Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Domingo – Dia de Matinê no Cinema Local domingo, 15 de dezembro de 2024

ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA (2009) – UM GRANDE SUSPENSE

HOJE: SUSPENSE

ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA (2009) – UM GRANDE SUSPENSE

GENTILEZA DO COLUNISTA CÍCERO TAVARES

 

Acima de Qualquer Suspeita é um grande filme de suspense policial que prende o telespectador até o último instante para descobrir a verdade por trás dos fatos. A atuação do promotor público Mark Hunter (Michael Douglas), torna o longa mais atraente.

Belo suspense policial, com uma premissa criativa e um desenvolvimento inteligente mostrando boas reviravoltas ao longo da história.

Toda a questão sobre julgamentos baseados em evidências circunstanciais no qual se baseia a trama central desperta algumas reflexões, mostrando que a “verdade” num tribunal pode apresentar várias versões, com o resultado podendo ser facilmente manipulável num repugnante jogo de cartas marcadas.

De negativo tem o plano estúpido de como as filmagens que inocentariam o jornalista são armazenadas e depois seriam apresentadas no julgamento, daria para imaginar muitas formas mais inteligentes de garantir que as imagens fossem divulgadas sem aquela correria e perseguições não convincentes.

Mas o grande destaque fica por conta do desfecho com uma reviravolta no enredo que realmente surpreende, se alguém disser que foi previsível ou que conseguiu antecipar a revelação final, é um mentiroso. Podem dizer que é forçado ou que não gostaram, mas é inegável que foi um final criativo, fugindo do “final feliz” padrão.

O filme expõe questões éticas tanto do lado do jornalismo quanto da própria justiça e mostra até onde alguém pode ir para conseguir seus objetivos.

O diretor Hyams conduz a trama de forma que as coisas que você acredita estarem certas talvez não estejam e a participação do ator veterano Michael Douglas (de filmes como Instinto SelvagemGarotos IncríveisTraffic) no elenco dar um tempero especial à produção.

C.J. Nichols (Jesse Metcalfe) é um jornalista investigativo de uma grande rede de televisão disposto a fazer a reportagem da sua vida e ganhar o prêmio Pulitzer (o “Oscar” do jornalismo). Para tanto, resolve investigar o promotor público Mark Hunter (Michael Douglas) e os 17 casos de crimes circunstanciais em que o promotor atuou (e, incrivelmente, venceu!), utilizando-se de exames de DNA em evidências colocados nas cenas dos crimes de forma inescrupulosa e falsa. O objetivo do promotor Hunter em vencer todos os casos é tornar-se herói aos olhos da opinião pública como defensor ferrenho da justiça e de causas humanas e assim angariar votos para a eleição de governador de estado.

Para provar as manipulações da promotoria, Nichols resolve criar falsas evidencias para que seja julgado como assassino de uma prostituta que de fato ocorreu em Nova York. Com a ajuda de seu amigo e colega jornalista manipula provas e filma todo o processo para que no julgamento possa desmascarar Mark Hunter e suas manipulações de processos judiciais. Alguma semelhança com os casos julgados pelo Xandão do Supremo Tribunal de Favores, é mera coincidência.

Com a direção de Peter Hyams o filme consegue manter um certo suspense na medida em que os personagens precisam enfrentar um risco muito grande em suas carreiras profissionais. Hunter precisa manipular a justiça e vencer mais este caso apesar de saber que caiu em uma armação do jornalista. Nichols, por sua vez, precisa provar sua inocência apesar da morte “acidental” de seu amigo e o sumiço do DVD com a gravação da sua armadilha. Causas morais e éticas são colocadas para que o expectador possa refletir sobre até que ponto uma pessoa estaria disposta a praticar atos criminais para conseguir fama e poder. Em Acima de Qualquer Suspeita estão todos os envolvidos nesta trama muito bem arquitetada e nem todos são inocentes (ou culpados) até que se prove o contrário.

Os atores convencem razoavelmente em suas interpretações e o suspense se perde um pouco na medida em que toda a “armadilha” já é conhecida por todos os personagens envolvidos na história. A reviravolta no final é mais um estratagema para tentar incutir no público a falsa pretensão de ser uma grande história policial. Micheal Douglas não disse a que veio e a produção só usou seu prestígio como ator para atrair o público. Até mesmo o romance entre J.C. Nichols com a assistente de Hunter ficou clichê e uma manobra do roteirista. O romance não cola e a química entre eles é falsa e superficial, como as narrativas “criadas” pelo xerife careca do Supremo Tribunal de Favores de um país chamado Brasil para incriminar o Messias, e, dessa forma, impedi-lo de se candidatar à presidência do País.

 

 


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