua intransigente defesa dos menos favorecidos, construindo até um hospital onde ajudava a cuidar dos doentes pessoalmente, pois era um Frade Franciscano.
Vida de oração
Gostava de passar a noite em vigília alimentando-se apenas de pão e água. Essas noites ele passava em estudo e orações, mas também saía à procura dos mais necessitados para pregar, orientar, ajudar com seu dinheiro os mais pobres. Com isso, Ivo conseguia o respeito e a admiração de todos.
Falecimento
Santo Ivo de Kemartin (como também era conhecido), morreu aos 50 anos de causas naturais em 19 de maio de 1303. Está sepultado na Catedral de Tréguier, onde é objeto de devoção dos fiéis até os dias de hoje.
Canonização
No ano de 1347 a pedido de Bispos e autoridades civis, após processo de investigação conduzido pelo Vaticano, o Papa Clemente VI, com a solene Bula de 19 de maio, assinada em Avignon, proclama Ivo inscrito no catálogo dos Santos e confessores, sendo venerado como Santo da Igreja Católica. Sua festa é , anualmente no dia 19 de maio.
Representação
A igreja de Sant’Ivo Allá Sapienza em Roma (Itália) é dedicada a Santo Ivo.
Sua imagem é representada com uma bolsa na mão direita por todo o dinheiro que ofertou aos pobres, e um papel enrolado na outra, por causa de seu oficio de advogado e magistrado. Outra representação do Santo é entre um homem rico e um pobre.
Legado para a humanidade
A criação da Instituição dos Advogados dos Pobres, como a Defensoria Pública dos dias atuais, foi inspiração de Santo Ivo, que sempre defendeu as causas dos pobres, viúvas e menos favorecidos. Por isso, em vários países, na data de seu falecimento comemora-se o dia da Defensoria Pública. A Constituição brasileira em seu artigo 134 e parágrafo único foi uma das pioneiras a instituir no mundo a Defensoria Pública, realizando, de certa forma, o sonho de Santo Ivo.
Devoção
No Brasil existe uma relíquia de Santo Ivo, doada pelo Bispo de Saint-Brieuc em Tréguier, para o Bispo de Santa Maria no Rio Grande do Sul. Ela está na capela em honra ao Santo, na cripta do Santuário da Medianeira de todas as Graças, com o altar inaugurado em 19 de maio de 1986, local de peregrinação de muitos fiéis e de muitos advogados do Brasil.
Ele é o Patrono dos advogados, dedicando toda a sua vida à defesa dos pobres e fracos contra os poderosos, conquistando o respeito de todos. Umas de suas grandes frases era:
"Jura-me que sua causa é justa e eu a defenderei gratuitamente."
Oração a Santo Ivo:
Glorioso Santo Ivo, lírio da pureza, apóstolo da caridade e defensor intrépido da justiça. Vós que, vendo nas leis humanas um reflexo da lei eterna, soubestes conjugar maravilhosamente os postulados da justiça e o imperativo do amor cristão, assisti, iluminai, fortalecei a classe jurídica, os nossos juízes e advogados, os cultores e intérpretes do direito, para que nos seus ensinamentos e decisões, jamais se afastem da equidade e da retidão. Amem eles a justiça, para que consolidem a paz; exerçam a caridade, para que reine a concórdia; defendam e amparem os fracos e desprotegidos, para que, posposto todo interesse subalterno e toda afeição de pessoas, façam triunfar a sabedoria da lei sobre as forças da injustiça e do mal. Olhai também para nós, glorioso Santo Ivo, que desejamos copiar os vossos exemplos e imitar as vossas virtudes. Exercei junto ao trono de Deus vossa missão de advogado e protetor nosso, a fim de que nossas preces sejam favoravelmente despachadas e sintamos os efeitos do vosso poderoso patrocínio. Amém.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 18 de maio de 2021
DIA DE SÃO JOÃO I - 18 DE MAIO
DIA DE SÃO JOÃO I - 18 DE MAIO
HOMILIA - 18.05.21
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO I
O santo de hoje governou a Igreja por apenas dois anos e meio. Foi eleito Papa em 523. Nasceu na Toscana, Florência, no século V. De Florência foi para Roma e tornou-se um sacerdote, um presbítero cardeal. Com a morte do Papa, ele foi eleito o sucessor de Pedro.
Marcou a Igreja com muitos trabalhos pastorais, foi o precursor do canto gregoriano e da restauração de muitas igrejas, mas o objetivo dele como Papa foi de confirmar a fé dos irmãos; sem dúvida nenhuma, era o serviço da salvação das almas.
Papa João I viveu num tempo e contexto político-religioso complexo. Quem reinava na Itália era Teodorico, um cristão ariano, ou seja, não era fiel à doutrina católica, mas se dizia cristão. Por outro lado, existia um conflito entre Teodorico e Justino; e os dois imperadores se chocavam. No meio desse contexto complexo, a vítima foi o Papa João I, que foi forçado por Teodorico a uma missão. Nunca um Papa tinha saído da Itália; ele foi o primeiro.
A missão não agradou, porque Teodorico queria que o Papa fosse o porta-voz de uma mensagem ariana, por interesses econômicos e políticos. Mas o que podemos perceber é que este homem santo, autoridade máxima da Igreja de Cristo, não perdeu sua paz, não perdeu sua obediência a Deus. Tornou-se santo em meio aos conflitos.
Ele viveu uma vida de oração, uma vida penitencial, oferecendo e sempre buscando ser dócil à vontade de Deus. Papa João I, por causa do ódio de Teodorico, foi aprisionado para morrer de fome e de sede no ano de 526.
Suas relíquias foram trasladadas para a Basílica de São Pedro, onde São João I é venerado como mártir da fé. Hoje, podemos recordar este Pastor da Igreja como o pastor que, a exemplo de Cristo, deu a vida pelo rebanho.
São João I, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 17 de maio de 2021
DIA DE SÃO PASCOAL BAILÃO - 17 DE MAIO
DIA DE SÃO PASCOAL BAILÃO - 17 DE MAIO
HOMILIA - 17.05.21
HISTÓRIA DE SÃO PASCOAL BAILÃO
Nasceu no munícipio de Torrehermosa, em Aragão, na Espanha no ano de 1540, numa família de origem pobre e humilde. Seus pais, muito religiosos, colocaram nele o nome de Pascoal por seu nascimento ter sido em um domingo de Páscoa.
Trabalhou cuidando dos rebanhos desde menino, não tendo a oportunidade de estudar tão cedo. Tinha o desejo de conhecer a verdade, e quanto mais aprendia a ler, mais lia o Santo Evangelho, os exemplos de Cristo e dos santos.
Por volta dos 20 anos de idade, decidiu abandonar a casa de seus pais e dirigir-se para um convento, onde deu passos largos em direção ao amor e a piedade do Divino Mestre. Chamado à vida religiosa, dirigiu-se para Valência. Renunciou a tudo para seguir a Cristo dentro da família franciscana. E, ali, buscava desempenhar os trabalhos mais humildes, santificando-se cada vez mais.
Entre a Espanha e a França existiam povos que combatiam os cristãos. Ele foi enviado para levar uma carta para a França. E aceitou. Desejando ser mártir da obediência.
Homem de profunda adoração a Jesus Sacramentado. Ficou conhecido como “Teólogo da Eucaristia”, por ter resolvido as questões dos adversários na França e também pela coletânea de escritos que deixou a respeito do Sacramento da Eucaristia, que sempre foi o centro de sua vida espiritual.
Infligia-se penitências e com isto debilitou sua saúde até o limite de sua resistência. Faleceu no convento do Rosário, no dia 17 de maio de 1592, no domingo da Solenidade de Pentecostes.
No ano de 1897, Papa Leão XIII, declarou-o patrono das devoções eucarísticas e também dos Congressos Eucarísticos Internacionais.
São Pascoal Bailão, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 16 de maio de 2021
DIA DE SÃO SIMÃO STOCK - 16 DE MAIO
DIA DE SÃO SIMÃO STOCK - 16 DE MAIO
HOMILIA - 16.05.21
HISTÓRIA DE SÃO SIMÃO STOCK
Origens
Simão nasceu no ano 1165, no castelo de sua família, na cidade de Kent, Inglaterra. Filho do governador de Kent, era parente da realeza inglesa. Sua família cristã e cheia de fé, deu a ele a melhor formação religiosa, intelectual e humana. Inteligente e disciplinado, Simão estudou no famoso Colégio de Oxford desde quando tinha sete anos. Os estudos e o desejo da família levavam Simão para uma vida de sucesso social glorioso. Porém, o que ele desejava em seu coração era estar ao serviço de Deus.
Eremita adolescente
Tendo apenas doze anos, Simão saiu do castelo da família e foi viver vida de eremita. Para sua nova morada encontrou um oco de um velho e grande carvalho na floresta vizinha a Oxford. A notícia do adolescente eremita espalhou-se rapidamente e o povo passou a chama-lo de Simão "Stock" por causa de sua casa no carvalho oco. Ali Simão viveu durante vinte anos, dedicado à oração, à contemplação e à penitência.
Sonho profético
Certa noite, Simão teve um sonho com a Virgem Maria. No sonho, a Virgem lhe disse para unir-se aos monges que viriam do mosteiro de Monte Carmelo. Nossa Senhora lhe falava da Ordem dos Carmelitas, a primeira fundada em homenagem a ela e uma das mais antigas da Igreja. Simão não compreendeu perfeitamente tal sonho, mas obedeceu. Retornou ao castelo e voltou a estudar. Formou-se teólogo e foi ordenado padre.
A profecia se cumpre
Enquanto esperava na fé que os monges prometidos chegassem, Padre Simão Stock percorria as aldeias da região fazendo visitas aos doentes e aos pobres, evangelizando o povo. No ano 1213, finalmente os carmelitas chegaram às terras da Inglaterra. Assim, Padre Simão Stock pôde ingressar na Ordem dos Carmelitas. Depois de dois anos, por causa de suas virtudes, capacidades e amor à ordem, os irmãos nomearam-no colaborador na direção da ordem. Pouco tempo depois, em 1216 ele foi eleito vigário geral de todas as províncias carmelitas da Europa.
Perseguições à Ordem Carmelita
A Ordem Carmelita passava por um período muito difícil e chegou a ser quase extinta. Outras ordens religiosas os perseguiam. Diante disso, o prior geral São Simão Stock, enviou emissários ao papa de então, chamado Honório III. Estes tinham a missão de informá-lo sobre a situação difícil da Ordem e pedir a proteção do Santo Padre. Ao mesmo tempo, São Simão convocou a todos os carmelitas, pedindo que rezassem a Nossa Senhora pelas intenções urgentes da Ordem. Eles deveriam fazer isso até que chegasse a resposta do Papa.
A primeira resposta
A primeira resposta veio de Nossa Senhora. São Simão, estando em oração profunda, teve uma visão de Nossa Senhora do Carmo rodeada de anjos. Ela mostrou a ele o santo escapulário da Ordem a ele Carmelita e disse-lhe: "Este será o privilégio para ti e todos os carmelitas; quem morrer vestindo-o, se salvará". A virgem mandou que ele o distribuísse aos monges da Ordem para que eles fossem tranquilizados. Conforme a tradição carmelita, tal aparição aconteceu em 16 de julho de 1251.
A segunda resposta
A resposta do Papa chegou sete meses depois, numa carta com data de 13 de janeiro de 1252. Na carta, o Papa declarou a existência da Ordem dos Carmelitas era legal e, além disso, autorizava os carmelitas a continuarem com a criação de mosteiros pela Europa. Depois disso, São Simão Stock promoveu uma grande mudança estrutural na Ordem. Esta, da forma de vida monástica oriental, para a forma vivida no Ocidente, dos frades mendicantes ou evangelizadores, chamados apostólicos.
A devoção ao Escapulário
A devoção ao santo escapulário rapidamente se difundiu por toda a cristandade, do Ocidente ao Oriente. Desde o início ele foi tido como sinal da proteção de Nossa Senhora, bem como do esforço próprio em seguir a Jesus Cristo.
Morte
São Simão Stock faleceu quando tinha quase cem anos de idade. Era o dia 16 de maio de 1265. Ele estava, então, no mosteiro da cidade de Bordeaux, França. Lá, ele foi sepultado. A celebração litúrgica de São Simão Stock foi instituída oficialmente pela Igreja para o dia de sua morte.
Oração de São Simão Stock
São Simão rezava esta oração quando recebeu o escapulário de Nossa Senhora:
“Do Carmo a Flor vide florida do céu esplendor. Virgem fecunda, singular Mãe sem par De homem ignorada! Ao Carmo vem dar a tua ajuda. Estrela do mar!”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 15 de maio de 2021
DIA DE SANTO ISIDORO LAVRADOR - 15 DE MAIO
DIA DE SANTO ISIDORO LAVRADOR - 15 DE MAIO
HOMILIA - 15.05.21
HISTÓRIA DE SANTO ISIDORO LAVRADOR
Origens
Isidoro nasceu em Madri, capital da Espanha, no ano 1070. Era filho de uma família de camponeses, pessoas muito simples e fiéis; católicos praticantes seguidores de Jesus Cristo. Isidoro cresceu em paz e feliz. Revelou-se, desde pequeno, ser muito caridoso para com todos. Trabalhava com sua família, numa propriedade que tinha sido arrendada por seus pais.
Oração e casamento
Isidoro costumava levantar bem cedo para ir à missa. Fazia isso sempre, antes de se dirigir para o trabalho no campo. Continuou com essa mesma rotina depois de casado. Sua esposa se chamava Maria Toríbia e os dois tiveram um filho. Depois de casado, suas práticas de fé e caridade se destacaram mais ainda.
Acusação
Certa vez, Isidoro foi acusado de deixar o trabalho para ficar rezando na parte da manhã. Diziam que ele só queria ficar na igreja ao invés de ir para o trabalho. Ele tinha, realmente, o hábito de dar uma pausa no trabalho, uma vez ao dia, para se dedicar à oração do terço, a qual fazia de joelhos. Isso, porém, não chegava a atrapalhar seu trabalho. Pelo contrário, depois de rezar ele voltava ao trabalho com mais força e vigor. Assim, recuperava sempre o tempo que tinha ficado em oração. O patrão até que tentou impingir-lhe um castigo, mas não teve como fazer isso, por causa da bondade e da eficiência de Isidoro.
Caridade fraterna
Santo Isidoro não se destacava apenas pela oração e pelo trabalho. Destacava-se mais ainda pela solidariedade para com os mais pobres. Com eles, sempre dividia tudo o que ganhava no trabalho. Para si e sua família, deixava apenas o necessário, tanto para a alimentação quanto para uma vida digna. Por isso, todos o tinham como um pai e um amigo para todas as horas.
Morte do filho
Provavelmente o maior sofrimento vivido por Santo Isidoro e sua esposa tenha sido a morte do filho, ainda criança. Porém, apesar da imensa dor, Isidoro e sua esposa Maria não cederam à revolta e à mágoa. Pelo contrário, juntos, os dois se dedicaram ainda mais aos pobres e aos necessitados. Santo Isidoro deixou um rastro de humildade, se simplicidade, de caridade e de amor ao próximo.
Morte
Santo Isidoro Lavrador faleceu pobre e sem ter se tornado desconhecido. Sua morte aconteceu em 15 de maio de 1130, na cidade de Madri. Ele foi sepultado de maneira comum, sem nenhuma especial distinção. Os pobres e necessitados, porém, sofridos, compareceram em grande número em seu funeral simples. Somente depois de sua morte é que começou espontaneamente, por esses mesmos pobres, a devoção popular. Muitos milagres foram atribuídos à intercessão de Santo Isidoro Lavrador. Esses milagres se tornaram parte da tradição espanhola.
Reconhecimento
Somente depois da morte de Santo Isidoro é que as autoridades eclesiásticas iniciaram o processo de reconhecimento da santidade de Isidoro. A devoção do povo simples do campo e da cidade de Madri levam a igreja a reconhecer o grande valor de Santo Isidoro: o temor a Deus, a fidelidade aos mandamentos, uma vida justa e reta, alicerçada no seguimento a Jesus Cristo, na oração e na caridade.
Culto
Filipe II, rei da Espanha, foi curado de uma grave enfermidade quando pediu com fé a intercessão de Santo Isidoro Lavrador. Por isso, ele mesmo formalizou o pedido oficial de canonização do santo junto à Santa Sé. No ano de 1622, o papa Gregório XV, depois de confirmar alguns milagres pela intercessão de Santo Isidoro, celebrou sua canonização. Nesta celebração foram canonizados, juntamente com Santo Isidoro Lavrador, Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier, Santa Teresa d'Ávila e São Filipe Néri. Depois disso, Santo Isidoro lavrador foi instituído padroeiro dos trabalhadores rurais, dos desempregados, dos indígenas e também da cidade de Madri.
Oração a Santo Isidoro Lavrador
“O Santo Isidoro, a vossa fé vos levava a esquecer o mundo para contemplar as belezas do Reino de Deus. Dando-vos em oração, os anjos completavam o vosso trabalho de agricultor. Abençoai-me, Santo Isidoro! Abençoai a minha família, a minha terra, a minha horta, as minhas plantações, a minha criação. Pedi aos anjos que sustentem as minhas forças nas horas de cansaço. Abri os meus olhos e fazei-me ver, na semente que nasce, na flor que desabrocha, no fruto que amadurece, a força criadora de Deus onipotente. Santo Isidoro, fortalecei a minha fé, dai-me gosto pela oração, para a minha piedade atraia as bênçãos de Deus e dos anjos do céu sobre o trabalho de minhas mãos e faça frutificar a minha plantação. Amém. Santo Isidoro, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 14 de maio de 2021
DIA DE SÃO MATIAS APÓSTOLO - 14 DE MAIO
DIA DE SÃO MATIAS APÓSTOLO - 14 DE MAIO
HOMILIA - 14.05.21
HISTÓRIA DE SÃO MATIAS APÓSTOLO
Origens
São Matias é citado pela primeira vez no livro dos Atos dos Apóstolos, 1, 15-26. Matias se tornou um dos doze Apóstolos depois da morte e ressurreição de Jesus. Foi ele quem ocupou o lugar de Judas Iscariotres, que se suicidou depois de perceber o grave erro que cometera. O número 12 era muito importante para o grupo dos Apóstolos, pois simbolizava as 12 tribos de Israel que, por sua vez, simboliza todo o povo de Deus. Os 12 Apóstolos de Jesus simbolizam, assim, a restauração do povo de Deus. Por isso, era importante escolher o décimo segundo Apóstolo. Por ter sido escolhido depois, ele é chamado também de “Apóstolo Póstumo”.
A escolha
Vejamos como aconteceu a escolha deste grande Apóstolo:
"Depois da Ascensão de Jesus, Pedro disse aos demais discípulos: Irmãos, em Judas se cumpriu o que dele se havia anunciado na Sagrada Escritura: Com o preço de sua maldade se comprou um campo". O salmo 109 ordena ‘Que outro receba seu cargo’. Convém, então, que elejamos um para o lugar de Judas. E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus... E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar. E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos". (At 1, 21-26)
Discípulo fiel
Através deste relato do Livro dos Atos, podemos deduzir que, embora não tenha sido contado entre os doze desde o início, Matias foi um discípulo de Jesus e acompanhou o ministério do Mestre desde o início: “E o eleito deve ser dos que estiveram entre nós o tempo todo em que o Senhor conviveu entre nós, desde que foi batizado por João Batista até que ressuscitou e subiu aos céus...” Portanto, ele conheceu Jesus pessoalmente. Certamente deve ter sido um dos setenta e dois discípulos que Jesus enviou a pregar pelas cidades conforme Lucas 10, 1-24. Matias era, portanto, um discípulo fiel de Jesus. Tanto que estava lá, presente entre os seguidores do Mestre, após a morte, ressurreição e Ascenção do Senhor.
Evangelizador
Segundo a Tradição, o Apóstolo São Matias, depois de receber a força do Espírito Santo em Pentecostes, saiu em missão para evangelizar a Judéia, a região da Capadócia e, depois, ainda esteve nas terras distantes da Etiópia. Sua missão foi eficaz e converteu a muitos em todos esses lugares. Por isso mesmo, ele sofreu duras perseguições até o martírio.
Martírio
São Matias sofreu duras perseguições durante toda a sua missão apostólica. Porém, não desanimou. Incansável, anunciou o Evangelho de Jesus Cristo até o fim de sua vida. E entregou sua vida por Cristo. A Tradição conta que São Matias morreu por apedrejamento e que, depois disso, foi decapitado na cidade de Jerusalém. Sabe-se que ele testemunhou até o fim sua fidelidade a Jesus, a despeito das injúrias, das torturas e da morte. Por causa de seu testemunho, muitos se converteram à fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
Relíquias
A Tradição conta que Santa Helena, mãe de Constantino, o imperador romano, ordenou a trasladação das relíquias do Apóstolo São Matias para a cidade de Roma. Uma parte delas permaneceu guardada na famosa igreja de Santa Maria Maior. O restante foi trasladado para a igreja de São Matias, que fica na cidade de Treves, Alemanha. Há uma tradição que diz que esta cidade foi evangelizada por São Matias. Por isso, ele foi instituído como seu padroeiro.
Oração a São Matias
“São Matias, és agora testemunha do Senhor, como apóstolo chamado em lugar do traidor. Do perdão de Deus descrendo, Judas veio a se enforcar; como o salmo anunciara, passe a outro o seu lugar. Por proposta de São Pedro, que preside a reunião, lançam sorte, e eis teu nome! Quão sublime vocação! E a tal ponto te consagras em levar ao mundo a luz, que proclamas com teu sangue o evangelho de Jesus. Dá que todos nesta vida percorramos com amor o caminho revelado pela graça do Senhor. Uno e Trino, Deus derrame sobre nós a sua luz; conquistemos a coroa, abraçando a nossa cruz!”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 13 de maio de 2021
DIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - 13 DE MAIO
DIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - 13 DE MAIO
HOMILIA - 13.05.21
HISTÓRIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
Nossa Senhora de Fátima teve origem na cidade de Fátima, uma cidade de Portugal onde três meninos, Lucia de Jesus Santos, com 10 anos e seus primos Francisco Martos de 9 anos e Jacinta Martos de 7 anos, tiveram a visão de Nossa Senhora.
Aconteceu no ano de 1917. Sete aparições de Nossa Senhora aos três meninos, sempre no dia 13 de cada mês. A primeira foi no dia 13 de maio. Lucia via e conversava com Nossa Senhora de Fátima. Francisco só via e não ouvia os diálogos. Jacinta via e ouvia, mas não falou com Nossa Senhora de Fátima.
História de Nossa Senhora de Fátima
Quando Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três, eles descreveram assim a visão: Parecia ter uns 18 anos a Senhora, rodeada de claridade fulgurante, seu vestido era de uma alvura puríssima, assim como o manto ornado de ouro, que lhe cobria a cabeça e grande parte do corpo. O rosto sobrenatural e divino, estava sereno e grave, com uma sombra de tristeza. Em suas mãos, uma cruz de ouro com um terço em contas que pareciam pérolas, e de seu corpo, especialmente do rosto irradiavam feixes de luz, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.
No começo as crianças se assuntaram, mas Nossa Senhora de Fátima as tranquilizaram, dizendo para não terem medo, e que ela era do Céu. Nossa Senhora disse para rezarem o terço todos os dias, para alcançarem a paz e o fim da guerra. A mensagem de Fátima é uma mensagem de conversão e arrependimento.
Nossa Senhora de Fátima insiste na oração do terço. Ela disse que o comunismo só cairia depois de muita oração. E assim aconteceu. A oração e a Igreja, através do Papa João Paulo II tiveram papel decisivo na queda do muro de Berlin e, por conseguinte, do comunismo.
Perseguição contra as crianças de Fátima
Ninguém acreditava nas crianças. Na segunda aparição, somente 50 pessoas estavam presentes para tentar ver alguma coisa. Depois, as crianças sofreram grandes perseguições por parte dos poderes públicos. Chegaram a ser até presas na delegacia de Fátima, mas nunca negaram as aparições.
Oração de Nossa Senhora de Fátima que rezamos até hoje
Em uma das aparições, Nossa Senhora ensinou esta oração aos meninos. Ela foi acrescentada na reza do Rosário: Quando rezarem o terço, digam após cada mistério; ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.
Após a terceira aparição o povo começou a acreditar, e cada vez mais se aglomeravam mais pessoas, chegando a mais de trinta mil na última aparição.
Milagre de Nossa Senhora de Fátima
Na sexta aparição, Maria Santíssima disse a Lucia que naquele local, com o dinheiro das doações, deveria ser construída uma capela com o nome de Nossa Senhora do Rosário. E quando ela se levantava suavemente para ir embora, o sol apareceu entre as nuvens como um grande disco prateado, brilhando muito, mas sem cegar as pessoas. Começou a girar vertiginosamente e suas bordas se tornaram avermelhadas espalhando raios de fogo, de modo que sua luz refletia nas pessoas nas árvores, e foi vista até quarenta quilômetros de distância do local das aparições.
Por três vezes o sol girou e se precipitou sobre a terra, e todos com medo pediam perdão para Deus. O milagre durou cerca de dez minutos. A partir desses acontecimentos, a devoção a Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário, aumentou, se difundiu para o mundo todo, e hoje, em seu enorme santuário, todos os peregrinos vão fazer seus pedidos, agradecimentos e orações.
Oração a Nossa Senhora de Fátima
Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graça contidos na prática de vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço em que devemos ter com essa devoção, para Vós tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da Vossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de vossos preciosos frutos e alcancemos a graça, que vos pedimos nesta oração, se for para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Amém.
Rainha do Santíssimo Rosário, rogai por nós.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 12 de maio de 2021
DIA DOS SANTOS NEREU, AQUILES E PANCRÁCIO - 12 DE MAIO
DIA DOS SANTOS NEREU, AQUILES E PANCRÁCIO - 12 DE MAIO
HOMILIA - 12.05.21
HISTÓRIA DOS SANTOS NEREU, AQUILES E PANCRÁCIO
Nereu e Aquiles viveram no século III. Foram severamente torturados e morreram durante a perseguição militar, com a qual deu início a era de Diocleciano, no Império Romano. Uma das marcantes representações de martírio é a gravura de Santo Aquiles atingido pelo verdugo.
Sobre Pancrácio, sabemos que ele herdou dos pais a fé, coragem e admiração pelo imperador. Agora, ao tornar-se órfão, teve de morar com um santo tio chamado Dionísio, que morreu mártir antes do sobrinho. Diante da perseguição promovida pelo imperador, Pancrácio, que era muito jovem, começou a ver pessoas testemunhando Jesus até o sangue, como o seu tio e amigo.
