Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Violante Pimentel - Cenas do Caminho sexta, 26 de setembro de 2025

O MODISMO (CRÔNICA DA COLUNISTA MADRE SEPERIORA VIOLANTE PIMENTEL)

O MODISMO

Violante Pimentel

 

Com o passar do tempo, os costumes se modificam, no que tange aos hábitos de alimentação, vestuário e vocabulário, abrangendo agora o gênero não binário. A intenção é se introduzir na língua portuguesa novos vocábulos quem nem todas as pessoas aceitam. Trata-se da linguagem neutra usada em eventos do atual governo.

Em algumas cerimônias de posse de novos ministros, foram utilizadas expressões neutras para que pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino) ou intersexo, se sintam representadas..

Oradores e comunicadores adotaram a mania de iniciar suas falas com a saudação “brasileiros e brasileiras”. Mas nas reuniões especializadas, a expressão muda para “doutoras e doutores”, acadêmicos e acadêmicas, professores e professoras, eleitores e eleitoras, etc.

As feministas não aceitam ser saudadas implicitamente pelas expressões masculinas tradicionais.

A novidade, agora, é a saudação “Todos, todas e todes”, que, francamente, incomoda aos ouvidos. Um exagero na nossa língua.

Os políticos tem modificado a forma de se iniciar um discurso.

Desde criança, gosto de circo e até hoje sou fã da inteligente saudação circense, “Respeitável Público!”

Bonita e cordial, essa expressão abrange a todos que estiverem presentes ao espetáculo. Com a sabedoria da tradição, a expressão junta homens e mulheres no mesmo saco, colocando-os no mesmo pé de igualdade. Ninguém se sente diminuído, e todos de consideram respeitáveis.

Ao que tudo indica, um importante político brasileiro, José Sarney, foi o primeiro a usar a expressão “brasileiros e brasileiras” para iniciar um discurso. A moda pegou, e hoje todos usam, nos discursos, a saudação com distinção de gênero, como se a humanidade fosse composta de dois seres especiais. Esqueceram que a raiz do homem e da mulher é uma só. A humanidade é uma só.

No nosso País, somente na saudação Circense, “Respeitável Público” o homem e a mulher se encontram no mesmo patamar, sendo respeitado o princípio constitucional da igualdade, contida no Art. 5º da Constituição Federal.


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