
O salário mínimo passará de R$ 1.412 para R$ 1.518 —aumento de R$ 106. O decreto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no penúltimo dia do ano, e passará a valer este mês. Mas, somente a partir de fevereiro, os brasileiros sentirão o impacto da medida no bolso, quando receberem o novo piso.
O novo piso salarial representa um aumento de 7,5% em relação aos R$ 1.412 de 2024. O reajuste leva em conta a inflação deste ano e o crescimento da economia brasileira, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB).
Vale lembrar que, na última sexta-feira (27), Lula sancionou o projeto de lei, que limita o aumento real do salário mínimo em até 2,5% acima da inflação. Esse limite vale entre 2025 e 2030. A medida faz parte de uma série de contenções anunciadas em novembro pelo Ministério da Fazenda para adequar o crescimento do piso salarial do país aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. O projeto foi aprovado, no mês passado, pelo Congresso, às vésperas do recesso do Legislativo.
Conforme a projeção da Fazenda, o teto de crescimento do salário mínimo deve levar a uma economia de até R$ 15,3 bilhões nos próximos dois anos. De acordo com os cálculos do governo, para cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria uma despesa de R$ 392 milhões nos benefícios previdenciários.