Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Coluna do DIB segunda, 07 de julho de 2025

PINDAÍBA: A FRUTA QUE NOMEOU A DIFICULDADE NO BRASIL

PINDAÍBA: A FRUTA QUE NOMEOU A DIFICULDADE NO BRASIL

Antônio Carlos Dib

 

Pode ser uma imagem de fruta e texto que diz "HISTÓRIA Pindaíba: a fruta que nomeou a dificuldade no Brasil"

 

Pois é! A pindaíba existe de verdade: é uma fruta pequena, doce, de casca fina e polpa branca, prima da graviola, e que cresce escondida no interior do Brasil, na Mata Atlântica e no Cerrado.
Por muito tempo, ela foi considerada fruta "de quem não tem muita opção". Gente simples, da roça, colhia pindaíba direto do mato, porque era o que a terra dava, sem precisar comprar, sem luxo, sem escolha.
 
Era fruta da resistência, do improviso e da escassez. E foi assim que ela virou metáfora.
 
Com o tempo, "estar na pindaíba" passou a significar estar sem dinheiro, passando aperto, na dureza, como quem só tem mesmo o que dá no quintal.
 
Hoje a gente nem lembra da fruta, mas usa o nome dela toda vez que a grana some. Curioso, né? Uma fruta doce virou sinônimo de dias amargos.
 
Mas talvez tenha algo bonito nisso também:
A pindaíba ensina que até nos momentos difíceis, a natureza oferece um sabor: simples, mas cheio de história.

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