Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

José Domingos Brito - Memorial domingo, 16 de fevereiro de 2025

AS BRASILEIRAS: Julia Wanderley (CRÔNICA DO COLUNISTA JOSÉ DOMINGOS BRITO)

AS BRASILEIRAS: Julia Wanderley

José Domingos Brito

Júlia Augusta Wanderley de Souza Petrich nasceu em 26/8/1874, em Ponta Grossa, PR. Professora e educadora, pioneira no magistério feminino. Aos 16 anos requereu ao Governo do Estado autorização para cursar a Escola Normal, só frequentada na época por meninos. Foi a primeira mulher nomeada pelo Governo do Paraná a exercer o magistério.

 

Filha e Laurinda de Souza Wanderley e Afonso Guilhermino Wanderley, um dos pintores do interior da Catedral de Curtitiba. Ainda criança, mudou-se com a família para Curitiba, onde teve aulas com professores particulares antes de frequentar o colégio. Em 1890 ingressou no curso secundário, concluindo-o no Ginásio Paranaense. Nesta época liderou o movimento para o ingresso de moças no educandário até então permitido somente para homens. Recebeu o diploma de professora normalista em novembro de 1892.

Em seguida tornou-se regente da Cadeira de Instrução Primária de Curitiba. A partir de 1894, passou a dirigir a Escola Tiradentes. No ano seguinte casou-se com o comerciante Frederico Petriche e passou a atuar imprensa local com artigos no jornal Operário Livre sobre pedagogia e questões sociais. Ficou conhecida pelos colegas como “advogada do professorado”, devido a defesa e importância que atribuia à profissão. De formação católica e idéias socialistas, adotou o pseudônimo de Augusta de Souza para assinar muitos de seus artigos

Segundo o fundador da UFPR-Universidade Federal do Paraná, Dr. Vítor Ferreira do amaral: “Era o tipo mais completo de professora que conheci, durante os anos em que fui diretor da Instituição. Inteligência lúcida, de uma intuição que quase atingia as raias da adivinhação, com uma cultura não vulgar e uma decidida vocação pedagógica que a tornava querida e admirada de seus discípulos e a colocava em destaque entre as suas colegas como primus inter pares.”

Em 1915, foi nomeada membro efetivo do Conselho Superior do Ensino Primário e ditetora da Escola Intermediária de Curitiba, onde lecionou por 25 anos. Faleceu em 5/4/1918 e recebeu diversas homenagens. Em 1927 foi inaugurado na Praça Santos Andrade, frente ao Museu da UFPR, seu busto. Seu nome foi dado à ruas de Ponta Grossa e Curitiba, bem como um colégio estadual e o grêmio do Instituto de Educação do Paraná.

Como atividade de lazer, gostava de fotografar e manteve uma grande ccoleção do fotos sobre a sociedade paranaense, contando com imagens do cotidiano, do povo, dos costumes, das atividades laborais, dos eventos e outros temas assuntos. Muitos dados que os historiógrafos do Paraná hoje utilizam foram obtidos através da pesquisa desse vasto material iconográfico. Em 2013, Silvete Aparecida Cripa de Araújo escreveu sua biografia: Professora Julia Wanderley: uma mulher-mito (1874 – 1918), publicada na: Série Pesquisa da Editora da UFPR.

 


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