Divaldo Pereira Franco nasceu em 5/5/1927, em Feira de Santana, BA. Médium, professor, escritor, orador e filantropo destacado na História do Brasil. Ao lado de Chico Xavier, é considerado um dos maiores divulgadores da doutrina espírita. Criou a “Mansão do Caminho”, que atende milhares de necessitados e abriga centenas de desvalidos numa “cidade” de 83 mil metros², com 44 edificações, numa área verde de Salvador.
Filho de Ana Alves Franco e Francisco Pereira Franco, teve os primeiros estudos em sua cidade natal e foi diplomado professor do curso primário na Escola Normal Rural, em 1943. Seus contatos com o mundo espiritual iniciaram na infância, aos 4 anos. Ainda jovem, sofreu um abalo com a morte de seu irmão mais velho, deixando-o traumatizado e doente. Foi conduzido a diversos médicos, sem lograr qualquer resultado satisfatório. Em seguida, uma amiga de sua mãe levou-o a um Centro Espírita, onde foi diagnosticado tornando-o livre do trauma. A partir daí passou a se dedicar ao estudo do Espiritismo e foi aprimorando suas faculdades mediúnicas.
Necessitando trabalhar, mudou-se para Salvador em 1945, aos 18 anos, e ingressou no IPASE (atual INSS) como escriturário, pois era um bom datilógrafo. Desde jovem apresentou diversas faculdades mediúnicas, de efeitos físicos e intelectuais, com destaque para a psicografia, com centenas de livros publicados; e oratória, com milhares de palestras proferidas em todo o mundo. Aos 20 anos (em 1947), fundou o Centro Espírita “Caminho da Redenção”. 5 anos depois, junto com o amigo Nilson de Souza Pereira, ampliou o escopo do Centro, transformando-o numa instituição denominada “Mansão do Caminho”, que veio a ser tornar uma “cidade” dentro de Salvador. Além das obras assistenciais, mantêm um complexo educacional para 3 mil crianças e jovens, muitos dos quais registrados como seus filhos.
A partir daí começou a proferir palestras difundindo a Doutrina Espírita, apresentando uma histórica e recordista trajetória de orador no Brasil e no exterior, atraindo multidões, com sua palavra inspirada, esclarecedora e didática, sobre diferentes temas acerca dos problemas humanos e espirituais. Durante longo tempo, viajou em média 230 dias por ano, realizando palestras e seminários no Brasil e no mundo. Recebeu, também, dos benfeitores espirituais, diversas mensagens escritas e pouco depois recebeu a mensagem para que fosse queimado tudo que escrevera até ali, pois não passavam de simples exercício.
Em seguida, vieram novas mensagens assinadas por diversos espíritos, dente eles Joana de Ângelis, aguardando um momento oportuno para se fazer conhecida como sua orientadora espiritual. Em 1964, selecionou várias das mensagens de sua autoria e enfeixou-as num livro: Messe de Amor. Foi o primeiro livro que o médium publicou. Logo em seguida, o poeta indiano Rabindranath Tagore ditou Filigranas de Luz. Vários outros vieram, num total de 240 títulos em 4,5 milhões de exemplares traduzidos em 15 idiomas. Devido a sua condição de grande pregador, foi alcunhado “Paulo de Tarso do Espiritismo”.
Como orador, é conhecido pela capacidade de envolver a platéia e pelo número de palestras em todo o mundo. Num levantamento pelos seus biógrafos, consta o seguinte: no Brasil esteve em mais mil cidades, com cerca de 8 mil palestras e 970 entrevistas; nas Américas, em 18 países e 119 cidades, com mil palestras e 180 entrevistas; na Europa, em mais de 20 países, com 500 palestras e 50 entrevistas; na África, em 5 países e 25 cidades, com 150 palestras e mais de 12 entrevistas; na Ásia, em 5 países, com 12 palestras.
Faleceu em 13/5/2025 e recebeu inúmeras homenagens no Brasil e no exterior: mais de 80 títulos de cidadania honorária conferidos por Estados e Municipios do Brasil; 590 homenagens de entidades da sociedade civil (148 do exterior e 442 do Brasil); Doutor Honoris Causa em diversas universidades; Ordem do Mérito Militar; Embaixador da Paz no Mundo, concedido pela Embassade Universalle Pour la Paix entre outros. Faleceu em 13/5/2015, aos 98 anos e deixou alguns livros biográficos ou de análise de sua obra: Divaldo, médium ou gênio? (1976), por Fernando Pinto; Moldando o Terceiro Milênio: Vida e obra de Divaldo Pereira Franco (1977), por Fernando Worm; Viagens e entrevistas: Divaldo Franco (1978), por Yvon de Araujo Luz.

