Depois de insatisfação dos clubes e federações pela demora, a CBF apresentou nesta sexta (17) o panorama das competições femininas para o ano de 2025. O anúncio foi feito durante uma reunião em que estiveram o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e representantes dos 64 clubes das três divisões nacionais. As novidades para o ano são a reestreia da Copa do Brasil, oito anos depois da última edição, e a mudança nos critérios de rebaixamento e acesso para a primeira divisão. Já o calendário completo com as datas dos torneios será divulgado em uma data posterior.
A nova Copa do Brasil terá a participação dos 64 clubes das três divisões nacionais: 16 do Brasileirão Feminino A1, 16 do Brasileirão Feminino A2 e 32 do Brasileirão Feminino A3. O formato conta com uma disputa inicial entre os clubes da terceira divisão, que serão sorteados em 16 confrontos para selecionar os clubes que avançam para a segunda etapa. Na sequência, os sobreviventes da A3 duelam com os times da A2, e os vitoriosos enfrentarão os 16 times da primeira divisão. A partir daí, o mata-mata continua com os clubes restantes até a grande final. Todas os duelos terão apenas um jogo único.
As três divisões do Brasileirão Feminino também passam por mudanças. Na A1 e na A2, a CBF começa a expandir o modelo de 16 para 20 equipes participantes, passando de quatro para dois clubes rebaixados e mantendo em quatro o número de equipes que conquistam o acesso das séries inferiores. Assim, em 2027 a primeira divisão chegará nos 20 clubes, marco que será alcançado pela segunda divisão em 2029. A partir de 2026, o Brasileirão Feminino A2 terá o mesmo modelo de disputa que o A1, com fase de grupos em turno único e, na sequência, mata-mata com os 8 primeiros colocados.
No Brasileirão Feminino A3, a novidade é na quantidade de jogos, que passa de 62 para 78. Na primeira fase, os 32 clubes serão divididos em oito grupos com quatro clubes cada, e se enfrentarão em turno único. Para a edição de 2026, está prevista a expansão da primeira fase para jogos decididos em dois turnos.
Nas categorias de base, a CBF também anunciou o crescimento das competições. O Brasileirão sub-20 e o sub-17 passarão a ter 24 clubes cada, o que representa uma adição de quatro e oito equipes em cada torneio, respectivamente.