Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Fernando Antônio Gonçalves - Sem Oxentes nem Mais ou Menos quarta, 27 de agosto de 2025

ALGUNS PITACOS (CRÔNICA DO COLUNISTA FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES(

ALGUNS PITACOS

Fernando Antonio Gonçalves

Arrumações de gabinete de trabalho revelam fatos, fotos e falas que pareciam ter caído no baú do esquecimento, mas que saltam vez por outra para o cotidiano, exigindo respeito memorial, como se tudo fosse apenas uma simples questão de começo. Parecem ser de muita valia para os momentos que estamos vivenciando. Ressaltam angústias antigas que persistem, de incômodas consequências para todos. Alguns apontamentos de um ontem já não mais quase hoje, merecem ser aqui reproduzidos, a data sendo irrelevante:

a. A maior tragédia do homem contemporâneo está na sua dominação pela força dos mitos, abdicando de uma soberana capacidade de discernir e discordar, indispensável no trato da coisa pública. Compreensivelmente, os novatos estão mitificando os seus governantes, que se arvoram de primogênitos de Deus. Olvidam-se que no palco da vida há coisas, mil coisas, que custam bem pouco mas acarretam efeitos extraordinários. Um muito obrigado, por exemplo. Um cartão de reconhecimento. Ou um atendimento personalizado, quando o assunto merecer importância. Procedimentos que diferenciariam o agora de um passado autoritário, tecnocrático e pernóstico, até bem pouco tempo vivido e observado pelos que ainda não estão de cabeça baixa.

b. Nada ameaça mais uma democracia que a gestão daqueles que desconhecem a tese fundamental: Em toda democracia, as respostas são difíceis diante de uma demanda facilmente induzida. Nos casos estaduais, nada mais oportuna que uma análise sem preconceitosde todos, sem apegos a cargos e funções, deixando-se refletir diante da seriedade de propósitos. Estratégias e táticas bem definidas e discutidas, contínua postura dialogal e um ver-melhor-o-derredor bem poderiam constituir os balizamentos necessários para um fico-ou-saio dos que auxiliam diretamente os governantes.

c. Nossa crise brasileira, que também se incorpora a uma crise mundial, é profunda, muito profunda. Prenúncio do fim de uma era, início de uma nova era, onde quase todo mundo está despreparado para um assumir consequente. A ausência de uma profissionalidade comprometida com a transformação do hoje está levando inúmeros técnicos, os mais despreparados, a uma não conformação com o fortalecimento do setor político, gerando um outro componente daquele caldo cultural que carrega dupla tendência: uma, a de ser hipercrítica em relação a tudo aquilo que desagrada; a outra, a de ser subcrítica diante daquilo que concorda. E os hiper e os sub não estão ampliando a cidadania do brasileiro. Estão, sim, deixando os senhores políticos sem uma densidade mais criativa e com uma frágil consciência acerca da própria máquina partidária. E eivando-os de um mandonismo inoportuno, detentor de poder decisório quase absoluto, que somente faz aumentar o número daqueles que consideram a repressão como caminho natural para o desenvolvimento nacional, única saída para garantir a segurança do grande capital.

d. A hora de reinventar-se chegou. Ultrapassar os obscurantismos técnicos, políticos e culturais é prova maior de querer democracia cada vez mais solidificada. Caso contrário, outras situações poderão advir, com prejuízos para quase todo mundo.


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