Cinco jogos separam o Fluminense do seu sonhado primeiro título internacional. Classificado às quartas de final da Libertadores pela quarta vez nos últimos 11 anos, o tricolor dá início hoje, às 21h30min, no Maracanã, aos 180 minutos do confronto contra o Olimpia. O adversário é conhecido e não traz boas lembranças: foi algoz nas quartas da edição de 2013, e na fase eliminatória do ano passado.
A outra vez em que o clube das Laranjeiras esteve nas quartas nos últimos dez anos foi em 2021, quando foi eliminado pelo Barcelona de Guayaquil-EQU. Diferentemente das duas oportunidades em que bateu na trave na hora de chegar à semifinal, o tricolor conta agora com a força de dois estrangeiros em que a torcida deposita suas esperanças: os atacantes Germán Cano e Jhon Arias.
As presenças fundamentais do argentino e do colombiano se traduzem em números. Cano é o artilheiro da temporada tricolor, com 30 gols em 43 jogos. Na Libertadores, marcou seis vezes e é um dos vice-artilheiros da competição, atrás de Paulinho (sete gols), do já eliminado Atlético-MG.
Por sua vez, Arias não costuma balançar as redes com a mesma frequência: tem seis gols em 42 jogos. Porém, sua importância na articulação da equipe de Fernando Diniz o faz ser o líder de assistências da temporada, com 13 ao todo. Nesta Libertadores, marcou duas vezes e serviu os companheiros em outras três.
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Eles são o diferencial do elenco deste ano. Quando o Fluminense caiu para Olimpia e Barcelona, contava apenas com jogadores brasileiros na equipe titular.
Na eliminação para os equatorianos, dois anos atrás, o tricolor até contava com estrangeiros em seu elenco. O equatoriano Juan Cazares e o uruguaio Abel Hernández saíram do banco no jogo decisivo.
Desta vez, dois jogadores de fora do Brasil são as principais referências da equipe, e dão a esperança de um desfecho diferente. Arias chegou às Laranjeiras em agosto de 2021, em meio à disputa daquela Libertadores, enquanto Cano foi contratado no começo do ano passado. O tricolor está fazendo sua sexta participação na Libertadores nos últimos 13 anos, mas não marca presença na semifinal desde 2008 — ano em que foi vice-campeão, derrotado para a LDU-EQU.
Para a partida de hoje, o grande desfalque é Marcelo. Além de ter tido sua suspensão de três partidas mantida pela Conmebol — só retorna na competição se o Flu avançar às semifinais —, o lateral também teve uma lesão constatada na coxa esquerda, sofrida no último fim de semana. Seu substituto será Diogo Barbosa, assim como aconteceu no duelo de volta das oitavas contra o Argentinos Juniors. No meio campo, Lima segue como titular.
Do lado do Olimpia, Fernando Arce não deve fazer grandes mudanças em relação à equipe que eliminou o Flamengo na fase anterior. Invicto há quatro jogos, somando Libertadores e Campeonato Paraguaio, o clube de Assunção usou um time misto no último compromisso doméstico, e trata a competição sul-americana como prioridade.
A partida de volta acontece na próxima quinta, às 21h30, no estádio Defensores Del Chaco. Quem avançar, enfrenta Internacional ou Bolívar — o time brasileiro venceu por 1 a 0 em La Paz, e decide em casa.