Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Marcos Mairton - Contos, Crônicas e Cordéis quinta, 26 de dezembro de 2024

UMA FÁBULA NO CHATGPT: ESTADO, OVELHAS E UM CÃO GULOSO (CRÔNICA DO SOLUNISTA MARCOS MAIRTON)

Testei o ChatGPT!

 

Vinha adiando esse momento há semanas, mas, no último sábado, não resisti: baixei o aplicativo no celular e comecei a usá-lo.

Ao ver que os textos da tela estavam em inglês, comecei com pergunta simples e óbvia:

– Posso fazer perguntas em português?

– Claro!

Passei então os parâmetros da minha demanda: uma fábula que falasse sobre a relação do Estado com a sociedade, tendo como personagens um cão pastor e um rebanho de ovelhas.

Menos de um segundo depois, a resposta:

– Claro, aqui está uma fábula que representa o poder do Estado sobre o povo:

“O Cão Pastor e o Rebanho de Ovelhas”

Era uma vez um cão pastor chamado Max, que cuidava de um grande rebanho de ovelhas em uma vasta planície. Max sempre agiu de forma protetora e sábia, mantendo as ovelhas seguras dos perigos que as cercavam. Ele as liderava com firmeza, garantindo que cada ovelha seguisse as regras e mantivesse a harmonia no rebanho.

No início, o rebanho de ovelhas estava contente sob o comando de Max, pois o Estado (representado por ele) fornecia segurança e organização. As ovelhas viviam pacificamente, sem medo dos lobos e outros predadores que rondavam.

No entanto, com o tempo, Max começou a exercer um controle cada vez mais rígido sobre o rebanho. Ele estabeleceu regras estritas e limitou a liberdade das ovelhas, alegando que era para o bem delas. As ovelhas começaram a se sentir oprimidas, e sua voz foi silenciada.

Max também começou a tomar mais recursos das ovelhas, acumulando riquezas em nome do Estado. As ovelhas, embora produtivas, não viam os benefícios de seu trabalho árduo.

Certo dia, uma ovelha chamada Lila decidiu questionar o poder de Max sobre o rebanho. Ela reuniu coragem e expressou suas preocupações, pedindo mais participação e justiça no Estado. Max, por outro lado, não estava disposto a abrir mão de seu controle.

A história de Max e do rebanho de ovelhas destaca como o poder do Estado, quando não é equilibrado e responsável, pode se tornar opressivo para o povo. É importante que o Estado proteja e sirva ao povo, em vez de dominá-lo, para que a harmonia e a justiça possam prevalecer em uma sociedade.

– Espero que esta fábula ilustre o que você estava procurando!

Gostei do trabalho da inteligência artificial. Usou todos os elementos que forneci, criou um texto leve e, ao mesmo tempo, conduziu o leitor a uma reflexão sobre a importância do Estado e os cuidados com os seus excessos, capazes de oprimir a sociedade, os indivíduos. Tudo isso escrevendo corretamente.

Um detalhe importante: cumpriu a tarefa em menos de um segundo!

E uma curiosidade: deu ao cão pastor o mesmo nome do nosso cãozinho Shitzu, o Max. Como não passei essa informação ao ChatGPT, acredito que tenha sido coincidência. Ou não. Dizem por aí que nossos celulares nos escutam, mesmo quando estão desligados.

Teorias conspiratórias à parte, reconheço que o trabalho da inteligência artificial me surpreendeu positivamente.

Mas, como nunca estamos 100% satisfeitos, senti falta de algo que chamo de “vida do texto”. Alguma coisa que incomode o leitor, que o faça lembrar que a vida real é bem diferente das nossas teorizações.

Então, acredito que, se eu mesmo a escrevesse, a fábula seria mais dramática.

Falaria do rebanho sendo atacado frequentemente por lobos, que devoravam três ou quatro ovelhas todos os dias, além das que se feriam no combate com os lobos e acabavam morrendo depois. O cão pastor – um enorme Kangal talvez – chamado para lhes dar segurança, teria um apetite voraz e sempre crescente. Sendo o próprio cão tão carnívoro quanto os lobos, comeria quase tantas ovelhas quanto as que eram devoradas antes da contratação de sua proteção. Daí decorreriam grandes conflitos internos no rebanho, pois seria necessário encontrar uma maneira de escolher as ovelhas que virariam comida de kangal. Quem sabe o cão chamasse outros dois de sua espécie para dividir com ele o poder, sob o argumento de que, cada vez que um deles extrapolasse do seu poder, seria contido pelos outros dois. Há muitas possibilidades a partir daí…

Admito, porém, que, com os elementos que entreguei ao ChatGPT, seria difícil ele se afastar da conclusão de que “o poder do Estado, quando não é equilibrado e responsável, pode se tornar opressivo para o povo”.

Em resumo: gostei da brincadeira; e, no que havia de essencial na fábula proposta, penso que a inteligência artificial saiu-se muito bem.


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