Persuadido pelo próprio imperador, que recordava o amor aos pais, São Pancrácio manteve-se fiel a Jesus, mesmo diante das promessas e ameaças de morte.
Portanto, com apenas 15 anos, São Pancrácio soube dizer ‘não’ ao poder opressor e ‘sim’ à vida eterna, na qual entrou depois de ser decapitado, ou seja, martirizado com Nereu e Aquiles.
Santos Nereu, Aquiles e Pancrácio, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 11 de maio de 2021
DIA DE SANTO INÁCIO DE LACONI - 11 DE MAIO
DIA DE SANTO INÁCIO DE LACONI - 11 DE MAIO
HOMILIA - 11.05.21
HISTÓRIA DE SANTO INÁCIO DE LACONI
Origens
Francisco Inácio Vincenzo Peis, nasceu em Láconi, Itália, em 17 de novembro de 1701. Filho de uma família pobre e muito cristã, ele foi o segundo entre nove filhos. Seus pais eram ricos na prática das virtudes tanto humanas quanto cristãs. Por isso, educaram seus filhos na doutrina e no seguimento fiel de Jesus Cristo.
Vocação e carismas
Desde a infância Inácio demonstrou sentir importante chamado para seguir na vida religiosa. Foi agraciado com dons especiais da cura e da profecia. Além disso, tinha um forte carisma e era querido por todos. Por outro lado, praticava penitências bastante severas. Mesmo assim, mantinha-se sempre sereno e alegre. Procurava, em tudo, estar em comunhão com Jesus Cristo.
Vocação e doença
Aos dezenove anos, Inácio caiu gravemente enfermo. Em duas ocasiões esteve á beira da morte. Essas experiências levaram-no a decidir que sua vocação era seguir os mesmos passos de São Francisco de Assis, dedicando-se aos pobres e aos doentes. E ele prometeu que, se ficasse curado, assim seria sua vida. E a cura chegou.
Franciscano
Curado, Inácio de Láconi dirigiu-se para a cidade de Cagliari. Seu objetivo era entrar no convento dos freis capuchinhos do Convento do Bom Caminho. Porém, por causa de sua saúde ainda frágil, não pôde ser recebido no convento. Ele, então, decidiu dar o devido tempo para a sua recuperação total. Então, depois de recuperar-se totalmente, ele fez os votos e vestiu o hábito dos franciscanos. Era o ano 1721.
Peregrinação franciscana
Frei Inácio de Láconi, foi enviado em missão para inúmeros conventos. Depois de quinze anos peregrinando a serviço da ordem, voltou para o Convento Capuchinho do Bom Caminho em Cagliari. Lá, ele viveu até a morte. Assumiu a função de porteiro do convento e desempenhou-a até o fim de seus dias.
Espírito Franciscano
Santo Inácio de Láconi vivia entre os irmãos o verdadeiro espírito franciscano. Amava a pobreza e o desprendimento; estava sempre disponível para os pobres, para os doentes, para os desamparados. Atendia sempre e com todo amor aos doentes do corpo e aos doentes da alma. Muitos desses, tidos como pecadores, recolocaram no caminho da fé depois de conhecerem frei Inácio.
Cegueira e morte
Nos últimos cinco anos de sua vida, Santo Inácio de Láconi ficou totalmente cego. Isso, porém, não o impediu de continuar a cumprir rigorosamente os regulamentos da vida no convento e as práticas da vida alegre em comunidade. Santo Inácio de Láconi faleceu em 11 de maio de 1781. Logo, sua fama de santidade se espalhou por causa de vários milagres conseguidos mediante sua intercessão. Ele foi beatificado em 1940 por Pio XII e canonizado em 1951 pelo mesmo Papa.
Oração a Santo Inácio de Láconi
“Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de Santo Inácio de Láconi, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 10 de maio de 2021
DIA DE SANTO ANTONINO - 10 DE MAIO
DIA DE SANTO ANTONINO - 10 DE MAIO
HOMILIA - 10.05.21
HISTÓRIA DE SANT ANTONINO
Santo Antonino nasceu em Florença, Itália, no ano de 1389. Era filho único de Nicolau e Tomazina Pierrozi. Foi educado na fé cristã e costumava ir todos os dias à igreja de São Miguel quando tinha apenas 10 anos de idade. Lá, ele rezava sempre diante do crucifixo e do altar de Nossa Senhora. Mal sabia aquele menino frágil que sua marca ficaria para sempre na grande e importante cidade de Florença.
Vida de Santo Antonino
Em 1404, quando tinha 15 anos, na mesma igreja de São Miguel, Antonino teve o desejo de entrar para a ordem dos Dominicanos. Procurou, então, o frei Giovanni Dominici e expôs a ele seu desejo. Frei Giovanni era o superior do convento, (posteriormente, junto com Santa Catarina de Siena e São Raimundo de Cápua, tornou-se um dos mestres da reforma Dominicana e Cardeal Arcebispo da Ragusa).
Perseverança surpreendente
Frei Giovanni, porém, viu que Antonino era muito jovem e muito frágil. Por isso, e achando que ele não suportaria as exigências da vocação, perguntou-lhe por qual matéria tinha mais afeição. Antonino lhe respondeu que era pelo Direito Canônico. Então, frei Giovanni, disse que quando ele soubesse de cor todo o Direito Canônico, voltasse a procurar o mosteiro. Depois de um ano estudando, Antonino voltou ao mosteiro com todo o texto do Direito Canônico, na ponta da língua. Vendo que era quase impossível tal façanha, o frei Giovanni admitiu Antonino no mosteiro com apenas 16 anos de idade. Era o ano de 1405.
Noviciado de Antonino
Antonino foi, então, para Cartona iniciar o seu noviciado, fazendo enorme progresso nas virtudes do saber. Depois de um ano de estudos, fez a profissão dos votos definitivos.
Conheceu ali o frei Angélico, expoente da pintura sacra.
Grande na Reforma Dominicana
Após o noviciado, Santo Antonino voltou para Florença com mais três professores. Tornou-se ali um grande teólogo, nunca parando de estudar. Não querendo participar do Cisma, (divisão) da igreja que se estava anunciando, foi morar no mosteiro da cidade de Foligno, onde a vida religiosa era muito austera, como queria o Frei Giovanni.
Santo Antonino, superior da ordem
Houve em Foligno uma peste devastadora que os obrigaram a voltar para Cartona e no ano de 1418, com 29 anos, Antonino se torna Prior, (superior) da ordem Dominicana. A reforma dominicana estava muito debilitada pelo Cisma e pela peste, mas, com seus estudos e orações, Antonino, que tinha a reputação de ciência, prudência e santidade deu vida nova à reforma dominicana.
Mostrava sempre o que deveria ser feito com seus exemplos, e dizia: o primeiro dever é o de dar exemplo. O mestre deve prestar contas a Deus de todos aqueles que lhe são submissos, e merece a morte cada vez que lhes oferece um mau modelo. Foi considerado um alicerce da teologia moral.
Antonino, o Arcebispo de Florença
Com o falecimento do Cardeal Bartolomeu Zarabella, Florença ficou por nove meses sem seu Arcebispo. Foi então, que, após uma conversa de Frei Angélico com o Papa Eugênio IV e depois do Papa meditar na oração que seria o melhor Arcebispo que Frei Antonino foi nomeado Arcebispo de Florença. Ele não queria tal cargo e só aceitou quando o Papa o ameaçou de excomunhão caso não aceitasse. Quando foi nomeado, disse: Senhor, aceito este cargo contra a minha vontade, para não resistir àquela de vosso Vigário. Assisti-me, pois, Senhor, porque sabes que necessito.
Frei Antonino tinha 56 anos e todo o povo festejou sua nomeação, pois achavam que ele já era um Santo. Ficou em Florença por 13 anos como Arcebispo da cidade.
O conselheiro Santo Antonino
Santo Antonino manteve a vida austera que levava antes, não mudando em nada sua maneira de viver. Por causa de sua sabedoria e grande conhecimento do direito canônico, todos vinham se aconselhar com ele. Assim, ele ficou conhecido como Antonino dos Conselhos.
Milagre de Santo Antonino
Devido à sua fé inabalável, sua vida de trabalho e oração, todos recorriam a ele para pedir conselhos e orações. Um dia recebeu um homem desesperado, pois havia perdido seu filho único. Santo Antonino, que era filho único, entendeu o sofrimento daquele pai e começou a rezar. Em seguida disse ao homem: Volta para tua casa, pois teu filho está te esperando! O homem voltou e encontrou seu filho vivo e bem, para o espanto de todos as testemunhas oculares, que viram o menino morto durante horas.
Devoção a Santo Antonino
No ano de 1459, ao 70 anos, Dom Antonino ficou doente. Foi levado para a casa de campo de Santo Antonio Del Vescovo. Todos tentavam encoraja-lo mas, ele disse: Fiat voluntas tua. (seja feita a vossa vontade). No dia 30 fez um simples testamento pedindo para ser enterrado em Florença, na igreja de São Marcos. Faleceu na madrugada do dia 2 de maio, após uma longa agonia. Seu velório durou 8 dias por causa da multidão que queria se despedir do santo arcebispo. Durante o velório, de seu corpo exalava um agradável perfume.
Por causa dos vários milagres ocorridos em sua sepultura, o Papa Adriano VI, no ano de 1523, realizou a canonização de Santo Antonino. Seu corpo foi encontrado incorrupto cem anos após sua morte no ano de 1559.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 09 de maio de 2021
DIA DE SÃO PACÔMIO - 09 DE MAIO
DIA DE SÃO PACÔMIO - 09 DE MAIO
HOMILIA - 09.05.21
HISTÓRIA DE SÃO PACÔMIO
Origens
Pacômio nasceu no ano 287, em Tebaida, Egito. Seus pais eram pagãos, bastante supersticiosos e prestavam culto a vários deuses. Pacônio, por sua vez, desde a infância, rejeitava tudo isso. De forma que seus pais nunca conseguiram que ele se comportasse como eles.
Soldado e prisioneiro
Aos vinte anos, Pacômio foi convocado para servir o exército do imperador. Neste serviço, foi preso na cidade de Tebes. Na prisão, Pacônio encontrou-se pela primeira vez com um grupo de cristãos. Ele nunca tinha ouvido falar de Jesus Cristo nem do cristianismo. Mas, o que ele presenciou nesse primeiro contato, transformou sua vida para sempre.
O encontro com os cristãos
Estando à noite naquela prisão, passando fome, Pacômio recebeu uma porção de alimento da parte de alguns cristãos. Estes, tinham conseguido entrar escondidos na prisão. Tal gesto vindo de pessoas que ele não conhecia, o comoveu. Por isso, ele quis saber quem os tinha enviado àquele lugar tão ruim para ajudar a quem não conheciam. Os cristãos responderam simplesmente: "quem nos enviou foi Deus que está no céu".
Toque de Deus
Na noite abençoada, Pacômio se pôs em oração com aqueles cristãos, rezou a esse “Deus que é Pai” e viveu uma experiência singular. A partir das primeiras palavras que ouviu sobre Jesus Cristo e o Evangelho, sentiu em seu coração que esta era a fé que ele tanto procurava sem o saber. O Evangelho tocou seu coração de tal maneira que ele se converteu à fé cristã e agradeceu a Deus por ter sido preso.
Batismo e deserto
Depois de libertado da prisão, Pacômio retornou ao Egito e procurou os cristãos. Lá, foi batizado e se uniu à comunidade. Depois, conheceu um eremita chamado Palemon. Este já era idoso e vivia afastado, dedicando-se à oração. Pacômio quis se tornar discípulo do ancião. A princípio, porém, Palemon não quis recebê-lo, sabendo que a solidão, os sacrifícios e a vida de oração dos eremitas eram para poucos. Pacômio, porém, queria e estava determinado. Tanto que convenceu o ancião de que poderia ficar.
Chamado de Deus
Certo dia, enquanto caminhava e rezava, Pacômio ouviu em seu coração uma voz. Esta voz lhe dizia para construir naquele lugar, um mosteiro e que, tal obra, iria acolher muitos religiosos chamados para a vida monástica. Depois disso, um anjo apareceu a ele e o ensinou a maneira como deveria proceder a organização do mosteiro.
Obediência e resultado
Pacômio começou, então, a trabalhar arduamente para cumprir a missão que recebera de Deus. Foi um ato de fé. Construiu tudo na fé e deixou tudo pronto. Então, depois, as profecias se cumpriram. Muitos que foram chamados para a vida monástica começaram a chegar se uniram a ele. Eremitas, religiosos e monges, vindos de várias localidades pediram para ingressar no mosteiro de Pacômio.
Aprovação e desenvolvimento
O mosteiro floresceu e o famoso bispo Atanásio, que, mais tarde, tornou-se santo e doutor da Igreja, deu aprovação eclesiástica à obra de São Pacômio. O próprio irmão do bispo, chamado João, distribuiu sua riqueza aos pobres, uniu-se a Pacômio.
Novidade
São Pacômio inaugurou uma forma de vida monástica diferente no Egito. Ao invés de pequenos grupos ligados a um líder carismático, os mosteiros fundados por ele eram verdadeiras comunidades cristãs com regras detalhadas para a convivência em comum, para a oração e para o trabalho.
Florescimento e morte
São Pacômio conseguiu, em vida, fundar outros oito mosteiros masculinos e ainda um feminino. A fama de sua santidade propagou-se por todo o país do Egito e também pela Ásia Menor. Deus deu a ele, em favor da comunidade, o dom da profecia. São Pacômio faleceu aos sessenta anos, em 347, atingido por uma peste que assolou todo o Egito. Sua obra perdurou de tal forma que, no século XII, ainda havia mais de quinhentos monges da Ordem que ele fundara. Sua celebração litúrgica foi instituída para o dia 9 de maio.
Oração a São Pacômio
“Ó Deus, que destes a São Pacômio a graça de conhecer-vos e de se entregar a vosso serviço de tal forma que que toda a Igreja se beneficiou, dai também a nós a graça de conhecer a vossa vontade e de cumpri-la, servindo-vos de todo o coração. Por nosso Senhor jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém. São Pacômio, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 08 de maio de 2021
DIA DE SÃO VÍTOR - 08 DE MAIO
DIA DE SÃO VÍTOR - 08 DE MAIO
HOMILIA - 08.05.21
HISTÓRIA DE SÃO VÍTOR
Origens
Vítor, era apelidado de “o Mouro” porque era nascido na Mauritânia, de língua árabe, que fica no Norte da África. Vitor nasceu num lar cristão e recebeu fé sólida desde criança. Depois de adulto ingressou nas legiões romanas, tomando parte no exército do então imperador Maximiano. Progrediu na carreira militar e se tornou centurião, isto é, comandante de um destacamento de cem soldados.
Transferido para Milão
Aconteceu que o imperador Maximiano quis acabar com uma rebelião que estava acontecendo na Gália, hoje França. Para tanto, o imperador recrutou um enorme contingente de soldados das legiões que ficavam no Oriente e d as que ficavam no norte da África. O centurião Vitor deslocou-se para Milão, no norte da Itália.
Heroísmo cristão
O imperador, entretanto, exigia que os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses romanos antes de partirem para as batalhas. Quem se recusasse, recebia como castigo a morte. Quando chegou a vez do centurião Vitor, este recusou. Não cultuou deuses pagãos e afirmou perante todo o destacamento sua fé no Deus único, Jesus Cristo. E as consequências vieram.
Prisão
Por causa de sua recusa, Vitor foi levado a um tribunal e passou por um interrogatório. Diante do juiz, confessou sua fé em Cristo e argumentou que isso não ia contra sua lealdade ao imperador. Assim, prometeu lealdade ao imperador no que diz respeito às ordens militares e laicas. Quanto à fé, reafirmou que não renegaria sua fé em Cristo. Por isso, ele foi preso e permaneceu por seis dias sem água nem comida. A cadeia onde São Vitor ficou preso fica ao lado da Porta Romana. Até os dias de hoje ela é conhecida como o “cárcere de São Vítor”.
Torturas e testemunho
Terminados os seus dias, o centurião Vítor foi cruelmente arrastado pelas ruas de Milão, sendo levado para o hipódromo do Circo, junto a onde é hoje a Porta Ticinense. Lá, foi interrogado novamente. Dessa vez, pelo próprio imperador. Vitor não renegou sua fé em Jesus Cristo. Então, por ordem do imperador, foi duramente flagelado. Porém, para a admiração de todos, manteve-se firme. De volta à prisão, os carrascos cobriram suas feridas com chumbo derretido. Mesmo assim, por milagre, saiu ileso do horrendo castigo.
Fuga e morte
Vítor recuperou-se extraordinariamente rápido e todos os que presenciaram ficaram espantados. Na primeira chance que teve, fugiu da prisão. Refugiou-se em uma estrebaria que ficava junto a um teatro. Hoje, neste local, encontra-se a Porta Vercelina. Por fim, foi descoberto. Levaram-no a uma floresta perto dali e o decapitaram. Aconteceu no dia 8 de maio do ano 303.
Corpo guardado por feras
A Tradição conta que o corpo de São Vitor ficou jogado, sem sepultura, durante uma semana. Ele foi achado por um bispo santo, chamado São Materno. Este encontrou o corpo de São Vitor intacto e sendo incrivelmente vigiado por dois animais ferozes. Quando o bispo chegou, as feras se foram. No mesmo local construída uma grande igreja dedicada a São Vitor. Depois, várias outras igrejas foram construídas em Milão dedicadas a São Vitor. Construíram também monumentos em sua homenagem. O mais significativo, porém, é o cárcere onde ele ficou preso.
Santo amado
São Vítor é um dos santos mais venerados, respeitados e amados pelos moradores de Milão. O fato de ele ter sido preso, torturado e martirizado ali, permanece vivo para o ovo. A maioria dos habitantes conhece a história do santo e sabe conta-la com todos os detalhes. O culto a São Vítor, o Mouro, se tornou famoso no mundo católico. Ele passou a ser invocado o padroeiro dos prisioneiros e exilados.
Oração a São Vitor
“Deus, nosso Pai, ouvi esta prece que a vós elevam todos os aflitos, prisioneiros e exilados: Eu sou o homem que conheceu a miséria sob a vara de seu furor. Ele me guiou e me fez andar na treva e não na luz; só contra mim está ele volvendo e revolvendo sua mão todo o dia. Consumiu minha carne e minha pele, despedaçou os meus ossos. Edificou contra mim e envolveu minha cabeça de tormento. Fez-me habitar nas trevas como os que estão mortos para sempre. Cercou-me com um muro, não posso sair; tornou pesadas minhas cadeias. Por mais que eu grite por socorro ele abafa minha oração. Murou meus caminhos com pedras lavradas, obstruiu minhas veredas … Os favores do Senhor não terminaram, suas compaixões não se esgotam; elas se renovam todas as manhãs, grande é a sua felicidade!” (Lamentações 3,1ss).
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 07 de maio de 2021
DIA DE SANTA FLÁVIA DOMITILA - 07 DE MAIO
DIA DE SANTA FLÁVIA DOMITILA - 07 DE MAIO
HOMILIA - 07.05.21
HISTÓRIA DE SANTA FLÁVIA DOMITILA
Origens
Santa Flávia Domitila era uma nobre dama da Roma antiga, esposa de um cônsul chamado Flávio Clemente. De linhagem nobre, era sobrinha de um dos mais famosos imperadores romanos, Vespasiano, pai de Domiciano. O pouco que se sabe hoje sobre Santa Flávia Domitila foi encontrado numa inscrição que data aproximadamente do ano 100 e está conservada na basílica italiana dos santos Nereu e Aquiles. Estes dois ficaram conhecidos como eunucos de Flávia. Nereu e Aquiles são considerados santos e mártires, pois morreram decapitados por causa da fé em Cristo.
Conversão ao cristianismo
Por volta do ano 100, Santa Flávia Domitila já era casada com Flávio Clemente. O casal era simpatizante do cristianismo, enxergando na fé nascente os valores mais nobres. Nereu e Aquiles eram dois eunucos que serviam diretamente a ela. Eles conquistaram sua confiança, amizade e fé. Os dois eram cristãos fervorosos e conseguiram conquista-la de vez para a fé em Cristo.
Correndo os riscos de assumir a fé
Encantada com a beleza da fé cristã e com o conhecimento de Jesus Cristo, Flávia Domitila assumiu sua fé diante da corte romana. As consequências não demoraram a aparecer. Santa Flávia Domitila foi presa, julgada e, como não renunciasse à fé cristã, foi condenada ao exílio na ilha de Ponza. Quanto ao seu marido Flávio Clemente, alguns escritos dizem que ele foi decapitado.
Morte lenta e sofrida
A ilha de Ponza, no Mar Tirreno, era um lugar inóspito, abandonado, sem nenhuma condição de vida para um ser humano. Ali, Santa Flávia Domitila passou seus últimos dias vendo sua vida definhar de forma lenta e sofrida. Porém, manteve sua fé e sua esperança no encontro definitivo com Jesus Cristo. Ali, ela entregou sua alma a Deus. Ela e seu marido tiveram a coragem de enfrentar o imperador romano por causa da fé em Jesus Cristo.
Celebração conjunta
O calendário tridentino mantinha uma festa conjunta de Nereu, Aquiles e Flávia Domitila no dia 12 de maio, por serem os dois eunucos os responsáveis pela conversão de Santa Flávia. Nos primeiros tempos do cristianismo o nome de Santa Flávia Domitila ficou muito conhecido por causa de sua coragem de levar a fé até as últimas consequências. Ela se tornou um exemplo para muitos cristãos de sua época.
Oração a Santa Flávia Domitila
“Ó Deus, que destes a Santa Flávia Domitila a graça do conhecimento de Jesus Cristo, vosso Filho e, a partir deste conhecimento, a graça da perseverança até o fim, dai também a nós o mesmo conhecimento de Cristo e a perseverança na fé, mesmo em meio às adversidades da vida e perseguições. Amém. Santa Flávia Domitila, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 06 de maio de 2021
DIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO - 06 DE MAIO
DIA DE SÃO DOMINGOS SÁVIO - 06 DE MAIO
HOMILIA - 06.05.21
HISTÓRIA DE SÃO DOMNGOS SÁVIO
São Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, no vilarejo chamado Riva, pertencente a Castelnuovo d'Asti, na Itália. Era um dos três filhos de Carlos Sávio, ferreiro, e Brígida Agagliate, costureira. Uma família simples, mas rica na fé. São Domingos Sávio foi aluno de um mestre muito especial: São João Bosco. Sabe-se hoje que, toda a sua vida, tão curta e intensa, foi uma grande e linda busca pela santidade.
A maturidade precoce de São Domingos Sávio
Domingos Sávio foi um jovem cheio de grande sensibilidade, São João Bosco disse em citação que ele era “de boa índole e muito piedoso”. Ele teve uma vida curta, mas sempre traçada em direção à santidade que muitos idosos não conseguiram. Isso foi obra do Espírito de Deus. Pode-se dizer também que foi fruto da maravilhosa pedagogia criada por São João Bosco.
Suas atitudes e devoção chamava a atenção de todos. Ainda quando criança ia à igreja para rezar. Se o templo estivesse fechado, ele simplesmente se ajoelhava de frente a porta e ficava ali em oração até abrirem a igreja. Ele permanecia assim, na neve ou na chuva, no frio ou no calor.
Primeira comunhão
A infância de Domingos Sávio teve uma grande marca: a Primeira Eucaristia. Naquele tempo, ela era feita somente aos doze anos. Mas o pequeno Domingos, a recebeu aos sete anos, cheio de fervor se distinguiu pelo cumprimento de um lema de vida criado por ele mesmo: “Antes morrer que pecar”. Percebia-se facilmente o amadurecimento espiritual do pequeno Domingos nos propósitos por ele mesmo estabelecido quando fez a Primeira Comunhão. Nessa ocasião, ele escreveu seus propósitos conservados até hoje. Veja os escritos de Domingos Sávio:
1) Confessar frequentemente e receber a Eucaristia quando o confessor permitir;
2) Santificar os dias de festa;
3) Serei amigo de Jesus e de Maria;
4) Prefiro morrer que pecar”.
Esses propósitos revelam maturidade na vida espiritual e mostram que, para Deus, a idade é um fator relativo quando se trata amor a Deus e vida virtuosa.
Imitação de Cristo
São Domingos Sávio ficava longe dos meninos bagunceiros e só fazia amizade com os de boa índole. Certo dia, alguns colegas de classe encheram com pedras a estufa da sala de aula. Este ato era considerado uma falta grave e sua punição era a expulsar o aluno desobediente. E os colegas acusaram Domingos de ter colocado as pedras. O mestre, que era um padre, mesmo percebendo que domingos não tinha feito aquilo, não tinha escolha diante das “provas” que os colegas forjaram.
O Padre, então, ordenou que ele se ajoelhasse diante de todos os colegas e deu-lhe uma bronca severa. Domingos só não foi expulso da escola porque aquela era a primeira falha que ele cometera. São Domingos Sávio permaneceu com a cabeça baixa diante da classe não abriu a boca. Apenas um dia depois, a verdade veio à tona.
O padre procurou Domingos e perguntou por que ele se calara diante de uma falsa acusação sem se defender. Domingos disse ao padre que precisava imitar o Senhor Jesus. O padre pediu para Domingos explicar melhor. Domingos disse Jesus também tinha sido acusado sem ter culpa e ficou em silêncio, assumindo uma culpa que não era dele.
Domingos ainda disse que se falasse em sua defesa os outros alunos poderiam ser expulsos e ele não queria o mal para seus colegas. O Padre ficou impressionado e fez uma retratação formal de Domingos diante de toda a classe.
O encontro de São Domingo Sávio com Dom Bosco
Aos doze anos de idade São Domingos Sávio se encontrou com São João Bosco e passou a fazer os estudos secundários, como eram chamados na época. Domingos era inteligente, sempre com boas notas. E ele nunca deixou de lado sua meta de alcançar a santidade. Por isso, ele reza e empenha-se nos estudos.
Tocado pelo carisma de São João Bosco, e pelo grande ideal que se resumia na expressão “Dai-me almas”, Domingos quis, mais do que nunca, salvar mais e mais pessoas. Por isso, ele fundou a Companhia da Imaculada Conceição. Dessa entidade simples saíram os melhores ajudantes de São João Bosco
Ele não pensava só em si. Várias vezes disse a Dom Bosco: “Quantas almas esperam nosso auxílio na Inglaterra! Oh! Se eu tivesse forças e virtude, quisera ir agora mesmo, e com sermões e bom exemplo, convertê-las todas, a Deus”.
