Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Carlos Eduardo Santos - Crònicas Cheias de Graça sábado, 18 de janeiro de 2025

ELEIÇÕES – JOÃO CAPÃO (CRÔNICA DO COLUNISTA CARLOS EDUARDO SANTOS)

Carlos Eduardo Santos

Num período em que eu estava editando revistas, por volta dos anos 1960, recebi um jovem de 14 anos que me apresentou várias poesias e desejava publicá-las.

Viera com sua família, de Alagoas para morar no Recife e precisava ser apresentado à intelectualidade pernambucana. Desejava se ambientar.

Disse-me que tinha vontade de estudar filosofia, criar póesias mais sérias, entrar na Faculdade, tinha um projeto de futuro. Todavia estava em fase inicial de “versejança”, abordando temas pitorescos, a fim de conquistar público. Dei-lhe a oportunidade primeira.

Ao receber vários trabalhos optei por aquele que focava eleição em cidade do interior, quando um aprendiz de político se apresentou em cima da carroceria de um caminhão e fez sua proclamação. De tão ruim que foi a fala acabou por perder a eleição. Mas a poesia fez sucesso.

Deixo de citar o nome do autor à seu pedido, visto que hoje se trata de ilustre professor de Filosofia da Arte, poeta e autor de vários livros.

Eis a poesia:

JOÃO CAPÃO

Pode crer que a natureza
Um dia se revoltava
Quando Capão num comício
Certa noite discursava.

O povo batia palmas
Mas a natureza, não.
Pode crer que eu ouvia
O próprio Deus que Dizia:
Cala a boca João Capão!

Até a lua no alto se expressava:
Cala a boca João Capão!
Tua Voz tá perturbando
O sopro da viração
Perturba até os poetas
Que vivem na solidão.

Quando a lua disse isso
Eu quase morri de pena
Será que todo Universo
Quer Capão fora de cena?

Mas eu perdoo e tenho dó
Tenho dele compaixão
Quem não nasceu pra ser galo
Só nasceu pra ser capão.


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