Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Pedro Malta - Repentes, Motes e Glosas sábado, 22 de março de 2025

HOMENAGEM AO REI PELÉ (REPENTE DO COLUNISTA PEDRO MALTA)

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, Três Corações-MG (1940-2022)

* * *

PELÉ – O REI DO FUTEBOL – Joabnascimento

Ele foi o Rei da bola,
Nos gramados deu olé,
Foi um gênio incomparável,
Levando a bola no pé,
Edson Arantes do Nascimento,
Foi morar no firmamento,
Nosso amado “Rei Pelé”.

Nos gramados desfilava,
A sua arte refinada,
Com o pensamento rápido,
Toda zaga era driblada,
Dribles extraordinários,
Massacraram adversários,
Sem poderem fazer nada.

Nasceu em Minas Gerais,
Aquele menino arteiro,
Sempre ele foi bom de bola,
Muito hábil e ligeiro,
Nos campos improvisados,
Com seus dribles e gingados,
Fazia gol, o tempo inteiro.

Ganhou 3 copas do mundo,
Todo mundo ele encantou,
Recebeu título de Rei,
No globo se eternizou,
Um ser muito conhecido,
Na terra é reconhecido,
Por tudo que ele jogou.

Depois qu’ele apareceu,
O futebol foi mudado,
Depois de 58,
No trono foi coroado,
Brilhante que nem o sol,
Como Rei do futebol,
Pelé foi eternizado.

O seu nome virou lenda,
É símbolo de qualidade,
Quando você vira craque,
Em uma especialidade,
De Pelé, nós o chamamos,
Até o glorificamos,
Como grande autoridade.

 

Em 23 de outubro,
Era o ano de 40,
Na linda Três Corações,
Para o mundo se apresenta,
Veio cumprir o seu reinado,
Cedo ele foi coroado,
Já na década de 50.

Era o jogador Dondinho,
João Ramos do Nascimento,
Foi para Três Corações,
Ao fazer o alistamento,
Ao Exército brasileiro,
Prestou serviço altaneiro,
Com empenho e engajamento.

Ele conheceu Celeste,
Seu coração foi flechado,
Filha de um lenhador,
Ficou logo apaixonado,
De amor, estarrecido,
Flechado pelo cupido,
Oficializou o noivado.

Com Celeste se casou,
Três filhos, Deus concedeu,
Edson foi o primogênito,
Seu nome, foi o pai que deu,
Homenagem ao inventor,
Que a luz elétrica, criou,
Foi Pelé, quando cresceu.

Logo nos primeiros anos,
Por Dico, foi apelidado,
A mudança pra Pelé,
Foi um fato consumado,
Depois qu’ele apareceu,
O mundo lhe enalteceu,
Como Rei, foi coroado.

O garoto recebeu,
Da família, o apelido,
Por Dico ele foi chamado,
Ficou muito conhecido,
A mudança pra Pelé,
Foi homenagem a Bilé,
Amigo do pai querido.

No ano de 45,
Em Bauru foi morar,
Seu pai, jogador Dondinho,
Nesse time, foi jogar,
Nas categorias de base,
Numa excelente fase,
Em vários times foi treinar.

Foi pro Sete de Setembro,
Em seguida no Baquinho,
Juvenis do Bauru,
Ele chegou de mansinho,
Com a sua habilidade,
E muita criatividade,
Foi notado, rapidinho.

No ano de 56,
Para o Santos, foi levado,
Pelo Waldemar de Brito,
Jogador aposentado,
Com 15 anos de idade,
Ágil e com velocidade,
No Santos, foi contratado.

A sua estreia no time,
Não poderia demorar,
No dia 7 de setembro,
No Santos, veio estrear,
A sua marca deixaria,
Um gol, ele marcaria,
Pra poder se apresentar.

1283 gols,
Marca nunca alcançada,
Nenhum atleta no mundo,
Teve a marca registrada,
Atleta profissional,
Foi um ser fenomenal,
História sempre lembrada.

Seus feitos foram precoces,
Na carreira meteórica,
Ano de 57,
Em uma data histórica,
7 de julho foi o dia,
Na seleção estrearia,
Para uma torcida eufórica.

Tinha só 16 anos,
O Maracanã lotado,
No jogo contra Argentina,
O Brasil foi derrotado,
2×1 foi o placar,
O Pelé ao estrear,
Deixou o seu gol marcado.

Para copa da Suécia,
Pelé já foi convocado,
O caçula da equipe,
Com talento invejado,
Se tornou um titular,
Foi decisivo ao marcar,
Um gol, pra sempre lembrado.

Nessa copa o Brasil,
Foi o campeão mundial,
Também em 62,
Fez outra conquista igual,
Com Garrincha e Pelé,
O “canarinho” deu olé,
Foi um feito genial.

Copa de 66,
O nosso Rei foi cassado,
Pelos zagueiros viris,
Ele foi atropelado,
Sem Pelé na seleção,
Foi com dor no coração,
Time foi eliminado.

Mas na copa de 70,
A história foi diferente,
Pelé, Jairzinho, Tostão,
Formaram a linha de frente,
Clodô, Gerson, Rivelino,
Com elegância e refino,
Formaram time potente.

Atrás Félix, segurava,
Até bola envenenada,
Brito junto com Piazza,
Não deixavam passar nada,
Carlos Alberto, Everaldo,
Também engrossaram o caldo,
Com a técnica refinada.

Foi a maior seleção,
Que o mundo conheceu,
Tri campeã mundial,
Não empatou nem perdeu,
Venceu seus adversários,
Com gols extraordinários,
Ninguém no mundo esqueceu.

No Santos Pelé ganhou,
Todos os títulos possíveis,
Com Pelé dentro de campo,
Eram quase invencíveis,
Só vitória em cada jogo,
Junto com o Botafogo,
Eram times imbatíveis.

Ao se despedir do Santos,
Pelé foi ganhar dinheiro,
No Cosmos de Nova Iorque,
Seu reinado foi ligeiro,
Último time que jogou,
No Cosmos se aposentou,
Disse adeus, pro mundo inteiro.

Nosso Rei do futebol,
Foi Ministro do Esporte,
Cantou com Roberto Carlos,
Na música não teve sorte,
No cinema foi ator,
Até tentou ser cantor,
Não teve muito suporte.

Pelé foi o brasileiro,
Mais exaltado, lá fora,
29 de dezembro,
Nos deixou e foi embora,
Na história será lembrado,
O seu nome está gravado,
Por esse mundão afora.

Obrigado Majestade,
Por tudo que você fez,
Por nos dá tanta alegria,
E reinar com altivez,
O Brasil chora tão triste,
Igual a você não existe,
Nem existirá talvez.


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