Dons extraordinários de São Domingo Sávio
São Domingos Sávio tornou-se conhecido como uma pessoa com dons espirituais especiais e que reconhecia a necessidade das pessoas, bem além do percebido pelo padre comum, e tinha uma habilidade de profetizar.
Devoção a São Domingo Sávio
Tomado pela tuberculose aos quinze anos, voltou à casa dos pais, onde morreu serenamente com a alegria de ir ao encontro do Senhor, exclamando aos pais: “Adeus queridos pais. Estou tendo uma visão linda! Que lindo!”
Domingos Sávio foi beatificado em 1950 e canonizado em 12 de junho de 1954 pelo Papa Pio XII. Ele é o padroeiro das pessoas que sofrem falsas acusações, dos jovens delinquentes e dos cantores do coro da igreja. Sua festa é celebrada no dia 5 de março.
Oração a São Domingos Sávio
Querido São Domingos, vós que ofereceu sua curta vida totalmente ao amor de Jesus e de Sua Mãe. Ajudai a juventude de hoje a compreender a importância de Deus em suas vidas. Vós tornastes um santo através de permanente participação nos sacramentos, iluminai os meus parentes e filhos da importância da frequente Confissão e da Santa Comunhão. Quando jovem vós meditastes no sofrimento da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, obtenha para nós a graça de um ardoroso desejo de sofrer por amor a Ele. Nós desesperadamente necessitamos de sua intercessão para proteger as crianças de hoje das tentações e das zombarias do mundo. Olhai por eles e guiai-os na estrada para o Paraíso. Peça a Deus que nos dê a graça de santificar nossos deveres diários fazendo-os por amor a Ele. Nos lembre sempre da necessidade de praticar as virtudes em tempos de atribulações e dificuldades. São Domingos Sávio, preservai a vossa inocência em nossos corações e rogai ao Senhor por nós e pela salvação de nossa alma. Amem.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 05 de maio de 2021
DIA DE SANTO ÂNGELO - 05 DE MAIO
DIA DE SANTO ÂNGELO - 05 DE MAIO
HOMILIA - 05.05.21
HISTÓRIA DE SANTO ÂNGELO
Origens
Ângelo nasceu no ano1185, em Jerusalém, Israel. Seus pais, judeus de religião, se chamavam José e Maria. Esses nomes eram comuns na região. Eles se converteram ao catolicismo depois que Ângelo recebeu um aviso de Nossa Senhora quando estava em oração. O aviso é seus pais teriam outro filho. Acontece que isso, humanamente, não seria possível porque os pais de Ângelo já estavam em idade avançada.
Conversão dos pais
Aconteceu que a profecia dita por Ângelo se cumpriu. Seus pais tiveram outro filho ao qual puseram o nome de João. Encantados com a misericórdia de Deus, converteram-se e foram batizados juntamente com o novo filho, que recebeu o nome de João. Mais tarde, João também se tornou um frade carmelita.
Carmelita
Ângelo ingressou na Ordem Carmelita com dezoito anos. Passou cinco anos no monte Carmelo, em Israel. Este é o mesmo lugar o profeta Elias onde viveu. Viveu também em vários conventos carmelitas instalados na Palestina e na Ásia Menor. Recebeu vários dons carismáticos, especialmente o da profecia e o dom dos milagres.
Ordenação e peregrinação
No ano 1213, frei Ângelo foi ordenado padre na Ordem dos Carmelitas. Ele foi um dos carmelitas que saíram do Monte Carmelo e foram até Roma para pedirem ao papa Honório III que a Regra do Carmelo fosse por ele aprovada. Depois disso, os carmelitas instalaram-se na Sicília.
Encontro com santos
Na Sicília, Padre Ângelo e os carmelitas visitaram a basílica de São João. Lá, providencialmente se encontraram com dois santos: Padre Domingos de Gusmão e frei Francisco de Assis. Nesse encontro, Santo Ângelo recebeu o avido de que morreria como mártir de Jesus Cristo.
Vivendo entre os hereges
Entre as grandes realizações de Santo Ângelo, a que mais cama a atenção foi a missão evangelizadora que realizou entre os hereges chamados cátaros, na Sicília. Inúmeras foram as conversões que aconteceram quando o povo o ouvia pregar e via os milagres que se operavam por sua intercessão. Dentre essas conversões, destaca-se a de uma mulher que vivia uma relação de incesto com um homem bastante rico do lugar.
Uma conversão que lhe custou a vida
Era o dia 5 de maio de 1220. O Padre Ângelo acabava de fazer uma linda pregação na igreja dedicada a São Tiago de Licata, na Sicília. Pouco depois dessa pregação ele foi assassinado por um estranho. Depois se soube a morte de Santo Ângelo tinha sido encomendada por aquele senhor rico, que não tinha se conformado com a conversão da amante e queria continuar com a relação incestuosa que mantinham.
Venerado pela população
Logo após sua morte, o povo começou a venerá-lo como santo. Uma igreja foi construída no local onde ele foi assassinado. Ali também seu corpo foi sepultado. Sua canonização aconteceu em 1498. Em 1662 seus restos mortais foram transladados para a igreja dos carmelitas. O culto a Santo Ângelo passou a ser bastante difundido entre dos fiéis e na Ordem dos Carmelitas. A devoção a Santo Ângelo mantém-se viva até os dias de hoje. Ele é invocado pelos devotos nas dificuldades da vida.
Oração a Santo Ângelo
“Ó Deus de admirável providência, que, no mártir Santo Ângelo destes ao vosso povo pastor corajoso e forte, concedei-nos, pela sua intercessão, ajuda nas tribulações e firme constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém. Santo Ângelo, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 04 de maio de 2021
DIA DE SÃO FLORIANO - 04 DE MAIO
DIA DE SÃO FLORIANO - 04 DE MAIO
HOMILIA - 04.05.21
HISTÓRA DE SÃO FLORIANO
São Floriano é o padroeiro dos bombeiros, protetor contra os incêndios e de todos os que combatem o fogo. É também protetor dos limpadores de chaminés. Ele viveu no século III d.C. Sua festa é celebrada no dia 4 de maio. Sua imagem conta a história de sua vida. Vamos conhece-la.
A farda de São Floriano
A farda de São Floriano, com detalhes em dourado e azul, revela que ele foi oficial do exército romano, ocupando um cargo acima do de centurião. De fato, ele atuou numa legião fixada na região da atual Áustria, no vale do rio Danúbio. Devido à sua inteligência, perspicácia e coragem, foi designado administrador militar numa vila chamada Noricum, onde sua legião se fixara.
A cruz na mão esquerda
A cruz na mão esquerda de São Floriano simboliza a fé cristã que ele professava mesmo sendo um oficial do exército romano. Fixado numa legião romana distante de Roma foi mais fácil para ele e para milhares de soldados viverem a fé cristã. Com efeito, um grande número de mártires cristãos dos séculos II e III eram soldados romanos.
O balde de São Floriano
O balde de São Floriano, às vezes segurado por ele, ou, às vezes, por um anjo, retrata a missão que ele assumiu em sua legião. Em determinada época do ano a região de Noricum era assolada por incêndios que ameaçavam seriamente a vila. Por isso, São Floriano treinou e coordenou um grupo de soldados que se tornaram especialistas no combate ao fogo. Este grupo passou a se chamar "Combatentes do Fogo". Certa vez, um grande incêndio surpreendeu a vila de madrugada. O fogo se alastrou tão rapidamente que os soldados não tiveram tempo para combatê-lo. Por isso, São Floriano fez uma oração pedindo a Deus um milagre. Em seguida, sentiu no coração o impulso de pegar um balde de água e atirá-la ao fogo. Quando fez isso, o fogo cessou imediatamente, para espanto de todos. Por causa disso, muitos soldados de sua legião se tornaram cristãos. E, também por causa disso, ele é o protetor dos bombeiros, protetor contra os incêndios e de todos os combatentes do fogo.
O anjo ao lado de São Floriano
O anjo ao lado de São Floriano significa o Mensageiro que levou seu pedido até Deus. Significa também a proteção de Deus para com todos aqueles que dedicam suas vidas pelo bem do próximo.
O estandarte branco com a cruz vermelha
O estandarte branco com a cruz vermelha sustentado pelo braço esquerdo de São Floriano significa que, além de ser cristão, ele propagou a fé cristã onde estava, principalmente entre os soldados de sua legião, sob seu comando. A cruz vermelha também simboliza o sangue de Cristo e dos mártires. São Floriano passará por esta dura prova de fé.
A pedra de moinho
A pedra de moinho ao lado de São Floriano nos fala de seu martírio. Por ordem do Imperador Diocleciano, o comandante da legião à qual São Floriano pertencia começou a agir contra os cristãos. Assim, ele prendeu São Floriano e mais quarenta soldados liderados por ele sob a acusação de terem se tornado cristãos. O comandante exigiu que eles renunciassem à fé em Jesus Cristo e adorassem ao imperador, que era visto em todo o império como um "deus". São Floriano e os demais soldados recusaram-se a obedecer, alegando que: 1) o imperador não era um "deus", mas Jesus Cristo, sim; 2) a fé em Cristo era um bem precioso demais; 3) a fé não atrapalhava o império e não era incompatível com a função dos soldados, mas, pelo contrário, enobrecia tal função. O comandante, porém, não aceitou tais argumentos e mandou torturar São Floriano e os quarenta soldados. Como eles permaneceram firmes, sem renunciar a Cristo, o comandante mandou mata-los. São Floriano foi amarrado a uma pedra de moinho e atirado no rio Ens, que banhava a vila. Assim, ele deu sua vida pelo fogo abrasador que é a fé em Jesus Cristo. Isso aconteceu em 4 de maio do ano 304 e este dia tornou-se o dia da festa de São Floriano.
Oração a São Floriano
"Ó Deus, que envia ao mundo homens e mulheres para nos lembrar que o seu amor está acima de todas as coisas, dai-nos, pela intercessão de São Floriano, buscar sempre a união convosco e com todas as pessoas de boa vontade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!"
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 03 de maio de 2021
DIA DE SÃO FILIPE E SÃO TIAGO - 03 DE MAIO
DIA DE SÃO FILIPE E SÃO TIAGO - 03 DE MAIO
HOMILIA - 03.05.21
HISTÓRIA DE SÃO FILIPE E SÃO TIAGO
Filipe nasceu em Betsaida, Galileis, hoje Israel, e o Evangelho de São João é que nos apresenta dados a respeito de seu santo testemunho. Jesus passou, chamou-o e ele disse ‘sim’ com a vida.
Ele foi ‘canal’ para que São Bartolomeu também se tornasse discípulo de Cristo. Durante o acontecimento da multiplicação dos pães, Filipe também participou deste milagre (foi para Filipe que Jesus perguntou como se faria para alimentar aquela multidão).
Na Santa Ceia, o apóstolo Filipe é quem pede a Jesus: ‘Mostra-nos o Pai e isso nos basta’ (Jo 14,8). Filipe estava em Pentecostes com a Virgem Maria e os outros apóstolos. São Clemente de Alexandria nos diz que ele foi crucificado. Que honra para os apóstolos morrerem como o seu Senhor!
São Tiago também foi martirizado, por volta do ano 62. Ele que nasceu em Caná, Galileia, filho de Alfeu, familiar de Nosso Senhor Jesus Cristo. E foi um dos doze apóstolos. Nos Atos dos Apóstolos, nós o encontramos como o primeiro bispo de Jerusalém. Tiago recebeu mais de uma visita de São Paulo e foi reconhecido como uma das colunas principais da Igreja, ao lado de São Pedro e São João. Uma das cartas do Novo Testamento é atribuída a ele. E, nela, o apóstolo nos ensina que a fé sem obras é morta, e que é preciso deixarmos que o Espírito Santo governe a nossa língua.
O martírio não está centrado no sofrimento, mas no amor a Jesus Cristo que supera essa vida.
São Filipe e São Tiago, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 02 de maio de 2021
DIA DE SANTO ATANÁSIO - 02 DE MAIO
DIA DE SANTO ATANÁSIO - 02 DE MAIO
HOMILIA - 02.05.21
HISTÓRIA DE SANTO ATANÁSIO
Nascido no Egito, Atanásio foi diácono ao lado do bispo S. Alexandre, a quem acompanhou ao Concílio de Niceia (325), no qual foi reafirmada a divindade de Cristo. Depois das perseguições, a igreja de Alexandria tivera uma ativíssima vida intelectual, mas não sem desvios perigosos. Ario, logo seguido de grande número de bispos e princípes, ensinava que Jesus Cristo não era verdadeiro filho de Deus, mas simples criatura, em certo sentido divina. Anulava assim nossa divinização em Cristo. Atanásio, feito bispo de Alexandria, em 328, foi o principal e incansável defensor da doutrina transmitida pelos Apóstolos. Perseguido pelos imperadores e arianos é mandado quatro vezes ao exílio, viu por fim triunfar a verdadeira fé. Por sua doutrina e ardente amor a Cristo, é honrado como um dos quatro grandes doutores da Igreja Oriental.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 01 de maio de 2021
DIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO - 01 DE MAIO
DIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO - 01 DE MAIO
HOMILIA - 01 DE MAIO
HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ OPERÁRIO
São José é descendente da casa real de Davi. É o esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. Nos Evangelhos ele aparece na infância de Jesus. Pode-se ver as citações nos livros de Mateus Capítulos 1 e 2, e em Lucas 1 e2. Na Bíblia, São José é apresentado como um justo. Mateus, em seu Evangelho, descreve a história sob o ponto de vista de José. Já Lucas narra o tempo de infância do menino Jesus contando com a presença de José.
São José na História da Salvação
São José estava noivo de Maria e, ao saber que ela estava grávida, decidiu abandoná-la, pois o filho não era dele. Ele pensa em abandoná-la para que ela não fosse punida com a morte por apedrejamento
Mas ele teve um sonho com um anjo que lhe disse que Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo, e que o menino que iria nascer era Filho de Deus, então, ele aceitou Maria como esposa. Perto do tempo previsto do nascimento de Jesus, por um decreto romano ele foi para Belém partir do recenseamento, lá Maria deu à luz ao Menino Jesus e José estava presente no nascimento.
O anjo, porém, deu novo aviso a José, em sonho. Com efeito, o anjo avisou a José que Herodes queria matar o menino Jesus e mandou-o pegar o menino e sua mãe e fugir para o Egito com eles. José obedeceu. Assim, A sagrada família foi para o Egito e viveram lá durante quatro anos. Após este tempo, o anjo avisou novamente a José em sonhos, dizendo que eles poderiam voltar para Nazaré porque Herodes tinha morrido. José obedeceu e levou a Sagrada Família novamente para Israel.
Vida Simples
São José devotou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria. Vivendo do trabalho de suas mãos, como carpinteiro, sustentou sua família com dignidade e exemplo. A profissão de carpinteiro propiciava dignidade à família. José era um judeu religioso e praticante. Ele consagrou o menino Jesus no Templo, logo depois que o menino nasceu. Este ato só era praticado na época por judeus piedosos. São José levava sua família regularmente às peregrinações de seu povo em Jerusalém, como, por exemplo, na Páscoa. Foi numa dessas peregrinações em que, na volta para Nazaré, o menino Jesus ficou em Jerusalém conversando com os doutores da lei. O menino tinha, então, doze anos. José e Maria, aflitos, voltam ao templo e encontram o menino Jesus debatendo com os doutores da lei. Nesta ocasião, Jesus afirma que “Tinha que cuidar das coisas de seu Pai”. Esta é a última vez que José é mencionado nas Sagradas Escrituras. Todos os indícios levam a crer que José faleceu antes de Jesus começar sua vida pública. Caso contrário, ele certamente teria sido mencionado pelos evangelistas, como o foi Maria.
Influência de José na formação da personalidade de Jesus
São José teve papel importantíssimo na formação da personalidade de Jesus enquanto pessoa humana. Claro, Jesus é o Filho de Deus. Porém, se analisarmos o comportamento de Jesus do ponto de vista humano, veremos que ele (Jesus) foi um menino e um homem que teve um pai presente, piedoso e influente. Um pai que ensinou ao filho o caminho da justiça, da verdade, do amor e do conhecimento da Palavra de Deus. Não é à toa que São José é chamado de “Justo” desde os Evangelhos. Por isso, São José é um dos maiores santos de todos os tempos.
Devoção a São José
São José foi inserido no calendário litúrgico Romano em 1479. Sua festa é celebrada no dia 19 de março. São Francisco de Assis e, mais tarde, Santa Teresa d’Ávila, foram grandes santos que ajudaram a divulgar a devoção a São José. No ano de 1870, São José foi declarado oficialmente como o Patrono Universal da Igreja. O autor desta declaração foi o Papa Pio IX. No ano de 1889, o Papa Leão XIII, num de seus grandes documentos,exaltou as virtudes deSão José. O Papa Bento XV declarou São José como o patrono da justiça social. Para ressaltar a grande qualidade e poder de intercessão de São José como “trabalhador”, O Papa Pio XII instituiu uma segunda festa em homenagem a ele, a festa de "São José operário". Esta, acontece no dia primeiro de maio.
São José é invocadotambémcomo o padroeiro dos carpinteiros. Na arte cristã ele é representadotendo um lírio na mão, representando a vitória dos santos. Algumas vezes ele aparece também com o menino Jesus ou nos braços, ou ensinando a Ele a profissão de carpinteiro.
Revelações sobreo poder de intercessão de São José
São José é, sem dúvida, uma dos santos mais importantes da Igreja. Ele é invocado como o santo que intercede a Deus por todas as nossas necessidades. São José tem, diante de Deus, privilégios únicos. Esta é uma das revelações que foram dadas à Serva de Deus chamada Santa Águeda:“Por sua intercessão alcançamos a virtude da castidade e a vitória sobre as tentações contra pureza; alcançamos o poderoso auxílio da graça para sair do pecado e voltar à amizade com Deus; alcançamos a benevolência da Santíssima Virgem Maria e a verdadeira devoção a ela; alcançamos a graça de uma boa morte e a especial proteção contra o demônio nesta hora.” A Igreja afirma que os espíritos do mal estremecem quando ouvem o nome de São José ser invocado. Pela intercessão de São José, podemos alcançar a saúde e a ajuda nas dificuldades. Através dele, as famílias podem alcançar a bênção de uma vida digna.
Nossa Senhora também revelou a Santa Águeda: "Os homens ignoram os privilégios que o Senhor concedeu a São José, e quanto pode sua intercessão junto de Deus. Somente no dia do Juízo os homens conhecerão sua excelsa santidade e chorarão amargamente por não haverem se aproveitado desse meio tão poderoso e eficaz para sua salvação e alcançar as graças de que necessitavam". SJMJ
Oração a São José
A vós, S. José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o Vosso patrocínio. Por este laço sagrado de caridade que Vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente Vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o Vosso auxílio e poder. Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o Vosso constante patrocínio a fim de que, a Vosso exemplo e sustentados por Vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 30 de abril de 2021
DIA DE SÃO PIO V - 30 DE ABRIL
DIA DE SÃO PIO V - 30 DE ABRIL
HOMILIA - 30.04.21
HISTÓRIA DE SÃO PIO V
Nascido no ano de 1504 na província de Alexandria, Egito, São Pio V, tinha o nome de Antonio Miguel, logo aos 14 anos ingressou na congregação dos dominicanos, logo após isso sendo ordenado sacerdote, e passando por todas as etapas rapidamente.
São Pio V se tornou professor, prior, e bispo, e anos mais tarde se tornaria finalmente o Papa, sendo um grande reformador da Igreja.
Após assumir São Pio V apesar de ter sido procurado por parentes, não os deu sequer um emprego, com a afirmação de que ainda que parente do Papa, se não estiver miserável, já é rico o suficiente.
São Pio V era um homem muito rígido, e implantou várias mudanças no campo pastroal, como a obrigação de residência para os bispos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, e visitas as pastorais.
Mais que um Papa, Pio V também uniu a Europa, acabando com várias guerras internas, excomungando a rainha da Inglaterra Elizabeth Primeira.
Durante muitos anos fez um belo trabalho, porém no dia 1 de maio de 1572 o Papa Pio V faleceu, deixando um legado de renovação, e santidade na igreja seguido até hoje.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 29 de abril de 2021
DIA DE SANTA CATARINA DE SENA - 29 DE ABRIL
DIA DE SANTA CATARINA DE SENA - 29 DE ABRIL
HOMILIA - 29.04.21
HISTÓRIA DE SANTA CATARINA DE SENA
Origens
Catarina nasceu em 25 de março de 1347, na cidade de Siena (Sena), na Itália. Filha de uma família muito pobre, ela foi uma entre os vinte e cinco filhos que seus pais tiveram. Por causa de toda essa situação, Catarina teve uma infância conturbada. Não teve condições de estudar e, além disso, cresceu fraca e franzina. Vivia sempre doente.
Chamada desde criança
Com apenas sete anos, a pequena Catarina quis consagrar a Deus sua virgindade. Já nessa idade, relatava visões em seus momentos de oração. Também já fazia penitências rigorosas, mesmo que sua família se opusesse a isso. Obedecendo ao chamado de seu coração, ela seguia em frente.
Um exemplo que converte
Tendo apenas quinze anos, a jovem Catarina decidiu ingressar na Ordem Terceira de São Domingos, ou, dominicana. Também como religiosa, em seus momentos de oração contemplativa, entrava em êxtases. A simples observação desses fatos levou à conversão centenas de pessoas durante a juventude da Santa.
Analfabeta e mestra
Depois de adulta, Catarina de Sena continuou sua vida de oração e atuação na sociedade. Com o intuito de orientar o povo, e como não sabia escrever, ela passou a ditar cartas para as pessoas. Nessas cartas, ela orientava as atitudes conduzindo para a misericórdia e convocando a todos para o exercício da caridade, para o esforço pelo entendimento e pela paz.
Influenciando os destinos da Igreja
Então, apareceu a primeira grande dificuldade na vida de Catarina e da Igreja: o cisma católico. Fazia já setenta anos que a sede da Igreja estava em Avignon, na França, e não em Roma. Com isso, a autoridade da igreja sofria influência da política francesa. Muitos na igreja pensavam que seria impossível superar essa adversidade, porque dois papas estavam disputando a Cátedra de São Pedro. Com isso, o povo católico, em todo o mundo, sofria. Santa Catarina, porém, inspirada por Deus, começou a agir. Viajou pela Itália inteira e também por outros países, falando, pregando, ditando cartas aos reis, aos príncipes e aos governantes católicos. Também ditou cartas aos cardeais e aos bispos. Por fim, ela conseguiu que Urbano VI, o verdadeiro papa, voltasse para Roma e assumisse o legítimo governo da Igreja.
Heroína durante a peste negra
Outra grande dificuldade enfrentada por Santa Catarina de Sena, foi a peste negra. Para muitos, essa barreira seria intransponível. Santa Catarina, porém, enfrentou com serenidade e firmeza. A peste, com efeito, dizimou quase um terço de toda a população da Europa. Santa Catarina colocou-se ao lado dos doentes, lutando por eles e curando a muitos através de ações diretas e de suas orações. Seu exemplo de amor e misericórdia converteu centenas de pagãos e deixaram seus contemporâneos perplexos.
Analfabeta e Doutora da Igreja
Em meio a todas essas turbulências em sua vida, Santa Catarina de Sena conseguiu deixar obras literárias extraordinárias, ditadas por ela, escritas e editadas por vários copistas. Sua obra é de grande valor histórico, espiritual, religioso e místico. Um de seus livros mais importantes é o "Diálogo sobre a Divina Providência". Esta obra é lida, estudada e respeitada até os dias de hoje. No seu tempo, teólogos famosos viajavam de longe para ouvir as pregações e meditações de Santa Catarina de Sena, por causa de sua grande sabedoria, profundidade teológica e poder da Palavra.
Humildade e estigmas de Cristo
Santa Catarina de Sena não era nem mesmo uma religiosa com votos perpétuos. Era apenas uma simples irmã leiga da Ordem Terceira dos Dominicanos. Porém, apesar de analfabeta, ela é considerada a mulher cristã mais impressionante do segundo milênio. Frágil, simples, além de toda a sabedoria de Deus, ela portava em seu corpo franzino os estigmas, ou seja, as chagas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Morte
Catarina de Sena faleceu em 29 de abril de 1380, dia de sua festa. Foi vítima de um derrame quando tinha apenas trinta e três anos de idade. Em tão pouco tempo de vida, esta mulher admirável realizou muito pela Igreja e pela humanidade. A cabeça de Santa Catarina está na cidade de Sena. Lá se conserva a casa onde ela viveu. Seu corpo foi trasladado para Roma. Fica na Igreja de Santa Maria Sopra Minerva. O Papa Paulo VI declarou-a "doutora da Igreja" em 1970, por causa da grandeza teológica e mística de sua obra.
Oração a Santa Catarina de Sena
“Ó notável maravilha da Igreja, serva virgem, que por causa de suas extraordinárias virtudes e pelo que conseguistes para a Igreja e a Sociedade fostes aclamada e abençoada por todos.
Volte teu bondoso olhar para mim, que confiante na tua poderosa proteção pede com todo o ardor da afeição e suplica a ti que obtenha pelas tias preces o favor que ardentemente desejo (dizer aqui a graça desejada).
Com tua imensa caridade recebestes de Deus os mais estupendos milagres e tornou-se a alegria e a esperança de todos nós que oramos a ti e rogamos ao teu coração tu recebestes do Divino Redentor.
Serva e virgem, demonstre de novo o seu poder e da sua caridade e o seu nome será novamente exaltado e abençoado e consiga para nós, a graça suplicada com a eficácia de sua intercessão junto a Jesus e ainda a graça especial de que um dia estejamos juntos no Paraíso em eterna alegria e felicidade. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai... Santa Catarina de Sena, rogai por nós!”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 28 de abril de 2021
DIA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT - 28 DE ABRIL
DIA DE SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT - 28 DE ABRIL
Louis-Marie Grignion de Montfort Nasceu em Montfort-Sur-Meu (França) em 31 de Janeiro de 1673, aos 12 anos foi estudar no colégio dos Jesuítas de Rennes. E terá sido já no colégio Saint-Thomas-Becket da mesma cidade, durante seus estudos de teologia e filosofia, que sua grande devoção a Maria Santíssima começou a desabrochar, transformando-o, mais tarde, num dos mais eminentes mariólogos da Igreja. Autor de vários livros de espiritualidade, entre eles o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, o mais conhecido e difundido no mundo. Fundou várias congregações religiosas para continuar a sua obra. Entre eles destacam-se a Companhia de Maria e as Filhas da Sabedoria. Louis Le Crom, missionário da Companhia de Maria, é historiador e consagrou dez anos da sua vida a escrever esta biografia completíssima do grande apóstolo mariano.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 27 de abril de 2021
DIA DE SANTA ZITA, PADROEIRA DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS - 27 DE ABRIL
DIA DE SANTA ZITA, PADROEIRA DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS - 27 DE ABRIL
HOMILIA - 27.04.21
HISTÓRIA DE SANTA ZITA, PAROEIRA DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS
Origens
Zita nasceu no ano 1218, no pequeno povoado chamado Monsagrati, que ficava perto da cidade de Luca, Itália. Sendo de família pobre e com muitos filhos, com apenas doze anos, Zita foi levada para trabalhar na casa de uma família rica e nobre da cidade de Luca. Esta era a única maneira de uma moça não passar a ser mais um peso para a família.
