Uma das surpresas mais aguardadas sobre a equipe feminina de ginástica artística é revelada aqui, com exclusividade: os collants para os Jogos de Paris. Nesta quarta-feira, a equipe feminina de ginastica do Brasil fará treino aberto no Complexo Gymnique, em Troyes, a 160km de Paris, onde fazem aclimatação, e o primeiro modelo será conhecido. Trata-se de um collant em homenagem ao Time Brasil.
— A inspiração para este modelo tem ligação com o fato de que muitas crianças acompanham a modalidade. E as crianças se identificam com a mascote, traz engajamento e representa o nosso Time Brasil. Quando eu era mais jovem, eu sempre quis ter um collant com bonecos, personagens – conta Jade, a atleta que desenha os collants para a seleção brasileira. — Também tem uma inspiração nos collants das universidades americanas que geralmente estampam suas mascotes.
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O Ginga, que é a mascote do Time Brasil, é uma onça pintada e está em destaque neste primeiro modelo de collants que o Brasil usará na França. A cabeça da onça aparece bordada com cristais Swarovski na parte superior do uniforme. Jade usou as cores branca e azul para esta opção.
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Treino de pódio
Já aconteceu, porém, de um modelo de treino ser reaproveitado em uma competição. Na estreia nos Jogos Pan-americanos de Santiago-2023, quando a seleção brasileira conquistou a medalha de prata por equipes, as meninas usaram um modelo retrô, azul marinho e com pedrarias amarelas. No peito, escrito Brasil. Elas quiseram que este modelo fosse usado em uma competição, uma vez que na Antuérpia ele havia sido usado no treino de pódio.
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E para o treino de pódio de Paris-2024, primeiro compromisso oficial, já no ginásio de competição, as atletas também terão um modelo retrô, que remete aos anos 70, época de ouro de Nadia Comaneci. O modelo de cor verde escuro lembra os da romena. Mas também é um resgate da história da ginástica do Brasil, uma homenagem às atletas de gerações anteriores.
— A ideia é homenagear as equipes do Brasil que desbravaram o esporte, que já passaram por aqui. Essas conquistas anteriores representam a construção da ginástica ao longo dos anos. É um modelo que vem sendo usado desde os Jogos de Tóquio-2020, com o mesmo design, mas com cores diferentes – revela Jade, que optou pelo verde por causa da referência brasileira.
Desde 2018, a Confederação Brasileira de Ginástica tem parceria com a americana Ozone e, desde 2022, as atletas passaram a incrementar os modelitos, podendo personalizá-los. A cada ano a seleção feminina lança um conjunto de collants, cerca de seis peças para torneios e outros para treinamento.
Jade, que está em seu quinto ciclo olímpico e em grande fase, é quem desenha os modelos, mas diz que sempre compartilha suas ideias com as companheiras de seleção. Ela disse ainda que as atletas dão preferência para o design e não para a quantidade de cristais aplicados.
— Fazer os collants para a seleção e ver que os modelos caminham com a gente, construindo uma história com gente é muito emocionante — diz Jade. — Nunca pensei que a gente teria isso. Porque na minha uma época não havia dinheiro.
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Jade conta que, mais jovem e ao lado do pai, iniciou uma empresa de roupas de ginástica para confeccionar seus uniformes para a ginástica porque não tinham modelos no Brasil. Ela sempre gostou de ajudar na criação dos collants.
Os modelos de Tóquio-2020, Jogos Olímpicos nos quais Rebeca Andrade se consagrou, foram guardados pela ginasta que não os usou mais. São como troféus:
— Os que eu usei nos Jogos de Tóquio estão guardados a sete chaves e eu vou enquadrá-los. Ficarão junto com as onze medalhas que tenho (de Mundial e Olimpíada) e que pretendo colocar em caixas de acrílico quando me mudar. Farei um quarto da minha história — disse Rebeca.
Já o modelo da final por equipes do Mundial de 2023, em que o Brasil conquistou uma prata inédita e a vaga para Paris-2024, vai ser guardado por todas elas e não entrará mais no ginásio. O modelo é preto e de veludo, também com um toque retrô. Segundo Jade, foi muito usado na época da Daiane dos Santos e Daniele Hypolito.
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