Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Correio Braziliense Friday, 20 de June de 2025

FRANCISCO CUOCO SE ENCANTOU: ASTRO SAI DE CENA AOS 91 ANOS DE IDADE

Aos 91 anos, o astro Francisco Cuoco sai de cena

Um dos maiores nomes da televisão brasileira, Francisco Cuoco morreu, ontem, de falência múltipla dos órgãos. O ator e eterno galã estava internado no hospital Albert Einstein há cerca de 20 dias

 
Crédito: Alex Carvalho/TV Globo. Francisco Cuoco. -  (crédito: Alex Carvalho/TV Globo)
Crédito: Alex Carvalho/TV Globo. Francisco Cuoco. - (crédito: Alex Carvalho/TV Globo)
 

Morreu, ontem, o ator Francisco Cuoco, aos 91 anos. O artista estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, há cerca de 20 dias. Ele estava sedado e sofria complicações de saúde causadas por um ferimento infeccionado. A idade e o excesso de peso também foram um agravante do quadro — o paulista pesava cerca de 130 quilos, tinha problemas de locomoção e precisava de auxílio de cuidadores para executar atividades básicas do dia a dia. Segundo um comunicado da assessoria, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ele deixa três filhos.

O ator dividiu os palcos da peça A muito curiosa história da virtuosa matrona de Éfeso com Fernanda Montenegro, Nathalia Timberg e Sérgio Britto. Na obra, Cuoco fazia o papel de um gladiador que entrava morto em cena, portanto, não tinha falas. No ano seguinte, ele acompanhou Fernanda e Britto na formação do Teatro dos Sete, companhia que também contava com a participação do diretor Gianni Ratto e do ator Ítalo Rossi.

A estreia nas telenovelas veio só em 1964, em Marcados pelo amor, de Walther Negrão e Roberto Freire, na TV Record. Em 1966, protagonizou a novela Redenção, de Raimundo Lopes, e, dois anos depois, fez, pela primeira vez, par romântico com a então "namoradinha do Brasil", Regina Duarte, em Legião dos esquecidos, na TV Excelsior. Sucesso entre o público, os atores formaram casal em outras tramas, como, por exemplo, Selva de pedra, em 1972, um dos principais sucessos da Rede Globo. A partir daí, tornou-se um dos maiores galãs da televisão brasileira.

O artista de voz inconfundível e olhar sedutor foi responsável por dar vida a outros personagens marcantes da dramaturgia brasileira, como Carlão, taxista de Pecado capital, de 1975, e o charlatão Herculano de O astro, de 1977, que ganhou nova versão em 2011. Nela, o ator, já com 77 anos, assumiu um papel secundário na trama. O último trabalho de Cuoco nas telenovelas foi em Segundo Sol, de 2018, além de uma breve participação em Salve-se quem puder, em 2022.

Nas telonas, Cuoco estreou em 1965, com o filme Grande sertão, e estrelou filmes como Gêmeas (1999), A partilha (2001), Cafundó (2005) e Real beleza (2015). Ainda no meio artístico, ele se aventurou como cantor e gravou dois discos: o romântico Soledad e o religioso Paz interior, com 16 orações católicas.

Tributo

No início deste mês, Cuoco recebeu uma homenagem especial no programa Tributo, da TV Globo, com um episódio dedicado exclusivamente à carreira do eterno galã. As gravações foram realizadas em julho do ano passado, com participação do próprio artista, que não estava tão debilitado à época. A emissora exibiu o especial ontem à noite.

Ao Correio, o consultor e doutor em teledramaturgia pela Universidade de São Paulo (USP) Mauro Alencar, autor de A Hollywood Brasileira — Panorama da Telenovela no Brasil, entre outros títulos, declarou que Francisco Cuoco — de quem se tornou amigo pessoal a partir da amizade antiga com a irmã do ator, Gracia — foi o pilar fundamental para a construção da telenovela no Brasil.

Em depoimento à reportagem, a autora de novelas Rosane Svartman lamentou nunca ter trabalhado com o ator. "Francisco Cuoco entrou na pele de tantos personagens icônicos que seu nome é também sinônimo de teledramaturgia e televisão. Já rimos, choramos e nos apaixonamos com ele", afirmou a criadora de Dona de mim, no ar atualmente.