Semiescravidão
Trabalhando para os nobres, Zita não tinha salário. Vivia quase como uma escrava. Em troca, recebia comida e vestimenta. Se a família gostasse dela e quisesse lhe dar um futuro mais seguro, era possível que lhe dessem um dote para poder se casar. Mas isso não era, de maneira alguma, uma obrigação. Muitas moças continuavam no regime de semiescravidão, sem conseguirem casamento, vivendo como eternas dependentes da família para a qual trabalhava.
Sofrimentos
A família para a qual Zita foi trabalhar, não tinha o costume de tratar seus criados com dignidade. Por isso, Zita sofreu muito. Nos primeiros anos, principalmente. Ela foi maltratada por seus patrões e também pelos outros empregados da casa. Zita, porém, era cristã e buscava na oração a força para suportar todas as humilhações que sofria. E a história conta que ela conseguiu suportar tudo com fé e humildade. Destacava-se, no meio dos sofrimentos, pela oração e pela prática da caridade para com os menos favorecidos que ela.
Famosa entre os mais pobres
A caridade cristã fez com que Zita se tronasse bastante conhecida entre os mais pobres que viviam perto da casa ode trabalhava. Tudo aquilo que ela ganhava de seus patrões, a saber, roupas, alimentos a mais, e algum trocado, ela doava aos que mais precisavam.
Reconhecimento
A caridade de Zita foi notada e considerada por seus patrões. Percebendo seu espírito cristão e sua eficiência no trabalho, eles passaram para as mãos da jovem Zita o comando da casa e de todos os criados. Os patrões ficaram satisfeitos com os resultados. Porém, os criados começaram a se morder de inveja e ciúme.
Falsa acusação e milagre
Cheia de inveja e querendo assumir o posto de Zita, uma das criadas da casa acusou-a de distribuir alimentos da despensa da casa entre os mendigos sem autorização dos patrões. Isto seria uma falta bastante grave. Por sua vez, Zita teria muita dificuldade para provar que estava sendo vítima de uma falsa acusação. Quando Zita vinha carregando um grande volume de algo em seu avental, o grande patriarca da casa chegou e, influenciado pela criada invejosa, perguntou a Zita o que ela estava levando escondido no avental. Zita respondeu: "são flores". Então, ela soltou o avental um grande volume de flores caiu e cobriu os pés da santa. Sua inocência ficou provada. Ela foi defendida por Deus.
Amor pelos pobres
A vida de Santa Zita foi de uma linda dedicação aos mais pobres e aos doentes. Ela conseguiu manter essa dedicação até pouco antes de sua morte, que aconteceu em 27 de abril do ano 1278. Tinha ela, então, sessenta anos. Entretanto, o amor e intercessão de Santa Zita em favor dos pobres não terminou com sua morte. Pelo contrário, graças e mais graças começaram ser derramadas sobre todos os que invocavam sua intercessão com fé.
Corpo incorrupto
Por causa dos milagres, o corpo de Santa Zita foi levado para a basílica de São Frediano, em Luca. Na última exumação, feita em 1652, foi constatado que seu corpo estava inteiro, incorrupto. Por isso, o local se tornou um lugar de peregrinação, bênçãos, graças e de vários milagres inexplicáveis pela ciência e aceitos pela Igreja. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Inocêncio XII em 1696. A vida e o exemplo de Santa Zita marcaram tanto a cidade de Luca, que ela foi proclamada padroeira da cidade. Mais tarde, o Papa Pio XII proclamou-a como Padroeira dos empregados domésticos.
Oração a Santa Zita
“Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soubestes ser solícita como foi Marta, quando servia a Jesus, em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que me impõem os meus trabalhos domésticos: ajudai-me a tratar as pessoas da família a que sirvo como se fossem meus irmãos.
Oferecimento: Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e as minhas tribulações, e pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre meus deveres, para merecer o reconhecimento dos que sirvo e a recompensa eterna no céu. Santa Zita, ajudai-me. Santa Zita, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 22 de março de 2021
DIA DE SANTA LÉIA - 22 DE MARÇO
DIA DE SANTA LÉIA - 22 DE MARÇO
HOMILIA - 22.03.21
HISTÓRIA DE SANTA LÉIA
Origens
Léia era uma jovem romana de origem nobre, que viveu por volta do ano 370. Sabe-se que ela recebeu formação cristã sólida e tinha um coração realmente voltado para Deus. Casou-se bem jovem e não teve filhos, porque logo ficou viúva. A viuvez causou-lhe grande transtorno. Mas, ao mesmo tempo, deu-lhe a oportunidade buscar conhecer a vontade de Deus para sua vida e de seguir um novo projeto.
Descobrindo a vontade de Deus
Por causa de sua vida entre a nobreza, um pretendente bastante influente quis se casar com ela. Era Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano e nomeado prefeito da cidade. Era homem bom, que poderia dar a Léia uma vida mais luxuosa do que ela já tinha. Além disso, ela teria privilégios e grande prestígio ao se casar com o prefeito de Roma. Porém, o coração de Léia pedia outra coisa. Ela já conhecia a Deus e sentia-se chamada a uma vida dedicada à oração e ao serviço ao próximo. Por isso, recusou a proposta de Vécio.
Abandonando o luxo para viver na pobreza
A jovem Léia mantinha estreita amizade com uma abadessa chamada Marcela. A abadessa, com efeito, tinha fundado uma comunidade de monjas na casa onde Santa Léia vivia, em Roma. Léia convivia com as irmãs, participava das orações, da vida em comunidade e decidiu viver aquela vida, sendo também uma monja, atendendo ao chamado do Senhor em seu coração. Ela trocou o luxo pela simplicidade, escolhendo ter por aposento uma cela pequena, simples, onde ela podia se dedicar à oração e à penitência. E, na vida comunitária, ela podia se dedicar à caridade fraterna e ao convívio santo com as irmãs, vindas de todas as partes e classes sociais.
Vida religiosa
Santa Léia vendeu seus vestidos ricos e finos, doou o dinheiro aos pobres e passou a usar uma hábito rústico, feito de saco. No mosteiro, escolhia sempre fazer os trabalhos mais humildes, procurando sempre agir como uma serviçal das outras irmãs. Passava noites rezando, fazia jejuns. Praticava a caridade para com os pobres sempre de maneira escondida, para não receber elogios de ninguém. Por causa de sua vida santa, foi eleita Madre Superiora do mosteiro e permaneceu no cargo até sua morte, sendo sempre um exemplo de amor, de bondade, de sabedoria e de humildade.
Falecimento
O pouco que se sabe sobre Santa Léia foi encontrado nos escritos de São Jerônimo, que a conheceu pessoalmente. Ela faleceu no ano 384. Nesse mesmo ano, faleceu o prefeito de Roma que ela rejeitou. Logo após sua morte, Santa Léia passou a ser venerada por uma multidão de pessoas que foram beneficiadas pela caridade da Santa. E todos admiravam a lição de Santa Léia: ela deixou o luxo para viver na pobreza e era muito feliz por causa disso.
Oração a Santa Léia
“Senhor Jesus, vós nos disseste: “Eu vim para servir e não para ser servido”. Rogamos, pelo exemplo de Santa Léia, que embora fosse superiora colocou-se como escrava das outras religiosas, saibamos também nós encontrarmos alegria em Vos servir e, em todas as circunstâncias, exercer a verdadeira caridade. Santa Léia, Rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 21 de março de 2021
DIA DE SÃO NICOLAU DE FLUE - 21 DE MARÇO
DIA DE SÃO NICOLAU DE FLUE - 21 DE MARÇO
HOMILIA - 21.03.21
HITÓRIA DE SÃO NICOLAU DE FLUE
Origens
É o Santo mais popular da Suíça, conhecido lá como Bruder Klaus, ou seja, “Irmão Klaus”. Ele nasceu em 21 de março de 1417, na Suíça. Filho de família pobre, queria ser monge quando jovem. Porém não pôde realizar tal sonho, pois teve que ajudar os pais no trabalho da roça. O sonho ficou escondido num canto de seu coração. Depois, casou-se. Por isso, mais uma vez teve que adiar seu sonho.
Casamento
O casamento de Klaus foi feliz. Sua esposa era também cristã e muito virtuosa. Chamava-se Doroteia. Com ela, Klaus teve dez filhos. Vários deles vieram a se tornar padres. Um de seus netos, aliás, chamado Conrado Scheuber, faleceu com fama de santidade.
Homem público
Nesse tempo, como pai de família, Klaus não podia dedicar-se à oração como gostaria. Além do mais, por causa de seu admirável senso de justiça, retidão e integridade, ele foi solicitado a assumir muitos cargos públicos. Assim, foi juiz, deputado e conselheiro.
Realização do sonho
Quando chegou aos cinquenta anos, Klaus obteve a concordância de sua família para abandonar tudo e viver a vida monástica. Assumiu, então, o nome de Nicolau. Em seguida, construiu uma cabana num lugar deserto, que ficava perto de sua casa, onde foi viver. Lá, seu travesseiro era uma pedra, e sua cama, uma tábua. Ali, Nicolau viveu feliz durante dezenove anos.
Milagre da Eucaristia
Um fato extraordinário marcou esse período da vida de São Nicolau de Flue. Há provas obtidas por várias testemunhas, em tempos diferentes, de que, durante esses vários anos, ele alimentou-se somente da EUCARISTIA. Não consumia nenhum outro alimento e sobrevivia com saúde e boa disposição física, mental e espiritual. Por outro lado, ele não conseguia permanecer na solidão. Era sempre amável e acolhedor para com todos, não fugia daqueles que o procurassem. E a Suíça, sua pátria, precisou dele inúmeras vezes.
Pacificador
São Nicolau de Flue revelou-se um grande pacificador. Era inimigo das brigas, das guerras e das batalhas. Por isso, foi chamado várias vezes para ser mediador em situações explosivas como, por exemplo, diante da ameaça de guerra iminente da Suíça contra os austríacos. Depois, também foi chamado para impedir a eclosão de uma guerra civil em seu país. Porém, quando não foi possível conquistar a paz através do diálogo, ele não se esquivou de tomar lugar nos campos de batalha. E fez isso como soldado e também como oficial.
Pai da Pátria
O trabalho de São Nicolau de Flue na reconciliação entre partes magoadas, principalmente nos assuntos de guerra, repercutiu sobremaneira entre o povo suíço. Por isso, Nicolau começou a ser venerado pelo povo, que o chamava de "Pai da Pátria". São Nicolau era uma liderança incontestável, conquistada pela retidão, pela justiça, pela ética e pela santidade. E o povo reconhecia essa autoridade que brotava de seu coração.
Eremita de coração, influente em sua nação
Porém, sempre que podia, retornava à cabana que ele tanto amava. Só saía de lá quando precisavam novamente de sua ajuda. São Nicolau de Flue foi um grande conselheiro espiritual e moral de inúmeras pessoas, desde os mais simples até os mais poderosos. Era extremamente respeitado pelos católicos e pelos protestantes. Há um consenso quase geral de que, se a Suíça é hoje um país pacífico, que muito raramente se envolve em conflitos internacionais, isso se deve à sábia e santa influência do "Irmão Klaus", como ele era, e ainda é chamado carinhosamente pelos suíços.
Morte
São Nicolau de Flue ou “Irmão Klaus”, faleceu no dia 21 de março de 1487. Era dia de seu aniversário, e ele completava setenta anos. Seu corpo foi sepultado na bela Igreja de Sachslen.
Sua beatificação aconteceu em 1669. A canonização foi celebrada pelo Papa Pio XII, no ano 1947. A festa litúrgica de São Nicolau de Flue foi instituída para o dia 21 de março. Ele é também celebrado como herói da pátria no dia 25 de setembro. São Nicolau de Flue, ou Irmão Klaus, passou a ser o Santo mais popular de toda a Suíça.
Oração escrita por São Nicolau de Flue
“Meu Senhor e meu Deus, arrancai de mim mesmo tudo o que me impede de ir a Vos. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo aquilo que me conduz a Vos. Meu Senhor e meu Deus, tiraim-me de mim mesmo e entregai-me todo a Vos.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 19 de março de 2021
DIA DE SÃO JOSÉ - 19 DE MARÇO
DIA DE SÃO JOSÉ - 19 DE MARÇO
HOMILIA - 19.03.21
HISTÓRIA DE SÃO JOSÉ
São José é descendente da Casa Real de Davi. É o esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. Nos Evangelhos, ele aparece na infância de Jesus. Pode-se ver as citações nos livros de Mateus, Capítulos 1 e 2, e em Lucas, 1 e2. Na Bíblia, São José é apresentado como um justo. Mateus, em seu Evangelho, descreve a história sob o ponto de vista de José. Já Lucas narra o tempo de infância do menino Jesus contando com a presença de José.
São José na História da Salvação
São José estava noivo de Maria e, ao saber que ela estava grávida, decidiu abandoná-la, pois o filho não era dele. Ele pensa em abandoná-la para que ela não fosse punida com a morte por apedrejamento.
Mas teve um sonho com um Anjo, que lhe disse que Maria ficou grávida pela ação do Espírito Santo, e que o menino que iria nascer era Filho de Deus, então, ele aceitou Maria como esposa. Perto do tempo previsto do nascimento de Jesus, por um decreto romano ele foi para Belém participar do recenseamento. Lá, Maria deu à luz o Menino Jesus, e José estava presente no nascimento.
O Anjo, porém, deu novo aviso a José, em sonho. Com efeito, o Anjo avisou a José que Herodes queria matar o Menino Jesus e mandou-o pegar o Menino e sua mãe e fugir para o Egito com eles. José obedeceu. Assim, A Sagrada Família foi para o Egito e viveu lá durante quatro anos. Após esse tempo, o Anjo avisou novamente a José em sonhos, dizendo que eles poderiam voltar para Nazaré, porque Herodes havia morrido. José obedeceu e levou a Sagrada Família novamente para Israel.
Vida Simples
São José devotou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria. Vivendo do trabalho de suas mãos, como carpinteiro, sustentou sua família com dignidade e exemplo. A profissão de carpinteiro propiciava dignidade à família. José era um judeu religioso e praticante. Ele consagrou o Menino Jesus no Templo, logo depois que o Menino nasceu. Esse ato só era praticado na época por judeus piedosos. São José levava sua família regularmente às peregrinações de seu povo em Jerusalém, como, por exemplo, na Páscoa. Foi numa dessas peregrinações em que, na volta para Nazaré, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, conversando com os doutores da lei. O Menino tinha, então, doze anos. José e Maria, aflitos, voltam ao templo e encontram o Menino Jesus debatendo com os doutores da lei. Nessa ocasião, Jesus afirma que “Tinha que cuidar das coisas de Seu Pai”. Esta é a última vez que José é mencionado nas Sagradas Escrituras. Todos os indícios levam a crer que José faleceu antes de Jesus começar sua vida pública. Caso contrário, ele certamente teria sido mencionado pelos evangelistas, como o foi Maria.
Influência de José na formação da personalidade de Jesus
São José teve papel importantíssimo na formação da personalidade de Jesus enquanto pessoa humana. Claro, Jesus é o Filho de Deus. Porém, se analisarmos o comportamento de Jesus do ponto de vista humano, veremos que ele (Jesus) foi um menino e um homem que teve um pai presente, piedoso e influente. Um pai que ensinou ao filho o caminho da justiça, da verdade, do amor e do conhecimento da Palavra de Deus. Não é à toa que São José é chamado de “Justo” desde os Evangelhos. Por isso, São José é um dos maiores Santos de todos os tempos.
Devoção a São José
São José foi inserido no calendário litúrgico Romano em 1479. Sua festa é celebrada no dia 19 de março. São Francisco de Assis e, mais tarde, Santa Teresa d’Ávila, foram grandes Santos que ajudaram a divulgar a devoção a São José. No ano de 1870, São José foi declarado oficialmente como o Patrono Universal da Igreja. O autor dessa declaração foi o Papa Pio IX. No ano de 1889, o Papa Leão XIII, num de seus grandes documentos, exaltou as virtudes de São José. O Papa Bento XV declarou São José como o Patrono da Justiça Social. Para ressaltar a grande qualidade e poder de intercessão de São José como “trabalhador”, O Papa Pio XII instituiu uma segunda festa em homenagem a ele, a festa de "São José Operário". Essa, acontece no dia primeiro de maio.
São José é invocado também como o Padroeiro dos Carpinteiros. Na Arte Cristã, ele é representado tendo um lírio na mão, simbolizando a vitória dos Santos. Algumas vezes, ele aparece também com o Menino Jesus ou nos braços, ou ensinando a Ele a profissão de carpinteiro.
Revelações sobreo poder de intercessão de São José
São José é, sem dúvida, uma dos Santos mais importantes da Igreja. Ele é invocado como o Santo que intercede a Deus por todas as nossas necessidades. São José tem, diante de Deus, privilégios únicos. Essa é uma das revelações que foram dadas à Serva de Deus chamada Santa Águeda:“Por sua intercessão alcançamos a virtude da castidade e a vitória sobre as tentações contra a pureza; alcançamos o poderoso auxílio da graça, para sair do pecado e voltar à amizade com Deus; alcançamos a benevolência da Santíssima Virgem Maria e a verdadeira devoção a ela; alcançamos a graça de uma boa morte e a especial proteção contra o demônio nesta hora.” A Igreja afirma que os espíritos do mal estremecem quando ouvem o nome de São José ser invocado. Pela intercessão de São José, podemos alcançar a saúde e a ajuda nas dificuldades. Através dele, as famílias podem alcançar a bênção de uma vida digna.
Nossa Senhora também revelou a Santa Águeda: "Os homens ignoram os privilégios que o Senhor concedeu a São José, e quanto pode sua intercessão junto de Deus. Somente no dia do Juízo, os homens conhecerão sua excelsa santidade e chorarão amargamente por não haverem se aproveitado desse meio tão poderoso e eficaz para sua salvação e alcançar as graças de que necessitavam". SJMJ
Oração a São José
A vós, S. José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o Vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade, que Vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente Vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o Vosso auxílio e poder. Protegei, ó Guarda providente da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o Vosso constante patrocínio a fim de que, a Vosso exemplo e sustentados por Vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no céu a eterna bem-aventurança. Amém.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 18 de março de 2021
DIA DE SÃO CIRILO DE JERUSALÉM - 18 DE MARÇO
DIA DE SÃO CIRILO DE JERUSALÉM - 18 DE MARÇO
HOMILIA - 18.03.21
HISTÓRIA DE SÃO CIRILO DE JERUSALÉM
Origens
Cirilo nasceu em Israel, perto da capital, Jerusalém, no ano 315. Seus pais eram cristãos e bem colocados financeiramente. Por isso, Cirilo foi bem preparado desde a infância. Estudou as Sagradas Escrituras e também as matérias humanísticas. Ainda jovem, sentiu-se chamado para o ministério de evangelizador. No ano 345, aos 30 anos, recebeu a ordenação sacerdotal.
Cirilo viveu num tempo de heresias. Desde o início do Cristianismo várias heresias, isto é, interpretações erradas da fé, se infiltraram na Igreja. Mas no século IV, especialmente, no tempo de São Cirilo, apareceram as heresias chamadas arianismo e nestorianismo. As duas causaram profundas divisões na Igreja.
Bispo perseguido e, depois, reconhecido
No ano 348, o Padre Cirilo foi sagrado Bispo de Jerusalém. Ele exerceu o cargo durante quase trinta e cinco anos. Porém, dezesseis desses anos foram vividos no exílio, em três momentos diferentes.
Primeiro exílio
O primeiro exílio aconteceu porque um Bispo chamado Acácio, muito influente na Igreja, acusou-o de espalhar heresia. Reconhecido o engano, ele voltou afável e sem mágoas.
Segundo exílio
O segundo exílio aconteceu por ordem do Imperador Constâncio. Esse entendeu que Cirílo era simpatizante de hereges e condenou-o ao exílio. Porém, os Bispos Atanásio e Hilário, ambos de autoridade reconhecida e chamados de Padres da Igreja, tal como São Cirilo, saíram em sua defesa, demonstrando que ele não era um herege.
Terceiro exílio
O terceiro exílio foi o mais longo. O Imperador Valente, que era realmente um herege, exilou novamente todos os Bispos que tinha sido anistiados. Por isso, São Cirilo peregrinou por várias cidades da Ásia pelo tempo de onze anos. Esse exílio durou até à morte do Imperador, ocorrida em 378.
Ministério brilhante
O trabalho missionário, catequético e doutrinário de São Cirilo resistiu a todas essas provações e chegou até os dias de hoje. Ele tinha um dom especial de ensinar o Evangelho, e fazia isso como poucos. No começo de seu ministério episcopal, ele era o responsável pela preparação dos catecúmenos, ou seja, dos adultos convertidos, que seriam batizados.
Escritos
Nesse tempo, São Cirilo escreveu dezoito brilhantes discursos catequéticos. Depois, escreveu um maravilhoso sermão, uma carta dirigida ao Imperador Constantino e outros pequenos escritos inspirados e atuais. Outros treze escritos de sua autoria foram dedicados à exposição geral da doutrina cristã. Outros cinco escritos foram dedicados a preciosos comentários sobre os ritos Sacramentais que aconteciam durante a iniciação cristã. Vários de seus escritos dedicam-se a explicar os "como" e os "porquês" de cada uma das orações, do sacramento do batismo, do sacramento da crisma, da confissão, dos sacramentos em geral e dos grandes mistérios da fé cristã, chamados também de dogmas da Igreja.
Não só na teoria
São Cirilo soube como ninguém viver a fé cristã na prática. Num tempo de grande dificuldade, ele não teve dúvidas e vendeu preciosos vasos litúrgicos e outros valiosos objetos eclesiásticos, com o nobre objetivo de matar a fome dos pobres.
Santidade e firmeza na fé
Desde jovem, Cirilo apresentou-se manso, suave e afável. Preferia sempre a catequese a assuntos polêmicos. Aderiu firmemente à Doutrina da Igreja por ocasião do III Concílio de Constantinopla, no ano 382. Ali, ficou clara sua postura de fidelidade à Santa Sé e à Verdade sobre Jesus Cristo. Nesse Concílio, São Cirilo foi chamado por alguns Bispos de "valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião".
Morte
São Cirilo de Jerusalém faleceu no ano 386. Seu culto foi instituído em 1882, pelo Papa Leão XIII. Na ocasião, o Papa conferiu a ele os títulos de Doutor da Igreja, por causa da profundidade de seus escritos, e o de Príncipe dos Catequistas Católicos, por causa da brilhante preparação para os catecúmenos que ele escreveu.
Oração a São Cirilo de Jerusalém
“Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Cirilo de Jerusalém, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém. São Cirilo de Jerusalém, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 17 de março de 2021
DIA DE SÃO PATRÍCIO - 17 DE MARÇO
DIA DE SÃO PATRÍCIO - 17 DE MARÇO
HOMILIA - 17.03.21
HISTÓRIA DE SÃO PATRÍCIO
Origens
São Patrício escreveu um livro autobiográfico intitulado "Confissão". Através dele, sabemos que Patrício nasceu numa vila que pertencia a seu pai e ficava numa região entre Inglaterra e a Escócia. Ele nasceu no ano 377. Seu pai, Calpurnius, era cristão. E seu avô era Padre (nesse tempo, os padres ainda podiam se casar). Porém, apesar da influência religiosa, somente na adolescência é que Patrício se interessou pela religião e pelos estudos.
Raptado por piratas
Aos dezesseis anos, Patrício foi raptado por um grupo de piratas irlandeses. Em seguida, foi vendido como escravo. Levado à força para a Irlanda, foi submetido a trabalhos forçados num ambiente terrível, entre pessoas rudes, brutas e pagãs. Tentou fugir duas vezes, sem sucesso. Somente na terceira vez, conseguiu a libertação tão sonhada.
Busca da fé
O jovem Patrício conseguiu embarcar para a Grã-Bretanha. Depois, foi para a França. Lá, partilhou a vida em vários mosteiros e conseguiu se habilitar para a vida religiosa, que unia o estilo de vida monástico, pela disciplina e oração, e também missionário, caracterizando-se pelo desejo de anunciar o Evangelho aos pagãos.
Discípulo e missionário
A princípio, o jovem monge Patrício acompanhou um Santo chamado Germano, que pertencia ao Mosteiro de Auxerre. Ambos empreenderam uma grande missão apostólica nas terras da Grã-Bretanha. Mas o grande desejo de seu coração era evangelizar a Irlanda, aquele povo pagão, que o tinha escravizado. E Patrício entregou a Deus esse santo propósito.
Deus ouviu seu coração
Quando o Bispo responsável pela Missão na Irlanda, chamado Paládio, faleceu, o Papa Celestino I convocou justamente Patrício para dar continuidade à missão. Por isso, ele sagrado Bispo e viajou para a Irlanda no ano 432.
Apóstolo da Irlanda
O que aconteceu na vida de São Patrício e na Irlanda, nas três décadas que se seguiram, foi simplesmente extraordinário. Tanto que a Missão de São Patrício ficou gravada para sempre na História da Irlanda, da Igreja Católica e até mesmo na História da Humanidade. São Patrício fez nada menos do que mudar o destino de um povo através do Evangelho. Sua missão levou à conversão praticamente toda a Irlanda. Tudo isso sem contar com ajuda política e sem jamais usar de violência contra aqueles que preferiam continuar no paganismo. Seu lema era respeitar para ser respeitado.
O respeito é recíproco
Por causa da atitude respeitosa de São Patrício, não aconteceu repressão contra os cristãos na Irlanda. O próprio Rei, chamado Leogário, percebendo a santidade de Patrício, converteu-se e possibilitou que toda a sua Corte se convertesse. A missão de São patrício foi tão eficaz que a fé católica se enraizou na Irlanda. E, de tal forma, que esse país se tornou o berço de um grande número de evangelizadores, missionários e Santos.
