Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Violante Pimentel - Cenas do Caminho sexta, 11 de outubro de 2024

UMA VIAGEM ATRAPALHADA (CRÔNICA DA COLUNISTA MADRE SUPEERIORA VIOLANTE PIMENTEL)

UMA VIAGEM ATRAPALHADA

Violante Pimentel

Íamos, eu e minha filha Diana, em outubro de 2013, ao XXXIX CONGRESSO NACIONAL DOS PROCURADORES DE ESTADO, a ser realizado em Porto de Galinhas (PE), cujo tema era:

“O Advogado público, as funções da cidadania e os 25 anos da Constituição de 1988. Porto de Galinhas – PE- Outubro de 2013.”

 

 

Preferimos ir de táxi, pois tenho pavor a viajar de avião.

Sabendo disso, um casal amigo nosso, me vendeu a ideia de contratar para nos levar a Porto de Galinhas, um excelente taxista, Seu Radir, da amizade dos dois, que eram seus compadres. Apesar de eu não conhecer ainda o motorista, aceitei viajar com ele, para Porto de Galinhas.

Eles mesmos telefonaram para Seu Radir para que eu falasse com ele e o contratasse para a esperada viagem.

Acertados o preço e o horário, no sábado, às sete horas da manhã, estava o táxi de Seu Radir na porta do edifício em que moramos, para nos levar a Porto de Galinhas.

Muito educado, o motorista se desculpou porque o carro não era novo, mas o importante, para mim, é que ele tivesse experiência com estrada e fosse cuidadoso.

Colocamos a nossa bagagem na mala do veículo e nos sentamos no banco de trás, muito mal acomodadas, tendo entre nós uma grande ampola portando combustível (gás), o que nos assustou.

Não gostei de viajar ao lado dessa ampola de combustível. Tive medo que explodisse. Mas, diante das excelentes informações que nossos amigos nos tinham dado sobre o motorista, procurei me controlar. Iniciada a viagem, me benzi e fechei os olhos por alguns minutos, pedindo a Deus para fazermos uma ótima viagem. Quando abri os olhos, estranhei a estrada que estávamos trafegando, pois o motorista não estava seguindo pela: BR 101.

Perguntei:

– Por que o Senhor não está indo pela BR. 101?

Muito calmo, o motorista respondeu que estava indo pela estrada certa e tinha muita experiência em viagens. Disse que o caminho certo para GALINHOS, perto de Macau (RN), era o que ele estava fazendo.

Fiquei gelada de raiva.

Perguntei o que tinha a ver Porto de Galinhas em Pernambuco, com Galinhos (RN).

O homem mudou de cor. Havia confundido os dois lugares e já estava perto de Galinhos.

Pedi imediatamente para voltar a Natal, para eu contratar um outro motorista que nos levasse a Porto de Galinhas.

O taxista chorou e garantiu que já tinha ido diversas vezes a Porto de Galinhas.

Apenas, dessa vez, sem querer, tinha se equivocado, e entendeu que a nossa viagem seria para Galinhos (RN).

Fiquei furiosa e pedi para voltar para Natal, pois o trato que eu tinha feito com ele era para nos leva a Porto de Galinhas, em Pernambuco.

Realmente, eu o tinha contratado para nos levar a Porto de Galinhas (PE), para a abertura do Congresso de Procuradores do Estado, que seria á noite.

Ao ver o equívoco que havia cometido, o motorista implorou para que eu o desculpasse e permitisse que ele retornasse e seguisse viagem para Porto de Galinhas.

Como eu já tinha pago o hotel e a nossa inscrição, concordei em continuar a viagem com o mesmo taxista.

Superado o problema do equívoco, prosseguimos viagem para Porto de Galinhas, o que durou oito horas.

Depois de duas horas de viagem, pedi ao motorista que ligasse o som do carro e pusesse o CD novo de Chico Buarque que eu levava na bolsa. Ele suspirou e respondeu:

– Como seria bom que isso fosse um som, meu Deus! Mas, de som, só tem a tampa!

E continuou:

– Esse carro (Corsa Classic) faz parte da “frota” de táxis de um conhecido vereador de Natal, e faz dois anos que o som quebrou-se. Ele diz ter levado o som para consertar, e até hoje não trouxe de volta.

Resultado: Fomos de Natal a Porto de Galinhas, sem, ao menos, um rádio para nos distrair, e com um precário ar condicionado.

Ainda bem que o encontro de Procuradores e o Congresso foram uma maravilha, e o show de encerramento com Alceu Valença compensou a viagem.

Como “castigo”, o tal vereador de Natal, dono da frota de táxis, nunca mais conseguiu se reeleger. Ainda se candidatou este ano, mas obteve pouquíssimos votos.


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