O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) determinou, nesta quarta-feira, a punição ao Atlético-MG de seis jogos, três deles com portôes fechados, por conta dos incidentes ocorridos durante a final da Copa do Brasil, na Arena MRV. Dois já foram cumpridos, contra Botafogo e Juventude. Os três últimos poderão ter a presença de mulheres, crianças, adolescentes até 16 anos, idosos e deficientes. O clube se prepara para recorrer contra a decisão. A informação foi inicialmente divulgada pelo ge.
Na jogo de volta da grande decisão da Copa do Brasil, a casa do alvinegro foi local de muita confusão. Houve uma invasão do gramado por um atleticano, além da tentativa de um grupo após o apito final, e arremesso de objetos e bombas no gramado, tendo uma delas acertado o fotógrafo Nuremberg José Maria.
A punição imposta pelo tribunal é apenas válida para competições organiadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) — o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil da próxima temporada. O único duelo que a equipe comandada por Gabriel Milito ainda tem em 2024, contra o Athletico-PR, não terá a presença de torcedores.
O Atlético-MG foi denunciado seis vezes pela procuradoria. Além dos jogos com portões fechados, o clube terá de pagar uma multa de R$ 198 mil. O recurso sobre a interdição será julgado nesta quinta-feira.
O clube utilizou as imagens das mais de 350 câmeras da Arena MRV para ajudar as forças de segurança a identificar 21 torcedores envolvidos na confusões, e afirma que outras pessoas estão em processo avançado de identificação. Mesmo com cerca de 700 seguranças privados atuando durante o jogo, o efetivo não foi suficiente para evitar o caos no estádio.