Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

O Globo Tuesday, 02 de September de 2025

MINO CARTA SE ENCANTOU: JORNALISTA MORRE AOS 91 ANOS
Morre o jornalista Mino Carta, aos 91 anos

Por O Globo — Rio de Janeiro

 

 
 

Morreu na madrugada desta terça-feira o jornalista Mino Carta, aos 91 anos. A morte foi confirmada pela Carta Capital, da qual era fundador e diretor de redação. A publicação informou que o profissional lutou contra problemas de saúde ao longo do último ano e estava internado havia duas semanas na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Fundador de algumas das principais publicações brasileiras, como as revistas Quatro Rodas, Veja, IstoÉ e o Jornal da Tarde, Mino Carta trilhou carreira no jornalismo por mais de sete décadas. Começou a escrever de maneira fortuita, quando o pai, Giannino, também jornalista, recebeu a encomenda de artigos sobre a Copa do Brasil, em 1950, para dois jornais italianos. Como odiava futebol, perguntou ao filho se queria escrever os textos em seu lugar.

Admiradores e personalidades lamentaram a morte de Mino Carta nas redes sociais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma homenagem e publicou uma foto ao lado de Carta, a quem chamou de "amigo". Lula destacou que o profissional fez história no jornalismo brasileiro, ao criar e dirigir algumas das principais publicações do país, e mostrou com seu ofício como "a imprensa livre e a democracia andam de mãos dadas".

"Intelectual refinado, destacava-se pelo bom texto e a robustez analítica. Um Jornalista que fará muita falta nesses tempos em que a desinformação e a manipulação ganham espaço, quando a corrida pelo líke fácil preside as preocupações. Deixa um enorme legado", escreveu.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) lamentou a perda do "gigante do jornalismo brasileiro" e o agradeceu por "abrir caminhos", com a comunicação como "trincheira de resistência".

Em 1956, Mino abandonou o curso de Direito em São Paulo e retornou em 1956 para a Itália. Lá, trabalhou na Gazetta del Popolo e como correspondente dos diários brasileiros Diário de Notícias e Mundo Ilustrado. A família retornaria ao Brasil quando Giannino assumiu a editoria internacional do Estado de S. Paulo. O irmão do jornalista, Luigi, foi trabalhar na editora Abril pouco antes do parente.

Aos 27 anos, Mino Carta aceitou assumir a direção da edição brasileira da revista Quattroruote, pela editora Abril, mesmo sem saber dirigir ou diferenciar um Volkswagen de uma Mercedes, como o próprio revelou anos depois. Seu trabalho chamou a atenção de Júlio Mesquita Neto, diretor do Estadão, que o convidou para editar Esportes. A linguagem leve e a diagramação inovadora, com fotos grandes e bonitas, serviu de laboratório para o futuro Jornal da Tarde, em 1966, um dos principais legados de Mino Carta para o jornalismo brasileiro.

Colegas de Jornal da Tarde foram "convocados" para ajudá-lo em sua próxima missão: lançar a revista Veja, em 1968, pela editora Abril. A ideia era criar uma news magazine de inspiração americana, em meio ao regime militar.

Dali em diante, lançou outras publicações de destaque, como a IstoÉ, em 1976, e a Carta Capital, de 1994. Ele também integrou a equipe fundadora em 1979 do Jornal da República, que durou apenas cinco meses — é considerado seu "maior fracasso" e, ainda assim, um marco no segmento.

Nos anos 1980, esteve à frente do programa "Cartão Vermelho", na TV Bandeirantes, e "Jogo de Carta", na TV Record. Em 1994, lançou sua última empreitada, a Carta Capital, referência do público progressista.

Adepto da máquina Olivetti, Mino Carta "abominava as novas tecnologias", destacou a Carta Capital, ao noticiar a morte dele. Em entrevista em outubro passado a Lira Neto, o jornalista falou sobre os efeitos da revolução tecnológica na profissão.

— Em lugar de praticar um jornalismo realmente ativo, na busca corajosa pela verdade, a imprensa está sendo engolida e escravizada pelas novas mídias — lamentou.

Mino Carta se recusou a escrever uma biografia, mas incluiu histórias de vida em seus três romances: Castelo de Âmbar, de 2000, A Sombra do Silêncio, de 2003, e A Vida de Mat, de 2016. Ele também foi autor de O Brasil, de 2013, e Crônicas da Mooca: (com a Benção de San Gennaro), em 2009.


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