Dinamismo
Além de viver uma vida santa, que tocava os corações, São Patrício era um homem de grande visão e dinamismo. Ele fundou incontáveis mosteiros pelo país. Com isso, a Irlanda se tornar um centro que irradiava a fé e a cultura. De lá partiu um grande número de Monges Missionários. Esses peregrinaram por muitas terras estrangeiras anunciando o Evangelho. Alguns exemplos mais famosos são os apóstolos Donato, Columbano, Willibrordo, Galo, Tarásio, entre tantos outros.
Mitos cristãos
Enquanto outros países têm como ídolos e mestres reis e ditadores que empreenderam guerras e mortandade, a Irlanda passou a ter seus mitos culturais nos monges e missionários evangelizadores e suas histórias de milagres, graças e heroísmo cristão. Esse é um efeito direto da enculturação do Evangelho levada a temo por São Patrício.
Morte
São Patrício faleceu no dia 17 de março do ano 461, na cidade de Down. Hoje, a cidade se chama Downpatrick (Cidade de Patrício) em sua homenagem. Há séculos, o dia 17 de março é feriado nacional, quando se celebra o dia de São Patrício, conhecido como a glória da Irlanda. Existem hoje, na Irlanda, mais de duzentos santuários construídos em honra a São Patrício, Padroeiro do país.
Oração de São Patrício
Enfrentando a resistência e as armadilhas do paganismo na Irlanda, São Patrício compôs e rezou esta oração por sua proteção e eficácia na missão:
“Cristo comigo, Cristo em minha frente, Cristo atrás de mim, Cristo em mim, Cristo abaixo de mim, Cristo sobre mim, Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda, Cristo quando me deito, Cristo quando me sento, Cristo quando me levanto, Cristo no coração de cada um que pensa em mim, Cristo na boca de cada um que fala de mim, Cristo em todo olho que me vê, Cristo em todo ouvido que me ouve.
Amém!”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 16 de março de 2021
DIA DE SÃO CARLOS GARNIER - 16 DE MARÇO
DIA DE SÃO CARLOS GARNIER - 16.03.21
HOMILIA - 16.03.21
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 15 de março de 2021
DIA DE SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER - 15 DE MARÇO
DIA DE SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER - 15 DE MARÇO
HOMILIA - 15.03.21
HISTÓRIA DE SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER
Batizado com o nome de João, ele nasceu num pequeno povoado da Morávia, República Tcheca, em 26 de dezembro de 1751. De família muito cristã e pobre, não pôde se dedicar aos estudos até a adolescência. Seus pais, Paulo Hofbauer e Maria Steer, tiveram doze filhos, e ele tinha apenas sete anos quando ficou órfão de pai. Consta de suas anotações que, nesse dia, sua mãe lhe mostrou um crucifixo e lhe disse: "A partir de hoje, este é o teu Pai". João entendeu bem a orientação, decidindo, a partir de então, que se tornaria Padre e missionário.
Mas as condições em que vivia a família dificultaram a realização de seu sonho. Aos quinze anos de idade, foi morar na cidade de Znaim, onde aprendeu o ofício de padeiro. Três anos depois, conseguiu o emprego que mudou sua vida: padeiro do Convento em Bruk, dos Premonstratenses. A vocação do jovem foi notada pelo Abade, que o deixou estudar, inclusive latim. Quando seu benfeitor morreu, João foi viver como eremita, primeiro na Áustria e, depois, com a permissão do Bispo de Tívoli, próximo à capela de Quintilio. Aí, foi onde mudou o nome para o de Clemente Maria, recebendo o hábito do Bispo que, mais tarde, se tornaria o Papa Pio VII. Certa vez, em outra viagem a Roma, entrou por acaso numa igreja de Redentoristas. Foi o primeiro contato que teve com essa Ordem. Depois de assistir à missa, pediu uma entrevista com o Superior e, impressionado com as Regras e a atuação da Congregação, pediu para ingressar nela e foi admitido.
Um ano depois, tornou-se Sacerdote Redentorista. Seu sonho estava realizado, mas seu trabalho, apenas começando. Fixou residência em Varsóvia, onde fundou casas e recebeu dezenas de noviços. Reformou a igreja de São Benon, que estava caindo aos pedaços, e a pequena casa da igreja tornou-se um grande e espaçoso convento. Durante vinte anos, Padre Clemente atuou nessa Paróquia, convertendo pagãos e atraindo multidões. Tanto que eram necessários vinte e cinco padres para atender aos fiéis, celebrando diariamente duas missas em alemão e duas em polonês. Com a expansão do trabalho, pôde fundar mais três conventos e ativar as paróquias em volta da sua. Como Capelão do convento e da igreja das Ursulinas, teve uma influência extraordinária na cidade inteira e até além da mesma. Fundou também um asilo para abrigar as crianças vítimas das sucessivas guerras da região, uma escola para crianças pobres e outra, de ensino superior, para meninos. Essa atividade ele a continuou até 1808, quando Napoleão Bonaparte fechou a igreja e dispersou a comunidade. Enfrentou, com serenidade, com outros Redentoristas, a perseguição na Polônia, o fechamento da Casa da Ordem e até a prisão.
Clemente não desistiu. Foi realizar missões na Alemanha, Suíça e na Áustria, onde fez o clero retomar os conceitos cristãos esquecidos. Principalmente, aconselhou e encorajou alguns líderes do novo movimento romântico e outros que trabalhavam para a renovação católica nos países de idioma alemão. A intensa atividade dele chamou a atenção da polícia. Mas, só a morte poderia impedir Clemente Maria de atuar, o que se deu em Viena, no dia 15 de março de 1820, cuja população consternada assumiu o luto como o de um parente.
Foi beatificado em 1888, e canonizado pelo Papa Pio X, em 1909. Cinco anos depois, o mesmo pontífice proclamou São Clemente Maria Hofbauer o Padroeiro de Viena e, também, dos padeiros, numa singela lembrança da profissão exercida na sua adolescência. É venerado como o principal propagador da Congregação Redentorista, fora da Itália.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 14 de março de 2021
DIA DE SANTA MATILDE - 14 DE MARÇO
DIA DE SANTA MATILDE - 14 DE MARÇO
HOMILIA - 14.03.21
HISTÓRIA DE SANTA MATILDE
Origens
Matilde era descendente de nobres saxões. Nasceu na região de Westfalia, na Alemanha, por volta de 895. Foi educada por sua avó, que também se chamava Matilde e era Abadessa de um Mosteiro de Monjas Beneditinas em Herford. Por causa dessa educação, ela aprendeu a ler e a escrever. Além disso, estudou Filosofia e Teologia. Isso era raríssimo entre as mulheres, mesmo entre as nobres de seu tempo. Os livros da época atestam que Matilde possuía inteligência brilhante e grande beleza tanto física quanto de alma.
Casamento
A bela Matilde casou-se, com apenas catorze anos, com um Duque da Saxônia, chamado Henrique. Esse, em pouco tempo, veio a se tornar Rei da Alemanha, com o nome de Henrique I. Com o Rei, Matilde viveu um casamento feliz, que durou vinte anos.
Influente sobre o Rei
O reinado de Henrique I foi justo e bom para o povo. Segundo os livros, a Rainha Matilde teve grande influência nele, lutando pela justiça e pela bondade, sempre nos bastidores do governo. Ela sempre se mostrou cheia de bondade e portadora de grande generosa para com os súditos, especialmente os pobres e doentes.
Obras
Em tempo de paz, a Rainha Matilde passou a assistir à população, erguendo conventos, igrejas, hospitais e escolas. O Rei, por sua vez, fazia da Alemanha o país líder da Europa. Ele salvou seu país da invasão dos húngaros. Depois, regularizou a situação da Alemanha com a França e a Itália. Em seguida, passou a exercer domínio sobre os dinamarqueses e os eslavos. O reinado de Henrique I ficou bastante fortalecido.
Divisão na família
A paz, porém, chegou ao fim quando o Rei Henrique I faleceu. Antes de sua morte, o Rei deixou indicado para sucedê-lo seu filho mais velho, chamado Oton. Porém, um filho mais novo, chamado Henrique, quis o trono, a despeito da vontade do pai. Então, exércitos aliados de cada um desses príncipes começaram a guerrear, para grande tristeza de Santa Matilde. Por fim, Oton venceu e assumiu o trono.
Exilada pelos próprios filhos
Depois de tudo isso, os filhos, surpreendentemente, se voltaram contra a própria mãe. Alegaram que ela vivia esbanjando os bens do reino com os pobres e com a Igreja. Por isso, retiraram toda a fortuna que pertencia a ela e ordenaram que ela fosse exilada. Santa Matilde, com grande sofrimento, foi viver no Mosteiro de Engerm. Lá, dedicou-se à oração e aos sacrifícios, pedindo incessantemente pela conversão dos filhos.
Os filhos se arrependem
Muitos anos depois, os irmãos Oton e Henrique caíram em si e se arrependeram do terrível gesto de ingratidão que tiveram para com a própria mãe. Por isso, procuraram a mãe, pediram perdão, receberam-na de volta no reino e devolveram a ela tudo o que lhe era de direito. Com autoridade sobre seus bens novamente, Santa Matilde distribuiu tudo entre os pobres, salvando famílias inteiras da miséria e da perdição. Depois disso, voltou para a vida religiosa no Mosteiro. Lá, recebeu o dom da profecia e ajudou a muitos com suas orações, escuta e aconselhamento.
Morte
A Santa Rainha Matilde faleceu no ano 968. Foi sepultada ao lado do dos restos mortais de seu marido, no mosteiro de Quedlinburgo. Logo, passou a ser venerada pelo povo como Santa. Sua fama se propagou rapidamente pelo mundo católico do Ocidente chegando até ao Oriente. Hoje, ela é bastante celebrada na Alemanha e também na Itália e em Mônaco. Sua festa é celebrada no dia 14 de março. É dessa Santa Matilde que descenderam os Reis de Portugal e, por conseguinte, a Família Imperial do Brasil.
Oração a Santa Matilde
“Pai Celeste, pelos méritos de Santa Matilde, que procurou a caridade em tudo e em todos, nunca deixando de ajudar aos mais necessitados, nós Vos rogamos a graça de administrarmos os talentos e bens que Vós nos destes para o bem de Vossos fiéis e da Vossa Igreja. Amém. Santa Matilde, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 13 de março de 2021
DIA DE SANTA EUFRÁSIA - 13 DE MARÇO
DIA DE SANTA EUFRÁSIA - 13 DE MARÇO
HOMILIA - 13.03.21
HISTÓRIA DE SANTA EUFRASIA
Origens
Eufrásia nasceu no ano 380, na Ásia Menor. Era filha única de pais muito ricos e cristãos. Seus pais eram parentes do então Imperador Romano Teodósio. Por isso, Eufrásia foi educada na Corte romana. Sua infância e juventude foram rodeadas de luxo e prazeres. Ela, porém, nunca sentiu-se atraída por nada disso. Tinha o exemplo e a educação cristã recebida de seus pais que, apesar da riqueza que possuíam, viviam na humildade.
Mudança para o Egito
Quando o pai de Eufrásio faleceu, sua mãe passou a ser cortejada por vários interesseiros da Corte. Por isso, resolveu mudar-se para o Egito. Lá, usou de sua fortuna para reconstruir a vida e fazer caridade para com os necessitados. Eufrásia estava sempre acompanhando sua mãe nas visitas aos pobres, aos conventos e aos hospitais que ela ajudava na manutenção. Eufrásio tinha, então, apenas sete anos e gostava muito dessas ações.
Vocação de menina
Numa das visitas que mãe e filha fizeram a um convento, Eufrásia pediu para ficar com as irmãs. Tinha apenas sete anos e já queria ficar no convento definitivamente. Sua mãe permitiu, vendo nisso um chamado de Deus para sua filha. Assim, apesar da pouca idade, Eufrásia conseguia acompanhar as freiras em todas as atividades, mostrando grande disciplina e grande pontualidade, o que deixava as freiras impressionadas pela precoce maturidade da menina.
O tesouro escondido
O tempo passou, e Eufrásia, que continuava no convento, se tornou uma linda jovem. Mantinha uma vida regular, cheia de Deus, praticava o jejum e a vida de oração. Então, sua mãe veio a falecer. Ao vê-la órfã, o Imperador Teodósio, seu parente, quis proteger seu futuro. Por isso, procurou por ela, oferecendo uma proposta de casamento que vinha da parte de um senador. Tal casamento daria a Eufrásia grande status social e aumentaria ainda mais sua fortuna, que já era grande. Santa Eufrásia, porém, recusou a proposta e afirmou que queria continuar virgem, seguindo a vida religiosa. Além disso, pediu a Teodósio que distribuísse todos os bens que ela possuía aos pobres. Santa Eufrásia tinha encontrado um tesouro muito maior.
Dons extraordinários
Os escritos sobre Santa Eufrásia relatam inúmeras graças e acontecimentos milagrosos ocorridos por sua intercessão. Um desses fatos é que um menino que estava à beira da morte foi curado quando ela fez o sinal da cruz sobre ele. Assim, sua fama de santidade se espalhou por toda a região.
Morte anunciada
No dia 12 de março do ano 412 a Superiora do Convento teve uma visão profética, na qual recebeu um aviso de que a freira Eufrásia morreria e seria proclamada santa. Santa Eufrásia, ainda jovem, nada sentia. Porém, acreditou na mensagem e pediu para receber os Sacramentos. Então, no dia seguinte, 13 de março de 412, como tinha sido previsto, ela teve uma febre muito forte e veio a falecer. Venerada como santa pelo grande exemplo de vida, de fraternidade, de amor e caridade, Santa Eufrásia foi sepultada no mesmo convento onde passou a vida e ao qual tanto amor devotava.
Culto
O culto a Santa Eufrásia passou a ser bastante difundido por todo o Oriente e também no Ocidente. Ela é admirada pela simplicidade da vida que escolheu, pela caridade para com todos e pelas incontáveis graças que até hoje acontecem quando se pede sua intercessão. Sua celebração litúrgica foi instituída para o dia 13 de março, dia de sua entrada no céu.
Oração a Santa Eufrásia
“Pai Santo, Vós nos criastes para Vos amar e servir. Ajudai-nos a viver essa sublime vocação, seguindo os passos de Santa Eufrásia e aprendendo com ela a virtude de servir sem jamais exigir nada em troca. Isso Vos pedimos por Jesus Cristo Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo, amém. Santa Eufrásia, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 12 de março de 2021
DIA DE SÃO LUÍS ORIONE - 12 DE MARÇO
DIA DE SÃO LUÍS ORIONE - 12 DE MARÇO
HOMILIA - 12.03.21
HISTÓRIA DE SÃO LUÍS ORIONE
Origens
Luís Orione nasceu em Pontecuore, Itália, no dia 23 de junho de 1872. Era filho de uma família pobre. Seus pais eram camponeses e muito simples. Porém, sua família era bem estruturada, rica em honestidade e sabedoria. Sua mãe, sábia educadora, serviu de inspiração e modelo por toda a vida. Luís Orione recebeu os fundamentos da sua fé no aconchego de seu lar e isso o marcou para o resto a vida.
Contato com um Santo
No início da juventude, Luís Orione já pensa em ser sacerdote. Apoiado por sua família, ele ingressou no Oratório Salesiano em Turim, uma obra dedicada à educação e formação de crianças, adolescentes e jovens pobres. O fundador dessa obra era São João Bosco, ou, simplesmente, Dom Bosco. Esse ainda era vivo quando Luís Orione ingressou no Oratório. Dom Bosco tinha grande estima por Orione e percebeu logo a vocação do jovem. Por isso, dedicou especial atenção na formação de Orione.
Fundador dinâmico
Em 1892, sendo ainda seminarista, Luís Orione fundou duas escolas dedicadas à formação de crianças e jovens. Ordenado em 1895, passou, então, a se dedicar aos necessitados com todo ardor e devoção. Sua meta era acolher e evangelizar os mais necessitados.
Missionário da caridade
O Padre Luís Orione era incansável na sua luta em favor dos necessitados. Por várias vezes, empreendeu viagem por toda a Itália, pedindo doações e ajuda material para as obras de caridade que ele fundara. Colocava-se como um instrumento nas mãos da Providência Divina, tendo sempre como objetivo o alívio dos sofrimentos e das necessidades humanas.
Terremoto
Em 1908, um terremoto terrível colocou abaixo a região da Sicília e Calábria, na Itália. Luís Orione fez um grande trabalho no socorro das inúmeras vítimas. Tanto que o Papa Pio X pediu que ele ficasse lá por mais tempo. Padre Orione atendeu, permanecendo nd região por três anos.
Fundador
Em 1915, o Padre Luís Orione fundou uma Congregação que ele chamou de “Pequena Obra da Divina Providência”. O objetivo da obra era atender aos pobres, humildes trabalhadores, doentes, necessitados e, principalmente, aos esquecidos pela sociedade. Posteriormente, fundou a Congregação dos Padres Orionitas. Depois, fundou a Congregação das Irmãzinhas Missionárias da Caridade. Mais tarde, fundou a Congregação das Irmãs Sacramentinas. Finalmente, fundou a Congregação dos Eremitas de Santo Alberto. Nessas duas últimas Fundações, um dos objetivos era admitir religiosos cegos, coisa que, na época, era difícil.
A obra se estende pelo mundo
A Congregação dos Filhos da Divina Providência e a das Missionárias da Caridade se expandiram por vários países da Europa. Depois, pelas Américas e pela Ásia. Hoje, a Obra de São Luís Orione tem milhares de Casas e Instituições espalhadas pelo mundo, atuando principalmente na área assistencial e educativa.
No Brasil
A Obra de São Luís Orione está no Brasil desde 1914. São várias casas que abrigam órfãos, excepcionais, deficientes, idosos. Há também hospitais para os necessitados. A obra da Divina Providência sempre foi e ainda hoje continua recebendo toda a manutenção vinda de esmolas e doações.
Morte
São Luís Orione faleceu como uma vela que se desgastou, queimando pelo cansaço missionário. Ele tinha sessenta e oito anos quando entregou sua alma a Deus, na cidade de San Remo, Itália. Era o dia 12 de Março de 1940. Sua canonização foi celebrada em 2004, pelo Papa João Paulo II, em Roma. São Luís Orione foi um sacerdote humilde e gigante no apostolado da caridade. Foi chamado de Pai dos Pobres e Grande Benfeitor da Humanidade aflita e sofredora.
Oração a São Luís Orione
“Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, nós Vos adoramos e Vos damos graças pela imensa caridade que infundistes no coração de São Luiz Orione e por ter-nos dado nele o Apóstolo da Caridade, o Pai dos Pobres e o Benfeitor da Humanidade, sofredora e abandonada. Concedei-nos que possamos imitar o amor ardente e generoso que São Luiz Orione tinha para conVosco, a Santíssima Virgem, a Igreja, o Papa e todos os aflitos. Pelos seus méritos e sua intercessão, concedei-nos a graça que Vos pedimos (pedir a graça) para experimentar a Vossa Divina Providência. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 11 de março de 2021
EMBOLADA COM T, REPENTE, COM BILIU DE CAMPINA
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 11 de março de 2021
DIA DE SANTA FLORA E SANTO EULÓGIO - 11 DE DE MARÇO
DIA DE SANTA FLORA E SANTO EULÓGIO - 11 DE MARÇO
HOMILIA - 11.03.21
HISTÓIA DE SANTA FLORA
Os mártires são verdadeiros luzeiros que nos iluminam com a luz de Cristo e nos chamam ao testemunho radical da fé. Flora é uma destas pessoas santas, por isso a lembramos neste dia, ela que era natural da cidade de Córdoba.
No época de Santa Flora, os cristãos estavam sendo duramente perseguidos pelo fanatismo árabe da "Guerra Santa de Maomé", que buscava destruir o culto ao Cristo. Flora aprendeu da família o amor e fidelidade ao Cristo e carregava consigo o testemunho de santidade de seu irmão mártir e, por isso, mesmo presa duas vezes , colocada numa prisão, interrogada e, enfim, torturada , com o auxílio da graça não abandonou a fé no Deus Vivo.
Um Padre santo que a visitou na cadeia testemunhou: "Eu toquei com minhas mãos as cicatrizes de sua cabeça e de seu rosto desfigurado pelo sofrimento". Santa Flora, no século IX, com firmeza e na alegria da fé de quem receberá a Vida Eterna, aceitou martirizações pelos muçulmanos da época, mas não negou seu seguimento ao Cristo.
Santa Flora, rogai por nós!
HISTÓRIA DE SANTO EULÓGIO
Nascido em Córdova, Espanha, no século VIII, descobriu seu chamado ao sacerdócio e fez um ótimo caminho formativo, também nas áreas da ciência, aprofundando-se nas ciências teológicas. Era um homem de muito estudo, oração e amor.
A Espanha foi afetada por invasões, e o Príncipe perseguia cruelmente a Igreja, prendendo e matando a muitos cristãos.
São Eulógio deixou muitos escritos, com testemunhos de mártires e santos, assim como obras apologéticas e a ‘Exortação ao Martírio’, que escreveu na prisão.
Ele foi decapitado no dia 11 de março de 859, recebendo a coroa da vida imortal.
Santo Eulógio, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 10 de março de 2021
DIA DOS QUARENTA MÁRTIRES DE SEBASTE - 10 DE MARÇO
DIA DOS QUARENTA MÁRTIRES DE SEBASTE - 10 DE MARÇO
HOMILIA - 10 DE MARÇO
HISTÓRIA DOS QUARENTA MÁRTIRES DE SEBASTE
O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Armênia. Nessa época, foi publicada na cidade uma ordem do Governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o Prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos.
De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O Comandante os procurou, então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou, e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado, havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma, e ninguém se rendeu durante três dias e três noites.
Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, o sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, o sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados.
Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros.
Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 09 de março de 2021
DIA DE SANTA FRANCISCA ROMANA - 09 DE MARÇO
DIA DE SANTA FRANCISCA ROMANA - 09 DE MARÇO
HOMILIA - 09.03.21
HISTÓRIA DE SANTA FRANCISCA ROMANA
Origens
Seu nome de batismo era Francisca Bussa de Buxis de Leoni. Nascida em 1384 numa família nobre e cristã de Roma, desde jovem manifestou-se chamada para uma vida de oração, recolhimento e penitência. Seu desejo era tornar-se freira. Por isso, buscava, cada vez mais, instruir-se na fé e na prática das virtudes cristãs. Desde adolescente, Francisca era vista como um anjo de doçura e delicadeza para com todos.
Casamento
O pai de Francisca, porém, tinha prometido a filha em casamento ao também nobre Lourenço Ponciano. Assim, em obediência ao pai, ela se casou. Felizmente, Lourenço era cristão e procurava viver a fé. Por isso, tiveram um casamento feliz, apesar dos sofrimentos que a vida impôs ao casal. O casal teve seis filhos e viveu a fidelidade, o amor e a paternidade responsável e evangelizadora. Além disso, sempre que possível, praticava a caridade para com os necessitados. Se Lourenço não podia dedicar-se a essas obras, autorizava Francisca. E a obra se expandiu de tal maneira que a casa rica dos dois foi se transformando num asilo-albergue-hospital para os necessitados.
Sofrimento e amor
Santa Francisca de Roma teve seis filhos com Lourenço. Na época, Roma estava dividida em facções a favor e contra o Papa, e que guerreavam entre si. Era uma verdadeira situação de guerra civil. Além disso, a cidade foi assolada por epidemias, fomes, revoluções. Nessas situações, Santa Francisca assistiu à morte de três de seus filhos. Mais tarde, outro filho foi feito refém, seu marido foi ferido na guerra e, depois, feito prisioneiro. Ainda assim, ela prosseguiu com sua obra de caridade. Vendeu quase tudo o que possuía para mantê-la funcionando. Foi nessa época que o povo, agradecido, deu a ela título de “Mãe de Roma”.
Dinamismo para o amor
Santa Francisca Romana frequentava a abadia de Santa Maria Nova, dos Monges Beneditinos. Lá, em contato com as ricas matronas de Roma, convenceu um bom número delas a se unirem para prestar um serviço social aos pobres, doentes e necessitados. Fundou uma espécie de “instituto das mães de Roma”. Tratava-se de um organismo sem votos, sem regras, sem hábito, formado por mães romanas. Elas viviam seu cotidiano de mães e esposas, mas procuravam tempo para a oração e para a prática da caridade efetiva para com os necessitados acolhidos na casa de Santa Francisca e em outras paróquias de Roma.
Reconciliação
Terminada a guerra, Lourenço, o marido de Francisca, voltou para casa e teve grande parte de seus bens restituídos. Ele apoiava Santa Francisca na caridade e também participava. A santa esposa conseguiu, com muita oração e conselhos, que seu marido se reconciliasse com inimigos surgidos nas guerras de Roma. E ela conseguiu seu intento. Antes de falecer, seu marido tinha se reconciliado com todos os antigos inimigos e estava em paz.
Nasce uma Ordem nova
Após a morte de seu marido, Santa Francisca intensificou seu trabalho junto aos pobres. A essa altura, cinco de seus filhos e filhas tinham falecido. Quando o último filho sobrevivente se casou, ela entregou o governo da casa à sua nora. Essa nora convertera-se à fé cristã por causa de Santa Francisca. Em seguida, Santa Francisca e suas companheiras viúvas de Roma, fundaram a Ordem das Irmãs Oblatas Olivetanas de Santa Maria Nova. Em 1433, dez oblatas da nova Ordem receberam o hábito religioso e começaram a viver em comunidade. Daí a poucos meses, o Papa Eugênio IV instituiu a Congregação dando-lhe o nome de Congregação das Oblatas da Santíssima Virgem. Mais tarde, após a morte de Santa Francisca, esse nome foi mudado para Congregação das Oblatas de Santa Francisca Romana. A congregação continuou bravamente a obra começada por Santa Francisca.
Humildade
Santa Francisca Romana fez questão de ingressar na Congregação que fundara como qualquer outra, sendo uma simples postulante. Em pouco tempo, porém, foi eleita a Superiora e exerceu seu ministério com humildade e santidade, procurando sempre descobrir e cumprir a vontade de Deus para a Obra.
Dons sobrenaturais
Santa Francisca Romana teve vários dons sobrenaturais e carismas, que serviram para a edificação da Congregação e da Igreja em geral. Ela tinha visões de seu Anjo da Guarda, do combate entre as forças satânicas e as forças celestiais, profecias, êxtases, colóquios com Jesus Cristo e Nossa Senhora. Teve também visões dos sofrimentos do inferno, do purgatório e da felicidade profunda do céu, deixando claro que o maior sofrimento na terra, não tem comparação com a felicidade do céu. Por isso, suportava tudo com amor, paciência e perseverança.
