Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

José Domingos Brito - Memorial domingo, 30 de novembro de 2025

OS BRASILEIROS: Ricardo Brennand (CRÔNICA DO COLUNISTA JOSÉ DO COLUNISTA JOSÉ DOMINGOS BRITO

OS BRASILEIROS: Ricardo Brennand

José Domingos Brito

 

Ricardo Coimbra de Almeida Brennand nasceu em 27/5/1927, em Cabo de Santo Agostinho, PE. Engenheiro, empresário, mecenas e, sobretudo, colecionador de obras de arte. Sua coleção resultou na criação do museu, digo Instituto Ricardo Brennand, no Recife, cujo acervo inclui a maior coleção particular de pinturas de Franz Post no mundo.

Filho de Dulce Padilha Coimbra e Antônio Luiz de Almeida Brennand, tradicional família pernambucana. Formado em engenharia civil e mecânica, pela UFPE em 1949, dedicou-se aos negócios da família: fabricação de vidro. aço, cerâmica, cimento, porcelana e açúcar. Em viagens pela Europa e Ásia, adquiriu diversas obras de arte. Em 1998 uma tragédia -a morte do filho- mudou o foco de prioridades do empresário, canalizando toda sua atenção para o lado artístico e sentimental, mais ligado ao colecionismo.

Em 1999 vendeu as fábricas de cimento ao grupo português Cimpor por 590 milhões de dólares e passou a projetar o Instituto Ricardo Brennand (IRB), espaço de referência cultural sem fins lucrativos no Recife, fundado em 2002. O nome homenageia seu tio homônimo, grande incentivador das artes na família. Trata-se de uma instituição cultural reconhecida mundialmente, ocupando as terras do antigo Engenho São João, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, com uma área de 180 mil m², circundado por jardins, lagos e obras de arte. O Museu em fins de década de 1990, quando o vice-presidente da República, Marco Maciel, chamou Brennand para uma conversa:

“Ricardo, tenho uma missão para você servir a Pernambuco. Este ano completam-se 350 anos da morte de Albert Eckhout. O governo holandês aceitou uma sugestão nossa para trazer as obras que ele pintou no Brasil. Mas exige que tenhamos uma instalação que abrigue as obras que serão expostas ao público. Preciso que você nos ajude a realizar esse evento”. Brennand ajudou na empreitada criando o IRB, em 2002, com a exposição “Albert Eckhout volta ao Brasil”.

O IRB abrange um complexo de edificações, abertas à visitação pública, abrangendo o Museu Castelo São João (museu de armas brancas), Pinacoteca, Biblioteca com 60 mil volumes, datados do século XVI em diante, Auditório, Jardim das Esculturas e a Galeria de Exposições Temporárias e Eventos. Foi eleito o melhor museu da América do Sul pelo site de viagens TripAdvisor. Vale a pena uma visita ao museu através do site Instituto Ricardo Brennand.

Conta com um acervo de obras de história e arte, incluindo mais de 5 mil armas brancas, bem como espadas, armaduras, miniaturas, canhões, chaves, relógios e armas modernas automáticas. Trata-se da maior coleção bélica do mundo. Tal apreço por armas teve início quando, ainda criança, ganhou do pai um canivete estilizado. O acervo inclui também objetos históricos e artísticos de diversas procedências, abrangendo o período da baixa idade média ao século XX, com destaque para a coleção de documentos e iconografia referente ao período colonial e ao Brasil Holandês.

Em 2017 recebeu a “Medalha do Mérito Capibaribe”, a mais alta honraria concedida pela Prefeitura do Recife. Foi casado com Graça Monteiro Brennand, com quem teve 8 filhos. Construiu para a esposa a Igreja de Nossa Senhora das Graças, em estilo gótico, e faleceu em 25/4/2020, aos 92 anos. Foi um empresário prolífico e diversificado. Porém, sua obra maior foi a construção do IRB, conforme registrado numa conversa com jornalistas:

“Como empresário, nossa família ajudou o Brasil, eu mesmo construí fabricas e participei de grandes projetos. Mas eu nunca me senti tão reconhecido pela sociedade como depois que construí o IRB. Virei uma estrela!”

 


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