Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

José Domingos Brito - Memorial domingo, 26 de outubro de 2025

OS BRASILEIROS: Conselheiro Antônio Prado (CRÔNICA DO COLUNISTA JOSÉ DOMINGOS BRITO)

OS BRASILEIROS: Conselheiro Antônio Prado

José Domingos Brito

Antônio da Silva Prado nasceu em 25/2/1840, em São Paulo, S.P. Advogado, político, jornalista, agricultor, empresário e banqueiro, foi o primeiro prefeito da cidade de São Paulo e um dos expoentes da abolição da escravatura, participando na elaboração da Lei dos Sexagenários (1885) e da Lei Áurea (1889).

 

 

Filho de Veridiana Valéria da Silva Prado e Martinho da Silva Prado, tradicional família da aristocracia cafeeira paulista. Diplomado em 1861 pela Faculdade de Direito em São Paulo, foi chefe de polícia no II Reinado, deputado provincial (1862-1864), deputado geral (1869-1872), senador (1886), conselheiro do Império (1888) e prefeito de São Paulo (1899-1911). Figura destacada na política, publicava suas opiniões no órgão do Partido Conservador – Correio Paulistano -, de sua propriedade a partir de 1882.

Na condição de grande proprietário de terras, incentivou a imigração italiana para suprir a carência de mão-de-obra na agricultura e foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Imigração. Ao assumir o cargo de Ministro da Agricultura, incentivou a criação de ferrovias e autorizou a construção de diversas linha férreas no País. Ainda como ministro, assinou em 1885 junto com a Princesa Isabel, a Lei Saraiva-Cotegipe, também chamada Lei dos Sexagenários, que previa a abolição gradual da escravatura, com indenização aos proprietários de escravos. Em seguida passou a batalhar pela promulgação da Lei Áurea.

Permaneceu 12 anos no cargo de Prefeito de São Paulo e foi o primeiro a receber este título na República. Deixou um considerável legado de obras, modernizando a cidade para o que veio a se tornar em seguida. Providenciou a construção de pontes e o aterramento de várzeas que impediam a ligação entre as várias regiões da cidade; implantou o sistema de energia elétrica, em 1900, através da empresa canadense The São Paulo Light & Power; inaugurou o bonde elétrico em substituição ao bonde-a-burros; construiu o Teatro Municipal, inaugurado em 1911; inaugurou a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz. Em seguida, construiu a Avenida Tiradentes, que liga a Zona Norte ao Vale do Anhangabaú.

Na sua gestão, foi criado balneário do Guarujá, ao lado da cidade de Santos, um empreendimento pioneiro no início do século XX, e foi um dos fundadores do Automóvel Clube de São Paulo. Durante os 12 anos como prefeito, São Paulo teve um aumento vertiginoso da população com a chegada dos italianos, seguidos pelos japoneses e outras nacionalidades. Assim, deu-se a rápida industrialização da cidade, destacando-se os setores têxtil e de alimentos.

Na República optou por não se filiar a nenhum partido e ajudou a criar o Partido Democrático em 1926, atuando como figura “apartidária”. Ele e seu irmão Martinho Prado Jr. colonizaram a região de Ribeirão Preto, onde foi proprietário de 2 fazendas, que chegaram a possuir 20 milhões de pés de café. Foi banqueiro proprietário do Banco do Comércio e Indústria do Estado de São Paulo, da Vidraria Santa Marina, dono de um frigorífico em Barretos e fundador, dono e presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Foi também um dos pioneiros em reflorestamento do País, plantando bosques para abastecer de lenha a ferrovia

Faleceu em 23/4/1929 e no mesmo ano foi lançado um livro de mais de 800 páginas contendo seus discursos e ensaios, organizado por sua filha Nazaré Prado. Em 1940 foram realizados, em São Paulo e no Rio de Janeiro, vários eventos comemorativos do centenário de seu nascimento, incluindo a publicação da biografia Centenário do conselheiro Antônio Prado, editada pela Gráfica Revista dos Tribunais. Em São Paulo a praça central, onde inicia a Av. São João, recebeu seu nome. Em Barretos nomeia a praça da estação ferroviária e a avenida que liga o Shopping de Barretos com a Fundação Educacional de Barretos. No Rio Grande do Sul, a cidade mais italiana do Brasil, tem o nome de Município Antônio Prado.

A família dos Prado é uma das mais importantes na história de São Paulo e o nome Antonio da Silva Prado foi adotado por alguns deles, causando certa confusão em distingui-los. Consta na Wikipedia que o pai do Barão de Iguape (1778-1875) tem esse nome, que foi passado para o filho Barão. Este, por sua vez teve a filha Veridiana da Silva (1825-1910), que denominou seu filho, o conselheiro Antonio da Silva Prado (1840-1929).


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