Falecimento
Santa Francisca Romana viveu apenas três anos no convento. Sua última semana de vida foi de muito sofrimento, mas ela permaneceu firme, sabendo que sua hora estava chegando. Assim, conseguiu dar suas últimas orientações às irmãs. Ela faleceu em 09 de março de 1440, aos 56 anos de idade. Seus funerais precisaram ser estendidos por três dias para que toda a cidade de Roma pudesse se despedir dela. Ela foi canonizada em 1608 e recebeu o título de Santa Mística da Igreja.
Oração a Santa Francisca Romana
“Ó Deus, que destes a Santa Francisca Romana a graça de viver o sacramento do matrimônio, a maternidade e a vida religiosa com toda fidelidade e perseverança, dai também a nós a graça de vivermos bem nosso estado de vida (casados, solteiros ou consagrados). Que nossa vida seja abençoada pela intercessão de Santa Francisca Romana e que suas visões do céu nos ajudem a desejar e a procurar de todo o coração a pátria celestial. Amém. Santa Francisca Romana, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 08 de março de 2021
DIA DE SÃO JOÃO DE DEUS - 08 DE MARÇO
DIA DE SÃO JOÃO DE DEUS - 08 DE MARÇO
HOMILIA - 08.03.21
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO DE DEUS
Origens
João Cidade Duarte era seu nome de batismo. Ele nasceu em 08 de março de 1495, em Montemor-o-novo, Portugal. Seu pai vivia de vender frutas na rua. Da sua infância sabe-se apenas que, aos oito anos, fugiu ou foi levado por um viajante que tinha se hospedado na sua casa. Vinte dias após seu sumiço, sua mãe morreu de tristeza. Seu pai foi para um convento de franciscanos, que o receberam. Lá, ele encerrou seus dias.
Um menino levado pelo vento
Sabe-se que João foi levado a pé para a cidade de Madrid, na Espanha. Caminhou ao lado de saltimbancos e mendigos. Perto da cidade de Toledo, o viajante o entregou a um bom homem, chamado Francisco Majoral. Este administrava os rebanhos do Conde de Oropesa, afamado por ser caridoso. Nessa época, o menino recebeu o apelido de “João de Deus”, porque ninguém sabia ao certo quem ele era e, muito menos, de onde vinha.
Uma nova família
Durante seis anos, Francisco Majoral educou João como a um filho, juntamente com a pequenina filha que a família tinha. Depois, dos catorze aos vinte e oito anos, João trabalhou para Francisco como um pastor. A relação entre eles era quase como a de pai e filho. Porém, quando a filha de Francisco atingiu idade para casar-se, Francisco quis casá-la com João de Deus. João, sem querer o casamento e sem saber o que fazer, fugiu e começou uma vida errante.
Vida errante
João de Deus alistou-se soldado do Rei Carlos V. Como soldado, lutou na Batalha de Paiva, contra o Rei Francisco I e seu exército. Vencedor, abandonou o exército e ganhou o mundo.
Peregrinou por toda a Europa. Depois, foi para a África. Lá, fez-se vendedor ambulante na cidade de Gibraltar. Então, como um filho pródigo, voltou à cidade onde nascera. Ninguém, porém, o reconheceu. Seus pais já tinham morrido. Por isso, voltou para a Espanha e abriu uma livraria na cidade de Granada.
Conversão
Em Granada, no ano 1538, João de Deus ouviu um sermão inflamado pregado pelo futuro São João D’Ávila. O sermão tocou-o de tal maneira que ele saiu da igreja aos gritos de "misericórdia, Senhor, misericórdia". O povo, sem compreender, ou ria dele ou estranhava. Mas ele não deu importância a isso. Distribuiu os bens que tinha acumulado aos pobres e iniciou uma vida de penitências rigorosas.
Internado como louco
Tido como louco por muitos, João de Deus foi internado num hospício. Lá, recebeu tratamento desumano, conforme a ignorância da época quanto às doenças mentais. Depois de ter sofrido cruelmente, foi acolhido e orientado por São João d'Ávila. Então, ele decidiu fundar o que chamou de “casa-hospitalar”, cujo objetivo era dar tratamento mais adequado aos tidos como “loucos”.
Uma Ordem religiosa para cuidar dos doentes mentais
A Casa Hospitalar de João de Deus começou a dar frutos, curando a muitos doentes mentais, para espanto da sociedade de então. Com isso, nascia uma Ordem Religiosa, que ele chamou de Ordem dos Irmãos Hospitaleiros. Apesar de nunca ter estudado medicina, João de Deus conseguia a cura de vários doentes mentais utilizando sua própria experiência, aliada à fé cristã. Tinha como princípio o fato de que, se a alma for curada, meio caminho estava feito para a cura do corpo.
Loucura?
Por ter sido tratado como louco, João de Deus conhecia em profundidade a difícil situação dos doentes mentais. Ele dizia que pertencia ao mundo dos loucos. Dizia também que pertencia e ao mundo dos pecadores, dos indignos. Mas isso era o que o entusiasmava a trabalhar pela reabilitação, dignificação e inserção tanto dos doentes mentais quanto dos pecadores. Num mundo onde qualquer distúrbio mental era sumariamente classificado como “loucura”, João de Deus criou um modelo de empatia, de tratamento, de contato e de convicções profundas, que ajudaram a milhares de sofredores e inspirou várias outras instituições. Essas, seguiram suas inspirações e orientações. Muitas ainda seguem nos tempos de hoje.
São João de Deus, o precursor da psicanálise
Para cuidar dos doentes mentais, São João de Deus usava um processo próprio, que unia a conversa, o acolhimento, a oração, a cura interior. Por tudo isso, ele é considerado o precursor do método de tratamento psicanalítico e da compreensão de que as doenças têm origens psicossomáticas, ou seja, uma alma ou mente perturbada gera doenças físicas. Os traumas, os rancores, as mágoas causam doenças físicas. Freud e seus discípulos chegaram a isso quatro séculos depois.
A obra se espalha
O sucesso, da obra de São João de Deus foi tão grande que, acima de oitenta casas-hospitalares foram fundadas pela Europa. A princípio, elas abrigavam os doentes mentais e os doentes terminais. Depois, São João de Deus e seus seguidores começaram a atender a todos os tipos de doentes. Seu lema resumia uma verdade para toda a vida: "fazei o bem, irmãos, para o bem de vós mesmos".
Morte
São João de Deus faleceu no mesmo dia de seu nascimento, em 8 de março. Era o ano 1550. Ele tinha apenas cinquenta e cinco anos de idade. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Leão XIII, que, na ocasião, o proclamou padroeiro dos hospitais, padroeiro dos doentes e padroeiro de todos os que trabalham para a obtenção da cura dos doentes.
Legado
Nos dias de hoje, a Ordem Hospitaleira de São João de Deus tem as dimensões de um instituto religioso internacional. Sua sede fica em Roma. O instituo é formado por homens que se consagram à misericordiosa hospitalidade cristã, que visa acolher os doentes e os mais necessitados. A obra está presente em quarenta e cinco países.
Oração a São João de Deus
“Senhor, que inflamastes São João de Deus no fogo da caridade para que fosse na terra o apóstolo dos pecadores, socorro dos pobres e saúde dos doentes; no céu o constituístes alívio dos que sofrem, Padroeiro e Modelo dos profissionais de saúde. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que neste momento Vos pedimos, prometendo imitá-lo nas suas virtudes, na construção do Vosso Reino de Paz, Justiça, Amor e Misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na Unidade do Espírito Santo. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 07 de março de 2021
DIA DE SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE - 07 DE MARÇO
DIA DE SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE - 07 DE MARÇO
HOMILIA - 07.03.21
HISTÓRIA DE SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE
Origens
Uma nobre e uma escrava. O que sabemos sobre as origens das duas é pouco, porém digno de nota. Perpétua era nobre da cidade de Cartago, no Norte da África. Felicidade era escrava de Perpétua, também de Cartago. As duas tinham por volta de 20 anos e eram cristãs, numa região dominada pelo Império Romano, em tempos de perseguição contra os cristãos.
Escrava e senhora unidas pela fé
Perpétua era rica, de família tradicional e nobre. Seu pai era pagão. Quando da prisão, tinha ela apenas vinte e dois anos e era mãe de um bebê recém-nascido. Felicidade, sua escrava, estava com oito meses de gravidez.
Prisão
As duas foram presas no ano 203, por ordem do Imperador Romano Severo, pelo simples fato de serem cristãs. Severo, cujas origens familiares também estavam na África, tinha emitido um decreto de pena de morte aos cristãos. As duas sofreram as atrocidades da prisão unidas pela fé, em oração e dando força uma a outra.
O diário da prisão
Estando na prisão, Perpétua escreveu um diário, que está entre os mais comoventes e realistas da história da Igreja. Nesse diário, ela narra todo o sofrimento por que passaram e descreve a fé e a esperança cristã na vida eterna de maneira maravilhosa. No diário, ela conta que seu pai foi visitá-la na prisão para pedir que ela renunciasse à fé cristã e salvasse sua vida. Ela, porém, preferiu a morte a negar o Senhor de sua vida, Jesus Cristo.
Um parto na prisão
Temendo a pena de morte, Felicidade pedia diariamente a Deus que seu filho nascesse antes que ela fosse executada. Assim aconteceu. Embora tivesse um parto muito sofrido, seu filho nasceu livre. O filho de Santa Felicidade nasceu apenas dois dias antes de seu martírio na arena.
Batismo na prisão
As Santas Perpétua e Felicidade, senhora e escrava, mantinham-se firmes na oração e no sustento da fé, apoiadas por outros seis cristãos também presos. Esses tornaram-se seus companheiros de vida, de morte e de testemunho para o mundo. Perpétua e Felicidade, mesmo demonstrando tanta fé, ainda não tinham sido batizadas. Por isso, receberam o batismo na prisão. Isso fortaleceu ainda mais a fé dessas duas santas.
Torturas e martírio
Segundo os relatos oficiais da época, que completam o diário de Santa Perpétua, os cristãos homens foram martirizados primeiro, tendo sido jogados aos leopardos famintos. Esses os despedaçaram. Perpétua e Felicidade foram jogadas a touros selvagens. Perpétua viu sua amiga e irmã de fé ser atingida pelos animais e ainda conseguiu ampará-la em seus braços e recompor sua roupa estraçalhada, numa demonstração de respeito, dignidade e amor. Os pagãos que assistiam ao “espetáculo” se emocionaram por um curto espaço de tempo. Porém, logo começaram a gritar pedindo a morte de Perpétua. Então, os touros atingiram as duas e, logo em seguida, elas foram degoladas. Aconteceu no dia 07 de março do ano 203. Pelo fato de terem sido martirizadas, ou seja, morreram por causa da fé em jesus Cristo, as duas foram canonizadas e se tornaram exemplo de fé e coragem, fazendo aumentar bastante o número dos cristãos.
Oração a Santas Perpétua e Felicidade
“Deus todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como ambas não hesitaram em morrer por Vosso Amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém. Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 06 de março de 2021
DIA DE SANTA ROSA DE VITERBO - 06 DE MARÇO
DIA DE SANTA ROSA DE VITERBO - 06 DE MARÇO
HOMILIA - 06.03.21
HISTÓRIA DE SANTA ROSA DE VITERBO
A santidade é uma graça que o Espírito Santo quer dar a todos, porém, é Ele que vai no tempo d’Ele manifestando para o mundo esse dom dado a quem luta diariamente. Por exemplo, Santa Rosa – que lembramos neste dia – muito cedo começou a externar atitudes extraordinárias de coragem e amor ao Senhor.
Nasceu em Viterbo, Itália a 9 de julho 1233, numa pobre e humilde família; quando tinha apenas três anos conta-se que, pela sua oração, Jesus reviveu uma tia. Com sete anos, Rosa pegou uma forte doença que acabou sendo um meio para sua vida de consagração, pois Nossa Senhora apareceu a ela, restituindo sua saúde e chamando-a à uma total entrega de vida.
Santa Rosa, antes mesmo de alcançar idade, resolveu livremente vestir um hábito franciscano, já que sua meta era entrar na Ordem de Santa Clara de Assis. Menina cheia do Espírito Santo, não ficou parada diante dos hereges cátaros, que semeavam a rejeição às autoridades.
Com apenas doze anos, era instrumento eficaz nas mãos do Pai Celeste, por isso anunciava o Evangelho e denunciava as artimanhas de satanás. Banida pelo imperador, continuou profetizando. Com o falecimento do imperador, ela voltou como heroína para Viterbo. Mesmo sem ser aceita com dezesseis anos pelas Irmãs Clarissas, Santa Rosa perseverou no caminho da santidade e, aos dezoito anos, foi acometida de uma doença que a levou para a Eterna Morada de Deus. Isso aconteceu em Viterbo, no dia 6 de março de 1251.
Santa Rosa de Viterbo, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 05 de março de 2021
DIA DE SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ - 05 DE MARÇO
DIA DE SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ - 05 DE MARÇO
HOMILIA - 05.03.21
HISTÓRIA DE SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ
Origens
Nasceu no dia 15 de agosto de 1654, na cidade de Ponte, que ficava na ilha de Ischia, Itália. Seu nome de batismo era Carlos Caetano Calosirto. Seus pais eram nobres e ricos e se chamavam José e Laura. O ensino básico e os alicerces da fé cristã ele recebeu no Colégio dos Agostinianos, que ficava na ilha Ischia.
Vocação
Aos quinze anos, Carlos fez a opção pela vida religiosa, dando curso à grande vocação que em seu coração sentia. Ingressou na Ordem dos Franciscanos Descalços, conhecidos como “Alcantarinos”, porque eram oriundos da Reforma de São Pedro de Alcântara. Essa Congregação lhe causou interesse por causa da austeridade das Regras, especialmente dessa Comunidade, que era ligada ao Convento de Santa Lucia, em Nápolis. Ao ingressar na Ordem, Carlos assumiu o nome de João José da Cruz. Seu noviciado aconteceu sob a direção do Padre José Robles.
Primeira missão como Padre
Em 1671, o Irmão João José da Cruz foi enviando para Piedimonte d'Alife. Sua missão era construir um Convento. Ele foi acompanhado de onze sacerdotes, sendo ele o mais novo. O grupo encontrou muitas dificuldades no local. Ele, porém, não hesitou: juntou pedras com as próprias mãos e trabalhou com cal, madeira, enxadão. Assim, fez os alicerces. Sua ação motivou os outros padres e também o povo. No começo, todos, de fato, pensaram que ele era louco. Porém, percebendo a força de seu caráter e a perseverança, mudaram de opinião e começaram a ajudá-lo. Dessa maneira, um grande Convento foi construído em tempo recorde.
Ordenação, missão e construções
O Irmão João José da Cruz foi ordenado Padre em 1677. Quando completou vinte e quatro anos, recebeu a missão de Mestre dos Noviços. Em seguida, foi nomeado também guardião da ordem do Convento de Piedimonte. Durante sua estadia nesse Convento, construiu um outro pequeno Convento, num local afastado, na borda do bosque. O local era chamado "ermo". Ainda hoje, esse lugar é procurado como alvo de peregrinações, por pessoas que buscam retiro espiritual. Seguindo seu tino de construtor, São José João da Cruz construiu ainda o Convento do Granelo, em Portici, na cidade de Nápolis.
Austeridade, humildade e caridade
O Padre João José da Cruz era homem austero. Fazia jejuns, comia apenas uma vez por dia e dormia pouco. Levantava-se sempre à meia noite para agradecer e louvar a Deus pelo novo dia que chegava como presente. Entre o povo, ele ficou famoso por causa de sua humildade. A população passou a venerá-lo quando ele ainda era vivo, por causa de sua dedicação desprendida aos pobres e aos doentes. Buscava a pobreza na própria vida e até mesmo em sua personalidade, procurando sempre seguir os passos de São Francisco, seu pai espiritual e modelo de conduta.
Provincial
No ano 1702, o Padre João José da Cruz recebeu a nomeação de Vigário Provincial dos Alcantarinos da Reforma de São Pedro. Desse momento em diante, a Ordem se expandiu de Norte a Sul da Itália e cresceu em vida de santidade. Essa fama chegou à Santa Sé. Por isso, os dois ramos dos Alcantarinos voltaram a se unir. Assim, o Convento de Santa Lúcia retornou aos padres da Itália e o Padre João José da Cruz voltou para lá. Nesse Convento, ele viveu por mais doze anos. Nesse tempo, como sempre, buscou a austeridade e a santidade de vida. Vários prodígios e curas foram realizados por sua intercessão em favor dos pobres e doentes, coroando seus últimos anos de vida.
Morte
São João José da Cruz faleceu em 05 de março 1734. Foi sepultado no mesmo Convento de Santa Lúcia. Sua beatificação foi celebrada pelo Papa Gregório XVI, no ano 1839. Seus restos mortais foram trasladados para o Convento da Ordem Franciscana, que fica na ilha de Ischia, local onde ele nasceu. O dia de sua festa, como sempre é feito na Igreja, foi instituído para o dia 5 de março, dia de sua partida para o céu.
Oração a São João José da Cruz
“São João José da Cruz, vós, que edificastes com vossas próprias mãos em uma obediência incontestável, dá-nos esse grande dom de dizer sempre "sim" à vontade de Deus, mesmo em meio às nossas dificuldades. Que vivamos toda nossa vida em conformidade aos desígnios de Nosso Senhor para que um dia possamos estar juntos num só único louvor a quem que nos criou unicamente para sermos santos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 04 de março de 2021
DIA DE SÃO CASIMIRO - 04 DE MARÇO
DIA DE SÃO CASIMIRO - 04 DE MARÇO
HOMILIA - O4.03.21
HISTÓRIA DE SÃO CASIMIRO
Origens
Casimiro nasceu no dia 03 de outubro de 1458, na Croácia. Foi o décimo terceiro filho do Rei Casimiro IV, da Polônia. Sua mãe era a Rainha Elisabete d'Asburgo. Ele tinha o direito de assumir um território na Polônia e reinar sobre ele, mas preferiu seguir o caminho do amor e da caridade.
Chamado desde pequeno
Desde pequeno, Casimiro procurou a simplicidade e abriu mão do luxo da realeza. As ricas festas e as facilidades da nobreza não o seduziam. Ainda adolescente, optou por fazer um voto de castidade e por viver uma vida simples recolhido no seu quarto, que, aliás, foi transformado numa cela, como seria a de um eremita. Ali, Casimiro dedicou-se à oração, à penitência, à disciplina e à solidão. Essa sua vocação foi notada desde a infância.
Recusa uma coroa
Quando Casimiro tinha apenas treze anos, os húngaros depuseram o Rei Mateus Corvino e ofereceram a coroa a Casimiro. Ele, porém, recusou por não buscar o poder e também porque seu pai não era a favor daquela deposição. A única “ambição” de Casimiro era, de fato, o ideal monástico, a vida de oração e a santidade.
Cumprindo deveres políticos
O jovem Casimiro, no entanto, não se eximia de deveres políticos que estivessem ao seu alcance e que não o desviassem de sua vocação. Assim, orientado pai, iniciou-se nos assuntos do Reino, a partir dos dezessete anos. Ajudou a resolver problemas da Lituânia e se tornou muito querido por todos de lá. Mas ele não queria nenhuma coroa. Quando o Rei da Hungria se converteu ao Cristianismo e deixou tudo para ingressar num mosteiro, o pai de Casimiro, o rei Casimiro IV, passou a ser o dono daquelas terras, que incluíam a então Prússia e a Hungria. Nem assim o jovem Casimiro quis reinar sobre esses territórios.
Governante por um tempo
O pai de Casimiro teve que se ausentar da sede do Reino para negociar sua ampliação até aos mares Negro e Báltico, tornando seu império gigantesco. Por isso, confiou a Regência da sede ao filho Casimiro. O filho, cumpriu suas obrigações com grande competência e passou a ser mais amado pelo povo. Porém, o poder não o seduziu. Assim, quando seu pai voltou, entregou o poder com alívio, preferindo a caridade para com os pobres e a vida simples.
Rejeitando um casamento
O pai de São Casimiro negociou um casamento para o filho. Seria com uma bela princesa de um reino vizinho e amigo. São Casimiro, porém, recusou, alegando que sua vocação era para a vida celibatária e uma dedicação total a Deus e aos pobres. A contragosto, seu pai desfez o contrato de casamento e Casimiro seguiu sua vocação.
Morte
São Casimiro faleceu com apenas vinte e cinco anos, vítima de tuberculose. Seu corpo foi sepultado na cidade de Vilnius, capital da Lituânia. Era o dia 04 de março de 1484. Em pouco tempo, ele começou a ser venerado pelos povos da Polônia, Lituânia, Hungria e Rússia. O culto a São Casimiro foi introduzido na Europa ocidental por peregrinos que iam visitar sua sepultura e se encantavam com sua história. Sua canonização foi celebrada pelo Papa Leão X. Depois disso, passou a ser o Padroeiro da Lituânia e da Polônia. Ele também é o Padroeiro da Juventude Lituana e protetor dos pobres.
Oração a São Casimiro
“São Casemiro, vós que tivestes tudo para reinar soberanamente e usufruir do que desejásseis, preferistes o caminho doa santidade. Quanto vos louvo por essa vossa escolha cheia de sabedoria ante a efemeridade desta vida! Dai aos nossos jovens do mundo inteiro, por vossa intercessão junto a Jesus Cristo e a Santa Mãe dos Céus, o despertar das mais santas vocações sacerdotais. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 03 de março de 2021
DIA DE SÃO MARINO E SANTO ASTÉRIO - 03 DE MARÇO
DIA DE SÃO MARINO E SANTO ASTÉRIO - 03 DE MARÇO
HOMILIA - 03.03.21
HISTÓRIA DE SÃO MARINO E SANTO ASTÉRIO
Origem
São Marino era um Oficial Romano crente na verdade do Evangelho. Marino era um homem que evangelizava, por sua postura firme e sua intrepidez. Por tais características, foi nomeado para ser Centurião Romano em Cesareia, fato que aguçou a inveja e a cobiça de muitos.
Vida e santidade
Antes de tomar posse, Marino foi levado ao tribunal sob a acusação de ser cristão, o que era inadmissível, já que a Igreja era muito perseguida na época. Teria que escolher entre a espada e a Palavra de Deus, e diante das autoridades, com firmeza e coragem, escolheu a Bíblia e afirmou ser seguidor de Jesus Cristo. Lá também estava outro cristão, o Senador Astério, que incentivou sua atitude.
Logo após o martírio, Astério tomou o corpo de Marino e o ofereceu um enterro digno. Por tal atitude, também foi martirizado e, no mesmo dia, dividem a coroa da glória pela força de seus testemunhos. Isso ocorreu porvolta do ano de 260.
São Marino e Santo Astério, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 02 de março de 2021
DIA DE SÃO SIMPLÍCIO - 02 DE MARÇO
DIA DE SÃO SIMPLÍCIO - 02 DE MARÇO
HOMILIA - 02.03.21
HISTÓRIA DE SÃO SIMPLÍCIO
Origens
Simplício nasceu em Tivoli, Itália. Sabe-se que seu pai era chamado Castino. Não se sabe mais nada sobre sua infância, adolescência ou juventude. Os dados que existem sobre ele são referentes ao Pontificado que ele exerceu na Igreja. E, diga-se, ele comandou a “Barca da Igreja” numa época muito difícil historicamente: no tempo da queda do poderoso Império Romano do Ocidente. E, mesmo num tempo tão difícil, tempestuoso, Simplício teve um longo Pontificado de quinze anos, entre 468 e 483.
Papa durante a queda de Roma
Quando Simplício começava seu Pontificado, Roma tinha resistiu a invasões de godos, visigodos, vândalos, hunos, e vários povos chamados bárbaros. Depois, acabou sendo derrotada pelos hérulos, liderados pelo Rei Odoacro, que defendia o arianismo. Ele depôs o Imperador Romano Rômulo Augusto.
Herdeiro moral de São Leão Magno
Quando membro do Clero Romano, São Simplício adquiriu grande experiência na atividade pastoral da igreja. Tornou-se um grande Pastor. Além disso, conviveu com o Papa Leão Magno que, mais tarde, foi canonizado. Essa convivência transmitiu a ele as virtudes da fé e da coragem. O Papa Leão Magno foi aquele que conseguiu pessoalmente barrar a invasão dos hunos, liderados por Átila. Isso influenciou o futuro Papa Simplício.
Única autoridade moral
Desse momento em diante, invasores de vários lugares saquearam, destruíram e dividiram o que restou do Império que, por séculos, foi o centro do mundo. Roma, a Capital do Império, sobreviveu, mas decaiu em todos os aspectos. Nesse triste fim, o Papa Simplício passou a ser a única autoridade moral que restou. A única que ficou do lado do povo sofrido. A única que deu acolhida, socorro, esconderijo, abrigo e ajuda para o povo pudesse enfrentar o horror da guerra. Seu testemunho fez com que Roma, em decadência, deixasse de ser a Roma dos Césares e passasse a ser a Roma dos Papas.
Grandes obras do Papa São Simplício
Ele conseguiu manter em plena atividade as grandes Basílicas de Roma: a de São Pedro, a de São Paulo Fora dos Muros e a Basílica de São Lourenço. A partir do Pontificado de São Simplício essas igrejas passaram a receber os peregrinos católicos que iam visitar os túmulos dos Apóstolos. Além disso, São Simplício construiu várias igrejas. Algumas se tornaram famosas, como a de Santa Bibiana e a de Santo Estêvão Rotondo. O Papa Simplício fortaleceu e expandiu as dioceses e confirmou a obediência à Igreja de Roma e à fé em Cristo.
Combate a heresias
Estão conservadas várias cartas do Papa Simplício dirigidas aos Bispos. Nelas, ele orienta sobre como enfrentar as heresias conhecidas como nestorianismo e o monofisitismo. Essas heresias ameaçavam a Doutrina Católica e se espalhavam no mundo cristão. A ação de São Simplício foi decisiva para a conservação da pureza da fé católica durante esses tempos conturbados.
Preservando a arte em favor da humanidade
O Santo Papa Simplício nunca deixou de estar ao lado do povo, como um verdadeiro pastor que ama, ensina, prega, admoesta e dá exemplo de vida. Além disso, ele reconhecia o grande valor da arte para a humanidade. Por isso, ele mandou que se escondessem os mosaicos da igreja de Santo André, preservando-os da invasão dos bárbaros. Esses mosaicos eram tidos como pagãos. Mesmo assim, por causa de seu valor artístico, São Simplício quis preservá-los.
