Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Coluna do DIB quarta, 15 de janeiro de 2025

HISTÓRIA ISLÂMICA (CRÔNICA DO COLUNISTA SACRISTÃO ANTÔNIO CARLOS DIB)
Pode ser uma imagem de 3 pessoas e texto que diz "" EU ωι os VIKINGS(...) E JAMAIS TESTEMUNHEI CORPOS NEM SEQUER PRÓXIMOS DA PERFEIÇÃO COMO os DELES. ALTOS COMO PALMEIRAS, BRANCOS E ROSADOS(...) MAS SÃO AS CRIATURAS MAIS SUJAS CRIADAS POR DEUS. HISTÓRIA ISLAMICA MICA MansurPeixoto Peixoto Mansur Ahmad Ibn Fadlan Viajante árabe do século IX sobre seu encontro com os vikings do Rio Volga ΓΓΩΙ RYHEYT'"

 

As noções de higiene pessoal de um viking aos olhos de um árabe do século X eram realmente chocantes. Pois, para um habitante da Bagdá abássida, era como se aquele povo europeu literalmente fosse desprovido das mesmas (apesar de serem considerados por historiadores modernos como bem asseados em relação aos demais europeus).
 
Em sua expedição diplomática pelo rio Volga, o embaixador, jurista, escritor, e explorador muçulmano Ahmad Ibn Fadlan (879-960) nos deixou um testemunho detalhado em primeira mão sobre a cultura, religião e costumes dos povos nórdicos popularmente conhecidos hoje como ‘’vikings’’, mas que ele pessoalmente chamava de ‘’rus’’. Ahmad os admirava pela beleza, estatura e bravura, mas tinha um completo nojo de seus hábitos ao se lavarem pela manhã. Ele narra em sua Risala:
 
“Eles são as criaturas mais imundas criadas por Deus. Não tem vergonha quando urinam ou defecam, e não se lavam após a relação sexual os deixar sujos. Eles nem sequer lavam suas mãos depois de comer. São como jumentos perambulantes. Eles chegam, atracam seus barcos no rio Itil, e constroem grandes casas de madeira na sua margem. Eles compartilham a mesma casa em grupos de dez ou vinte, cada um dormindo na sua esteira. Lhes acompanham lindas escravas para serem negociadas com os mercadores. Eles fazem sexo com elas na frente de seus companheiros. Ás vezes se juntam em um grupo e fazem isso uns na frente dos outros. Um mercador pode vir a querer comprar uma escrava, e se depara com seu dono transando com ela. E o viking não a deixa até que satisfaça seu desejo.
 
Eles têm que lavar seus rostos e cabeças todos os dias na água mais podre e mais estragada que você possa imaginar. Deixe-me explicar. Toda manhã uma escrava lhes traz uma larga bacia cheia de água e a dá ao seu dono. Ele lava suas mãos, rosto, e cabelo naquela água. Em seguida, molha um pente na mesma água e penteia seu cabelo. Então assoa seu nariz e cospe na bacia de água. Ele é disposto a fazer qualquer imundice ou ato impuro naquela água. Quando termina, a escrava carrega a mesma bacia com água para o proximo homem no local, que faz a mesma coisa que o anterior. Ela carrega aquilo de um homem para o outro, até que tenha passado por todo mundo na casa. Todos os homens assoam o nariz e cospem na bacia, e então lavam seu rosto e cabelo nela.’’
 
Parte desta cena do encontro do emissário árabe com os vikings foi recriada no filme O 13º Guerreiro de 1999, onde Ahmad Ibn Fadlan, o protagonista, é representado por Antonio Banderas, sendo o filme baseado no livro Devoradores de Mortos de Michael Crichton. Na série Vikings de 2013, o relato de Ibn Fadlan também foi retratado na cena.
 
Porém, o que Ibn Fadlan descreve aqui não é uma difamação para fazer dos nórdicos puramente inferiores numa invenção sua. O que o árabe havia testemunhado era um ritual sócio-religioso associado a Kvasir, o ser criado a partir da mistura da saliva e escarro mesclado dos deuses vanir e aesir, comum entre os adoradores nórdicos, apesar da repugnância causada até hoje.
 
Bibliografia: Tim Mackintosh-Smith, James E. Montgomery (2014) ‘’Two Arabic Travel Books: Accounts of China and India and Mission to the Volga’’, pg 243.

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