Almanaque Raimundo Floriano
(Cultural, sem fins comerciais, lucrativos ou financeiros)


Raimundo Floriano de Albuquerque e Silva, Editor deste Almanaque, também conhecido como Velho Fulô, Palhaço Seu Mundinho e Mundico Trazendowski, nascido em Balsas , Maranhão, a 3 de julho de 1936, Católico Apostólico Romano, Contador, Oficial da Reserva do Exército Brasileiro, Funcionário Público aposentado da Câmara dos Deputados, Titular da Cadeira nº 10 da Academia Passa Disco da Música Nordestina, cuja patrona é a cantora Elba Ramalho, Mestre e Fundador da Banda da Capital Federal, Pesquisador da MPB, especializado em Velha Guarda, Música Militar, Carnaval e Forró, Cardeal Fundador da Igreja Sertaneja, Pioneiro de Brasília, Xerife nos Mares do Caribe, Cordelista e Glosador, Amigo do Rio das Balsas, Inventor da Descida de Boia, em julho de 1952, Amigo da Fanfarra do 1° RCG, autor dos livros O Acordo PDS/PTB, coletânea de charges, Sinais de Revisão e Regras de Pontuação, normativo, Do Jumento ao Parlamento, com episódios da vida real, De Balsas para o Mundo, centrado na navegação fluvial Balsas/Oceano Atlântico, Pétalas do Rosa, saga da Família Albuquerque e Silva, Memorial Balsense, dedicado à história de sua terra natal, e Caindo na Gandaia, humorístico apimentado, é casado, tem quatro filhos, uma nora, um genro e dois netos e reside em Brasília, Distrito Federal, desde dezembro de 1960.

Carlos Eduardo Santos - Crònicas Cheias de Graça sábado, 15 de março de 2025

A VIRADA DE MARCOS FREIRE (CRÔNICA DO COLUNISTA CARLOS EDUARDO SANTOS)

A VIRADA DE MARCOS FREIRE

Carlos Eduardo Santos

Em 1982 eu estava no auge do jornalismo profissional e pude presenciar episódios que se ampliam além da notícia, passando para o anedotário. Nesse ano Pernambuco fervia como um caldeirão na brasa, quando concorriam ao governo estadual: Marcos de Barros Freire e Roberto de Magalhães Melo.

Época em que só disputavam dois partidos: a ARENA e o PMDB. O bipartidarismo garroteara várias tendências numa única agremiação: o Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Alguns políticos e parte da Imprensa se alojaram na canhota aglutinados no PMDB. Os pelegos, os oportunistas e os bem intencionados se espremiam – alguns de certa forma constrangidos – no partido do Governo: a Aliança Renovadora Nacional.

Naquele tempo a contagem dos votos ocorria nos salões do Clube Internacional do Recife. Os serviços se prolongavam por mais de uma semana. Era muito papel nas mesas: anotações, manuais das cédulas, Fiscais de Partidos e Cabos Eleitorais, todos em frenesi. Os da Imprensa faziam um fuzuê: máquinas fotográficas clicando, políticos sendo entrevistados, microfones e fios que mais pareciam u’a espalhados pelo salão.

Um aglomerado de emoções em festa democrática. Mas o melhor eram os noticiários dos jornais nos dias seguintes, quando Roberto Magalhães, em 20 de novembro de 1982, começou a tomar a dianteira:

“Com 40% dos votos apurados amplia-se a vantagem de Roberto Magalhães”.

“Espera-se hoje a virada de Marcos Freire.”

“Marcos Freire vem aí, de virada.”

“Com quase 70% dos votos apurados PMDB ainda espera pela virada”.

E finalmente a manchete em oito colunas, na edição de 26 de novembro, do Diário de Pernambuco:

“Roberto Magalhães concretiza a vitória” 

Alegre e presepeiro o advogado José David, para encabular alguns amigos, utilizou uma estratégia nunca vista. Rebocou uma Kombi lá num ferro-velho de Caxangá e estacionou o veículo de roda pra cima na frente do Diário de Pernambuco, com uma faixa bem escandalosa:

 

A VIRADA DE MARCOS FREIRE

 


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