Morte
São Simplício faleceu amado e respeitado pelo povo e até mesmo pelos reis hereges, Era o dia 10 de março do ano 483. Suas relíquias passaram a ser veneradas em Tívoli, sua cidade natal. A festa litúrgica do Papa São Simplício foi instituída no dia 2 de março.
Oração a São Simplício
“Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que São Simplício governasse todo o Vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de Vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 01 de março de 2021
DIA DE SÃO DAVI DE MENÉVIA - 01 DE MARÇO
DIS DE SÃO DAVI DE MENÉVIA - 01 DE MARÇO
HOMILIA - 01.03.21
HISTÓRIA DE SÃO DAVI DE MENÉVIA
Davi nasceu no ano de 500, na cidade de Menévia (atual Saint David), País de Gales. Da Casa Real, era filho do Rei Santo de Gales do Sul e neto de Ceredig, Príncipe de Cardigan.
Sob a direção de São Paulino, estudou e recebeu a instrução cristã inicial. Teve influência de diversos monásticos da época e tornou-se bastante rígido em relação à doutrina cristã. Fundou 12 Monastérios em Croyland e Pembrokeshire. Esses Monastérios tinham regras muito duras, baseadas nos Monges Egípcios, incorruptíveis e inflexíveis.
Deu notável contribuição ao Sínodo de Brevi, em Cardiganshire, e, por honra, foi escolhido Primaz da Igreja de Cambrian. Em seguida, indicado Arcebispo de Caerleon, às margens do rio Usk. Diz a tradição que, ao ser consagrado Arcebispo, uma pomba desceu em seus ombros para mostrar que ele tinha a bênção do Espírito Santo.
Após alguns anos, foi para Jerusalém, a fim de converter pagãos e não-cristãos. Converteu vários pagãos e anticristãos. Quando o povo não o escutava, ele, simplesmente, com orações, curava os doentes e levantava os paralíticos, assim como Jesus fazia. Com essa ação atraiu centenas de fiéis. Daí vem a sua essência divina e que lhe rendeu a honra de ser incluído no Livro dos Santos.
Faleceu de causas naturais em 1° de março de 589, em Pembrokeshire, País de Galese Canonizado pelo Papa Calixto II, em 1123. na pintura litúrgica, especialmente na iconografia, é representado pregando sobre um monte com uma pomba nos ombros, rememorando sua vida gloriosa.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 28 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO ROMÃO E SÃO LUPICINO - 28 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO ROMÃO E SÃO LUPICINO - 28 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 28.02.21
HISTÓRIA DE SÃO ROMÃO E SÃO LUPICINO - GÊMEOS
Origem
Romão nasceu em 390. Era monge, discípulo do mosteiro de Ainay, um dos primeiros do Ocidente, perto de Lion, na França. No século IV, quando começava a florescer a vida monástica no Ocidente, Romão se torna um dos primeiros monges da França.
Em busca de um modelo cristão de vida
Para Romão as regras de vida do Mosteiro de Ainay eram muito brandas. Assim, ele decide se retirar. Levando apenas uma Bíblia, que era para ele mais do que suficiente para viver, partiu para os montes desertos fora da cidade, na fronteira entre França e Suíça. Ele só foi encontrado depois de alguns anos pelo irmão gêmeo, Lupicino. Romão havia se tornado um monge solitário, mas aceitou Lupicino como seu seguidor e aluno. Com o tempo, juntaram-se outros que também desejavam ser monges eremitas.
Os ataques do demônio
Conta-se que Romão e Lupicino viviam em paz e felicidade, quando o demônio resolve perturbá-los durante um retiro de oração. Quando se ajoelhavam para rezar, o demônio fazia chover pedras cortantes sobre eles, impedindo-os de continuar. Eles resistiam por um tempo, mas logo abandonaram as orações e o retiro. Ao chegarem numa pequena aldeia, hospedaram-se na casa de uma pobre mulher. Sem nenhuma vergonha, eles disseram o que havia acontecido, ao que a mulher lhes disse: “Vós deveríeis lutar corajosamente contra o demônio e não temer os embustes e ódio daquele que tão frequentemente foi vencido pelos amigos de Deus. Se ele ataca os homens, é por medo de que eles, por suas virtudes, subam ao lugar de onde a perfídia diabólica o fez cair. ” Envergonhados, consideraram sua fraqueza, voltaram e, com orações, venceram o maligno.
Os frutos da oração
Devido à procura pela vida monástica, Romão fundou dois Mosteiros Masculinos, um em Lancome e o outro em Condat. Construiu, também, um Mosteiro de Clausura Feminino, em Beaume, colocando sua irmã como Abadessa. Os três Mosteiros seguiam as regras severas disciplinares que Romão havia escrito e que, para ele, seria o correto para a vida nos Mosteiros. Romão e Lupicino orientavam espiritualmente os Mosteiros Masculinos. Quanto ao Mosteiro de Beaume, Romão orientava pessoalmente a Abadessa.
Milagres por amor ao próximo
Consta nos documentos da Igreja que, numa viagem feita por Romão e um dos seus discípulos, chamado Pelade, ao Sepulcro de São Maurício, em Genebra, eles ficaram hospedados num casebre onde viviam dois leprosos. Romão abraçou a ambos num gesto de acolhimento, solidarizou-se com suas dores e, na manhã seguinte, ambos estavam curados. Os documentos mostram que essa viagem foi cheia de prodígios e milagres.
De volta à oração silenciosa
Depois dessa peregrinação, Romão voltou a viver recluso em sua cela, no Mosteiro de Ainay, reencontrando-se com a ansiada solidão.
Graças e prodígios depois da morte
Romão morreu em 28 de fevereiro de 463, aos 73 anos de idade. O culto a São Romão espalhou-se pela França, Bélgica, Suíça, Itália e por toda a Europa. São numerosos as graças e prodígios que aconteceram e continuam a acontecer sob sua intercessão, de acordo com os fiéis e os devotos que mantêm viva sua devoção ainda nos dias de hoje. São Lupicino faleceu no ano de 480.
Oração a São Romão e São Lupicino
“Senhor Deus, nós Vos bendizemos pela vida de Vossos servos Romão e Lupicino, e pedimos a graça de saber imitar seus exemplos, lutando contra o pecado, para a maior glória de Vosso Santo Nome. Pela intercessão de Vossos servos, São Romão e São Lupicino, livrai-nos das ciladas do inimigo, aumentai as vocações sacerdotais e religiosas e protegei a Vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém. ”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 27 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO GABRIEL DAS DORES - 27 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO GABRIEL DAS DORES - 27 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 27.02.21
HISTÓRIA DE SÃO GABRIEL DAS DORES
Nascido a 1838, em Assis, na Itália, dentro de uma família nobre e religiosa, recebeu o nome de batismo Francisco, em homenagem a São Francisco.
Na juventude andou desviado por muitos caminhos e era dado à leitura de romances, festas e danças. Por outro lado, o jovem se sentiu chamado a consagrar-se totalmente a Deus, no Sacerdócio Ministerial. Mas vivia "um pé lá, outro cá". Ou seja, nas noitadas e na oração e penitência.
Aos 18 anos, desiludido, desanimado e arrependido, entrou numa procissão onde tinha a imagem de Nossa Senhora. Em meio a tantos toques de Deus, ouviu uma voz serena, a voz da Virgem Maria, que dizia que aquele mundo não era para ele, e que Deus o queria na religião.
Obediente a Santíssima Virgem, na fé, entrou para a Congregação dos Padres Passionistas. Ali, na radicalidade ao Evangelho, mudou o nome para Gabriel e, de acordo também com a sua devoção a Nossa Senhora, chamou-se então: Gabriel das Dores.
Antes de entrar para a Congregação, já tinha a saúde fraca, e, com apenas 23 anos, partiu para a Glória, deixando o rastro da radicalidade em Deus.
Em meios às dores, São Gabriel viveu o Santo Evangelho.
São Gabriel das Dores, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 26 de fevereiro de 2021
DIA DE SANTO ALEXANDRE DO EGITO - 26 DE FEVEREIRO
DIA DE SANTO ALEXANDRE DO EGITO - 26 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 26.02.21
História de Santo Alexandre do Egito
O Dia de Santo Alexandre é comemorado anualmente em 26 de fevereiro.
Essa data é celebrada como uma festa litúrgica do Calendário Religioso cCristão, principalmente pela Igreja Católica.
Existem diversos Santos que levam esse nome, mas esta data é destinada a homenagear o Patriarca de todos: Santo Alexandre do Egito.
Santo Alexandre teria nascido por volta do ano 250 d.C, em Alexandria, Egito, e ficou conhecido pela sua oposição e luta contra a heresia Ariana, que dizia ser Jesus Cristo uma criatura que não era dotada de Divindade, ou seja, que Jesus não era Deus, como acreditavam os católicos.
Santo Alexandre também é reconhecido pela sua extrema bondade e inteligência, que o levafam a ser consagrada Bispo de Alexandria.
Atualmente, Santo Alexandre do Egito é considerado o Patriarca da Cidade de Alexandria.
Santo Alexandre teria morrido poucos meses após conseguir reunir o Concílio de Nicéia e pôr fim as teorias Arianas, em 26 de fevereiro de 328, data que foi escolhida para sua homenagem.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 25 de fevereiro de 2021
DIA DE SANTA VALBURGA - 25 DE FEVEREIRO
DIA DE SANTA VALBURGA - 25 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 25.02.21
HISTÓRIA DE SANTA VALBURGA
Valburga, de origem inglesa, era filha de São Ricardo, Rei dos Saxões do Oeste. Nasceu por volta de 710 e tinha apenas onze anos quando seu pai e seus dois irmãos, Vunibaldo e Vilibaldo, partiram em peregrinação para os Lugares Santos. Foi confiada, juntamente com sua mãe, à abadessa de Wimburn. Em 722, seu pai faleceu, no caminho de volta.
Recebeu educação austera em Wimburn. Escreveu a vida de seu irmão São Vilibaldo e compôs em latim uma narrativa das viagens de São Vilibaldo pela Palestina. Em 748, a pedido de São Bonifácio, sua Abadessa, Tetta, enviou-a à Alemanha com mais algumas religiosas para fundar mosteiros e escolas em meio a populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga. Foi, com santa alegria, que Bonifácio acolheu as religiosas.
Vilibaldo construíra uma abadia de monges em Heidenheim, na Diocese de Eichstadt. Valburga, depois de passar algum tempo em Bischofsheim, sob a Abadessa Lioba, foi ao encontro de seu irmão, que projetava uma abadia feminina em Heidenheim. Valburga tornou-se Abadessa dessa nova fundação; parece que, após a morte de Vilibaldo, ela governou monjas e monges.
Transpareceu a santidade de sua vida nos exemplos de mortificação que deu, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção. Era animada por verdadeiro zelo pelo serviço de Deus. Teve muita prudência e doçura no governo de sua comunidade, e, por ela, Deus operou muitos milagres.
Dois milagres ficaram famosos em sua vida: um, o da luz sobrenatural que envolveu a sua cela e iluminou o dormitório das Irmãs, luz que ela atribuiu aos méritos de São Vilibaldo, seu irmão; o outro, o da cura da filha de um barão, junto à qual ela permaneceu em oração, obtendo no final da noite a perfeita cura da jovem.
Em 776, Santa Valburga assistiu à trasladação do corpo de seu irmão Vunibaldo, presidida por seu outro irmão, Vilibaldo, então Bispo de Eichstadt. Pouco tempo depois, caiu doente e veio a falecer, assistida em seus últimos momentos por seu irmão Vilibaldo.
O corpo de Valburga, sepultado em seu Mosteiro de Heidenheim, permaneceu aí perto de oitenta anos, até a trasladação para Eichstadt. Essa se realizou sob a determinação do Bispo Otkar, sendo qualificada de canonização, e provocou a multiplicação de festas em honra da Santa.
O corpo da Santa foi encontrado incorrupto e coberto por maravilhoso fluido qual puríssimo óleo. O mesmo se notou quando, em 893, o sucessor de Otkar colocou as relíquias sob o altar-mor da igreja que dedicou à Santa. O óleo continuou, em certos tempos, a correr do seu túmulo gota por gota em uma concha de prata preparada para recebê-lo. O óleo posto em garrafinhas é mandado para o mundo inteiro e opera inumeráveis milagres, mesmo em nossos dias.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 24 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO SÉRGIO - 24 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO SÉRGIO - 24 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 24.02.21
HISTÓRIA DE SÃO SÉRGIO
São Sérgio foi um mártir de Cesarea da Capadócia, Turquia. Consta que nasceu por na segunda medade do século III. Ele passaria totalmente desconhecido do cristianismo moderno se não fosse uma redação romana, da época do imperador Diocleciano. Nessa página em Latim, foi descrito pouquíssimo sobre sua origem, seu martírio e o local onde os cristãos o sepultaram.
Origens - um Magistrado convertido
Sabe-se que São Sérgio fora um Magistrado, ou seja, Juiz Romano, antes de se converter ao Cristianismo. Para conseguir o posto de Magistrado no Império Romano, era preciso muita influência política e dinheiro. A profissão era bastante lucrativa. Sabe-se também que o Magistrado Sérgio estudou e conheceu o Cristianismo em profundidade. Por isso, se converteu, foi batizado e abandonou todo o luxo em que vivia para se dedicar à vida monástica no deserto. Ali, passou grande parte de sua vida na oração, nos sacrifícios e no louvor a Deus.
Perseguição
Segundo o texto e confirmado pela história, em 304, uma violenta perseguição contra os cristãos tinha sido deflagrada pelo Imperador Diocleciano. Os Governadores Romanos, em todas as províncias, eram obrigados a seguir as ordens do Imperador, senão perdiam o cargo e os bens. Sapricio, Governador da Capadócia e Armênia, atual Turquia, era fiel ao Imperador e famoso por ser bajulador. Não perdia oportunidades de agradá-lo.
O cerco se fecha
E aconteceu que durante uma festa anual dedicada a Júpiter, um famoso senador visitava a província. Para mostrar serviço e lealdade a Roma, Sapricio ordenou que os cristãos fossem levados para a frente do templo de Júpiter e obrigados a prestarem culto ao deus romano, sob pena de serem condenados à prisão e à morte. Forçados por uma legião romana, os cristãos foram chegando ao local.
São Sérgio intervém
Estando no deserto em oração, São Sérgio sentiu em seu coração o impulso para se dirigir a Cesarea da Capadócia. Ele não precisava fazer isso, pois não tinha sido denunciado. Aliás, ninguém mais se lembrava dele nem imaginavam que ele ainda pudesse estar vivo e atuante. Quando chegou, porém, foi logo reconhecido pelos cristãos e pelos romanos, de forma que todas as atenções se voltaram para ele. Os cristãos o viam como uma força espiritual. Tanto que as tochas acesas para os sacrifícios a Júpiter se apagaram espontaneamente. Os romanos, o viram, então, como uma ameaça perigosa. Os sacerdotes de júpiter ficaram furiosos. O senador, curioso, e o governador, embaraçado.
A caminho do martírio
São Sérgio colocou-se à frente de todos e fez um ardente discurso mostrando que o único Deus Verdadeiro era justamente Quem os romanos perseguiam: Jesus Cristo. São Sérgio esclareceu ainda que os deuses pagãos, a que ele mesmo servira antes, não passavam de ilusão e farsa que alimentavam os cofres dos sacerdotes e de vários outros aproveitadores.
Martírio
Sapricio, o Governador, mandou prenderem São Sérgio imediatamente, pensando que prendendo um “peixe grande” atingiria todos os cristãos e agradaria mais ao senador e ao Imperador. O Governador ordenou que São Sérgio prestasse culto a Júpiter ali, diante de todos os cristãos, sob pena de ser decapitado. São Sérgio não obedeceu e disse diante de todos que só prestava culto a Jesus Cristo. Por essa razão, foi decapitado diante de todo o povo. São Sérgio entregou sua vida pela fé em Jesus Cristo, Deus Único e Verdadeiro. Era 24 de fevereiro.
Engano do Governador
Sapricio, o Governador Romano da província pensou, erroneamente, que, matando um grande líder cristãos, os demais se dispersariam. O senador concordou. Os restos mortais de São Sérgio foram retirados pelos cristãos e sepultados na casa de uma cristã fiel. Porém, ao contrário do que o Governador pensou, São Sérgio se tornou uma força de união e testemunho de fé para os cristãos. A partir de então, eles se tornaram mais fortes e mais missionários. São Sérgio entregou sua vida salvando a de muitos cristãos. Seu sangue tornou-se semente de novos cristãos na Capadócia e nos arredores. Mais tarde, os restos mortais de São Sérgio foram levados para a cidade de Ubeba, Espanha.
Oração a São Sérgio
“Ó Deus, que destes a São Sérgio a graça de conhecer-Vos tão profundamente, que ele não hesitou em dar a vida por Vós, dai também a nós a graça de conhecer-Vos, para que em vida se realize o Vosso plano de amor por nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo, amém. São Sérgio, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 23 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO POLICARPO DE ESMIRNA - 23 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO POLICARPO DE ESMIRNA - 23 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 23.02.21
HISTÓRIA DE SÃO POLICARPO DE ESMIRNA
Origens
São Policarpo, conhecido também como São Poilicarpo de Esmirna, foi discípulo de São João Evangelista. Ainda no tempo dos Apóstolos, foi nomeado Bispo da cidade de Esmirna, na atual Turquia. O grande Santo Irineu, Bispo de Lyon, foi seu discípulo, continuador e biógrafo. Policarpo nasceu numa família cristã, rica e nobre, no ano 69, em Esmirna. Foi discípulo de São João e teve a graça de conhecer outros Apóstolos do Grupo dos Doze, que conviveram com Jesus. Batizado, tornou-se exemplo íntegro de fé e vida, respeitado até pelos adversários.
Bispo de Esmirna, amigo de Santos
Sua dedicação e exemplo de santidade levaram São João Evangelista a sagrá-lo Bispo de Esmirna. O Bispo Policarpo foi amigo pessoal de Santo Inácio Antioquia. Esse mártir esteve em sua residência quando caminhava para o martírio em Roma, no ano 107. Inácio escreveu cartas a Policarpo e à Igreja de Esmirna antes de ser entregue às feras no Coliseu Romano. Nessas cartas, ele enaltece as qualidades de Policarpo, zeloso Bispo.
Divergências e união
No tempo do Papa Aniceto, São Policarpo visitou a cidade de Roma, como representante das igrejas da Ásia. Sua missão era discutir com os coirmãos a mudança da celebração da Páscoa, que, então, era comemorada em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Apesar de, naquela época, não chegarem a um acordo, despediram-se celebrando a liturgia juntos, numa demonstração de união na fé, que não foi abalada pelas divergências em questões de liturgia.
Pastor
São Policarpo foi um Bispo menos interessado na Administração Eclesiástica. Sua vocação era a de Pastor. Sua alegria era fortalecer a fé das ovelhas de seu rebanho. Nesse sentido, ele escreveu inúmeras cartas. Infelizmente, porém, somente uma ficou preservada. Essa foi enviada aos filipenses, em 110. Nela, São Policarpo exalta a fé em Jesus Cristo, fé que precisa ser confirmada no trabalho árduo, diário e no dia a dia dos cristãos. Ela também cita trechos da famosa Carta de São Paulo aos Filipenses e os Santos Evangelhos. Policarpo repetiu ainda nesta carta as muitas e preciosas informações que ele próprio recebera diretamente dos Apóstolos, especialmente de São João Evangelista. Por isso, a Igreja concedeu a ele o título de "Padre Apostólico". Assim, aliás, foram chamados os primeiros discípulos dos Doze Apóstolos.
Mártir
Durante a dura perseguição do Imperador Marco Aurélio, São Policarpo, em oração, teve uma visão profética acerca do martírio que o aguardava. Tal visão aconteceu três dias antes de ele ser preso. Por isso, ele avisou aos irmãos na fé que seria queimado vivo. Assim, estando ele em oração, foi preso pelas forças do imperador romano e levado a julgamento.
Testemunha fiel
São Policarpo foi julgado por um pró-cônsul chamado Estácio Quadrado. Esse insistia raivosamente para que o Santo renegasse a Jesus Cristo. Policarpo, porém, disse em alta voz no tribunal: "Eu tenho servido a Cristo por 86 anos, e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Redentor? Ouça bem claro: eu sou cristão"! Por isso, ele foi condenado à morte pelo fogo. Ele próprio fez questão de subir os degraus para a fogueira. De lá, gritou para todo o povo que assistia a seu martírio: "Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o Vosso Nome adorável seja glorificado por todos os séculos".
A profecia não se cumpriu
De certa forma, porém, a profecia de São Policarpo não se cumpriu exatamente como ele previra. Os relatos narram que, mesmo com toda a intensidade da fogueira à sua volta e a seus pés, o fogo não lhe fez mal algum. Impressionados, os carrascos decidiram matá-lo à espada. Somente depois de morto seu corpo foi queimado. Nesse momento ele exalou um forte aroma de pão cozido. Os discípulos de São Policarpo recolheram o que restou de seus ossos e depositaram numa sepultura digna. Seu martírio foi descrito um ano após sua morte, numa carta de 23 de fevereiro de 156. A carta foi enviada pelos cristãos de Esmirna aos irmãos da igreja de Filomélio. Essa carta é, aliás, o registro mais antigo que existe do martirológio cristão.
Oração a São Policarpo de Esmirna
“Ó Deus, que destes a São Policarpo a graça de conhecer-Vos tão profundamente, a ponto de entregar sua vida pelo testemunho do vosso Santo Nome, dai-nos, por sua intercessão, o amor e a coragem para testemunharmos a fé onde quer que seja preciso, para a glória do Vosso Nome, amém. São Policarpo, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 22 de fevereiro de 2021
DIA DE SANTA MARGARIDA DE CORTONA - 22 DE FEVEREIRO
DIA DE SANTA MARGARIDA DE CORTONA - 22 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 22.02.21
HISTÓRIA DE SANTA MARGARIDA DE CORTONA
Origens
Margarida nasceu no ano de 1247, em Toscana, Itália. Perdeu a mãe ainda muito criança. Isso foi determinante em sua vida. Seu pai casou-se novamente. Com isso, Margarida iniciou uma vida de grandes sofrimentos nas mãos de sua madrasta. Abandonada dentro da família, ela cresceu sem limites e desenvolveu várias desordens emocionais e uma abertura perigosa aos luxos e prazeres desregrados.
Amante
Ainda adolescente, Margarida tornou-se amante de um homem nobre e muito rico. Daí em diante, passou a usufruir da fortuna do amante e entregou-se às diversões mundanas. Levava uma vida frívola, vazia e preocupada apenas com prazer e diversão.
Um choque muda sua vida
Um dia, porém, seu amante foi fazer vistorias em alguns terrenos seus e foi assassinado. Margarida só encontrou o corpo dias depois, porque, estranhando a demora do homem, decidiu seguir a cachorrinha de estimação que o tinha acompanhado na viagem. Quando ela viu o corpo do homem já em putrefação, teve a iluminação do arrependimento. Percebeu, ali, a futilidade da vida que vivia e voltou para a casa de seu pai. Seu objetivo era passar o resto de sua vida em penitência.
Penitência pública e perseguição da madrasta
Com o intuito de mostrar publicamente sua conversão, Margarida foi à missa tendo uma corda amarrada no pescoço. Pediu perdão a todos pelo desrespeito de sua vida passada. Essa atitude, porém, despertou a inveja de sua madrasta. Essa tramou e agiu até conseguir que Margarida fosse expulsa da Paróquia. Margarida sofreu bastante por causa disso. Chegou a pensar em voltar à sua vida de riqueza e luxuria. Porém venceu a tentação e, com firmeza, manteve-se na decisão que tinha tomado.
Franciscana terceira
Margarida procurou os Franciscanos de Cortona e conseguiu ser aceita na Ordem Terceira. Porém, para ser aceita definitivamente, teria que enfrentar três anos de provações. Nessa época, ela infligiu a si mesma as penitências mais severas, com o intuito de vencer as tentações. Os Superiores Franciscanos passaram, então, a orientá-la. Isso a impediu de voltar a cometer excessos em suas penitências.
Mística
Com apenas vinte e três anos, Santa Margarida de Cortona, foi agraciada com várias experiências religiosas e místicas, presenciadas e confirmadas por seus Diretores Espirituais Franciscanos. Entre essas experiências, há relatos de visões, revelações, visitas do Anjo da Guarda e até mesmo aparições de Jesus Cristo. Aliás, com Jesus ela conversava frequentemente nos momentos de orações contemplativas.
Morte
Santa Margarida de Cortona percebeu a aproximação de sua morte e partiu para o Pai serenamente. Era o dia 22 de fevereiro de 1297. A canonização de Santa Margarida de Cortona foi celebrada pelo Papa Bento XIII no ano 1728. Sua veneração litúrgica ficou instituída para o dia de sua morte.
Oração a Santa Margarida de Cortona
“Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de Santa Margarida de Cortona, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em Vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira domingo, 21 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO PEDRO DAMIÃO - 21 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO PEDRO DAMIÃO - 21 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 21.02.21
HISTÓRIA DE SÃO PEDRO DAMIÃO
Origens
Pedro nasceu na cidade de Ravena, Itália, no ano 1007. Sua origem foi bastante modesta e sofrida. Ele chegou a ser guardador de porcos, na infância. Conheceu a orfandade muito cedo. Foi criado de maneira improvisada por seus irmãos, que eram numerosos. Seu irmão mais velho, chamado Damião, acabou sendo o responsável por seus estudos.
Estudos e vocação
Pedro estudou nas cidades de Ravena, Pádua e Faenza. Depois, ensinou na cidade de Parma. Então, decidiu ingressar no Convento Camaldulense de Fonte Avelana, na região da Úmbria. Esse local tornou-se o centro de várias atividades reformadoras iniciadas por ele. Em retribuição a seu irmão mais velho, Pedro assumiu o nome “Damião” ao receber a ordenação sacerdotal.
As reformas começam
Aos vinte e um anos, Pedro Damião foi eleito Superior da Ordem Camaldulense. As regras de vida da Ordem já eram severas. São Pedro Damião, porém, tornou-as mais duras ainda. Começou a criticar com severidade os Conventos que abandonavam a pobreza. A influência de São Pedro Damião se estendeu por vários Mosteiros da Europa, entre eles Montecassino na Itália e Cluny na França. Esses, especialmente, passaram a seguir os conceitos de Pedro Damião. Ele lutou incansavelmente para fazer com que a vida religiosa voltasse a seu sentido inicial de consagração total a Deus, na austeridade e na penitência.