Repercussão

Nas redes sociais, grandes nomes da indústria cultural lamentaram a morte do ator. "Recebo com tristeza a notícia da partida de Francisco Cuoco", declarou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, nas redes sociais. "Um gigante da nossa teledramaturgia, dono de uma carreira linda e memorável. Um artista que nos marcou com seu talento e carisma", escreveu a cantora.

Amiga do eterno O semideus desde a década de 1960, Nathalia Timberg relembrou a trajetória do artista. "Hoje, perdemos um grande ator dos palcos e das telas: Francisco Cuoco. Ele começou no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e posteriormente fez parte do Teatro dos Sete, companhia teatral de Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Depois, passou pelos teleteatros (que resgatamos na segunda e terceira fotos), chegando à televisão, onde ficou eternizado durante gerações", publicou a atriz veterana.

Colega do ator paulista em O outro, de 1987, Miguel Falabella também reagiu à notícia: "Foi-se Francisco Cuoco, cai o pano para este ator que habitou o imaginário de todos nós por tantos anos. Por trás da lendária figura do eterno galã, havia um homem sensível, um colega engraçado e espirituoso e um profissional de primeira. Demos muitas gargalhadas juntos. Vai deixar saudade".

Intérprete da filha do artista na mesma novela, Beth Goulart destacou que o papel duplo na trama de Aguinaldo Silva "é um testemunho de sua versatilidade e dedicação à arte".

 

O galã das novelas

Marcados pelo amor (1964)

No papel de Victor, Cuoco fez par romântico com Miriam Mehler, que vive Lisa, uma mulher que não consegue confiar nos homens e é ameaçada pela meia-irmã, que tenta roubar-lhe o marido.

Redenção (1966)

Como Fernando, um forasteiro na vila de Redenção, Cuoco tem uma legião de apaixonadas. Fernanda Montenegro está no elenco da produção que teve 596 capítulos.

Primeiro par romântico com Regina Duarte, a novela foi importante para transformar o ator em galã da tevê brasileira.

Selva de pedra (1972)

Cuoco vive Cristiano Vilhena, filho de um pastor que se envolve em um acidente com uma arma e é acobertado por Simone, vivida por Regina Duarte, por quem se apaixona. É a segunda vez que faz par romântico com a atriz.

O taxista Carlão precisa decidir se entrega ou não à polícia uma mala de dinheiro esquecida no seu carro. É um personagem icônico do ator, destaque em um elenco que tem Betty Faria, Lima Duarte, Rosamaria Murtinho e Marco Nanini.

Saramandaia (1976)

Escrita por Dias Gomes e ambientada na zona canavieira de Pernambuco, a novela é um clássico da televisão brasileira, com Juca de Oliveira, Sônia Braga, Dina Sfat, Ary Fontoura, Yoná Magalhães e Antônio Fagundes. Cuoco participa de um episódio.

Cuoco é Herculano Quintanilha nesse clássico de Janete Clair, um charlatão que abandona a família e se infiltra no clã milionário da família Hayalla.

O outro (1987)

O ator foi elogiado por viver dois papéis, o de um empresário e o de seu sósia. Como cada um desconhecia a existência do outro, a novela de Aguinaldo Silva é construída em cima da tensão do encontro.

Outro clássico dos anos 1980, com texto de Lauro César Muniz, conta a história de Sassá Mutema, em interpretação icônica de Lima Duarte, um boia-fria usado pelo deputado Severo Toledo, vivido por Cuoco, para acobertar um adultério. O elenco de peso tem ainda José Wilker, Maitê Proença e Susana Vieira.

A próxima vítima (1995)

O ator fez uma pequena participação na trama conduzida por José Wilker no papel do mau-caráter Marcelo.

 

Segundo Sol (2018)

No último trabalho completo na tevê, Cuoco vive Nestor, o pai dos vilões vividos por Adriana Esteves e Vladimir Brichta. Ele contracena com Arlete Salles e Renata Sorrah.


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