Austeridade e simplicidade
Pedro Damião era um padre de vocação contemplativa, simples, amante da vida monástica. Por isso, criticava duramente o luxo de autoridades eclesiásticas. Para isso, mencionava os apóstolos Pedro e Paulo, que percorreram vários países evangelizando, levando vida austera, e caminhando descalços. Inspirado nos conselhos de Jesus, insistia que, para anunciar a Palavra de Deus, era essencial despojar-se de apegos materiais. Assim, ele solidificou a austeridade na vida religiosa e deu este exemplo em toda sua vida.
Contra a venda de cargos
Na época, era comum dentro da Igreja a venda de títulos, cargos e funções, como era feito com títulos feudais. Por isso, vários postos na Igreja acabavam sendo ocupados por gente totalmente despreparada. Esses, não raro, vinham a causar escândalos e se tornavam rebeldes diante de várias disciplinas eclesiásticas, como, por exemplo, o celibato. Por isso, o Padre Pedro Damião foi chamado a Roma para ajudar nesses combates. Atuou junto de seis Papas como Embaixador da Paz. Ajudou especialmente o Cardeal Hildebrando, outro grande reformador que, veio a se tornar o Papa Gregório VII.
Cardeal
São Pedro Damião realizou várias peregrinações a Milão, à Alemanha e à França. Depois disso, foi nomeado cardeal e enviado à Diocese de Óstia. Lá, realizou um fecundo apostolado e escreveu bastante. Após sua morte, seus escritos continuaram influenciando religiosos importantes. Graças à sua ajuda, a Igreja foi melhorando de situação. Já idoso, foi enviado à cidade de Ravena para solucionar uma questão sobre um antipapa.
Morte
São Pedro Damião faleceu em 1072, em Faenza, quando retornava de uma missão de paz. E passou a ser venerado como Santo. No ano 1828, foi canonizado pelo Papa Leão XII que, ocasião, declarou São Pedro Damião Doutor da Igreja, por causa de seus inúmeros escritos de Teologia e pela incansável e eficaz atuação em favor da unidade da Igreja Católica.
Oração a São Pedro Damião
“Ó Deus, nós Te suplicamos que todos os homens possam encontrar-Te pessoalmente e responder-Te com a mesma fé de Abraão, dos Apóstolos e dos Santos. Amém. São Pedro Damião, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sábado, 20 de fevereiro de 2021
DIA DE SANTO ELEUTÉRIO - 20 DE FEVEREIRO
DIA DE SANTO ELEUTÉRIO - 20 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 20.02.21
HISTÓRIA DE SANTO ELEUTÉRIO
Eleutério nasceu no ano de 456, na cidade de Tournai, França. São Gregório de Tours, que foi um dos primeiros historiadores da Igreja da França, narrou que, na infância, enquanto Eleutério brincava com os amiguinhos, um deles lhe disse que ele iria chegar a ser um bispo. Não foi um aviso profético. Certamente foi um gracejo maldoso, pois na sua época, as responsabilidades desta função geralmente incluíam ameaças de morte.
Ele viveu num período conturbado da história da França, que ainda estava sendo evangelizada, e sentia o domínio dos povos do norte europeu. Foi alvo de sucessivas invasões, ora dos visigodos ora dos burgundis, que só obedeciam à força militar, identificada na pessoa do rei ou dos generais. Assim, tornou-se, em parte, um território dos Francos, cujo rei era Clodoveo, ainda pagão.
Eleutério seguiu a carreira eclesiástica, desenvolvendo sua ação pastoral nesse campo.
Chegou de fato a ser eleito Bispo, o primeiro da Diocese de Tournai, da qual foi o desbravador, que, com imenso sacrifício, mas vencendo as dificuldades, fixou as bases para a futura grandeza daquela Diocese. Somou-se ao incessante esforço da Igreja da França pela conversão dos povos recém-migrados, começando com o Rei Clodoveo e a Rainha Clotilde, que ele conseguiu converter, com ajuda do amigo, também Santo, Bispo Remígio, de Reims.
Naquela época, era muito difícil organizar uma diocese com estruturas mínimas de clero, igrejas, centro de evangelização. O trabalho mais árduo era criar o espírito pacífico entre os habitantes da região, que viveram grande parte do tempo em confrontos por um pedaço de terra onde sobreviver. Além disso, havia a complicada questão das conversões em massa, que se desencadeava a partir da conversão do rei. Confundindo nação com religião, a maioria da população queria se converter também. Deste modo, as conversões não eram bem feitas, a maioria era puramente exteriores, ou apenas uma questão de política, não modificavam o interior das pessoas.
Mas o Bispo Eleutério conseguiu, com poucos padres e monges, fazer uma evangelização sólida e bem feita, durante os dez anos que dirigiu aquela igreja. Foi um verdadeiro operário de Cristo, tenaz, zeloso, enérgico, vigilante contra as heresias e bondoso na tarefa de conversão dos pagãos. Mesmo assim, Eleutério foi vítima de uma conspiração, morrendo como mártir em 531, na sua querida Tournai.
Os restos mortais desse humilde Bispo, foram guardados numa urna na Catedral de Tournai, e o local se tornou meta de peregrinação. A cidade de Tournai está situada hoje na Bélgica e se destaca como uma das maiores dioceses do mundo. A Igreja canonizou Santo Eleutério, designando o dia 20 de fevereiro para a sua festa, data em que a Catedral foi dedicada à ele.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira sexta, 19 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO CONRADO DE PIACENZA - 19 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO CONRADO DE PIACENZA - 19 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 19.02.21
HISTÓRIA DE SÃO CONRADO DE PIACENZA
Conrado nasceu em Piacenza, ao sul de Milão, Itália, por volta do ano 1290, da nobre familia dos Confalonieri. Quando jovem, tornou-se soldado e se casou com a adolescente Eufrosina de Lodi. Seus divertimentos eram os torneios, as armas e as caçadas a lebres e javalis. Certo dia, para emboscar uma presa, acabou provocando um incêndio em todo um bosque. O fogo resultou em estragos materiais e também em culturas de campos vizinhos.
Os colonos se revoltaram, porque tiveram muitos prejuízos. O Governador, Galeazzo Visconti, para aplacar a ira dos camponeses, condenou à morte o primeiro suspeito, que, na ocasião, pegaram no bosque. Mas Conrado demonstrou toda a sua nobreza também de coração. Para não permitir que um inocente pagasse por um erro seu, apresentou-se ao Governador e confessou sua culpa. Comprometeu-se a indenizar os prejudicados. Para isso, vendeu todas as suas posses, ficando completamente pobre.
Na pobreza, ele e sua esposa buscaram refúgio em Deus. E encontraram. Após um período de sofrimentos e meditações, resolveram se dedicar, os dois, marido e esposa, ao serviço do Senhor. Era o ano de 1315. Eufrosina ingressou no Convento Franciscano de sSanta Clara de Piacenza, onde passou o resto de sua vida. Conrado retirou-se, passando a peregrinar de Santuário em Santuário, em busca de um lugar adequado para viver como ermitão, dedicado à penitência e oração.
En Calendasco, no ano de 1315, vestiu o hábito da Ordem Terceira de São Francisco. Mas, algum tempo depois, continuou sua marcha eremítica. Visitou Roma e seguiu caminhando até que um dia acampou no estreito de Messina. Perambulou pelas terras entre Catânia e Siracusa, talvez entre os anos de de 1331 e 1335, e chegou à cidade de Noto.
Ele se fixou em Noto, numa cela junto à Igreja de São Miguel. Após 30 anos de caminhada, pareceu que ele ia finalmente parar de perambular. Dedicou-se a cuidar dos enfermos no Hospital de São Martinho. Começou a crescer sua fama de santidade, e ele passou a ser procurado por devotos.
Acostumado à solidão, procurou refúgio na gruta de Pizzoni, fora da cidade. Lá, se encontrou com outro ermitão terciário franciscano, o Beato Guillermo Buccheri de Scicli. Na gruta, eles passaram a viver em oração e penitência, pedindo a Deus a conversão dos pecadores, a proteção contra desastres da natureza, e a cura da multidão de enfermos que continuou procurando por eles, oriundos de todas as regiões vizinhas. Uma de suas visitas frequentes foi a do Bispo de Siracusa. Essa gruta é conhecida hoje como "Gruta de São Currau, ou gruta de São Conrado".
Conrado morreu na gruta de Pizzoni, no dia 19 de fevereiro de 1351. Foi enterrado na cidade de Noto, onde os habitantes, para homenagear o "Santo que veio do continente", o sepultaram na mais bela igreja de Noto, a igreja de são Nicolau, que, em 1844, se tornou a Catedral da nova Diocese.
Seu processo de beatificação passou pelos Papas Leão X, Paulo III e Urbano VIII. Este último o canonizou no dia 12 de setembro de 1625. Conrado é hoje, junto com São Nicolau, Patrono da cidade e da Diocese de Noto. É particularmente invocado para a cura de hérnias.
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quinta, 18 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO TEOTÔNIO - 18 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO TEOTÔNIO - 18 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 18.02.21
História de São Teotônio
Nascido em Ganfei, Portugal, no ano de 1082, São Teotônio recebeu uma ótima formação. Primeiramente, junto a um Convento Beneditino de Coimbra; depois, ao ser assumido por seu tio Crescêncio, Bispo de Coimbra, ele foi correspondendo à graça de Deus em sua vida. Com a morte do tio, dirigiu-se para Viseu, onde terminou seus estudos básicos e recebeu o dom da ordenação sacerdotal.
Homem de oração e penitência, centrado no mistério da Eucaristia, e peregrino, fez duas viagens à Terra Santa, que muito marcaram a sua história, até que os cônegos de Santo Agostinho pediram que ele ficasse ali como um dirigente, mas, em nome da obediência, ele não poderia fazê-lo, uma vez que já ocupava o cargo de Prior da Sé de Viseu. No retorno, abriu mão desse serviço e se dedicou ainda mais à evangelização.
Ele já era conhecido e respeitado por muitas autoridades. Inclusive, o Rei Afonso Henriques e a rainha, Dona Mafalda, por motivos de guerra, acabaram retendo muitos cristãos, e ele foi interceder em prol desses cristãos. Muitos foram liberados, mas o Santo foi além. Como já tinha fundado, a pedido de amigos, a Nova Ordem dos Cônegos Regulares sob a Luz da Santa Cruz, aos pés do Mosteiro, ele não só acolheu aqueles filhos de Deus, mas também pôde mantê-los como um verdadeiro pai. No Mosteiro, ele era um pai, um prior, não só por serviço e autoridade, mas um exemplo, refletindo a misericórdia do Mistério da Cruz do Senhor, refletindo o seu amor apaixonado pelo Mistério da Eucaristia.
Mariano e devoto dos Santos Anjos, ele despojou-se e se retirou em contemplação e intercessão. Foi assim que, em 18 de fevereiro, esse grande Santo português, em 1162, partiu para a Glória.
Peçamos a intercessão de São Teotônio para que possamos glorificar a Deus pela obediência, sempre voltando-nos para os mais pequeninos.
São Teotônio, rogai por nós!
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira quarta, 17 de fevereiro de 2021
DIA DE OS SETE FUNDADORES DAS ORDEM DOS SERVITAS - 17 DE FEVEREIRO
DIA DE OS SETE FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVITAS - 17 DE
FEVEREIRO
MOMILIA - 17.02.21
HISTÓRIA DE OS SETE FUNDADORES DA ORDEM DOS SERVITAS
Origens
Durante os séculos XII e XIII, aconteceu na Europa uma enorme perda dos valores cristãos entre a sociedade civil e entre os religiosos. Em reação contrária, surgiu um grande número de confrarias voltadas para a penitência. Através delas, os leigos buscavam viver o Evangelho, opondo-se à ganância, ao luxo, aos prazeres passageiros e à busca pelo poder. Algumas dessas ordens se tornaram bem conhecidas. Uma delas, porém, espalhou-se por muitos países: a Ordem dos Servos de Maria, ou Servitas.
O chamado
Sete jovens faziam parte desse grande grupo inconformado com o mundo de então. Seus nomes: Aleixo Falconieri, Bonfiglio Monardi, Amadio de Amadei, Bonaiuto Manetti, Ugoccio de Ugoccioni, Maneto d'Antela e Sostenio de Sosteni. No dia 15 de agosto do ano 1233, eles estavam reunidos em oração. Costumavam cantar cânticos dedicados à Virgem Maria. Foi, então, que, de repente, viram que a imagem de Nossa Senhora se mexeu. Todos ficaram intrigados. Depois disso, eles atravessavam uma ponte voltando para casa, quando a própria Virgem Maria lhes apareceu vestida toda de luto e chorava. Em seguida, contou-lhes a razão de suas lágrimas: a guerra civil que não cessava em Florença, já fazia dezoito anos.
O começo
Depois desse encontro com Maria, os setes jovens abandonaram tudo o que tinham, bem como suas famílias. Passaram a se dedicar totalmente à vida de oração e à caridade para com os pobres. O grande objetivo deles era viver a pobreza, a humildade e a caridade. Logo aquele grupo de jovens e nobres ficou famoso pela fraternidade que havia entre eles, pelo espírito de oração e pela caridade eficiente que praticavam. Aí, nasceu no coração deles o sonho de formarem uma Comunidade Religiosa.
Apoio do Bispo
O Bispo de Florença vinha da vida monástica. Ele via o grupo dos sete jovens com enorme estima. Quando ele ouviu dizer sobre o projeto dos jovens de fundar uma comunidade religiosa, resolveu ajudá-los doando um terreno em Monte Senário, que ficava a dezoito quilômetros da cidade.
Embrião da Ordem dos Servos de Maria
No Monte Senário, os sete jovens fundaram a Comunidade. No começo, ela se chamava “Companhia de Nossa Senhora das Dores”. Eles passaram a se vestir com um hábito preto, em homenagem a Nossa Senhora de luto que viram na ponte. Passaram a viver reclusos em orações e penitências. Uma vez por semana, saíam da reclusão e iam rezar numa pequena capela dedicada a Nossa Senhora, que ficava na estrada de Cafagio, perto da cidade.
Nasce a Ordem dos Servos de Maria
O grupo dos sete era visto muitas vezes mendigando pelas ruas da cidade e estradas. Eles pediam ajuda para os pobres, doentes e necessitados. Certo dia, quando distribuíam mantimentos e alimentos aos pobres de uma região, um menino passou e lhes fez uma pergunta: "Vocês são os servos de Maria?". Os sete perceberam naquele momento que este era mais um sinal da Virgem Maria. Então, fundaram a ordem dos Servos de Maria, seguindo as Regras de Santo Agostinho.
Crescimento
A Ordem passou a receber apoio das autoridades religiosas e também das civis. Tempos depois, a capelinha usada pelos sete jovens foi transformada num grandioso santuário. Ele foi dedicado a Nossa Senhora das Dores e se tornou um dos santuários marianos mais visitados do mundo. Seis dos fundadores foram ordenados sacerdotes. Somente Santo Aleixo não o foi, por não se achar digno.
A Ordem dos Servos de Maria se espalha pelo mundo
A Ordem dos Servitas cresceu e se espalhou por vários países, inclusive o Brasil, onde eles fundaram casas em São Paulo, Santa Catarina e Acre. Ainda hoje, existe uma Missão Servita em Rio Branco, Acre. Os "Sete Fundadores", como passaram a ser conhecidos, foram canonizados em 1888, através do Papa Leão XIII. Eles passaram a ser celebrados no mesmo dia, em 17 de fevereiro. Esse é o dia do falecimento do último dos fundadores: Santo Aleixo Falconieri, aquele que se recusara a receber a ordenação sacerdotal, por não se considerar digno dessa honra.
Oração aos Sete Fundadores da Ordem dos Servos de Maria
“Ó Deus, que despertastes no coração desses sete homens as virtudes da humildade, da caridade, da oração, do serviço e do amor à Virgem Maria, dai também a nós, por intercessão dos Sete Fundadores, a graça de crescermos nas virtudes cristãs para que a Vossa glória brilhe no mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo, amém.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira terça, 16 de fevereiro de 2021
DIA DE SANTO ONÉSIMO - 16 DE FEVEREIRO
DIA DE SANTO ONÉSIMO - 16 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 16.02.21
HISTÓRIA DE SANTO ONÉSIMO
Onésimo, o escravo
Onésimo era literalmente escravo de um homem rico importante da Frígia, atual Turquia, no final do Século I. Seu “dono” chamava-se o Filemon. A bela história de Filemon e Onésimo se cruzam com a história de São Paulo, formando uma das mais belas páginas do Novo Testamento.
Ladrão
Aconteceu que Filemon (o dono), sua esposa e filho ouviram uma pregação do Apóstolo Paulo e, tocados pelo poder da Palavra de Deus, converteram-se. São Paulo ministrou o batismo a toda a família de Filemon e os dois passaram a ser grandes amigos. Onésimo, por sua vez, não se sabe por que, roubou dinheiro de Filemon, seu amo. Por isso, temendo ser duramente castigado, como de fato acontecia, resolveu fugir. Por uma ironia, o nome Onésimo, em Grego, significa “útil”.
Preso em Roma
Temendo por seu destino, Onésimo fugiu para Roma. Ele sabia que o castigo para os escravos infratores e recapturados era uma marca definitiva: eles tinham a letra "F" marcada com brasa na testa. Para os ladrões, isso era quase como a morte, pois passavam a ser rejeitados e cruelmente hostilizados. Por isso, Onésimo fugiu para Roma. Lá, porém, deve ter cometido algum outro delito, pois foi preso.
O inesperado encontro com Paulo
Na prisão, um presente inesperado de Deus: Onésimo conheceu o Apóstolo Paulo que, na ocasião, estava preso por perseguição dos judeus, sob o poder da Justiça Romana. Esse encontro mudou a vida de Onésimo. Ao conhecer a história de Jesus Cristo e o poder de sua paixão e ressurreição, através do ardoroso Paulo, Onésimo se converteu e descobriu uma nova vida jamais sonhada. Nesse processo de conversão, Onésimo caiu em si, reconheceu seu pecado, confessou-o a Paulo e foi perdoado. Uma nova jornada começava para Onésimo.
Onésimo: motivo de uma carta que entrou para a história
Na prisão, Paulo ministrou a Onésimo o batismo. E, tendo Onésimo cumprido sua pena, recebeu a liberdade. Mas Paulo o enviou de volta a seu amo, o também amigo e irmão na fé, Filemon. E enviou-o com uma carta. Essa carta, escrita de próprio punho, é uma das páginas mais lindas do Novo Testamento. Nela, Paulo mostra seu coração misericordioso e cheio de amor para com seus filhos espirituais, especialmente Onésimo.
A carta
Na carta a Filemon, Paulo explica que está disposto a pagar pelo erro do escravo, caso Filemon não o perdoe, pois tem a convicção de que Onésimo convertera-se radicalmente e tornara-se um cristão firme e forte. Ele conta como foi a conversão de Onésimo e, cheio do Espírito Santo, escreve: "Venho suplicar-te por Onésimo, meu filho, que eu gerei na prisão. Ele outrora não te foi de grande utilidade, mas agora será muito útil, tanto a mim como a ti. Eu envio-o a ti como se fosse o meu próprio coração....Portanto, se me consideras teu irmão na fé, recebe-o como a mim próprio". (Filemon 18 e 19)
De escravo a apóstolo
Conhecedor da santidade de Paulo e do poder da Palavra de Deus, que é capaz de transformar pessoas, Filemon não só perdoou Onésimo como, também, deu a ele a liberdade. Depois, reconhecendo a vocação apostólica de Onésimo, Filemon apoiou totalmente seu ex-escravo. Este que passou a ser um pregador da Palavra de Deus, tanto oralmente quanto pelo seu exemplo de vida.
Apóstolo enviado por Paulo
Onésimo, como filho espiritual de Paulo ficou muito ligado a seu pai espiritual. Paulo, por sua vez, certo da vocação de Onésimo, mesmo da prisão enviou-o à cidade de Colossos, como pregador. Depois da maravilhosa experiência em Colossos, Onésimo foi para Éfeso. Lá, foi sagrado Bispo, substituindo outro Santo e discípulo de Paulo, chamado Timóteo.
Mártir
A missão episcopal de Santo Onésimo na cidade de Éfeso foi promissora. Seu ardor missionário e virtudes cristãs ultrapassaram Éfeso e sua fama se espalhou. Por causa disso e de sua liderança cristã fortemente reconhecida, Onésimo foi preso pelas forças do Imperador Romano Domiciano. Levado a Roma, foi julgado e condenado a morrer apedrejado. Santo Onésimo entregou sua vida por causa de Jesus Cristo e do Evangelho.
Oração a Santo Onésimo
“Ó Deus, que destes a Santo Onésimo a graça de conhecer-Vos quando estava na prisão, já sem esperança de uma vida melhor, por intercessão de Santo Onésimo, dai também a nós a graça de conhecer-Vos, mesmo estando em nossas prisões interiores. Libertai-nos de toda escravidão como fizestes a Santo Onésimo e fazei de nós evangelizadores pela Palavra e pelo testemunho de vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, amém. Santo Onésimo, rogai por nós.”
Corações ao Alto - Sacristão Ribamar Oliveira segunda, 15 de fevereiro de 2021
DIA DE SÃO CLÁUDIO DE LA COLOMBIÈRE - 15 DE FEVEREIRO
DIA DE SÃO CLÁUDIO DE LA COLOMBIÈRE - 15 DE FEVEREIRO
HOMILIA - 15.02.21
HISTÓRIA DE SÃO CLÁUDIO DE LA COLOMBIÈRE
Origens
Cláudio de La Colombière nasceu nas proximidades de Lion, na França, em 02 de fevereiro de 1641. Seus pais eram nobres, ricos e cristãos. Por isso, planejavam dedicar o filho ao serviço de Deus. Cláudio, porém, era totalmente contrário a essa ideia. Acontece que ele tinha realmente a vocação religiosa, mas por causa da insistência dos pais, passou sua infância e adolescência lutando contra essa possibilidade.
Enxergando sua vocação
O que o fez mudar de ideia foi o contato com os jesuítas de Lion, onde estudou. Ali, vendo o exemplo de vida e a sabedoria dos jesuítas, descobriu que, realmente, tinha vocação religiosa. Por isso, ingressou na Companhia de Jesus e continuou seus estudos. De Lion, foi transferido passa a cidade de Avinhon e, depois, para Paris. Em Paris, foi ordenado padre três anos mais tarde. Em 1675, professou os votos solenes na Ordem dos Jesuítas e foi dirigir uma pequena comunidade jesuíta em Parai-le-Monial, França. Ali, a missão que o esperava mudaria sua vida.
Confessor de uma Santa
Em Parai-le-Monial Padre Cláudio recebeu a missão de ser Confessor do Mosteiro da Visitação. Ali, vivia uma religiosa de vinte e oito anos, acamada há tempos por causa de fortes dores reumáticas. Seu nome: Margarida Maria Alacoque, uma mulher de grande poder espiritual. Sua santidade e sabedoria influenciavam a todos que dela se aproximavam. Margarida Alacoque tinha recebido do próprio Jesus as revelações da poderosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Missão de esclarecimento
Naquela época, porém, os devotos do Sagrado Coração eram tidos como idólatras. Por isso, eram atacados com palavras e ameaças. Coube ao Padre Cláudio a missão de ouvir Santa Margarida, estudar as revelações e, à luz da Teologia, legitimá-las perante os resistentes. A partir de sua intervenção, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus deixou de ser perseguida para se tornar uma das maiores e mais duradouras devoções de todos os tempos.
Confortando uma igreja perseguida
Em 1674, o Padre Cláudio de La Colombière foi transferido para Londres. Sua nova missão era a de ser o Capelão de Maria Beatriz D'Este, esposa do Duque de York, Carlos II, futuro Rei da Inglaterra. Naquela época, a Igreja Católica era uma instituição fora da lei na Inglaterra e, por isso, perseguida. Entretanto, por ser Capelão da esposa do Duque de York, Padre Cláudio celebrava missas numa capelinha. Assim, acabou passando a ser procurado por inúmeros cristãos clandestinos: padres exilados, freiras, religiosos. Todos vinham, aflitos, ansiosos por ouvir seus conselhos. Ali, Padre Cláudio de La Colombière alimentou a fé dos cristãos perseguidos e encorajou-os a perseverarem dando-lhes grande conforto espiritual.
Perseguições na América
Depois de um tempo em Londres, Padre Cláudio de La Colombière foi enviado às colônias inglesas da América como jesuíta missionário. Dezoito meses após sua chegada, ele foi acusado pelos colonos de querer restaurar a Igreja Católica no reino. Por isso, foi preso. Porém, por graça de Deus, ele era protegido do Rei da França. Isso fez com que ele não permanecesse na prisão e fosse expulso das colônias inglesas da América.
De volta à França
Padre Cláudio de La Colombière volta à França, no ano 1681. Nessa época, porém, ele se encontrava muito doente. Seu irmão quis ajudá-lo tentando levá-lo para locais mais saudáveis, mas ele não quis. Na verdade, ele tinha recebido uma mensagem de Santa Margarida Alacoque, que afirmava: "O Senhor me disse que sua vida findará aqui". Assim, São Cláudio de La Colombière faleceu em Parai-le-Monia, no dia 15 de fevereiro de 1683. Seu corpo fica sepultado no convento dos padres jesuítas. Foi beatificado em 1929, pelo Papa Pio IX, e canonizado pelo Papa João Paulo II, em 1992, em Roma.
Oração a São Cláudio de La Colombière
“Ó Pai, pela Vossa misericórdia, São Cláudio de La Colombière anunciou as insondáveis riquezas de Cristo. Concedei-nos, por sua intercessão, crescer no Vosso conhecimento e viver na Vossa presença segundo o Evangelho, frutificando em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém. São Cláudio de La Colombière, rogai por nós.
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do fundador e idealizador deste site.
Raimundo Floriano não foi apenas o dono deste espaço, mas sua alma,
sua voz e sua razão de existir. Cada texto, cada registro cultural
e cada memória aqui preservada carregam sua dedicação incansável,
seu amor pela cultura e seu compromisso com a história.
Sua partida deixa um vazio impossível de ser preenchido.
Perdemos um homem íntegro, sensível, generoso e profundamente humano,
cuja obra continuará viva em cada palavra aqui publicada.
Sentiremos imensamente sua falta.
Seu legado permanecerá como testemunho de uma vida dedicada
ao conhecimento, à memória e às pessoas.